1.16.2005

Ninguém fez mais por si próprio

Não há dúvida que, assim, o P.S. nem precisa de fazer campanha. Com tiros no pé deste calibre e à razão de pelo menos um por dia, Santana está, de longe, no top do ranking das calinadas político-circences desde o 25 de Abril. Nunca se viu tamanha inépcia política desenvolvida com uma descontracção tão invejável.
Qual será a de hoje?
Impossível adivinhar.
Pode ser um convite a Pinto da Costa ou ao Badaró. Um ex-ministro que o acuse de ser um Judas ou um ex-companheiro de ser um crava nos restaurantes.

Sabe-se lá!
É a novíssima e jet-setíssima forma de fazer política.
Faits divers à força toda e conteúdo nulo.
Tal como todos nós merecemos, no fundo
O pior é que Sócrates também não é melhor.
O menos convincente e mais reservado político artificial que se tem visto ultimamente no P.S., não tem mesmo carisma nenhum para arrastar multidões. Nem para arrastar ninguém. Tudo aquilo é plástico. Nada nele é natural. Emoções auto-contidas, discurso vazio e monocórdico artificial... enfim: olha-se para o homem e aquilo não transparece conteúdo emocional nenhum. É absolutamente desprovido da centelha que distingue os grandes homens. Que se encontrou bem viva em Soares, Cunhal, Freitas, Sá-Carneiro.
Aquilo é só formalismos recalcadores de emoções que os olhos, no fundo, denunciam, mas a boca não revela. Zero carisma. Mas perigoso. Aquela postura opaca esconde uma bomba relógio e uma frieza que não se compadece com coisa nenhuma. Faz lembrar aquele monge da Opus Dei no Código da Vinci.

E porque raio me teria lembrado eu dessa Preladura Papal, agora?
Cavaco tem razão quando apela para a substituição urgente deste relambório amorfo de políticos de 15ª categoria por gente de qualidade. A pergunta é: onde é que eles estão?
.
O povo tem cada vez menos alternativa. Entre um clown inacreditável e um cerebral frio e opaco, prefiro o mesmo de sempre:
Mandá-los às urtigas aos dois.

Sem comentários: