8.17.2013

Os cidadãos não têm que servir a Política. É exactamente ao contrário

Se há coisas com as quais estou de acordo com o candidato da coligação PSD/CDS candidato à CM Seia, nomeadamente quando refere o pouco ou nada que se tem feito, desde sempre, na promoção turística da nossa Terra, relativamente à mensagem principal (e única) que ele difunde no seu site não posso estar em maior desacordo.

NÃO É A POLÍTICA quem precisa de gente ou de ideias novas, como defende no seu site agora activado. São as POPULAÇÕES quem precisa de novas ideias, ou que se aposte, pelo menos, nas muitas que já existem e que jazem, há anos, no fundo das gavetas. 

NÃO É A POLÍTICA que precisa das pessoas para ser servida. É exactamente ao contrário. São as pessoas que DEVEM SER SERVIDAS pela política (= estratégias de desenvolvimento) para que as suas Terras progridam em vez de regredirem e despovoarem. 

Este snobismo (pelo menos aparente) na forma como vê as coisas aparelhisticamente será mortal para este candidato.
Numa curta edição de 2 minutos do seu discurso de apresentação, o candidato refere por 2 vezes que é professor universitário. Não consegue libertar-se destas correntes. E por isso não voará.

Como já dizia e desenhava Raphael Bordalo Pinheiro, a política pela política não é mais que uma porca. Esta porca - a política do seu tempo e de agora - é a maior responsável pelo atraso, pelo banditismo, pela corrupção generalizada, pelo continuado assalto aos cofres da Nação e pela ascenção social dos mais medíocres de entre os que servem de tapete aos seus superiores hierárquicos.
A política pela política é tão porca e miserável como quem a usa para conseguir objectivos pessoais na vida. 

É justamente essa visão distorcida e maniqueísta (política feita por gente "nova" é boa; mas se for feita por gente "não nova" é má) aquela que é perfilhada pelos desgraçados dos nossos governantes actuais que continuam - consciente e metodicamente - a liquidar este povo.

Restaurante Cabeço das Fragas.


Na Sra do Espinheiro - Estrada da Torre entre Seia e Sabugueiro - inaugurou hoje o Restaurante Cabeço das Fragas.
Direccionado a um público da classe média-alta, o chef Magalhães assegura que "a nossa carne corta-se à colher", para ilustrar que se trata de um restaurante de Qualidade Superior que, por isso mesmo, não faz concorrência a nenhum dos existentes na região.

O turista e o senense não devem, no entanto, esperar pagar nenhuma exorbitância no Cabeço das Fragas, apesar da alta qualidade disponível tanto no design (da autoria de Paulo Duque - Riscus) como na própria gastronomia (Chef Magalhães).

O Restaurante abriu hoje e dispõe de uma sala de luxo e de uma esplanada com uma vista indescritível.

Assumindo-se claramente como uma nova oferta direccionada tanto aos senenses como aos visitantes e turistas, este restaurante constitui-se como uma mais valia para toda esta região, preenchendo uma lacuna na oferta de Qualidade na gastronomia senense.

E esta é apenas a primeira fase de um projecto maior que "ameaça" ultrapassar outras barreiras gastronómicas e de conforto em toda a região serrana da nossa encosta.

Desejo-lhe, naturalmente, as maiores felicidades.

Portugal é isto

E nunca funcionará por causa disto

Seia e Gouveia são casos de estudo


Seia e Gouveia seriam casos de estudo se alguém se preocupasse com o fenómeno da morte imediata do interior. 
Com políticas antagónicas, Seia e Gouveia obtiveram exactamente os mesmos resultados.
Gouveia passou os últimos anos em festas e feiras e festarolas permanentes para, em 2013, se encontrar mais pobre e mais despovoada que nunca. 

Já em Seia se conseguiu fazer exactamente o contrário e o resultado foi precisamente o mesmo.
 
Portanto a discussão do momento no Interior deveria ser esta: é preferível passar 12 anos em festa para acabarmos cada vez menos e mais pobres ou, pelo contrário, será preferível não fazer absolutamente nada e acabarmos igualmente menos e mais pobres?

Análise política - Seia #3

As primeiras imagens em grandes formatos dos candidatos finalmente apareceram.

O PS apostou numa sede num edifício novo, por estrear, no coração da Cidade. Envolto em polémicas antigas a escolha foi arrojada. Mas já lá está, com a imagem de FIlipe Camelo em todas as montras na procura de uma legitimidade e de uma força que uma lojeca numa rua secundária não conferiria.

Já o PAF - Partido de Albano Figueiredo (ver a minha última análise) - optou pela via dos outdoors.
Nestes outdoors mal se descortinam os símbolos da coligação que o apoia e menos se encontra a cor laranja do PSD. Símbolo e cor foram banidos de quase todos os outdoors dos candidatos laranja por esse país fora. Numa evidente tentativa de descolagem do partido menos popular de sempre. O que se torna estranho, já que a imagem da coligação aparecerá sempre no boletim de voto, exibindo os símbolos que agora parece se pretenderem esconder.

E se os símbolos são pequenos os outdoors são grandes. Três de 8 metros em Seia e vários mais pequenos espalhados pelas rotundas. Uns prometem ligar o semáforo verde ao desenvolvimento e outros uma promoção turística a sério. E ainda um, mais prosaico, promete baixar o preço da água. 
Prometesse ele baixar o preço do vinho e posso garantir que pelo menos em termos virais teria muito mais sucesso.

Detenhamo-nos neste. 
A promessa de baixar a água é tão absurda como o foi a promoção de Seia a que assistimos hoje na RTP1. Ambas são nulas em termos de eficácia e absurdas em termos de promessas.
A água é a mais pequena parcela da factura. Quem paga 17 euros de factura não paga mais de 1.7 euros de água. O resto são taxas conexas que chegam a representar quase 90% da factura de água e saneamento. Se o candidato baixar a água em 10%, a factura baixará realmente em apenas 1%. Mas mesmo esse 1% a CMS terá que o pagar às Águas Zêzere e Côa a quem a CMS já hoje paga mais do que recebe dos munícipes. 
Ou seja: teriam que ser sempre os senenses a pagar esse diferencial. De uma maneira ou de outra.
Como - felizmente - há cada vez menos gente estúpida, promessas de baixar a água em 1% reais são tão estranhas como o cérebro de quem as cogitou.

O PS não tem outdoors ainda. Há-de tê-los, tal como AF há-de ter sede. Mas nem uns nem outros revelam quando nem onde.

Finalmente AF inaugurou o seu site oficial. Começou com pouca coisa mas entretanto está a ser actualizado. Traz um pequeno filme em que, em 2 ou 3 minutos, consegue referir, por 2 vezes, que é professor universitário. Correntes pesadíssimas das quais não se liberta. Um "snobismo" pelo menos aparente que certamente lhe será muito prejucial senão mortal, mesmo.

Happenigs: O PAF foi a S. Romão ao arraial. Um magote grande. Mas, chegados lá, não conseguem entabular conversa com o povo, à excepção do sr Avelino e pouco mais. 
Há aqui uma espécie de distanciamento natural que cai como um manto surdo onde quer que apareçam. AF não conhece ninguém. O seu director de campanha ainda consegue conhecer menos. A coisa só por milagre poderia funcionar minimamente. E milagres já os não há desde 1917. 
Seria preciso um descontentamento gigantesco relativamente ao actual executivo para que uma lista de "snob people" que apenas conversa entre si, e se faz fotografar em grupo hermético sem rigorosamente mais ninguém nas poucas festas a que vai, pudesse receber transferências do PS. 
Isso não existe. 
Descontentamento há, claro, mas mesmo assim os senenses preferem claramente falar com Filipe Camelo do que com a "corte" hermética do PAF.

E portanto, mesmo com o flop que foi a transmissão televisiva de hoje sobre Seia, Filipe Camelo continua a ter todas as condições para se passear por estas eleições como se de um passatempo se tratasse. Os outdoors tudo o que conseguem fazer é dar dinheiro a quem os produz e irritar alguns socialistas mais radicais. O que é eleitoralmente negativo porque vai fazer tocar a reunir as hostes que, em parte, já estariam a pensar abster-se.
O PAF não aprendeu nada com a campanha de Nuno Vaz. Quanto mais grandiosidade e snobismo, pior.
Não aprendeu porque não andou lá. Nem nessa, nem na anterior. Nem nesta última. Nem em nenhuma. AF desistiu sempre antes da pré-campanha. Ameaçou rasgar o cartão quando o não quiseram.  Devolveu o cartão quando o não quiseram outra vez. Tomou o Porta da Estrela. E continuaram a não o querer. É muita derrota "política".
Até que por fim toma o "partido" (de 11 militantes) gerido por quem nem a cotas tinha em dia.  Uma história de faca e alguidar como muitas.

Por isto o PSD não ganha em Seia. Expliquei no PE as razões logo após as eleições de 2005.
8 anos depois, os pecados são os mesmos. Os vícios são os mesmos. As peias são as mesmas.
Muita distanciação ao povo, muito nariz empinado, muita snobice.

Se deixassem Caetano concorrer não tenho dúvida nenhuma que se bateria mano a mano com Filipe Camelo. Mas no PSD não há isso. Ninguém quer que o PSD ganhe. Querem é ELES ganhar.

O povo já não liga pêva a posters e a outdoors e estes podem ser até prejudiciais, como acredito que pelo menos alguns do PAF o serão.  Para além de serem uma grande perda de dinheiro dos contribuintes sem qualquer retorno reprodutivo.  Algo de que o próprio AF acusa o actual executivo a toda a hora.

E agora ia desenvolver outro assunto e denunciar um mentiroso que subitamente caiu aqui em Seia de pára-quedas e pretende à força toda ser eleito para qualquer coisa. Mas, a conselho do meu filho, que já é jurista também, fico-me por aqui - e por agora - na esperança que o Karma faça a sua obrigação. E que os mentirosos chico-espertos pára-quedistas - que na sua terra não são ninguém mas acham que vão acabar por reinar em Terra de cegos - sejam rapidamente desmascarados. E já estão a ser...


Até para a semana.
JT

8.13.2013

Eduardo Lourenço

Eduardo Lourenço, ontem na RTPi:
"Há 69 anos deu-se o desembarque da Normandia. Hoje estamos novamente sob o jugo alemão. 
Tudo isto no período de uma vida."

8.12.2013

PM Norueguês taxista por um dia

Primeiro ministro Norueguês faz-se passar por taxista durante um dia e - sem protecção de nenhuma espécie, nem sequer no taxi! - troca opiniões com os seus "clientes".
Algo que seria impossível em Portugal.
E porquê?
Então nós é que somos o país dos brandos costumes e do povo manso?

8.09.2013

Análise política do momento: PAF contra PS


Entregues que foram as listas dos 3 partidos a escrutínio, temos mais um parâmetro a avaliar.  É, portanto, a altura de as analisarmos sob o ponto de vista daquilo que delas podemos esperar em termos da prossecução dos projectos apresentados.

Começo pela lista da CDU ou do que dela se conhece, uma vez que esta coligação não publicou as listas em lado nenhum. Pelo que sabemos da comunicação social, a diferença relativamente ao que se tem verificado nos anos anteriores é a candidata. Margarida Abrantes é uma sindicalista conhecida e foi ela que, na Assembleia de Freguesia de Seia, despoletou, com a sua demissão, a situação que se viria a verificar com a demissão do antigo presidente, todas as peripécias que se lhe seguiram e que culminaram com a nomeação do actual presidente. Margarida não é uma pessoa de meias tintas de modo que, se for eleita - e poderá vir a sê-lo - não pactuará com decisões com as quais não concorde. Pouco dada a abstenções votará por certo mais contra do que a favor a maioria das decisões.  No extremo, se o desempenho do actual executivo for avaliado da forma que se ouve nas ruas (mas não o será, bem o sabemos) Margarida arrascar-se-ia a ser a futura presidente da Câmara num cenário 3;3;1. É, no entanto, um cenário pouco provável a esta distância, uma vez que as grandes fragilidades das listas do PS parecem ter sido surpreendentemente ultrapassadas pela da coligação PSD/CDS. Mas já lá vamos. A esta distância, repito, Margarida só será eleita se o descrédito na continuidade e na alternativa for tão grande como parece. Por isso ela pode mesmo ser eleita.

As listas do PS são as da continuidade, excepto a confusão da "perda" da Junta de S. Romão - que afinal é Seia quem a vai perder - que culminou no bater com a porta do vereador preferido de Carlos Filipe Camelo. Não estaremos a cometer nenhuma inconfidência nem a fazer nenhuma revelação bombástica ao dizer que Filipe Camelo apostava tudo no vereador Jorge Brito, que acabou por abandonar o barco em claro choque frontal com Paulo Caetano, porque não se sujeitou a ser relegado para uma posição inilegível na actual circunstância: o quinto lugar da lista, atrás da arma secreta para acalmar S. Romão, Luciano Ribeiro. E aqui a nebulosa adensa-se e a transparência de processos falha a todos os níveis.
Eis a história: depois da monumental barracada que foi a falta de resposta da Assembleia Municipal de Seia à nova lei do ordenamento do território, Lisboa dividiu o nosso território como quis, olhando para o mapa, onde não se vê relevo. É tudo plano no mapa que se estende sobre uma secretária. Vai daí, coisas inacreditáveis como a União de Cabeça à Vide aconteceram. Mas a culpa não foi dos burocratas de Lisboa. Foi dos políticos senenses que se demitiram das suas responsabilidades não dando resposta nem tendo feito qualquer proposta - que era obrigatória - ao reordenamento do território.
Seia, S. Romão e Lapa ficaram unidas. Teoricamente S. Romão e Lapa teriam perdido as suas juntas. Mas não. Na prática foi Seia e a Lapa quem as perdeu, porque o PS - tal como o PSD - com medo da perda do eleitorado de S. Romão, decidiram que a sede da Junta ficará nessa Vila.
Trata-se de um erro eleitoral crasso que demonstra que nem os nossos decisores actuais nem os seus concorrentes têm a visão política que deles se esperaria. De facto, Seia vale mais do dobro, em termos eleitorais, que S. Romão. Seia teve 3353 votos validamente expressos nas suas urnas, nas últimas autárquicas enquanto S. Romão teve apenas 1650. E mesmo esses 1650 foram divididos, pelo que o PS ganhou apenas com mais 235 votos que o PSD. Acontece que em Seia essa vitória foi equivalente, mas em termos percentuais ainda mais apertada. O PS ganhou com uma diferença ainda menor: 219 votos.
Ou seja: Não é de modo nenhum inteligente que, para não se perderem votos em S Romão se ponha em risco a vitória em Seia. Porque é certo que os eleitores de Seia reconheceram de imediato esse medo que os partidos revelaram do eleitorado de S. Romão e reagirão em conformidade. É inacreditável que tanto o PSD como o PS tenham revelado um semelhante pânico pela situação por eles criada e a tenham tentado minorar da pior maneira. E que demonstrem publicamente desta forma atabalhoada este respeito pelo eleitorado de S. Romão, estando a marimbar-se para o de Seia. Que é, apenas, o dobro.
É demasiado amadorismo. Demasiada falta de visão.
Esta é, por isso, uma das grandes incógnitas eleitorais. Quem tivesse a coragem de apostar na manutenção da junta em Seia - como seria lógico - ganharia de longe. Assim, foi Seia quem afinal perdeu a Junta - e não S. Romão - e isso pagar-se-á eleitoralmente tanto na vila como na cidade.

Para remediar esta barracada o PS lança-se na captura de um elemento de S. Romão para a sua lista. Nesse momento Jorge Brito ficou condenado. Não há lugar para todos e o elo mais fraco era ele. Porque não tem vaga de fundo em Seia, não é uma pessoa social por aqui, não tem nem muitos amigos nem suficientemente influentes para se bater contra uma vereadora popular nem contra um vereador que tem aqui as suas raizes e algum controle sobre o eleitorado católico. Restava-lhe ir em 4º mas isso não podia ser porque o PS está refem de S. Romão. Teria que ir em 5º. Isto foi claro como água para todos desde o inicio do processo excepto para Jorge Brito, o que demonstra a sua falta de traquejo político.
Aqui poderíamos também equacionar as reacções de desagrado que dentro do PS se fizeram notar pelas reuniões incendiárias e à revelia do partido que Luciano Ribeiro promoveu em S. Romão. Luciano chegou a estar afastado da lista, segundo alguns mentideros, mas o bom senso terá imperado e o actual presidente da junta de S. Romão lá foi repescado para as listas do PS.
Jorge Brito percebe finalmente que não tem lugar ilegivel e bate com a porta anunciando que nem na campanha irá participar. E tudo isto a apenas 3 dias da entrega das listas. Absolutamente surreal.


Tirando estes episódios S. Romanescos a lista é o que dela se esperava: simples continuidade.
Porém, agora que o verdadeiro motor da "onda" ecológica - com zero impacto junto das populações - se foi embora, espero que talvez se tenha arranjado espaço para o pragmatismo e para aquilo que de facto interessa às populações no seu dia a dia.

Já na lista da Assembleia Municipal há duas grandes novidades. Desde logo o seu presidente, André Figueiredo, o mais aguerrido elemento que o PS poderia ter escolhido. Uma aposta arriscada porque André tem muitos anti-corpos em Seia. Certo é que não vai dar descanso a uma oposição constituída por 95% de elementos que o serão pela primeira vez. O Dr Jorge Silva, nr 2, será provavelmente o elemento apaziguador no órgão. O resto da lista contem os mesmos de sempre, com a curiosidade de o antigo nr 2 - João Brás - que realmente segurou a AM durante o mandato anterior e de 2005 a 2009, época em que Pina Moura punha cá os pés apenas se lhe calhasse na viagem para Espanha, ter descido para 5º lugar. 

Sobre a lista da coligação PSD/CDS há a dizer, em primeiro lugar que, de facto, não o é.
Trata-se do Partido de Albano Figueiredo (PAF) com umas cedências de lugares a João Mário Amaral. De facto, nenhum dos históricos do PSD, à excepção de Tenreiro Patrocínio, inclui as listas. Nem para a Câmara nem para a A Municipal. Não sei se isso é bom ou mau. Certo é que se há muita gente no PSD que afugenta quem os conheça, outros haverá que seriam pessoas de grande importância e peso político. Já nem falo do antigo candidato que conseguiu um resultado belíssimo contra todas as expectativas... Queriam-no para presidente da Junta o que - convenhamos - é quase um insulto.
Uma vereadora aceitou ir em 5º lugar na lista para a AM e a outra nem sequer foi convidada para coisa nenhuma. De todos os novos propostos para a Assembleia Municipal apenas um vem do mandato anterior. Uma autêntica revolução antendendo ao histórico do partido em Seia. As coisas só podem correr muito bem ou muito mal ao Partido de Albano Figueiredo (PAF).  Sendo certo que, a menos que os resultados sejam uma hecatombe (e não serão como explicarei adiante) AF não despegará desta sua luta e mesmo que perca este ano, daqui a 4 anos aqui o teremos novamente a tentar.
Parafraseando Eduardo Brito: "Quem sai da sua zona de conforto para empreender esta luta está determinado. Não desistirá como outros fizeram".

Tratando-se de listas de pessoas que - excepto Patrocínio - nunca andaram nesta lides, não se sabe o que se delas pode esperar, o que pode ser uma vantagem. Tenreiro Patrocínio é um senense de grandes capacidades, embora pouco reconhecidas. O seu discurso de apresentação foi bastante mais interessante que o do candidato - mas isso aconteceu tembém no PS - e mostra ser uma pessoa activa e atenta ao que se passa na sua Terra. Os outros não conheço. E pouca gente os conhecerá. Albano Figueiredo já mostrou que é uma pessoa ambiciosa e, embora com outro estilo, aguerrida como o seu cunhado André Figueiredo. Em todo este processo demonstrou uma liderança inquestionável. Enquanto Filipe Camelo foi submeter a sua lista à Comissão política, a Albano Figueiredo isso não passaria pela cabeça. É tudo à sua maneira. A comissão política, os candidatos, tudo. E a todos usa e coloca como quer. Líder não se pode dizer que não seja.

Uma coisa que me admirou foi a quantidade de listas conseguidas: 16, embora algumas delas sejam nitidamente listas para cumprir calendário. Outras foram formadas por auto-geração nas freguesias, o que demonstra a vontade que as populações têm em constituir-se alternativa ao status quo. Este é um sinal positivo para esta candidatura e preocupante para o PS que avança, basicamente, freguesias adentro com os mesmos de sempre ou seus sucessores, por imposição legal. Esta será outra incógnita até ao fim. Até que ponto as listas de auto-geração conseguirão bater-se contra as listas do aparelho PS?
As pessoas estarão realmente "fartas de serem enganadas", como diz Margarida Abrantes?
A verdade é que só "engana" quem ganha as eleições. Quem as perde não tem oportunidade de enganar ninguém...

Para a AM Albano indigita João Mário Amaral (CDS). Cidadão muito conhecido e activo, que faz da Associação de Artesãos o seu paradigma. Talvez por força desse contacto muito directo com muita gente, também ele tem sido alvo de muitas críticas no meio. Mas com obra feita. E diariamente. Não se pode agradar a toda a gente e é mais fácil desagradar a muitos do que o contrário. Eu que o diga. Quando se é directo e frontal arranjam-se inimigos com grande naturalidade. Apesar disso J Mário Amaral tem feito um trabalho notável na promoção do artesanato da Serra da Estrela e isso há muito poucos que o possam negar.
De resto a lista é constituída por ilustres desconhecidos exceptuando a ex-vereadora Lúcia Leitão que é independente. Todos os demais, tirando Paulo Barata, são novos e os antigos foram arrumados na gaveta. Pouco se pode dizer sobre estes novos candidatos. Paulo Barata é um conhecido professor agora sindicalista com uma visão real do ensino e da sociedade em geral. Boa e sólida argumentação. É um bom parlamentar. Fará um bom trabalho.

O cenário actual afigura-se-me, pois, este.
Gente nova no Partido de Albano Figueiredo (PAF) e gente "batida" nas listas do PS. Não digo do Partido de Filipe Camelo de propósito. Porque justamente isso tem a ver com a tão falada "liderança" que é uma das pedras de toque de Albano Figueiredo, que não se cansa de acusar o seu oponente de falta dela.

A verdade é que uma cena similar à que ocorreu com o ainda vereador Jorge Brito, no Partido de Albano Figueiredo, seria inadmissível.
Pela simples razão de que, como já referi, nem a ele lhe passaria pela cabeça submeter a sua lista à aprovação de quem quer que fosse, como fez Filipe Camelo.


Por outro lado é agora cada vez mais claro que se fosse Luís Caetano, Tenreiro Patrocínio ou até mesmo Nuno Vaz o candidato, este ano, as coisas ficariam muito mais fáceis para o PSD. Mas lá está: não é o PSD quem concorre este ano. É o PAF.

Vamos assistir, portanto, à forma como o jovem PAF se baterá contra a máquina bem oleada do PS
Será um David contra Golias?


a oleada do PS.

8.07.2013

Little Boy faz hoje 68 anos...


Para terminar o dia de Hiroshima ano 68: esta maravilha da ciência matou instantaneamente 140 mil pessoas, sobretudo mulheres e crianças. O equivalente à população actual de Coimbra.

Ao todo terá matado 225 mil, segundo as autoridades japonesas.

E isto, 2 meses depois de Hitler se ter suicidado. 
Com o Japão sem aviões nem pilotos e a sua frota inutilizada. Sem combustível, sequer, para atirar os kamikazes pilotados por crianças de 16 anos contra os couraçados. 

Leiam a História ou vejam, pelo menos o Canal de História. 
Hoje, já não há patranhas. A História é contada sem as mentiras que os aliados impingiram ao mundo em 45. 

Hoje, sabe-se tudo. A população deve ler e informar-se. 
Para que aberrações como esta não voltem a repetir-se. 
Em circunstância nenhuma.

8.05.2013

Decisores e opositores de vistas curtas regozijam com a PERDA do que de melhor ainda temos: o AR, a ÁGUA e a NEVE.


A barragem de Girabolhos será a machadada final na neve e o princípio do envenenamento da nossa água e do nosso ar.

Felizmente para Seia as acessibilidades tão exigidas por gente de vistas curtas nunca se implementaram. Senão, o nosso despovoamento seria o dobro. Já cá não estava ninguém como aconteceu com Mangualde, Celorico e Fornos. Assim que servidas por auto-estradas, morreram em 10 anos.

Mas agora uma nova e maior ameaça paira sobre a nossa região: uma ameaça mortal contra a Qualidade do nosso ar e da nossa água está a ser implementada por essa mesma gente de vistas curtas e ordenados compridos: a loucura pela construção rápida da barragem de Girabolhos.

Está hoje provado que a construção de barragens é um dos maiores crimes ambientais que se abate sobre toda a região circundante. Dependendo da dimensão do lago artificial que se cria, assim se produz dimensão do crime ambiental.
E este crime é, muito resumidamente, manifestado em vários âmbitos:

1 - Envenenamento do ar. O encharcamento de zonas florestais provoca a morte de plantas e animais que se decomporão no fundo do lago, libertando um dos gases mais prejudiciais à vida do planeta: o metano. O metano envenenará permanentemente o ar acima da água e espalhar-se-á por uma vasta região. Para além de ser 50 vezes mais perigoso que o dióxido de carbono no que se refere ao efeito de estufa, o metano é um gás que envenena toda a vida animal, incluindo a nossa.

2 - Fim da neve e início dos nevoeiros venenosos e de fortes geadas nocturnas. O aumento de humidade venenosa (metano) aumentará as temperaturas da região circundante impedindo, por exemplo, a queda de neve mas, paradoxalmente, de inverno, contribuindo para grandes geadas nocturnas que dizimarão muitas das culturas.

3 - Para a fauna piscícola é a verdadeira bomba atómica. A proliferação de predadores no mesmo espaço confinado com as presas mais frágeis, provocará a rápida extinção destas. Estudos internacionais apontam para a extinção de 90% das espécies em apenas 3 anos após os enchimentos.

4 - A perda de qualidade da água que se torna ácida e cria condições para reacções químicas que geram compostos com efeitos nocivos para o organismo tais como ácido sulfídrico, metano e metil-mercúrio.

5 - O brutal impacto biológico. Enquanto barreira física à migração de peixes e outros organismos. o fecho da barragem altera também radicalmente o equilíbrio biológico abaixo (a jusante) do obstáculo. Em Portugal não há estudos nenhuns sobre isto mas, no Brasil, onde eles se fizeram em grande quantidade e profundidade, as conclusões são verdadeiramente arrasadoras. A jusante da barragem e durante largos quilómetros a Vida animal extingue-se pura e simplesmente.

6 - A redução brutal de caudal a jusante. Justamente a causa do ponto anterior. Provocando a dizimação de todas as espécies abaixo até voltar a haver alguma água - por contribuição de ribeiras a jusante. Mas estamos a falar de dezenas de quilómetros até um pequeno rio se voltar a formar.
A água ficará retida até ao enchimento da barragem e mesmo depois de cheia o vazamento não é contínuo mas intermitente, acabando com as condições para a continuação da vida a jusante (abaixo da barragem). Semanas de caudal zero serão alternadas com as grandes descargas que varrerão tudo à sua passagem. A vida animal não tem condições para sobreviver num ambiente que de repente se torna apocalíptico para a maioria das espécies. Ou morrem por falta de oxigénio e de água durante meses ou morrem pelos arrastamentos pontuais das descargas brutais.

Muitos outras transformações radicais se operam com a implementação de barragens, que seria extenso particularizar aqui, mas das quais destaco: a retenção de sedimentos, alterações no ciclo hidrológico (mesmo depois da normalização), a qualidade da água no lago, a qualidade da água no rio e as alterações climáticas que um grande lago artificial subitamente impõe na região.

Esta loucura cega de conseguir empregos (maioritariamente de estrangeiros desenraizados e em situação de desepero com o consequente aumento de criminalidade) durante a construção; e a hipotética oportunidade para o turismo (que nunca se conseguiu implementar na principal porta de entrada Norte para a Serra da Estrela) está a fazer com que os decisores de vistas curtas dêem a machadada final nos únicos benefícios que tínhamos ainda nesta região: o ar, a água e a neve.

8.01.2013

A incrível história da arquitecta Leonor Menezes


A incrível história da arquitecta Leonor Menezes por JoaoTillyAudioVisuais

SEIA - análise política do momento. 31/7/2013

A menos de 2 meses das autárquicas as coisas estão menos definidas do que há 3. Que novidades houve?
1 - Apareceu a nossa página no facebook, o Notícias de Seia, em duas versões - página e página pessoal - que é lida, em média, por 2 mil pessoas por dia, segundo o facebook.
2 - Ocorreu a BTS, em segunda versão.
3 - Os candidatos fazem o que faziam antes: Filipe Camelo faz o percurso das festas, das inaugurações e portanto dos porcos no espeto; e Albano Figueiredo não aparece em lado nenhum. Ou se aparece ninguém o vê.
4 - Os anteriores vereadores do PSD choram por ninguém os ter convidado para nada.

Desenvolvendo:
Não nos fica bem falar do nosso Notícias de Seia, por isso seguimos já para o ponto seguinte.
A BTS - Bolsa de Turismo de Seia - repetiu-se. Este ano teve dois grandes espectáculos pagos e  oferecidos ao povo. E a componente turística.

Sobre esta componente continuo sem perceber o que pretende a organização, ao esforçar-se por promover a nossa Terra junto de quem nunca será nela um turista, pois habita aqui.
Promover as potencialidades turísticas de Seia para os que cá vivem não faz sentido. É o contrário do que se devia fazer. Seia tem que ser promovida FORA daqui, nos grandes Centros populacionais.

Com uma promoção REAL junto do mundo REAL poderemos trazer ao Concelho 20 mil turistas por ano que deixarão aqui cerca de 800 mil euros. Aqui, na nossa economia. Nos nossos restaurantes, bares, lojas comerciais, residenciais e hotel. Só temos um, por enquanto.
Esta edição (BTS) está a ser muito criticada pelos próprios expositores que se lamentam de no pavilhão não ter passado ninguém.
Se isso vos consola, daqui vos digo que tanto fazia. A população que apareceu na Festa era totalmente senense e a maioria nem carro levou para o estacionamento da feira, como se pôde verificar no primeiro dia.

Estacionamento vazio e anfiteatro cheio provam que toda a gente era de Seia e foi a pé. Promoção turística para um público destes é pouco mais que nada.

Os concertos estiveram cheios e foi a eles que a BTS se reduziu. Espero que para o ano que vem o executivo eleito perceba que tem que promover a nossa Terra junto dos turistas e não junto dos locais.

3 - Os candidatos fazem o que já faziam: Filipe Camelo de porco no espeto em porco no espeto e Albano Figueiredo desapareceu de cena. Com menos de 2 meses e 5 voltas ao concelho pela frente, se quiser falar com 30% dele, não percebo o que anda aquela gente do PSD a fazer. Nas festas não aparecem, quando aparecem não falam com ninguém, às inaugurações também não... Ou isto lhes vai correr muito bem ou muito mal. Com esta ajuda agora dos 3 vereadores descartados a virem para a primeira página do jornal local chorar, a candidatura de Albano não fica em melhores lençóis. Os que forem convidados para as listas estão já a ver o que lhes acontecerá daqui a 4 anos...
A página de Albano continua parada em conteúdos e gostos. A de Filipe Camelo mostra as festas e as inaugurações.

O povo percebe bem que o PSD (ainda) não tem mensagem e que a mensagem do PS é festa e continuidade no (visivelmente pouco) que se fez ao longo de 4 anos. Pouco esse que foi insistentemente denunciado por Albano Figueiredo no seu discurso de candidatura. Mas até esse discurso foi banido da sua página oficial. Página essa que mais parece a revista Hola. Fotografias de pessoas e mais fotografias de pessoas que lá estiveram, sendo que grande parte delas nem é de Seia nem vota em Seia.

E agora outra regra básica de borla: fotos de pessoas em pose não dá votos em parte nenhuma do mundo. Mas mais uma vez se verifica claramente que nem o candidato do PSD/CDS nem o seu director de campanha - que ainda é menos conhecido que o próprio candidato, se tal é possível! - fazem a mais pequena ideia do que é uma campanha eleitoral.
Talvez seja uma estratégia nova de campanha: fingir-se de morto. Costuma dar resultado na ascenção nas listas partidárias embora nunca a tenha visto ser aplicada em eleições. Mas estamos sempre a aprender.

Por fim dizer que neste momento é claro que se o PSD tivesse optado por um candidato mais popular ou com maior visibilidade concelhia como Luis Caetano, Tenreiro Patrocínio ou mesmo Nuno Vaz, eu teria muitas dúvidas quanto ao desfecho desta contenda que - a menos que aconteça algum episódio ou escândalo nacional - me parecem favas contadas para Filipe Camelo.

Com isto não estou a apoucar o candidato Albano Figueiredo cujas capacidades intelectuais são bem patentes e cujo diagnóstico do concelho me pareceu bastante correcto.
O problema é mesmo a total falta de notoriedade concelhia. Pura e simplesmente ninguém o conhece. Tenho-o verificado a cada dia que passa. Falo com dezenas de pessoas por dia e percebo que nem os votantes clássicos do PSD fazem ideia de quem seja.
Restar-lhe-ia a ajuda da notoriedade do partido ou da coligação. Ora, é sabido que neste momento essa notoriedade não representa exactamente um benefício para o candidato.

Complementando esta ideia de conforto por parte de um candidato - que tende a desmobilizar o seu eleitorado -  com a ausência de notoriedade do outro - que provoca o mesmo efeito - desta vez poderá acontecer a surpresa de ser eleito um vereador do PCP que, no extremo, até poderia vir a ser o "presidente da câmara" num cenário 3:3:1 
Portanto, mesmo vencendo, o partido que o fizer pode não governar.
Um cenário pouco provável mas ainda assim mais do que há 4 anos.

Claro que ainda faltam 2 meses. Pode acontecer um golpe de teatro, embora eu não imagine qual.

Por outro lado, a única coisa que fragilizará a candidatura de Filipe Camelo é, surpreendentemente, a mexida que ele terá que fazer na sua lista para nela incluir o elemento de S. Romão, Luciano Ribeiro.

Também a decisão de ambos os partidos relativamente à localização da sede da Junta da nova União de Freguesias, entregando a sede de mão beijada a S. Romão - e retirando-a, portanto, a Seia - pode ser um factor de surpresa tanto na Cidade como na Vila.
Pessoalmente considero essa decisão um erro eleitoral crasso. Não se sabe como reagirá a população de Seia que é mais do dobro da de S. Romão. E por certo não entenderá como se "prejudicam" 8000 pessoas para se "beneficiarem" 3500.
E virem com o argumento de que não há prejuízo para Seia porque fica cá um pólo da Junta não colhe.  Porque então, se não há prejuízo nem vantagem para ninguém,  não precisavam mudar a sede da Junta.

Pessoalmente não considero que faça grande diferença o facto de a sede estar num lado como noutro. Mas é um óbvio sinal de medo claramente demonstrado relativamente à reivindicativa população de S. Romão, mostrando simultaneamente uma total indiferença pela eventual reacção dos citadinos. Que pode surpreender.

Portanto, aguardamos mais uma semana. Pode ser que surjam novos elementos que nos permitam analisar novos parâmetros.

Mas por enquanto é só.

7.30.2013

Atentado ambiental e patrimonial na Ponte Romana da Folgosa

A mais estilizada das pontes romanas do nosso concelho - a da Folgosa do Salvador - está votada ao abandono há décadas. 

Uma belíssima ponte, sem guardas - o que é raríssimo ou mesmo inédito em pontes romanas - tem 3 arcos, 2 deles principais e um terceiro de escape em caso de cheias, o que indicia que o rio Seia, à época (há mais de 2000 anos), seria bem mais caudaloso do que é hoje. 

Ao contrário de muitas outras erradamente classificadas como pontes romanas, esta é seguramente uma ponte romana genuína, o que pode ser atestado pelo magnífico marco miliário que está instalado na sua saída sul. 
Um marco que indicia que a ponte e a via terão sido construídas, o mais tardar, no tempo de Augusto ou Adriano. 
Pessoalmente estou convencidos que o terá sido ainda antes, no tempo de Júlio César. Explico porquê no final do texto. 
 As inscrições dos marcos miliários são uma fonte crucial para entender o sistema viário romano ao indicar o ponto de partida e as respectivas milhas percorridas ou, por vezes referindo os trabalhos de reparação efectuados na via. 
Infelizmente muitos dos caracteres deste marco estão já imperceptíveis, pelo menos para os olhos de um não especialista. De qualquer modo, a sua existência ali atesta que a ponte e a via que a serve são genuinamente romanas. 

Há meia dúzia de anos os automóveis ainda podiam chegar à ponte. Hoje já não. Neste momento nenhum automóvel consegue chegar perto, sequer, porque os acessos foram destruídos pelas chuvas dos sucessivos invernos sem que tenha havido qualquer tipo de manutenção do piso térreo. 
A própria ponte está tomada pelo mato. Do lado juzante já nem sequer se consegue ver. Apenas do lado a montante ainda se consegue descortinar a sua silhueta, mesmo assim oculta pela vegetação. 

Esta é uma ponte magnífica que, em conjunto com o marco miliar referido, constitui um património histórico e cultural ímpar no nosso concelho e região. Mas que se encontra completamente abandonado. 
Tão mau como isso é o atentado ambiental em curso. 
Os juncos ao longo do rio estão a ser cortados para lenha, como as fotos evidenciam. Por aí não vem mal ao mundo e seria até de agradecer que deixassem a imagem da ponte limpa de poluição visual. Simplesmente muitos deles, ao serem serrados, caem para o leito do rio. E ali são deixados. 
Neste momento há centenas de troncos e ramos caídos sobre o rio, de forma que o conseguem ocultar quase completamente. Estes troncos, para além de ocultarem e ocuparem quase totalmente o leito do rio, destruindo o interesse turístico que ele possuía, como se pode ver nas fotos de 2004, constituem uma rede emaranhada que impede o normal desenvolvimento da fauna piscícola, ainda mais tratando-se de um caudal tão reduzido como aquele. 

Urge, portanto, que as entidades competentes procedam à limpeza da ponte e do rio, melhorem os seus acessos e cataloguem este importante monumento concelhio que poderá ter mais de 2000 anos. 

Recorde-se que Júlio César acabou com a resistência dos lusitanos no ano 60 a.C e que Viriato foi assassinado ainda antes, por volta do ano 150 a.C. 
Esta ponte, que deve ter sido construída como elemento de apoio logístico à invasão e instalação do Império Romano na nossa região pode, portanto, ser mais antiga que Jesus Cristo e, se se confirmar ter sido construída no final da resistência lusitana, curiosamente deverá ser contemporânea à remodelação do Circo Máximo de Roma (50a.C).



7.26.2013

A melhor Qualidade Ambiental e a pior Competitividade

É óbvio que os 2 gráficos que aqui deixo estão directamente relacionados. 

Cliquem no gráfico para os aumentar.

Não sendo a estatística uma ciência exacta - e muito menos o processo de recolha dos dados - a verdade é que numa zona com boa Qualidade Ambiental não pode viver gente a acotovelar-se. 

Temos bom Ambiente porque temos pouca gente e porque não somos tão visitados como gostaríamos, sendo certo que se não for o turismo a sustentar-nos dentro de 2 a 3 anos, nada mais o fará. Ficaremos reduzidos à população de uma pequena vila, como muitas cidades já hoje começam a estar, no nosso distrito. 

Bom Ambiente = pouca gente = pouco dinheiro = pouca economia = pouco comércio e serviços = cada vez menos gente = despovoamento = fim.




 

Vejam isto como quiserem. Os números fatais, para os quais venho alertando há 20 anos, chegaram, finalmente. Aqui estão.
 

A Serra da Estrela tem o melhor ambiente e a pior competitividade do país.
Foi despromovida de Região de Turismo principal para uma sub-região com sede em Aveiro.
 


E penso não ser preciso dizer muito mais.
INVERTER todo este processo de morte que nos está a bater à porta é preciso.

7.24.2013

Análise aos discursos de apresentação pública dos candidatos à CMS

1 - Da forma da comunicação e da galvanização.


Nestas coisas da política a primeira impressão é a que vale.
Os discursos de A Figueiredo e de F Camelo foram por mim gravados e colocados nas páginas do facebook do Noticias de Seia: www.facebook.com/noticiasdeseia  
e do Notícias de Seia Semanário:  www.facebook.com/noticiasdeseia.semanario  - e ainda no meu blog:  www.joaotilly.blogspot.com - onde foram visualizados por 915 e 896 pessoas, respectivamente, no momento em que escrevo.
Podem ser revisitados e revistos dezenas de vezes nestes sítios.

Mas o que conta verdadeiramente é a primeira impressão. Se à segunda vez descobrimos coisas que não tínhamos percebido à primeira, há erro de comunicação. Do emissor.

Foi o que não aconteceu com Albano Figueiredo. Falou devagar. Pausadamente - até demais por vezes - mas percebeu-se rigorosamente tudo o que quis dizer.

No que se refere à galvanização da plateia é que foi pior. Praticamente zero galvanização. Também é verdade que a sua plateia, constituída por altos dignitários do PSD, CDS e até um secretário do estado não facilitou a fluência e o à vontade. Mas a escolha foi sua. Todos aqueles convidados VIP não lhe trarão voto nenhum nem popularidade nenhuma. Pelo menos que ficassem energizados...
Mas é nítido que o candidato não percebe isso. Lá terá tido alguma intenção em convidar aquela gente. Mas isso nitidamente inibiu-o.
Não houve qualquer galvanização em 52 minutos. Foi interrompido apenas 2 vezes e logo no inicio e nada mais, O seu discurso também não é propício a arrancar aplausos. Albano não domina a técnica da retórica eleitoral. Não sobe o tom nos momentos fortes. As pausas também não são adequadas. Bem o tentou por 2 ou 3 vezes mas as coisas não correram de feição.

Nesse aspecto Filipe Camelo esteve melhor. Falou menos tempo mas debitou muito mais informação. Talvez 5 vezes mais.
E, embora também não fosse arrebatante, ajudado pelo público que espelhava muito mais o estratificado social do concelho que a plateia vip do seu rival, várias vezes foi interrompido em aplausos. Galvanização de 50%.

Mas perdeu por debitar um discurso longo e de forma monocórdica e apressada. Não separando claramente uns assuntos dos outros, sem pausas, deixando a nítida sensação que estava ali a despejar o assunto e pronto. Não se lhe detectou nem de perto nem de longe a alegria e o empenho de André Figueiredo, por exemplo. Era notório que ele não estava ali com alegria. Estava visivelmente cansado - a que não terá sido alheia a agenda dos 2 dias anteriores -  e a cumprir um dever. E, nesse aspecto, a forma do discurso foi muito inferior ao seu conteúdo.

Foi interrompido bastantes vezes embora nada tivesse feito para isso. Mas o povo queria aplaudir, queria participar na festa, ao contrário da plateia circunspecta do candidato do PSD que parecia estar ali, com toda a formalidade, a apreciar um espectáculo de ópera.

No entanto, A Figueiredo teve o mérito de ler apenas os tópicos, desenvolvendo cada um em improviso (lento)  enquanto F Camelo leu tudo de enfiada, mal tendo tempo de levantar os olhos para a plateia.

Da percepção: se percebi tudo o que Albano disse, não percebi metade do que Filipe debitou a contra-relógio. Muitos conceitos, muitas frases complexas, muita interligação de assuntos que ele sistematizou no papel mas não conseguiu transmitir com clareza oralmente, dada a velocidade e a falta de entoação da comunicação.
Portanto: na percepção e no à vontade, apesar de tudo, ganhou Albano.
Na galvanização da plateia ganhou Filipe

2 - Dos conteúdos:

A Figueiredo foi assertivo fazendo várias perguntas ao executivo. Utilizou a técnica da pergunta directa em vez da denúncia: onde está esta promessa? Onde está aquela? Onde está aqueloutra? Lembrando em muito a campanha de Nuno Vaz.
Não sendo brilhante, a técnica funciona. Seria dada a muitas interrupções, em situações normais, mas  que não aconteceram.

F Camelo usou metade do discurso a defender-se das críticas feitas 2 dias antes. Atirou com uma lista interminável de realizações da CM, embora boa parte delas passe perfeitamente ao lado da maioria da população. Respondeu ainda a algumas criticas directamente: a dívida colossal, o mercado de S. Romão, os passeios de Paranhos, as instalações da MRG. Mas deixou outras sem resposta. A condição da rede viária, o IMI máximo do país, o preço da água (aflorou apenas ao de leve) e o CISE, por exemplo.

A Figueiredo numa segunda parte do seu discurso apresenta um programa em linhas gerais. E como a primeira impressão é a que manda, apesar de ele ter falado em muitas outras coisas - como a atracção de investimento custe o que custar, agarrar todas as oportunidades e tudo o que está sistematizado no  vídeo - a verdade é que o que ficou ali, naquele momento como pedras de toque foram 3 coisas:
1 - A CMS não tem liderança.
2 - A Figueiredo aposta fortemente na dinamização turística da região
3 - O programa das festas

1 - A Figueiredo acusa durante todo o seu discurso, a espaços, o actual executivo de ter falta de liderança. Não está só nessa análise. Na sua ânsia de delegar, F Camelo não exporta uma imagem de líder, como Eduardo Brito, por exemplo. Mas isso são estilos pessoais. Não é obrigatório que o presidente tenha imagem exterior de líder se o for, de facto, dentro de portas. Há quem considere que sim e quem considere que não. É como tudo.
2 - Depois, o turismo. A Figueiredo aposta fortemente - e diria mesmo especialmente - na divulgação turística do nosso concelho. Como uma prioridade.
Algo que não acontece, pelo menos de forma visível, com este executivo.
3 - E remata com aquilo que já se chama "O programa das festas". Um anúncio calendarizado de grandes eventos que ocorrerão praticamente todos os meses. Que imediatamente se constituiu um motivo de chacota, por parte da oposição, embora eu não concorde. A Figueiredo tinha que se demarcar do actual executivo que ele acusa de marásmico. Assim sendo, A Figueiredo teria que dar sinais claros em sentido contrário - no sentido da dinâmica e do "mexer" com a Cidade. Foi o que fez. Provavelmente não necessitaria entrar em tal nível de detalhe, mas tinha que mostrar a diferença de alguma forma.
A oposição apenas terá considerado ridículo o detalhe, porque as ideias - pelo menos a acreditar no discurso de Filipe Camelo - são aceitáveis, embora em "regime de outsourcing".

A Figueiredo termina de forma eleitoralmente trivial, prometendo baixar o preço da água (e taxas conexas) e requalificar a estrada de Sta Marinha à qual o ligam laços nostálgicos e familiares. A sua escola primária e os seus pais. Não foi grande tirada. Antes pelo contrário.

F Camelo desenrola uma série interminável de obras que é impossivel enumerar. Como referi, a maior parte delas não arrancarão de quem as ouve mais que um encolher de ombros. O povo nem nunca ouviu falar disso nem quer ouvir agora. Conceitos tão distantes da população como a plateia vip do Hotel Camelo.
Para além de responder, a espaços, a A Figueiredo, não se esquece de lhe enviar o recado sacramental: que deixe a cadeira e a cidade onde vive para visitar Seia. Mas não só em períodos eleitorais.

E tudo se resume, na minha opinião, a isto. F Camelo desfere um golpe que pode ser mortal à candidatura opositora ao aconselhá-lo a vir a Seia sem ser em campanha.
A Figueiredo por certo bem sabia que essa seria a bomba atómica da campanha socialista mas surpreendentemente não desenvolveu ainda armas para a combater. O que terá que fazer urgentemente.

Por seu lado, A Figueiredo acusa repetidamente F Camelo de não ter liderança e deixar as coisas correrem aparentemente sem rumo. Também aqui a defesa de F Camelo não foi peremptória a desmentir cabalmente esse cenário.

Ambas as candidaturas terão que trabalhar essas duas pedras no sapato. Que são mais rochas do que pedras...

O discurso "presidencial" de F Camelo - afirmando a sua candidatura suprapartidária e recebendo todos, mesmo os que simpatizam com outros partidos - pretende obviamente captar o eleitorado de direita que não se revê num candidato que não reside em Seia há quase 30 anos e portanto que não conhece de lado nenhum.

Por seu lado, A Figueiredo faz perguntas pertinentes às quais F Camelo não responde (CISE, preço da água, rede viária) ou responde culpando o governo (instalações da MRG, acessibilidades, CLDS, União de freguesias, extinção de 200 Empresas Municipais).

Filipe Camelo fala de 1 milhão de coisas no seu discurso. É verdade. Mas elas não "passaram" à plateia. Por isso é praticamente como se as não tivesse dito. O povo não vai ouvir o seu discurso 2 e 3 vezes.

Portanto, feitas as contas, o resultado técnico é este:

Forma e percepção: ganha AF - 1
Galvanização: ganha FC - 1
Conteúdo - Empate (FC com muito mais conteúdo, mas pouco perceptível)
Ataques e defesas:
Ataque AF - 2 (liderança? obra feita?)
Defesa FC - 1  (longa lista de trabalhos efectuados, embora muitos deles sem impacto. Não se defende do ataque sobre falta de liderança)
Ataque FC - 1 (candidato forasteiro)
Defesa AF - 0 (vem a Seia amiúde e acompanha o concelho. Não colhe)


Resultado técnico: A Figueiredo - 3   x    F Camelo - 3

Mas não posso encerrar sem considerar um último ponto:

3 - A adesão popular - popularidade real e virtual.

1 - De facto, apesar de ambos os convites terem sido dirigidos a toda a população, a verdade é que Albano Figueiredo não esperava muito mais de 200 pessoas, dado o espaço escolhido, onde mais não caberiam. Por seu lado, Filipe Camelo juntou mais de 600 pessoas sem ter anunciado que havia comes e bebes.

2 - Quanto à representatividade da amostra, o elitismo da plateia de A Figueiredo está muito distante de representar a população concelhia. Já a de Filipe Camelo, se a não representava perfeitamente andou lá perto. Desde industriais (incluindo Fernando Gouveia), a advogados, professores, quadros médios, funcionários públicos, até ao chamado povão, havia de tudo.

3 - As redes sociais. A Figueiredo possui, há um mês, uma página no facebook que, apesar de ter sido promovida (paga) durante pelo menos uma semana, apenas conseguiu chegar aos 239 gostos (likes=seguidores). O que - não se pode esconder - representa um grande flop. Por comparação, veja-se as nossas páginas Noticias de Seia e Notícias de Seia Semanário que, no mesmo período e sem terem sido financeiramente promovidas, registam 1319 Gostos e 1459 amigos.
F Camelo, para além da sua página antiga, com cerca de 5.000 amigos, tem uma nova página pessoal dedicada à sua candidatura onde regista quase 1500 amigos.

É esta popularidade que faz a diferença, na minha opinião, mais do que a esgrima técnica entre os dois.
Por fim,
4 - F Camelo tem, na sua página de candidatura, todos os 4 discursos em vídeo que foram proferidos no lançamento da sua campanha. Podem ser vistos e revistos por quem quiser. Os conteúdos estão lá todos.
A Figueiredo tem apenas 85 fotos do lançamento da sua candidatura. Nenhum conteúdo, nem sequer na forma escrita, se pode encontrar na sua página.

Entretanto, o Notícias de Seia publicou o vídeo do seu discurso que já foi visto na íntegra por 280 pessoas e parcialmente por 915. Mas não no site de A Figueiredo. No nosso. No do Notícias da Serra.

Portanto, quem visitar a página de A Figueiredo fica a nada saber sobre as suas ideias e o seu projecto.
Por comparação de visualizações (=interesse) o vídeo de F Camelo tem as mesmas visualizações embora tenha menos 2 dias de publicação e o de André Figueiredo tem quase o dobro. Tornou-se o vídeo mais viral seguido do de Tenreiro Patrocínio. Só depois vêm os vídeos dos candidatos.
O que também seria motivo para outras análises que não esta.

Resumo do parâmetro "popularidade":
Nitidamente Filipe Camelo é muitíssimo mais popular do que A Figueiredo. 
De modo que este  tem uma tarefa hercúlea para vencer e pouco tempo para o fazer.

Mas nada é impossível.
Está tudo em aberto.


7.14.2013

Turismo da Serra da Estrela para o tecto....

Serra da Estrela despromovida a DELEGAÇÃO da nova Região de Turismo do Centro que agora fica sediada em Aveiro




É sempre a melhorar para a Serra da Estrela. Aquele que foi o segundo destino de férias dos portugueses é agora definitivamente atirado para o caixote do lixo do investimento na notoriedade e visibilidade políticas, na óptica do estado. Vai-se promover obviamente a Ria e o Litoral e nós ficamos sem verbas nenhumas ou com umas migalhas para a nossa promoção turistica aquém e além fronteiras.

Também é verdade que tivemos uma RTSE que foi uma inutilidade a todos os títulos notável. Serviu para arranjar aí uns tachos a gente que nunca fez nada na vida e para distribuir uns milhares por umas empresas de uns amigalhaços, como é costume neste país. Mas evidentemente um flop gigantesco para a nossa região. 

Porém, isso não deveria implicar uma despromoção regional em 2 tempos como esta. A Serra da Estrela merece ser promovida nacional e internacionalmente. E dá retorno rapidamente. Mas, como se vê, se não formos nós a fazê-lo, ninguém o fará por nós. 
Decididamente não podemos ficar à espera da tacharia político-partidária para coisíssima nenhuma.


Em Seia nem casam, nem se juntam, nem nascem crianças... só emigram.

2013 será o ano da completa desgraça. Quando se conhecerem os números, lá para 2015, as pessoas vão levar as mãos à cabeça. 

Nas escolas, daqui a 5 anos, serão precisos menos de metade dos professores actuais. E toda a gente assobia para o lado, perante este suicídio anunciado do nosso concelho. Evolução dos casamentos em Seia desde 1981. 

Em 2012 registou-se apenas um terço dos casamentos que se verificaram em 1981. 

O que explica as dificuldades, e até encerramentos, de muitos restaurantes locais. 

O Restaurante Santa Luzia, em Pinhanços, era provavelmente o rei dos casamentos na região, nos anos 80. 
Segundo os seus proprietários, chegavam a servir 11 casamentos simultaneamente. 
O restaurante está fechado há 2 anos.

Ranking: Escola Secundária de Seia abaixo da linha de água




No ranking das escolas secundárias a ESS ficou na posição 351 entre as 605 listadas. Com média de 93,79 - negativa - nos exames nacionais. 

De notar que a última escola secundária com média positiva foi a Afonso Albuquerque, na Guarda, posicionada no nr 204. A ES Seia ficou portanto 147 lugares abaixo da última escola com resultados positivos, 48 lugares abaixo da escola mediana e nas primeiras 10% (8%, de facto) das escolas com resultados mais altos, dentro da negativa.

A primeira escola pública do ranking é a Infanta D Maria, em Coimbra, curiosamente situada acima do Colégio Rainha Santa, na mesma cidade, Colégio em que as mensalidades são da ordem dos 580 euros /mês + extras

Pompa e Circunstância - Orquestra Juvenil do Conservatório de Música de Seia

Fly me to the moon - Lil' Big Band do Conservatório de Música de Seia

Concerto da Orquestra do Conservatório de Música de Seia




110 jovens em 8 formações orquestrais

7.11.2013

A reformada aos 42 com 10 mil euros por mês aos berros


Assunção Esteves histérica no Parlamento por JoaoTillyAudioVisuais

O maior protesto registado na parlamento nos últimos 2 anos


O maior protesto no parlamento nos últimos 2 anos por JoaoTillyAudioVisuais


Esta tarde registou-se o maior protesto no parlamento nos últimos 2 anos.
Assunção Esteves diz que é melhor fechar as galerias. 
"Nos tempos difíceis em que vivemos... Não podemos deixar que os nossos carrascos nos criem maus costumes..."
A reformada desde os 46 anos, Assunção Esteves, considera que, apesar dos mais de 10 mil euros de rendimento mensal que aufere, vive tempos difíceis. E que o povo é o  carrasco da classe política. 
Que pena tenho eu que isso não seja verdade...