11.17.2003

Raleiras e Maria João "arrasam" Casa Pia

Desde há 3 dias que da Casa Pia... nem pio!
Categoria!
Nem parece Portugal.
Para todos os que, como eu, já se tinham resignado à evidencia da inesgotabilidade do assunto Casapiano e se tinham convencido que ele iria fazer as aberturas dos telejornais até ao fim da civilização, foi um rude golpe.
Já íamos na 11ª sequela - Ferro Rodrigues contra ataca - e, de repente, quando tudo corria bem e nos preparávamos para a 12ª, zás! Os episódios foram interrompidos.
Notícias únicas: a GNR que está no Iraque e ainda não começou a trabalhar, e os abençoados repórteres de guerra amadores.
Vejamos o breaking news da RTP Online: Os militares da GNR e os jornalistas portugueses no Iraque preparavam-se às 11:00 locais (08:00 em Lisboa) para partir para Nassiryah, onde está sedeado o comando italiano, afirmou à agência Lusa o enviado da RTP, Armando Seixas Ferreira.
Como vêem foi necessário ao jornalista da RTP revelar as fontes (LUSA) para credibilizar a notícia proveniente de um colega seu (RTP), dada a sua importância e o choque que poderia causar às populações (chamado alarme social).
Está safo. Continua a fazer-se notícia da sua pura inexistência, continua a haver assunto sem assunto rigorosamente nenhum mas vai-se desenjoando um bocadinho do Bibi, a estrela nacional do princípio do 3º milénio..

A maior confusão será instalada, no entanto, nas redacções daqui a 3 dias.
Depois de sabermos exactamente quantos pontos levou a Maria João e com que tipo de linha; o que toma ao pequeno almoço e a que horas vai à casa de banho; depois de vermos bem todos os raspões das balas nas malas do Raleiras e o ouvirmos repetir 4 mil vezes que lhe roubaram as calças e que aquelas calças não são dele, devem ser da Maria João; depois da Maria João desmentir formalmente ou confirmar que aquelas calças são efectivamente suas; depois das inevitáveis visitas guiadas a casa de cada um, onde o primeiro mostrará a sua colecção de calças e a segunda revelará o marido e os bibelots, teremos que forçosamente voltar... à Casa Pia?
Bom, mas pelo menos valeu a folga.
Obrigado, por isso, aos jornalistas.

11.16.2003

O Ensino da Matemática

Leia até ao fim, que vale bem a pena...
Aqui se prova que a dificuldade dos alunos a matemática não é a matemática ela própria....

Ensino nos anos 40/50
Um camponês vendeu um saco de batatas por 100$00.
As suas despesas de produção foram iguais a 4/5 do preço de venda.
Qual foi o seu lucro?

Ensino Tradicional - Anos 60
Um camponês vendeu um saco de batatas por 100$00.
As suas despesas de produção foram iguais a 4/5 do preço de venda, ou seja,
foram de 80$00. Qual foi o seu lucro?

Ensino Moderno - Anos 80
Um camponês troca um conjunto B de batatas por um conjunto M de moedas. O cardinal do conjunto M é de 100 e cada elemento de M vale 1$00.
Desenha o diagrama de Venn do conjunto M com 100 pontos que representam os elementos desse conjunto.
O conjunto C dos custos de produção tem menos 20 elementos do que o conjunto M.
Representa C como sub-conjunto de M e escreve a vermelho o cardinal do conjunto L do lucro.

Ensino Renovado - 1990
Um agricultor vendeu um saco de batatas por 100$00. Os custos de produção
elevam-se a 80$00 e o lucro é de 20$00.
Trabalho a realizar:
Sublinha a palavra "batatas" e discute-a com o colega de carteira.

Ensino Reformado - 2001
Um kampunes reçebeu um çubssídio de 50 euros para purdusir bué de çacos de
batatas o qual vendeo por 100 euros e gastou 80 euros.
Analiza o texto do iserçício, converte euros em escudos e em ceguida dis o que penças desta maneira de henriquesser.


Este é um texto que circula na net.
Aproveitei-o para sublinhar a minha profunda convicção que tenho exposto até à exaustão em todas as reuniões e conselhos de turma: que o único problema dos alunos a matemática e às restantes disciplinas é apenas o não fazerem uma pequena ideia dos mecanismos a que obedece a Língua Portuguesa.

11.15.2003

HOSPITAL DE SEIA

O Executivo da Comissão Concelhia de Seia do PCP acaba de difundir a seguinte mensagem, que podem encontrar no fórum do PE, a propósito de mais uma promessa não cumprida do sr Ministro da Saúde - a da visita anunciada ao velho Hospital de Seia, intitulada

HOSPITAL DE SEIA
Uma Grande Falta de Vergonha


Bem: Não há dúvida que esta guerra do Hospital de Seia é antiga. Uns acusam os outros, na prova mais que provada que todos tiveram culpa no cartório.
Uns mais do que outros?
E o que é que isso interessa, agora?
Houve incapacidade de criar um "lobby" de pressão cuja voz chegasse a Lisboa.
Que chegasse mesmo à Guarda, pelos vistos.
Mas aqui ninguém se pode pôr de fora, apontando o dedo a outrem.
O PS fez pouco, no tempo de Guterres, mas esta pretensão já é anterior, já vem desde o tempo de Cavaco, ou estamos esquecidos?
Portanto: o PSD de Seia não o conseguiu, o PS também não (quando podiam), e agora, com um governo adverso e sendo esta a única Câmara PS no distrito - tirando a da Guarda - mal se compreende que Eduardo Brito consiga, em ambiente hostil, o que ninguém conseguiu aquando "em família".
Resta o consolo de verificar que o homem, ao contrário do que muitos o acusam, não se cala...

Pode ser que os vença pelo cansaço.

Requintes de malvadez...

Os calceteiros que andaram toda a semana a mudar os paralelos daquela ruela ridícula que liga o Borges à fonte das 4 bicas (Dr António Mello Senna Motta Veiga?- este nome é maior que a rua...), e por causa dessas obras esteve a mesma fechada ao trânsito durante 1 - semana - 1, conseguiram deixar ficar um triangulozito de não mais que meio metro quadrado, mesmo ao centro, por calcetar, com as pedras alinhadinhas ao lado... tipo Lego para miúdos de 3 anos.
Hoje foi Sábado e amanhã é Domingo e a rua continuará interrompida até segunda-feira à hora de almoço, na melhor das previsões...
Agora: ninguém acredita no trânsito que aquela quelha tem, de manhã e ao fim de almoço.
Durante o resto do dia também não há 15 segundos que não passe ali um carro.
Todo este trânsito - milhares de carros durante uma semana inteira - esteve a engrossar a única alternativa a quem ali passava: Largo Marques da Silva, Tribunal e Praça da República.
Mais de 1 km de bichas permanentes, porque a quelha de 50 metros não conseguiu ser calcetada em ... uma semana inteira!

É obra!!!

A Serra está mais perto do Alentejo do que se poderia, à primeira vista, supor.

Entrada de Amandio Melo actualizada

As notas biográficas sobre Amandio Melo foram actualizadas (com uma foto dele a cumprimentar Álvaro Cunhal).
Logo a seguir, várias fotos inéditas (ou quase) da infância e juventude de Álvaro Cunhal.

Vale a pena ver



Paulo Portas e Nossa Senhora

Eu acho que Portugal, na crise do Prestige,
foi ajudado por decisões firmes e foi muito ajudado por aquilo que eu, que sou crente, acho que foi uma intervenção de Nossa Senhora.

Paulo Portas

Sabendo que foi a Galiza a grande vítima do derramamento do crude do navio Prestige, somos levado a concluir que os galegos, em vez de culparem as suas autoridades pela inépcia na prevenção da catástrofe, deveriam antes apontar o dedo ao seu Santo protector, Santiago de Compostela, por não ter conseguido combater as forças de N. Senhora.

Assim, aproveitando esta cinergia, talvez fosse bom que quem nos governa se lembrasse de pedir uma ajudinha as estes poderes sobrenaturais para que póssamos (como diz a TVI) superar a crise instalada.
Ainda por cima esta ajuda, que é eficaz e gratuita, dispensaria com vantagem a existência de tantos assessores, normalmente bastante mal pagos, que enxameiam os gabinetes de Ministros e Secretários de Estado.

Aqui deixo algumas sugestões:

Para assessorar o Ministro Bagão Félix, no apoio ao cada vez maior número de desempregados, a convocação da Nossa Senhora dos Aflitos.
Para consolar os contribuintes que não conseguem fugir aos impostos da Ministra Ferreira Leite, a contribuição da Nossa Senhora das Lágrimas.
Para trabalhar com o Ministro da Saúde no que diz respeito aos doentes em lista de espera, a Nossa Senhora das Dores.
E os bons ofícios da Nossa Senhora dos Remédios seriam imprescindíveis no sucesso da implementação dos medicamentos genéricos, contra o Dark Side of the Force (Ordem dos médicos).

Mas não é só a Nossa Senhora a quem podemos, portuguesmente, recorrer:
Estou convencido que São Cristóvão seria de grande utilidade a assessorar a Prevenção Rodoviária Portuguesa e até o nosso Presidente da República, que tanto tem lutado para manter os centros de decisão económicos nas mãos dos portugueses (em vez de irem progressivamente parar às mãos dos espanhóis), teria certamente mais sucesso neste combate se fosse auxiliado por outro Jorge como ele, neste caso o Santo.
Pois não é verdade que foi S. Jorge quem auxiliou o nosso D. Nuno Álvares Pereira a derrotar os castelhanos na Batalha de Aljubarrota?

E se reportarmos esta "tale" para o "shire", conhecido que é o sportinguismo de Sampaio, também não é verdade que foi o grande S. Jorge quem conseguiu vencer o Dragão?



Texto original: Lúcio (Radio Pax), com pós-produção da casa.

Ainda sobre Cunhal, Pacheco Pereira e Jornadas Históricas

Em 3 de Março de 2002, escrevia eu em desabafo a Durão Barroso uma carta da qual extraio apenas este parágrafo:

O produto do mecanismo estupidificante massivo e continuado das
televisões e do jornalismo em geral - o povão profundo- vai perdendo
a noção da sua idiotice auto e hetero construída e vai progressivamente esquecendo a inibição natural própria da sua manifesta ignorância e consequentemente invadindo a sua área de influência - o povão que o rodeia - de forma directa e interveniente, qual praga paulatinamente alastradora, manifestando cada vez mais o orgulho que essa imensa ignorância lhe confere.
Depois do orgulho gay, exibe-se agora o orgulho da miséria intelectual,
da mediocridade diariamente incentivada e já institucionalizada,
e o supremo orgulho do analfabetismo convicto do povo português.


Ontem, numa das minhas aulas de matemática do 9º ano de escolaridade - a escolaridade obrigatória, em Portugal - inadvertidamente falei em Pacheco Pereira, a propósito de se encontrar em Seia, por via das VI Jornadas Históricas.
Fez-se silêncio.
- Não sabem quem é Pacheco Pereira?
Silêncio.
Vira-se uma aluna:
- Eu sei. É aquele do Sporting.
Silêncio.
Expectativa geral, para se saber se ele é mesmo o gajo do Sporting ou se a colega se terá enganado no clube.
Se eu dissesse que é do Benfica, por exemplo, a algazarra imediata seria ensurdecedora, e a colega seria ridicularizada até ao tutano.

Calei-me e perguntei se sabiam, ao menos, quem foi Álvaro Cunhal - que morou aqui em Seia até aos 11 anos de idade.
Silêncio.
E sobre a ditadura, a democracia, o 25 de abril....
Um aluno disse:
- Já ouvi falar disso.

Eu perguntei (porque tinha essa ideia) se por acaso a ditadura militar, o estado novo, Salazar e a recente história portuguesa não fazia parte do programa de História do 9º ano.

Responderam todos à uma:
- Ainda estamos a dar a matéria do 8º que não acabámos o ano passado.

Pedi o livro de História deste ano (o 9º) e vi que efectivamente todos os assuntos que referi se encontravam no plano curricular.

Não vi foi uma única menção a Álvaro Cunhal nem ao PCP.

Os putos são broncos e têm razão.

INEM: Falcons para o Kuwait, ambulâncias podres para a IP5

Um Falcon do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) partiu sexta-feira à noite para o Kuwait, com escala em Palermo (Itália), para recolher a jornalista Maria João Ruela.

Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!

(É das tais portugaladas que não se conseguem comentar, porra!).

ACABARAM-SE AS LIGAÇÕES AÉREAS REGULARES COM O KUWAIT, queres tu ver???

Tem que lá ir um jacto de propósito buscar a rapariga....
Com um médico, 2 enfermeiras e 3 delegados de propaganda médica, cada um de seu laboratório?

Ai, valha-nos Deus!

"O resgate de Carlos Raleiras é patrocinado por Sonasol tripla-acção"

Saddek Al Hassam é quem vai receber o papel.

Este árabe entrou directamente para o top 10 dos meus pensadores favoritos.
Tem escritório montado em Bassorá, foi dado à TSF o nr do seu telefone, e é ele quem vai receber o dinheiro do resgate do jornalista português.
Só assim e mais nada.
Nas barbas das tropas americanas, alguém lhe entregará o saco; ele recebe-o e depois concerteza até os levará ao encontro do jornalista, para poderem todos beber um caneco de comemoração do negócio.

Allah é grande e dólares há muitos, palerma!
Não se esqueçam de entrevistar o homem para o Caras Notícias.

11.14.2003

Jornadas Históricas... para ociosos?

Terminaram em Seia as jornadas históricas dedicadas à vida e obra de Álvaro Cunhal.

Terminaram, e a esmagadora maioria da população nem sequer se aperecebeu de que tinham começado.
Realizar Jornadas Históricas, com a devida vénia para a organização (que terá as melhores das intenções), durante as horas de trabalho das populações, é o mesmo que desprezá-las, digo mesmo: que insultá-las.

Por certo não esperavam que o senense comum pudesse pedir ao patrão 3 diazitos para assistir às jornadas, ou esperavam?
Assim, ali se veem sempre os mesmos: reformados, ociosos e professores que se baldaram 3 dias às aulas, para se valorizarem (?!) com as comunicações dos congressistas.

Eu afirmo sem hesitar que pavonearem-se sempre os mesmos "actores" e ociosos à  frente dos ilustres convidados, para lisboeta ver e senense comentar, é simplesmente algo de inqualificável que sinceramente me envergonha, enquanto cidadão desta terra.
Um exibicionismo podre de quem pouco ou nada faz na vida e se mostra, periodicamente, à sociedade de ociosos seus iguais, para não ser esquecido.

Seia não precisa, de todo, destas teatradas.
Seia precisa destas e de outras jornadas, sim, mas que possam ser frequentadas e disfrutadas pela população. Não por este repetido e corriqueiro clube de ociosos.
Por esta triste feira de vaidades balofa e medíocre.
Um autêntico desperdício.

Hoje, por exemplo, andava tudo que nem uns doidinhos a correr atrás do Pacheco Pereira....
Que vergonha... Quem tão pouco o considera, no dia a dia, colar-se daquela maneira miserável para aparecer, na rua e no restaurante, ao seu lado...

Eu digo que já chega de tanta palhaçada e tanto insulto a quem trabalha, nesta terra que parece mesmo tão desabitada de inteligência, que nem aquele notável intelectual consegue aportar a estes cérebros empedernidos algum fugaz benefício.

Jornadas culturais abertas à  população num país desenvolvido fazem-se em horário pós-laboral, e não durante as horas normais de labor, aquelas de que este país tanto pede e precisa para se livrar da triste situação militante de último lugar de uma europa cada vez de si mais distante.

Pensavam que iam para um safari para o Quénia...

Os valentes dos repórteres tugas, na boa, decidiram entrar no Iraque sem escolta nem nada, porque é claro que ninguém se ia meter com eles...
Os garbosos GNRs tinham-nos deixado na noite anterior entregues à sua sorte.
E eles, como era de noite e não havia por ali disco-nights, decidiram voltar para trás.
Hoje decidiram regressar para a frente.
Agora andam os ingleses à procura do jornalista português desaparecido.

A nossa GNR já tomou conta da ocorrência.

Democracia à Portuguesa

O povo tuga - essa entidade nebulosa que a classe política passa a vida a elogiar publicamente e pela qual não pode, de facto, nutrir maior desprezo, acaba de mostrar mais uma vez que bem merece o lugar que há décadas ocupa no ranking da qualidade de vida a nível europeu. O primeiro da tabela invertida.

A Sic Online foi forçada a encerrar o seu fórum público, dada a quantidade de insultos e mensagens miseráveis que aí eram apensas diariamente.

Há povos que não merecem, de facto, a democracia.
Eu conheço um.

116 mil baldaram-se

116 mil cidadãos não entregaram a declaração de IRS num dos últimos 3 anos.
Vão já ser notificados, garantem as Finanças, a partir da próxima semana.
Então e para quê?
Vão instaurar mais 116 mil processos, é?
Para somar ao meio milhão das operadoras de telefonia móvel e aos 200 mil da PT?
E quem os julga?
Os 10 mil tribunais que se vão construir para a semana?
Vai lá, vai...

Um pontapé num formigueiro

D. José da Cruz Policarpo, disse estar "apreensivo" com a segurança do contigente da GNR que seguiu para o Iraque.
"Penso que se estivesse no lugar deles também estava apreensivo", disse.
"Aquilo foi dar um pontapé num formigueiro", ilustrou.

Que rica analogia, esta do bispo, entre humanos (infiéis, é certo) e insectos.
Muito apropriado, para um profissional de Humanidades...

11.13.2003

Bichona Castelo Branco põe a prisa em alvoroço

A passagem de José Castelo Branco pelo EPPJ dificilmente será esquecida, de acordo com aquilo que os irmãos Braga Gonçalves contaram ontem a uma das suas visitas.

Tudo começou quando Castelo Branco teve de se despir, regra da prisão. O facto de estar de 'collants' de lycra e cueca fio dental foi, obviamente, alvo da maior chacota. Depois, o 'marchant' ex-modelo, não aguentou ficar fechado na cela. Gritava bem alto que sofria de "afrontamentos" e "claustrofobia".

Numa primeira fase, os guardas iam-lhe abrindo a porta da cela a espaços. Mas face à gritaria, com frases como "são os invejosos", "eu sou um senhor, casado com uma dama multimilionária e conhecido em todo o mundo" e "é por causa desta inveja que eu detesto este País, quero voltar para Nova Iorque", quando a espertina já tinha atingido toda a ala e todos riam, foi tomada a decisão de deixar a porta da cela aberta e colocar um guarda de vigia.

De manhã, na tal mesa do café, continuaram as lamentações. Castelo Branco queria estar "apresentável" para ir a interrogatório, até porque só veste grandes marcas. Pediu gel e um elástico para o cabelo. Como não havia, protestou alto e bom som. Voltando às suas frase preferidas – "Eu sou um lorde, um senhor, vocês são uns invejosos, não posso ir assim ao juiz" –, Castelo Branco lá conseguiu um elástico de borracha normal e puxou o cabelo para trás com água.

in CM

Comissão de fiscalização já gasta mais que o fiscalizado

A comissão de fiscalização ao CAS (clube de Atletismo de Seia) já gastou mais dinheiro à Câmara que o próprio CAS, segundo um desabafo de um elemento da própria comissão, que pediu o anonimato (claro! Estamos em Seia...).

A informação não deve, no entanto, andar muito longe da verdade.
Consta que assim que os indignados e apressados membros da comissão perceberam que ganhavam 15 contos em senhas de presença por cada vez que reuniam, perderam a pressa toda...

As contas do CAS estão(?) a ser investigadas há mais de um ano por uma comissão formada por elementos do PS e PSD locais.
Tudo começou numa denúncia pública do deputado municipal Nuno Almeida (PSD) que lançou a discussão sobre a alegada falta de transparência das contas do Clube.
A verdade é que já lá vão milhentas reuniões e não se vê o fundo ao tacho!

Ó Dr. Nuno Almeida: a coisa não está lá a correr muito bem, está?

Ex-agente da GNR acusa comandos de corrupção

Júlio Simões, ex-agente da Brigada de Trânsito da GNR, afirma ter sido afastado por não "alinhar" em casos de corrupção.
Quer ser ouvido pelo DIAP "para denunciar muitos outros agentes corruptos."



Calma!!! Calma!!! Isto é em Lisboa!!!!

Durão descobriu a forma de se pôr a andar...

Os GNRs que estão já no Iraque são 130.

E não serão mais, porque, ao contrário do que se passou com a estranha união italiana, a morte dos primeiros portugueses fará cair o governo imediatamente.

Por isso somos diferentes de todos.
Mais estúpidos e ileterados que os outros, mais vingativos e sensíveis ao valor da vida humana sacrificada inutilmente, também.

E por isso Durão, ao manter a sua decisão de enviar carne para canhão para o Iraque, decidiu que só por milagre (mais um!) chegará às próximas eleições.
Percebeu que não tem decididamente mão nisto - nem ele nem ninguém, bem entendido - e foi este o pretexto que escolheu.
Guterres agarrou-se às autárquicas para abandonar o barco, Durão agarrou-se ao Iraque. Nem às europeias chegará, se tudo correr normalmente.

Os 3 GNRs que, estatisticamente, serão fatalmente abatidos (e não tem que ser forçosamente na guerra: eles matam-se uns aos outros em acidentes, manobras e disparos fortuitos) representam 2% do contingente nos 6 meses da primeira comissão.

Não haverá segunda.

3 mortos por semestre prefariam 4% de baixas por ano, ou seja: 400 vezes mais, em percentagem, do que os portugueses que morrem na estrada, por ano, na guerra civil do asfalto.

Bye, bye Barroso.
Who's next?



O credo na boca e o cheque no bolso

Não tem sido grande semana para a GNR.
Dois atropelamentos, um deles fatal, e uma terceira tentativa felizmente não consumada estão a marcar a história dos dias recentes da Corporação.
Se tivessem embarcado a 5, como estava determinado, a esta hora haveria estatísticamente alguns feridos, pelo menos, provocados pelo atentado de ontem em Nassyria.
Como se tal não bastasse, apenas 5 minutos antes da explosão um dos nossos 2 militares aí estacionados saía das instalações destruídas, naquela que só pode ser entendida como mais uma clara intervenção divina.
Portanto, vai andar toda a gente com o credo na boca nos próximos 6 meses.

E escusam de estar descansados.
A probabilidade de este contingente retornar incólume é, praticamente, nula.
E é preciso ver que também não podemos passar a vida a pedir a protecção da mesma.

A Sra de Fátima, em apenas duas décadas, já salvou a vida a um Papa e afastou a poluição do Prestige para as costas infiéis da Galiza, o que constitui, convenhamos, uma folha de serviço imbatível relativamente às congéneres rivais.
Também não se lhe pode continuar a meter cunhas toda a vida, que raio!

Para lém disso, estes heróicos voluntários vão receber, por cada comissão de serviço, cerca do dobro do que já receberam por igual altruísmo na Bósnia, ou seja: míseros 1200 contos / mês.
E apenas porque alguns já têm 4 comissões no pêlo, há logo quem lhes chame mercenários, mas isso só pode ser gralha tipográfica.
Deveriam querer chamar-lhes marceneiros numa clara alusão a José, marido não-praticante de Maria, a do costume.

E depois é bem sabido que as divindades não lidam bem com o dinheiro.
Basta lerem-se os vários letreiros em Fátima: "Se prometeu mais que uma vela, compre apenas uma e coloque o restante dinheiro na caixa. A sua promessa fica paga". Ora, se isto não é desinteresse...

Portanto, ou há que mudar de Santo, ou que fazer como os Japonas, que se estão a marimbar para o Rumsfeld e já lhe mandaram dizer que não contassem com eles para substituir os américas neste lindo serviço que os comedores de hamburgueres lá arranjaram.
Os tugas acabaram por ir na mesma para não parecer mal, senão era uma grande vergonha e uma cobardia internacional. E também há as prestações da casa e do carro e da máquina de lavar e...
Os orientais preferiram a vergonha e a cobardia e pouparam os seus a uma guerra alheia. E também já tinham a máquina de filmar paga (são eles que as fazem). Enfim... feitios.

O povo americano (o tal que só conhece o nome de 4 países na Europa), segundo a última sondagem de ontem da CBS já quer maioritáriamente que os seus homens voltem para casa, e estes já estão mesmo a abandonar aquelas paragens, ao ritmo de 2 aviões deles por dia, diz a CNN.
Portanto, agora que mais uma guerra americana foi definitivamente arrumada (=perdida) e mais de 50 mil inocentes (civis) mortos, há que abandonar o local em low-profile a ver se ninguém dá conta.

Claro que, daqui a 6 meses, quando em vez de mais 150 américas tiverem morrido 150 europeus, pode ser que o Rumsfeld volte a público a anunciar que os EUA vão voltar ao Iraque para salvar ... os seus irmãos europeus.

Estatísticamente, das próximas 150 baixas, caberão ao Durão Barroso, 3.

11.12.2003

O senhore condutore bombista suicida não sabere que não podere aqui estacionare??! Hã?? Bem, bem...

Mas de Seia não vai ninguem?!?
Então dedico-lhes eu com toda a atenção e carinho um dos mais inspirados poemas épicos alguma vez escritos na língua materna - "Imperdoável" aqui uns andares abaixo, - e nem assim???

Não temos sorte nenhuma.
Das 128 alminhas que vão hoje pôr o Saddam ao fininho, daqui não mandaram nem um.
Paciência...

Mas os que vão agora não deixarão o nome de Portugal por mãos alheias.
Apesar de lá não haver sandes de torresmo nem penaltes do verde (o que constitui um importante desvio nutricional ao perfil dietético dos militares e que pode, em última análise, afectar psicológicamente a moral dos homens, com reflexos comportamentais algo desviantes), os nossos é que vão mostrar áquela tropa macaca como é que se trabalha, no desempenho daquela digna e internacional missão.

"Bom dia, senhore condutore. Os seus decumentos faxavoure!
E o sêlo? Onde é que está o selinho, hã? E o cinto??? Não trazia o cinto posto, pois não? Olhe que eu vi-o bem, não tente enganare a autoridade que é pior para si!! Bem, bem..."
"Ora vamos lá a ver os stopes. Carregue lá no travão faxavoure!
Olhe lá: Isto é que são os seus decumentos?
(Ó Zé, isto não se percebe nada... ora vê lá tu... que é que achas? Mandamos o gajo embora... é melhor, não é?)
- Bem... por esta passare, mas não tornare... não vere ali a placa, hã? Bem, bem...

(Ó Júlio, pá: não mandes parar mais nenhum que os documentos dos gajos devem ser todos assim, com aquelas garatujas, ó o catano...)

Se tivesse ficado em casa a lavar a loucinha do jantar...

Uma Judite de Sousa completamente nervosa, excitada, à beira do descontrole fez ontem uma das piores entrevistas da sua carreira.
Questões banais, básicas, do tipo reality show, absolutamente broncas, sem sumo nem terreno para o entrevistado poder ao menos expôr claramente o seu pensamento, quanto mais sequer brilhar.
A mulher devia estar num daqueles dias em que as revistas mostram o bioritmo em baixo, ou então o horóscopo estava em carneiro com ascendente em autoclismo, porque aquilo foi, simplesmente, abaixo de cão.

Tão descontrolada estava a senhora que elevava frequentemente a voz acima da do entrevistado, nunca o deixando interromper uma frase sua, por mais previsível que fosse o seu desfecho.
Tinha que ir até à última sílaba com aquela desgraça de perguntas.
Por outro lado quase nunca deixou o entrevistado desenvolver uma linha de raciocínio, mesmo sobre a miséria das perguntas que lhe fazia. De tal forma que a SIC notícias, hoje, não conseguiu aproveitar um único excerto em que o desgraçado não fosse interrompido por ela.
Claro que tiveram que fazer um fade out nas interrupções dela a meio das respostas dele, e foi se quiseram mostrar alguma coisinha.

Quanto ao Ferro, ali, com aquele olhar de quem devia estar em Punta Cana há mais de 3 quinze dias, lá se calava para deixar a mulherzinha falar o que ela quisesse...

Aquilo foi uma falta óbvia de xanax, revelada naqueles milhentos e exagerados "senhor doutôte", que nem a Maria Rueff, desta vez, conseguiria caricaturar. Já era mesmo a caricatura, que ali esteve à nossa frente.

O engraçado é que em "senhor" ela nunca mete o execrável T final. Só em "doutôte".
Porque será?
Vai-se a ver, o psiquiatra da rua dela mudou para Telheiras...

11.11.2003

Perseguição à anos 30 sobre todo o Algarve

Como é que é possível que, em 2003, com rádios, telefones, rádio-telefones, walkie talkies, telemóveis e mais os meios de comunicação internos da BT se inicie uma perseguição em Lagos e ela só tenha terminado em Vila Real de Sto António, na morte do comandante de brigada?
Então os GNRs não foram capazes de interceptar o carro fugitivo em Lagos, em Portimão, Lagoa, Albufeira, Faro, Olhão, Tavira, e só na última etapa conseguiram fazer uma barragem?
E a culpa é das lagartas de pregos??
O que significa para os senhores a palavra intersecção, srs polícias?
Querem lá ver que o ministro da administração Interna, Figueiredo Lopes, ainda vai fazer coro com o Sevinate, descobrindo que os polícias também não sabem policiar?
Cuidado que depois vai ter que pedir desculpas à polícia mesmo que, tal como o seu colega, continue a pensar o mesmo...

O ministro da triste figura

Este governo converge mais com o anterior a cada semana que passa.
Depois de ter jurado a pés juntos que os bombeiros não faziam a mínima de como apagar fogos florestais, Sevinate vem, uma semana depois, garantir que os soldados da paz são, afinal, a coisinha mais competente que aqui está neste rincão. Pediu-lhes 5 vezes desculpa em 45 segundos, o que não deixa de constituir um recorde da humildade, num reflexo involuntário pelo reconhecimento da calinada.
Ou não?
Para sermos rigorosos, teremos que situar a discussão numa das três hipóteses possíveis:

1 - Ou os bombeiros passaram um verão inteiro a fazer asneiras e nestes 6 dias estudaram, prestaram provas e passaram com distinção.
2 - Ou os bombeiros não passaram um verão inteiro a fazer asneiras e quem disse isso ao ministro mentiu-lhe.
3 - Ou o ministro continua convicto que os bombeiros não sabem apagar os fogos e apesar disso veio pedir desculpa publicamente, sujeitando-se a esta triste figura, para acabar com o incidente.
Não é preciso ser doutorado em jornalismo desportivo para perceber qual dos 3 cenários foi o adoptado.

Somos, os portugueses, bem afortunados por termos sido bafejados por um ministro proactivo (como agora se diz), que tão decididamente diz como se desdiz e, melhor ainda, se contraria com grande firmeza e dinamismo, ficando no entanto plenamente convicto do que disse em primeiro lugar.
A isto é que se chama pudor. Isto é que é a verdadeira deontologia política à portuguesa.
O pequeno "ganda nóia" do contra-informação virá já saltitante, para ser apanhado pelas câmeras, dizer que "não senhogue! isto é pgaguematismo"...

Há, no entanto, um lado positivo em todo este episódio.
É que ele reporta-nos para um clássico: o de Galileu, quando inquirido sobre a sua infame teoria do movimento da Terra - que arrasaria o dogma do centro do universo e da própria existencia de Deus, segundo o modelo aprovado pela Igreja de então.
O cientista antecipou o nosso ministro da triste figura: garantia que afinal era o sol que se movia e a Terra se mantinha firme e hirta, enquanto entre dentes repetia: "e no entanto ela move-se"...

Façam favor de desculpar, os srs bombeiros, a primeira afirmação do ministro.
Considerem apenas a terceira com o sentido da segunda.

Jurassic Portugal

A discussão que está a ser desenvolvida neste momento no canal 1 sobre a imagem de Portugal no mundo tráz à luz o que nehum dos defensores da auto-estima nacional postiça quereria ouvir:
A conclusão generalizada é a de que ninguém em lado nenhum nos conhece.
No Brasil fala-se de Portugal apenas por causa da revista Time e das brasileiras de Bragança.
Em Espanha-se fala-se da pedofilia e dos escândalos recentes.
No resto do mundo... nicles!

Os américas continuam sem fazer uma pequena ideia de onde fica Portugal (mas também os américas não fazem uma pequena ideia de coisa nenhuma, nem sequer de que estão vivos, acho eu) e as 4 principais agências noticiosas não falam, pura e simplesmente, em Portugal.
Nem por causa da pedofilia.
Menos mal.

O Maestro "Violino" d'Almeida está absolutamente chocado porque todo o português mé(r)di(c)o sabe de cor o nome dos bimbos do big Brother, enquanto ninguém conhece a pianista Maria João Pires, provavelmente a portuguesa mais conhecida no mundo!!!
Coitado do maestro... ainda é novo...

Cá continuamos nesta sombra protectora, orgulhosamente ignorados e cheínhos de auto-estima parolo-depressiva, até porque quanto mais dermos nas vistas, mais criminalidade cá vem parar.
Ora viva lá o nosso Jurassic Portugal.

11.10.2003

ANIVERSÁRIO DE CUNHAL

JPP escrevia às 21:12 de hoje, a propósito do Aniversário de Cunhal:

Penso escrever alguma coisa sobre o que se escreve e diz a propósito do aniversário de Cunhal, ou no Abrupto ou noutro sítio. Os lugares comuns e os comentários ultra-repetitivos abundam. Agora o que não posso é suportar a série de erros factuais que se repetem por preguiça ou negligência (já não pode ser por ignorância porque pelo menos têm as mil e quinhentas páginas que escrevi para tirar dúvidas), por todo o lado. Agora foi o noticiário da RTP a dizer que Cunhal esteve preso catorze anos, quando a prisão foi de 1949 a 1960, quase onze anos… Tudo feito em cima do joelho.

Uma história triste de uma cidade que não pode ser a nossa

Uma criança dos seus 10 anos vagueia pelas ruas da cidade há meses, entregue à sua sorte, enquanto a mãe, alegadamente prostituta, faz o seu negócio durante o dia.
A criança combina com a mãe encontros a determinada hora, em determinada pastelaria e, por vezes, chega a ficar 3 e 4 horas à espera que alguém a vá buscar. Muitas vezes não vem ninguém e a criança acaba por se ir embora, sozinha, para outro lado qualquer.

O menino tem aspecto normal, apesar de magro. Bem vestido, não passará fome, porque tem sempre algum dinheiro no bolso e compra bolos e batatas fritas durante todo o dia.
No entanto, as companhias com quem se vê durante as longas horas de espera diária são as menos recomendáveis e a linguagem utilizada por eles é da pior espécie.

Tudo indicia que esta criança deveria ser acompanhada por organismo estatal ou particular.
Em Seia, que se saiba, existem assistentes sociais e um chamado "projecto de luta contra não-sei-quê".
Pelo menos carrinhas novas com esse logotipo há várias.

Será que, para além de ensinar as crianças a jogar xadrez e os velhos paint-ball (como denunciou o presidente da Junta da Vide) este Projecto poderia aplicar alguns tostões dos milhares de contos recebidos do estado, para ajudar esta - e outras crianças - que para aí andam a deambular pelas ruas e a vender coca umas às outras?

Nããããã....

Amândio Melo inserido nos "Estudos sobre o Comunismo".

José Pacheco Pereira incluiu Amândio Melo, o grande comunista senense, nos seus "estudos sobre o comunismo", recorrendo ao artigo publicado no Porta da Estrela aquando do seu triste desaparecimento.
O link sob a entrada remete para o artigo completo.

11.09.2003

Ataque às unidades hoteleiras da região, em tempo de lavagem genereralizada de dinheiro

"Os holandeses" compraram o Hotel de Gouveia e estão a comprar o que resta da Estalagem de Seia ao sr Luis Camelo. Até aqui, está correcto.
Se os americanos compram ilhas nas Maldivas; os franceses, praias no Brasil; os espanhóis, montes no Alentejo; os lisboetas, casas nas aldeias; é mais que coerente que os holandeses comprem estalagens quase devolutas em Seia ou noutro canto qualquer.
E no que concerne ao turismo da região e na nossa cidade em particular, tal negócio só pode ser considerado como bastante positivo, dado o estado de letargia a que aquela unidade hoteleira chegou.

O que é mais preocupante é que ainda ninguém sabe quem são "os holandeses". Não serão 50 milhões deles, presume-se.
"Os holandeses" é uma expressão idiota do tipo "os americanos" que prevêm o tempo que fará nas próximas décadas ou "os portugueses" da TVI que expulsam um cromo qualquer nortenho da casa de Vale do Pinheiro.
Portanto "os holandeses", com sede num qualquer paraíso fiscal, são invariavelmente representados por alguém em Portugal, sócio ou não, testa-de-ferro ou não, desde que a sua presença seja o suficiente para ofuscar quem está por detrás do negócio.
Mas o que me intriga mais ainda nem são os holandeses.

É que há menos de 2 meses foi feita uma outra oferta por um empreendimento turístico em Seia da ordem dos 550 mil contos, dinheiro na mesa, e o comprador não era nenhum holandês.
Trata-se de um habitante de Sta Marinha, que há apenas 10 anos atrás era um vulgar cidadão, da classe média-baixa, e porventura até algo abaixo da mediania do modus-vivendi senense.
E eu tenho cá a minha ideia que será mais plausível que uma proposta destas, dada a coincidência temporal, não tenha vindo de terras tão longínquas como as dos Países Baixos.

Provavelmente, e isso veio claramente a lume no recente caso do Totta, há aqui em Seia gente com muitos milhões no bolso - e que declara, evidentemente, o ordenado mínimo - que pode muito bem investir onde quiser.
De onde lhes vieram esses milhões? Não se sabe.
As Finanças parece também não estarem muito preocupadas com isso. Perseguem implacavelmente o cidadão que não pagou 200 contos e parece passarem ao lado de tudo o que for da ordem das dezenas e das centenas de milhares. Veja-se o caso do Benfica, da Lanalgo, da UGT, da Partex. Só nestes 4 exemplos, segundo autores como a procuradora Maria José Morgado (que ainda ninguém desmentiu), deixaram de entrar dezenas de milhões de contos nos cofres do Estado.
Foi tudo arquivado, pelo Arquivador-Mor da Nação.


Arquivem-se então definitivamente todas as inspecções aos negócios acima do meio milhão de contos para que haja, ao menos, coerência.

Nos EUA, Espanha, Inglaterra ou em qualquer outro país civilizado, se alguém viesse publicamente dizer que construiu uma obra de centenas de milhares de contos sem recurso à banca, ou que perdeu 400 mil contos numa falsa operação off-shore, teria às costas, no mesmo dia, uma rigorosa inspecção do IRS.
Em Portugal, assobia-se e olha-se para o lado.

E depois obrigam-se os desgraçados dos funcionários por conta de outrem - os únicos que o Estado ainda controla - a repor os milhões que faltam nos cofres, resultado destas imensas operações de colarinho branco.
O Estado, enquanto assim proceder, está a cometer um crime ainda mais grave do que aqueles pequenos empresários que fogem ao fisco, muitas vezes para poderem pagar os ordenados e subsídios aos seus funcionários e, por isso, não tem nenhuma autoridade moral para cobrar impostos aos cidadãos mais humildes e desprotegidos.

11.08.2003

Imperdoável

Ei-los, soldados garbosos
naquelas fardas luzentes
bem distintos, bem pomposos
a cavalo, imponentes.

A multar e a multar
estacionamento indevido
a escrever e a apontar
no bloco mais um castigo

E o povão a mendigar
um perdãozinho, um favor
ao altivo, ao exemplar
agente castigador

- Qual quê! Não tenha ilusões
que a lei é pra se cumprir!
Ainda se fossem ladrões
ou lelos a distribuir...

Se assaltasse apartamento
Se assassinasse, implacável...
Mas um mau estacionamento???
Isso é imperdoável!

Fátima - 1 * Santiago de Compostela - 0

Está a fazer um ano que um simples fait-divers na SIC provocou o maior terramoto que as instituições portuguesas e o próprio país sofreu desde o 25 de Abril.
Carlos Silvino, à noite, num parque de estacionamento, encolhido de frio dentro de um kispo vermelho dizia que era tudo mentira - a acusação de "Joel" - e que o provedor sempre lhe tinha dado cobertura, mas que ultimamente, não.
O que ele foi dizer....
Durante o ano, Portugal afundou-se ainda mais em todos os rankings menos no do atraso relativamente aos congéneres europeus. Nem uma palavra em lado nenhum. Todos os analistas passaram 1 ano com os olhos esbugalhados na novela Casa Pia. Uma novela portuguesa, concerteza.
Muito nossa e com muito orgulho!
E o mal "deles" é inveja.
Portas, salvo do escândalo Moderna pela Casa Pia (ver texto abaixo - Casa Pia e Balsemão salvam Portas e Durão) devolveu helicópteros que não tinha comprado e cujas luvas teriam sido recebidas por outrem (ver helicópteros sem Portas) e comprou submarinos que hão-de gerar luvas do tamanho da mancha do Prestige que, graças à Nossa Sra de Fátima, não veio dar às nossas costas, mas sim às dos infiéis da Galiza.

Se os galegos se tivessem convertido ao verdadeiro catolicismo mariano, a mancha teria ido parar a Lourdes, provavelmente.