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3.05.2017

A Vide é o retrato da morte do Concelho de Seia

"A vila da Vide - Terra de Almeida Santos - foi sede de concelho até 1834, perdendo-o para Loriga até este ser extinto em 1855, ano em que foi anexada ao concelho de Seia." 


Em 1911 teve como anexa a Teixeira que acabou por perder em 1930. Hoje nem sequer é Vila nem freguesia. É uma aldeia em termos administrativos, apesar de o site da Câmara Municipal de Seia continuar a dizer que é uma Vila. Perdeu tambem a freguesia nas últimas eleições autárquicas de 2013 e, por falta de proposta da CMS da altura, a tutela decidiu juntar-lhe a Cabeça para constituirem uma só freguesia. O que aconteceu, aliás, no resto do Concelho. De 29 freguesias ficámos com 21. 


Decidiu Lisboa que era assim por Seia não ter apresentado nenhuma proposta de reordenação do território. 
Bastava ter anexado as Lages a Girabolhos ou a Pinhanços ou a Tourais, por exemplo, ou novamente a Lapa dos Dinheiros a S. Romão e ficaríamos com 28 freguesias. Mas nada se fez e em vez de perdermos 1 (uma) freguesia o Estado cortou-nos 8 (oito). 

Pior ainda: anexa-se Seia a S. Romão e à Lapa dos Dinheiros. Se há algo absurdo é ficarmos com uma só fregiesia que tem metade da população REAL de todo o Concelho. 

Mas voltemos à Vide: tem 31 povoados. Geralmente diz-se que tem 28 anexas. Tantas como Seia tinha em freguesias. Mas na realidade tem 31. 

E entre a Vila e as 31 anexas não se contam mais do que ... 6 (SEIS) crianças. A Escola Primária fechou. 
As crianças vão para Loriga por caminhos alternativos porque a Estrada da Teixeira está cortada há anos. 

Se há retrato fiel do definhamento populacional e morte anunciada deste Concelho é a Vide. Porque não tem empresas... e não as tem porque já perdeu o LIMIAR MÍNIMO POPULACIONAL para que novas empresas se possam vir a estabelecer. 
Nem o Turismo ali funciona apesar de ser uma Vila belíssima recortada por um rio encantador - o rio Alvôco onde se pescam as melhores trutas da região - e ficar muito próxima - a apenas 25 kms - da Torre da Serra da Estrela. 

Perto... Se as estradas não fossem cortadas de cada vez que neva, claro. 
Apesar de tudo isto a Vide definha e morre.
Com as suas 31 populações... e o resto do Concelho.

Agora complete:
Vide perdeu o Concelho para Loriga em 1834
Que o perdeu para Seia em 1855
Que o vai perder para _______________ em _________
(favor completar)

12.22.2013

O DIA MAIS PEQUENO no país mais diminuto

O dia mais pequeno do pior ano do país politicamente mais diminuto da europa foi hoje.

O que quer dizer que a partir daqui algo vai ter que aumentar. Os dias, de certeza. Mas só os dias?
Penso que não.
Este país chegou a um estado caótico inimaginável até por mim, que sigo a política desde o 25 de Abril. Há quase 40 anos.
Caímos neste estado de degradação por culpa do péssimo funcionamento de quase todas as Instituições, sempre com a complacência do povo mais iletrado, inculto, pobre, envelhecido, doente e diariamente obscurantizado de toda a europa.

O que nos leva a perguntar: mas afinal isto não pode ser coincidência... O que falhou neste País?
Terá sido o Ensino o que mais falhou em Portugal? 
Pareceria que sim, à primeira vista.
Porque grande parte dos alunos no 11º ano mal sabe ler. A esmagadora maioria vai hoje para cursos profissionais porque não imagina, ao fim de 9 anos de estudo, como se  somam ou dividem fracções. Menos ainda consegue interpretar textos. Não compreende aquilo que lê apesar de todas as milhentas reformas - algumas em sentido contrário - e de todas as experiências feitas com modelos importados da Suiça, da Áustria, dos EUA e ultimamente do México. 
Há 12 anos os profs tinham a obrigação de passar toda a gente. Soubessem os alunos ler ou não. 
E cumpriram as ordens. Passaram toda a gente. 
Hoje temos uma geração inteira de analfabetos funcionais com um diploma do 9º ano. Que também já não serve para nada porque a escolaridade mínima passou para o 12º. 
Os que não são analfabetos estão a emigrar em catadupa naquilo que se denomina já o "brain drain" - escoamento de cérebros - para a Europa e EUA. Só cá fica quem não tem habilitações para emigrar.
Portanto estamos perante uma geração semi-perdida. Só cá ficam os menos apetrechados intelectualmente, o que faz prever mais 30 anos de desgraça, mediocridade e total ausência de espírito crítico. Ou seja: a continuidade do paraíso para a corja de caciques, corruptos e bandidos que se instalou no aparelho e nos delapida há 39 anos. 
Terá sido, então, o Ensino o que mais falhou?

Não. Ainda há pior: a Justiça.
Aqui nada - mas nada mesmo - funciona, hoje em dia. 
Portugal é tudo menos um Estado de Direito. 
A começar no Governo e a acabar nas Finanças, ninguém cumpre lei nenhuma.
O único órgão que ainda funciona é o Tribunal Constitucional mas por pouco tempo. Ao de Contas já ninguém passa cartão há décadas.
Portanto: praticamente nada na Justiça funciona. Podemos dizer até que funciona ao contrário. É preciso ter milhares de euros para se contratarem os bons escritórios de advogados, se se quiser ter sucesso na contenda jurídica. Se assim não for, é para esquecer. Quem não tiver esse dinheiro para encher os bolsos aos "trutas" que a sabem toda, está feito. Perde tudo. 
Por isso as cadeias estão cheias de pobres e analfabetos.
Aquilo a que chamamos Justiça é de facto uma Instituição obscura que - como diz Marinho Pinto - tem dois departamentos: um para os pobres e outro para os ricos. E quase sempre prende os pobres e absolve os ricos. Mas ainda não é o que funciona pior neste país. 
Ainda há pior.


A Saúde consegue ainda estar mais doente que a Justiça. Porque simplesmente está a saque.
Os 30% de portugueses que, hoje em dia, ainda conseguem arranjar dinheiro para se diagnosticarem, são apanhados na curva seguinte: a dos tratamentos.
E destes 10%, os que ainda resistirem a este segundo filtro, por certo soçobram no seguinte: o da continuidade dos tratamentos nos Hospitais Públicos (já nem se fala nas clínicas privadas) com os actuais cortes nos medicamentos e tratamentos considerados demasiado caros. 
Mas pior e mais chocante ainda, porque estúpida e perfeitamente evitável: a negligência pura e dura. 
E continuada. E diária. Todos os dias noticiada de Norte a Sul. 
Entra-se num Hospital com uma unha encravada e já ninguém pode garantir que se sai de lá vivo. Exemplos são mais que muitos e todos os dias. 
Morre gente nos Hospitais porque teve o azar de lá entrar. Se não entrasse, estava viva. 

Em todas as Terras há dezenas de exemplos desses e os jornais trazem centenas, por ano. Coisas mínimas como braços partidos que depois desenvolvem gangrenas; operações rotineiras à garganta para tirar nódulos que terminam em asfixia depois de longas horas de avisos, queixas e protestos; enfartes de miocárdios ligeiros ou pneumonias que evoluem para quadros irreversíveis ao fim de 6 dias de negligências continuadas; as infecções hospitalares que são responsáveis por 40% das mortes em Hospitais e que vitimam os idosos acima dos 80 como a tuberculose fazia no inicio do século... 
A lista é interminável.
A Saúde, em Portugal, mata mais do que a Guerra.


E com um cenário destes, o que pode um cidadão lúcido fazer?
Ao contrário do que muitos comodistas defendem, pode fazer muita coisa. Aliás, pode fazer TUDO o que já devia ter feito há décadas. Se o tivesse feito, por certo não teríamos chegado a este envergonhante estado de capitulação da nossa soberania nacional.

Está nas suas (nossas)  mão mudar decisivamente este estado caótico de coisas. 
Como?

1º - Denunciando e reclamando do que vê estar errado para que outros percebam que há formas de melhorar as coisas. E para que o Poder perceba, de uma vez por todas, que já não lida com carneirinhos estúpidos que se deixam conduzir alegremente para o matadouro, desde que os entretenham com sessões contínuas de futebol.

2º - Pode partilhar as suas experiências com outros. Familiares, amigos, vizinhos, conhecidos, redes sociais, para que outros percebam que não é só consigo que as coisas correm mal. E que não é cada um de nós que tem azar: é o sistema que funciona mal.
Eu acredito que o Facebook terá um papel primordial - se não decisivo - no despertar dessa consciência cívica e desse espírito crítico na população. E que será o principal responsável por juntar pessoas que comungam dos mesmos diagnósticos e partilham as mesmas preocupações com o futuro da Nação que, a continuar assim, não será outro senão o viver eternamente de joelhos, com o chapéu na mão, a suplicar migalhas e a pagar milhões em juros, numa sangria interminável que nos colocará indefinidamente no saco da Alta Finança e dos "mercados" - que mais não são do que os 160 velhos gordos da Forbes - giga milionários que não conseguiram aquelas incontáveis fortunas (a maior parte delas superiores ao PIB português) a trabalhar honestamente. 

3 - Pode organizar-se em torno de projectos de Cidadania com cariz partidário ou não, mas ganhando escala (número=força) conseguirá ser ouvido e fazer pressão para alterar aquilo que no seu bairro, nas suas terras, no seu concelho, no seu distrito e, por fim, no seu país encontra de chocantemente errado. Deve denunciar nas Assembleias Municipais dos seus Concelhos o que está mal e obrigar os deputados eleitos a fiscalizar os executivos municipais como é sua obrigação. E não - como tem acontecido até aqui - deixar as maiorias legitimar cegamente as opções, quantas vezes absurdas, desses mesmos executivos.

Sublinho: temos agora ao nosso dispor esta ferramenta global nova, o facebook, que poderá contribuir decisivamente para que se consiga pôr cobro a 40 anos de roubos, delapidações, crimes económicos e BPNs em Portugal. 
Eu acredito, porque vejo, que as redes sociais estão lentamente a despertar a consciência cívica adormecida de todo um povo. 
Fenómeno que já vai com 40 anos de atraso, mas mesmo assim é melhor que seja agora que mais tarde.


Salazar morreu há mais tempo do que a democracia dos compadrios tem de vigência.  Salazar esteve no poder 35 anos e esta democracia de mentira já vai com 39.


É a altura de os cidadãos começarem a falar uns com os outros. Trocarem ideias. Organizarem-se e fazerem valer a sua voz.

E se acharem que o actual quadro partidário não satisfaz as suas aspirações, arranjarem entre si forças políticas e partidárias que, na Assembleia da República, façam ouvir a sua voz.

Eu proponho este projecto em que estou a trabalhar há semanas:  PDI - Partido para o Desenvolvimento do Interior.     www.facebook.com/PartidodoInterior

Mas estou aberto a conhecer outros projectos políticos e a participar em plataformas que tenham o mesmo objectivo: o de criar um Partido abrangente que defenda o Interior de Portugal, em vez de contribuir para a sua morte rápida.
Interior nde - ao contrário do que nos dizem - ainda moram 5,5 Milhões de portugueses. 
Ainda somos a maioria absoluta. 

Vamos continuar subjugados aos 3 milhões que votam cegamente nos partidos do arco da corrupção, perdão: da governação, ou vamos traduzir a nossa Força em votos e em números?

12.15.2013

PDI - Partido para o Desenvolvimento do Interior

Partido para o Desenvolvimento do Interior- PDI MANIFESTO INICIAL 

 É tempo de o Interior desprezado, esquecido e ostracizado criar o seu PRÓPRIO PARTIDO. 

Um Partido que nos REPRESENTE e nos DEFENDA, exigindo a canalização para o INTERIOR dos MILHARES DE MILHÕES que a Europa nos envia e que fica praticamente todo nas Grandes Cidades e nos bolsos dos políticos corruptos e seus amigos empresários e banqueiros. 

Um PARTIDO que não acredita nessa GRANDE MENTIRA das bases ideológicas. Nem da esquerda nem da direita nem do liberalismo nem do socialismo, social democracia ou comunismo - correntes filosóficas extintas das práticas governativas em todo o mundo civilizado há pelo menos 30 anos, mas que ainda hoje se "vendem" à população como se ainda existissem e estivessem activas. 

O que HOJE existe e CONTROLA TODAS AS POLÍTICAS é apenas a Alta Finança: O DINHEIRO. Não é a Filosofia política nem são as mais castas e pungentes declarações de Princípios. Aquilo que faz a DIFERENÇA entre a VIDA e a MORTE do INTERIOR são os MILHÕES que DEVEM ser investidos TAMBÉM em projectos para BENEFÍCIO do INTERIOR e não apenas das grandes cidades.

Todos pagamos impostos. Não são só os Lisboetas ou os Portuenses.E já pagamos a INTERIORIDADE a preços insuportáveis.

Onde? 
Nas deslocações a um Hospital, a uma Universidade, a uma Repartição de Finanças ou até a um Tribunal. Estamos sempre a pagar e ainda mais PORTAGENS para ir para qualquer um dos locais anteriormente enumerados de comparência obrigatória.


QUE POUCA-VERGONHA É ESTA?
Um Lisboeta paga portagens para ir a qualquer um destes lugares? Claro que não!

E encerram-nos as repartições, os CTT, os Tribunais, até as Finanças (obrigando-nos a deslocarmo-nos dezenas de quilómetros para PAGARMOS os IMPOSTOS que ficam em 99% em LISBOA e no PORTO).

Necessitamos combater de imediato e vencer esta situação de MORTE ANUNCIADA em apenas 20 anos, se continuarmos a despovoar a este ritmo, tal como todos os estudos demonstram.

E de nos DEFENDERMOS usando AS MESMAS ARMAS que usam as populações do Litoral.
Necessitamos de um PARTIDO que tenha por única ideologia a DEFESA e a PROTECÇÃO DAS POPULAÇÕES do Interior.

Como?
Captando Investimentos, empresas, Inteligência, Saúde e Serviços para o Interior. Injectando ao INTERIOR VIDA através de uma plataforma de descriminação positiva que faça com que as empresas industriais, comerciais e de serviços se instalem no Interior onde pagarão muito menos impostos e ficarão ISENTAS de portagens.

Médicos, enfermeiros, engenheiros, economistas, investigadores e demais profissionais com elevada preparação técnica terão grandes vantagens financeiras em vir para o interior por via de benefícios fiscais e de subvenções estatais - as mesmas que o ESTADO DÁ AOS DEPUTADOS, hoje em dia, que chegam a duplicar-lhes o ordenado.


ESTA será a nossa VOZ

1 - A voz da população desprezada e cada vez mais idosa, doente, pobre e roubada nas suas reformas e pensões por sucessivos governos.

2 - Mas também a voz dos desempregados e dos que, embora ainda com emprego, empobrecem diariamente enquanto se matam a trabalhar.

3 - E a voz da juventude sem futuro, apesar das qualificações, licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Uma juventude que tem que ir vender a sua Inteligência para o estrangeiro se quiser sobreviver.

Se acreditas que esta é ÚNICA solução para que, de uma vez por todas, o PODER das grandes cidades e do litoral COMECE RAPIDAMENTE a olhar para o INTERIOR, junta-te a nós e apoia este projecto político que agora se inicia.

Para já, basta GOSTARES desta nossa 1ª Página. 
Brevemente com site próprio fora do facebook.

Podes também COMENTAR e dar o teu c
ontributo com ideias e sugestões.

Precisamos de representantes - em cada cidade do Interior - para a composição da comissão política Instaladora. Os estatutos estão alinhavados e prontos para ultimação e aprovação.
Todo o restante processo de legalização está estrategicamente delineado.

Quantos mais formos mais depressa legalizamos o PDI 
(gostam da sigla?)

Obrigado

joaotilly@gmail.com

11.09.2013

Ranking Escolas - 3º Ciclo - Escolas de Seia





Ranking escolas - Secundária de Seia





6.25.2013

Mário Nogueira anuncia o fim da greve. Comunicação na íntegra


Mário Nogueira - FIM DA GREVE. Declarações... por JoaoTillyAudioVisuais


As declarações "Históricas" em directo de Mário Nogueira anunciando o fim da greve dos professores. Na íntegra, para dissipar qualquer dúvida.

Palavra de honra que não percebi o que é que ganhámos relativamente às garantias do ministro de 4 de Junho...

A greve dos professores tem 75%de apoio popular... pelos vistos.


Inquérito Opinião Pública da SIC Noticias... por JoaoTillyAudioVisuais

Pelo menos foi essa a sondagem do programa Opinião Pública em que o convidado, o vice-presidente da Confap, se fartou de "bater" nos professores....

6.24.2013

Ele há greves decisivas. Esta é das outras.


Há 3 semanas em greve.... e ninguém quer saber disso para nada. 
Nem a comunicação social, nem o ministro... e nem os pais! 
As notas dos filhos não saem, mas os pais não se ralam.
Bem podem os sindicatos continuar a marcar greves...


6.21.2013

MEC desconta 1 dia por cada greve a reunião de avaliação


MEC desconta 1 dia por cada greve a reunião de... por JoaoTillyAudioVisuais

O MEC descontará 1 dia por cada reunião de avaliação a que o prof tenha feito greve. 
Os sindicatos dizem que é ilegal. 
Mas quem paga não são os sindicatos. É o MEC. 

A luta arrastar-se-á em tribunal. Mas para já os profs serão descontados de 1 dia por falta até isso se resolver. 
Lá para o ano 2135...