Publicação de João Tilly.
- Alterações Climáticas. A maior mentira do sec 21
- O negócio multimilionário das vacinas obrigatórias
- O despovoamento galopante do interior: restam-nos 3 décadas
- Os mitos sobre a neve especial na Serra da Estrela...
- AS 9 VERDADES SOBRE AS BARRAGENS E O SEU VENENO MORTAL: O METANO
- O QUE ACONTECEU A SEIA NOS ÚLTIMOS 30 ANOS... e o que vai acontecer nos próximos 4
- As 5 leis fundamentais da estupidez humana.
- 1º Dezembro de 1640
- A Troca do Rei
5.17.2014
5.09.2014
Libertação de metano na Plataforma do Ártico Siberiano poderá acabar com a Vida em 40 anos
O nosso planeta pode ter poucas décadas de vida se a plataforma do ártico siberiano fundir ("derreter"). Neste momento tem 40 cms de espessura em média. Há 8 anos tinha 2 metros. A quantidade de metano que está já a libertar-se pode asfixiar metade do planeta a curto prazo. Em algo como 40 anos pode dar-se uma E.L.E. - Extinction Level Event.
Publicação de João Tilly.
A libertação de metano na plataforma do ártico siberiano
Publicação de João Tilly.
O nosso planeta pode ter poucas décadas de vida se a plataforma do ártico siberiano fundir ("derreter"). Neste momento tem 40 cms de espessura em média. Há 8 anos tinha 2 metros. A quantidade de metano que está já a libertar-se pode asfixiar metade do planeta a curto prazo. Em algo como 40 anos pode dar-se uma E.L.E. - Extinction Level Event.
4.26.2014
Até mete medo ler isto... escrito há 10 anos. Profecias? Não. Era inevitável.
http://www.portadaestrela.com/index.asp?idEdicao=108&id=5000&idSeccao=952&Action=noticia
O 25 de Abril, 30 (des)an(im)os depois
Quem, de entre os heróis da Madrugada de 25 de Abril, poderia adivinhar naquilo em que se tornaria este país, 30 anos após a madrugada libertadora?
Quem, de entre a população que saiu às ruas naquela quarta-feira histórica, arrebatada pelo fim da longa noite fascista, poderia prever o desânimo que assolaria este país volvidas 3 décadas?
Façamos o balanço realista:
A primeira geração após o 25 de Abril foi absolutamente perdida para Portugal, a todos os níveis.
De quem é a culpa?
A culpa, segundo os analistas internacionais, tem sido apontada exclusivamente aos «governantes incompetentes e corruptos que Portugal tem tido a dirigi-lo desde 1974» (BBC, CNN, Pravda).
Quanto a mim, não só.
A culpa é também do laxismo do povo português, que continua a não cobrar da classe política a gigantesca corrupção de que está generalizadamente impregnada e a confrangedora incompetência que diariamente exibe.
Em qualquer outro país não seria possível a perpetuação de uma condição indigna de país da cauda da europa que entretanto pretende confundir o povo com mega-projectos que envolvem gigantescos assaltos ao Património de todos, enquanto o país agoniza num pantanal de converseta e inacção absolutamente deplorável.
Em Portugal, no entanto, tudo continua a ser possível.
1- Dez novos estádios de futebol do mais moderno no mundo, poderiam alguma vez ser construídos no país que descaradamente ostenta a maior taxa de analfabetismo, de abandono escolar, de SIDA e doenças contagiosas, de acidentes rodoviários, de alcoolismo, e aquele que tem a pior Saúde e a pior Justiça?
2- Submarinos e helicópteros de biliões de euros poderiam ser comprados enquanto não houvesse verba para lanchas rápidas, as únicas que podem interceptar os arrastões ilegais e as milhares de toneladas de droga que passam todos os dias nas nossas costas à frente do nariz das autoridades?
3- Alguma vez seria possível a um governo fazer exactamente o contrário do prometido em campanha eleitoral, em total e escarnecedor desprezo pelos milhões de cidadãos que nele acreditaram?
Alguma destas loucuras poderia ter sido levada a efeito sem que um povo esclarecido se revoltasse de imediato contra esse insulto à sua inteligência?
A legitimidade da indignação
Saramago defende a via da indignação pelo voto em branco, uma vez que esta bafienta classe política se auto-protege e se auto-perpetua no poder. Ninguém "sobe" dentro de um Partido convencional se não for suficientemente "esperto" (corruptor) e não concentrar em si suficientes "apoios" (tráfico de influências).
Mas se o voto em branco é protesto, ele não gera a solução.
A via inevitável é a da indignação popular pacífica, evidentemente, e não a da luta armada, embora todos os indicadores de decepção do povo português apontem para níveis perigosos de desestabilização social cujas consequências estamos longe de conseguir prever.
Se antigamente Portugal era pertença de 6 famílias, hoje é-o de outras 6 (algumas as mesmas) e a única coisa que verdadeiramente se ganhou foi a liberdade de expressão que me permite escrever isto.
Mas entretanto perderam-se 30 anos em que o país andou a passo de tartaruga cansada, enquanto os vizinhos correram como lebres, nunca parando - ao contrário da fábula - para descansar.
Só quem nunca saiu daqui é que não pasma com a esmagadora pequenez em mentalidade e procedimentos que nos opõe aos demais países europeus.
A desilusão político-económica popular
Achamos todos que já basta de corrupção, de compadrio e de incompetência por parte da classe que nos governou durante estes últimos 30 anos. Há, portanto, que obviamente demitir estes políticos o mais depressa possível, mas tal só se consegue com a indignação popular.
E acredito que ela venha aí. Porque o povo não consegue, hoje, aguentar a pressão bancária da qual se vitimou ao longo dos últimos anos.
Não há dinheiro para nada de supérfluo há vários meses e agora já nem para muito do que é absolutamente essencial.
Esta Páscoa, comercialmente, foi a mais triste de todas as de que há memória.
As pessoas não consomem; não têm dinheiro nenhum. Por isso andam acabrunhadas, tristes, deprimidas e desiludidas com a vida. Isso não traz nada de bom ao País.
As injustiças na Justiça - completamente descredibilizada aos olhos do povo - e o desleixo na Saúde - transformada em Serviço de Cunhas e Conhecimentos, SA - contribui para a desmoralização do português médio, que não tem posses para recorrer a Clínicas e Advogados de luxo.
O Ensino não funciona na medida em que não prepara os jovens absolutamente para nada a não ser para prosseguir estudos. Que, quase sempre, não são prosseguidos.
As escolas estão transformadas em fábricas de burocracia para quem lá trabalha e em armazéns de crianças que por ali deambulam sem projectos, sem crença no seu futuro, sem nada que as direccione e as anime para a vida.
Os impostos, esmagadores para um país pobre como o nosso, são pagos pelos funcionários por conta de outrem e pelas pequenas empresas, que mesmo assim fogem o que podem, para evitarem a falência. A Alta-Finança praticamente não os paga. Precisamente os que mais deviam, porque mais subsídios e benesses recebem do Estado anualmente.
Um futuro mais negro que o presente
Com a entrada dos novos países para a Europa das Nações seremos, rapidamente, ultrapassados por mais 10 países que nos “roubarão” os poucos recursos que ainda nos permitem conservar e os biliões em subsídios que continuámos a receber (e a nossa classe política tão eficazmente tem desbaratado) durante quase duas décadas.
De modo que, se o presente é cinzento, o futuro não se pode perspectivar com maior negrume para as gerações vindouras.
O que é urgente
É tarde, mas é urgente que se comece a cumprir Abril, para se evitar o cataclismo social muito mais sangrento, que se avizinha.
É muito tarde, mas é urgente o emergir de uma nova classe de pensadores políticos livres e portanto apartidários, totalmente descomprometidos com o materialismo e absolutamente desinteressados do poder pelo poder, que coloque Portugal à frente dos seu bolso, da sua família e da sua carreira pessoal.
É já muito tarde, mas é urgente acabar de vez com o cancro da corrupção que nos asfixia.
Um pontapé nas “jogadas” do Portuguesismo retrógrado
O primeiro passo para a saída deste pantanal político é a moralização da sociedade.
Não há saída para um Portugal corrupto sobrevivendo de economia paralela e de biscates. Portugal não é o Brasil. Não tem sequer a cultura da economia de bairro. Torna-se imperioso começarmos a reivindicar injustiças, apontar irregularidades, denunciar prevaricações, trazer à luz as pequenas e grandes “jogadas” que todos conhecemos, para que elas naturalmente se extingam. É o que eu denomino de mecanismo de auto-correcção social.
Que cada um denuncie uma “jogada” quando a vir. E este país começará, muito rapidamente, a auto-corrigir os seus vícios e iniquidades congénitas.
O passo seguinte já o expus: a substituição urgente desta classe polítqueira profissional por uma nova nata de cidadãos, livres de partidarites e de clubites, cuja sensatez e livre arbítrio substituam a lógica das negociatas e a submissão à Alta-Finança planetária.
Porque, apesar do atraso de mais estes 30 anos, a somar ao que já trazíamos da Europa em 74, acredito que ainda é possível cumprir Abril e salvar Portugal.
Quem, de entre os heróis da Madrugada de 25 de Abril, poderia adivinhar naquilo em que se tornaria este país, 30 anos após a madrugada libertadora?
Quem, de entre a população que saiu às ruas naquela quarta-feira histórica, arrebatada pelo fim da longa noite fascista, poderia prever o desânimo que assolaria este país volvidas 3 décadas?
Façamos o balanço realista:
A primeira geração após o 25 de Abril foi absolutamente perdida para Portugal, a todos os níveis.
De quem é a culpa?
A culpa, segundo os analistas internacionais, tem sido apontada exclusivamente aos «governantes incompetentes e corruptos que Portugal tem tido a dirigi-lo desde 1974» (BBC, CNN, Pravda).
Quanto a mim, não só.
A culpa é também do laxismo do povo português, que continua a não cobrar da classe política a gigantesca corrupção de que está generalizadamente impregnada e a confrangedora incompetência que diariamente exibe.
Em qualquer outro país não seria possível a perpetuação de uma condição indigna de país da cauda da europa que entretanto pretende confundir o povo com mega-projectos que envolvem gigantescos assaltos ao Património de todos, enquanto o país agoniza num pantanal de converseta e inacção absolutamente deplorável.
Em Portugal, no entanto, tudo continua a ser possível.
1- Dez novos estádios de futebol do mais moderno no mundo, poderiam alguma vez ser construídos no país que descaradamente ostenta a maior taxa de analfabetismo, de abandono escolar, de SIDA e doenças contagiosas, de acidentes rodoviários, de alcoolismo, e aquele que tem a pior Saúde e a pior Justiça?
2- Submarinos e helicópteros de biliões de euros poderiam ser comprados enquanto não houvesse verba para lanchas rápidas, as únicas que podem interceptar os arrastões ilegais e as milhares de toneladas de droga que passam todos os dias nas nossas costas à frente do nariz das autoridades?
3- Alguma vez seria possível a um governo fazer exactamente o contrário do prometido em campanha eleitoral, em total e escarnecedor desprezo pelos milhões de cidadãos que nele acreditaram?
Alguma destas loucuras poderia ter sido levada a efeito sem que um povo esclarecido se revoltasse de imediato contra esse insulto à sua inteligência?
A legitimidade da indignação
Saramago defende a via da indignação pelo voto em branco, uma vez que esta bafienta classe política se auto-protege e se auto-perpetua no poder. Ninguém "sobe" dentro de um Partido convencional se não for suficientemente "esperto" (corruptor) e não concentrar em si suficientes "apoios" (tráfico de influências).
Mas se o voto em branco é protesto, ele não gera a solução.
A via inevitável é a da indignação popular pacífica, evidentemente, e não a da luta armada, embora todos os indicadores de decepção do povo português apontem para níveis perigosos de desestabilização social cujas consequências estamos longe de conseguir prever.
Se antigamente Portugal era pertença de 6 famílias, hoje é-o de outras 6 (algumas as mesmas) e a única coisa que verdadeiramente se ganhou foi a liberdade de expressão que me permite escrever isto.
Mas entretanto perderam-se 30 anos em que o país andou a passo de tartaruga cansada, enquanto os vizinhos correram como lebres, nunca parando - ao contrário da fábula - para descansar.
Só quem nunca saiu daqui é que não pasma com a esmagadora pequenez em mentalidade e procedimentos que nos opõe aos demais países europeus.
A desilusão político-económica popular
Achamos todos que já basta de corrupção, de compadrio e de incompetência por parte da classe que nos governou durante estes últimos 30 anos. Há, portanto, que obviamente demitir estes políticos o mais depressa possível, mas tal só se consegue com a indignação popular.
E acredito que ela venha aí. Porque o povo não consegue, hoje, aguentar a pressão bancária da qual se vitimou ao longo dos últimos anos.
Não há dinheiro para nada de supérfluo há vários meses e agora já nem para muito do que é absolutamente essencial.
Esta Páscoa, comercialmente, foi a mais triste de todas as de que há memória.
As pessoas não consomem; não têm dinheiro nenhum. Por isso andam acabrunhadas, tristes, deprimidas e desiludidas com a vida. Isso não traz nada de bom ao País.
As injustiças na Justiça - completamente descredibilizada aos olhos do povo - e o desleixo na Saúde - transformada em Serviço de Cunhas e Conhecimentos, SA - contribui para a desmoralização do português médio, que não tem posses para recorrer a Clínicas e Advogados de luxo.
O Ensino não funciona na medida em que não prepara os jovens absolutamente para nada a não ser para prosseguir estudos. Que, quase sempre, não são prosseguidos.
As escolas estão transformadas em fábricas de burocracia para quem lá trabalha e em armazéns de crianças que por ali deambulam sem projectos, sem crença no seu futuro, sem nada que as direccione e as anime para a vida.
Os impostos, esmagadores para um país pobre como o nosso, são pagos pelos funcionários por conta de outrem e pelas pequenas empresas, que mesmo assim fogem o que podem, para evitarem a falência. A Alta-Finança praticamente não os paga. Precisamente os que mais deviam, porque mais subsídios e benesses recebem do Estado anualmente.
Um futuro mais negro que o presente
Com a entrada dos novos países para a Europa das Nações seremos, rapidamente, ultrapassados por mais 10 países que nos “roubarão” os poucos recursos que ainda nos permitem conservar e os biliões em subsídios que continuámos a receber (e a nossa classe política tão eficazmente tem desbaratado) durante quase duas décadas.
De modo que, se o presente é cinzento, o futuro não se pode perspectivar com maior negrume para as gerações vindouras.
O que é urgente
É tarde, mas é urgente que se comece a cumprir Abril, para se evitar o cataclismo social muito mais sangrento, que se avizinha.
É muito tarde, mas é urgente o emergir de uma nova classe de pensadores políticos livres e portanto apartidários, totalmente descomprometidos com o materialismo e absolutamente desinteressados do poder pelo poder, que coloque Portugal à frente dos seu bolso, da sua família e da sua carreira pessoal.
É já muito tarde, mas é urgente acabar de vez com o cancro da corrupção que nos asfixia.
Um pontapé nas “jogadas” do Portuguesismo retrógrado
O primeiro passo para a saída deste pantanal político é a moralização da sociedade.
Não há saída para um Portugal corrupto sobrevivendo de economia paralela e de biscates. Portugal não é o Brasil. Não tem sequer a cultura da economia de bairro. Torna-se imperioso começarmos a reivindicar injustiças, apontar irregularidades, denunciar prevaricações, trazer à luz as pequenas e grandes “jogadas” que todos conhecemos, para que elas naturalmente se extingam. É o que eu denomino de mecanismo de auto-correcção social.
Que cada um denuncie uma “jogada” quando a vir. E este país começará, muito rapidamente, a auto-corrigir os seus vícios e iniquidades congénitas.
O passo seguinte já o expus: a substituição urgente desta classe polítqueira profissional por uma nova nata de cidadãos, livres de partidarites e de clubites, cuja sensatez e livre arbítrio substituam a lógica das negociatas e a submissão à Alta-Finança planetária.
Porque, apesar do atraso de mais estes 30 anos, a somar ao que já trazíamos da Europa em 74, acredito que ainda é possível cumprir Abril e salvar Portugal.
Por: Joao Tilly
Investiguem nas padarias!
Manuel Palito anda fugido há mais de uma semana e é perseguido pela GNR, PJ e Exército há 5 dias.
Hoje foi comprar pão a uma padaria.
Hoje foi comprar pão a uma padaria.
4.24.2014
Crónica de há 12 anos: 28 anos depois… O melhor de Abril foi o 25. E pior, o 26.
O calendário devia ter parado ali, para Portugal.
Tinha vindo a correr tudo muito mal desde 1926 e o Estado Novo tinha chegado ao fim.
A máquina neo-fascista estava gripada e o movimento corporativista militar que tinha falhado nas Caldas não havia sido desmontado, porque o regime já nem para tal mostrava vigor.
Não era um regime, a bem dizer.
Havia 2 células militarmente activas: a GNR no Carmo e meia dúzia de agentes da PIDE, na António Maria Cardoso. Um deles (nunca saberemos qual) terá entrado em pânico e disparado atabalhoadamente da janela sobre a multidão, matando 4 e ferindo 18 - as baixas do golpe militar de Abril.
Menos mal.
Uma "revolução" com o mesmo nr de mortos de um acidente na IP4, prenunciava um futuro livre e risonho para um Portugal cinquenta anos atrasado relativamente à Europa desenvolvida.
*A Liberdade que transformou fascistas em democratas*
Mas não parou aí o calendário.
E apenas algumas horas após a consciencialização da irreversibilidade do golpe, houve logo quem se aproveitasse da confusão geral para "passar" para o lado certo da História.
Chamaram-lhes os "fachos" (diminuitivo alfacinha para fascistas).
Situacionistas convictos às 3 da manhã, eram eloquentes democratas e paladinos da liberdade às 4 da tarde.
Voltaram quase todos ao aparelho de estado.
Hoje estão mortos ou reformados, apenas porque tiveram um azar nítido temporal.
Abril calhou em 74, tarde demais para as suas idades (50s e 60s) e para a retoma integral das suas carreiras.
Fossem mais novos e ainda chegavam a Primeiro-Ministros nos nossos dias.
*O Verão Quente que poderia ter sido tórrido*
De uma ditadura exausta, com 48 anos de velhice, num contexto europeu que nada tinha de similar (com a excepção do regime de Franco, aqui ao lado, mais austero mas muito mais moderno e empreendedor), com um pseudo-império de mentirinha preso por arames e não reconhecido por ninguém, uma guerra não-ganhável em 3 frentes que tinha produzido, em 13 anos, 9.000 jovens mortos e mais de 30.000 estropiados para a vida, toda a Europa e mais o líder do terror internacional H Kissinger esperavam o fim formal.
Que ocorreu nesse Abril.
E àquele pântano político (talvez só comparável ao de hoje) sucedeu-se a Liberdade e um período muito conturbado da nossa História em que Portugal esteve, por mais que uma vez, à beira da guerra civil.
O 25 de Novembro e o 11 de Março não foram, contudo, suficientes para lançar este país na desgraça que ocorreu em Angola e Moçambique após a descolonização possível.
O verão quente de 75 com as sedes do PCP e do CDS incendiadas alternadamente por todo o país, não teve, felizmente, consequências de maior.
Porque passados muitos saneamentos e autogestões, assaltos aos latifúndios, barricadas populares, tiroteio, bombas e alguns mortos, Portugal acabava por ser mais ou menos o mesmo, e a figura firme e austera de Ramalho Eanes estabilizava, em 76, este país duplamente libertado, apagando o fogo da guerra fratricida que se insinuava.
Nunca lhe agradeceram, os políticos profissionais.
Hoje, já quase ninguém se lembra dele.
*Passámos a poder escolher, de entre os que foram previamente escolhidos*
Muitos anos, poucas décadas e bastantes peripécias depois, a sociedade portuguesa está substancialmente mudada.
Antigamente crónica nas manif.s do 25 de Abril, a populaça está hoje toda na praia, a apanhar bronze, sem nadadores salvadores por perto.
A democracia – o pior sistema político, tirando todos os outros – continua a fazer coxear este país que não corre, como os demais países europeus, mas também não está parado, como antigamente.
Este regime português não é hoje carne, nem é peixe.
É um molhe de bróculos, sem "substracto" para dar ao povo. Física, moral ou Culturalmente.
Mas alimenta-se bem a si próprio, ainda assim.
Porque o verdadeiro regime em vigor desde Abril, nunca foi a tão propalada Democracia orgânica.
Até 25, Portugal viveu uma Ditadura e a partir de 26, uma Partidocracia, que dura até aos nossos dias.
Portugal só foi um país verdadeiramente livre no dia da revolução.
Depois da fuga da tirania, e antes da chegada da corrupção-pobre.
- Então porque é que não vivemos numa democracia formal? Pergunta o leitor que conseguiu chegar até aqui.
(A propósito: Os meus parabéns! Você pertence a uma minoria ínfima da população – os utentes cerebrais. A esmagadora maioria daqueles cujo voto anula o seu, desistem de qualquer leitura ao fim do primeiro período com 1 oração intercalar. Essa imensa maioria analfabeta funcional é denominada pela TVI de: "Os portugueses").
- Porque o povo só pode escolher quem já foi escolhido para se apresentar às eleições. Respondo eu.
E nunca são os melhores, os candidatos que se perfilam.
Explico porquê.
"Quem é que temos para o Governo Civil?"
Invariavelmente neutros, à cautela, em Abril, deixaram passar o período de grande convulsão de 75 e 76 e o perigo que representava defender uma posição política nesses tempos conturbados em que, como hoje, a cobardia era a melhor conselheira e de heróis espancados não rezava a história.
Depois, quando os ânimos acalmaram e a política começou a dar dinheiro, foi vê-los a "assaltar o poder" em todos os partidos e em todos os locais.
Não são nunca os mais honestos, porque têm que passar a vida a mover influências para continuarem a ser os escolhidos pelo Partido, numa luta diária e desgastante contra os seus concorrentes internos.
Não são também os mais brilhantes, porque se o fossem, a sua inteligência não lhes permitiria submeterem-se a todo o tipo de indignidades e golpes baixos, para continuarem a pôr-se em bicos de pés.
São, possivelmente, os mais espertos (perspicazes) – mas a esperteza é o recurso medíocre daqueles que não foram bafejados intelectualmente.
Basta analisar o caso notável do comentador político/futeboleiro Pedro Santana Lopes ou o do comentador político/cibernoso José Magalhães, para se perceber de imediato que até para se nascer não-idiota é preciso ter sorte.
Portanto, ao votar, o povo está a inserir um vírus no sistema – o menor. Mas há mais.
*O mecanismo de perpetuação da corrupção-pobre*
Ao votar, o povo apenas elege aqueles que vão colocar os amigos e os seus homens de confiança nos centros de controle da democracia.
A proliferação desta corrupção pobre (por contraponto às corrupções propriamente ditas - a da alta finança e a do colarinho branco - de que falaremos em "E quem não for corrupto é burro") – a corrupção da migalha e da continuidade da sobrevivência em "jobs", é social e ferozmente combatida pela inveja dos vizinhos que não fazem parte desses amigos e que não pertencem a esse clube, simplesmente porque ninguém teve o bom senso de os convidar.
Esta situação e noção de exclusão conduz invariavelmente a um "sindicato dos desprezados" que encetará logo que organizado uma solidária e despeitada luta de combate à corrupção-pobre da côr vigente, formando, estes, um novo lobbie de candidatos a corruptos-pobres de sinal contrário, à espera da sua vez para usufruirem da migalha apropriada pelos antecessores, o que tem acontecido de 2 em 2 eleições legislativas, em Portugal desde Abril.
Verifico ainda que a corrupção-pobre perpetuada neste regime partidocrático se manifesta, em cada momento, com uma dimensão inversamente proporcional à da tensão social existente, e a prova disto é que em períodos de revolução e cataclismo, ela praticamente não é detectável.
Aprofundaremos este conceito mais tarde no texto: "Quanto maior a acalmia, mais se orienta a Maria"
*Por outro lado, qual a verdadeira idoneidade de quem vota, neste país?*
Uma população constituída por 48% de analfabetos funcionais deve votar?
Tem consciência política e social do seu acto?
Não tem, por definição.
Está a decidir um rumo político para o país quando nem sequer tem conhecimento das linhas de força dessa política?
Está, concerteza.
Mas então se para tirar uma simples carta de condução, arranjar um emprego, para desenvolver qualquer tipo de actividade socialmente autorizada é necessário possuir pré-requisitos, porque é que para decidir o futuro de uma nação basta estar vivo?
E nem é preciso estar consciente… até os doentes mentais nos hospitais psiquiátricos podem votar…
E agora, por força da lei comunitária, também os imigrantes votam, o que é sempre preferível aos alienados.
Portanto, ao votar, uma grande parte do povo está a inserir paralelamente no sistema um novo desvio, este bem maior: está a escolher sem fundamentação programática, sem alicerce histórico-cultural, sem interiorização do leque de escolhas.
Em suma: está a votar imbecilmente, e a eleger quem não compreende.
O dramático disto é que cada voto imbecil vai anular um outro voto consciente e muitíssimo ponderado de um sociólogo, de um cientista ou de um professor catedrático, por exemplo.
*É só dos politiqueiros a culpa de continuarmos na cauda, 28 anos depois?*
A minha explicação para o que nos tem vindo a acontecer desde o dia 26 desse longínquo ano, ultrapassa a classe política e, por muito incorrecta que esta afirmação possa ser, politicamente falando, defendo que a culpa é maioritariamente do povo.
E baseia-se nesta singela evidência:
Sabemos que, antes e depois de Abril, o número de imbecis tem vindo sistemáticamente a superar de forma esmagadora o dos intelectuais, a ponto de, hoje em dia, a TVI ser a televisão preferida dos "portugueses".
As causas desta situação degradante são múltiplas e prendem-se com muitos factores, de entre os quais enumero o facilitismo escolar, a falta de formação exigível nas profissões e na vida activa e, no fundo, um costumeiro laxismo instituído desde há muitas décadas e que nunca foi abandonado até hoje – ao contrário, teve o seu periodo áureo durante o Governo anterior.
Portugal sempre foi um país de desenrascados e não um país de operários especializados. O clima tem também a sua quota-parte nesta história, dado que somos a África da Europa mas, como no resto, nem isso sabemos aproveitar. Deixemos esta discussão para mais tarde.
De entre estes idiotas, os mais atrevidos, não contentes com o facto de serem perfeitos mentecaptos, perceberam que nenhum mal adicional lhes sobrevinha se o mostrassem, como fez o Zé Cabra, o Tino de Rans ou a Gisela do Masterplan.
Pelo contrário; como estão rodeados dos seus iguais, por mais asneiras que digam ou façam, não há ninguém à sua volta que as detecte e os corrija.
Chegados à era dos "reality shows" estes cromos são verdadeiros petiscos para as estações de televisão, que aumentam dramaticamente as suas audiências poupando milhares nos "pugramas" e arrecadando milhões durante os écrans publicitários dessas horas "nobres".
É o ovo de Colombo, mas também a verdadeira Maldição de Midas das televisões modernas.
É que a partir de agora, só podem apresentar pior. Mais baixo, mais porco, mais analfabeto, mais miserável, mais animal.
Nunca igual, pois igual já está visto e deixa de "cativar" o povão a que se dirigem.
E o povo intelectualmente menos robusto vai-se revendo diariamente naquela negra incultura protagonizada por estes autênticos ícones da estupidez popular.
O que lhes vai progressiva e subliminarmente instituindo como "normal" um padrão comportamental e civilizacional que se encontra cada vez mais desenquadrado do da Europa contemporânea.
Ora, um povo auto-atrasado não suporta nem se adapta culturalmente a rápidas modificações na estrutura organizacional social, mesmo que a classe política de serviço a pretendesse implementar.
Estas terão fatalmente que ser impostas, sem negociação. E terão custos mediáticos gravíssimos que se pagarão na primeira oportunidade, nas urnas.
É uma pescadinha de rabo-na-boca.
Quem o fizer, tem que perceber que vai pagar em seguida e vai ser expulso pelo povo cujo futuro protegeu. É preciso, portanto, que apareça um líder com a coragem e força interior capazes de entender e aceitar esta evidência e este ingrato Dever.
Só esses homens ou mulheres corajosos poderão libertar Portugal do seu 3ª jugo desde o 26 de Abril: o da corrupção-pobre e estupidificação das massas..
Não descortino, num futuro próximo, infelizmente, nenhum candidato a crucificado.
Nem o Cavaco …
João Tilly
25/4/2002
4.19.2014
4.10.2014
As equações da Interioridade
Eis aqui um algoritmo simples que pode dar uma ajuda se se quiser perceber porque é que aquilo que é lógico e de fácil compreensão em todo o mundo civilizado, em Portugal - e especialmente no interior profundo - simplesmente não funciona.
Proponho as seguintes Equações da Interioridade.
Proponho as seguintes Equações da Interioridade.
Publicação de João Tilly.
O que nos separa da média da Inteligência europeia é a nossa fragilidade intelectual bem patente em época eleitoral. A componente Cp x C - a que chamo de Componente de Obscurantismo é impensável e por isso inexistente na europa desenvolvida. Mas é particularmente significativa em Portugal. Ninguém anda de porta em porta a oferecer empregos para os filhos e a meter medo com o fecho de lares de idosos de o partido concorrente ganhar as eleições, por essa europa fora.
Aqui, isso é o menu obrigatório.
Exemplos de aplicação:
Consideremos um concelho do interior com 20 mil cidadãos.
Em média este concelho terá 50 candidatos directos a cargos políticos de relevância (Câmara Municipal e organismos dela dependentes), e outros 50 candidatos a cargos políticos de menor importância, ou nula, de facto, mas (que pensam) que lhes dá prestígio - Assembleia Municipal, comissões e organismos vários todos eles absolutamente inúteis como as CIM por exemplo.
Depois consideremos mais 100 caciques espalhados pelas várias freguesias desse concelho. Se o concelho tiver 20 freguesias e 5 caciques por freguesia, fácil é encontrarmos esse número.
Num concelho desta tipologia teremos que o número de cidadãos intelectualmente saudáveis (considerando um QI médio europeu) e um coeficiente de dano intelectual localizado de 1,5 é :
nPi = 20.000 - 1,5x 100 x 100 = 5.000. Um quarto da população
No entanto, a probabilidade de encontrarmos um cidadão não infectado pelo obscurantismo emanado por esses agentes "políticos" é:
P(nPi) = 1 - 10.000/20.000 = 50%
Ou seja: 1 em cada 2 cidadãos é pessoa com a qual se pode ainda discutir ideias, pois embora uma parte não possua estruturas intelectuais que lhe permita ter um claro entendimento do mundo que a rodeia, não terá instalado o vírus da estupidificação a roer-lhe o cérebro.
------------------------------------
Vejamos agora ao caso de um concelho mais pequeno com 10 mil habitantes. Há vários no nosso distrito. 10 freguesias. Classe partidária 50 + 50 na mesma (os órgãos são os mesmos e os partidos também) e 50 caciques com a mesma distribuição anterior.
nPi = 10.000 - 1,5 100 x 50 = 2.500 Um quarto da população
No entanto:
P(nPi) = 1 - 5.000/10.000 = 50% Mesmos resultados do caso anterior.
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Já num concelho maior com 100 mil habitantes. 30 freguesias.
Classe política: 150. Caciques: 5 x 30 = 150
nPi = 100.000 - 1,5 x 150 x 150 = 66.250 33,75% da população com QI normal.
P(nPi) = 1 - 22.500/100.000 = 77,5% A probabilidade aumenta.
Segundo esta minha tese, em concelhos e cidades grandes, a probabilidade de se encontrar uma pessoa intelectualmente saudável aumenta em cerca de 50% relativamente ao que se passa em concelhos pequenos. Como seria de esperar.
O que nos separa da média da Inteligência europeia é a nossa fragilidade intelectual bem patente em época eleitoral. A componente Cp x C - a que chamo de Componente de Obscurantismo é impensável e por isso inexistente na europa desenvolvida. Mas é particularmente significativa em Portugal. Ninguém anda de porta em porta a oferecer empregos para os filhos e a meter medo com o fecho de lares de idosos de o partido concorrente ganhar as eleições, por essa europa fora.
Aqui, isso é o menu obrigatório.
Exemplos de aplicação:
Consideremos um concelho do interior com 20 mil cidadãos.
Em média este concelho terá 50 candidatos directos a cargos políticos de relevância (Câmara Municipal e organismos dela dependentes), e outros 50 candidatos a cargos políticos de menor importância, ou nula, de facto, mas (que pensam) que lhes dá prestígio - Assembleia Municipal, comissões e organismos vários todos eles absolutamente inúteis como as CIM por exemplo.
Depois consideremos mais 100 caciques espalhados pelas várias freguesias desse concelho. Se o concelho tiver 20 freguesias e 5 caciques por freguesia, fácil é encontrarmos esse número.
Num concelho desta tipologia teremos que o número de cidadãos intelectualmente saudáveis (considerando um QI médio europeu) e um coeficiente de dano intelectual localizado de 1,5 é :
nPi = 20.000 - 1,5x 100 x 100 = 5.000. Um quarto da população
No entanto, a probabilidade de encontrarmos um cidadão não infectado pelo obscurantismo emanado por esses agentes "políticos" é:
P(nPi) = 1 - 10.000/20.000 = 50%
Ou seja: 1 em cada 2 cidadãos é pessoa com a qual se pode ainda discutir ideias, pois embora uma parte não possua estruturas intelectuais que lhe permita ter um claro entendimento do mundo que a rodeia, não terá instalado o vírus da estupidificação a roer-lhe o cérebro.
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Vejamos agora ao caso de um concelho mais pequeno com 10 mil habitantes. Há vários no nosso distrito. 10 freguesias. Classe partidária 50 + 50 na mesma (os órgãos são os mesmos e os partidos também) e 50 caciques com a mesma distribuição anterior.
nPi = 10.000 - 1,5 100 x 50 = 2.500 Um quarto da população
No entanto:
P(nPi) = 1 - 5.000/10.000 = 50% Mesmos resultados do caso anterior.
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Já num concelho maior com 100 mil habitantes. 30 freguesias.
Classe política: 150. Caciques: 5 x 30 = 150
nPi = 100.000 - 1,5 x 150 x 150 = 66.250 33,75% da população com QI normal.
P(nPi) = 1 - 22.500/100.000 = 77,5% A probabilidade aumenta.
Segundo esta minha tese, em concelhos e cidades grandes, a probabilidade de se encontrar uma pessoa intelectualmente saudável aumenta em cerca de 50% relativamente ao que se passa em concelhos pequenos. Como seria de esperar.
4.01.2014
3.29.2014
c) "Prevenir a criminalidade em geral em coordenação com as demais forças e serviços de segurança".
c) "Prevenir a criminalidade em geral em coordenação com as demais forças e serviços de segurança".
Não havendo grande criminalidade constante em Seia, a verdade é que há muita pequena criminalidade. Assaltos, furtos, roubos até, são frequentes. E a venda impune de droga. Disso falarei no fim.
A maior parte das vezes, no entanto, o cidadão já nem sequer faz queixa porque considera isso inútil e - pior do que isso - percebeu que se vai meter em trabalhos que não resultarão em nada. Será chamado várias vezes ao posto ou ao Tribunal e no fim de tudo e de horas perdidas o caso será arquivado. Quando não o é imediatamente ainda se torna pior porque para além de nunca ser ressarcido das importâncias furtadas ou do prejuízo sofrido, o queixoso inicia um calvário de presenças e de declarações que se revela inexoravelmente inútil.
Haverá excepções, evidentemente, mas que apenas confirmam a regra.
Poderia falar aqui de vários e bem caricatos casos que se passaram comigo, mas vou resistir a isso até porque há tantos e tão variados que não há necessidade de particularizar.
Relembro apenas um caso que se passou há uns anos para ilustrar a relutância e a desistência das pessoas na apresentação de queixas contra incertos.
Numa célebre noite em que a GNR fazia as suas costumeiras operações stop no centro da cidade (frente à EDP no largo Marques da Silva) foram riscados 28 automóveis. De manhã foi o caos.
Muitos dos queixosos acorreram ao posto da GNR decididos a apresentar queixa. Um após outro acabaram por não a apresentar.
Os militares que na altura se encontravam no posto lá foram demovendo as pessoas de o fazer de imediato e em catadupa dado o tempo que isso ia tomar e "até porque tinham 6 meses para o fazer"...
É claro que o que aconteceu foi óbvio. A coisa arrefeceu e as pessoas acabaram por não fazer queixa. E foram 28 crimes que, nessa noite, acabaram por ficar impunes. Simplesmente não existiram.
O ano passado passou-se o mesmo numa festa de estudantes com a vandalização de símbolos de veículos Mercedes. Foram 5, pelo menos. Desta vez já ninguém apresentou queixa.
Para quê?
Portanto não só a criminalidade não tem sido prevenida com eficácia como, quando ela se verifica, as pessoas já não confiam que alguém seja punido por ela. E por isso desistem. No que fazem muito mal porque isso baixa artificialmente os números da criminalidade que realmente se verificou, fazendo com que a tutela descure a nossa cidade e transfira efectivos para outras, onde essa criminalidade é mais visível.
Porventura cidades que até têm menos criminalidade do que a nossa, mas em que as pessoas não desistem de apresentar queixa formal contra incertos. O que, aqui em Seia, acontece muito pouco.
Por último, provavelmente o maior escândalo e o que mais dura nesta região: a venda continuada e descarada de droga na nossa cidade e arredores.
Toda a gente sabe quem vende e onde se compra. Eu próprio o denunciei repetidamente às autoridades quando co-explorava a esplanada do parque. Era seringas nas casas de banho, era transacções à frente de todos. Felizmente, conseguimos "limpar" aquilo com 2 anos de trabalho dedicado, afastando os dealers e aconselhando alguns miúdos que já estavam bem agarrados.
Fomos embora quando percebemos que os gangs tinham tomado conta do parque porque foram alojados nas redondezas.
Nos anos seguintes ficou pior que nunca.
Essa falta de confiança bem patente nos cidadãos na captura dos criminosos e por isso a impunidade perceptível de que se revestem os crimes praticados em Seia leva-me a classificar esta prevenção da criminalidade a que se refere a alínea c) com 5 valores.
Análise "Sócio-policial"
Vou passar a pente fino as atribuições (Missões) da GNR e AVALIAR o seu grau de cumprimento aqui em Seia.
(a actualizar permanentemente)
(a actualizar permanentemente)
1-a) "Garantir as condições de segurança que permitam o exercício dos
direitos e liberdades e o respeito pelas garantias dos cidadãos, bem
como o pleno funcionamento das Instituições democráticas, no respeito pela legalidade e pelos princípios do Estado de direito".
De uma forma geral, isto é das tais atribuições que não necessitam grande esforço para se cumprirem neste país e nesta cidade. Não há grandes desacatos, o povo é sereno, não há confusões no dia a dia, ninguém ameaça as Instituições Democráticas, nunca houve notícia de boicotes eleitorais e muito menos violentos, nunca se invadiu nenhuma repartição. É certo que foi apedrejado o Tribunal o ano passado durante a noite sem se ter apurado os seus autores. Mas não passou de prejuízo material. Vidros, apenas.
Portanto podemos dar uma nota neutra a esta atribuição da GNR. Proponho para esta alínea a) uma nota 10.
Se o leitor pensar diferentemente faz favor de contribuir.
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1-b) "Garantir a ordem e a tranquilidade públicas e a segurança e a protecção de pessoas e dos bens."
Aqui já não posso ser tão generoso. A ordem e a tranquilidade públicas, quando alteradas, tem sido muitas vezes pela actuação da própria GNR.
De facto, perseguir automóveis com os pirilampos (as luzes rotativas) e sirenes ligados, e chegar a ultrapassar traços contínuos nessas perseguições no centro da cidade para apenas mandar soprar os condutores não é uma prática admissível num Estado de Direito.
Mandar parar o mesmo condutor 2 e 3 vezes no mesmo dia para proceder às mesmas fiscalizações também não.
Cercar Seia em todas as entradas de forma continuada e sistematica sem razão aparente, unicamente para se fiscalizar a ingestão de álcool dos condutores ainda menos.
Estas práticas diariamente levadas a efeito ao fim de tantos anos - cerca de quinze - acabam por conotar Seia com uma terra de bêbedos. Quando o não é mais que as outras. Apenas os condutores aqui são fiscalizados incomparavelmente mais que em qualquer outra cidade.
São às dezenas os casos de senenses que viajam pelo país e que são fiscalizados apenas em Seia. E de viajantes e profissionais oriundos de outras Terras que se queixam do mesmo.
Há senenses que vivem em Lisboa há 30 anos e que juram que apenas foram fiscalizados, em toda a sua vida... em Seia. Dez, quinze, vinte vezes. Mas sempre em Seia. Praticamente de todas as vezes que aqui vêm.
Isto não é normal.
O alarme social que este aparato provoca na sociedade é em tudo contrário ao espírito da lei.
A GNR deve manter a ordem e a tranquilidade e não pode ser ela própria a destruir essa tranquilidade com acções de todo injustificáveis e dignas de filmes de ficção.
Não se trata de assaltos a bancos ou a Instituições. Não se trata de fuga de presidiários. Não se trata de crimes de alta perigosidade. Nada justifica perseguições de condutores com pirilampos e sirenes no centro da cidade para fiscalização de álcool. Menos ainda perseguições de quilómetros serra acima para, em ermos sem qualquer iluminação, se atravessar o carro à frente do perseguido, provocando-lhe grande pânico e temor.
E, pelo contrário, os crimes de alta perigosidade e alarme social raramente são resolvidos e os culpados raramente são apanhados.
Temos, no nosso concelho, vários casos de homicídios nunca resolvidos. São pelo menos 10 casos de homicídios cujos autores nunca foram detidos. Pode dizer-se que essa não é uma atribuição da GNR e não a avaliarei por isso. Mas mostra que a componente "tranquilidade" e "alarme social" não estão dentro dos parâmetros pretendidos.
Por outro lado, no que se refere à protecção de pessoas e bens a coisa está ainda mais longe de uma nota satisfatória. Vários assaltos - dezenas por ano - têm tido lugar na nossa cidade e arredores, quase sempre sem se apurar a autoria.
O cúmulo aconteceu aquando do assalto ao próprio posto da GNR de Paranhos, há cerca de 2 anos, de que todos se recordarão. Há poucos meses a residência de um guarda foi também assaltada e vandalizada na Folgosa.
Residências e apartamentos têm sido sistematicamente assaltados e ultimamente até uma ourivesaria o foi no centro da cidade, num caso que deu grande brado mediático. Neste caso, os populares e os BV apareceram na cena muito antes da GNR que se encontrava na ponte de Santiago a fazer uma operação STOP - como é costume quase diariamente - e terá demorado mais de um quarto de hora (há quem afirme meia hora) até aparecer no local. Felizmente os populares perseguiram 2 dos assaltantes que, encurralados, acabaram por ser capturados. Dos 2 que conseguiram fugir, mais uma vez não há notícia.
E que dizer de todos os automóveis que foram furtados em Seia e dos quais apenas um apareceu porque foi o filho do proprietário quem o furtou?
Foram vários e de grande valor, alguns furtados na rua e no centro da cidade. Outros em garagens de alta segurança. Nunca nenhum apareceu.
Portanto não se pode dizer que a propriedade dos cidadãos esteja bem protegida em Seia. Pelo contrário.
Pelo que proponho para esta alínea b) a nota de 5 valores.
3.22.2014
3.19.2014
3.17.2014
3.16.2014
O que mata Seia é a falta de Inteligência
Quase 6 meses após as eleições autárquicas, Seia encontra-se exactamente no mesmo ponto em que estava antes.
Apenas o tempo passou. Sem perspectivas de novas empresas, sem ideias, sem Inteligência.
E vou bater neste ponto da Inteligência porque esta palavra sozinha encerra em si tudo o que falta a Seia há muitos anos.
A definição da Mainstream Science on Intelligence, que foi assinada por cinquenta e dois pesquisadores em inteligência, em 1994, define este conjunto de actividades cerebrais: "uma capacidade mental bastante geral que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender ideias complexas, aprender rápido e aprender com a experiência. Não é uma mera aprendizagem literária, uma habilidade estritamente acadêmica ou um talento para sair-se bem em provas. Ao contrário disso, o conceito refere-se a uma capacidade mais ampla e mais profunda de compreensão do mundo à sua volta."
Ora isto é exactamente o que Seia não tem tido. Nem por parte de quem decide, nem por parte dos directamente interessados e atingidos pelas políticas (ou falta delas) de quem decide e nem por parte dos opositores formais às políticas de quem decide.
Continua a fazer-se tudo como dantes. "À semelhança do que se fez nos anos anteriores"... mas como agora não há dinheiro - pelo menos para o fundamental - as coisas ficam-se praticamente pelas intenções daquilo que já foram.
Não há investimento em coisa nenhuma, em Seia. A iniciativa privada mostra que não acredita nesta Terra.
E esse é o primeiro passo para a morte rápida e anunciada do território. Seia não pode viver apenas dos funcionários públicos cada vez mais pobres e espoliados pelo estado. As repartições dentro em breve começarão a fechar.
E também não há estratégia visível por parte do executivo. As coisas fazem-se avulsamente, sempre a mesma coisa, de forma repetitiva.
É a feira do queijo, hoje ultrapassada por todas as outras depois do erro crasso - e por muitos denunciado - de ceder a feira às Terras vizinhas. É o Jazz e Blues cada vez com menos gente, é depois a transumância comprada aos espertalhões que ganham a vida a impingir ideias parvas a quem não tem espírito crítico para perceber a tristeza e a mediocridade desses eventos aparvalhados. É a BTS - o ponto provavelmente mais ridículo do ano em que se tenta promover o turismo para os residentes locais, e chega o verão. Outono com a velha, esfarrapada e desde sempre inútil CineEco, e mais um fim de ano proibido em Seia para se enviar toda a gente para S. Romão.
E passou mais um ano. Toda a gente recebeu 13 ordenados, fizeram-se dezenas de viagens e estadias, algumas ao estrangeiro, e o ano passou.
E Seia mais pobre ficou.
Na minha opinião a coisa está errada desde o seu início.
Quem é que temos a gerir o concelho? Nos tempos árduos e competitivos em que vivemos não podemos dar-nos ao luxo de ter gente empresarialmente impreparada a gerir um Concelho.
O erro nasce provavelmente aqui.
Como se pode exigir a quem nunca ganhou um cêntimo a gerir uma empresa sua, que venha gerir eficazmente todo um concelho?
Que experiência tem um professor, por mais bem intencionado que o seja, secundado por outros seus pares - como é o caso actual - de empreendedorismo, de luta contra as circunstâncias adversas, de mudança de estratégia quando é necessário, de combate à concorrência?
Nenhum deles a tem.
Nenhum deles alguma vez esteve dependente do mercado para sobreviver. Sempre ganharam os seus ordenados certinhos ao fim do mês e, apesar de terem mudado de profissão provisoriamente, continuam na mesma vida.
Experiência empresarial e de negócios? Nenhuma.
Como pode esta gente gerir um concelho quando nunca geriu um pequeno negócio, ao menos?
Não pode. Não tem visão empresarial.
Não detecta o afundamento do concelho a cada dia que passa, não consegue discorrer estratégias de combate à crise que já destruiu mais de metade do tecido produtivo de Seia nos últimos 10 anos.
Este é o principal problema: a falta de visão e de Inteligência - na definição postulada no início deste texto - de quem deveria ter o discernimento para tentar dar a volta a isto... e não tem.
E como não tem, fiaram-se num Messias que lhes caiu de pára-quedas à frente. Um espertalhão que tem UM olho aberto.
Sabe-se bem que em Terra onde o desporto preferido é manter os 2 olhos fechados, um zarolho é rei. E entregaram-se cegamente nas suas mãos. Como se ele fosse o verdadeiro Enviado e Salvador desta Terra.
Acontece que o Messias recebeu melhor proposta (apesar de aqui lhe entregarem tudo de mão beijada permitindo-lhe até criticar o executivo nos jornais) e mandou-os passear. Foi tratar da sua vidinha para outras paragens, deixando-os dependentes unicamente do seu notável e abrangente leque de ideias. À semelhança dos anos anteriores.
Depois desse episódio na inútil e perdida CIM, outros ainda mais caricatos estão a vir a lume por estes dias mostrando que esta envergonhante situação para Seia não foi ultrapassada. Atarantados e sem líder, os "actores" políticos do PS ainda hoje não descobriram onde fica o túnel, quanto mais a luz no seu fundo.
Mas infelizmente há mais. Isto da CIM evidentemente não passa de uma tacharia inútil, como se pode comprovar hoje mesmo na BTL onde Seia e a Serra da Estrela primam pela invisibilidade. É tudo aproveitado para se arranjarem mais uns tachos a uns boys e o resto é deixar correr.
Houvesse espírito crítico na sociedade e o executivo seria forçado a trabalhar, a idealizar, a discorrer.
E, ainda mais infelizmente, há ainda mais. A pouca massa crítica que existe ou não quer saber disto para nada e há muito partiu para fazer o seu negócio e ganhar a vida, ou está acometida aos 2 partidos que existem. O PCP e o CDS não existem na sociedade, infelizmente. E um ou 2 independentes.
Há gente capaz no PS, mas está calada porque nos últimos 20 anos tem corrido bem. E há gente igualmente capaz no PSD mas não faz muitas ondas porque sabe que o PSD não é - não tem sido - alternativa ao status quo e por isso não vale a pena arranjar inimigos antes do tempo.
Os cidadãos criticam cada vez mais abertamente as opções da CMS - ou a falta delas - mas na hora da verdade votam esmagadoramente PS num fenómeno suicidário para mim inexplicável atendendo à ruína concelhia a todos os níveis que se vem manifestado nos últimos anos e que se continua a instalar a cada dia que passa. E todos a vêem. Passada que seja a Páscoa vamos ver o que vai acontecer a muito comércio e restauração que luta com grandes dificuldades há anos.
Cada vez mais me parece que os cidadãos independentes - tirando os boys e famílias de cada partido - votam maioritariamente no PS por não acreditarem minimamente na alternativa que o PSD oferece.
Estou perfeitamente convencido de que se o candidato do PSD desta vez fosse Luis Caetano ou Tenreiro Patrocínio o resultado seria substancialmente diferente. Tratou-se de um claro erro de casting aceder a que um candidato que ninguém em lado nenhum conhecia fosse o escolhido.
E, por último, como corolário, temos uma oposição que nos últimos anos se tem pautado pelo laxismo e que, pela primeira vez, parece mais aguerrida. Mas que mesmo assim (ainda) não chega à população.
O facebook de Tenreiro Patrocínio não é suficiente e a ausência total de comunicação formal do PSD não ajuda à difusão da mensagem.
Esta é, portanto, a tempestade perfeita para o declínio da nossa Terra.
1 - Um executivo sem o mínimo esboço de uma ideia - compra eventos avulsos a quem lhos impinge e chama a isso política de visibilidade..
2 - Um povo descrente que interiorizou que "eles (seja quem for) estão lá é para se encherem e tratarem das suas vidinhas". Portanto não se envolve directamente na política em cuja bondade, convictamente, não crê.
3 - Uma oposição que, embora com alguma garra, (ainda) não consegue transmiti-la à população.
Neste contexto, a carta que o jovem empresário Gonçalo Cabral escreve ao Presidente da CM Seia e que o Notícias de Seia publicou na íntegra é, quanto a mim, um facto histórico. Embora algo longa e politicamente localizada, ela retrata a problemática que os jovens vivem e os obriga a emigar para outros países mas também para outros concelhos.
Nenhum jovem qualificado fica em Seia. Já antigamente só ficavam os menos qualificados a quem alguém arranjava um tacho num Organismo público. Neste momento nem esses. Não há empregos. Nem já tachos políticos novos existem. Estão todos atribuídos até às reformas.
Por isso a situação em Seia é negra. Há 20 anos que o é e continua mais negra à medida que o tempo passa. O despovoamento - a que alguns chamam desertificação - é notório. As maiores empresas, como a MRG, fecham ou deslocalizam.
Grandes broncas se avizinham com outras grandes empresas e Marcas de Seia até há pouco consideradas de sucesso e pilares da nossa visibilidade. Porque simplesmente deixou de existir o mercado tradicional e nós não conseguimos criar outro.
As estradas da Serra estiveram fechadas 41 dias este inverno. O Turismo desacredita. Os comerciantes não conseguem sobreviver nestas condições. Para o ano que vem, serão milhares os que considerarão ir para outras paragens. A culpa é das EP mas também de quem não as pressiona.
Exigem-se estradas novas que custariam 100 milhões - para mais rapidamente despovoar esta região, como acontece em todo o lado. Mas não há um cêntimo para reparar a EN17 ou as estradas municipais.
Tudo loucuras marcadas por uma agenda política vazia de iniciativas, respostas, estratégias, Inteligência.
Temos um Hospital às moscas. Sem valências, cada vez com menor credibilidade terapêutica dados os casos de diagnósticos errados sucessivos que se acumulam e são tornados públicos.
À falta de tudo, viramo-nos para outro Messias (II) - a barragem de Girabolhos.
Como se a decisão técnica da construção da barragem tivesse alguma coisa a ver com algum político local!... E como se a sua construção viesse salvar Seia de alguma coisa...
Mas até isso se tenta fazer passar ao povo distraído e descrente. Com a cooperação da imprensa local que continua a fazer copy/paste dos textos que recebe da CMS, mudando um adjectivo ou um tempo verbal. E a isso chama jornalismo. Um jornalismo que, felizmente, só mesmo a classe política ainda lê. Mais ninguém.
Falta a Seia Inteligência para a gerir, para a fiscalizar e para reclamar dessa falta.
É, realmente, a tempestade perfeita.
3.12.2014
3.10.2014
3.09.2014
5 canções. Ou por aí.
Das 5 canções que o povo escolheu para passarem à final do festival da canção não acertei em nenhuma. Eu escolheria exactamente as outras 5.
Duas delas eu nem sabia sequer que se se poderiam considerar canções. Existe, de facto, um ruído que perdura por 3 minutos; provavelmente o critério quedava-se por aí.
Portanto: ou sou eu que já não percebo nada de canções ou é o povo. Devo ser eu porque o povo tem sempre razão.
3.06.2014
3.01.2014
O que se está a passar com este país?
A propósito dos cortes de subsídio para os alunos com necessidades educativas especiais, pergunto:
O que se está a passar com este país?
Cada vez há menos crianças mas, destas, cresce exponencialmente o número de crianças "diferentes". As escolas têm dezenas de alunos destes. Mas pior: a maioria dos alunos das secundárias do interior estão a ir para cursos profissionais por notoriamente não conseguirem acompanhar o rigor da via de ensino tradicional. Os chamados científico-humanísticos.
Há já mais alunos em cursos profissionais do que na via de ensino tradicional e isso não tem a ver com a escolha dos alunos, mas com a sua declarada incapacidade para a obtenção de sucesso na via de ensino. Enquanto que em toda a europa - incluindo nos 8 países que ainda são mais pobres que nós - a tendência é a oposta. Toda a gente chega ao 12º ano e a esmagadora maioria tira especializações pós-ensino secundário e licenciaturas. Mas pelo menos a nível do bacharelato.
O que é que está a passar com este povo? Sempre em contra-ciclo. Sempre de costas voltadas para o curso da História.
Que futuro para este país constituído por jovens com esta capacidade intelectual média?
Mais do mesmo: a continuação da mediocridade e corrupção na política por falta de espírito crítico dos futuros cidadãos activos.
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