11.15.2003

INEM: Falcons para o Kuwait, ambulâncias podres para a IP5

Um Falcon do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) partiu sexta-feira à noite para o Kuwait, com escala em Palermo (Itália), para recolher a jornalista Maria João Ruela.

Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!

(É das tais portugaladas que não se conseguem comentar, porra!).

ACABARAM-SE AS LIGAÇÕES AÉREAS REGULARES COM O KUWAIT, queres tu ver???

Tem que lá ir um jacto de propósito buscar a rapariga....
Com um médico, 2 enfermeiras e 3 delegados de propaganda médica, cada um de seu laboratório?

Ai, valha-nos Deus!

"O resgate de Carlos Raleiras é patrocinado por Sonasol tripla-acção"

Saddek Al Hassam é quem vai receber o papel.

Este árabe entrou directamente para o top 10 dos meus pensadores favoritos.
Tem escritório montado em Bassorá, foi dado à TSF o nr do seu telefone, e é ele quem vai receber o dinheiro do resgate do jornalista português.
Só assim e mais nada.
Nas barbas das tropas americanas, alguém lhe entregará o saco; ele recebe-o e depois concerteza até os levará ao encontro do jornalista, para poderem todos beber um caneco de comemoração do negócio.

Allah é grande e dólares há muitos, palerma!
Não se esqueçam de entrevistar o homem para o Caras Notícias.

11.14.2003

Jornadas Históricas... para ociosos?

Terminaram em Seia as jornadas históricas dedicadas à vida e obra de Álvaro Cunhal.

Terminaram, e a esmagadora maioria da população nem sequer se aperecebeu de que tinham começado.
Realizar Jornadas Históricas, com a devida vénia para a organização (que terá as melhores das intenções), durante as horas de trabalho das populações, é o mesmo que desprezá-las, digo mesmo: que insultá-las.

Por certo não esperavam que o senense comum pudesse pedir ao patrão 3 diazitos para assistir às jornadas, ou esperavam?
Assim, ali se veem sempre os mesmos: reformados, ociosos e professores que se baldaram 3 dias às aulas, para se valorizarem (?!) com as comunicações dos congressistas.

Eu afirmo sem hesitar que pavonearem-se sempre os mesmos "actores" e ociosos à  frente dos ilustres convidados, para lisboeta ver e senense comentar, é simplesmente algo de inqualificável que sinceramente me envergonha, enquanto cidadão desta terra.
Um exibicionismo podre de quem pouco ou nada faz na vida e se mostra, periodicamente, à sociedade de ociosos seus iguais, para não ser esquecido.

Seia não precisa, de todo, destas teatradas.
Seia precisa destas e de outras jornadas, sim, mas que possam ser frequentadas e disfrutadas pela população. Não por este repetido e corriqueiro clube de ociosos.
Por esta triste feira de vaidades balofa e medíocre.
Um autêntico desperdício.

Hoje, por exemplo, andava tudo que nem uns doidinhos a correr atrás do Pacheco Pereira....
Que vergonha... Quem tão pouco o considera, no dia a dia, colar-se daquela maneira miserável para aparecer, na rua e no restaurante, ao seu lado...

Eu digo que já chega de tanta palhaçada e tanto insulto a quem trabalha, nesta terra que parece mesmo tão desabitada de inteligência, que nem aquele notável intelectual consegue aportar a estes cérebros empedernidos algum fugaz benefício.

Jornadas culturais abertas à  população num país desenvolvido fazem-se em horário pós-laboral, e não durante as horas normais de labor, aquelas de que este país tanto pede e precisa para se livrar da triste situação militante de último lugar de uma europa cada vez de si mais distante.

Pensavam que iam para um safari para o Quénia...

Os valentes dos repórteres tugas, na boa, decidiram entrar no Iraque sem escolta nem nada, porque é claro que ninguém se ia meter com eles...
Os garbosos GNRs tinham-nos deixado na noite anterior entregues à sua sorte.
E eles, como era de noite e não havia por ali disco-nights, decidiram voltar para trás.
Hoje decidiram regressar para a frente.
Agora andam os ingleses à procura do jornalista português desaparecido.

A nossa GNR já tomou conta da ocorrência.

Democracia à Portuguesa

O povo tuga - essa entidade nebulosa que a classe política passa a vida a elogiar publicamente e pela qual não pode, de facto, nutrir maior desprezo, acaba de mostrar mais uma vez que bem merece o lugar que há décadas ocupa no ranking da qualidade de vida a nível europeu. O primeiro da tabela invertida.

A Sic Online foi forçada a encerrar o seu fórum público, dada a quantidade de insultos e mensagens miseráveis que aí eram apensas diariamente.

Há povos que não merecem, de facto, a democracia.
Eu conheço um.

116 mil baldaram-se

116 mil cidadãos não entregaram a declaração de IRS num dos últimos 3 anos.
Vão já ser notificados, garantem as Finanças, a partir da próxima semana.
Então e para quê?
Vão instaurar mais 116 mil processos, é?
Para somar ao meio milhão das operadoras de telefonia móvel e aos 200 mil da PT?
E quem os julga?
Os 10 mil tribunais que se vão construir para a semana?
Vai lá, vai...

Um pontapé num formigueiro

D. José da Cruz Policarpo, disse estar "apreensivo" com a segurança do contigente da GNR que seguiu para o Iraque.
"Penso que se estivesse no lugar deles também estava apreensivo", disse.
"Aquilo foi dar um pontapé num formigueiro", ilustrou.

Que rica analogia, esta do bispo, entre humanos (infiéis, é certo) e insectos.
Muito apropriado, para um profissional de Humanidades...

11.13.2003

Bichona Castelo Branco põe a prisa em alvoroço

A passagem de José Castelo Branco pelo EPPJ dificilmente será esquecida, de acordo com aquilo que os irmãos Braga Gonçalves contaram ontem a uma das suas visitas.

Tudo começou quando Castelo Branco teve de se despir, regra da prisão. O facto de estar de 'collants' de lycra e cueca fio dental foi, obviamente, alvo da maior chacota. Depois, o 'marchant' ex-modelo, não aguentou ficar fechado na cela. Gritava bem alto que sofria de "afrontamentos" e "claustrofobia".

Numa primeira fase, os guardas iam-lhe abrindo a porta da cela a espaços. Mas face à gritaria, com frases como "são os invejosos", "eu sou um senhor, casado com uma dama multimilionária e conhecido em todo o mundo" e "é por causa desta inveja que eu detesto este País, quero voltar para Nova Iorque", quando a espertina já tinha atingido toda a ala e todos riam, foi tomada a decisão de deixar a porta da cela aberta e colocar um guarda de vigia.

De manhã, na tal mesa do café, continuaram as lamentações. Castelo Branco queria estar "apresentável" para ir a interrogatório, até porque só veste grandes marcas. Pediu gel e um elástico para o cabelo. Como não havia, protestou alto e bom som. Voltando às suas frase preferidas – "Eu sou um lorde, um senhor, vocês são uns invejosos, não posso ir assim ao juiz" –, Castelo Branco lá conseguiu um elástico de borracha normal e puxou o cabelo para trás com água.

in CM

Comissão de fiscalização já gasta mais que o fiscalizado

A comissão de fiscalização ao CAS (clube de Atletismo de Seia) já gastou mais dinheiro à Câmara que o próprio CAS, segundo um desabafo de um elemento da própria comissão, que pediu o anonimato (claro! Estamos em Seia...).

A informação não deve, no entanto, andar muito longe da verdade.
Consta que assim que os indignados e apressados membros da comissão perceberam que ganhavam 15 contos em senhas de presença por cada vez que reuniam, perderam a pressa toda...

As contas do CAS estão(?) a ser investigadas há mais de um ano por uma comissão formada por elementos do PS e PSD locais.
Tudo começou numa denúncia pública do deputado municipal Nuno Almeida (PSD) que lançou a discussão sobre a alegada falta de transparência das contas do Clube.
A verdade é que já lá vão milhentas reuniões e não se vê o fundo ao tacho!

Ó Dr. Nuno Almeida: a coisa não está lá a correr muito bem, está?

Ex-agente da GNR acusa comandos de corrupção

Júlio Simões, ex-agente da Brigada de Trânsito da GNR, afirma ter sido afastado por não "alinhar" em casos de corrupção.
Quer ser ouvido pelo DIAP "para denunciar muitos outros agentes corruptos."



Calma!!! Calma!!! Isto é em Lisboa!!!!

Durão descobriu a forma de se pôr a andar...

Os GNRs que estão já no Iraque são 130.

E não serão mais, porque, ao contrário do que se passou com a estranha união italiana, a morte dos primeiros portugueses fará cair o governo imediatamente.

Por isso somos diferentes de todos.
Mais estúpidos e ileterados que os outros, mais vingativos e sensíveis ao valor da vida humana sacrificada inutilmente, também.

E por isso Durão, ao manter a sua decisão de enviar carne para canhão para o Iraque, decidiu que só por milagre (mais um!) chegará às próximas eleições.
Percebeu que não tem decididamente mão nisto - nem ele nem ninguém, bem entendido - e foi este o pretexto que escolheu.
Guterres agarrou-se às autárquicas para abandonar o barco, Durão agarrou-se ao Iraque. Nem às europeias chegará, se tudo correr normalmente.

Os 3 GNRs que, estatisticamente, serão fatalmente abatidos (e não tem que ser forçosamente na guerra: eles matam-se uns aos outros em acidentes, manobras e disparos fortuitos) representam 2% do contingente nos 6 meses da primeira comissão.

Não haverá segunda.

3 mortos por semestre prefariam 4% de baixas por ano, ou seja: 400 vezes mais, em percentagem, do que os portugueses que morrem na estrada, por ano, na guerra civil do asfalto.

Bye, bye Barroso.
Who's next?



O credo na boca e o cheque no bolso

Não tem sido grande semana para a GNR.
Dois atropelamentos, um deles fatal, e uma terceira tentativa felizmente não consumada estão a marcar a história dos dias recentes da Corporação.
Se tivessem embarcado a 5, como estava determinado, a esta hora haveria estatísticamente alguns feridos, pelo menos, provocados pelo atentado de ontem em Nassyria.
Como se tal não bastasse, apenas 5 minutos antes da explosão um dos nossos 2 militares aí estacionados saía das instalações destruídas, naquela que só pode ser entendida como mais uma clara intervenção divina.
Portanto, vai andar toda a gente com o credo na boca nos próximos 6 meses.

E escusam de estar descansados.
A probabilidade de este contingente retornar incólume é, praticamente, nula.
E é preciso ver que também não podemos passar a vida a pedir a protecção da mesma.

A Sra de Fátima, em apenas duas décadas, já salvou a vida a um Papa e afastou a poluição do Prestige para as costas infiéis da Galiza, o que constitui, convenhamos, uma folha de serviço imbatível relativamente às congéneres rivais.
Também não se lhe pode continuar a meter cunhas toda a vida, que raio!

Para lém disso, estes heróicos voluntários vão receber, por cada comissão de serviço, cerca do dobro do que já receberam por igual altruísmo na Bósnia, ou seja: míseros 1200 contos / mês.
E apenas porque alguns já têm 4 comissões no pêlo, há logo quem lhes chame mercenários, mas isso só pode ser gralha tipográfica.
Deveriam querer chamar-lhes marceneiros numa clara alusão a José, marido não-praticante de Maria, a do costume.

E depois é bem sabido que as divindades não lidam bem com o dinheiro.
Basta lerem-se os vários letreiros em Fátima: "Se prometeu mais que uma vela, compre apenas uma e coloque o restante dinheiro na caixa. A sua promessa fica paga". Ora, se isto não é desinteresse...

Portanto, ou há que mudar de Santo, ou que fazer como os Japonas, que se estão a marimbar para o Rumsfeld e já lhe mandaram dizer que não contassem com eles para substituir os américas neste lindo serviço que os comedores de hamburgueres lá arranjaram.
Os tugas acabaram por ir na mesma para não parecer mal, senão era uma grande vergonha e uma cobardia internacional. E também há as prestações da casa e do carro e da máquina de lavar e...
Os orientais preferiram a vergonha e a cobardia e pouparam os seus a uma guerra alheia. E também já tinham a máquina de filmar paga (são eles que as fazem). Enfim... feitios.

O povo americano (o tal que só conhece o nome de 4 países na Europa), segundo a última sondagem de ontem da CBS já quer maioritáriamente que os seus homens voltem para casa, e estes já estão mesmo a abandonar aquelas paragens, ao ritmo de 2 aviões deles por dia, diz a CNN.
Portanto, agora que mais uma guerra americana foi definitivamente arrumada (=perdida) e mais de 50 mil inocentes (civis) mortos, há que abandonar o local em low-profile a ver se ninguém dá conta.

Claro que, daqui a 6 meses, quando em vez de mais 150 américas tiverem morrido 150 europeus, pode ser que o Rumsfeld volte a público a anunciar que os EUA vão voltar ao Iraque para salvar ... os seus irmãos europeus.

Estatísticamente, das próximas 150 baixas, caberão ao Durão Barroso, 3.

11.12.2003

O senhore condutore bombista suicida não sabere que não podere aqui estacionare??! Hã?? Bem, bem...

Mas de Seia não vai ninguem?!?
Então dedico-lhes eu com toda a atenção e carinho um dos mais inspirados poemas épicos alguma vez escritos na língua materna - "Imperdoável" aqui uns andares abaixo, - e nem assim???

Não temos sorte nenhuma.
Das 128 alminhas que vão hoje pôr o Saddam ao fininho, daqui não mandaram nem um.
Paciência...

Mas os que vão agora não deixarão o nome de Portugal por mãos alheias.
Apesar de lá não haver sandes de torresmo nem penaltes do verde (o que constitui um importante desvio nutricional ao perfil dietético dos militares e que pode, em última análise, afectar psicológicamente a moral dos homens, com reflexos comportamentais algo desviantes), os nossos é que vão mostrar áquela tropa macaca como é que se trabalha, no desempenho daquela digna e internacional missão.

"Bom dia, senhore condutore. Os seus decumentos faxavoure!
E o sêlo? Onde é que está o selinho, hã? E o cinto??? Não trazia o cinto posto, pois não? Olhe que eu vi-o bem, não tente enganare a autoridade que é pior para si!! Bem, bem..."
"Ora vamos lá a ver os stopes. Carregue lá no travão faxavoure!
Olhe lá: Isto é que são os seus decumentos?
(Ó Zé, isto não se percebe nada... ora vê lá tu... que é que achas? Mandamos o gajo embora... é melhor, não é?)
- Bem... por esta passare, mas não tornare... não vere ali a placa, hã? Bem, bem...

(Ó Júlio, pá: não mandes parar mais nenhum que os documentos dos gajos devem ser todos assim, com aquelas garatujas, ó o catano...)

Se tivesse ficado em casa a lavar a loucinha do jantar...

Uma Judite de Sousa completamente nervosa, excitada, à beira do descontrole fez ontem uma das piores entrevistas da sua carreira.
Questões banais, básicas, do tipo reality show, absolutamente broncas, sem sumo nem terreno para o entrevistado poder ao menos expôr claramente o seu pensamento, quanto mais sequer brilhar.
A mulher devia estar num daqueles dias em que as revistas mostram o bioritmo em baixo, ou então o horóscopo estava em carneiro com ascendente em autoclismo, porque aquilo foi, simplesmente, abaixo de cão.

Tão descontrolada estava a senhora que elevava frequentemente a voz acima da do entrevistado, nunca o deixando interromper uma frase sua, por mais previsível que fosse o seu desfecho.
Tinha que ir até à última sílaba com aquela desgraça de perguntas.
Por outro lado quase nunca deixou o entrevistado desenvolver uma linha de raciocínio, mesmo sobre a miséria das perguntas que lhe fazia. De tal forma que a SIC notícias, hoje, não conseguiu aproveitar um único excerto em que o desgraçado não fosse interrompido por ela.
Claro que tiveram que fazer um fade out nas interrupções dela a meio das respostas dele, e foi se quiseram mostrar alguma coisinha.

Quanto ao Ferro, ali, com aquele olhar de quem devia estar em Punta Cana há mais de 3 quinze dias, lá se calava para deixar a mulherzinha falar o que ela quisesse...

Aquilo foi uma falta óbvia de xanax, revelada naqueles milhentos e exagerados "senhor doutôte", que nem a Maria Rueff, desta vez, conseguiria caricaturar. Já era mesmo a caricatura, que ali esteve à nossa frente.

O engraçado é que em "senhor" ela nunca mete o execrável T final. Só em "doutôte".
Porque será?
Vai-se a ver, o psiquiatra da rua dela mudou para Telheiras...

11.11.2003

Perseguição à anos 30 sobre todo o Algarve

Como é que é possível que, em 2003, com rádios, telefones, rádio-telefones, walkie talkies, telemóveis e mais os meios de comunicação internos da BT se inicie uma perseguição em Lagos e ela só tenha terminado em Vila Real de Sto António, na morte do comandante de brigada?
Então os GNRs não foram capazes de interceptar o carro fugitivo em Lagos, em Portimão, Lagoa, Albufeira, Faro, Olhão, Tavira, e só na última etapa conseguiram fazer uma barragem?
E a culpa é das lagartas de pregos??
O que significa para os senhores a palavra intersecção, srs polícias?
Querem lá ver que o ministro da administração Interna, Figueiredo Lopes, ainda vai fazer coro com o Sevinate, descobrindo que os polícias também não sabem policiar?
Cuidado que depois vai ter que pedir desculpas à polícia mesmo que, tal como o seu colega, continue a pensar o mesmo...

O ministro da triste figura

Este governo converge mais com o anterior a cada semana que passa.
Depois de ter jurado a pés juntos que os bombeiros não faziam a mínima de como apagar fogos florestais, Sevinate vem, uma semana depois, garantir que os soldados da paz são, afinal, a coisinha mais competente que aqui está neste rincão. Pediu-lhes 5 vezes desculpa em 45 segundos, o que não deixa de constituir um recorde da humildade, num reflexo involuntário pelo reconhecimento da calinada.
Ou não?
Para sermos rigorosos, teremos que situar a discussão numa das três hipóteses possíveis:

1 - Ou os bombeiros passaram um verão inteiro a fazer asneiras e nestes 6 dias estudaram, prestaram provas e passaram com distinção.
2 - Ou os bombeiros não passaram um verão inteiro a fazer asneiras e quem disse isso ao ministro mentiu-lhe.
3 - Ou o ministro continua convicto que os bombeiros não sabem apagar os fogos e apesar disso veio pedir desculpa publicamente, sujeitando-se a esta triste figura, para acabar com o incidente.
Não é preciso ser doutorado em jornalismo desportivo para perceber qual dos 3 cenários foi o adoptado.

Somos, os portugueses, bem afortunados por termos sido bafejados por um ministro proactivo (como agora se diz), que tão decididamente diz como se desdiz e, melhor ainda, se contraria com grande firmeza e dinamismo, ficando no entanto plenamente convicto do que disse em primeiro lugar.
A isto é que se chama pudor. Isto é que é a verdadeira deontologia política à portuguesa.
O pequeno "ganda nóia" do contra-informação virá já saltitante, para ser apanhado pelas câmeras, dizer que "não senhogue! isto é pgaguematismo"...

Há, no entanto, um lado positivo em todo este episódio.
É que ele reporta-nos para um clássico: o de Galileu, quando inquirido sobre a sua infame teoria do movimento da Terra - que arrasaria o dogma do centro do universo e da própria existencia de Deus, segundo o modelo aprovado pela Igreja de então.
O cientista antecipou o nosso ministro da triste figura: garantia que afinal era o sol que se movia e a Terra se mantinha firme e hirta, enquanto entre dentes repetia: "e no entanto ela move-se"...

Façam favor de desculpar, os srs bombeiros, a primeira afirmação do ministro.
Considerem apenas a terceira com o sentido da segunda.

Jurassic Portugal

A discussão que está a ser desenvolvida neste momento no canal 1 sobre a imagem de Portugal no mundo tráz à luz o que nehum dos defensores da auto-estima nacional postiça quereria ouvir:
A conclusão generalizada é a de que ninguém em lado nenhum nos conhece.
No Brasil fala-se de Portugal apenas por causa da revista Time e das brasileiras de Bragança.
Em Espanha-se fala-se da pedofilia e dos escândalos recentes.
No resto do mundo... nicles!

Os américas continuam sem fazer uma pequena ideia de onde fica Portugal (mas também os américas não fazem uma pequena ideia de coisa nenhuma, nem sequer de que estão vivos, acho eu) e as 4 principais agências noticiosas não falam, pura e simplesmente, em Portugal.
Nem por causa da pedofilia.
Menos mal.

O Maestro "Violino" d'Almeida está absolutamente chocado porque todo o português mé(r)di(c)o sabe de cor o nome dos bimbos do big Brother, enquanto ninguém conhece a pianista Maria João Pires, provavelmente a portuguesa mais conhecida no mundo!!!
Coitado do maestro... ainda é novo...

Cá continuamos nesta sombra protectora, orgulhosamente ignorados e cheínhos de auto-estima parolo-depressiva, até porque quanto mais dermos nas vistas, mais criminalidade cá vem parar.
Ora viva lá o nosso Jurassic Portugal.

11.10.2003

ANIVERSÁRIO DE CUNHAL

JPP escrevia às 21:12 de hoje, a propósito do Aniversário de Cunhal:

Penso escrever alguma coisa sobre o que se escreve e diz a propósito do aniversário de Cunhal, ou no Abrupto ou noutro sítio. Os lugares comuns e os comentários ultra-repetitivos abundam. Agora o que não posso é suportar a série de erros factuais que se repetem por preguiça ou negligência (já não pode ser por ignorância porque pelo menos têm as mil e quinhentas páginas que escrevi para tirar dúvidas), por todo o lado. Agora foi o noticiário da RTP a dizer que Cunhal esteve preso catorze anos, quando a prisão foi de 1949 a 1960, quase onze anos… Tudo feito em cima do joelho.

Uma história triste de uma cidade que não pode ser a nossa

Uma criança dos seus 10 anos vagueia pelas ruas da cidade há meses, entregue à sua sorte, enquanto a mãe, alegadamente prostituta, faz o seu negócio durante o dia.
A criança combina com a mãe encontros a determinada hora, em determinada pastelaria e, por vezes, chega a ficar 3 e 4 horas à espera que alguém a vá buscar. Muitas vezes não vem ninguém e a criança acaba por se ir embora, sozinha, para outro lado qualquer.

O menino tem aspecto normal, apesar de magro. Bem vestido, não passará fome, porque tem sempre algum dinheiro no bolso e compra bolos e batatas fritas durante todo o dia.
No entanto, as companhias com quem se vê durante as longas horas de espera diária são as menos recomendáveis e a linguagem utilizada por eles é da pior espécie.

Tudo indicia que esta criança deveria ser acompanhada por organismo estatal ou particular.
Em Seia, que se saiba, existem assistentes sociais e um chamado "projecto de luta contra não-sei-quê".
Pelo menos carrinhas novas com esse logotipo há várias.

Será que, para além de ensinar as crianças a jogar xadrez e os velhos paint-ball (como denunciou o presidente da Junta da Vide) este Projecto poderia aplicar alguns tostões dos milhares de contos recebidos do estado, para ajudar esta - e outras crianças - que para aí andam a deambular pelas ruas e a vender coca umas às outras?

Nããããã....

Amândio Melo inserido nos "Estudos sobre o Comunismo".

José Pacheco Pereira incluiu Amândio Melo, o grande comunista senense, nos seus "estudos sobre o comunismo", recorrendo ao artigo publicado no Porta da Estrela aquando do seu triste desaparecimento.
O link sob a entrada remete para o artigo completo.

11.09.2003

Ataque às unidades hoteleiras da região, em tempo de lavagem genereralizada de dinheiro

"Os holandeses" compraram o Hotel de Gouveia e estão a comprar o que resta da Estalagem de Seia ao sr Luis Camelo. Até aqui, está correcto.
Se os americanos compram ilhas nas Maldivas; os franceses, praias no Brasil; os espanhóis, montes no Alentejo; os lisboetas, casas nas aldeias; é mais que coerente que os holandeses comprem estalagens quase devolutas em Seia ou noutro canto qualquer.
E no que concerne ao turismo da região e na nossa cidade em particular, tal negócio só pode ser considerado como bastante positivo, dado o estado de letargia a que aquela unidade hoteleira chegou.

O que é mais preocupante é que ainda ninguém sabe quem são "os holandeses". Não serão 50 milhões deles, presume-se.
"Os holandeses" é uma expressão idiota do tipo "os americanos" que prevêm o tempo que fará nas próximas décadas ou "os portugueses" da TVI que expulsam um cromo qualquer nortenho da casa de Vale do Pinheiro.
Portanto "os holandeses", com sede num qualquer paraíso fiscal, são invariavelmente representados por alguém em Portugal, sócio ou não, testa-de-ferro ou não, desde que a sua presença seja o suficiente para ofuscar quem está por detrás do negócio.
Mas o que me intriga mais ainda nem são os holandeses.

É que há menos de 2 meses foi feita uma outra oferta por um empreendimento turístico em Seia da ordem dos 550 mil contos, dinheiro na mesa, e o comprador não era nenhum holandês.
Trata-se de um habitante de Sta Marinha, que há apenas 10 anos atrás era um vulgar cidadão, da classe média-baixa, e porventura até algo abaixo da mediania do modus-vivendi senense.
E eu tenho cá a minha ideia que será mais plausível que uma proposta destas, dada a coincidência temporal, não tenha vindo de terras tão longínquas como as dos Países Baixos.

Provavelmente, e isso veio claramente a lume no recente caso do Totta, há aqui em Seia gente com muitos milhões no bolso - e que declara, evidentemente, o ordenado mínimo - que pode muito bem investir onde quiser.
De onde lhes vieram esses milhões? Não se sabe.
As Finanças parece também não estarem muito preocupadas com isso. Perseguem implacavelmente o cidadão que não pagou 200 contos e parece passarem ao lado de tudo o que for da ordem das dezenas e das centenas de milhares. Veja-se o caso do Benfica, da Lanalgo, da UGT, da Partex. Só nestes 4 exemplos, segundo autores como a procuradora Maria José Morgado (que ainda ninguém desmentiu), deixaram de entrar dezenas de milhões de contos nos cofres do Estado.
Foi tudo arquivado, pelo Arquivador-Mor da Nação.


Arquivem-se então definitivamente todas as inspecções aos negócios acima do meio milhão de contos para que haja, ao menos, coerência.

Nos EUA, Espanha, Inglaterra ou em qualquer outro país civilizado, se alguém viesse publicamente dizer que construiu uma obra de centenas de milhares de contos sem recurso à banca, ou que perdeu 400 mil contos numa falsa operação off-shore, teria às costas, no mesmo dia, uma rigorosa inspecção do IRS.
Em Portugal, assobia-se e olha-se para o lado.

E depois obrigam-se os desgraçados dos funcionários por conta de outrem - os únicos que o Estado ainda controla - a repor os milhões que faltam nos cofres, resultado destas imensas operações de colarinho branco.
O Estado, enquanto assim proceder, está a cometer um crime ainda mais grave do que aqueles pequenos empresários que fogem ao fisco, muitas vezes para poderem pagar os ordenados e subsídios aos seus funcionários e, por isso, não tem nenhuma autoridade moral para cobrar impostos aos cidadãos mais humildes e desprotegidos.

11.08.2003

Imperdoável

Ei-los, soldados garbosos
naquelas fardas luzentes
bem distintos, bem pomposos
a cavalo, imponentes.

A multar e a multar
estacionamento indevido
a escrever e a apontar
no bloco mais um castigo

E o povão a mendigar
um perdãozinho, um favor
ao altivo, ao exemplar
agente castigador

- Qual quê! Não tenha ilusões
que a lei é pra se cumprir!
Ainda se fossem ladrões
ou lelos a distribuir...

Se assaltasse apartamento
Se assassinasse, implacável...
Mas um mau estacionamento???
Isso é imperdoável!

Fátima - 1 * Santiago de Compostela - 0

Está a fazer um ano que um simples fait-divers na SIC provocou o maior terramoto que as instituições portuguesas e o próprio país sofreu desde o 25 de Abril.
Carlos Silvino, à noite, num parque de estacionamento, encolhido de frio dentro de um kispo vermelho dizia que era tudo mentira - a acusação de "Joel" - e que o provedor sempre lhe tinha dado cobertura, mas que ultimamente, não.
O que ele foi dizer....
Durante o ano, Portugal afundou-se ainda mais em todos os rankings menos no do atraso relativamente aos congéneres europeus. Nem uma palavra em lado nenhum. Todos os analistas passaram 1 ano com os olhos esbugalhados na novela Casa Pia. Uma novela portuguesa, concerteza.
Muito nossa e com muito orgulho!
E o mal "deles" é inveja.
Portas, salvo do escândalo Moderna pela Casa Pia (ver texto abaixo - Casa Pia e Balsemão salvam Portas e Durão) devolveu helicópteros que não tinha comprado e cujas luvas teriam sido recebidas por outrem (ver helicópteros sem Portas) e comprou submarinos que hão-de gerar luvas do tamanho da mancha do Prestige que, graças à Nossa Sra de Fátima, não veio dar às nossas costas, mas sim às dos infiéis da Galiza.

Se os galegos se tivessem convertido ao verdadeiro catolicismo mariano, a mancha teria ido parar a Lourdes, provavelmente.

11.07.2003

Historinhas do trânsitozinho

Todos os dias há histórias geniais sobre o trânsito caótico no centro da cidade. Ainda bem.
Vai-se a gente entretendo, que os taxistas também não podem estar a olhar para o ar tantas horas sem fazerem nenhum.
À hora de almoço e ao fim da tarde - as horas de ponta em Seia - quem vier da Praça da República para o Largo Marques da Silva bem pode ir colocando a cassete anti-stress ou pode ir lendo o jornal, que aqueles 200 metros não se fazem em menos de 10 minutinhos, bem medidos.
Se comprar um dos 3 diários desportivos portugueses na Crisfal, à Havaneza já o tem todo lidinho. Entrevistas aos vizinhos dos jogadores e tudo.

A PME - Polícia Municipal de Estacionamento - ou não está por perto, ou está cá ao fundo à paragem dos taxis em amena cavaqueira, completamente alheia ao que se passa, para não aumentar os níveis de ansiedade dos condutores.
Só depois de se começarem a ouvir os costumeiros buzinões contínuos, se desloca, calmamente, por entre as viaturas a tomar conta da ocorrência.
Há dias, um GNR dirigiu-se a um automobilista que apitava, nestes termos: "se não fosse esta farda, dava-te já um tiro". Foi lindo.
O automobilista pode fazer quase tudo, enquanto espera para chegar ao Largo.
Pode ouvir rádio, trautear o rancho folclórico de Carrazedas de Ansiães, pentear-se, colocar batôn, ler o tal diário desportivo, mas não telefonar, que isso é que não pode ser. Bem se vê.
"O sinhor condutor vinha a telefonare e já sabe que não pode telefonare".
Mas pode desenvolver muitas outras actividades: conduzir só com uma mão, fumando, ou segurar qualquer outro objecto, desde que não seja um telefone.
Pode também atrapalhar completamente o trânsito, desde que tenha o cinto devidamente colocado.
- "O cinto...? Olhe o cintinho..." Bem, bem!

... e na Guilherme Correia de Carvalho

Cá em cima, é que a coisa também não está fácil.
Os carros lá vão entrando na circular interior, a custo, mas é tarefa Scolariana dela se livrarem à hora da saída.
Toques para aqui e para lá, mais um pára-choquezinho, e mais meio reflector, um furito num farol, meia de buzinadelas, lá se vai levando a coisa.
A circular é pequenina e os carrinhos são mais que muitos, o que quer dizer que os senenses andam folgados de finanças e estão como os Ruis Velosos (o músico, e o outro): têm todo o tempo do mundo.
Ora...

A blogmania chegou a Seia

O aparecimento de um blog anónimo está a agitar a confusão informativa que se instalou desde a demissão do director do Porta da Estrela.
Para quem não sabe, existem neste momento 2 publicações principais em papel no Concelho de Seia. O jornal Porta da Estrela, com 25 anos de uma vida instalada, ultimamente mais irreverente, pelos vistos, do que os seus proprietários desejariam, e uma outra publicação por fora parecida com um brilhante folheto de hipermercado mas que é, afinal, uma divertida revista mundana recheadinha de artigos de opinião, cujo nome não me ocorre de momento.
Havia um terceiro jornal, o Notícias da Serra, com uma linha editorial muito próxima da do anterior, a dizer sempre o melhor possível de todas as pessoas consideradas importantes (pelo editor) em Seia. Nunca mais se viu.

Agora apareceu um blog, convenientemente anónimo, a fazer exactamente o contrário.
A zurzir em tudo e todos numa prova mais que evidente que um exagero tende sempre a ser substituído por outro.

Um blog que, estou mesmo a ver, me será fatalmente atribuído, por mais que me tente desmarcar do pântano da estagnação e maledicência encapuçadas senenses.
E daí, talvez não. Ao fim e ao cabo o povo já vai reconhecendo o meu incipiente estilo e pode ser que escape desta.
De qualquer modo, é óbvio que nunca escreveria nem apadrinharia nada que fosse anónimo, por definição.
O combate ideológico faz-se dando a cara e não por qualquer outro processo.
Registe-se a intenção do promotor que parece ser apenas a de denunciar escândalos em Seia.
Tratar-se-á, portanto, de um "Crime" ou um "Sun" local.
Registo e agradeço também ao editor do referido blog a prontidão com que retirou, logo que lho solicitei por email, o meu texto sobre a demissão do director do PE . Registo o seu pedido de desculpas por este "abuso" e a promessa que tal não voltará a acontecer.
É preciso que se entenda que é tão importante o que se escreve como o suporte onde se escreve. Da mesma forma que nunca permitiria que um texto meu fosse transcrito numa revista mundana, também o não poderia permitir num blog totalmente anónimo.

Terá sucesso uma tal publicação electrónica com estas características de anonimato e incontenção?
É bem capaz, porque a falta de soluções para os problemas e a ausência de propostas alternativas para os resolver facilmente resulta no ataque cego e pessoal a quem está no poder. E o povão adora sangue.

(também) Para que não me confundam com estas guerras de puro terrorismo jornalístico, decidi criar o meu próprio blog. Com o meu nome e assinado por mim. Pronto. Já está.

A criação deste meu blog, que estava na forja há tempos (como milhares de outros projectos que nunca de lá sairão) acaba por ter sido precipitada por este acontecimento. Irrita-me que me atribuam, com alguma naturalidade, coisas que nunca seria capaz de fazer.

Aqui - no MEU blog - escreverei e arquivarei o que penso sobre Seia e o país, entre alguns outros devaneios que espero não serem demasiados. Sem censura. Porque no MEU blog quem manda sou eu.

Existe há meses um blog que pretende abrir uma discussão alargada e séria sobre diagnósticos, comentários e propostas sobre a vida em Seia. Como não é anónimo, ninguém lá escreve.

http://seia.blogspot.com
Ainda vamos a tempo?

11.06.2003

A demissão de José Luis Vaz é um retrocesso na informação

José Luis Vaz demitiu-se do cargo de director do Porta da Estrela.
Devido a pressões externas e a insinuações de carácter partidário.
Quem pensava que a história acabava aqui enganou-se.
A demissão de José Luis Vaz não está, ainda, completa e publicamente explicada.
A informação perde um bravo combatente, o PE um director com uma linha editorial sólida e não pactuante (como se provou), e o jornal perde ainda, se não explicar rápidamente o que aconteceu e porque aconteceu, muita da credibilidade que esta equipe lhe fez granjear nos últimos meses.
O jornal Porta da Estrela é uma referência incontornável na informação regional. 25 anos - nem todos brilhantes, é certo - constituem, no entanto, um marco indelével na nossa história. O PE constitui-se como o maior arquivo de acontecimentos ocorridos na nossa região. Só o online comporta mais de 3000 notícias e em menos de 3 anos de vida.
Há cerca de ano e meio, quando começámos a trabalhar em equipe, este jornal marcava presença trimensal na nossa cidade. E pouco mais.
O esforço férreo mas praticamente solitário do jornalista José Manuel Brito conseguia, sabe-se lá como, manter o PE ainda vivo. Mas mais não podia, um homem só, fazer.
Este jornal merecia, pelo seu passado, que não ficasse reduzido à triste condição da concorrência de então: mais um mero jornal da paróquia, bajulante, tristemente risível.
E não ficou. Uma pequena mas tenaz equipa empreendeu um trabalho ingrato e não remunerado e o jornalismo recomeçou, talvez pela primeira vez desde há muito tempo, a dar mostras em Seia. Incomodando alguns mas aplaudido por muitos, o PE recomeçou a tratar verdadeiramente os problemas reais da população.
José Luis Vaz integrou e deu a cara a este novo projecto.
Crescemos em conteúdos, gráfica e estéticamente.
A contribuição do designer gráfico Márcio Martins - o mais recente elemento a integrar esta equipe - conferiu-lhe o que lhe faltava: uma imagem moderna e consistente que não desmerece quando comparada com as melhores produções regionais e, atrevo-me a dizê-lo, muitas das nacionais.
O novo PE não se compara com o de há 3 anos.
Ganhou influência, credibilidade, eficácia jornalística e, acima de tudo, respeito.
Multiplicou as vendas de âmbito regional. Consolidou as nacionais e as internacionais. A edição online é vista por milhares de pessoas por mês. Por todo o lado se ouve dizer, quando surge alguma notícia bombástica, como infelizmente tem acontecido nos últimos tempos: "já vou ver o Porta da Estrela Online, para ver o que é que eles dizem".
É somente preciso andar na rua e contactar com as pessoas para se verificar a importância que este jornal tem ganho na sociedade senense.
E o José Luis Vaz não é, de todo, alheio a este sucesso.
Ele é um dos "culpados", a par do repórter Fernando Paninho, do jornalista José Manuel Brito e do designer Márcio Martins, pelo sucesso recente do jornal. Já nem falo no aspecto comercial. Apenas dos conteúdos.
O director, inesperadamente, saiu.
É preciso que explique, detalhadamente, porque abandona, o timoneiro, o navio que ele próprio ajudou a construir e colocou a navegar já em velocidade de cruzeiro.
Porque apenas tinhamos vencido a primeira batalha: a da credibilidade.
Faltava consolidá-la, faltava evoluir, faltava partir para voos mais altos e mares mais profundos.
Era preciso deixar de navegar à vista.
O director não podia abandonar-nos agora.
Ainda mais quando o motivo da sua demissão é tão frágil quanto parece.
Ainda mais quando a história que lhe deu origem é tão inóqua e inocente que só uma pessoa mal intencionada poderia nela ver alguma segunda intenção. Nem assunto chega a ter, a meu ver.
Espero que este jornal a publique apenas para que os leitores se apercebam que nada existe de "sumo" naquela peça que pudesse provocar tal terramoto.
Acusaram-no de defender interesses partidários... a ele?
Inacreditável!
Mas de que partido, já agora?
Durante todo o tempo que trabalhámos em conjunto, garanto que nenhum de nós o poderá acusar de tal. De falta de tempo, de indisponibilidade sobretudo nas horas dramáticas do fecho, ainda vá.
Agora: de partidarismo? Só pode ser brincadeira!
Mas se o é, foi de muito mau gosto. E despoletou uma situação que não é confortável para ninguém. Nem para o jornal, nem para o director, nem para os visados na dita peça, sobre quem a partir de agora pende uma sombra de suspeita totalmente absurda, porque "não deixaram" ou melhor: tudo fizeram para que não fosse devidamente explicada esta história.
Espero sinceramente que reconsiderem.
Ele e o jornal.
Uma batalha perdida não inutiliza toda uma guerra.
E a nossa guerra é contra o obscurantismo, a prepotência e a falácia.
Pelo direito de informar e com isso contribuir para o bom funcionamento do mecanismo de auto-correcção social de que a imprensa escrita é elemento preponderante.

João Tilly
29/10/2003

9.11.2003

Ataque às unidades hoteleiras da região, em tempo de lavagem genereralizada de dinheiro


"Os holandeses" compraram o Hotel de Gouveia e estão a comprar o que resta da Estalagem de Seia ao Luis Camelo. Até aqui, está correcto. Se os americanos compram ilhas nas Maldivas; os franceses, praias no Brasil; os espanhóis, montes no Alentejo; os lisboetas, casas nas aldeias; é mais que coerente que os holandeses comprem estalagens quase devolutas em Seia ou noutro canto qualquer. ----- EXTENDED BODY:
E no que concerne ao turismo da região e na nossa cidade em particular, tal negócio só pode ser considerado como bastante positivo, dado o estado de letargia a que aquela unidade hoteleira chegou.
O que é mais preocupante é que ainda ninguém sabe quem são "os holandeses". Não serão 50 milhões deles, presume-se. "Os holandeses" é uma expressão idiota do tipo "os americanos" que prevêm o tempo que fará nas próximas décadas ou "os portugueses" da TVI que expulsam um cromo qualquer nortenho da casa de Vale do Pinheiro.
Portanto "os holandeses", com sede num qualquer paraíso fiscal, são invariavelmente representados por alguém em Portugal, sócio ou não, testa-de-ferro ou não, desde que a sua presença seja o suficiente para ofuscar quem está por detrás do negócio. Mas o que me intriga mais ainda nem são os holandeses.
É que há menos de 2 meses foi feita uma outra oferta por um empreendimento turístico em Seia da ordem dos 550 mil contos, dinheiro na mesa, e o comprador não era nenhum holandês. Trata-se de um habitante de Sta Marinha, que há apenas 10 anos atrás era um vulgar cidadão, da classe média-baixa, e porventura até algo abaixo da mediania do modus-vivendi senense. E eu tenho cá a minha ideia que será mais plausível que uma proposta destas, dada a coincidência temporal, não tenha vindo de terras tão longínquas como as dos Países Baixos.
Provavelmente, e isso veio claramente a lume no recente caso do Totta, há aqui em Seia gente com muitos milhões no bolso - e que declara, evidentemente, o ordenado mínimo - que pode muito bem investir onde quiser. De onde lhes vieram esses milhões? Não se sabe. As Finanças parece também não estarem muito preocupadas com isso. Perseguem implacavelmente o cidadão que não pagou 200 contos e parece passarem ao lado de tudo o que for da ordem das dezenas e das centenas de milhares. Veja-se o caso do Benfica, da Lanalgo, da UGT, da Partex. Só nestes 4 exemplos, segundo autores como a procuradora Maria José Morgado (que ainda ninguém desmentiu), deixaram de entrar dezenas de milhões de contos nos cofres do Estado. Foi tudo arquivado, pelo Arquivador-Mor da Nação.
Arquivem-se então definitivamente todas as inspecções aos negócios acima do meio milhão de contos para que haja, ao menos, coerência.
Nos EUA, Espanha, Inglaterra ou em qualquer outro país civilizado, se alguém viesse publicamente dizer que construiu uma obra de centenas de milhares de contos sem recurso à banca, ou que perdeu 400 mil contos numa falsa operação off-shore, teria às costas, no mesmo dia, uma rigorosa inspecção do IRS. Em Portugal, assobia-se e olha-se para o lado.
E depois obrigam-se os desgraçados dos funcionários por conta de outrem - os únicos que o Estado ainda controla - a repor os milhões que faltam nos cofres, resultado destas imensas operações de colarinho branco. O Estado, enquanto assim proceder, está a cometer um crime ainda mais grave do que aqueles pequenos empresários que fogem ao fisco, muitas vezes para poderem pagar os ordenados e subsídios aos seus funcionários e, por isso, não tem nenhuma autoridade moral para cobrar impostos aos cidadãos mais humildes e desprotegidos. 

11/09/2003

Ataque às unidades hoteleiras da região, em tempo de lavagem genereralizada de dinheiro




"Os holandeses" compraram o Hotel de Gouveia e estão a comprar o que resta da Estalagem de Seia ao Luis Camelo. Até aqui, está correcto. 
Se os americanos compram ilhas nas Maldivas; os franceses, praias no Brasil; os espanhóis, montes no Alentejo; os lisboetas, casas nas aldeias; é mais que coerente que os holandeses comprem estalagens quase devolutas em Seia ou noutro canto qualquer.


E no que concerne ao turismo da região e na nossa cidade em particular, tal negócio só pode ser considerado como bastante positivo, dado o estado de letargia a que aquela unidade hoteleira chegou. 


O que é mais preocupante é que ainda ninguém sabe quem são "os holandeses". Não serão 50 milhões deles, presume-se. 
"Os holandeses" é uma expressão idiota do tipo "os americanos" que prevêm o tempo que fará nas próximas décadas ou "os portugueses" da TVI que expulsam um cromo qualquer nortenho da casa de Vale do Pinheiro.

Portanto "os holandeses", com sede num qualquer paraíso fiscal, são invariavelmente representados por alguém em Portugal, sócio ou não, testa-de-ferro ou não, desde que a sua presença seja o suficiente para ofuscar quem está por detrás do negócio. 
Mas o que me intriga mais ainda nem são os holandeses.


É que há menos de 2 meses foi feita uma outra oferta por um empreendimento turístico em Seia da ordem dos 550 mil contos, dinheiro na mesa, e o comprador não era nenhum holandês. 
Trata-se de um habitante de Sta Marinha, que há apenas 10 anos atrás era um vulgar cidadão, da classe média-baixa, e porventura até algo abaixo da mediania do modus-vivendi senense.
E eu tenho cá a minha ideia que será mais plausível que uma proposta destas, dada a coincidência temporal, não tenha vindo de terras tão longínquas como as dos Países Baixos.


Provavelmente, e isso veio claramente a lume no recente caso do Totta, há aqui em Seia gente com muitos milhões no bolso - e que declara, evidentemente, o ordenado mínimo - que pode muito bem investir onde quiser. 
De onde lhes vieram esses milhões? Não se sabe.
As Finanças parece também não estarem muito preocupadas com isso. Perseguem implacavelmente o cidadão que não pagou 200 contos e parece passarem ao lado de tudo o que for da ordem das dezenas e das centenas de milhares. Veja-se o caso do Benfica, da Lanalgo, da UGT, da Partex. Só nestes 4 exemplos, segundo autores como a procuradora Maria José Morgado (que ainda ninguém desmentiu), deixaram de entrar dezenas de milhões de contos nos cofres do Estado.
Foi tudo arquivado, pelo Arquivador-Mor da Nação.


Arquivem-se então definitivamente todas as inspecções aos negócios acima do meio milhão de contos para que haja, ao menos, coerência.


Nos EUA, Espanha, Inglaterra ou em qualquer outro país civilizado, se alguém viesse publicamente dizer que construiu uma obra de centenas de milhares de contos sem recurso à banca, ou que perdeu 400 mil contos numa falsa operação off-shore, teria às costas, no mesmo dia, uma rigorosa inspecção do IRS. 
Em Portugal, assobia-se e olha-se para o lado.


E depois obrigam-se os desgraçados dos funcionários por conta de outrem - os únicos que o Estado ainda controla - a repor os milhões que faltam nos cofres, resultado destas imensas operações de colarinho branco. 
O Estado, enquanto assim proceder, está a cometer um crime ainda mais grave do que aqueles pequenos empresários que fogem ao fisco, muitas vezes para poderem pagar os ordenados e subsídios aos seus funcionários e, por isso, não tem nenhuma autoridade moral para cobrar impostos aos cidadãos mais humildes e desprotegidos.

6.09.2003

A confusão conceptual municipal do Turismo

Enquanto Seia asfixia lentamente na modorra do pântano do tempo parado, a Covilhã atrai cada vez mais turistas pagantes que saem de lá, esses sim, com gratas saudades que levam consigo (e não as deixam lá!), e a vontade de voltar.

A seguinte campanha pode ser consultada no maior agência de viagens do País:

«Programa Anima-te na Serra da Estrela»
Programa 3 Dias/2 Noites
02 Noites em regime de alojamento e pequeno almoço
- Cocktail de Boas Vindas
- Acesso Livre às Piscinas, Jacuzzi e Ginásio do «Natura Club»
- 01 Refeição servida no «Restaurante Piornos» em buffet livre
- Saída tardia até às 16h00
- Documentação de apoio a visitas na região
- 1/2 Dia de Passeio de Jipe 4x4 pela Serra da Estrela
Reservas: Hotel Turismo da Covilhã.

Covilhã optou, tal como Gouveia, pela modernidade e pela acção. Pelo pontapé no ostracismo e pela recusa da morte lenta.
Está a reagir ao fatal destino da desertificação com um grito do Ipiranga - talvez o canto do cisne, aceito – mas mostrando a todos que ainda estão vivas e se recusam a deixar-se desmaiar lentamente na espera do desfecho inevitável.
Seia, não.
Seia deixa-se estar quieta, que "trabalhar faz calos", e adopta a palavra de ordem do tristemente célebre imobilismo Guterriano: "deixa arder que o meu pai é bombeiro".

Pois até aqui, curiosamente, a CMS devia pôr os olhos.
Os Bombeiros VS são hoje um exemplo de clara modernidade, profissionalismo, competência e eficácia, como há muitos anos não se via.
A direcção, abertamente criticada por muitos, tem imposto uma nova filosofia de gestão dinâmica e intervencionista que, em apenas meia dúzia de dias, está a conseguir transformar um grupo de homens voluntariosos, num Corpo de Bombeiros altamente profissional.

Mas não. Não somos capazes de identificar, estudar e aprender com os bons exemplos que nos surgem no dia a dia.
A capacidade de aprender é o primeiro sinal de inteligência e, nesse particular, a CMS faz como a esmagadora maioria dos alunos que abandonam o percurso escolar no 10º ano: prefere decorar.

Turismo-Aventura
Há mais de 15 anos que o turismo-aventura capitaliza imensamente mais receitas que o turismo de repouso na medida em que atrai, durante todo o ano, as maiores e mais bem estruturadas empresas para a realização das suas convenções e reuniões de estratégia.
Tudo o que é necessário é idealizar as ofertas de actividades de lazer e programar os seus conteúdos.
Temos, na Serra, as melhores condições para um turismo-aventura de qualidade.
Todos os desportos radicais têm condições óptimas para se poderem aqui praticar (a propósito: que é feito da empresa pioneira em animação turística de Seia, a Anguiestrela?).
São dezenas de milhares os clientes da classe media - alta que percorrem os locais onde os actrativos são, justamente, a aventura e a acção. As melhores empresas do país escolhem esses locais no estrangeiro para levar, gratificando, os seus colaboradores.
Conheço dezenas delas, algumas com mais de 300 colaboradores que anualmente "matam" a cabeça a imaginar os locais onde realizar a próxima convenção, comparando preços, condições e ofertas turísticas.
Nos principais locais turísticos na Europa, Mediterrâneo e América do Sul, os pratos fortes das convenções são sempre as actividades-aventura.
Por exemplo: no México, para além da visita a Chichen-Itza, o que mais fica na retina dos participantes são os percursos de mota de água na entrada do mar das Caraíbas, à vista dos crocodilos, e os "voos" em para-sailing a 200 metros de altura, em que se pode disfrutar quase todo o caribe. Nos Ressorts da Bahia com as piscinas gigantescas, mar e praias privativas paradisíacas, o que mais impressiona o turista ainda é a noite baiana, a capoeira, o bicho e os mercados de Salvador, onde tem que se andar literalmente a fugir dos vendedores de tudo e mais alguma coisa. Desde as motas de neve da Lapónia, às corridas de camelo e wind-karts da Tunísia, dos labirintos alucinantes dentro das grutas do mediterrâneo em Gozo e Malta aos voos rasantes sobre o mar das ilhas gregas, tudo aponta no sentido da aventura, da emoção e nunca do marasmo. Porque os operadores turísticos sabem bem que as recordações que se levam para casa são as dos momentos de emoção e não as dos que se passam a dormir.
Mesmo onde nada há, inventa-se; em pleno deserto organizam-se acampamentos no meio das dunas para jantares à luz de archotes, animados por "tuaregs" engolidores de fogo e amestradores de serpentes e escorpiões.
Em todo o lado é a animação e não a apatia que atrai o turista de qualidade.

Fecharam a Porta e perderam a chave?
A melhor forma de fugir do stress citadino é vir para o campo, mas não para dormir debaixo das árvores, às moscas, como se fazia há 30 anos, em pindéricos piqueniques higiénica e ecologicamente duvidosos.

O stress citadino combate-se com programas de lazer em que um pouco de movimento diferente, como as actividades de bicicleta, de cavalo, de moto4, de barco à vela nas lagoas e de jipe nos caminhos são muito mais eficazes que as únicas e mais básicas actividades promovidas pela Câmara: as caminhadas pedestres. Basta um mero passeio a cavalo, onde se anda a pé, para tornar inesquecível o momento.

Não promovendo o espírito-aventura num local a ele privilegiado e elegendo justamente para público alvo um virtual segmento de mercado desejoso de letárgico descanso (como se tal existisse), Seia volta, uma vez mais, as costas ao caminho que devia prosseguir se pretende, como parece, promover o turismo de qualidade e incrementar o seu afluxo à nossa Terra, a verdadeira Porta da Estrela.

São contra-sensos como estes, uns em cima dos outros, que descredibilizam continuamente a política de turismo cultural e de lazer da CMS.
Como se pode imaginar que o turismo sexagenário que se decidiu captar - o de 3ª idade a caminhar apara a 4ª, pelos vistos - vá participar em caminhadas à garganta de Loriga? Ou fazer o anunciado percurso pedestre Alvôco – Torre?

Mesmo que se pretendesse transformar Seia num dormitório turístico, onde deixariam os filhos e os netos aqueles sexagenários que escolhessem vir fazer uma terapia de sono para a nossa Terra?

Na Asa Delta, na Covilhã?

João Tilly

5.16.2003

Provavelmente o mais infeliz slogan de todos os tempos: Seia, onde o tempo pára e a saudade fica.

Volvidas algumas horas sobre a surpreendente revelação, ninguém na redacção do PE quer acreditar no slogan que a Câmara Municipal acaba de escolher para caracterizar a nossa querida cidade.

"Onde o tempo pára e a saudade fica!"

É para rir? Ou para chorar de raiva?

Então não há ninguem na Câmara Municipal que diga ao sr Presidente que esse slogan vai no sentido contrário ao que ele e todos nós pretendemos?

Mas, de entre os assessores do Presidente da Câmara Municipal de Seia não há uma só pessoa que PERCEBA a enormidade da conotação da frase escolhida?

"Onde o tempo pára" - significa que o tempo em Seia não anda. Está, portanto, parado.
E essa é uma grande e infeliz verdade. Há anos que nada se passa em Seia e daí a sua desertificação e perda de poder de compra galopante.
Mas para quê mencionar oficialmente que somos a terra onde o tempo parou?
Tornámo-nos oficialmente masoquistas militantes?

"Onde a saudade fica" - significa porventura o contrário da intenção dos autores de tão grandioso desarrincanço.
Provavelmente o "xico esperto" da iliteracia portuguesa que tal enormidade cogitou, estaria a pensar que Seia DEIXA saudades.
Mas Seia só pode deixar saudades em quem PARTE e nesse sentido a saudade parte com o visitante e NUNCA FICA.

Porém, mais uma vez e desgraçadamente acaba por se revelar correcta a infeliz frase.
Neste caso, a saudade FICA mesmo... com quem cá mora.
Fica a saudade de Seia de outrora, quando se perspectivava o progresso e o desenvolvimento que, infelizmente, se desvaneceu.
No seu lugar, o desânimo de hoje, o receio do amanhã, a constatação do tempo e da oportunidade perdidos, para Seia.

Contrastando com a vizinha Gouveia - mais desertificada ainda que Seia, mas onde o respectivo executivo camarário se tem empenhado de forma quase sobre-humana em transmitir uma imagem de modernidade e de avanço tecnológico - Gouveia, "Cidade Aventura" - Seia assume, cabisbaixa, neste inacreditável slogan anti-publicitário, a sua tristonha e resignada condição de vila moribunda à espera que a morbidez a que foi votada por quem a devia justamente vitalizar, se desenvolva e a arraste definitivamente para a parvónia a que nos querem reduzir.

Mas Seia (ainda) não está morta. Para lá caminha a passos largos, é certo.
A inépcia desta equipe que tem decidido os seus destinos é que mostra diariamente nos mais variados campos que não está minimamente à altura da Sua grandeza.

Depois de mais este insulto aos senenses - linear consequência da iliteracia dos seus autores - torna-se urgente convidá-los a voltarem à Escola Básica a fim de que possam elaborar mais um pouco sobre a Língua Pátria, para que a não continuem a maltratar e, com isso, a ridicularizar aquilo que deviam engrandecer.

A apresentação formal do novo "logo" da Cidade e deste bestial slogan será feito na tarde da próxima terça - feira, pelo sr Presidente.

Não a perca porque nós também não.