.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Do amigo Pedro Marques recebi estas fotos, da autoria de Pedro Pinto, que mostram a Requalificação Arquitectónica a ter lugar no edifício mais carismático da velha Praça da República.
Um regalo para os olhos.
Um zoomzinho, para se apreciar melhor o recorte das varandas.
- Alterações Climáticas. A maior mentira do sec 21
- O negócio multimilionário das vacinas obrigatórias
- O despovoamento galopante do interior: restam-nos 3 décadas
- Os mitos sobre a neve especial na Serra da Estrela...
- AS 9 VERDADES SOBRE AS BARRAGENS E O SEU VENENO MORTAL: O METANO
- O QUE ACONTECEU A SEIA NOS ÚLTIMOS 30 ANOS... e o que vai acontecer nos próximos 4
- As 5 leis fundamentais da estupidez humana.
- 1º Dezembro de 1640
- A Troca do Rei
3.04.2004
Seia no seu melhor -a Requalificação Arquitectónica
O Déficit Democrático
O nosso Presidente, Eduardo Brito, queixa-se da existencia de um déficit democrático na nossa cidade.
Tenho que lhe dar razão.
Em Seia vive-se como se vivia nas aldeias em plena longa noite fascista.
Nada se pode comentar, que parece mal.
Que podem ouvir... que irão dizer as pessoas?.
Posição nenhuma, a não ser a de cócoras é por aqui admitida, tida e cultivada.
Pois a mim não me convence nem me apetece tal postura curvilínea.
Prefiro enfrentar sozinho o ostracismo das «Forças Vivas» a ter que me encolher como os ratinhos mencionados uns textos atrás.
Nada tenho contra os bichinhos - não seja eu mal interpretado - mas a verdade é que há Criação mais simpática que os cinzentos e taciturnos roedores, os imperiais paladinos da sobrevivência a qualquer custo.
De tal forma que, horas antes do naufrágio, e em tresloucado pânico provocado pela subida do fluido, se atiram da amurada em grupo, numa esperança tola de sobrevivência.
Vissem eles mais além... fossem eles mais altos que a amurada, e por certo se refreariam nessa última corrida.
Mas não. São pequenos e baixos. De forma que todo o seu horizonte visual se preenche com as sobras do cordame e com os sapatos dos marinheiros.
O que falta em Seia é, provavelmente, o mesmo que falta aos roedores do porão: um pouco mais de estatura, um pouco mais de porte, um pouco mais de raciocínio.
Se os senenses conseguissem debater de forma construtiva os problemas que os afligem - e tantos que são! - provavelmente muito se pouparia em erros e naufrágios evitáveis.
É que tanto no Verão como no Inverno, Seia continua a ser a capital... do déficit democrático.
Cartoon: Um assalto em Seia
Cartoon de Paulo Coelho dos Santos (Riscus) segundo um guião meu.
Qualquer semelhança com a coincidência é pura realidade.
«Um assalto em Seia»
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Safa!
A actuação da GNR de Seia, neste momento, não será bastante lesiva dos interesses da cidade?
Porque infracções há-as em todo o lado e a toda a hora, mas se olharmos aos registos de transgressões sancionadas com multa, então é em Seia que se batem todos os recordes, pelos vistos.
«Em lugar de ajudar os condutores, a GNR multa-os a torto e a direito». As pessoas de Seia vêem na GNR um força muito mais repressiva do que construtiva, cuja acção fosse entendida em prol da comunidade...
Das 8 missões que a GNR publicamente assume (www.gnr.pt)apenas metade da terceira (a que se refere à regulação do trânsito) é levada a efeito em Seia e com «nítido excesso de zelo», a avaliar pelas queixas generalizadas da população.
Em lado nenhum se vê esta permanente “caça à multa” à saída dos bares e nos parquímetros da cidade. Um minuto (um) é suficiente para originar uma multa. Dezenas de condutores são obrigados a fazer o teste do álcool à noite e aos fins de semana nos locais mais incríveis – até em parques privados, curiosamente - alguns a escassos metros das residências dos condutores. O episódio caricato relatado n’ “a mosca” desta semana em que um cidadão apeado foi obrigado a soprar como se estivesse a conduzir, é disso gritante exemplo.
Menos se compreende quando os próprios elementos da Corporação também não são abstémios e frequentam, às vezes no mesmo dia e à mesma hora, os mesmos restaurantes e bares dos dos cidadãos que a seguir têm a coragem de interceptar. Conclusão: alguns militares têm sido convidados a soprar, também eles, pelos cidadãos que fiscalizam.
Todo o português tem dois olhos na cara e o senense não é mais lerdo que os demais.
É público que os habitantes das cidades vizinhas já deixaram de vir a Seia ao fim de semana à noite. Porquê? Porque estão fartos de ser “sacrificados” aqui, quando «isso não lhes acontece em mais lado nenhum», segundo se queixam.
Em compensação, os nossos jovens vão cada vez mais para Oliveira, Arganil e Viseu.
Estaremos à espera do próximo acidente mortal para pôr começar a debater este estado de coisas?
Aprendamos com Viseu: bastavam 2 brigadas colocadas à porta da Day After e do Hangar para se conseguirem, em cada fim-de-semana, centenas de cartas apreendidas. Porque não o fazem?
Por uma questão de inteligência e sensatez. Para além de não estar provado que o álcool seja responsável por mais do que meros 2% dos acidentes de viação, se o fizessem, estariam a liquidar a vida nocturna de Viseu, obrigando os jovens a ir para Coimbra à noite e a voltar de madrugada, com todo o risco que esse comportamento encerraria.
Em Seia não há essa visão. Quem quiser sair à noite ainda é obrigado a deslocar-se quilómetros, colocando em sério risco a sua vida e a dos acompanhantes. E mesmo assim, está sujeito a que lhe façam uma espera à entrada da cidade às 3 e às 4 da manhã.
Curiosamente à hora em que os assaltos e vandalismos acontecem e vão ficando, 99% deles, impunes.
Damos bem conta disso, porque de cada vez que a GNR consegue um sucesso, o nosso Capitão “salta” de imediato para as televisões numa lamentável falta de contenção que me recuso a comentar. Se fizesse o mesmo de cada vez que a GNR não descobre os criminosos, passava lá mais tempo que a Manuela Moura Guedes.
O que está primeiro? A patrulha às ruas onde há mais probabilidade de ocorrerem os assaltos ou o combate ao condutor alcoolizado, sem cinto e mal estacionado dentro da localidade... onde circula a 30 à hora?
Á GNR não cumpre ser mecânica e insensível. Cumpre-lhe zelar pelo bem estar dos cidadãos, que estão inseridos no seu meio ambiente, na sua terra e num conjunto de hábitos e normas sociais que não são diferentes dos das cidades vizinhas, e que não podem ser invertidas do dia para a noite.
Concluindo: A filosofia de “perseguição continuada ao condutor” que se verifica em Seia encerra em si mesma os seguintes erros estratégicos crassos:
1º - É socialmente injusta, na medida em que reprime de forma desproporcionada os seneneses e visitantes, comparavelmente ao que se passa no resto do país.
2º - Leva rapidamente a vida nocturna de Seia à ruína, desertificando a noite, e promovendo a cidade a um “pasto” ainda mais favorável aos roubos, assaltos e todo o tipo de criminalidade.
3º - Conduz indirectamente a acidentes de viação evitáveis, porque à força do êxodo nocturno de jovens para outras paragens, estatisticamente será uma questão de tempo até que aconteça – novamente – o pior.
4º - E, acima de tudo, provoca nos cidadãos um perigoso e crescente sentimento de revolta contra a Força que os devia proteger, mas que na prática (e na sua óptica), apenas os prejudica.
O Sr Presidente da Câmara, enquanto autoridade máxima no Concelho, deve olhar rapidamente para este «excesso de zelo», altamente lesivo dos interesses da Cidade, se não a quiser ver ainda mais desertificada dia após dia.
Que se continuem a patrulhar as ruas e com mais rigor ainda, mas não para se “martirizar” quem ajuda o nosso concelho. Que tal seja feito para se evitarem os assaltos que se dão às horas em que a GNR está ocupada com outras atribuições.
Por outro lado, repare o sr. presidente, que não vale a pena continuar a gastar milhares de contos por ano para se atraírem turistas à nossa cidade, se depois os recebemos com centenas de multas de estacionamento e apreensões de carta em catadupa.
Para o ano, por este andar, em vez da capital da neve, seremos a capital do deserto.
E já agora, aproveitando o ensejo, pergunte-lhe lá (como quem não quer a coisa), porque não se verifica o mesmo rigor em Gouveia, a sede do seu comando...
2.26.2004
SEIA: Mais uma semana e mais uma vez na televisão!
SEIA - A cidade mais mediática de Portugal!
23 vezes este ano, pelas minhas contas, e ainda vamos em Fevereiro.
A continuar assim, espera-se que sejam 138 as vezes que Seia vai aparecer na televisão portuguesa este ano, o que dá aproximadamente 2 vezes por semana.
Batemos Gouveia de longe... e sem pagar um tostão!
Na imagem, o nosso Capitão, uma vez mais.
Ao Porta da Estrela nega que haja acentuada criminalidade e droga em Seia. O Tribunal, por sua vez, responde-lhe distribuindo penas de 7 e 10 anos às redes organizadas (que ele diz que não existem). Às televisões informa que apanhou os assaltantes (cujos assaltos desvaloriza). Pergunto-me o que levará o sr Capitão a considerar que os senenses ainda levam a sério tudo aquilo que ele diz...
É que, ao desvalorizar a evidência, desvaloriza também o trabalho dos seus homens do NIC que ardua e diariamente perseguem os traficantes e os assaltantes, e cujo trabalho se pôde esta semana aplaudir, no Tribunal de Seia.
Ele lá saberá porque o faz...
Mas vamos ao que interessa de facto: razão tem a Câmara Municipal em não investir em publicidade televisiva.
Para quê? Tem-na de borla, nos 4 canais abertos e agora em regime semanal.
E até, sem grande esforço, se pode considerar que as peças televisivas têm alguma componente humorística, como foi o caso desta última.
Depois da cadeirada, da Teixeira e do Alva, do mega-julgamento e da Feira do Queijo, agora foi a apreensão dos ladrões de lojas pela GNR.
Parabéns à GNR, embora não se percebesse por que razão não haveriam de apanhar uma carrinha a cair de podre, perfeitamente identificada pelos lesados, com 7 ciganos a assaltarem as lojas em plena luz do dia...
De qualquer forma, um bom trabalho da GNR.
Agora só falta apanharem os que assaltam as lojas... à noite.
Ó pra elas tão crispaditas!
Quem as vir assim tão mal dispostas uma com a outra ainda há-de pensar que comem de tachos diferentes.
Que uma é empresária e a outra industrial. Que uma é comerciante e a outra operária fabril...
Qual quê! São duas deputadas portuguesas, pagas pelo povo, cada uma a acusar a outra da mais cruel incompetência e não devem usar Pasta medicinal Couto. Usam a "pasta" que o povo lhes dá ao fim do mês.
Olá se usam...
«Heróis do mar... pobre pooovo...»
.
.
.
800.000 analfabetos? Upa. upa!
A propósito de um estudo sobre a morfologia do cérebro dos analfabetos (que, pelos visto é diferente dos "normais") da autoria do prof Alexandre Castro Caldas, trabalho esse que lhe valeu um prémio internacional em 99, apresentou a SIC uma peça em que se dizia que 800.000 portugueses são analfabetos.
É verdade. Há 800.000 analfabetos puros se não for o dobro.
Agora: há mais do triplo de analfabetos funcionais primários (lêm palavras soltas que não entendem) e há mais do sextuplo de analfabetos funcionais secundários (conseguem ler frases mas sem compreender o seu sentido).
Mesmo nas escolas hoje em dia se verifica que grande parte dos alunos que completam a escolaridade mínima obrigatória (9º ano) não conseguem interpretar correctamente o que lêem. E o Estado reconhece-lhes o nível académico mínimo.
Só podemos estar a brincar com o Ensino, mas mais grave: com o País.
É certo que em cada turma de 20 alunos aparecem sempre 2 ou 3 a quem é humanamente impossível ensinar seja o que for. Logo aqui estamos a falar de 10 a 15% de insucesso. Este assunto já foi abordado em posts anteriores sobre o Ensino.
Neste momento, é sabido que cerca de metade dos portugueses ou não lê ou lê mas não entende, o que vai dar rigorosamente no mesmo.
E estamos a falar de frases de sentido único, que encerrem em si uma única ideia básica.
Se estendermos a a
Á luz desta realidade evidente para todos quantos trabalham no ensino - porque contactam com alunos e com os respectivos encarregados de educação - ou em secretarias de atendimento ao público em que se preencham documentos e interpretem textos básicos (requerimentos, declarações, minutas) apetece perguntar:
- o que se tem feito aos milhões que têm anualmente ido para o ensino, já que estamos no top 20 dos gastadores mundiais com a Educação e no fim da tabela em aproveitamento escolar na Europa (e no topo em analfabetismo)?
- Se aqueles 800.000 analfabetos adultos se juntassem num partido único (PS ou PSD) conferir-lhe-iam ou não a maioria absoluta?
- Deve um político hábil passar uma manhã numa feira aos beijos às peixeiras ou é preferivel entregar-lhes documentação sobre as suas propostas explicando-lhes o seu manifesto eleitoral?
O problema dos analfabetismos primário e funcional só começa a ser resolvido quando quem manda na Educação perceber que «tanto custa ensinar bem, como ensinar mal. Mas, passados uns anos, ensinar mal fica extraordinariamente mais caro». José Hermano Saraiva.
- Para os deficientes (15% da população estudantil em cada turma) tem que haver escolas próprias e aulas ministradas por professores especializados cujos objectivos nada têm a ver com os dos professores que ensinam alunos normais.
Para os alunos normais tem que haver maior rigor no ensino e mais exigência por parte dos professores. O aluno "é obrigado a andar" ao ritmo que o professor estipula para ele e não o contrário. Nós, os professores, é que temos que puxar pelo aluno. Alguns ficam pelo caminho. Como em tudo, na vida. Mas os restantes, fazemos deles Bons alunos que não se envergonhem a eles nem a nós, no futuro.
Assim se combate o insucesso no ensino: "puxar" ao máximo pelos médios, desafiar em alta os bons e esquecer os maus. Ensinar o máximo a quem quer aprender! Conseguiremos subir as estatísticas e, mais importante do que isso: em vez de ensinarmos não mais que rudimentos a 20 porque só assim conseguimos com que os 3 piores acompanhem, ensinaremos tudo o que está no programa (e a té mais) a 17.nálise ao campo da literatura, bem: nem um décimo dos portugueses consegue ler uma prosa mais rebuscada ou entender um soneto.
Nem sequer um período mais longo como o próximo.
Observatório de Seia: GNR - Mega operação gera OUTRA mega coincidência
Ás vezes, em conversas com amigos, surgem pequenos "cliques" que me fazem ficar absolutamente boquiaberto e a pensar porque é que eu não relacionei isso antes.
Foi o que aconteceu ontem, quando, numa mesa de um bar em que estavam presentes 5 amigos meus, um me disse, a propósito da última mega-rusga, com toda a normalidade do mundo:
«- Ó pá: mas tu achas que aquele show-off todo dos cento e tal polícias se deveu a quê?
- Provavelmente ao facto de, apesar de o comando da GNR negar, a criminalidade ter aumentado ultimamente e os comandos superiores se terem tornado sensíveis a esta problemática. Não te esqueças que está em curso mais um mega-julgamento em que dezenas de jovens estão envolvidos, e os assaltos têm sido praticamente semanais na região. Pelo menos, foi essa a justificação dada à imprensa... respondi.
- Qual quê! Então tu, que te fartas de analisar isto e aquilo, não tens olhos na cara?
- Não estou a perceber... balbuciei
(sorriso geral)
- Então diz lá: de quem era a última loja que foi assaltada 6 dias antes da rusga?
- De «fulana», penso eu...
- Que é casada com quem? - pergunta em tom inquisitório.
- Acho que é com um Juiz... respondi naturalmente.
Fez-se silêncio na mesa. Tudo a olhar estaticamente para mim.
- Será possível? - perguntei indignado. Eu recuso-me a acreditar que as rusgas se façam por encomenda!
Mais silêncio e sorrisos comprometedores.
- É pá! Vamos lá a falar a sério, que com coisas sérias não se brinca! Voltei eu.
- Olha, rapazinho: lembras-te da última grande rusga que aconteceu em Seia, quando foi presa aquela gente toda no acampamento central?
- Claro!
- Em que a GNR só foi avisada quando estava tudo cercado?
- Sim, claro, por acaso até escrevi sobre isso na ultima edição do P.E.
- A gente leu. Por isso te perguntamos: recordas-te do incidente que aconteceu dias antes dessa mega-rusga?
- Recordo-me que houve uma sessão de tiros no acampamento cigano em que dois deles entraram no quarto dos filhos do Dr «fulano» (que morava no prédio em frente) e por pouco não atingiram as crianças.
- E o que é que se soube nessa altura? Que esse Dr foi de propósito fazer queixa formal aos altos comandos da GNR a Lisboa. "Mexeu por lá os seus cordelinhos" e não passou charuto a estes "bacanos" daqui.
- Sim, foi isso que se constou, de facto... aceitei.
- E passada apenas uma semana foi o que se viu. A rusga que cercou o acampamento onde se apanhou droga, armas e traficantes. Verdade ou mentira?
- Verdade - tive que reconhecer.
- Então faz as contas, compara e vê se não se trata da mesma coisa.»
Esta história simples serve para duas conclusões:
1º - Eu devo ser o único que continua a acreditar que se trata de meras coincidências. Caso contrário teríamos que aceitar que a actuação policial se faz a pedido de altas individualidades e isso eu ainda recuso liminarmente. Quero - e tenho que - acreditar que, embora este país esteja no limiar do subdesenvolvimento, apesar de todas as notícias sobre corrupção e compadrios no seio das forças da Ordem, elas ainda obedecerão a directrizes não encomendadas por doutores, ministros ou juízes que tenham sido lesados enquanto cidadãos. Não sei o que me leva a acreditar piamente nisto. Aceito que seja a minha ingenuidade.
2º - Mas não é isso o que o cidadão avisado pensa.
E aqui está o cancro social instalado.
Já ninguém acreditava que as centenas de controles de alcoolemia semanais, à saída dos bares, se façam a fim de prevenir acidentes, o que estaria correcto. É tido, infelizmente, como certo, que o único intuito que subjaz a esta caça diária é o de se obterem cada vez mais recursos para os cofres do estado.
Este senso comum é o resultado linear da actuação repetida ao longo dos últimos anos pela GNR de Seia que, ao que se ouve em toda a parte «não "baixa os braços" na luta contra o álcool, enquanto pouco se vê "levantá-los" na luta contra o crime».
Da mesma forma já pouco se acredita numa actuação "espontânea" de grandes proporções por parte da GNR. Não se crê em mega-operações que não sejam "motivadas" por pressões e pedidos pessoais de gente graúda, muito bem instalada socialmente e que terá sido, por azar, incomodada pela marginalidade.
Assim sendo, se os cidadãos interiorizam já este triste cenário, como pode o Estado exigir do cidadão a ética que ele próprio não faz transparecer?
É bem sabido que à mulher de César não basta ser séria.
A bem da Paz social, as Forças da Ordem além de o serem, têm também - e a cima de tudo - que parecer sérias.
Seia em Análise: GNR - Mega operação gera mega coincidência
Na quarta-feira passada lá fomos referenciados nos noticiários da SIC e da TVI novamente.
Este ano vou mesmo compilar as notícias sobre Seia no que se refere à criminalidade e ao seu combate nos telejornais nacionais. Tenho a certeza que não há outra cidade do interior nem sequer bairro problemático no país que se lhe possa comparar em mediatismo.
O ano passado, em Abril, já tínhamos aparecido em 11 serviços noticiosos televisivos nacionais. Depois desisti de contar.
Este ano, em Fevereiro, vamos já com quase o dobro, mas também devido ao macabro caso da Teixeira. Da Cova da Moira, por exemplo, ainda não se ouviu falar.
Quando o Jornal Porta da Estrela chama a atenção para a criminalidade e para o consumo crescente do tráfico de droga na nossa cidade, os responsáveis pelas forças de segurança apressam-se a desdramatizar.
- «Que não senhor. Não há essa dimensão. Essas notícias são exageradas».
Volvido menos de um mês, inicia-se um julgamento sobre tráfico de droga com cerca de 60 (sessenta) intervenientes, a esmagadora maioria jovens da nossa cidade.
Menos de 15 dias após a nossa notícia sobre esse fenómeno evidente, são efectuadas rusgas em bares em Seia e em S. Romão, em que – no caso de Seia – os jovens são retirados do interior de um bar para uma varanda antes de serem revistados.
Por coincidência estava naquele momento a ser transmitido no canal Hollywood um documentário sobre o clássico: “Gone with the wind” (E tudo o vento levou).
Esta quarta-feira, uma mega-operação da GNR com mais de 100 homens envolvidos, apenas dirigida aos ciganos – vá-se lá saber porquê - foi desenvolvida em Vila Chã, Seia e S. Romão.
Nos acampamentos praticamente nada foi encontrado. Na feira, sim. Cerca de 20 mil euros de material contrafeito a serem livremente comercializados no centro da cidade e à frente de toda a gente.
Droga? nada. “Chefes”, nos acampamentos? Nem um.
Como habitualmente, e por mais uma coincidência, nenhum dos patriarcas das famílias foi encontrado.
Todos sabemos das amizades, consolidadas durante anos e anos de convívio são e fraterno, entre elementos das Forças da Ordem e alguns chefes de Famílias étnicas, frequentemente vistos em locais de diversão nocturna em Celorico e em Fuentes de Oñoro. Também sabemos que as únicas rusgas que produziram resultados verdadeiramente substanciais em Seia foram aquelas em que a própria GNR local só foi avisada quando a PJ da Guarda tinha já os acampamentos completamente cercados.
Nessa altura recolheram-se provas que conduziram à prisão de vários indivíduos.
A primeira reacção da população civil, na quarta-feira passada, foi a de tentar saber se “os chefões” se encontravam nos acampamentos, numa clara alusão aos esperados “avisos” de que as operações iriam ter lugar.
Sem pretender imiscuir-me no delinear da estratégia policial, e apelando apenas à clara evidência dos factos, ocorre-me perguntar: não seria preferível continuar a adoptar-se o método que deu resultados – o da não comunicação ao posto local das operações a levar a efeito – para diminuir a possibilidade de fugas de informação?
É que me parece que, desta forma, estas montanhas nem sequer parem ratos: escondem-nos.
Assaltos à noite, Tribunais de manhã.
4 - Não! Os assaltantes não foram presos no acto e trazidos ao tribunal logo de manhã. Nada disso. O P.E. noticiou na última edição a vaga de assaltos em Seia e em Vila Nova de Tazem. Isso é uma história e termina aí. Consta, entretanto, que na segunda-feira, 9, de manhã eram cerca de 20 (dito por um deles!) os condutores presentes a tribunal na sequência das sopradelas no balão do fim-de-semana anterior. A que se seguem outras tantas cartas de condução caçadas. Bom: se isto assim continua, qualquer dia os únicos carros que circulam na cidade... são os dos assaltantes.
Ó amigo: não se importa de me ajudar aqui a roubar esta lojinha?
3 -
Este último assalto a uma loja de roupa no centro da cidade foi o mais caricato de todos. Numa rua com uma única saída, em que seria facílimo barrar o carro dos assaltantes, e em pleno dia, cerca das 7 horas da manhã. Várias pessoas, no mercado municipal, terão visto a mercadoria a ser carregada e ninguém suspeitou de nada, pois claro. Naquele sítio e àquela hora? Só faltou os assaltantes pedirem ajuda aos mirones...
Histórias senenses com uma pitada de humor
2- Vai um cheirinho?
Uma rusga de aparato fora do comum teve lugar num bar de Seia, dia 30 de Janeiro. Metralhadoras em riste, cães em acção, rapazes para um lado e raparigas para o outro, vai de revistar a clientela toda. As raparigas não, que os agentes masculinos não estão autorizados a fazê-lo (era só o que faltava!). De modo que os rapazes foram trazidos para o exterior (varanda) enquanto as moças ficavam no interior a serem profusamente "cheiradas" pelos garbosos animais. Pergunta-se: aquela misturada de perfumes femininos não terá causado danos irreversíveis ao apurado faro dos pobres canídeos?
2.24.2004
SERRA DA ESTRELA: Escuteiros a salvo
Um grupo de Escuteiros que passeava pela Serra, tendo sido apanhado pela tempestade de ontem, encontrou-se subitamente isolado ao cair da noite.
Ninguém imagina o que é vaguear sem destino em grupos de 2 e 3 pessoas (jovens de 10 aos 15 anos) quando o torpor do frio começa a afectar a capacidade de raciocínio e o sentido de orientação.
Acabaram por ser resgatados por agentes da GNR de montanha e, mais uma vez, uma história que podia ter sido trágica, acabou bem.
.
.
.
Fim de semana de emoções fortes na Serra.
E um bom trabalho por parte da GNR.
SERRA DA ESTRELA E O SEU REPÓRTER
Seia e a a Serra da Estrela têm a sorte de ter este AMIGO.
Excelente e rigoroso profissional, as suas peças fogem ao sensacionalismo fácil aproveitado por alguma concorrência e assumem uma dimensão e profundidade raras no panorama do jornalismo televisivo português.
Vai longe, o Jorge. E é pena.
Muita falta nos fará por cá...
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Um abraço dos comunicadores de Seia ao Jorge Esteves da Covilhã.
SERRA DA ESTRELA: All you need is correntes nos pneus
É disto que o meu povo precisa!
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
SERRA DA ESTRELA: Governador Civil quer correntes
.
.
Joaquim Lacerda quer correntes nos pneus. Então só é preciso que aprove a construção de parques de estacionamento para os condutores as colocarem... ou não?
É só exigir?
E o Parque Natural?
Vai nisso?
Naáááá´!
SERRA DA ESTRELA: O que se passou, afinal?
Vejamos este turista numa autocaravana a berrar que nem um capado contra a Protecção Civil e as demoras sofridas na Serra.
Se estivesse em Andorra, com aquele carro nem sequer subia. Quando há gelo na estrada, quanto mais pesado o carro, pior. Ainda por cima com tracção apenas a 2 rodas?
Começando a escorregar, nunca mais pára até bater num obstáculo.
Na pior das hipóteses não bate em nenhum...
Os autocarros que tentaram inverter a marcha bloquearam completamente a estrada.
Depois, alguns ligeiros seguiram-lhe o exemplo e a coisa não ficou melhor.
Conclusão: nem os descendentes desceram nem os ascendentes subiram.
Foi preciso regular de novo todo o trânsito.
Retirar os autocarros do atoleiro, batendo no mínimo de pedras e de ligeiros e fazer o mesmo a estes outros.
A coisa demorou quase 24 horas. Desde as 5 da tarde às 5 da manhã.
É profundamente injusto culpar pos bombeiros ou a GNR pelos atrasos verificados.
Estou tanto mais à vontade para o afirmar quando é sabido que em muitas outras situações sou um cidadão absolutamente crítico relativamente à costumeira actuação da GNR.
Neste caso seria impossível fazer melhor.
Parabéns à GNR e aos Bombeiros.
SERRA DA ESTRELA: As reclamações não são totalmente justas
As reclamações dos automobilistas que temos visto em todo o dia nas televisões não são totalmente justas.
Primeiro porque os condutores não percebem para onde vêm.
Para a maioria dos condutores, vir para a Serra de Inverno é o mesmo que vir de Verão.
É mentira. Os zero graus durante apenas 15 minutos fora dos carros rapidamente os faz compreender essa fria e ventosa realidade.
Por outro lado temos que perceber que autocarros sem correntes a tentar fazer inversão de marcha numa estrada de montanha que não ultrapassa os 5 metros de largura, dá em escorregamento para o lado de baixo.
Fica o autocarro de lado e nem para a frente, nem para trás.
Culpa das estradas, como diz Eduardo Brito.
Culpa dos automobilistas, como diz o código da estrada.
TUDO A CAMINHO DE SEIA! - Circulação rodoviária normalizada na Serra da Estrela
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Parece que tudo acabou bem.
(16 limpa-neves??? Onde é que os foram desencantar?)
Não há dúvida que, quando é preciso, as coisas fazem-se.
Homenagem aos profissionais do centro de Limpeza de Neve, à Protecção Civil aos Bombeiros e à GNR que estiveram toda a noite a trabalhar em condições terríveis para resgatar as centenas de pessoas dentro dos carros gelados.
Apesar das críticas generalizadas pelo atraso que se verificou relativamente ao bloqueio das estradas e consequente demora na resolução de toda esta situação, a verdade é que os entrevistados da SIC mostravam compreender que, também eles, não tinham tomado as devidas medidas de precaução: as correntes para os pneus. De facto, em cada 1000 viaturas que sobem a serra não mais do que 1 terá os pneus revestidos com as correntes que, quando a neve gela, são o único dispositivo que pode conferir o controle da viatura ao condutor.
Tenho a certeza que, apesar de salvarem toda esta gente, não vão ter visibilidade nenhuma por parte das televisões.
Se não conseguissem salvar das chamas um palheiro caía-lhes o Carmo e a Trindade em cima.
O Carnaval na Neve e no País, pode continuar.
Visitantes bloqueados em autocarros e automóveis na Serra da Estrela
«Visitantes da Serra da Estrela estão bloqueados em autocarros e automóveis na estrada Torre- Sabugueiro/Seia devido à forte queda de neve que tem afectado a região nas últimas horas, disse fonte da GNR.»
Notícia completa no Porta da Estrela Online
É o primeiro grande teste de este ano para verificar se os sistemas de salvamento funcionam.
Recorde-se que há meses se vive um instalado mal estar entre os Bombeiros e a Protecção Civil, em que uns se recusam a participar nos exercícios levados a efeito por outros.
Felizmente que neste caso as pessoas estão na estrada e não numa ravina qualquer. Serão fácilmente atingíveis, se os Jeeps dos bombeiros conseguirem chegar até elas, o que não é líquido.
Recorde-se que não há veículos dedicados ao salvamento em neve, pelo menos nos Bombeiros de Seia.
Esperemos que tudo corra bem por obra e graça de N. Sra. do Subdesenvolvimento, que tanto e tão bem nos tem protegido nos últimos 150 anos.
Carnaval "brega" em Portugal... e Marchas Populares no Rio?
Cada ano que passa mais abrasileirado é o nosso Carnaval. E quanto mais provinciano, mais "brega".
É um produto mal importado. Tudo quanto for alegria por encomenda soa a falso e é-o mesmo.
Para a judar à festa, estão zero graus na Serra, pelo que vamos ter por aqui carnavais de categoria.
Mocinhas seminuas a bater o dente e a dançar o saaaaaaaambaaaa....
.
.
.
.
.
Judice à beira de um ataque de nervos
Coitado do homem!
Ninguem lhe disse que a coisa estava podre a este ponto.
Mas porque é que não lhe disseram?
Escusava de se ter metido nestes trabalhos...
Quanto mais não valia continuar consultor jurídico de grupos económicos ligados à Alta Finança.
Nem a Tribunal ia e ganhava (bem) o dele.
Primeiro foram as crianças. Agora o Benfica.
Mas a coisa está podre mesmo... Bem dizia Pires de Lima.
Chamavam-no desiquilibrado... mas quem é que pode andar equilibrado com juízes destes?
Celeste Cardona quis saber
Se não sabia, agora já sabe.
É, como de costume, um Tribunal da Relação a tentar corrigir um erro técnico de um mau profissional e este, numa atitude de clara vingança, a "dar a volta" à Lei.
Esperamos que a esta hora também já saiba que o Juiz é inimigo declarado e figadal de Vale e Azevedo.
E que a senhora Directora da prisão, bem sabendo que já tinha outro mandado de captura na mão, deixou o desgraçado do homem fazer as malas e a família esperá-lo à porta.
Merecia presa, esta!
É uma verdadeira associação de criminosos, esta, que tem emergido ultimamente na Justiça.
Sempre foi assim, bem sei.
O azar é que agora, por via dos mediáticos presos, se vão começando a conhecer alguns dos meandros absolutamente arbitrários desta verdadeira podridão, autêntico teatro de pantomima que (ainda) se chama a Justiça Portuguesa.
Que Alguém te dê uma morte rápida, desgraçada moribunda, para que no teu lugar alguma coisa digna do nome JUSTIÇA possa começar a existir.
è o que desejo a todos nós que por lá já passámos.
As palhaçadas dos Juizes
O advogado do Benfica declarou-se ontem envergonhado com esta Justiça esquizofrénica - já que o não pode chamar ao Juíz - que desgraçadamente nos envergonha a todos no panorama europeu e no que se refere aos atentados que diariamente perpetra contra os mais elementares direitos Humanos.
Este episódio desgraçado da libertação de Vale e Azevedo pelo tribunal da relação seguido do mandato de captura do ressaibiado juiz incompetente (cujo erro determinou a livertação), lembra o pior de Rui Teixeira e esclarece que a Justiça está infectada deles.
Há muito a fazer pela democraticidade na Justiça. Não temos Justiça em Portugal. Temos um clube de prepotentes Juízes que a usam a seu belo prazer, sabe-se lá com que intenções.
Este, inclusivé, era opositor declarado de Vale e Azevedo nas últimas eleições do benfica e pediu formalmente para ficar com este processo.
Se isto não parece perseguição, então ninguém sabe o que parece.
Pinto da Costa é infinitamente superior aos comuns badamecos do futebol
Quem assistiu à entrevista que terminou há pouco não ficou com dúvidas.
Muito acima da mediocridade dos badamecos da futeboleirada, lembrou aos cromos entrevistadores alguns princípios básicos da ética humana, como a recusa da fanatização e a vergonha nacional que foi o aproveitamento estupidificante-comercial da morte de Feher.
Lembrou que Paulo Pinto faleceu nas mesmas circunstâncias, e que ninguem lhe ligou importância nenhuma porque, como eu defendo, não tinha visibilidade. E chamou à atenção para a batalha jurídica que se aproxima, entre as Seguradoras e o Clube, quando finalmente se perceber que a nossa medicina legal não vai conseguir descobrir a causa da morte do jogador.
Pedidos e contra-pedidos de Indemnizações para a Família, e o Benfica ao barulho. Quando chegarmos aí, quero ver qual vai ser a postura do Clube.
De facto, Pinto da Costa é um português inteligente.
De entre o imenso jardim zoológico que é o mundo do futebol, é mesmo dos poucos seres não analfabrutos que eu conheço.
A Juíza tentou baldar-se
Pois não! Quem é que quer ficar com o nome para sempre ligado ao processo mais desavergonhado da história da Justiça Portuguesa?
Fez bem a Juíza.
Só um maluco é que aceita aquilo...
Não vai ter é sorte. Se ficasse dispensada, todos os outros juízes sorteados fariam o mesmo e este processo ficaria sem juiz.
2.23.2004
Berlusconi: «É moralmente justo fugir aos impostos»
E ainda ele não vive num país em que os impostos sacados ao povo vão para submarinos e estádios da bola. Num país subdesenvolvido à vista dos seus vizinhos europeus e que necessita urgentemente de tudo menos disso para se desenvolver.
Para o Ensino, Saúde, Habitação e Protecção Social, Cultura e Protecção ambiental vai o dinheirinho certo para pagar os ordenados. Investimentos nessas áreas? Não há. Só cortes orçamentais.
Estádios, Forças Armadas e demais caganças palhaço-dependentes = milhares de milhões a toda a hora?
.
.
.
.
.
Contem comigo, que eu até quero pagar mais do que aquilo que me descontam.