11.25.2003

I have a dream! PortuGaliza!

Vamos a acalmar que o Barroso já está a pedir ao Papa que interceda junto de N. Sra de Fátima/Prestige, para que interceda junto de Jota Cristo/Almada/Rio de Janeiro que meta uma cunha ao Pai, por nós.

Lembra-me aquela:

Pára-Raios na Igreja
É para lembrar aos ateus
Que o cristão, por mais que o seja,
Não tem confiança em Deus.


Isto é que é ter confiança no futuro, hein, ó Durão!?!

De qualquer modo, I have a dream:
Castigar os Galegos, que tanto gostam de nosotros portunheses (!), e que Madrid nos conceda a Graça de nos anexar, mas desta vez territorial e oficialmente, mesmo.
Passaríamos a fazer parte da grande nação espanhola - o 6º País, ou então uma anexa ( - pobre! Vives num anexo!) da Galiza.

Já sei... já sei... ainda será mais fácil ensinar a um americano médio que a terra é redonda, do que conseguir essa Ventura, mas que querem?
Deixem-me sonhar!!!


(comentar)

Mas Tavares Moreira vai repôr os milhões que escondeu ou ficamos assim?

Quer-se dizer: o senhor "escondeu" dezenas de milhões das Caixas Agrícolas durante anos - é o proprio Banco de Portugal quem o afirma - e fica apenas inibido de exercer funções durante 7 anos?
Qual terá sido o rácio aplicado? Cada 50 milhões sonegados equivalerá a 1 ano de férias?
E não vai preso, nem nada?
Ah! Já percebi. Não se trata de pedofilia... não é crime.

(comentar: joaotilly.weblog.com.pt)

Em Seia não há governadores do Banco de Portugal

Seia é, neste momento, das cidades mais seguras da Europa.
Não há pedofilia, para além da costumeira que há em toda a parte.
Não está cá o Belmiro, pelo que não podemos ser considerados um paraíso fiscal.
O PSD não tem expressão nenhuma, pelo que não há problemas com as divisões dos jobs entre os boys.
Vai tudo para a concorrência, mesmo.
Não há Hospital digno desse nome, pelo que não há processos a médicos por negligência.
Não há Romenos nem Ucranianos (ilegais), para além dos que trabalham nas Instituições de solidariedade social.
E também não há ex-governadores do Banco de Portugal, nem assessores ou presidentes da bolsa de Lisboa.
Não está cá o Santana Lopes nem o Miguel Sousa Tavares.
E até o Barroso está entretido com o Papa, no Vaticano, e não é garantido que volte.
Estamos, portanto, a salvo.
Podem vir à confiança.

Restaurantes recomendados em Seia - Serra da Estrela

Esperam-se 6 mil turistas em Seia, a partir de 6ª feira próxima.
É bom que quem nos vista saiba onde pode almoçar ou jantar, condignamente.

A seguinte listagem é (mais ou menos) aleatória e não hierarquizada.

Restaurante do Museu do Pão - à saída de Seia, direcção ao Sabugueiro
Restaurante Borges - perto da Igreja da Misericórdia direcção Sabugueiro
Restaurante do Hotel Camelo - centro da Cidade
O Cantinho da Alice - centro da cidade em frente ao tribunal
Restaurante da Quinta do Crestelo - Saída para S. Romão
Restaurante Crestelo - Saída para S. Romão
Restaurante Mota Veiga - saída para Arrifana
Restaurante Estrela de Seia - Arrifana
Restaurante O regional da Serra - centro da cidade, Praça da República
Restaurante O Farol - largo da Câmara Municipal
Restaurante O Pastor da Serra - à entrada de Seia, vindo de Nelas, Viseu, Coimbra ou Guarda
Restaurante Santa Luzia - Pinhanços, estrada Gouveia - Seia
Restaurante Sra da Lomba - Pinhanços, estrada Gouveia - Seia
Restaurante Mira Neve - bombas da Galp em Pinhanços


No Sabugueiro há também alguns:
O Miralva, por exemplo, é uma coisa do outro mundo...

Há mais. Mas estes são os que eu recomendo.

Abençoada Pastilha!

Isto é o far-west, dizem (de facto somos o país mais a oeste da Europa):

Primeiro prende-se e depois investiga-se. Dizem que isto está como no tempo da PIDE, mas é mentira. Durante a "longa noite fascista" investigava-se um indivíduo antes de o prender.
Agora é depois.
De todas as acusações que estiveram na base da detenção de Carlos Cruz, já nenhuma permanece na acusação, segundo as milhares de violações ao segredo de justiça que se praticam impunemente em todo o lado (Estado de Direito...). Nem a tese da fuga (sem documentos nem roupa) nem a da transferencia de dinheiro para o Brasil (que foi parar aos cofres do estado no pagamento de impostos atrasados), nem coisa nenhuma.
Agora há que arranjar novos argumentos para adiar a bronca que será a libertação de Cruz por falta de provas.
Cúmulo da indignidde: vão obrigar o homem as mostrar as partes pudibundas, a pretexto de um drogado que diz que ele tem lá um sinal.
Ainda bem que não mas fazem mostrar a mim, senão estava lixado....
Quem é que aos 55 anos não tem um sinal, ou uma verruga, por ali?

11.24.2003

RTP1: Os Barranquenhos vão ao médico a Espanha e ... não pagam nada

 


Está um Barranquenho a dizer, neste momento, na RTP 1 a dizer o que está no título.
E que não há filas de espera, nem preenchimento de formulários, e não se paga nada.
E compra os medicamentos em Espanha.
Caso contrário, teria que ir a Moura ou a Beja, percorrer dezenas de kilómetros e depois preencher papéis.
Está o Estado espanhol a pagar a saúde dos portugueses... Mais: aqui toda a gente paga a taxa moderadora, mas em Espanha não paga ninguém...
Eles também precisam, coitados. Com aquele triste nível de vida deles...

Há 2 anos que não há médicos em Barrancos, mas isso não interessa nada à população.
É preciso é que não lhes tirem os touros de morte!
Bois.

Serra da Estrela: neve com vista para o mar

O que nos faz falta, em Portugal, em qualidade da classe política dominante, há de sobra em beleza natural.
É a lei das compensações.

Portugal é dos países mais bafejado pela sorte, no que concerne às condições naturais: clima e paisagens, sobretudo.
Espanha tem serras mais altas, onde se podem fazer centenas de kilómetros de ski (para quem aguentar).
Tem também praias de água quente (Valencia, Málaga, Barcelona), mas sem ondas, que o Mediterrâneo não gosta muito delas. Mas não este pacote turístico, este 2 em 1, na mesma àrea geográfica.
Todos os países nórdicos têm altas montanhas, todas magnificamente exploradas e vocacionadas para a prática de desportos de inverno. (Conheço pessoalmente Innsbruk na Áustria e Ruka na Finlândia - porque a Vodafone me fez o favor de me proporcionar essas viagens. De outro modo nunca lá iria).
Mas esses países, ou não têm praias, ou é como se as não tivessem.
Ninguém se mete em água gelada por gosto.

Nós, aqui neste cantinho, temos tudo. E ao mesmo tempo.
Uma montanha linda, com um maciço central imponente e de fácil acesso, faz as delícias dos montanhistas.
E logo à frente, a menos de hora e meia de viagem, as praias da Figueira da Foz e Mira.
Esta é uma característica que não é facil encontrar em lado nenhum.
As grandes pistas de ski de Andorra não ficam, é certo, muito longe das praias mediterrânicas de Girona, mas nunca se faz essa viagem em menos de 5 a 6 horas, a andar bem. O mediterrâneo Francês fica ainda mais longe, e sempre é outro país, com outra língua.

Aqui, não.

Duas horas após descalçar as botas no Sabugueiro, apenas terminada a digestão do belo queijo da Serra, pode o turista tomar uma rica banhoca na Figueira da Foz cuja água, não se podendo considerar como cálida é, pelo menos, suportável. E tem, pelo menos, ondas. É um autêntico Brasil para os Galegos, para não falar nos nórdicos.

Temos todas as condições naturais em Portugal e sobretudo aqui na Serra da Estrela - o 2º destino turístico nacional - para proporcionar um fim-de-semana absolutamente inolvidável aos nossos visitantes.

Nunca as soubemos aproveitar, é certo.
Mas agora, estou convencido, com as novas condições das pistas e os novos alojamentos disponíveis em Seia e no Sabugueiro, já seremos capazes de receber condignamente.

Aguardamos as V. críticas.

Não há papel??? Mas é para o comércio local!

O povo já começou a atacar aos centros comerciais.
Ontem, no Norteshopping, não se rompia. Ao Arrábida nem se chegava e até o pindérico do Modelo em Viseu não tinha estacionamentos. Carros em cima dos passeios.
Em todo o lado se vê gente conhecida.
O pessoal daqui assalta mais Viseu. Em todas as caixas há sempre alguém de Seia.
Quer dizer que o tão propalado comércio local vai mais uma vez levar para tabaco.
Ali andam aqueles comerciantes a tratar os seus clientes na palma da mão, durante todo o ano, muitas vezes a fiar o ano inteiro para, na hora da verdade, quando tem que se cumprir a Natalada e que se abrirem os cordões à bolsa, acuda tudo às grandes superfícies, onde ninguém conhece ninguém, todos desprezam toda a gente e se paga "al contado".
Bem.
É Portugal.
A partir de Janeiro, já o povo se volta a lembrar dos "mestres Andrés" das suas terrinhas - daqueles que ainda conseguirem sobreviver a mais este Natal - e lá voltarão, com falinhas mansas a pedir, outra vez, fiado.
Certo.
É neste sistema português, aparentemente tão amável e no fundo tão profundamente selvagem, que não se acredita.
(Vejamos o caso dos bombeiros e os escândalos dos incêndios, este verão.
Acabou-se, fotricou-se! Para o ano será pior, que até lá está tudo bem).

Ora...
Depois queixam-se que "nas vilas não há nada" e que tem que se ir às cidades para se comprar qualquer coisinha.
O povo, na sua imensa sabedoria, é que justamente provoca esta pescadinha de rabo na boca.
Qualquer dia será preciso andar 100 kms, ida e volta, para se comprar 1 kilo de arroz.
Mas não faz mal. É passeio, é animação.

11.23.2003

O ensino, a medicina, a medicina e o ensino.

Diz uma "colega" no Médico explica medicina a intelectuais - link no lado direito:

Esses meninos com 18 valores que ficam fora da faculdade de Medicina, não se iludam, noutros tempos, teriam menos de 12 valores; e quem tiver dúvidas que faça os percentis, e verá; ou que pergunte ao seu stôr de matemática.
Há limites para tudo, até para o ridículo..."


Então, ó "colega" e estes alunos que fazem (!?!) agora o 12º ano sem saber ler escorreitamente e a dar um erro por palavra?
Alguem vê aquele jardim zoológico do Big Brother onde não há um (1) que saiba o que está a ler? E a escrever? Fazem concursos a ver quem é que dá menos erros.... mas quem der mais é o maior, e tudo a rir!!!
Como se da instrução primária se tratasse, mas ao contrário.

Isto é vendido a milhões, na minha província, que cada dia que passa mais se identificam com um País assim tratado pela comunicação social.
O estranho é chegar à escola e ainda haver professores (cada vez menos, é certo) que não debatam com eles as últimas aventuras TVIescas e as maravilhas da incultura nacional!
Isso é que "me admira a mim"!

Já há tele-cadeiras, centro comercial e pistas novas na Torre. Assim que cair o primeiro farrapinho de neve...

É verdade, sim senhor.
Estive na Torre ante-ontem e visitei o novo centro-comercial.
É novinho a estrear.
Já tem até 2 lojinhas logo à entrada.
Por cima, o self-serviçe bem moderno, alegre e espaçoso.
Estacionamento ali à volta do edifício, também há.
Começam a ver-se as infra-estruturas que nos têm faltado há 30 anos.
As pistas, que no ano passado não abriram para obras de reestruturação, lá estão agora, com as novas telecadeiras e os novos canhões de neve, à espera do manto branco.
Tudo muito bonito, só falta a neve.
Entretanto, como no ano passado foi uma debandada geral dos amantes do ski para terras de Espanha, quem lá foi ficou a saber que tem acesso a quartos duplos com TV satélite e forfaits incluídos por um preço que nem ouso repetir.

Na Serra da Estrela, o percurso utilizável é de apenas 7 kms. Mas já é bom, para um fim-de-semana diferente do caos semanal e do deserto de fim-de-semana citadinos.
Temos em Seia o Hotel Camelo e a Quinta do Crestelo, para uma estadia mais exigente. Em Seia há ainda algumas residenciais com quartos simpáticos e acolhedoes.
Há quartos duplos e triplos no Sabugueiro por 40 Euros, com TV e peq almoço (enchidos e queijo do melhor).

Temos um magnífico Museu do Brinquedo e o já célebre Museu do Pão - único a nível nacional - cujas visitas são absolutamente obrigatórias para crianças e adultos.
Há milhares de lugares para estacionamento de automóveis e autocarros (no largo da feira) mesmo no centro da cidade de Seia (desculpem repetir tanta vez o nome da cidade SEIA, mas é para que se não confundam na entrada para a Serra da Estrela).
Seia é a verdadeira Porta da Estrela.

Assim que cair a primeira neve, Seia e a Serra da Estrela vão encher-se de turistas, novamente.
Mas desta vez, já com algumas condições que têm faltado em anos anteriores.

Se planeiam visitar a Serra, aconselho a que façam as V. reservas com alguma antecedência.
Se for um impulso de momento, netam-se nos carros, que alguma coisa se há-de arranjar.

Podem enviar-nos um email para consulta de vagas e o tipo de alojamento que preferem, que a gente cá tenta arranjá-lo.

Sem comissões!!!

11.22.2003

Bastava que a banca pagasse o que deve ao fisco, para que os portugueses deixassem de pagar impostos.

FISCO SÓ PERSEGUE OS CUMPRIDORES

A Administração Fiscal está desmotivada e desorientada . Os serviços apenas "perseguem os cumpridores" e deixam de fora os prevaricadores. A falta de estratégia patente no Fisco foi veementemente criticada pelo presidente da CTOC, Domingues de Azevedo, na inauguração da representação da organização em Castelo Branco.

O responsável da CTOC referiu-se à fraude e evasão fiscais como um flagelo sem fim à vista, porque a Administração Tributária actual "está moribunda, apesar de possuir pessoal qualificado, mas que não anda no terreno". Referiu que, por não haver uma estratégia delineada no combate à fraude, existem empresas que "há dez anos não entregam declarações" sem que ninguém lhes peça "satisfações".

O actual momento é "grave" porque não se punem os incumpridores. Pelo contrário, "penaliza-se os que cumprem". "A Direcção-Geral dos Impostos, organização fundamental no combate à fraude e evasão é hoje uma imagem pálida da organização que foi no passado", sublinhou Domingues de Azevedo. A sua "descoordenação" justifica-se, entre outras situações, porque a nomeação dos seus responsáveis é "feita com base em amizades, sem que tenham o minimo conhecimento, nem sensibilidade para lidar com melindrosas questões".

Depois do reconhecimento público do caos a que a máquina fiscal chegou - para não destoar do resto do país, evidentemente - resta lembrar que só o Totta tem processos fiscais na ordem dos 12 milhões de contos desde o início dos anos 90 e até hoje, de adiamento em adiamento, ainda não pagou um tostão.
O mesmo se passa com toda a banca de uma forma generalizada (até a Caixa geral de Depósitos, que é do Estado, tem processos fiscais!) de tal forma que as últimas estimativas que transpiraram para o público em finais do ano passado apontavam para uma dívida generalizada de toda a banca ao fisco a ultrapassar os 100 milhões de contos.
Não se ouve a Ferreira Leite falar nisso.
E porquê?
Porque esta dívida é praticamente incobrável, já que os melhores advogados e especialistas em fuga ao fisco são funcionários da alta finança, ou do Belmiro.
Se juntarmos estes 100 a outros 260 milhões que o Belmiro tem recebido para as suas manigâncias de merging empresarial e apoios à contratação, chegamos a um valor próximo do orçamento... para as forças armadas!
Estes 360 milhões de contos entrados (ou no caso do Belmiro, não saídos) nos cofres do tesouro, e já que a população produtiva não ultrapassa hoje os 2,5 milhões de pessoas, evitavam que se cobrasse um único centimo a todo o trabalhador por conta de outrem.
E esta?

Comprar carros é em Espanha e pagar impostos, na China.

Um aumóvel de 62.000€ em Portugal, custa 41.000€ em Espanha
Coitados dos espanhóis. Também com o desgraçado nível de vida que eles têm (o ordenado médio não ultrapassa os 3500€ hoje em dia), ao menos que alguma coisinha os alegre...

Mas vão subir, os automóveis, cá.... que é para aproximarmos os nossos preços-base aos da Europa....

Bem: Esta Ferreira Leite é impagável!
Não é que a rapariga se esqueceu de esclarecer o povo que nós pagamos IA, e sobre este Imposto automóvel também pagamos IVA, e que somos o único país da Europa a cobrar imposto sobre imposto ao desgraçado que não pode andar a pé?
Artigo em http://www.automaniacos.blogspot.com/

Palavra de honra que a mulher está mesmo própria para esta imitação de país que nós para aqui temos!
Está, como diria, o Mestre André, no lugar certo, na hora exacta e momento oportuno.

Lugar certo, porque em mais nenhum país decente deixariam uma simples economista sem obra publicada chegar a ministra das finanças.
Na hora exacta porque, a esta velocidade, daqui a 2 anos a mulher está completamente disléxica. Portanto, sem querer, até aquelas frases sonantes com que enche aquela assembeleia de brutos, suportadas pelas máximas contabilísticas do compêndio do 1º ano do curso da escola comercial, são capazes de começar a fazer sentido.
No momento oportuno, porque o portuguezito anda tão desanimado com a porca da vida, agora que já percebeu que não tem - nem terá, nos próximos 90 anos - dez mil reís para mandar cantar um cego, que até já esta coisa suporta.
Noutro qualquer momento menos desanimador da nossa história, já este povo a tinha mandado ir dar banho ao cão.

Convenhamos que, depois de um Sousa Franco completamente choné a gritar as maiores inconfidências sobre o Guterres nos restaurantes, a gente até nem estranha esta coisa que nos calhou pela frente.
Agora: que a mulher não faz a mínima ideia de como gerir isto, até já o Durão percebeu.
Se não aproveitar para se demitir na sequência das primeiras baixas da GNR no Iraque, Durão vai mesmo ter que ser menos Molão e arranjar para a pasta das Finanças alguém que saiba como ir buscar dinheiro sem ser sempre aos mesmos - os pequenitos que, por acaso, já não têm mais para dar.

Pessoalmente continuo a achar que a Teresa Guilherme é que nos fazia cá muita falta a este governo.
Nas pastas das Finanças Cultura, Ensino, Ciência e Tecnologia.

Essa descobria imediatamente a forma de fazer o Belmiro devolver os biliões que lá tem de subsídios marados, e de começar a fazer pagar a SONAE SGPS, pelo menos alguma coisinha de impostos, em Portugal.

Sr Dr: mude-me o óleo, lave só por fora e aspire.

No blog "Médico explica medicina a intelectuais" escreve o autor:

Sobre a falta de médicos:
1 - Não existe ainda nenhum estudo científico e sério que confirme a alegada falta de médicos.
2 - Há em Portugal um excesso de hospitais, um excesso de serviços de urgência, um excesso de extensões de centros de saúde, um excesso de notícias veiculadas pelos jornalistas sobre a falte de médicos.
3 - Há casos de flagrante negligência planificadora da construção de hospitais separados por poucas dezenas de quilómetros: Torres Novas, Tomar e Abrantes; Portalegre e Elvas; Beja e Serpa; Cascais, S. Francisco Xavier, Santa Maria e S. José; Braga, Guimarães e Barcelos; Vila da Feira e Vale do Sousa. (citando de cor)
4 - Há extensões de centros de saúde, a construir em freguesias com algumas centenas de habitantes.
5 - Houve numerus clausus sucessivamente impostos por sucessivos governos.
6 - Há carências imacreditáveis ao nível do ensino da Medicina em várias faculdades.
7 - Não há incentivos (ou obrigação) de deslocar médicos para o interior do país.


É verdade que os relatórios europeus nos indicam que temos um número médio de médicos por habitante até superior à maioria dos países da europa.
Foi esse argumento que, prevalecendo ao longo de todos estes anos, nos levou ao estado quase caótico da Saúde em Portugal, só ultrapassado pelos restantes: o da Justiça, do Ensino, da Protecção Social, da Cultura, da Habitação, etc, etc...

Agora temos aí médicos de todas as nacionalidades, nenhum falando português, e, daqui a 10 anos, a nota mínima para entrar nas faculdades de medicina há-de ser como a que existe hoje para entrar nos polítécnicos do Interior: zero.

Aí poderemos contratar médicos para nos pintarem as casas, reparar a torneira que pinga e mudar o óleo ao carro.

Michael Cruz

Jackson foi preso ontem e libertado ontem.
Será julgado a 9 de Dezembro, daqui a meia dúzia de dias e saberá, nessa altura quem o acusa.
Cruz está preso desde 1 de Fevereiro. Há quase 10 meses.
Há 10 meses que não sabe quem o acusa nem porquê.
Sabe-lo-á no julgamento, quando este for marcado.
Provavelmente, por este andar, em finais de 2004.
Nessa altura Cruz estará na prisão há cerca de 22 meses sem saber de que é, textualmente, acusado.

Isto não é, de facto, um país, como eu dizia aqui há atrasado.
É um condado.
E o conde anda por fora, na caça.
Para aí há 80 anos.

Raquel Cruz, impotente, começou a escrever as crónicas dum esquizofrénico - afirma quem o conhece - de um inspector da Judiciária que publicamente terá afirmado, entre muitas outras coisas - que queria apanhar o Cruz.
O blog "muito mentiroso" que já não existe, há meses atrás trazia a história romanceada - ou talvez não - da conspiração contra Cruz.
Aí era caracterizado o inspector como um autêntico descompensado. Bate na mulher, nos filhos, tem dezenas de processoso a correr e negócios escuros em todo o lado, segundo aquele blog.
O procurador, segundo o 24 Horas, também tem processos contra toda a família, alguns dos quais de ameaças de morte.
Enfim: tudo gente recomendável, esta, que mantem o Carlos preso.

Enquanto o Hospital é o que está a dar, fecham as poucas fábricas do Concelho

Diz um leitor no PE ONline:
"Por incrivel que pareça, a prestigiada fábrica que tanto trabalho deu e tanto prestigiou Loriga, fechou as suas portas. Uma fábrica onde nunca faltou o trabalho, onde as encomendas nunca faltaram e...pura e simplesmente fechou, sem razão aparente, simplesmente porque lhe apeteceu. Mas antes, antes do seu encerramento foi chupada até ao tutano dos ossos, até não haver matéria prima. Porquê?
Porquê ninguém denunciou, porquê a Câmara e Junta nada fizeram, porquê o Porta da Estrela não diz e não disse nada? Nem uma minúscula linha no seu jornal. Será que isto é menos importante que um acidente com uma ambulância de Loriga? Fica aqui a questão".


Não. Não é menos importante. É, de facto muito mais.
Tanto que um responsável ameaçou telefónicamente o repórter Fernando Paninho de lhe dar um tiro nos cornos, se ele publicasse alguma coisa sobre o esperado encerramento da empresa, no PE.
Não publicou, mas não porque tivesse medo.
Porque não lhe foi dada autorização. Porque se pensou que essa notícia poderia prejudicar a empresa e os seus trabalhadores.
O PE conteve-se para proteger a empresa que afinal acabou por encerrar na mesma.
Até os delegados sindicais, contactados pelo repórter, se mostraram muito admirados e perfeitamente desconhecedores do que se estava a passar... Parece qualquer coisa de irreal, mas foi assim.

Seia está a passar pela mesma loucura colectiva dos EUA depois do 11 de Setembro, ou da Espanha, depois do Prestige.
Agora e subitamente é só o Hospital que está a dar.
Basta ver-se o exagero (bem intencionado, mas ainda assim uma clara falta de critério editorial) do Porta da Estrela desta semana, para se perceber que, de repente, uma só notícia existe em Seia: o novo Hospital.
O Presidente da Câmara ameaça demitir-se, enquanto aconselha os vereadores seus adversários a não o fazerem (!) por causa do Hospital.
Não há de facto fome que não dê em fartura... O Hospital é necessário há décadas. Não é de hoje. Não nos deixemos entorpecer nem embalar por histórias subitamente descobertas, como se da pólvora se tratasse.
Há empresas a fechar todos os dias. Desemprego a subir, as condições dos portugueses e dos munícipes estão aceleradamente a degradar-se.
E tem que se resolver o problema do Hospital esta semana?
Então não podia ter sido na anterior? Enquanto andava tudo atrás do Pacheco Pereira, quais cachorrinhos atrás do dono?
Agora que já não há assunto em Seia, é que o Hospital tem que fechar?
Tenhamos juízo e contenção nos nossos actos.
A demagogia, como tudo, tem limites.
E a História (não confundir com as Jornadas Históricas) está aí para não perdoar.

11.21.2003

O problema (da falta) do Ensino II

A Justiça, a disciplina, o rigor

A primeira coisa que um aluno faz, no início de cada ano, é testar cada professor.
Descobrir-lhe os tiques, os pontos fracos, as hesitações, as imprecisões.
Acompanhei o meu filho, no primeiro dia de aulas à  sua escola (que não é a minha) e fiquei simplesmente aterrado com o que vi.
Logo na apresentação, os alunos faziam o que queriam. Riam, brincavam, conversavam virados para trás, não ligando a mínima a dois pobres professores que para ali estavam a falar para ninguém, como se estivesse tudo normal.
E estavam lá adultos! Eu e mais 3 pais.
Incrível!
Assim, não há hipóteses.
É claro que apanham logo alcunhas, é claro que nunca mais têm o respeito dos alunos.
Mas isto é a maioria, pelos vistos.
A disciplina, em ambiente de serenidade e sem constrangimentos, é absolutamente necessária para se transmitir seja o que for a um aluno, e para se poder trabalhar com ele.
Agora, a disciplina não pressupõe berros constantes, gritos, ameaças, num pseudo clima de terror.
Isso é para rir, nos dias que correm.
Há dias, durante um teste que estava a dar a uma turma do 7º ano, eu e os meus alunos tivemos que ouvir uma aula inteirinha de uma colega que começou aos berros do princípio da aula até ao fim.
É completamente absurdo que se possam dar aulas nestas condições. É também inacreditável o aparelho vocal da colega que, ao que me informaram, faz isto há anos.

Mas então: acham que é aos gritos que se transmite conhecimento?

E necessária e urgente uma mudança filosófica relativamente às exposições tradicionais.
Eu defendo, por exemplo, que todas as aulas deviam ser abertas à  comunidade escolar, que devia ser obrigatório o registo em audio e vídeo de cada aula de cada professor.
E que o visionamento das aulas devia ser aberto ao público, sempre que tal fosse solicitado por pais ou educadores.
Apenas essa medida isolada melhoraria a qualidade do ensino em 100%.
É preciso transparência. O mais possível.
E transformar a Escola, que hoje é mais um local que os alunos têm que frequentar por obrigação e por isso transformam o mais possível em àrea de lazer, numa "fábrica" de investigação; numa instituição onde, de facto, se ensine e se aprenda mesmo.

11.20.2003

Eduardo Brito no seu melhor...

Tenreiro Patrocínio e Fernado Béco, os 2 vereadores do PSD da CM Seia ponderavam demitir-se em protesto contra a indefinição do governo sobre o Hospital de Seia.
Quando pensariam que esta sua inédita atitude seria da mais subida importância e chamaria de imediato a atenção do governo para esta problemática, Eduardo Brito apressou-se a desiludi-los: que não valeria a pena demitirem-se porque «o ministro não liga nenhuma ao PSD de Seia».

Ora bolas... então mas isso diz-se aos senhores?
Ai, ai, ...

O problema (da falta) do Ensino

Vamos lá a esclarecer este triste e arrastado problema do Ensino em Portugal e sobretudo no Portugal profundo - o Interior Beirão - a minha zona
Clarifiquemos a minha posiçãoo sobre este assunto que, aliás, é pública há mais de 12 anos (sendo que sou professor há cerca de dezasseis). Por todo o lado tenho escrito o que penso e não será uma sociedade de medrosos (podem trocar as consoantes da segunda sílaba, que o resultado é o mesmo) que me fará ser igual a eles. Nunca o fui. Sempre disse o que tenho a dizer, e neste caso fruto de profunda reflexão e prática profissional de mais de década e meia.
É evidente que a culpa de termos a pior escolaridade da Europa - de termos o maior abandono escolar da Europa e de termos os alunos mais incultos da Europa - não é só dos professores.
Mas é, na sua maior parte, deles.

É que se não percebemos isto, temos então que concluir pela alternativa: que temos os alunos mais broncos da Europa porque são os mais atrasados mentais da Europa, já que o que se estuda aqui é praticamente o mesmo que se estuda em todo o lado.

Falemos na Matemática: um "papão" a nível do 12º ano.
A minha escola tem índices de aprovação, há pelo menos 4 anos, da ordem dos 70%.
No secundário, essa média não ultrapassa os 40% e no 12º não chega sequer aos 30%.
E não se tem podido ir muito mais além, na minha escola, porque os mesmos alunos que atingem 70%, 80% e até mais nos testes, simplesmente não entendem o que se pretende num problema vulgar.

Eles lêem, mas não percebem o que se pergunta.
Se lhes explicarmos o que se pretende, IMEDIATAMENTE RESPONDEM ACERTADAMENTE.
Ora, o mesmo (eu sei) se passa às demais disciplinas.
Eu peço aos meus alunos que leiam os enunciados e, em cada turma do 9º ano, não há mais do que 3 ou 4 cuja leitura seja aceitável. E mesmo desses, uma parte (cerca de metade) não percebeu exactamente o que leu.
A forma perfeitamente balbuciante como os alunos que saem com a escolaridade obrigatória lêem um pequeno excerto de um texto, indica, claramente, a falta de hábitos, a falta de treino de leitura.
Há alunos que praticamente só lêem o que o professor lhes manda ler, na aula.
Ora isso é manifestamente insuficiente.
Possuimos, os portugueses, um património de valor inestimável: a nossa Língua, que nada tem a ver, hoje, com a imediatamente associável "lí­ngua de Camões" (trata-se de mais uma triste demagogia) e já pouco, mesmo muito pouco com a de Eça.
Aquele estilo é impensável usar-se, como é impensável dizerem-se aquelas coisas daquela forma, hoje em dia.
Mas o património linguístico que hoje temos é o resultado da evolução natural de Camões e de Eça, como da maioria dos grandes escritores portugueses e até da oralidade do vulgar cidadão da rua (não estou a falar do execrável bués, e do K substituindo o Q, como é evidente. Ainda não cheguei a esse nível.)

A primeira coisa que um estudante de qualquer assunto tem que fazer é TRABALHAR.
Uns precisam de mais; outros, mais dotados, que assimilam as regras e os mecanismos com mais facilidade, de menos trabalho. Mas todos precisam de trabalhar.
Ora isso é coisa que não se faz, no ensino básico.
Os professores demitiram-se da obrigatoriedade do controle do estudo, por parte dos alunos.
Mandam-nos estudar, apenas. Nada mais.
Eles, claro, não pegam num livro. E está tudo bem, porque no final, mesmo quase não sabendo ler, os alunos fazem o 9º ano.
Esse é o primeiro Crime que está a ser perpetrado no Ensino.
Por negligência, é certo, mas igualmente um Crime.

Se o aluno não estuda, não pode saber, não pode dominar os assuntos que estão na agenda - currículum - e portanto se o professor o passa de ano sem ele ter os conhecimentos que lhe permitam alicerçar os seguintes, o professor está a ser cúmplice de um logro.
Um logro para o aluno, que "passa", e por isso se convence que sabe; um logro para a escola, que aprovando o aluno está ciente de que o aluno tinha condições para passar; e, o pior de tudo: um logro ao paí­s que paga o ordenado ao professor, na convicção de que este consegue transmitir os conhecimentos, perí­cias e capacidades requeridas pelo sistema de ensino em vigor, o que é, obviamente, mentira.

É por verificar que o professor médio hoje em dia não se preocupa suficientemente com a evolução dos seus alunos que eu sustento que é sua a maior parte dessa culpa.
Não porque não saiba ensinar, não por não ser competente em identificar as matérias mais importantes em cada ní­vel de ensino. Não é por nada disso.
É apenas porque não acompanha suficientemente o aluno, porque não identifica as dificuldades em cada caso, porque não tenta descobrir a forma de ultrapassar esses obstáculos que já vêm, muitas vezes de trás, preferindo descarregar sistematicamente a velha frase de "este aluno nunca percebeu nada disto, não tem pré-requisitos, nunca se interessou por isto".
Estamos todos fartos de ouvir estas "desculpas" que, pretendendo desculpabilizar o professor, mais o penalizam por revelarem a sua incapacidade em resolver os problemas para os quais foi contratado e que consubstanciam o seu vencimento ao fim do mês.

Vivemos numa pequena cidade do interior, com alunos oriundos da mais funda e insuspeitada ruralidade.
Mas temos uma escola equipada com tudo o que é necessário para ultrapassar essa insuficiência.
E temos 5 anos de contacto com os alunos. Mais do que o tempo que eles passaram nas escolas do 1º ciclo (vulgo Primária).
Temos uma biblioteca recheada com todo o tipo de livros sobre todos os temas que se possam imaginar. Temos vídeos didáticos, jogos interactivos em cd, internet a qualquer momento. Meios bastante diversificados que muito ajudariam, se utilizados, a consolidar aquilo a que vulgarmente se chama de "cultura geral" - expressão ingrata, mas que identifica todo um conjunto de saberes basilares sem os quais é comunmente aceite que não estaremos a formar pessoas, mas simples autómatos.

Não temos desculpa se, no 9º ano, depois de 5 anos, pelo menos, de trabalho com um aluno, ainda temos o desplante de desabafar que "eles já vêm assim da primária".
Haja um pouco mais de vergonha, ou pelo menos de contenção.


Interactividade positiva
Exemplifico aquilo a que eu chamo de interactividade positiva: ao resolver um problema de proporcionalidade inversa (matemática), sobre o tempo de construção das pirâmides do Egipto, pode aproveitar-se para se falar nas próprias pirâmides em vez de elas servirem apenas como mero pretexto para se fazerem umas contas mais ou menos chatas, a seguir. Porque foram construídas, quando o foram e quantos milhares de toneladas de pedra foram necessários para a sua construção. Se os funcionários eram ou não escravos e, se não eram, se de facto eram voluntários, a troco de quê trabalhavam toda a sua vida nessas obras.
De onde veio toda aquela pedra, por que meio de transporte e como foi possível colocá-las em sobreposição dado que, há milhares de anos, não havia gruas.

Posso garantir que este sistema interactivo funciona às mil maravilhas.
Os alunos interessam-se pelo assunto, o que representa 80% do caminho andado.
Depois é só "obrigá-los" a trabalhar, através da descoberta, da pesquisa, para chegarem às conclusões sobre as possíveis respostas às questões formuladas.

Ora isto é exactamente o contrário do que hoje se faz:
Fazem-se-lhes as perguntas do livro e dão-se-lhes praticamente as respostas implicitamente, e por isso eles não têm a curiosidade natural de descobrir.
Desinteressam-se porque não há mistério, não há a emoção na descoberta. Não há, no fundo, nada que os desperte para o trabalho de procurar descobrir, sempre o caminho mais fácil e eficaz para o Saber.
E também para quê, afinal? Se, ainda por cima, sem nenhum trabalho sempre vão passando...

Quando os professores reganharem o gosto por ensinar e começarem a ver os resultados, tenho a certeza absoluta que o ensino melhorará, e deixaremos de ter a vergonha que é verificar que os alunos que nós damos como aptos para a prossecução dos estudos, raramente chegam mais além.

Essa é a principal vergonha para todos nós.
Afinal, nós não somos pagos para distribuir diplomas de escolaridade mínima admissível a quem permanecerá, para sempre, analfabeto funcional.

Ó senhor Engenheiro, não bata mais nos professores...

De uma amiga minha, professora de português numa escola secundária, a terminar o mestrado em Linguística (acho que é isso...) recebi o seguinte texto delicioso que passo a transcrever, e que prova inequivocamente que os professores não são todos ex-alunos medíocres que não conseguiram arranjar emprego em mais lado nenhum.
Ainda os há por vocação.
Sei que ninguém acredita nisso, mas eu até sei que há.
Poucos, é certo. Mas há.

"Ó senhor Engenheiro, não bata mais nos professores...(sobretudo nos de Português)!
Até parece que não está a dizer uma grande verdade!
O que interessa o "psicologismo" de um António Sérgio, a "metafísica" de um Antero de Quental ou ainda, para piorar, a "magalomania" desconcertante de um Mário de Sá-Carneiro ("não...não é o de Camarate", alerta feito na sala dos professores!) ou de um Almada Negreiros? Isso é muito profundo e tem pouco de sentimental!...
Nos tempos que correm, o que está a dar é conhecer a obra de uma tal de Margarida Rebelo Pinto e da Ritinha( Ferro)! Só literatura "light"! Fácil de digerir e não engorda! É que depois não há tempo para ir tratar da cabeleira ou de ir assistir às Jornadas ...Ah...Ah...
Pergunte às suas colegas de Português (as das cabeleiras intocáveis) quem escreveu o "Sei Lá!" , que vai ter uma surpresa!"


Quer-se dizer:
Nem eu seria tão radical...

Selecção sub 21 exige indeminização aos franceses

A nossa selecção vai exigir 2,5 milhões de euros à Liga Francesa a título de indemnização, pelo facto de o tecto dos balneários que lhe foram atribuídos ser "perigosamente baixo".
De facto, parece ter sido uma sorte que apenas 32 daquelas ameaçadoras placas tivessem caído em consequência de um simples contacto com partes do corpo não especificadas de alguns dirigentes.
- "Nem era peciso amandarmos o mistere ao are, catano. Assim que ele ali entrou começou logo tudo a caire..." confidenciou ao nosso blog o guarda redes Moreira, um exemplo, segundo o ministro, para a nossa juventude.
Esperamos a reacção da França, mas já se terá ouvido da parte de um dirigente francês o seguinte desabafo: "se soubéssemos que eram os portugueses que vinham para este balneário, tinhamos mandado reforçar o tecto com placas de inox. O aço risca, mas não fura.

Futebol!! Futebol!! GNR!! Futebol!!

Há uma caixinha agora à venda que permite ver 4 jogos em simultâneo - 4!
Só?? - Pergunto eu.
Então e se quisermos ver 12? Perdemos 8!
Aquilo que a tecnologia ainda tem que evoluir...
A GNR lá está, lá continua, como o menino Jesus: A preparar-se para se preparar para iniciar os preparativos para a primeira patrulha. Tenho a impressão que vai dar em directo a primeira patrulha da GNR em Nassirya (o y agora é no 2º i).
A não perder!!
Mãos atrás das costas, aos pares, 2 de cada lado da estrada, aí vão eles, a patrulhar.
De onde vem a analogia com o Menino Jesus? - Pergunta o leitor.

É que o Menino também lá está, há 2000 anos, nas palhas deitado, nas palhas estendido... não faz outra vida, o Menino Jesus.

De Casa Pia... ainda nada!
Já lá vão 5 dias. Aposto ainda em mais 3 ou 4 até à primeira patrulha. Depois são mais 5 dias de todos os canais a bombardearem-nos com a primeira patrulha, de modo que antes do fim do mês a Casa Pia não volta.
Até Dezembro, Carlos Cruz.

11.19.2003

Política bombeiral

A federação da Guarda dos Bombeiros de não sei de quê demitiu-se porque alguém dos BV de Seia fez um dirigente qualquer daqueles que se deslocam sempre em jeeps novinhos sentir-se mal.
Demitiu-se o presidente dessa federação.
Isto é suposto ser notícia.
Veio no Público.

Comandante dos BV Seia "parte a louça" toda

O comandante dos BV de Seia, Virgílio Borges, deu uma entrevista à RTP denunciando que o Hospital de Seia não tem condições para receber ambulâncias nem tem plano de segurança interno.
Nada que não se soubesse há anos.
Se chegarem 2 ambulâncias simultaneamente, é o cabo dos trabalhos.
Quanto ao plano de segurança, não sou entendido na matéria, mas se ele o diz...
Recordemos que o mesmo comandante denunciou, em Agosto, que a Fiagris também não tinha plano de segurança e esteve-se tudo a marimbar para isso. Ninguém mexeu uma palha nem se importou com isso.
Enfim, esperemos que, com o tempo, Seia fique cada vez menos provinciana e entenda que não são só os bares que têm que cumprir a lei.
As Feiras e os Hospitais também.

Descuido ou analfabetismo funcional?

Era preciso saber se os professores do ensino básico, os mesmos que se queixam diariamente de que os seus alunos não têm grande sucesso porque não dominam a Lí­ngua Portuguesa, - apesar de terem nisso também responsabilidade há 3, 4 ou 5 anos - dominam eles próprios a mais artística língua do Mundo.
Percebi, há anos, que a maioria deles não conhece a obra de Mário de Sá Carneiro nem de Bocage, ou de João de Deus.
Conhecem alguma coisa de Fernando Pessoa e Camões.
Menos mal.
Há dias escrevi um texto em que dizia que às Jornadas Históricas em Seia assistiam sempre os mesmos: reformados, ociosos e professores.

Então não é que os professores pensaram que os estava a chamar de ociosos?
Incrível!!!
Descuido de leitura, ou reflexo condicionado?
Podiam também ter-se confundido com reformados se fosse apenas um mero descuido.
Mas não.
Foi só com ociosos.
Porque será?


11.18.2003

Que é que interessa lá o PIB? Vivá bola!!!

Barroso continua com ele virado para a lua.
No seu pior dia de há muitos meses a esta parte (se calhar desde que é primeiro ministro), em que o Banco de Portugal lhe apresenta o relatório mais negro de que há memória, não é que o figurão havia de ser salvo pelo fatabol!!!!
Está tudo inventado.
É por isso que isto não passa da cepa torta.
Quando começamos a cair em nós, há logo uma festarola que nos devolve ao limbo...
Que se lixe o PIB.
Vivá bola!!!! We are the cham-pions, má frééénd....

Graças a Deus somos os maiores a fugir ao fisco

"O Banco de Portugal reviu hoje em baixa as previsões macroeconómicas para 2003. O Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, a riqueza produzida em Portugal num ano inteiro deverá cair em média 1,1 por cento este ano. Isto significa que Portugal é o país da Zona Euro com a maior retracção do crescimento económico".

Quem ler este período até pode pensar que ele quer dizer alguma coisa.
Nada mais falso.
Essa do 1,1 deve ser para rir. Quem sabe lá o que é o PIB real em Portugal, se a economia paralela è a que evita que as famílias estejam já neste momento a passar fome e portanto é aquela que segura, de facto, este país?

Quem é que mede o PIB da economia por debaixo da mesa?
Queriam eles que o povo pagasse impostos... se as pessoas todas pagassem os impostos de lei, morria tudo de fome e de doença no mesmo ano e era o maior cataclismo social do país.
Assaltos, criminalidade, tudo seria válido para se levar pão para casa, como na América latina, de vez em quando.
Isto por cá não funciona como na Europa. Portugal, se funciona, é quase como o Brasil.
Isto não é, de facto, um país na total acepção da palavra. Basta olhar para a Justiça que temos para percebermos que não se trata de um verdadeiro Estado sério, muito menos de Direito.

Tal como o Brasil, Portugal é mais um feudo, um condado, onde de facto existem leis e regulamentos para tudo, mas que ninguém leva a sério e ninguém acaba por cumprir, a começar pelo próprio Estado.

Portugal vive a uma velocidade dessincronizada, como diria o grande António Silva.
Vive a metade da velocidade da Europa e ao dobro da de África, o que desregula completamente qualquer sistema económico vigente que se lhe queira aplicar.

A economia capitalista voraz é demasiado austera para nós. Não nos damos com ela. Não imaginamos trabalhar 8 horas diárias com afinco, sem meia dúzia de intervalos para o café e meia de treta, que nos rouba todo o ritmo.
Por outro lado, a economia Africana ou mesmo a Brasileira são demasiado lentas para nós.
Os tipos ainda conseguem ser mais sornas no pouco que fazem e de preferência não fazem mesmo nenhum, pelo que esse modelo também não se adapta ao nosso ritmo de vida, que sempre vamos fazendo qualquer coisinha de vez em quando.
Conclusão: está por inventar um modelo para Portugal. Por isso nada dá certo. Nem os que se importam do Norte, nem os da América, da Suissa ou mesmo da Espanha.
Aqui nada disso funciona. Só o nosso, que ainda não foi inventado, funcionará, um dia.
Até lá, continuamos a contra-tempo com os demais países e cada vez mais longe deles, marcando inequivocamente o nosso território peculiar, "suis-géneris", muito nosso.

O que ainda salva isto é exactamente o facto de os pequenos e médios comércios e indústrias fugirem do fisco à força toda.Se pagassem os impostos devidos, o Estado desatava logo a construir mais estádios e a comprar mais submarinos.Assim, o dinheiro, por mais mal aplicado que seja, é sempre melhor empregue.

Compra-se uma vivenda, com a fuga ao fisco, mas paga-se o IVA dos materiais de construção e dá-se emprego ao empreiteiro, e aos seus homens.
No fim, distribuiu-se o bolo pelos carpinteiros, pelos estucadores, pelos pedreiros, pelos electricistas, pelos decoradores, pelos jardineiros e tudo com o dinheiro da fuga ao fisco.
Há lá dinheiro mais bem empregue?

E mesmo quando se "estraga" papel e se compra um Ferrari, mesmo aí é sempre muito mais justo do que se se entregasse a guita directamente ao fisco.
O Ferrari paga imposto de luxo, paga IVA, paga IVA sobre o IA (só em Portugal), cada pneu paga todos os impostos e a gasolina também e mais as portagens e mais o sêlo e o seguro.
Não tenham dúvidas:
Tudo é preferível do que esbanjar milhões em submarinos e carros de combate para a GNR no Iraque não andar a pé, e que ainda por cima vai todo lá para fora, direitinho como um fuso.

Rigorosamente tudo.

Se dúvidas houvesse... as explicações à Bush tiraram-nas logo.

Os homens raptaram Raleiras e pediram um resgate de 50 mil dólares pela sua libertação.
Foi dada a morada, o nome e o número de telefone de quem devia receber a maquia (ver texto abaixo).
Raleiras foi libertado horas depois de essas informações serem do domínio público.
O indivíduo que receberia a massa não foi preso nem ninguém andou atrás dele.
Portanto, não há dúvida que não houve resgate... nem que hoje é sexta-feira.
Quanto às câmeras da SiC (7.500 contos cada), mais os betacams digitais portáteis (outro tanto, pelo menos), o rádio telefone, o Jeep, etc, tudo o vento levou.
Paga o seguro (no Iraque em cenário de guerra???)... ou o Balsemão.
Não?
E o avião, para a Maria João?

RE: Ociosidade ou valorização do conhecimento?

Comento esta frase do António que é a única que pretende defender o que é, na minha opinião, absolutamente indefensável e perigosamente demagógico:

Caracterizar de ociosos os indivíduos que organizam o seu horário para assistir a conferências é desvalorizar o comportamento do indivíduo que valoriza o conhecimento.

Atendendo a que toda a gente percebe que nem 1% das pessoas em Seia tiveram possibilidade de organizar o seu horário para assitir a conferências de 3 dias úteis seguidos em horário laboral, até fico constrangido em responder a esta frase.
Acho que nem é preciso.
Clarifiquemos - embora não me pareça necessário - que se as jornadas fossem restritas, tipo "Simpósium sobre as novas formas de combate do HIV", para médicos especialistas, ou "A nova regulamentação das injunções", para solicitadores, este horário normal seria perfeitamente lógico.
Tratar-se-ia de horário laboral para audiências seleccionadas e profissionais (vulgo acções de formação), para as quais todos os profissionais têm dispensa e autorização superior, sem perda de regalias, para frequentar.
Ganham, inclusivamente, currículum e eventualmente créditos para subir nas suas carreiras.
Agora, jornadas históricas ABERTAS À POPULAÇÃO???

Então mas o electricista, o canalizador, o pedreiro, o operário, os funcionários de empresas privadas, enfim: aqueles que efectivamente PRODUZEM aquilo que estas jornadas naturalmente gastam, alguma vez podem, por muito que queiram, assistir???
Por amor de Deus!!!!
Haja um mínimo de decência!!!

Ociosidade ou valorização do conhecimento?

Um dos problemas inerentes ao desenvolvimento das indústrias culturais é a colocação tendenciosa mas já dogmática dos "eventos culturais" no campo do lazer. É também uma característica da sociedade portuguesa que ainda hoje tem os denominados "produtores culturais", especialmente os artistas e os académicos, como grupos não produtivos. Se bem que no que se refere aos académicos ligados às actividades industriais (que não a cultural) essa atitude seja naturalmente dissipada devido à afectação directa no PIB da actividade industrial, o que se verifica é a incapacidade generalizada em ultrapassar as associações simples entre produção e trabalho, recepção e lazer.
Considerar que as Jornadas Históricas se destinam aos ociosos é supor a sua inutilidade no sentido em que o evento é incapaz de propiciar a difusão do conhecimento produzido pelos especialistas.
Caracterizar de ociosos os indivíduos que organizam o seu horário para assistir a conferências é desvalorizar o comportamento do indivíduo que valoriza o conhecimento.
Eventos deste tipo são, como todos os outros, para quem tem possibilidade e manifesta vontade em comparecer, pelo que quer a contribuição dos promotores, dos conferencistas quer dos restantes participantes, enquanto auditores, deve ser considerada como trabalho e não como ócio.
A calendarização do evento não é suficiente para adjectivar os participantes de ociosos, isto é, de mandriões, improdutivos, preguiçosos, vagabundos, desocupados e folgazões.
António Tilly

Macarrão! Eles comem macarrão!

Os garbosos GNRs estão no Iraque virados a Bossorá.
Eu explico: quem vai para Nassirya, vira à esquerda no cruzamento onde está o tanque americano incendiado, passa pelos 2 ingleses decapitados e vira depois à direita onde Bush nunca pôs os cotos.

Ali os portugueses comem macarrão dia e noite, segundo os breaking news da TSF.
Estão a comê-lo desde as 2 da tarde, portanto a esta hora já devem estar na sobremesa, que será pizza, ou pasta ou a puta que os pariu.
Sobre a marca da graxa para as botas, Durão Barroso recusa pronunciar-se.
"É um assunto abrangido por segredo de estado.
Não vão os infiéis descobri-la e libertar uma arma química para aniquilar o brilho - seria uma baixa moralmente irrecuperável nas hostes lusas".

Amanhã, por esta hora, já os GNRs devem ter acabado de comer macarrão, segundo a TSF, e talvez já possam fazer alguma coisinha.
Esperemos para saber, logo de manhã, como correu a digestão do macarrão e o que vão comer ao pequeno almoço.

Entretanto, como estava previsto, não se passou nada no processo Casa Pia.