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5.31.2017

João Tilly dos Santos numa musette parisiense


João Tilly dos Santos faria hoje 86 anos.
Foi enviado para a morte pelo SNS há 13. A História deste homicídio por negligência correu o país e envolveu os mais altos dignitários da Nação.

Era um Homem excepcionalmente inteligente, um grande músico e acordeonista e um inacreditável jogador de Damas Clássicas. Um dos melhores do País.
Com vasta obra escrita e publicada em jornais locais mas nunca compilada em livro. Não teve tempo. Não lhe concederam tempo para isso. Ele resolveu jogadas que há séculos eram consideradas impossíveis.

Um verdadeiro inventor, criava soluções e sistemas que respondessem às necessidades que lhe apareciam e que não existiam no mercado.

Era também um avô extremoso. Adorava brincar com os netos. Em casa, na rua, até nos comboios em Lisboa. Adorava mostrar-lhes o mundo!

Foi-se em 2004. Precocemente. Mas ninguém morre enquanto alguém se lembrar dele.
Por isso ele aqui está num breve excerto de uma suas musettes preferidas.

4.14.2015

João: Isto é um matadouro!



A propósito da peça da TVI e da Ana Leal - sempre ela - sobre o matadouro em que se tornaram os hospitais públicos, devo dizer o seguinte:
Foto de João Tilly.1 - Antigamente os Hospitais públicos também eram matadouros. O meu Pai foi deixado morrer num deles - justamente os HUC - por recusa de assistência médica por parte de uma médica que foi condenada pelos seus pares e pelo tribunal de Coimbra, embora depois absolvida em recurso porque o relatório da IGAS prescreveu, como acontece em todos os casos. Portanto, nada disto é novo. Uma das últimas frases do meu Pai foi, justamente: "João: isto é um matadouro".
Corria o ano de 2004. Março, 23. Viria a morrer no dia seguinte, vítima do SNS e do matadouro em que justamente se converteram os HUC.
Foi há 11 anos. Não foi agora.

2 - Agora há realmente mais gente nos corredores em média. É verdade. Porque há mais idosos que se deixam chegar até às últimas, porque não têm dinheiro para se deslocarem até aos Hospitais de província e se tratarem a tempo. É certo.

3 - Neste momento também há menos cama
s nos Hospitais públicos. Algumas enfermarias estão vazias. Mas também é verdade que se deslocaram metade dos doentes para o privado. Vai-se a Coimbra e as ambulâncias que antigamente se dirigiam integralmente para os HUC agora dividem-se entre esse centro hospitalar e a SanFil. Antiga Clínica de Santa Filomena. São dezenas as ambulâncias estacionadas à sua porta a qualquer hora do dia. Depois, para as consultas externas, cada vez mais pessoas vão à IdealMed. É mais barata a consulta lá do que nos HUC(!) e o prazo de espera é muito menor.

4 - No entanto as clinicas privadas não têm urgências. Quer dizer: o pessoal que está nas últimas não vai fazer nada a uma privada. Tem que ir para o Hospital do estado na mesma.

5 - E O MAIS IMPORTANTE - Nos Hospitais do estado ou tens uma cunha ou estás feito. E isto nada tem a ver com política nem com o recente aumento dos acessos às urgências. Tem apenas a ver com o sistema de compadrio e amizades generalizado e instituído há décadas - provavelmente desde sempre - em que os amigos dos médicos e enfermeiros passam à frente de toda a gente. Não só nas urgências, como nas consultas de rotina. Tens lá um amigo, estás safo. Não tens, vais para a fila e pode nunca chegar a tua vez... a tempo de se fazer alguma coisa. 
Este é que é o verdadeiro crime que se perpetra diariamente nos Hospitais estatais portugueses. E isso, meus Caros, sempre assim foi.

Se alguma vez tivesse imaginado o desfecho que o SNS daria ao meu Pai, eu ter-lhe-ia facilmente salvo a Vida. Era só fazer uma chamada para um médico amigo e ele estava safo.
Nunca me esquecerão as palavras de uma Amiga médica que, quando soube que o meu Pai tinha sido deixado morrer por incúria nos HUC me disse com o ar mais estranho do mundo:
- Ó João! Mas tu não sabias ter dito alguma coisa? Que o teu Pai estava aqui???

Ainda há bem pouco tempo um familiar meu, que tinha sido enviado para o Hospital da Guarda permanecia esquecido há horas nas Urgências, sem sequer ser visto - e com prognóstico de possível traumatismo craniano.
Passei-me dos carretos e fiz um telefonema a um amigo que de imediato mexeu os cordelinhos e apareceram logo 2 médicos à sua volta.
- "Temos que tratar já deste doente que parece que é o Presidente da República", desabafou uma médica! É tudo a telefonar....
O meu Obrigado a esse Amigo. Desta vez não foi nada, mas se fosse algo de grave poderia ter-lhe salvo a Vida.

E é assim que isto funciona. Tens amigos nos Hospitais ou na política? Sobrevives.
Não tens? Há-de ser o que calhar.
Tudo o que se disser para além disto é secundário.
O principal problema do SNS e do matadouro que realmente são as urgências Hospitalares é este.

4.01.2014

O problema em 5 alíneas

3.30.2014

A extinção de Portugal em meados deste século

3.10.2014

1ª página do CM caracteriza Portugal


3.09.2014

Denunciar é o único caminho para a melhoria

ADSE / SNS: o genocídio de um povo quase inteiro

1.27.2014

CONTADOR DAS ESTRADAS CORTADAS: Neve -14 x Estradas Cortadas - 16

Publicação de João Tilly.

Mais um dia em que nevou e mais um dia em que a estrada se cortou.
Continuamos a aceitar membros para o nosso grupo do facebook que pretende colocar a nossa estradas 339 (erradamente identificada pela Estradas de Portugal como EN 338) no Guinness World of Records.

www.facebook.com/groups/EN338

Estamos a compilar todos os recortes de jornais nacionais que provam que a nossa estrada, durante esta época já foi cortada por 14 vezes e durante 16 dias.
Ninguém por esse mundo civilizado fora acredita nisto.

12.22.2013

O DIA MAIS PEQUENO no país mais diminuto

O dia mais pequeno do pior ano do país politicamente mais diminuto da europa foi hoje.

O que quer dizer que a partir daqui algo vai ter que aumentar. Os dias, de certeza. Mas só os dias?
Penso que não.
Este país chegou a um estado caótico inimaginável até por mim, que sigo a política desde o 25 de Abril. Há quase 40 anos.
Caímos neste estado de degradação por culpa do péssimo funcionamento de quase todas as Instituições, sempre com a complacência do povo mais iletrado, inculto, pobre, envelhecido, doente e diariamente obscurantizado de toda a europa.

O que nos leva a perguntar: mas afinal isto não pode ser coincidência... O que falhou neste País?
Terá sido o Ensino o que mais falhou em Portugal? 
Pareceria que sim, à primeira vista.
Porque grande parte dos alunos no 11º ano mal sabe ler. A esmagadora maioria vai hoje para cursos profissionais porque não imagina, ao fim de 9 anos de estudo, como se  somam ou dividem fracções. Menos ainda consegue interpretar textos. Não compreende aquilo que lê apesar de todas as milhentas reformas - algumas em sentido contrário - e de todas as experiências feitas com modelos importados da Suiça, da Áustria, dos EUA e ultimamente do México. 
Há 12 anos os profs tinham a obrigação de passar toda a gente. Soubessem os alunos ler ou não. 
E cumpriram as ordens. Passaram toda a gente. 
Hoje temos uma geração inteira de analfabetos funcionais com um diploma do 9º ano. Que também já não serve para nada porque a escolaridade mínima passou para o 12º. 
Os que não são analfabetos estão a emigrar em catadupa naquilo que se denomina já o "brain drain" - escoamento de cérebros - para a Europa e EUA. Só cá fica quem não tem habilitações para emigrar.
Portanto estamos perante uma geração semi-perdida. Só cá ficam os menos apetrechados intelectualmente, o que faz prever mais 30 anos de desgraça, mediocridade e total ausência de espírito crítico. Ou seja: a continuidade do paraíso para a corja de caciques, corruptos e bandidos que se instalou no aparelho e nos delapida há 39 anos. 
Terá sido, então, o Ensino o que mais falhou?

Não. Ainda há pior: a Justiça.
Aqui nada - mas nada mesmo - funciona, hoje em dia. 
Portugal é tudo menos um Estado de Direito. 
A começar no Governo e a acabar nas Finanças, ninguém cumpre lei nenhuma.
O único órgão que ainda funciona é o Tribunal Constitucional mas por pouco tempo. Ao de Contas já ninguém passa cartão há décadas.
Portanto: praticamente nada na Justiça funciona. Podemos dizer até que funciona ao contrário. É preciso ter milhares de euros para se contratarem os bons escritórios de advogados, se se quiser ter sucesso na contenda jurídica. Se assim não for, é para esquecer. Quem não tiver esse dinheiro para encher os bolsos aos "trutas" que a sabem toda, está feito. Perde tudo. 
Por isso as cadeias estão cheias de pobres e analfabetos.
Aquilo a que chamamos Justiça é de facto uma Instituição obscura que - como diz Marinho Pinto - tem dois departamentos: um para os pobres e outro para os ricos. E quase sempre prende os pobres e absolve os ricos. Mas ainda não é o que funciona pior neste país. 
Ainda há pior.


A Saúde consegue ainda estar mais doente que a Justiça. Porque simplesmente está a saque.
Os 30% de portugueses que, hoje em dia, ainda conseguem arranjar dinheiro para se diagnosticarem, são apanhados na curva seguinte: a dos tratamentos.
E destes 10%, os que ainda resistirem a este segundo filtro, por certo soçobram no seguinte: o da continuidade dos tratamentos nos Hospitais Públicos (já nem se fala nas clínicas privadas) com os actuais cortes nos medicamentos e tratamentos considerados demasiado caros. 
Mas pior e mais chocante ainda, porque estúpida e perfeitamente evitável: a negligência pura e dura. 
E continuada. E diária. Todos os dias noticiada de Norte a Sul. 
Entra-se num Hospital com uma unha encravada e já ninguém pode garantir que se sai de lá vivo. Exemplos são mais que muitos e todos os dias. 
Morre gente nos Hospitais porque teve o azar de lá entrar. Se não entrasse, estava viva. 

Em todas as Terras há dezenas de exemplos desses e os jornais trazem centenas, por ano. Coisas mínimas como braços partidos que depois desenvolvem gangrenas; operações rotineiras à garganta para tirar nódulos que terminam em asfixia depois de longas horas de avisos, queixas e protestos; enfartes de miocárdios ligeiros ou pneumonias que evoluem para quadros irreversíveis ao fim de 6 dias de negligências continuadas; as infecções hospitalares que são responsáveis por 40% das mortes em Hospitais e que vitimam os idosos acima dos 80 como a tuberculose fazia no inicio do século... 
A lista é interminável.
A Saúde, em Portugal, mata mais do que a Guerra.


E com um cenário destes, o que pode um cidadão lúcido fazer?
Ao contrário do que muitos comodistas defendem, pode fazer muita coisa. Aliás, pode fazer TUDO o que já devia ter feito há décadas. Se o tivesse feito, por certo não teríamos chegado a este envergonhante estado de capitulação da nossa soberania nacional.

Está nas suas (nossas)  mão mudar decisivamente este estado caótico de coisas. 
Como?

1º - Denunciando e reclamando do que vê estar errado para que outros percebam que há formas de melhorar as coisas. E para que o Poder perceba, de uma vez por todas, que já não lida com carneirinhos estúpidos que se deixam conduzir alegremente para o matadouro, desde que os entretenham com sessões contínuas de futebol.

2º - Pode partilhar as suas experiências com outros. Familiares, amigos, vizinhos, conhecidos, redes sociais, para que outros percebam que não é só consigo que as coisas correm mal. E que não é cada um de nós que tem azar: é o sistema que funciona mal.
Eu acredito que o Facebook terá um papel primordial - se não decisivo - no despertar dessa consciência cívica e desse espírito crítico na população. E que será o principal responsável por juntar pessoas que comungam dos mesmos diagnósticos e partilham as mesmas preocupações com o futuro da Nação que, a continuar assim, não será outro senão o viver eternamente de joelhos, com o chapéu na mão, a suplicar migalhas e a pagar milhões em juros, numa sangria interminável que nos colocará indefinidamente no saco da Alta Finança e dos "mercados" - que mais não são do que os 160 velhos gordos da Forbes - giga milionários que não conseguiram aquelas incontáveis fortunas (a maior parte delas superiores ao PIB português) a trabalhar honestamente. 

3 - Pode organizar-se em torno de projectos de Cidadania com cariz partidário ou não, mas ganhando escala (número=força) conseguirá ser ouvido e fazer pressão para alterar aquilo que no seu bairro, nas suas terras, no seu concelho, no seu distrito e, por fim, no seu país encontra de chocantemente errado. Deve denunciar nas Assembleias Municipais dos seus Concelhos o que está mal e obrigar os deputados eleitos a fiscalizar os executivos municipais como é sua obrigação. E não - como tem acontecido até aqui - deixar as maiorias legitimar cegamente as opções, quantas vezes absurdas, desses mesmos executivos.

Sublinho: temos agora ao nosso dispor esta ferramenta global nova, o facebook, que poderá contribuir decisivamente para que se consiga pôr cobro a 40 anos de roubos, delapidações, crimes económicos e BPNs em Portugal. 
Eu acredito, porque vejo, que as redes sociais estão lentamente a despertar a consciência cívica adormecida de todo um povo. 
Fenómeno que já vai com 40 anos de atraso, mas mesmo assim é melhor que seja agora que mais tarde.


Salazar morreu há mais tempo do que a democracia dos compadrios tem de vigência.  Salazar esteve no poder 35 anos e esta democracia de mentira já vai com 39.


É a altura de os cidadãos começarem a falar uns com os outros. Trocarem ideias. Organizarem-se e fazerem valer a sua voz.

E se acharem que o actual quadro partidário não satisfaz as suas aspirações, arranjarem entre si forças políticas e partidárias que, na Assembleia da República, façam ouvir a sua voz.

Eu proponho este projecto em que estou a trabalhar há semanas:  PDI - Partido para o Desenvolvimento do Interior.     www.facebook.com/PartidodoInterior

Mas estou aberto a conhecer outros projectos políticos e a participar em plataformas que tenham o mesmo objectivo: o de criar um Partido abrangente que defenda o Interior de Portugal, em vez de contribuir para a sua morte rápida.
Interior nde - ao contrário do que nos dizem - ainda moram 5,5 Milhões de portugueses. 
Ainda somos a maioria absoluta. 

Vamos continuar subjugados aos 3 milhões que votam cegamente nos partidos do arco da corrupção, perdão: da governação, ou vamos traduzir a nossa Força em votos e em números?

12.16.2013

Ó Sr Bastonário: tem alguma coisa CONTRA as funerárias?


A propósito da sua entrevista de hoje a um jornali diario, venho responder-lhe, tecendo algumas considerações que reputo de irrevogável pertinência.


Em primeiro lugar, enquanto filho de alguém que, por não ter telefonado previamente a nenhum médico conhecido (e tinha lá vários), foi alegre e eficazmente enviado desta para melhor, nos HUC, cumpre-me informá-lo que as agências funerárias do Interior são, neste momento, o negócio mais próspero destes territórios.
Como vê - e ao contrário do que diz - nem tudo é mau para todos e, por muito que lhe custe, com os leves incómodos de uns, vivem muito melhor os outros; e opostamente ao Sr Bastonário, há muito quem agradeça a sua súbita prosperidade ao nosso actual governo.

Mas aprofundemos o tema: de onde vem esta tão significativa retoma, inesperada por todos excepto pelo genial ministro Portas que há muito tinha antecipado esta grande reforma no panorama empresarial do Interior? Da inteligente e solidária decisão tomada por cada vez mais idosos que, nas suas aldeias despovoadas do interior, estão a decidir simplesmente deixar-se finar, silenciosa e pacatamente, sem incomodarem ninguém - tal como exigem as regras da boa educação.

Mas como há gente invejosa em todo o lado, é claro que os maledicentes do costume já se puseram em bicos de pés. Uns a criticar e outros a lançar a dúvida sobre tão Nobre gesto.

Há quem diga que os velhinhos batem a bota por falta de dinheiro para o táxi que os transportaria ao Hospital mais próximo. Muitas vezes a 30 kms de distância. 60 ida e volta. Mas é falso.
Hospitais do Interior - ou deverei chamar-lhes antes ULS? - que, por sua vez, também alegadamente, fazem diagnósticos que são invariavelmente contrariados (quando ainda há tempo para isso) nos Hospital Centrais seguintes. Outra falsidade.
Diz-se ainda que alguns idosos se queixam de não terem dinheiro para as deslocações, quanto mais para taxas moderadoras e tratamentos!... Nada mais demagógico.

Comecemos por aqui: para já, nem todos alegam isso. Os idosos comatosos e os mudos, por exemplo, não alegam tal.
Os outros, cá para mim, ou estão a esbanjar as reformas e as acções no Casino ou pior: nas casas de alterne. A verdade é que se queixam que andam sempre tesos e não se vislumbra, para isso, outra razão.

Dizem, as más línguas, que assistimos neste momento ao MAIOR GENOCÍDIO CONSENTIDO desde a Tuberculose nos anos 30/40. Outra falácia.
Lá porque o INEM se engana nas moradas em todos os casos que aparecem nas TVs e os Bombeiros nunca têm motoristas quando são chamados, isso não justifica que estejam a morrer mais idosos do que antes.
Quer dizer: estão de facto a morrer mais 3 mil por mês do que antes, mas isso tem sido bem explicado pelo sr director geral: deve-se ao frio que tem subitamente aparecido no Inverno e ao calor que inexplicavelmente nos tem visitado no verão. Ora, para piorar a situação, o inverno e o verão têm vindo a alternar-se desde 2011 - mas ainda no tempo do governo do eng Sócrates - o que justifica estas 3 mil baixas mensais. É sempre bom recordar os factos: este governo não pode ser acusado da alternância entre o Verão e Inverno. Trata-se de uma situação claramente herdada do governo anterior.

Portanto, só gente muito mazinha e mal intencionada poderá alguma vez estabelecer uma relação causa-efeito entre a falta de tratamento de um idoso doente e uma hipotética morte passadas umas semanas. Trata-se, como todos sabemos - e as estatíticas nunca mentem - de simples coincidências.

Assim sendo, vai perdoar-me mas quero dizer-lhe que é pouco simpático da sua parte que o sr Bastonário venha lançar alertas, como o que hoje se pode ler na 1ª página do mencionado jornali, dizendo que os hospitais estão a condenar à morte os pobrezinhos e patati patatá.

Ó sr Bastonário: mesmo que isso fosse verdade - e não haverá nunca quem o prove neste país, como bem saberá - uma pessoa de Bem NUNCA o diria. É politicamente incorrecto e muito deselegante da sua parte. Que diabo: o sr é um Bastonário! Uma Alta Figura do Estado. Não pode vir a público dizer essas coisas! Para Bastonário desbocado já não nos chegou o Marinho Pinto?

E os seus alertas, aliás, não vão produzir efeito prático algum, pois todos sabemos que tudo está bem como está. A superior Visão estratégica do sr ministro da Saúde é inabalável e incontornável: o que é preciso, na Saúde é:
- em primeiro lugar, cortar
- em segundo lugar, cortar o que não se cortou no procedimento anterior
- e então, por fim - mas apenas por fim - cortar o que falta.

Ora: se a passagem desta para melhor antes de tempo de umas centenazitas de milhares de idosos pobres EVENTUALMENTE ajudar a concretizar esta Doutrina, torna-se muito difícil, para quem tenha um mínimo de bom senso, não lhe dar as boas vindas.

É que, deste modo - e genialmente, faça-se justiça a P. Macedo - consegue atingir-se 3 objectivos:
1) Poupa-se nos subsídios aos medicamentos todos os dias;
2) poupa-se nas reformas todos os meses e
3) poupa-se no número de idosos, melhorando significativamente as negras estatísticas demográficas de forma rápida e eficiente.

É verdade que existem ainda alguns idosos que continuam irritantemente a recusar-se experimentar uma outra Vida: aquela que a Igreja nos ensina que existe após esta, que para tantos é tão enfadonha...
São justamente estes os que se recusam a sair da sua zona de conforto. Numa lamentável falta de curiosidade e de espírito de Aventura que só um péssimo feitio, próprio de gente muito insensível, como estes 2 milhões de idosos pobres, consegue ter. Por isso ficaram sempre pobres. Nunca arriscaram outras vivências.

Pois esta é altura de o fazerem. Não vale a pena pensarem em emigar, que já não têm idade para isso. Mas podem ficar ainda mais longe da vista. Aproveitando a conjuntura favorável a essa nova Experiência Única e adquirindo esta solidária Consciência de que estão a ser um pesado fardo para a já tão sacrificada Classe Política carregar.
Classe Política, a nossa, de quem todos temos um tão grande e profundo orgulho, e que tanto se esforça para distribuir por TODOS OS PORTUGUESES banqueiros os parcos recursos que a populaça ingratamente gera! E por isso é obrigada a pedir emprestado, de chapéu na mão, aos nossos vizinhos alemães sempre que, por exemplo, se vê obrigada a renovar in-extremiis a sua pobre e envergonhante frota automóvel apenas pela terceira vez em 3 longos e intermináveis anos de esforço e sacrifício pela Causa Pública.

Portanto, sr Bastonário: não venha com essas histórias dos pobrezinhos que são deixados sem assistência médica e mais não sei quê, porque olhe: não é por aí que incomoda o nosso grande ministro Paulo InMacedo. Porque ele é, felizmente, tudo IN: INcontornável, INcomodável e INabalável. Só não é INbecil.
E isso a que chama "genocídio" são apenas alguns pequenos precalços que a todos acontecem. Nada comparáveis, por exemplo, a um super-mega azar de ter um furo na estrada para Saint Tropez! Está a ver? Isso é que são problemas! Fica a fila parada toda a tarde com aquela gente péssima a buzinar-nos aos ouvidos!
Quer comparar ISTO à natural passagem de meia dúzia de velhinhos para outra Vida, que será
sempre melhor que esta?

É que ainda por cima não sei se já reparou que eles iriam morrer na mesma, mais tarde ou mais cedo. Por acaso já tinha pensado nisto?
Então, se eles passam a vida a queixar-se dos ossos e das cruzes e da ciática, para quê arrastar tanto sofrimento neste "vale de lágrimas"? O Estado português foi dos primeiros a abolir a tortura, valha-nos Deus!

Por último - e não querendo parecer economicista, como alguns maldosos chamam ao nosso grande INministro - já reparou que o que se poupa em medicamentos e nas reformas, em 10 anos, com APENAS 4 idosos, dá para comprar um Mercedes topo de gama NOVINHO em folha?

Então fique-se com esta, sr Bastonário. E, para a próxima, pense bem antes de dar entrevistas inconvenientes. 



O jovem David Guerra foi mais uma vítima da Interioridade.

Uma interioridade que obriga as empresas de transportes a abandonarem as auto-estradas para fugirem às portagens, enxameando de veiculos pesados, articulados e semi-articulados as estreitas estradas do interior que DE MODO ALGUM estão dimensionadas para a largura e peso daqueles veículos, muito mais recentes e largos do que os que existiam à época em que as nossas antigas estradas foram construídas. 

Por isso estas estradas NÃO ESTÃO DIMENSIONADAS para o cruzamento daqueles veículos com outros de igual porte, por exemplo. Há curvas naquele troço de estrada, entre a ponte do Mondego e Nelas em que 2 articulados terão muita dificuldade em cruzar. neste caso infeliz, se não viesse um camião de frente, as consequências deste despiste seriam latas - ou nem isso - e um grande susto. 

E estes pesados só há 1 ano cruzam estas estradas. Antes seguiam pela A25. Mas agora, para fugirem às portagens, "invadem" novamente as nacionais. 

 A culpa não é dos motoristas nem dos seus patrões, que têm que reduzir despesas para sobreviver. Como é evidente. 

A CULPA É INTEGRALMENTE dum governo CRIMINOSO que não olha A MEIOS para tentar meter mais uns milhões ao bolso, em apostas ESTÚPIDAS como esta, em que PERDE MAIS AGORA do que quando as portagens não existiam. 

E porquê? Por via das renegociações que só se fazem quando é para BENEFICIAR a Alta Finança e as PPPs. 

Porque para beneficiar o Estado, que somos todos nós, elas NUNCA são possíveis. Os contratos "NUNCA" o permitem... 
São negócios escandalosos e CRIMINOSOS - porque provocam MORTES TODOS OS DIAS - com as PPPs e a Alta Finança: os amigos de sempre de TODOS os governantes. 

Presentes e passados. E tambem futuros, se os Portugueses continuarem a VOTAR NOS MESMOS. PONHAM OS OLHOS NESTE CASO E MEDITEM...


www.facebook.com/partidodoInterior

CARTA ENVIADA HOJE AO SR BASTONÁRIO DA ORDEM DOS MÉDICOS

CARTA ENVIADA  AO SR BASTONÁRIO DA ORDEM DOS MÉDICOS

Enquanto português e filho de um Homem que, aos 73 anos, foi implacavelmente enviado para a morte, nos HUC, por negligência grosseira com condenação da médica homicida em prim...eira instância e absolvição em recurso por falta do relatório da Inspecção Geral em Cuidados de Saúde - como sempre acontece - cumpre-me informar o sr Bastonário que as agências funerárias do Interior são neste momento o negócio mais próspero destes territórios.

Os idosos nas aldeias despovoadas simplesmente se deixam morrer silenciosamente por falta de dinheiro para o táxi que os transporta ao Hospital mais próximo. Muitas vezes a 30 kms de distância. 60 ida e volta.
Hospital - ou deverei chamar-lhe antes ULS? - que, por sua vez, produz diariamente diagnósticos errados que são corrigidos no Hospital seguinte.
Os idosos não têm dinheiro para as deslocações, quanto mais para taxas moderadoras e tratamentos!...

Assistimos neste momento ao MAIOR GENOCÍDIO CONSENTIDO desde a Tuberculose nos anos 30/40.
É bom que o sr bastonário faça alertas como o que hoje vem na 1ª página do Jornal i, embora todos tenhamos consciência de que eles não produzem efeito prático nenhum, pois a visão economicista do sr ministro da Saúde é apenas no sentido de poupar e poupar mais a seguir.
Se a morte generalizada e antes de tempo dos idosos ajuda a poupar... que venha então.
Poupa-se de 2 maneiras: nos medicamentos todos os dias e nas reformas todos os meses.

Contamos com o sr Bastonário e com a sua voz para - pelo menos - incomodar os genocidas que nos governam neste momento.

 Grato,
João Tilly
Professor e eng mecânico.
Seia - Serra da Estrela
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12.15.2013

PDI - Partido para o Desenvolvimento do Interior

Partido para o Desenvolvimento do Interior- PDI MANIFESTO INICIAL 

 É tempo de o Interior desprezado, esquecido e ostracizado criar o seu PRÓPRIO PARTIDO. 

Um Partido que nos REPRESENTE e nos DEFENDA, exigindo a canalização para o INTERIOR dos MILHARES DE MILHÕES que a Europa nos envia e que fica praticamente todo nas Grandes Cidades e nos bolsos dos políticos corruptos e seus amigos empresários e banqueiros. 

Um PARTIDO que não acredita nessa GRANDE MENTIRA das bases ideológicas. Nem da esquerda nem da direita nem do liberalismo nem do socialismo, social democracia ou comunismo - correntes filosóficas extintas das práticas governativas em todo o mundo civilizado há pelo menos 30 anos, mas que ainda hoje se "vendem" à população como se ainda existissem e estivessem activas. 

O que HOJE existe e CONTROLA TODAS AS POLÍTICAS é apenas a Alta Finança: O DINHEIRO. Não é a Filosofia política nem são as mais castas e pungentes declarações de Princípios. Aquilo que faz a DIFERENÇA entre a VIDA e a MORTE do INTERIOR são os MILHÕES que DEVEM ser investidos TAMBÉM em projectos para BENEFÍCIO do INTERIOR e não apenas das grandes cidades.

Todos pagamos impostos. Não são só os Lisboetas ou os Portuenses.E já pagamos a INTERIORIDADE a preços insuportáveis.

Onde? 
Nas deslocações a um Hospital, a uma Universidade, a uma Repartição de Finanças ou até a um Tribunal. Estamos sempre a pagar e ainda mais PORTAGENS para ir para qualquer um dos locais anteriormente enumerados de comparência obrigatória.


QUE POUCA-VERGONHA É ESTA?
Um Lisboeta paga portagens para ir a qualquer um destes lugares? Claro que não!

E encerram-nos as repartições, os CTT, os Tribunais, até as Finanças (obrigando-nos a deslocarmo-nos dezenas de quilómetros para PAGARMOS os IMPOSTOS que ficam em 99% em LISBOA e no PORTO).

Necessitamos combater de imediato e vencer esta situação de MORTE ANUNCIADA em apenas 20 anos, se continuarmos a despovoar a este ritmo, tal como todos os estudos demonstram.

E de nos DEFENDERMOS usando AS MESMAS ARMAS que usam as populações do Litoral.
Necessitamos de um PARTIDO que tenha por única ideologia a DEFESA e a PROTECÇÃO DAS POPULAÇÕES do Interior.

Como?
Captando Investimentos, empresas, Inteligência, Saúde e Serviços para o Interior. Injectando ao INTERIOR VIDA através de uma plataforma de descriminação positiva que faça com que as empresas industriais, comerciais e de serviços se instalem no Interior onde pagarão muito menos impostos e ficarão ISENTAS de portagens.

Médicos, enfermeiros, engenheiros, economistas, investigadores e demais profissionais com elevada preparação técnica terão grandes vantagens financeiras em vir para o interior por via de benefícios fiscais e de subvenções estatais - as mesmas que o ESTADO DÁ AOS DEPUTADOS, hoje em dia, que chegam a duplicar-lhes o ordenado.


ESTA será a nossa VOZ

1 - A voz da população desprezada e cada vez mais idosa, doente, pobre e roubada nas suas reformas e pensões por sucessivos governos.

2 - Mas também a voz dos desempregados e dos que, embora ainda com emprego, empobrecem diariamente enquanto se matam a trabalhar.

3 - E a voz da juventude sem futuro, apesar das qualificações, licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Uma juventude que tem que ir vender a sua Inteligência para o estrangeiro se quiser sobreviver.

Se acreditas que esta é ÚNICA solução para que, de uma vez por todas, o PODER das grandes cidades e do litoral COMECE RAPIDAMENTE a olhar para o INTERIOR, junta-te a nós e apoia este projecto político que agora se inicia.

Para já, basta GOSTARES desta nossa 1ª Página. 
Brevemente com site próprio fora do facebook.

Podes também COMENTAR e dar o teu c
ontributo com ideias e sugestões.

Precisamos de representantes - em cada cidade do Interior - para a composição da comissão política Instaladora. Os estatutos estão alinhavados e prontos para ultimação e aprovação.
Todo o restante processo de legalização está estrategicamente delineado.

Quantos mais formos mais depressa legalizamos o PDI 
(gostam da sigla?)

Obrigado

joaotilly@gmail.com

PDI - Partido para o Desenvolvimento do Interior.


12.14.2013

ALERTA aos jovens e aos condutores em geral:


O caso de ontem foi infelizmente apenas mais um de entre dezenas que estão a acontecer por semana por todo o país. Basta abrir o Correio da Manhã para se ler diariamente casos similares que acontecem de Norte a Sul.

Um verdadeiro CRIME está a ser perpetrado nas estradas do Interior do país. Mais um. As estradas nacionais estão enxameadas de pesados. Todos a fugir às portagens. 
Os acidentes mortais multiplicam-se. Qualquer despiste pode ser mortal, agora, quando antes o não seria, porque há quase sempre um camião a vir de frente.
No mesmo local um amigo meu despistou-se há anos. Como não vinha nenhum pesado de frente a coisa reduziu-se a latas. O jovem David Guerra não teve a mesma sorte. 

As estradas nacionais NÃO ESTÃO dimensionadas para este tráfego. 
O que eu pergunto é: se subitamente se verifica que, aqui no interior do país, todos os dias morre gente a embater em pesados, não deve isto configurar uma situação repetida de homicídio por negligência? Estradas permanentemente repletas de camiões em fila entre Seia e Nelas; entre Seia e Oliveira do Hospital; entre Seia e Celorico, em que se torna praticamente impossível ultrapassar, trazem um novo paradigma de perigo e de diminuição de produtividade para quem trabalha tendo que se deslocar. 

Há que sair mais cedo - muito mais cedo - e andar muito mais devagar. O que vai conduzir a um estrangulamento nas estradas já sobrelotadas da nossa região e a uma baixa generalizada de produtividade e produção de riqueza no Interior. E vai contribuir decisivamente para o encerramento das poucas empresas que por aqui ainda resistem. 

É isto o que os 1) governantes locais e 2) as autoridades devem fiscalizar e tudo fazer para reparar. E são estas as reivindicações que devem ser levadas ao Parlamento pelos 3) deputados que foram eleitos pelo interior. 

Infelizmente os primeiros assobiam para o lado e empurram o ordenamento do trânsito para cima dos segundos, que se preocupam apenas com o cumprimento dos objectivos relativamente às coimas que, ao entrarem nos cofres do estado, garantem ao fim do mês os seus ordenados. 
E os terceiros não querem saber do interior para nada em 99% do tempo em que pela capital passeiam, almoçam e jantam nos melhores restaurantes de Lisboa tratando dos seus lóbis e das suas carreiras políticas, principescamente pagos com o confisco de impostos sobre impostos roubados ao desgraçado cidadão. 
Cidadão que o deixou de ser pois as suas (parcas) regalias foram já subtraídas na prática mas, distraído como é, ainda não deu disso conta e continua a tudo aceitar sem oferecer luta a esta múltipla conjugação de injustiça Nacional continuada e nítida subversão da democracia - pelos vistos - perpetuada. 

Não serão os nossos governantes, legisladores e deputados os principais RESPONSÁVEIS pelo que está a acontecer a este país?

E não será a população, permanentemente conivente e nada reivindicativa dos seus ex-Direitos também CO-RESPONSÁVEL por esta nova e criminosa situação, dada a sua atitude displicente que pode ser interpretada com um CONSENTIMENTO tácito para que estes homicídios continuem a ser praticados à vista de todos?

11.20.2013

"Portugal é melhor que a Suécia a todos os níveis" (TSF)