11.24.2003

Não há papel??? Mas é para o comércio local!

O povo já começou a atacar aos centros comerciais.
Ontem, no Norteshopping, não se rompia. Ao Arrábida nem se chegava e até o pindérico do Modelo em Viseu não tinha estacionamentos. Carros em cima dos passeios.
Em todo o lado se vê gente conhecida.
O pessoal daqui assalta mais Viseu. Em todas as caixas há sempre alguém de Seia.
Quer dizer que o tão propalado comércio local vai mais uma vez levar para tabaco.
Ali andam aqueles comerciantes a tratar os seus clientes na palma da mão, durante todo o ano, muitas vezes a fiar o ano inteiro para, na hora da verdade, quando tem que se cumprir a Natalada e que se abrirem os cordões à bolsa, acuda tudo às grandes superfícies, onde ninguém conhece ninguém, todos desprezam toda a gente e se paga "al contado".
Bem.
É Portugal.
A partir de Janeiro, já o povo se volta a lembrar dos "mestres Andrés" das suas terrinhas - daqueles que ainda conseguirem sobreviver a mais este Natal - e lá voltarão, com falinhas mansas a pedir, outra vez, fiado.
Certo.
É neste sistema português, aparentemente tão amável e no fundo tão profundamente selvagem, que não se acredita.
(Vejamos o caso dos bombeiros e os escândalos dos incêndios, este verão.
Acabou-se, fotricou-se! Para o ano será pior, que até lá está tudo bem).

Ora...
Depois queixam-se que "nas vilas não há nada" e que tem que se ir às cidades para se comprar qualquer coisinha.
O povo, na sua imensa sabedoria, é que justamente provoca esta pescadinha de rabo na boca.
Qualquer dia será preciso andar 100 kms, ida e volta, para se comprar 1 kilo de arroz.
Mas não faz mal. É passeio, é animação.

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