2.02.2004

Polícias de Mentirinha...

O desacato de Guimarães trouxe à realidade que coisa é esta: a nossa polícia!


Sem material, nem coletes, nem viseiras, nem as mínimas condições de segurança. Mas mais: sem acção, completamente inactivas, tudo deixaram correr até levarem com umas cadeiradas na tola.
Aí, dois ou três, esquecendo completamente a sua condição, carregaram, em vingança, contra os que lhe arrearam.
Grande estratégia! Bem pensado!
- "Só demorámos 12 minutos a actuar", - esclarece o comissário Coimbra.
Se fosse nas bancadas, 12 minutos de guerra dava para morrerem para aí umas 1000 pessoas esmagadas... tudo normal.
O sindicato quer a demissão do ministro.
Ponha-se na fila, sindicato!

Estado Português "mata" uns (azar) e "ressuscita" outros (milagre)

Dois casos da inefável TVI:
1 - José Magro da Silva "ficou" formalmente morto a partir do momento em que pediu a reforma antecipada. Recebeu a comunicação por escrito, para que não lhe restassem dúvidas de que estava morto e bem morto.
2 - António Gil recebe 2 envelopes da ADSE com cartões para o pai e para a mãe, mortos há 5 e 14 anos! A ADSE já tinha pago naturalmente os subsídios de funeral, mas "fê-los" ressuscitar este mês.
E logo aos dois, para que não disfrutassem as suas segundas vidas um sem o outro.
Nem tudo é mau: de qualquer modo, os falecidos estão cobertos pela ADSE até 2006...

Viva a LIBERALIZAÇÃO dos COMBUSTÍVEIS e do PÃO

O pão não podia ter subido 30%.
Mas subiu. E continua "subido".
Os combustíveis foram liberalizados, para proteger o consumidor - dizia Durão.


Já todos subiram, e pelas minhas contas, continuarão a subir a um ritmo de 1 cêntimo por semana - para que não haja tumulto - de modo que subirão na ordem dos 3 a 4 cêntimos por mês INDEFINIDAMENTE, até as televisões mostrarem o roubo de que os portugueses serão vítimas nos tempos mais próximos.
A Alta Finança sabe bem que pode aumentar a este ritmo os preços, que não haverá tumulto social. O povo é sereno (e distraído, para não dizer outra coisa).
Pode é acontecer-lhes como na Colombia... porque a este ritmo ninguém aguenta até ao próximo Natal.

A Cultura em Seia tem o mesmo problema da construção civil: técnicos a menos e trolhas a mais



Reproduzo uma carta do António Tilly ao Carlos Teófilo explicando porque considera ele que a maioria dos agentes do ensino e culturais na região são autênticos "grunhos".
Eu prefiro chamar-lhes TROLHAS e ATROLHADOS. Sem ofensa para estes, é evidente.
O trolha cultural personifica a antítese do ensino artístico.
É aquele que contribui, com palhaçadas avulsas desconexas, ao vivo e nos média, para a distorção da educação artística da população. Sem se dar conta, é evidente, porque um trolha cultural não tem noção absolutamente de coisa nenhuma relativa aos assuntos que se propõe tratar. Decora uns nomes e está a andar. Sensibilidade e conhecimento = zero.
Um atrolhado é aquele que tudo faz para conseguir esse estatuto, mas ainda não chegou lá. É esta última espécie a que sobrevive em Seia.
Caro Dr. Teófilo:

Serve este e-mail para dar seguimento à conversa que tivemos no bar Conta-Gotas. Devido ao carácter lúdico das conversas de café (e de restaurante) e sabendo que se torna impossível, no decorrer dessas conversas, fixar com precisão os sentidos das ideias abordadas, é natural que muitos dos fundamentos dessas mesmas ideias não sejam explicados dando origem aos comuns e usuais mal-entendidos. Devo assim esclarecer, em primeiro lugar, porque me referi ao meu amigo na conversa que tive com o prof. Francisco Mendes e com o Dr. João Alves, conversa a que assistiu um professor, membro do Conselho Directivo da Escola Secundária de Seia, cujo nome não me recordo.

(Tratava-se do presidente do conselho directivo).

Falava-se da impossibilidade em introduzir o ensino artístico (artes visuais, dança, teatro,cinema, etc), em particular o ensino de música, no Ensino Regular básico e secundário.
Eu defendia que este ensino deveria ser inserido nas escolas do ensino regular, partilhando as instalações e integrado no horário lectivo dos alunos que por ele optassem. Referi também a necessidade deste processo para a legitimação do ensino artístico.

O desconhecimento do ensino artístico

Isto porque o ensino artístico é totalmente desconhecido pela comunidade escolar (alunos, professores e encarregados de educação), situação que se verifica por todo o país, mas que é por demais evidente no Concelho de Seia. Afirmei portanto que os próprios orgãos de gestão das escolas, nas pessoas dos membros que as constituem (i.e. os professores com responsabilidades pedagógicas e administrativas) ignoravam por completo toda a legislação emanada do Ministério da Educação sobre o assunto.
Sei-o da relação que mantenho, enquanto director pedagógico, com 7 escolas do 2º e 3º ciclos do ensino básico.
Tentei e consegui, nestas escolas, inverter a situação.
Deste desconhecimento resulta o profundo desprezo que a comunidade escolar do ensino público (i.e. cujo proprietário é o Estado) nutre pelas escolas particulares ou cooperativas (que são vistas como um negócio, ao contrário do previsto no Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo) e, consequentemente, pelas escolas do ensino artístico vocacional de música, estas ainda estigmatizadas pela crença da futilidade da música enquanto actividade produtiva útil à sociedade.
Concluía, por essa razão, que não é possível uma legitimação e valorização do ensino de música porquanto se denota que a própria comunidade escolar do ensino regular está arredada do assunto, ignorando-o e, nalguns casos, combatendo-o.

Os grunhos

Expliquei, na medida do possível, que tal situação se devia, em grande, parte à falta de informação (de conhecimentos, portanto) dos agentes de ensino, i. e. dos próprios professores.
Foi neste sentido que apliquei a designação de "grunho" para caracterizar, no sentido lato, e numa conversa de amigos, a atitude dos ditos agentes.
Quando, posteriormente, disse que nós (os promotores do ensino de música) colocaríamos os instrumentos musicais (os pianos) na escola do ensino regular, foi referido pelo professor da Escola Secundária que "até havia lá quem os tocasse".
Eu perguntei quem eram essas pessoas, adiantando que só conhecia uma pessoa a quem se poderia, com alguma boa vontade, atribuir essa capacidade: o Dr. Carlos Lopes.
O tal sujeito disse que nem estava a pensar no Dr. Carlos Lopes, mas também não adiantou que saberia tocar piano.

Palhaçada vs Ensino sério

Eu apenas respondi que não conhecia ninguém adiantando que o objectivo da colocação dos pianos não era para fazer festas nem espectáculos, apenas para o ensino do instrumento. Afirmei ainda que para se leccionar o instrumento é necessário uma licenciatura numa das universidades ou escolas superiores de música do ensino politécnico, reafirmando o grande desconhecimento que se verifica nas escolas do ensino regular sobre o ensino de música.
Esclareci, portanto, que no que respeita ao ensino artístico e às artes em geral, incluindo as artes visuais, o teatro, e o cinema, pouca gente haveria em Seia que soubesse do assunto.

A CineEco

Dei o exemplo do CineEco e da necessidade da contratação de um técnico para a sua elaboração: o cineasta Lauro António.
Foi aqui que o nome do meu amigo veio à conversa. Referi, obviamente, não desdenhando dos seus conhecimentos cinéfilos, que a sua participação não se enquadrava na categoria de "especialista" mas sim, de uma pessoa de Seia, interessada no cinema e que nesse sentido colabora, sem remuneração e com o melhor das boas-vontades, na organização do evento.

A diferença entre o Técnico e o Trolha

O que está em causa é o assunto por nós já debatido, da diferença entre o especialista, com formação específica e orientada para determinado assunto de que faz a sua profissão, e o interessado, conhecedor, de carácter amador, legitimado por um suposto valor social adquirido e que colabora na realização de eventos.
Pois é esta diferenciação, de carácter técnico, que se torna necessário esclarecer, não só no que respeita à promoção de eventos (aquilo a que na esfera política, incluindo os meios de comunicação social, se denomina de "cultura"), promovendo a recepção, como no que se refere à actividade de ensino das artes, esta dirigida essencialmente à produção artística mas que é fundamental à fruição e à constituição (formação como agora se diz) de públicos.
É exactamente esta diferença que os "promotores analfabetos" (já muito referenciados nas nossas conversas) e os músicos amadores (na sua maioria também desconhecedores) não querem (ou não podem) entender, pois perderiam relevância social no próprio meio que, também desconhecedor, e contra os fundamentos do ensino, os promove.
Daí a minha atribuição de "grunhos" a todos os que, recusando o ensino artístico, promovem diariamente banalidades sem fundamento e sem sentido no campo cultural.
Trata-se, como é evidente, da própria promoção do analfabetismo, ou, por outras palavras, da "cultura do desconhecimento".

Um abraço.
António Tilly

Instituto de Etnomusicologia Universidade Nova de Lisboa
Av. Berna 26C
1069-061 Lisboa
Telf: 217933519 Ext.583

2.01.2004

SUPREMA IGNOMÍNIA!!! - BUSH e BLAIR nomeados para o Nobel da PAZ!!!

Imaginem! Os senhores da Guerra nomeados para o Nobel da paz, POR FAZEREM A GUERRA A SADDAM! Segundo um deputado norueguês a destituição do ex-Presidente iraquiano reduziu a ameaça de uma guerra com armas de destruição maciça.
Quantos milhares de Iraquianos inocentes morreram durante este ano...
Quantos soldados da coligação morreram, e continuam todos os dias a morrer, à razão de 3 por dia - 1000 por ano?
Quantos civis continuam a ser chacinados diariamente por assassinos/suicidas em território Iraquiano, como resposta à invasão do Iraque pelas tropas Anglo-Americanas?
Antigamente, no tempo de Saddam, era pior do que hoje?
Obviamente que não. Tinhamos a única "democracia" do médio oriente a funcionar no país mais ocidental da região.
Agora temos um país destruído sem esperança, com fome, doença, criminalidade e sem empregos absolutamente nenhuns a não ser na polícia. Todos os criminosos e corruptos estão na polícia civil, neste momento.
Daí os atentados contra ela.
É preciso lembrar que os aliados de Bush e Blair na vizinhança são todos constituídos por ditaduras tiranas.
Terá sido o juiz Hutton o Presidente da Academia que teve a falta de vergonha de nomear os 2 maiores War Lords do mundo para o Nobel... da Paz?

Esta petição tem piada - Reforma igual para todos - Políticos incluídos

Corre na net em www.reformaigual.net uma curiosa petição.
Em vez de se pretender que o governo recue no vício das regras do jogo, apela para que os detentores de cargos políticos se submetam, como não pode deixar de ser, à lei geral, agora viciada.
Reforma aos 60 com 36 anos de serviço.
Sabem que, por exemplo, os ex-deputados com apenas 7 anos de parlamento, auferem uma reforma por inteiro de cerca de 700 contos?

FAZ HOJE UM ANO QUE CARLOS CRUZ ESTÁ ENCARCERADO SEM CULPA FORMADA. ENTRETANTO, HÁ ASSASSINOS CONFESSOS A AGUARDAR JULGAMENTO EM LIBERDADE.

Faz hoje um ano que a Justiça em Portugal começou a mostrar finalmente ao mundo a sua execrável face de fascismo cinzento, como é já reconhecido em todos os países civilizados.
Antes do 25 de Abril, Portugal era um estado policial. A democracia foi-se instalando na sociedade, por vezes com solavancos, como não podia deixar de ser, num país amordaçado durante 48 anos.
As Instituições foram-se modernizando a ritmos diferentes e sempre inferiores ao desejável. Mas enfim, lá foram indo... pontapé dum lado, cabeçada do outro e a democracia foi-se instalando a pouco e pouco em todas as àreas do poder.
Todas? Não.
Uma grande zona obscura resiste ainda e sempre à democracia e à inteligência do sec 21.
Herdeira dos mais bárbaros procedimentos e filosofias da repressão, a justiça fascista à portuguesa sobrevive ainda e sempre a todas as reformas a que a quiseram sujeitar e a todas as evoluções que lhe quiseram implementar.
A prova é que já estamos na sexta geração de informatização dos tribunais, com centenas de milhões de contos gastos na implementação de sucessivas tentativas de redes de intercomunicação e ainda hoje um julgamento por video-conferência que chegue ao fim sem sobressaltos é uma autentica excepção! A maioria nem sequer começa, porque o sistema... não liga. Os restantes interrompem-se a meio porque o sistema... foi abaixo.

Mas o pior sistema não é o informático: é o informativo.

É a forma absolutamente arbitrária como a polícia pressiona os juízes a assinarem mandados sem lhes passar cavaco sobre o processo em causa. E o juiz - que remédio - assina, subvertendo logo ali toda a lógica procedimental.
Depois as incríveis escutas telefónicas. Há milhares de cidadãos a serem escutados neste preciso momento (eu e você podemos ser 2 deles), porque têm relações com alguém que a polícia decidiu eleger como suspeito.
E qualquer conversa, por mais inocente que seja, pode ser subvertida para que o seu sentido se transforme naquilo que se quer que ele seja. Exactamente como no tempo do fascismo.
E o juiz sempre à margem de tudo. A polícia continua a fazer o que bem quer e lhe apetece, pelo tempo que entender.
Há escutas que já vão com dois anos (2), segundo a juiz Mata-Mouros, sem que qualquer ilícito criminal tenha sido detectado. Como é possível? Quem paga isto?

Mecânica fascisto-"legal":
Com base nessas escutas a PJ toca a pedir mandados de busca a residências. E, mesmo que nada seja encontrado, pode sempre pedir-se mandados de captura com base nas tais suspeitas e nas tais escutas telefónicas.
E o juiz, mais uma vez, assina de cruz com medo de que, se o não fizer, alguma grande investigação possa ser prejudicada ou terminada.

O Portugal das Masmorras

Carlos Cruz SÓ lá está, no cárcere, há um ano.
Há quem lá esteja há 2 e há 3 anos. Há quem tenha sido libertado, apesar de criminoso confesso, porque a "justiça" excedeu todos os prazos para a prisão preventiva: 3 anos e meio, como se soube esta semana com o assassino do Rei do Bacalhau.
Felizmente que o Estado se obriga a si próprio a cumprir os prazos que arbitra, porque senão haveria centenas de casos em que as pessoas apodreceriam anos e anos na prisão sem culpa formada, como nas masmorras do séc XV.

A balducha legal


Entretanto, um criminoso confesso está solto há 8 meses porque o tribunal não conseguiu em 3 anos e meio, dar resposta ao recurso. O assassino está em liberdade e só não foge se não quiser.

Ora, Carlos Cruz não é acusado de homicídio, nem de qualquer violência corporal, nem sequer na forma tentada. Não é acusado de roubo, furto, estupro, violação, vandalismo, mas está a pagar MAIS do que se fosse, comprovadamente, um criminoso que tivesse cometido vários dos crimes anteriores.
Temos, entretanto, dezenas de assassinos confessos a aguardar julgamento em liberdade.
"É conforme" - como se costuma dizer para calar o povo estrupefacto, com esta "justiça" - "cada caso é um caso", dizem alguns criminosos que tratam da justiça no nosso país.
Como se matar fosse menso grave do que roubar uma mercearia, ou ter relações consentidas (e quantas vezes provocadas) - com uma adolescente de 15 anos.
Quantas moças chegam aos 16 sem nunca terem tido experiências sexuais?
E não é de agora. Antigamente, no tempo dos nossos pais e avós era bem pior!
Então os companheiros delas são todos pedófilos? Ou só o são se forem mais velhos do que elas? No caso dos Açores temos já arguidos MAIS NOVOS que as vítimas, o que me levou, por chalaça a escrever isto.

Carlos NÃO É um assassino. Mas é um preso preventivo entre muitos. Muitos milhares. Cerca de 48% da população prisional.
Somos o país DO MUNDO com mais presos preventivos em percentagem.


A culpa é da água que bebemos? Do ar que respiramos?


Ou é da maior VERGONHA NACIONAL a que se continua com humor negro a chamar de JUSTIÇA PORTUGUESA?

O contributo de José Eduardo Bettencourt para a perpetuação da estupidez fanática

J E Bettencourt foi tão ridículo naquela conferência de imprensa como a anterior "infelicidade" de Mourinho.
Qual foi a intenção daquele dirigente ao mostrar uma camisola rasgada e ao revelar que Mourinho teria dito que queria que o jogador morresse em campo?
Levantar a populaça estúpida e alienada contra Mourinho?
Não é preciso.
Toda a cáfila de Lisboa é inimiga visceral de Mourinho enquanto ele estiver a treinar o Porto, por definição de cáfila e de futeboleirice. (Se amanhã o técnico contratar com o Sporting, por exemplo, passa automaticamente a ter o estatuto de Deus para a cáfila verde. Se assinar pelo Benfica, o mesmo se passará com o rebanho vermelho). Portanto o dr. JEB nem sequer acrescentou nenhuma mais valia ao ódio mortal que a estupidez lisboeta nutre e acalenta diariamente pela do Norte e vice-versa.
Só mostrou que está perfeitamente ao nível do mais estúpido dos fanáticos (se não estivesse também não andava naquela vida, não é?).

"Gostava que Rui Jorge morresse em campo"

Mourinho não gosta do futebol português e o futebol português não gosta de Mourinho, de modo que quanto mais depressa se for embora, melhor para todos - desabafou o próprio.


Não sendo adepto deste ninho de geração espontânea de corrupção e analfabetismo chamado futebol profissional, devo lamentar as 2 afirmações. Sobre a primeira nada há a comentar; é claro que se trata de descontrole puro no balneário.
Mas a segunda é mais séria, porque, a verificar-se, será mais um caso de abandono do país por um profissional a nível mundial, tal como tem acontecido com quase todos os demais.
Aqui só acabam por ficar os mediocres, ou aqueles que amam tanto o seu país que se sujeitam a tudo para não sair dele.

TEXTO INTEGRAL.
O debate sobre "comunidades urbanas" que teve lugar na sexta-feira, 23, moderado pelo presidente da Câmara foi bastante concorrido. Não pela população anónima, é certo, mas pelos notáveis do burgo que não poderiam perder a oportunidade de se mostrarem, nem que fosse para dizer nim. Infelizmente o nim aconteceu com demasiados intervenientes de quem se esperaria um contributo mais interessante para a discussão. Comecemos por estes, pelos piores.
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O prémio do discurso mais ôco e sem conteúdo vai direitinho para Victor Moura. Não se entende como é que um ex-deputado que trabalhou na AR durante tanto tempo vai à tribuna chamar a atenção para trivialidades. "Cuidado com isto, cuidado com aquilo... se formos para a Covilhã, se formos para Viseu..."
Ó sr ex-deputado: aqui ninguém vai para lado nenhum. Estamos na nossa terra. Pretendíamos de um político traquejado ideias claras que sustentassem uma opinião avalizada pela experiência política vivida. Tivemos azar.
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Depois, João Mário Amaral. Um discurso pró-Viseu redutor e mercantilista: "o que podemos dar e receber..." mas dar o quê? A serra é sua? É nossa, por acaso? Podermos dá-la em troca de produtos ou serviços? Não se entende esta visão gasta do relacionamento inter-comunitário. O Concelho de Seia não está à venda, nem serve de moeda de troca para coisa nenhuma, sr empresário.
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Mario Jorge Branquinho é o terceiro dos piores. Pró-Viseu à base de candidaturas a fundos comunitários e mais fundos comunitários e mais candidaturas. Bem: é a visão de quem não tem outra. O Portugal medíocre subsidiodependente em toda a linha. Embora acabe por ter, infelizmente, algum substracto - os dinheiros acabam por vir - a verdade é que Portugal e Seia não podem continuar eternamente dependentes dos dinheiros comunitários, sobretudo para deles fazer o que se tem visto: enviá-los directamente para os off-shores de alguns e continuar tudo na mesma. Vale mais estar quieto.
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Segue-se uma dupla evitável: Carlos Catarino e André Figueiredo.
O primeiro porque proferiu a intervenção mais demagógica da noite. Os nossos "produtos naturais" profusa e repetidamente mencionados. Mas quais produtos naturais? As pedras? o gêlo? As batatas? Não: penso que se refiriria ao queijo. E em que perspectiva? Na de adquirir posições de liderança na GAM (!) e ter pessoas de Seia a exercer posições governativas. Percebe-se a filosofia: vamos lá que isto dá tachos! Mas isso é exactamente o oposto do que se deve fazer. É exactamente a tacharia nacional que nos tem conduzido ao lugar do mais desgraçado país da Europa.
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André Figueiredo também faria melhor se ficasse calado. Pede a palavra para responder, em evasivas, a Mário J. Branquinho. Estrategicamente errado. Primeiro, porque a intervenção deste trouxe a público a sua total falta de visão sobre os problemas em causa. Portanto, André devia calar-se e deixar MJB afundar-se sozinho. Já que decidiu falar, ao menos que trouxesse ideias para o debate. Também não. Utilizou o tempo de palanque para criticar "aqueles que só aparecem de vez em quando, quando lhes dá jeito". Ó André: você até é um moço com potencialidades que sempre vê mais do que um palmo à frente do nariz. Não se gaste nestas picardias 40 furos abaixo do nível médio das águas das ETARes.
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João Viveiro também falou. Pouco, o que é sempre bom. Mas se calhar pouco demais. Tão pouco que eu acabei sem perceber o que quis dizer com "saibamos conquistar o nosso espaço na associação em que estivermos inseridos". Está bem, João. OK.Fixe.
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As intervenções de João Viveiro e de Tenreiro Patrocínio (que praticamente não ouvi, e se calhar por isso mesmo) ficaram na fronteira entre o MAU e o que foi Melhor.
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E no melhor, começamos pelo eng Lemos dos Santos que nos trouxe uma perspectiva (embora demasiada alongada) bem fundamentada do assunto em debate. É sempre bom perceber, nem que seja a meio da tertúlia, que há alguem presente com conhecimento técnico daquilo de que fala e por isso produz uma opinião fundada que será sempre de considerar. Pró Covilhã, neste caso.
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João Luis de Brito: uma intervenção popular, politicamente muito eficaz se estivesse ali povo para ouvir. Não estava. Só estavam os "notáveis" e esses não estão para ouvir, estão para "botar faladura". Foi pena. A sua perspectiva sobre a inevitabilidade da nossa condição periférica foi a única evidência de que ninguém se tinha apercebido até ali. Uma contribuição notavelmente lúcida sobre o que aconteceu - "abandonámos a Serra" - e o que irá acontecer quer escolhamos Covilhã ou Viseu. "Somos sempre os da fronteira e como arraianos seremos sempre tratados e pagaremos a factura correspondente". Mesmo assim, inclina-se para a Serra. Valeu.

Nuno Camelo lembrou os 70 autocarros que estacionavam em Seia para ir para a serra. "Alguem trabalhou e nós descansámos". Valeu também, por isso.
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Fez-se História a partir daqui

Vamos aos pesos-pesados: José Canhoto fez história ao desiludir totalmente. Esperava-se uma intervenção sólida e convicta e para além de não ter sido uma coisa nem outra, tem um terrível flop político que lhe custará a candidatura à CMS, quando refere que não quer um novo hospital. Antes quer o mesmo mas que trabalhe bem. É uma afirmação perfeitamente correcta, que muitos profissionais da saúde subscrevem, mas politicamente mortal, especialmente neste momento em que a guerra por um hospital renovado está em vias de armistício. Não podia ter corrido pior.


Eduardo Brito rasga um sorriso pelo flop demolidor e percebe, nesse momento, que já não precisa de se candidatar novamente à Câmara. Deixou de ter adversário à altura.
Será? Não subscrevemos a tese e explico no final porquê.
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Pimentel, no seu estilo arrebatado e populista, imaginando que está na Assembleia da República - e que pena para Seia ter perdido um parlamentar destes enquanto elegeu outras figuras absolutamente amorfas para a representar - desenvolve a sua tese pró-Covilhã. Com brilho, com vigor e com toda a convicção do mundo. Não há, repito, outro oralista em Seia a aliar o arrebatamento à fundamentação de uma forma tão natural e tão endémica. Fiquei fã.
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Alcides Henriques argumentou de forma sucinta no sentido contrário. Explanou a sua convicção e teve momentos de raro entusiasmo. Reconhece-se a experiência do Tribuno, mas a alma que esteve subjacente à sua intervenção não era, não podia ser estudada, pesada, doseada. Foi um momento natural e dos mais conseguidos da noite. Não se irá candidatar a nada, talvez não possua o carisma nem a popularidade do vencedor nas urnas, mas é sempre um contributo sólido que não pode ser ignorado em nenhuma situação.
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Fernando Paninho produziu a mais brilhante intervenção da noite. Surpreendente, para alguns. Não para mim que conheço bem as suas capacidades. Uma ideia nova e divergente: a 3ª Via. Não precisamos de nos colar aos outros. Não somos pobrezinhos. Somos um município de montanha e devemos aliar-nos aos nossos congéneres em vez de nos entregarmos a um ou outro dos "grandes leões" (Viseu e Covilhã). Bonito. E dá que pensar. Não lhe dou o destaque final só porque tenho que o reservar para a revelação histórica da noite.
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Nuno Vaz é o candidato natural do PSD à CMS.

Surpreendeu sobretudo a clareza da sua primeira intervenção. A serenidade. A sustentação bem-disposta de uma ideia por si desenvolvida no Porta da Estrela, de que nos deveríamos aliar à GAM de Viseu. A referência ao facto do Presidente da Câmara ter arrepiado caminho colheu definitivamente. A exploração dessa "precipitação" de Eduardo Brito é uma arma que pode ser brandida no futuro. Nuno Vaz não se cansou de fazer passar informação subliminar. Que não é de Gouveia! Que é de Trás-os-Montes. Várias vezes repetida na clara intenção de esbater o estigma gouveense - o único handicap que pode colocar-lhe obstáculos a uma vitória na CMS, desde que Eduardo Brito não concorra.

Portanto, os cenários políticos que perspectivo são os seguintes:

1 - Eduardo Brito concorre e a luta será forte.
Se Nuno Vaz conseguir esbater o estigma de Gouveia, será o adversário mais forte que EB já teve de enfrentar. Não se sabe o que pode acontecer, dado que todas as eleições – excepto as autárquicas – são sempre ganhas pelo PSD.
60% para Eduardo Brito e 40% para Nuno Vaz à partida. Se houver dinheiro para Eduardo brilhar na recta final, podem as proporções manter-se. Se Nuno Vaz conseguir uma campanha arrebatadora poderemos vir a ter um fifty-fifty à boca das urnas, absolutamente imprevisível até ao fim.

2 - EB não concorre e Marciano Galguinho é o candidato contra Nuno Vaz.
Não prevejo vida fácil para o PS. Só um milagre ou uma campanha monstruosa poderá fazer pender a balança para a rosa. Embora o rigor e o profissionalismo de Galguinho sejam os seus (fortes) ex-libriis, a candidatura de Nuno Vaz será infinitamente mais mobilizadora. Ainda mais quando os laranjas percebererm o "peso" do candidato potencial que têm em mãos.

3 – EB não concorre e Carlos Filipe Camelo é o candidato contra Nuno Vaz.
Cenário virtual, visto que o "eterno nº 2" – como é conhecido Carlos Camelo – se tem ficado sempre por esse número. Nunca assumiu a liderança de um projecto político. Mas pode ser que esteja na hora. Carlos Camelo é o único empate técnico que o PS pode descartar contra Nuno Vaz. Seria a campanha mais interessante porque se trataria da emergência de dois "novos" líderes, pelo que tudo se decidiria entre os indecisos em campanha.

4 – EB não concorre e qualquer outro é o candidato contra Nuno Vaz.
Seria uma derrota estrondosa para o PS e nem preciso explicar porquê. Ex: Victor Moura, André Figueiredo, Mário Jorge Branquinho (que disputam a liderança do PS concelhio) proporcionariam um cenário de maioria absoluta para o PSD directo sem campanha.

Portanto, à direita, as coisas estão definidas. O adversário do PS está à espera, sereno e expectante, pela primeira vez depois do 25 de Abril.
No fundo, José Canhoto não conseguiria apoio popular significativo (não é um populista) por isso talvez tenha sido, para a sua carreira, melhor assim.
Nuno Vaz tem a postura e o perfil necessários para desafiar um PS sem Eduardo Brito (que continua a ser um "animal político" em alta).
O problema é que nos próximos 2 anos pouca coisa poderá EB fazer, dada a restrição orçamental e isso pode ser muito aproveitado no debate eleitoral.
EB tem que arranjar maneira de disfarçar a falta de orçamento com "alguma criatividade", como ele próprio costuma dizer.
Entretanto Nuno Vaz também não fará omeletes sem ovos.
Mas uma vulgar estratégia populista pode estabelecer comparações com o que se passa em Gouveia, em que uma Câmara tecnicamente falida faz agora flores todos os meses.
De onde vem o "fôlego"?
E Nuno Vaz tem o peso de Alvaro Amaro em Lisboa?
Seja como for não antevejo melhor candidato local para o PSD, e nenhum desconhecido da 2ª linha do partido o baterá no seu terreno, pelo que o partido pode agora demonstrar que não necessita de importar políticos da capital para disputar a sério a Câmara de Seia.
A não ser que Santana Lopes decidida abandonar a corrida à Presidencia e se lembre de nós...

Gravidez das Juízes pára 60 milhões de actos judiciais???

A greve dos funcionários judiciais voltou a encerrar cerca de 60 tribunais, segundo dados do Ministério da Justiça (MJ), que considera a paralisação "injustificável" e lesiva dos interesses dos cidadãos porque ficaram por praticar só num dia mais de 6.400 actos judiciais.
Então vá-se queixar às 52 juízas que engravidaram simultâneamente só nos círculos de Lisboa... e são 6 meses cada uma, em média.
Multipliquemos 6400 por 52 e por 180 dias, e chegamos ao belo número de 59.904.000 actos judiciais não praticados... em 52 tribunais (apenas) de Lisboa.
Agora: 60 milhões de actos, em 6 meses, não será acto a mais????
Isso é que é uma "greve" que afecta a Justiça!
Aposto que NENHUM mega-caso de corrupção vai prescrever por causa disso.

1.31.2004

Durão: Se há retenções irregulares, a culpa é dos Socialistas!


Durão Barroso admite possibilidade de outros casos de retenções irregulares em organismos públicos no que respeita aos descontos dos funcionários para a Segurança Social, remetendo as responsabilidades para a "herança" deixada pelo PS.
A Cardona não envia o "papel" a Bagão e a culpa continua a ser dos "chuxas".
Schroeder fartou-se de rir quando Guterres lhe contou esta...

Nuno Vaz é o candidato natural do PSD à Câmara de Seia

Debate "Comunidades Urbanas" revela os verdadeiros candidatos.

Nuno Vaz é o candidato (natural) do PSD à CMS.
O debate sobre "comunidades urbanas" que teve lugar na sexta-feira, 23, moderado pelo presidente da Câmara foi bastante concorrido. Não pela população anónima, é certo, mas pelos notáveis do burgo que não poderiam perder a oportunidade de se mostrarem, nem que fosse para dizer nim. Infelizmente o nim aconteceu com demasiados intervenientes de quem se esperaria um contributo mais interessante para a discussão.

O Flop

José Canhoto fez história. Esperava-se dele uma intervenção sólida e convicta. Para além de não ter sido uma coisa nem outra, tem um terrível flop político que lhe custará a candidatura à CMS, quando refere que não quer um novo hospital. Antes quer o mesmo mas que trabalhe bem. É uma afirmação perfeitamente correcta, que a maioria dos profissionais da Saúde subscrevem, mas politicamente mortal, especialmente neste momento em que a guerra por um hospital renovado está em vias do armistício. Não podia ter corrido pior. Lá tentou emendar a mão, numa segunda intervenção, mas o "mal" estava feito.
Eduardo Brito rasga um sorriso pelo deslize demolidor e percebe, nesse momento, que já não precisa de se candidatar novamente à Câmara. Deixou de ter adversário ameaçador.
Será? Não subscrevemos totalmente a tese .
Para nós Eduardo Brito ainda não pode, como pretendia, descansar.

Nuno Vaz Superstar

A silhueta de Nuno Vaz tem vindo a emergir a pouco e pouco no panorama político senense. Começou por escrever artigos de opinião no Porta da Estrela. O seu nome começa a ser referido - primeiro cautelosamente e agora cada vez com mais consistência - como candidato a alguma coisa.
Tem vindo a mostrar-se. Paulatinamente, como quem não quer a coisa. Mas é óbvio que quer. Embora (ainda) o negue.
Surpreendeu sobretudo a clareza da sua primeira intervenção. A serenidade. A sustentação bem-disposta de uma ideia por si desenvolvida no Porta da Estrela, de que nos deveríamos aliar à GAM de Viseu. A referência ao facto do Presidente da Câmara ter arrepiado caminho colheu definitivamente. A exploração dessa "precipitação" de Eduardo Brito é uma arma que pode ser brandida no futuro. Nuno Vaz não se cansou de fazer passar informação subliminar. Que não é de Gouveia! Que é de Trás-os-Montes. Esta sua preocupação várias vezes repetida tem a clara intenção de esbater o estigma gouveense - o único handicap que pode colocar-lhe entraves a uma vitória na CMS, desde que Eduardo Brito não concorra.

Portanto, os cenários políticos que perspectivamos serão estes:

1 - Eduardo Brito concorre e a luta será forte.
Se Nuno Vaz conseguir esbater o estigma de Gouveia, será o adversário mais forte que EB já teve de enfrentar. Não se sabe o que pode acontecer, dado que todas as eleições – excepto as autárquicas – são sempre ganhas pelo PSD.
60% para Eduardo Brito e 40% para Nuno Vaz à partida. Se houver dinheiro para Eduardo brilhar na recta final, podem as proporções manter-se. Se Nuno Vaz conseguir uma campanha arrebatadora poderemos vir a ter um fifty-fifty à boca das urnas, absolutamente imprevisível até ao fim.

2 - EB não concorre e Marciano Galguinho é o candidato contra Nuno Vaz.
Não prevejo vida fácil para o PS. Só um milagre ou uma campanha monstruosa poderá fazer pender a balança para a rosa. Embora o rigor e o profissionalismo de Galguinho sejam os seus (fortes) ex-libriis, a candidatura de Nuno Vaz será infinitamente mais mobilizadora. Ainda mais quando os laranjas percebererm o "peso" do candidato potencial que têm em mãos.

3 – EB não concorre e Carlos Filipe Camelo é o candidato contra Nuno Vaz.
Cenário virtual, visto que o "eterno nº 2" – como é conhecido Carlos Camelo – se tem ficado sempre por esse número. Nunca assumiu a liderança de um projecto político. Mas pode ser que esteja na hora. Carlos Camelo é o único empate técnico que o PS pode descartar contra Nuno Vaz. Seria a campanha mais interessante porque se trataria da emergência de dois "novos" líderes, pelo que tudo se decidiria entre os indecisos em campanha.

4 – EB não concorre e qualquer outro é o candidato contra Nuno Vaz.
Seria uma derrota estrondosa para o PS e nem preciso explicar porquê. Ex: Victor Moura, André Figueiredo, Mário Jorge Branquinho (que disputam a liderança do PS concelhio) proporcionariam um cenário de maioria absoluta para o PSD directo sem campanha.

Portanto, à direita, as coisas estão definidas. O adversário do PS está à espera, sereno e expectante, pela primeira vez depois do 25 de Abril.
No fundo, José Canhoto não conseguiria apoio popular significativo (não é um populista) por isso talvez tenha sido, para a sua carreira, melhor assim.
Nuno Vaz tem a postura e o perfil necessários para desafiar um PS sem Eduardo Brito (que continua a ser um "animal político" em alta).
O problema é que nos próximos 2 anos pouca coisa poderá EB fazer, dada a restrição orçamental e isso pode ser muito aproveitado no debate eleitoral.
EB tem que arranjar maneira de disfarçar a falta de orçamento com "alguma criatividade", como ele próprio costuma dizer.
Entretanto Nuno Vaz também não fará omeletes sem ovos.
Mas uma vulgar estratégia populista pode estabelecer comparações com o que se passa em Gouveia, em que uma Câmara tecnicamente falida faz agora flores todos os meses.
De onde vem o "fôlego"?
E Nuno Vaz tem o peso de Alvaro Amaro em Lisboa?
Seja como for não antevejo melhor candidato local para o PSD, e nenhum desconhecido da 2ª linha do partido o baterá no seu terreno, pelo que o partido pode agora demonstrar que não necessita de importar políticos da capital para disputar a sério a Câmara de Seia.
A não ser que Santana Lopes decidida abandonar a corrida à Presidência e se lembre de nós…


Cenourinha pirou de vez! Diz que as leis são para cumprir!

Este Sampaio é impagável! As coisas que ele descobre em final de carreira...
Agora "alembrou-lhe de que":
1º - Ele (Sampaio) é que devia ser o preresiderente do Conselho de Magistratura. Pelos vistos o CM não tem nem nunca terá Presidente à altura excepto ele.
2º - Em Portugal havia de haver um lord Hutton... (Então não temos cá o GRAAANDE Rui Teixeira)? mas então RT não pede meças a LH? Olá se pede...
3º - As leis são para cumprir TODAS. Em vez de umas sim, outras não!
Bem. Que grande contributo para a definitiva consolidação da democracia!
Confesso-me intrigado num ponto: por que carga de água queria ele, afinal, ser o presidente do CM...?
E porque não se informa ele junto dos seus inúmeros assessores sobre a constitucionalidade dos seus súbitos desarrincanços antes de mandar as patacoadas cá para fora?
Porventura quererá destronar Dias da Cunha quando sair de Belém?

Ranking da trolhice: Dias da Cunha ultrapassa Luis Filipe Vieira

Dias da Cunha fez ontem uma ultrapassagem genial a LF Vieira ao afirmar que os responsáveis pela segurança nos estádios "baixam as calças" aos poderes do Porto. Aguarda-se a reacção do presidente Pinto da Costa que, com aquela sua entoação monocórdica gregoriana não deixará de responder em 5 palavras qualquer coisa do tipo: o disléxico não merece resposta.
Neste momento o Ranking Nacional dos atrolhados está assim ordenado:
1º Dias da Cunha - dislexia aguda, senilidade avançada, nenhum domínio sobre o discurso - verdadeiro representante da futeboleirice nacional.
2º Luis Filipe Vieira - analfabetismo funcional crasso, oralidade disléxica hilariante, esperteza saloia qb. Verdadeiro representante do adepto futeboleiro que um dia quer chegar a dirigente.
3º Souto Moura - total ausência de noção das funções e do cargo que ocupa. Tanto se pronuncia sobre a Casa Pia, como sobre o caso Feher, só falta pronunciar-se sobre a Xica de Alfama. Pode subir, se se empenhar mais.

THE IDIOT SON OF AN ASSHOLE

Tem que se ligar o som (é uma cançao dedicada a W. Bush).

Debate sobre "Comunidade urbanas" revela candidatos e picardias.

TEXTO INTEGRAL (e não só a parte final publicada no P.E.).
O debate sobre "comunidades urbanas" que teve lugar na sexta-feira, 23, moderado pelo presidente da Câmara foi bastante concorrido. Não pela população anónima, é certo, mas pelos notáveis do burgo que não poderiam perder a oportunidade de se mostrarem, nem que fosse para dizer nim. Infelizmente o nim aconteceu com demasiados intervenientes de quem se esperaria um contributo mais interessante para a discussão. Comecemos por estes, pelos piores.
O prémio do discurso mais ôco e sem conteúdo vai direitinho para Victor Moura. Não se entende como é que um ex-deputado que trabalhou na AR durante tanto tempo vai à tribuna chamar a atenção para trivialidades. "Cuidado com isto, cuidado com aquilo... se formos para a Covilhã, se formos para Viseu..."
Ó sr ex-deputado: aqui ninguém vai para lado nenhum. Estamos na nossa terra. Pretendíamos de um político traquejado ideias claras que sustentassem uma opinião avalizada pela experiência política vivida. Tivemos azar.
Depois, João Mário Amaral. Um discurso pró-Viseu redutor e mercantilista: "o que podemos dar e receber..." mas dar o quê? A serra é sua? É nossa, por acaso? Podermos dá-la em troca de produtos ou serviços? Não se entende esta visão gasta do relacionamento inter-comunitário. O Concelho de Seia não está à venda, nem serve de moeda de troca para coisa nenhuma, sr empresário.
Mario Jorge Branquinho é o terceiro dos piores. Pró-Viseu à base de candidaturas a fundos comunitários e mais fundos comunitários e mais candidaturas. Bem: é a visão de quem não tem outra. O Portugal medíocre subsidiodependente em toda a linha. Embora acabe por ter, infelizmente, algum substracto - os dinheiros acabam por vir - a verdade é que Portugal e Seia não podem continuar eternamente dependentes dos dinheiros comunitários, sobretudo para deles fazer o que se tem visto: enviá-los directamente para os off-shores de alguns e continuar tudo na mesma. Vale mais estar quieto.
Segue-se uma dupla evitável: Carlos Catarino e André Figueiredo.
O primeiro porque proferiu a intervenção mais demagógica da noite. Os nossos "produtos naturais" profusa e repetidamente mencionados. Mas quais produtos naturais? As pedras? o gêlo? As batatas? Não: penso que se refiriria ao queijo. E em que perspectiva? Na de adquirir posições de liderança na GAM (!) e ter pessoas de Seia a exercer posições governativas. Percebe-se a filosofia: vamos lá que isto dá tachos! Mas isso é exactamente o oposto do que se deve fazer. É exactamente a tacharia nacional que nos tem conduzido ao lugar do mais desgraçado país da Europa.
André Figueiredo também faria melhor se ficasse calado. Pede a palavra para responder, em evasivas, a Mário J. Branquinho. Estrategicamente errado. Primeiro, porque a intervenção deste trouxe a público a sua total falta de visão sobre os problemas em causa. Portanto, André devia calar-se e deixar MJB afundar-se sozinho. Já que decidiu falar, ao menos que trouxesse ideias para o debate. Também não. Utilizou o tempo de palanque para criticar "aqueles que só aparecem de vez em quando, quando lhes dá jeito". Ó André: você até é um moço com potencialidades que sempre vê mais do que um palmo à frente do nariz. Não se gaste nestas picardias 40 furos abaixo do nível médio das águas das ETARes.
João Viveiro também falou. Pouco, o que é sempre bom. Mas se calhar pouco demais. Tão pouco que eu acabei sem perceber o que quis dizer com "saibamos conquistar o nosso espaço na associação em que estivermos inseridos". Está bem, João. OK.Fixe. As intervenções de João Viveiro e de Tenreiro Patrocínio (que praticamente não ouvi, e se calhar por isso mesmo) ficaram na fronteira entre o MAU e o que foi Melhor.
E no melhor, começamos pelo eng Lemos dos Santos que nos trouxe uma perspectiva (embora demasiada alongada) bem fundamentada do assunto em debate. É sempre bom perceber, nem que seja a meio da tertúlia, que há alguem presente com conhecimento técnico daquilo de que fala e por isso produz uma opinião fundada que será sempre de considerar. Pró Covilhã, neste caso.
João Luis de Brito: uma intervenção popular, politicamente muito eficaz se estivesse ali povo para ouvir. Não estava. Só estavam os "notáveis" e esses não estão para ouvir, estão para "botar faladura". Foi pena. A sua perspectiva sobre a inevitabilidade da nossa condição periférica foi a única evidência de que ninguém se tinha apercebido até ali. Uma contribuição notavelmente lúcida sobre o que aconteceu - "abandonámos a Serra" - e o que irá acontecer quer escolhamos Covilhã ou Viseu. "Somos sempre os da fronteira e como arraianos seremos sempre tratados e pagaremos a factura correspondente". Mesmo assim, inclina-se para a Serra. Valeu. Nuno Camelo lembrou os 70 autocarros que estacionavam em Seia para ir para a serra. "Alguem trabalhou e nós descansámos". Valeu também, por isso.

Fez-se História a partir daqui
Vamos aos pesos-pesados: José Canhoto fez história ao desiludir totalmente. Esperava-se uma intervenção sólida e convicta e para além de não ter sido uma coisa nem outra, tem um terrível flop político que lhe custará a candidatura à CMS, quando refere que não quer um novo hospital. Antes quer o mesmo mas que trabalhe bem. É uma afirmação perfeitamente correcta, que muitos profissionais da saúde subscrevem, mas politicamente mortal, especialmente neste momento em que a guerra por um hospital renovado está em vias de armistício. Não podia ter corrido pior.
Eduardo Brito rasga um sorriso pelo flop demolidor e percebe, nesse momento, que já não precisa de se candidatar novamente à Câmara. Deixou de ter adversário à altura.
Será? Não subscrevemos a tese e explico no final porquê.
Pimentel, no seu estilo arrebatado e populista, imaginando que está na Assembleia da República - e que pena para Seia ter perdido um parlamentar destes enquanto elegeu outras figuras absolutamente amorfas para a representar - desenvolve a sua tese pró-Covilhã. Com brilho, com vigor e com toda a convicção do mundo. Não há, repito, outro oralista em Seia a aliar o arrebatamento à fundamentação de uma forma tão natural e tão endémica. Fiquei fã.
Alcides Henriques argumentou de forma sucinta no sentido contrário. Explanou a sua convicção e teve momentos de raro entusiasmo. Reconhece-se a experiência do Tribuno, mas a alma que esteve subjacente à sua intervenção não era, não podia ser estudada, pesada, doseada. Foi um momento natural e dos mais conseguidos da noite. Não se irá candidatar a nada, talvez não possua o carisma nem a popularidade do vencedor nas urnas, mas é sempre um contributo sólido que não pode ser ignorado em nenhuma situação.
Fernando Paninho produziu a mais brilhante intervenção da noite. Surpreendente, para alguns. Não para mim que conheço bem as suas capacidades. Uma ideia nova e divergente: a 3ª Via. Não precisamos de nos colar aos outros. Não somos pobrezinhos. Somos um município de montanha e devemos aliar-nos aos nossos congéneres em vez de nos entregarmos a um ou outro dos "grandes leões" (Viseu e Covilhã). Bonito. E dá que pensar. Não lhe dou o destaque final só porque tenho que o reservar para a revelação histórica da noite.

Nuno Vaz é o candidato natural do PSD à CMS.
Surpreendeu sobretudo a clareza da sua primeira intervenção. A serenidade. A sustentação bem-disposta de uma ideia por si desenvolvida no Porta da Estrela, de que nos deveríamos aliar à GAM de Viseu. A referência ao facto do Presidente da Câmara ter arrepiado caminho colheu definitivamente. A exploração dessa "precipitação" de Eduardo Brito é uma arma que pode ser brandida no futuro. Nuno Vaz não se cansou de fazer passar informação subliminar. Que não é de Gouveia! Que é de Trás-os-Montes. Várias vezes repetida na clara intenção de esbater o estigma gouveense - o único handicap que pode colocar-lhe obstáculos a uma vitória na CMS, desde que Eduardo Brito não concorra.
Portanto, o caso é este: Se Eduardo Brito concorrer a luta será forte. Se Nuno Vaz conseguir esbater o estigma de Gouveia, será o adversário mais forte que EB já teve de enfrentar. Não se sabe o que pode acontecer, dado que todas as eleições – excepto as autárquicas – são sempre ganhas pelo PSD.
Se EB não concorre e Marciano Galguinho for o candidato contra Nuno Vaz, não prevejo vida fácil para o PS. Só um milagre ou uma campanha monstruosa poderá fazer pender a balança para a rosa. Embora o rigor e o profissionalismo de Galguinho sejam os seus (fortes) ex-libriis, a candidatura de Nuno Vaz será infinitamente mais mobilizadora. Ainda mais quando os laranjas percebererm o "peso" do candidato potencial que têm em mãos.
A coisa ganhou interesse e o debate serviu para se clarificarem as águas. No fundo José Canhoto não conseguiria apoio popular significativo (não é um populista) por isso talvez tenha sido, para a sua carreira, melhor assim.
Nuno Vaz tem o perfil e a postura correctas para desafiar Eduardo Brito (que continua a ser um "animal político" em alta). O problema é que nos próximos 2 anos pouca coisa poderá EB fazer dada a restrição orçamental e isso pode ser muito aproveitado no debate eleitoral. EB tem que arranjar maneira de disfarçar a falta de orçamento com "alguma criatividade", como ele próprio costuma dizer.
Entretanto Nuno Vaz também não fará omeletes sem ovos. Mas pode uma vulgar estratégia populista estabelecer comparações com o que se passa em Gouveia, em que uma Câmara tecnicamente falida faz agora flores todos os meses. De onde vem o "papel"? E Nuno Vaz tem o peso de Alvaro Amaro em Lisboa?
Seja como for não vejo melhor candidato local para o PSD, e nenhum desconhecido da 2ª linha do partido o baterá no seu terreno, pelo que o partido pode agora demonstrar que não necessita de importar políticos da capital para disputar a sério a Câmara de Seia.
A não ser que Santana Lopes decidida abandonar a corrida à Presidencia e se lembre de nós…

JÁ CHEGA! Feher foi uma das centenas de pessoas que morreram naquele dia em Portugal


Depois da Procuradoria Geral da República e do Presidente Sampaio, agora é a vez da Assembleia da República aprovar 1 voto de pesar pela morte de Feher.
Mas afinal: QUANTOS PORTUGUESES MORREM POR DIA IGNORADOS DE TUDO E TODOS??
SERÃO ANIMAIS OS PORTUGUESES QUE MORREM DIARIAMENTE NOS HOSPITAIS, NO SEU LOCAL DE TRABALHO (como o futebolista), NAS ESTRADAS E EM CASA??? O procurador-zero, o hilariante cenourinha e a desavergonhada AR não querem saber destes, porquê???
Mas este país ficou completamente louco?
Ninguém percebe o insulto que está a ser dirigido aos milhares de portugueses que todos os dias têm familiares e amigos que morrem?
Dezenas de desgraçados analfabetos absolutamente alienados a chorar nos fóruns da rádio, (bancada central da TSF), na televisão (opinião pública da SIC notícias) provam os milhares de anos-luz a que estamos de qualquer país dito civilizado.
Isto nem antes do 25 de Abril estava tão intelectualmente desgraçado.
Como querem que os alunos não fiquem estúpidos?
A estupidez é a maior ambição do portuga no limiar do 3º milénio!

Governo socialista é o culpado

David Justino, o ministro das escolas - não se pode verdadeiramente falar em Educação neste país, a não ser humorísticamente - culpou já o anterior Governo socialista pelas más notas obtidas pelos alunos nas provas de aferição de 2000.
- "Os fracos resultados obtidos nas provas de Matemática e Português revelam o autêntico descalabro das políticas socialistas".
E mais não disse.
Vais ver que as recentes medidas de colocação de 3 professores junto das suas residências se inseriam, afinal, numa política mais alargada conducente à melhoria da Qualidade do Ensino em Portugal.
Ministrinho incompreendido...

Cardona, a Dona, reteve a massa a Bagão, o Félix


Ficou-lhe com a massa de 572 funcionários vezes 14 meses, mas atenção: não a levou para casa! O papel ficou nos cofres do Estado, só que em vez de ter passado para a tutela de Bagão, o sempre Félix, ficou na sua, que é a mesma coisa.
O que é giro é que se trata de 2 ministros de 3, do mesmo partido.
Durão está de férias, mais uma vez, a ver se a tempestade passa.
(Ai, ai... a minha cabeça...)
Olhem que só 2 ministros (Cardona e Portas) dão-lhe mais que fazer que os outros todos juntos. Será por serem PPs? Ou por serem zeros à esquerda, mesmo?
Saldanha Sanches é que não lhes acha graça nenhuma.
"Se há gente presa por fazer 570 vezes menos..."

RTP1: Uma professora de português diz que a culpa é da infantilização do ensino??!!??


Na RTP1 a coisa começa a ter foros de escândalo.
Que a culpa do DESensino de Português é dos métodos e da infantilização a que ele está, cada vez mais, sujeito. Então havia de ser de quê? Das obras públicas?
David Justino está a concordar, neste momento, em directo no canal 1.
É o fim da macacada!
O ministro a concordar que o ensino está podre...
A oposição não faria melhor.

1.29.2004

Chumbam a umas, mas passam a outras.

Que interessa lá que os alunos do 9º ano tenham maioritariamente negativas a Português e a Matemática?
Por acaso não têm positiva a Educação Física e a Moral?
E porque é que só falam em Português e Matemática, hein?
Têm óptimas notas nos Clubes, em Formação Cívica, Estudo Acompanhado e em Viagens de Estudo.
E são muito QUERIDOS, tá bem?
Não esquecer que tem que se lhes aumentar a AUTO-ESTIMA, a todo o momento. Temos que lhes explicar que se ainda não sabem ler no 9º ano, a culpa não é deles, mas também não é dos professores.
É do SISTEMA.
Vamos lá a não ser parciais na análise.

Alunos do interior não vão entupir universidades

Quando, em 2007, entrar em vigor a nova forma de acesso ao ensino superior, os alunos do interior não irão invadir as Universidades dignas desse nome.
De facto, o mesmo aluno concorrerá a 12 Instituições, até perceber que ninguém o aceita em lado nenhum porque as provas são escritas numa estranha Língua da qual eles mal ouviram falar.
Como alternativa, os ex-Institutos da nota zero que proliferavam no interior.
Repare-se neste curto diálogo entre alunos de Humanidades do 12º ano do interior profundo:
- Ó rapazes: indes a concorrer a qual?
- Nós estamos a pinsar im ir a Lizboa.
- Ó pá Lizboa não, qué munto defícil. Os gaijoz lá fartam-se de fazer preguntas, diz que é a manhê toda a ezcrever, a ezcrever... ê cá não. Vou pó Politénico que a nota de entrada é zero...
- Ulha! Boa. Iá, méne. Politénico é que stá a dar!
- Mas espera lá (diz o intelectual do grupo). Ouvi dizer que no Politécnico também vai haver nota mínima de acesso de 9,5...
- (silêncio) Não interessa pá! Vamos lá fazere az provaz à mezma e depois vamoz buer um copo pá naite!
(todos à uma) - BUTE!

As queixas anónimas não valem um Souto Moura.

É crescente o numero de queixas sobre a qualidade do serviço prestado nas pistas de ski da torre.
Que se dramatiza aos fins-de-semana, naturalmente. Desde as intermináveis filas de espera, até à falta de instalações sanitárias, ou mesmo de caixotes do lixo, para não falar em dezenas de outros pormenores.
O problema é que todas elas perdem sentido porque não são feitas formalmente, preferindo os queixosos escrever as suas reclamações em sites mais ou menos obscuros, que ninguem lê e ainda por cima anonimamente.
Assim não vamos lá. Uma queixa anónima não vale um Souto Moura.
Toca a exercer o direito de cidadania; queixemo-nos quando encontrarmos motivos para tal, mas assinemos por baixo o nome que os nossos pais nos deram, como fazem os juizes com as escutas telefónicas.
Senão, é zero. Mas de onde virá este terrível medo de assinar?
Ainda da longa noite fascista?

Relatório HUTTONpico

Afinal Blair não falsificou documentos. Usou apenas documentos falsificados, mas não foi ele.
Afinal Bush não queria invadir o Iraque desde que tomou posse. Nem o 11 de Setembro foi o pretexto, nem as armas de destruição mássica (e não "maciça).
David Kelly suicidou-se cortando o pulso errado (porque ele era canhoto, devia ter cortado o pulso direito) e apareceu morto exactamente da forma que ele previra e previamente drogado com doses de cavalo. Mesmo inconsciente conseguiu cortar o pulso - mas isso faz parte da encenação.
Uma vingança póstuma.
Depois desta patega tentativa de lavagem da imagem do governo - tão tosca que nem em Portugal se faria melhor - eu é que não me importava nada de assistir a uma vingança póstuma de Bush e de Blair...

Portugal - paraíso da TUDOfilia

Deputados de esquerda e organizações não-governamentais acusaram hoje as autoridades portuguesas de pouco fazer no combate à prostituição infantil e tráfico de crianças, durante um debate internacional sobre a exploração sexual de menores, em Bruxelas.
Segundo Cláudia Neves, responsável pela secção portuguesa da associação Inocência em Perigo, "Portugal é um pais escolhido para o turismo sexual e o tráfico de crianças(*)", onde quem vende crianças "não é punido porque a lei não prevê este tipo de crime".

(*) onde se lê crianças deve também ler-se droga, imigrantes, influências, dinheiro sujo, prostitutas brasileiras, prostitutas do leste, prostitutos do Parque Eduardo VII, tabaco, bebidas, colocação de professores e jobs.

1.28.2004

Luis Filipe Vieira: Há valores na vida muito mais importantes que uma bola!

Esta revelação bombástica vai fazer mudar para sempre toda a visão portuguesa do mundo.
Esta irresponsável declaração, assim publicada de chofre, pode provocar um autêntico terramoto político e moral na nossa sociedade.
O homem estará bom da cabeça?

Celeste Cardona não cometeu um crime fiscal

Quando muito terá cometido apenas 572 ilícitos criminais

Não há a menor pedofilia na Madeira

"Não há a menor pedofilia na Madeira", exclama o Procurador.
E critica duramente quem anda para aí a "mandar bocas" em vez de denunciar as situações à PJ.
"Uma coisa é as crianças - com pleno conhecimento dos pais - convidarem naturalmente os turistas na rua a ir confraternizar com elas para os hotéis. Isso é a nossa forma personalizada e atenciosa de receber quem nos visita. Outra coisa é Pedofilia, senhores! Nada de confusões! Que horror!" - terá exclamado o procurador, enquanto enxotava as crianças que o convidavam insistentemente para o hotel.

Ó juiz: assina aí... sim, aí onde diz "assinatura"...ok. Obrigadinho, pá.Xau!

A juiz Mata-Mouros (a juiz que mais escutas ouviu em Portugal e sobre esse assunto acaba de escrever um livro) explicou tudo na SIC Notícias. Só não percebe quem não quer. A polícia chega ao pé do juiz e MANDA-O assinar as escutas telefónicas. O juiz, atarantado, sem perceber nada do processo (não há processo instruído) assina de cruz e... xaraaam! Mais um desgraçado com o telefone sob escuta.
Agora eu pergunto: haverá assim tanto cromo na polícia dedicado ao bisbilhotismo que esta consiga lidar com milhares de escutas, por dia? Cá para mim a maior parte delas são os maridos desconfiados (polícias) a ouvirem os telefones das mulheres...