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5.02.2017

O princípio dos vasos comunicantes não se aplica à Inteligência


A Inteligência tem o mau feitio de não respeitar o princípio dos vasos comunicantes. 
Produz exactamente o efeito oposto. 
Aquele princípio estabelece o equilíbrio do líquido entre vasos que comunicam entre si, por maior que seja a diferença entre as suas secções. 
Mas a Inteligência (que defino como a capacidade de raciocínio lógico tendo por base permanente o espírito crítico) funciona, infelizmente para nós portuguesitos do interior, ao contrário. 

 Um Ser Inteligente não consegue distribuir a sua clarividência por 50 seres tacanhos. Por mais que o tente. Ele pode até emitir optimamente, sem falhas. Mas não tem receptor capaz. Chapéu. 
Mas aprende sempre qualquer coisa com eles. Quanto mais não seja, a aproveitar-se da sua fragilidade intelectual. 

Já o inverso é falso. O tacanho não consegue aprender nada. Só consegue decorar (e mal porque o faz cegamente sem perceber as etapas) e copiar PIOR, porque se baseou no encornanço do resultado e não na compreensão dos pressupostos. 
 O resultado é que o ser Inteligente fica um pouco mais inteligente no contacto com a mediocridade, porque sempre absorverá algum pouco que se aproveita do tacanho. Enquanto que este fica na mesma. Não evolui por não ter condições para tal. 

 Vem isto a propósito de 2 casos ocorridos por estes dias. 

1 - Os credores fecharam o Museu de Cera de Fátima - único no mundo - na véspera daquela que será a maior enchente de todos os tempos. Com esta enchente o Museu poderia pagar a dívida. Mas os credores, por serem muito estúpidos, não querem saber disso. Deve? Fecha. 

2 - A Feira Ibérica de Turismo, a acreditar no que diz o Jornal do Fundão, foi o pretexto para os espertalhões dos espanhóis sugarem o pouco que ainda temos. Isto foi a tosca da galinha a convidar a espertalhona da raposa para uma parceria. 

Nós, os tugazitos ceguetas, convidamos os espertalhões dos espanhóis para virem fazer uma feira “em parceria” connosco. À espera, saloios, de captar espanhóis para cá. 
Mas o que vai acontecer é exactamente o contrário. 

 O Alcaide de Bejar conseguiu arranjar forma de captar os poucos portugueses que vinham aqui à nossa estância de ski de brincadeirinha - que só abre quando coincide o milagre de um fim de semana com um nevão 3 dias antes - justamente para a sua super estância com 24 pistas, onde neva 10 vezes mais do que aqui e que está SEMPRE aberta. 122 dias por ano. 

E não é preciso confirmar se as estradas estão ABERTAS para La Covatilla. Já se sabe que ESTÃO. Porque os espanhóis (e todos os Europeus) não são tacanhos Sabem BEM que as estradas TÊM QUE ESTAR SEMPRE ABERTAS. E por isso PAGAM para as ter SEMPRE ABERTAS. 

Mas o mais curioso é que ficámos a saber, pela boca do Alcaide, que eles afinal PAGAM MUITO MENOS para terem as estradas abertas do que nós pagamos para as ter FECHADAS. 


Se isto não é o cúmulo da estupidez, por favor dêem-me um exemplo de alguma coisa que consiga ser mais estúpida do que isto. 

Assim, a partir de agora os portugueses vão pagar muito menos para irem para Bejar do que pagariam para baterem com o nariz no Sabugueiro ou na Lagoa e voltarem para trás. 

Bye Bye, pouco turismo que ainda tínhamos. 
Agora, com este "banho" de Inteligência dado pelos espanhóis é que ficámos realmente MESMO muito espertos. 
 Ou não?

4.03.2017

O que aconteceu a Seia nos últimos 30 anos e o que vai acontecer nos próximos 4



3.10.2017

O milagre da multiplicação das bordaleiras


O Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital revela, finalmente, o seu plano. Plano mediático e agressivo que inclui o "número" da colocação do rebanho de ovelhas no Marquês de Pombal.
E o plano até é simples: trata-se apenas de distinguir o Queijo de Oliveira do Hospital dos "outros" Queijos da Serra que não são certificados. Com especial destaque para o de Seia, como refere uma queijeira entrevistada na reportagem da SIC (ver no Notícias de Seia).
Ora, para defender o queijo de Oliveira - prática que se compreende e aplaude - o Presidente da CM de Oliveira não necessitaria de denegrir os que o não são. Mas decidiu ir por esse caminho para distinguir claramente o seu queijo dos dos concelhos vizinhos. E potenciar a publicidade televisiva à sua Feira do Queijo a realizar já no próximo fim de semana. Feira em que ele espera receber 85 mil visitantes.
Mas o plano vai mais longe. Alexandrino pressionou e conseguiu "obrigar" o ministro a legislar no sentido da inclusão obrigatória da proveniência do leite que é usado para produzir o queijo.
E aqui bate o ponto. É que a ir para a frente a referida legislação, das duas, uma: ou se invade a Serra de rebanhos de bordaleiras - que não existem e, pelo contrário, estão em risco de extinção - ou então estaremos em presença do maior ataque perpetrado até hoje às queijarias que têm que ir buscar leite a todo o lado onde ele existe para produzirem o queijo que vendem.
Toda a gente menos distraída sabe bem que não existem ovelhas bordaleiras suficientes para produzir o queijo da Serra que se consome em Portugal. Nem para metade. Nem para um décimo.
E um povoamento massivo de bordaleiras é impossível porque demora anos e não existem pastagens disponíveis para o número que seria necessário. Nem as queijarias estão vocacionadas para criar rebanhos imensos. Portanto a solução para o problema que Alexandrino acabou de arranjar é... inexistente.
Alexandrino lá terá a sua intenção. Fez as suas contas e percebeu que para "os seus" há ovelhas. E os outros que se lixem.
Veremos se assim será. Porque eu tenho a certeza que nem para as suas queijarias haverá ovelhas suficientes. E portanto algum milagre terá que ocorrer - o milagre da multiplicação das bordaleiras - para que toda esta região consiga manter as dezenas de queijarias e as centenas de postos de trabalho que Alexandrino, com o seu plano mediático, acaba de colocar em sério risco.
Percebendo bem a manobra da CM de Oliveira - e fazendo-lhe aqui a justiça de reconhecer que se encontra décadas à frente de muitas outras da região em termos estratégicos - tenho que dizer que espezinhar os vizinhos para atingir os seus próprios fins não é, certamente, uma prática cordata e, muito menos, inteligente.
Mas tem o condão de mostrar claramente que Alexandrino não tem o mínimo receio das reacções dos seus colegas. Pelo menos do colega de Seia, nomeada na reportagem. Se por eles tivesse um mínimo de respeito, não se atreveria a desafiá-los desta forma. Porque está a colocar a corda na garganta de dezenas de queijarias e centenas de postos de trabalho em toda esta região.
O futuro breve dirá se José Carlos Alexandrino fez bem ou mal em despoletar toda esta problemática, conhecida de todos há anos.
E quem irá lucrar e ficar prejudicado com todo este circo mediático.

3.05.2017

A Vide é o retrato da morte do Concelho de Seia

"A vila da Vide - Terra de Almeida Santos - foi sede de concelho até 1834, perdendo-o para Loriga até este ser extinto em 1855, ano em que foi anexada ao concelho de Seia." 


Em 1911 teve como anexa a Teixeira que acabou por perder em 1930. Hoje nem sequer é Vila nem freguesia. É uma aldeia em termos administrativos, apesar de o site da Câmara Municipal de Seia continuar a dizer que é uma Vila. Perdeu tambem a freguesia nas últimas eleições autárquicas de 2013 e, por falta de proposta da CMS da altura, a tutela decidiu juntar-lhe a Cabeça para constituirem uma só freguesia. O que aconteceu, aliás, no resto do Concelho. De 29 freguesias ficámos com 21. 


Decidiu Lisboa que era assim por Seia não ter apresentado nenhuma proposta de reordenação do território. 
Bastava ter anexado as Lages a Girabolhos ou a Pinhanços ou a Tourais, por exemplo, ou novamente a Lapa dos Dinheiros a S. Romão e ficaríamos com 28 freguesias. Mas nada se fez e em vez de perdermos 1 (uma) freguesia o Estado cortou-nos 8 (oito). 

Pior ainda: anexa-se Seia a S. Romão e à Lapa dos Dinheiros. Se há algo absurdo é ficarmos com uma só fregiesia que tem metade da população REAL de todo o Concelho. 

Mas voltemos à Vide: tem 31 povoados. Geralmente diz-se que tem 28 anexas. Tantas como Seia tinha em freguesias. Mas na realidade tem 31. 

E entre a Vila e as 31 anexas não se contam mais do que ... 6 (SEIS) crianças. A Escola Primária fechou. 
As crianças vão para Loriga por caminhos alternativos porque a Estrada da Teixeira está cortada há anos. 

Se há retrato fiel do definhamento populacional e morte anunciada deste Concelho é a Vide. Porque não tem empresas... e não as tem porque já perdeu o LIMIAR MÍNIMO POPULACIONAL para que novas empresas se possam vir a estabelecer. 
Nem o Turismo ali funciona apesar de ser uma Vila belíssima recortada por um rio encantador - o rio Alvôco onde se pescam as melhores trutas da região - e ficar muito próxima - a apenas 25 kms - da Torre da Serra da Estrela. 

Perto... Se as estradas não fossem cortadas de cada vez que neva, claro. 
Apesar de tudo isto a Vide definha e morre.
Com as suas 31 populações... e o resto do Concelho.

Agora complete:
Vide perdeu o Concelho para Loriga em 1834
Que o perdeu para Seia em 1855
Que o vai perder para _______________ em _________
(favor completar)

9.20.2014

Seia perde em todos os parâmetros económicos na comparação com os vizinhos

Oliveira e Seia têm praticamente a mesma população REAL.

Há muita gente que continua registada residindo em Seia e que já cá não mora há anos. Mas continua a constar nos Census 2011 e estimativas seguintes, que são feitas a partir dessa base de dados.

Seia sempre teve mais gente, mas como a queda demográfica tem sido muito mais acentuada em Seia do que em Oliveira, neste momento devem estar empatadas ou até já com ligeira vantagem para Oliveira.


Acontece que a dívida de Seia é 6,5 vezes maior que a de Oliveira.
Oliveira devolve impostos aos seus cidadãos e num valor dos mais elevados do país. Índice 82,5.
Seia não devolve nada e cobra tudo no máximo. IRS, IMI e Derrama.
Um cidadão Oliveirense paga a factura da água (incluindo os resíduos) com um desconto de 40% relativamente a um cidadão Senense.
Oliveira apresenta um índice de captação de empresas que é 6 vezes maior que o de Seia. Quer isto dizer que por cada empresa que se instala em Seia, instalam-se 6 em Oliveira.

Conjugando estes dados com os factos de em Mangualde e Nelas se passar aproximadamente o mesmo cenário comparativo, acrescido ao facto de que em Mangualde e Nelas se paga muito melhor do que em Seia forçosamente teremos que chegar à conclusão de que, a manter-se a situação actual, dentro de poucos anos Seia constituir-se-á como um manancial de mão de obra para os concelhos vizinhos.




9.02.2014

De Vila Cova a Sandomil... ao lado do Alva

Harley Davidson em Seia

5.17.2014

Digam ADEUS a este Mondego

4.19.2014

Seia: Os 2 mega projectos suicidas para o Concelho

3.30.2014

A extinção de Portugal em meados deste século

3.29.2014

Análise Sócio-policial integral (ainda em actualização)


 Porque o texto anterior fica mesmo muito longo vou condensá-lo aqui



Publicação de João Tilly.

Análise "Sócio-policial"

Vou passar a pente fino as atribuições (Missões) da GNR e AVALIAR o seu grau de cumprimento aqui em Seia.
(a actualizar permanentemente)


1-a) "Garantir as condições de segurança que permitam o exercício dos direitos e liberdades e o respeito pelas garantias dos cidadãos, bem como o pleno funcionamento das Instituições democráticas, no respeito pela legalidade e pelos princípios do Estado de direito".


De uma forma geral, isto é das tais atribuições que não necessitam grande esforço para se cumprirem neste país e nesta cidade. Não há grandes desacatos, o povo é sereno, não há confusões no dia a dia, ninguém ameaça as Instituições Democráticas, nunca houve notícia de boicotes eleitorais e muito menos violentos, nunca se invadiu nenhuma repartição. É certo que foi apedrejado o Tribunal o ano passado durante a noite sem se ter apurado os seus autores. Mas não passou de prejuízo material. Vidros, apenas.

Portanto podemos dar uma nota neutra a esta atribuição da GNR. Proponho para esta alínea a) uma nota 10.
Se o leitor pensar diferentemente faz favor de contribuir.

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1-b) "Garantir a ordem e a tranquilidade públicas e a segurança e a protecção de pessoas e dos bens."


Aqui já não posso ser tão generoso. A ordem e a tranquilidade públicas, quando alteradas, tem sido muitas vezes pela actuação da própria GNR.
De facto, perseguir automóveis com os pirilampos (as luzes rotativas) e sirenes ligados, e chegar a ultrapassar traços contínuos nessas perseguições no centro da cidade para apenas mandar soprar os condutores não é uma prática admissível num Estado de Direito.
Mandar parar o mesmo condutor 2 e 3 vezes no mesmo dia para proceder às mesmas fiscalizações também não.
Cercar Seia em todas as entradas de forma continuada e sistematica sem razão aparente, unicamente para se fiscalizar a ingestão de álcool dos condutores ainda menos.

Estas práticas diariamente levadas a efeito ao fim de tantos anos - cerca de quinze - acabam por conotar Seia com uma terra de bêbedos. Quando o não é mais que as outras. Apenas os condutores aqui são fiscalizados incomparavelmente mais que em qualquer outra cidade.

São às dezenas os casos de senenses que viajam pelo país e que são fiscalizados apenas em Seia. E de viajantes e profissionais oriundos de outras Terras que se queixam do mesmo.
Há senenses que vivem em Lisboa há 30 anos e que juram que apenas foram fiscalizados, em toda a sua vida... em Seia. Dez, quinze, vinte vezes. Mas sempre em Seia. Praticamente de todas as vezes que aqui vêm.
Isto não é normal.

O alarme social que este aparato provoca na sociedade é em tudo contrário ao espírito da lei.
A GNR deve manter a ordem e a tranquilidade e não pode ser ela própria a destruir essa tranquilidade com acções de todo injustificáveis e dignas de filmes de ficção.
Não se trata de assaltos a bancos ou a Instituições. Não se trata de fuga de presidiários. Não se trata de crimes de alta perigosidade. Nada justifica perseguições de condutores com pirilampos e sirenes no centro da cidade para fiscalização de álcool. Menos ainda perseguições de quilómetros serra acima para, em ermos sem qualquer iluminação, se atravessar o carro à frente do perseguido, provocando-lhe grande pânico e temor.

E, pelo contrário, os crimes de alta perigosidade e alarme social raramente são resolvidos e os culpados raramente são apanhados.
Temos, no nosso concelho, vários casos de homicídios nunca resolvidos. São pelo menos 10 casos de homicídios cujos autores nunca foram detidos. Pode dizer-se que essa não é uma atribuição da GNR e não a avaliarei por isso. Mas mostra que a componente "tranquilidade" e "alarme social" não estão dentro dos parâmetros pretendidos.

Por outro lado, no que se refere à protecção de pessoas e bens a coisa está ainda mais longe de uma nota satisfatória. Vários assaltos - dezenas por ano - têm tido lugar na nossa cidade e arredores, quase sempre sem se apurar a autoria.
O cúmulo aconteceu aquando do assalto ao próprio posto da GNR de Paranhos, há cerca de 2 anos, de que todos se recordarão. Há poucos meses a residência de um guarda foi também assaltada e vandalizada na Folgosa.
Residências e apartamentos têm sido sistematicamente assaltados e ultimamente até uma ourivesaria o foi no centro da cidade, num caso que deu grande brado mediático. Neste caso, os populares e os BV apareceram na cena muito antes da GNR que se encontrava na ponte de Santiago a fazer uma operação STOP - como é costume quase diariamente - e terá demorado mais de um quarto de hora (há quem afirme meia hora) até aparecer no local. Felizmente os populares perseguiram 2 dos assaltantes que, encurralados, acabaram por ser capturados. Dos 2 que conseguiram fugir, mais uma vez não há notícia.

E que dizer de todos os automóveis que foram furtados em Seia e dos quais apenas um apareceu porque foi o filho do proprietário quem o furtou?
Foram vários e de grande valor, alguns furtados na rua e no centro da cidade. Outros em garagens de alta segurança. Nunca nenhum apareceu.

Portanto não se pode dizer que a propriedade dos cidadãos esteja bem protegida em Seia. Pelo contrário.
Pelo que proponho para esta alínea b) a nota de 5 valores.



As atribuições da GNR