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- 1º Dezembro de 1640
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11.18.2003
Que é que interessa lá o PIB? Vivá bola!!!
No seu pior dia de há muitos meses a esta parte (se calhar desde que é primeiro ministro), em que o Banco de Portugal lhe apresenta o relatório mais negro de que há memória, não é que o figurão havia de ser salvo pelo fatabol!!!!
Está tudo inventado.
É por isso que isto não passa da cepa torta.
Quando começamos a cair em nós, há logo uma festarola que nos devolve ao limbo...
Que se lixe o PIB.
Vivá bola!!!! We are the cham-pions, má frééénd....
Graças a Deus somos os maiores a fugir ao fisco
"O Banco de Portugal reviu hoje em baixa as previsões macroeconómicas para 2003. O Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, a riqueza produzida em Portugal num ano inteiro deverá cair em média 1,1 por cento este ano. Isto significa que Portugal é o país da Zona Euro com a maior retracção do crescimento económico".
Quem ler este período até pode pensar que ele quer dizer alguma coisa.
Nada mais falso.
Essa do 1,1 deve ser para rir. Quem sabe lá o que é o PIB real em Portugal, se a economia paralela è a que evita que as famílias estejam já neste momento a passar fome e portanto é aquela que segura, de facto, este país?
Quem é que mede o PIB da economia por debaixo da mesa?
Queriam eles que o povo pagasse impostos... se as pessoas todas pagassem os impostos de lei, morria tudo de fome e de doença no mesmo ano e era o maior cataclismo social do país.
Assaltos, criminalidade, tudo seria válido para se levar pão para casa, como na América latina, de vez em quando.
Isto por cá não funciona como na Europa. Portugal, se funciona, é quase como o Brasil.
Isto não é, de facto, um país na total acepção da palavra. Basta olhar para a Justiça que temos para percebermos que não se trata de um verdadeiro Estado sério, muito menos de Direito.
Tal como o Brasil, Portugal é mais um feudo, um condado, onde de facto existem leis e regulamentos para tudo, mas que ninguém leva a sério e ninguém acaba por cumprir, a começar pelo próprio Estado.
Portugal vive a uma velocidade dessincronizada, como diria o grande António Silva.
Vive a metade da velocidade da Europa e ao dobro da de África, o que desregula completamente qualquer sistema económico vigente que se lhe queira aplicar.
A economia capitalista voraz é demasiado austera para nós. Não nos damos com ela. Não imaginamos trabalhar 8 horas diárias com afinco, sem meia dúzia de intervalos para o café e meia de treta, que nos rouba todo o ritmo.
Por outro lado, a economia Africana ou mesmo a Brasileira são demasiado lentas para nós.
Os tipos ainda conseguem ser mais sornas no pouco que fazem e de preferência não fazem mesmo nenhum, pelo que esse modelo também não se adapta ao nosso ritmo de vida, que sempre vamos fazendo qualquer coisinha de vez em quando.
Conclusão: está por inventar um modelo para Portugal. Por isso nada dá certo. Nem os que se importam do Norte, nem os da América, da Suissa ou mesmo da Espanha.
Aqui nada disso funciona. Só o nosso, que ainda não foi inventado, funcionará, um dia.
Até lá, continuamos a contra-tempo com os demais países e cada vez mais longe deles, marcando inequivocamente o nosso território peculiar, "suis-géneris", muito nosso.
O que ainda salva isto é exactamente o facto de os pequenos e médios comércios e indústrias fugirem do fisco à força toda.Se pagassem os impostos devidos, o Estado desatava logo a construir mais estádios e a comprar mais submarinos.Assim, o dinheiro, por mais mal aplicado que seja, é sempre melhor empregue.
Compra-se uma vivenda, com a fuga ao fisco, mas paga-se o IVA dos materiais de construção e dá-se emprego ao empreiteiro, e aos seus homens.
No fim, distribuiu-se o bolo pelos carpinteiros, pelos estucadores, pelos pedreiros, pelos electricistas, pelos decoradores, pelos jardineiros e tudo com o dinheiro da fuga ao fisco.
Há lá dinheiro mais bem empregue?
E mesmo quando se "estraga" papel e se compra um Ferrari, mesmo aí é sempre muito mais justo do que se se entregasse a guita directamente ao fisco.
O Ferrari paga imposto de luxo, paga IVA, paga IVA sobre o IA (só em Portugal), cada pneu paga todos os impostos e a gasolina também e mais as portagens e mais o sêlo e o seguro.
Não tenham dúvidas:
Tudo é preferível do que esbanjar milhões em submarinos e carros de combate para a GNR no Iraque não andar a pé, e que ainda por cima vai todo lá para fora, direitinho como um fuso.
Rigorosamente tudo.
Se dúvidas houvesse... as explicações à Bush tiraram-nas logo.
Os homens raptaram Raleiras e pediram um resgate de 50 mil dólares pela sua libertação.
Foi dada a morada, o nome e o número de telefone de quem devia receber a maquia (ver texto abaixo).
Raleiras foi libertado horas depois de essas informações serem do domínio público.
O indivíduo que receberia a massa não foi preso nem ninguém andou atrás dele.
Portanto, não há dúvida que não houve resgate... nem que hoje é sexta-feira.
Quanto às câmeras da SiC (7.500 contos cada), mais os betacams digitais portáteis (outro tanto, pelo menos), o rádio telefone, o Jeep, etc, tudo o vento levou.
Paga o seguro (no Iraque em cenário de guerra???)... ou o Balsemão.
Não?
E o avião, para a Maria João?
RE: Ociosidade ou valorização do conhecimento?
Comento esta frase do António que é a única que pretende defender o que é, na minha opinião, absolutamente indefensável e perigosamente demagógico:
Caracterizar de ociosos os indivíduos que organizam o seu horário para assistir a conferências é desvalorizar o comportamento do indivíduo que valoriza o conhecimento.
Atendendo a que toda a gente percebe que nem 1% das pessoas em Seia tiveram possibilidade de organizar o seu horário para assitir a conferências de 3 dias úteis seguidos em horário laboral, até fico constrangido em responder a esta frase.
Acho que nem é preciso.
Clarifiquemos - embora não me pareça necessário - que se as jornadas fossem restritas, tipo "Simpósium sobre as novas formas de combate do HIV", para médicos especialistas, ou "A nova regulamentação das injunções", para solicitadores, este horário normal seria perfeitamente lógico.
Tratar-se-ia de horário laboral para audiências seleccionadas e profissionais (vulgo acções de formação), para as quais todos os profissionais têm dispensa e autorização superior, sem perda de regalias, para frequentar.
Ganham, inclusivamente, currículum e eventualmente créditos para subir nas suas carreiras.
Agora, jornadas históricas ABERTAS À POPULAÇÃO???
Então mas o electricista, o canalizador, o pedreiro, o operário, os funcionários de empresas privadas, enfim: aqueles que efectivamente PRODUZEM aquilo que estas jornadas naturalmente gastam, alguma vez podem, por muito que queiram, assistir???
Por amor de Deus!!!!
Haja um mínimo de decência!!!
Ociosidade ou valorização do conhecimento?
Um dos problemas inerentes ao desenvolvimento das indústrias culturais é a colocação tendenciosa mas já dogmática dos "eventos culturais" no campo do lazer. É também uma característica da sociedade portuguesa que ainda hoje tem os denominados "produtores culturais", especialmente os artistas e os académicos, como grupos não produtivos. Se bem que no que se refere aos académicos ligados às actividades industriais (que não a cultural) essa atitude seja naturalmente dissipada devido à afectação directa no PIB da actividade industrial, o que se verifica é a incapacidade generalizada em ultrapassar as associações simples entre produção e trabalho, recepção e lazer.
Considerar que as Jornadas Históricas se destinam aos ociosos é supor a sua inutilidade no sentido em que o evento é incapaz de propiciar a difusão do conhecimento produzido pelos especialistas.
Caracterizar de ociosos os indivíduos que organizam o seu horário para assistir a conferências é desvalorizar o comportamento do indivíduo que valoriza o conhecimento.
Eventos deste tipo são, como todos os outros, para quem tem possibilidade e manifesta vontade em comparecer, pelo que quer a contribuição dos promotores, dos conferencistas quer dos restantes participantes, enquanto auditores, deve ser considerada como trabalho e não como ócio.
A calendarização do evento não é suficiente para adjectivar os participantes de ociosos, isto é, de mandriões, improdutivos, preguiçosos, vagabundos, desocupados e folgazões.
António Tilly
Macarrão! Eles comem macarrão!
Os garbosos GNRs estão no Iraque virados a Bossorá.
Eu explico: quem vai para Nassirya, vira à esquerda no cruzamento onde está o tanque americano incendiado, passa pelos 2 ingleses decapitados e vira depois à direita onde Bush nunca pôs os cotos.
Ali os portugueses comem macarrão dia e noite, segundo os breaking news da TSF.
Estão a comê-lo desde as 2 da tarde, portanto a esta hora já devem estar na sobremesa, que será pizza, ou pasta ou a puta que os pariu.
Sobre a marca da graxa para as botas, Durão Barroso recusa pronunciar-se.
"É um assunto abrangido por segredo de estado.
Não vão os infiéis descobri-la e libertar uma arma química para aniquilar o brilho - seria uma baixa moralmente irrecuperável nas hostes lusas".
Amanhã, por esta hora, já os GNRs devem ter acabado de comer macarrão, segundo a TSF, e talvez já possam fazer alguma coisinha.
Esperemos para saber, logo de manhã, como correu a digestão do macarrão e o que vão comer ao pequeno almoço.
Entretanto, como estava previsto, não se passou nada no processo Casa Pia.
11.17.2003
Raleiras e Maria João "arrasam" Casa Pia
Desde há 3 dias que da Casa Pia... nem pio!
Categoria!
Nem parece Portugal.
Para todos os que, como eu, já se tinham resignado à evidencia da inesgotabilidade do assunto Casapiano e se tinham convencido que ele iria fazer as aberturas dos telejornais até ao fim da civilização, foi um rude golpe.
Já íamos na 11ª sequela - Ferro Rodrigues contra ataca - e, de repente, quando tudo corria bem e nos preparávamos para a 12ª, zás! Os episódios foram interrompidos.
Notícias únicas: a GNR que está no Iraque e ainda não começou a trabalhar, e os abençoados repórteres de guerra amadores.
Vejamos o breaking news da RTP Online: Os militares da GNR e os jornalistas portugueses no Iraque preparavam-se às 11:00 locais (08:00 em Lisboa) para partir para Nassiryah, onde está sedeado o comando italiano, afirmou à agência Lusa o enviado da RTP, Armando Seixas Ferreira.
Como vêem foi necessário ao jornalista da RTP revelar as fontes (LUSA) para credibilizar a notícia proveniente de um colega seu (RTP), dada a sua importância e o choque que poderia causar às populações (chamado alarme social).
Está safo. Continua a fazer-se notícia da sua pura inexistência, continua a haver assunto sem assunto rigorosamente nenhum mas vai-se desenjoando um bocadinho do Bibi, a estrela nacional do princípio do 3º milénio..
A maior confusão será instalada, no entanto, nas redacções daqui a 3 dias.
Depois de sabermos exactamente quantos pontos levou a Maria João e com que tipo de linha; o que toma ao pequeno almoço e a que horas vai à casa de banho; depois de vermos bem todos os raspões das balas nas malas do Raleiras e o ouvirmos repetir 4 mil vezes que lhe roubaram as calças e que aquelas calças não são dele, devem ser da Maria João; depois da Maria João desmentir formalmente ou confirmar que aquelas calças são efectivamente suas; depois das inevitáveis visitas guiadas a casa de cada um, onde o primeiro mostrará a sua colecção de calças e a segunda revelará o marido e os bibelots, teremos que forçosamente voltar... à Casa Pia?
Bom, mas pelo menos valeu a folga.
Obrigado, por isso, aos jornalistas.
11.16.2003
O Ensino da Matemática
Leia até ao fim, que vale bem a pena...
Aqui se prova que a dificuldade dos alunos a matemática não é a matemática ela própria....
Ensino nos anos 40/50
Um camponês vendeu um saco de batatas por 100$00.
As suas despesas de produção foram iguais a 4/5 do preço de venda.
Qual foi o seu lucro?
Ensino Tradicional - Anos 60
Um camponês vendeu um saco de batatas por 100$00.
As suas despesas de produção foram iguais a 4/5 do preço de venda, ou seja,
foram de 80$00. Qual foi o seu lucro?
Ensino Moderno - Anos 80
Um camponês troca um conjunto B de batatas por um conjunto M de moedas. O cardinal do conjunto M é de 100 e cada elemento de M vale 1$00.
Desenha o diagrama de Venn do conjunto M com 100 pontos que representam os elementos desse conjunto.
O conjunto C dos custos de produção tem menos 20 elementos do que o conjunto M.
Representa C como sub-conjunto de M e escreve a vermelho o cardinal do conjunto L do lucro.
Ensino Renovado - 1990
Um agricultor vendeu um saco de batatas por 100$00. Os custos de produção
elevam-se a 80$00 e o lucro é de 20$00.
Trabalho a realizar:
Sublinha a palavra "batatas" e discute-a com o colega de carteira.
Ensino Reformado - 2001
Um kampunes reçebeu um çubssídio de 50 euros para purdusir bué de çacos de
batatas o qual vendeo por 100 euros e gastou 80 euros.
Analiza o texto do iserçício, converte euros em escudos e em ceguida dis o que penças desta maneira de henriquesser.
Este é um texto que circula na net.
Aproveitei-o para sublinhar a minha profunda convicção que tenho exposto até à exaustão em todas as reuniões e conselhos de turma: que o único problema dos alunos a matemática e às restantes disciplinas é apenas o não fazerem uma pequena ideia dos mecanismos a que obedece a Língua Portuguesa.
11.15.2003
HOSPITAL DE SEIA
O Executivo da Comissão Concelhia de Seia do PCP acaba de difundir a seguinte mensagem, que podem encontrar no fórum do PE, a propósito de mais uma promessa não cumprida do sr Ministro da Saúde - a da visita anunciada ao velho Hospital de Seia, intitulada
HOSPITAL DE SEIA
Uma Grande Falta de Vergonha
Bem: Não há dúvida que esta guerra do Hospital de Seia é antiga. Uns acusam os outros, na prova mais que provada que todos tiveram culpa no cartório.
Uns mais do que outros?
E o que é que isso interessa, agora?
Houve incapacidade de criar um "lobby" de pressão cuja voz chegasse a Lisboa.
Que chegasse mesmo à Guarda, pelos vistos.
Mas aqui ninguém se pode pôr de fora, apontando o dedo a outrem.
O PS fez pouco, no tempo de Guterres, mas esta pretensão já é anterior, já vem desde o tempo de Cavaco, ou estamos esquecidos?
Portanto: o PSD de Seia não o conseguiu, o PS também não (quando podiam), e agora, com um governo adverso e sendo esta a única Câmara PS no distrito - tirando a da Guarda - mal se compreende que Eduardo Brito consiga, em ambiente hostil, o que ninguém conseguiu aquando "em família".
Resta o consolo de verificar que o homem, ao contrário do que muitos o acusam, não se cala...
Pode ser que os vença pelo cansaço.
Requintes de malvadez...
Os calceteiros que andaram toda a semana a mudar os paralelos daquela ruela ridícula que liga o Borges à fonte das 4 bicas (Dr António Mello Senna Motta Veiga?- este nome é maior que a rua...), e por causa dessas obras esteve a mesma fechada ao trânsito durante 1 - semana - 1, conseguiram deixar ficar um triangulozito de não mais que meio metro quadrado, mesmo ao centro, por calcetar, com as pedras alinhadinhas ao lado... tipo Lego para miúdos de 3 anos.
Hoje foi Sábado e amanhã é Domingo e a rua continuará interrompida até segunda-feira à hora de almoço, na melhor das previsões...
Agora: ninguém acredita no trânsito que aquela quelha tem, de manhã e ao fim de almoço.
Durante o resto do dia também não há 15 segundos que não passe ali um carro.
Todo este trânsito - milhares de carros durante uma semana inteira - esteve a engrossar a única alternativa a quem ali passava: Largo Marques da Silva, Tribunal e Praça da República.
Mais de 1 km de bichas permanentes, porque a quelha de 50 metros não conseguiu ser calcetada em ... uma semana inteira!
É obra!!!
A Serra está mais perto do Alentejo do que se poderia, à primeira vista, supor.
Entrada de Amandio Melo actualizada
As notas biográficas sobre Amandio Melo foram actualizadas (com uma foto dele a cumprimentar Álvaro Cunhal).
Logo a seguir, várias fotos inéditas (ou quase) da infância e juventude de Álvaro Cunhal.
Vale a pena ver
Paulo Portas e Nossa Senhora
Eu acho que Portugal, na crise do Prestige,
foi ajudado por decisões firmes e foi muito ajudado por aquilo que eu, que sou crente, acho que foi uma intervenção de Nossa Senhora.
Paulo Portas
Sabendo que foi a Galiza a grande vítima do derramamento do crude do navio Prestige, somos levado a concluir que os galegos, em vez de culparem as suas autoridades pela inépcia na prevenção da catástrofe, deveriam antes apontar o dedo ao seu Santo protector, Santiago de Compostela, por não ter conseguido combater as forças de N. Senhora.
Assim, aproveitando esta cinergia, talvez fosse bom que quem nos governa se lembrasse de pedir uma ajudinha as estes poderes sobrenaturais para que póssamos (como diz a TVI) superar a crise instalada.
Ainda por cima esta ajuda, que é eficaz e gratuita, dispensaria com vantagem a existência de tantos assessores, normalmente bastante mal pagos, que enxameiam os gabinetes de Ministros e Secretários de Estado.
Aqui deixo algumas sugestões:
Para assessorar o Ministro Bagão Félix, no apoio ao cada vez maior número de desempregados, a convocação da Nossa Senhora dos Aflitos.
Para consolar os contribuintes que não conseguem fugir aos impostos da Ministra Ferreira Leite, a contribuição da Nossa Senhora das Lágrimas.
Para trabalhar com o Ministro da Saúde no que diz respeito aos doentes em lista de espera, a Nossa Senhora das Dores.
E os bons ofícios da Nossa Senhora dos Remédios seriam imprescindíveis no sucesso da implementação dos medicamentos genéricos, contra o Dark Side of the Force (Ordem dos médicos).
Mas não é só a Nossa Senhora a quem podemos, portuguesmente, recorrer:
Estou convencido que São Cristóvão seria de grande utilidade a assessorar a Prevenção Rodoviária Portuguesa e até o nosso Presidente da República, que tanto tem lutado para manter os centros de decisão económicos nas mãos dos portugueses (em vez de irem progressivamente parar às mãos dos espanhóis), teria certamente mais sucesso neste combate se fosse auxiliado por outro Jorge como ele, neste caso o Santo.
Pois não é verdade que foi S. Jorge quem auxiliou o nosso D. Nuno Álvares Pereira a derrotar os castelhanos na Batalha de Aljubarrota?
E se reportarmos esta "tale" para o "shire", conhecido que é o sportinguismo de Sampaio, também não é verdade que foi o grande S. Jorge quem conseguiu vencer o Dragão?
Texto original: Lúcio (Radio Pax), com pós-produção da casa.
Ainda sobre Cunhal, Pacheco Pereira e Jornadas Históricas
Em 3 de Março de 2002, escrevia eu em desabafo a Durão Barroso uma carta da qual extraio apenas este parágrafo:
O produto do mecanismo estupidificante massivo e continuado das
televisões e do jornalismo em geral - o povão profundo- vai perdendo
a noção da sua idiotice auto e hetero construída e vai progressivamente esquecendo a inibição natural própria da sua manifesta ignorância e consequentemente invadindo a sua área de influência - o povão que o rodeia - de forma directa e interveniente, qual praga paulatinamente alastradora, manifestando cada vez mais o orgulho que essa imensa ignorância lhe confere.
Depois do orgulho gay, exibe-se agora o orgulho da miséria intelectual,
da mediocridade diariamente incentivada e já institucionalizada,
e o supremo orgulho do analfabetismo convicto do povo português.
Ontem, numa das minhas aulas de matemática do 9º ano de escolaridade - a escolaridade obrigatória, em Portugal - inadvertidamente falei em Pacheco Pereira, a propósito de se encontrar em Seia, por via das VI Jornadas Históricas.
Fez-se silêncio.
- Não sabem quem é Pacheco Pereira?
Silêncio.
Vira-se uma aluna:
- Eu sei. É aquele do Sporting.
Silêncio.
Expectativa geral, para se saber se ele é mesmo o gajo do Sporting ou se a colega se terá enganado no clube.
Se eu dissesse que é do Benfica, por exemplo, a algazarra imediata seria ensurdecedora, e a colega seria ridicularizada até ao tutano.
Calei-me e perguntei se sabiam, ao menos, quem foi Álvaro Cunhal - que morou aqui em Seia até aos 11 anos de idade.
Silêncio.
E sobre a ditadura, a democracia, o 25 de abril....
Um aluno disse:
- Já ouvi falar disso.
Eu perguntei (porque tinha essa ideia) se por acaso a ditadura militar, o estado novo, Salazar e a recente história portuguesa não fazia parte do programa de História do 9º ano.
Responderam todos à uma:
- Ainda estamos a dar a matéria do 8º que não acabámos o ano passado.
Pedi o livro de História deste ano (o 9º) e vi que efectivamente todos os assuntos que referi se encontravam no plano curricular.
Não vi foi uma única menção a Álvaro Cunhal nem ao PCP.
Os putos são broncos e têm razão.
INEM: Falcons para o Kuwait, ambulâncias podres para a IP5
Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
(É das tais portugaladas que não se conseguem comentar, porra!).
ACABARAM-SE AS LIGAÇÕES AÉREAS REGULARES COM O KUWAIT, queres tu ver???
Tem que lá ir um jacto de propósito buscar a rapariga....
Com um médico, 2 enfermeiras e 3 delegados de propaganda médica, cada um de seu laboratório?
Ai, valha-nos Deus!
"O resgate de Carlos Raleiras é patrocinado por Sonasol tripla-acção"
Este árabe entrou directamente para o top 10 dos meus pensadores favoritos.
Tem escritório montado em Bassorá, foi dado à TSF o nr do seu telefone, e é ele quem vai receber o dinheiro do resgate do jornalista português.
Só assim e mais nada.
Nas barbas das tropas americanas, alguém lhe entregará o saco; ele recebe-o e depois concerteza até os levará ao encontro do jornalista, para poderem todos beber um caneco de comemoração do negócio.
Allah é grande e dólares há muitos, palerma!
Não se esqueçam de entrevistar o homem para o Caras Notícias.
11.14.2003
Jornadas Históricas... para ociosos?
Terminaram em Seia as jornadas históricas dedicadas à vida e obra de Álvaro Cunhal.
Terminaram, e a esmagadora maioria da população nem sequer se aperecebeu de que tinham começado.
Realizar Jornadas Históricas, com a devida vénia para a organização (que terá as melhores das intenções), durante as horas de trabalho das populações, é o mesmo que desprezá-las, digo mesmo: que insultá-las.
Por certo não esperavam que o senense comum pudesse pedir ao patrão 3 diazitos para assistir às jornadas, ou esperavam?
Assim, ali se veem sempre os mesmos: reformados, ociosos e professores que se baldaram 3 dias às aulas, para se valorizarem (?!) com as comunicações dos congressistas.
Eu afirmo sem hesitar que pavonearem-se sempre os mesmos "actores" e ociosos à frente dos ilustres convidados, para lisboeta ver e senense comentar, é simplesmente algo de inqualificável que sinceramente me envergonha, enquanto cidadão desta terra.
Um exibicionismo podre de quem pouco ou nada faz na vida e se mostra, periodicamente, à sociedade de ociosos seus iguais, para não ser esquecido.
Seia não precisa, de todo, destas teatradas.
Seia precisa destas e de outras jornadas, sim, mas que possam ser frequentadas e disfrutadas pela população. Não por este repetido e corriqueiro clube de ociosos.
Por esta triste feira de vaidades balofa e medíocre.
Um autêntico desperdício.
Hoje, por exemplo, andava tudo que nem uns doidinhos a correr atrás do Pacheco Pereira....
Que vergonha... Quem tão pouco o considera, no dia a dia, colar-se daquela maneira miserável para aparecer, na rua e no restaurante, ao seu lado...
Eu digo que já chega de tanta palhaçada e tanto insulto a quem trabalha, nesta terra que parece mesmo tão desabitada de inteligência, que nem aquele notável intelectual consegue aportar a estes cérebros empedernidos algum fugaz benefício.
Jornadas culturais abertas à população num país desenvolvido fazem-se em horário pós-laboral, e não durante as horas normais de labor, aquelas de que este país tanto pede e precisa para se livrar da triste situação militante de último lugar de uma europa cada vez de si mais distante.
Pensavam que iam para um safari para o Quénia...
Os garbosos GNRs tinham-nos deixado na noite anterior entregues à sua sorte.
E eles, como era de noite e não havia por ali disco-nights, decidiram voltar para trás.
Hoje decidiram regressar para a frente.
Agora andam os ingleses à procura do jornalista português desaparecido.
A nossa GNR já tomou conta da ocorrência.
Democracia à Portuguesa
A Sic Online foi forçada a encerrar o seu fórum público, dada a quantidade de insultos e mensagens miseráveis que aí eram apensas diariamente.
Há povos que não merecem, de facto, a democracia.
Eu conheço um.
116 mil baldaram-se
Vão já ser notificados, garantem as Finanças, a partir da próxima semana.
Então e para quê?
Vão instaurar mais 116 mil processos, é?
Para somar ao meio milhão das operadoras de telefonia móvel e aos 200 mil da PT?
E quem os julga?
Os 10 mil tribunais que se vão construir para a semana?
Vai lá, vai...
Um pontapé num formigueiro
"Penso que se estivesse no lugar deles também estava apreensivo", disse.
"Aquilo foi dar um pontapé num formigueiro", ilustrou.
Que rica analogia, esta do bispo, entre humanos (infiéis, é certo) e insectos.
Muito apropriado, para um profissional de Humanidades...
11.13.2003
Bichona Castelo Branco põe a prisa em alvoroço
Tudo começou quando Castelo Branco teve de se despir, regra da prisão. O facto de estar de 'collants' de lycra e cueca fio dental foi, obviamente, alvo da maior chacota. Depois, o 'marchant' ex-modelo, não aguentou ficar fechado na cela. Gritava bem alto que sofria de "afrontamentos" e "claustrofobia".
Numa primeira fase, os guardas iam-lhe abrindo a porta da cela a espaços. Mas face à gritaria, com frases como "são os invejosos", "eu sou um senhor, casado com uma dama multimilionária e conhecido em todo o mundo" e "é por causa desta inveja que eu detesto este País, quero voltar para Nova Iorque", quando a espertina já tinha atingido toda a ala e todos riam, foi tomada a decisão de deixar a porta da cela aberta e colocar um guarda de vigia.
De manhã, na tal mesa do café, continuaram as lamentações. Castelo Branco queria estar "apresentável" para ir a interrogatório, até porque só veste grandes marcas. Pediu gel e um elástico para o cabelo. Como não havia, protestou alto e bom som. Voltando às suas frase preferidas – "Eu sou um lorde, um senhor, vocês são uns invejosos, não posso ir assim ao juiz" –, Castelo Branco lá conseguiu um elástico de borracha normal e puxou o cabelo para trás com água.
in CM
Comissão de fiscalização já gasta mais que o fiscalizado
A informação não deve, no entanto, andar muito longe da verdade.
Consta que assim que os indignados e apressados membros da comissão perceberam que ganhavam 15 contos em senhas de presença por cada vez que reuniam, perderam a pressa toda...
As contas do CAS estão(?) a ser investigadas há mais de um ano por uma comissão formada por elementos do PS e PSD locais.
Tudo começou numa denúncia pública do deputado municipal Nuno Almeida (PSD) que lançou a discussão sobre a alegada falta de transparência das contas do Clube.
A verdade é que já lá vão milhentas reuniões e não se vê o fundo ao tacho!
Ó Dr. Nuno Almeida: a coisa não está lá a correr muito bem, está?
Ex-agente da GNR acusa comandos de corrupção
Quer ser ouvido pelo DIAP "para denunciar muitos outros agentes corruptos."
Calma!!! Calma!!! Isto é em Lisboa!!!!
Durão descobriu a forma de se pôr a andar...
E não serão mais, porque, ao contrário do que se passou com a estranha união italiana, a morte dos primeiros portugueses fará cair o governo imediatamente.
Por isso somos diferentes de todos.
Mais estúpidos e ileterados que os outros, mais vingativos e sensíveis ao valor da vida humana sacrificada inutilmente, também.
E por isso Durão, ao manter a sua decisão de enviar carne para canhão para o Iraque, decidiu que só por milagre (mais um!) chegará às próximas eleições.
Percebeu que não tem decididamente mão nisto - nem ele nem ninguém, bem entendido - e foi este o pretexto que escolheu.
Guterres agarrou-se às autárquicas para abandonar o barco, Durão agarrou-se ao Iraque. Nem às europeias chegará, se tudo correr normalmente.
Os 3 GNRs que, estatisticamente, serão fatalmente abatidos (e não tem que ser forçosamente na guerra: eles matam-se uns aos outros em acidentes, manobras e disparos fortuitos) representam 2% do contingente nos 6 meses da primeira comissão.
Não haverá segunda.
3 mortos por semestre prefariam 4% de baixas por ano, ou seja: 400 vezes mais, em percentagem, do que os portugueses que morrem na estrada, por ano, na guerra civil do asfalto.
Bye, bye Barroso.
Who's next?
O credo na boca e o cheque no bolso
Dois atropelamentos, um deles fatal, e uma terceira tentativa felizmente não consumada estão a marcar a história dos dias recentes da Corporação.
Se tivessem embarcado a 5, como estava determinado, a esta hora haveria estatísticamente alguns feridos, pelo menos, provocados pelo atentado de ontem em Nassyria.
Como se tal não bastasse, apenas 5 minutos antes da explosão um dos nossos 2 militares aí estacionados saía das instalações destruídas, naquela que só pode ser entendida como mais uma clara intervenção divina.
Portanto, vai andar toda a gente com o credo na boca nos próximos 6 meses.
E escusam de estar descansados.
A probabilidade de este contingente retornar incólume é, praticamente, nula.
E é preciso ver que também não podemos passar a vida a pedir a protecção da mesma.
A Sra de Fátima, em apenas duas décadas, já salvou a vida a um Papa e afastou a poluição do Prestige para as costas infiéis da Galiza, o que constitui, convenhamos, uma folha de serviço imbatível relativamente às congéneres rivais.
Também não se lhe pode continuar a meter cunhas toda a vida, que raio!
Para lém disso, estes heróicos voluntários vão receber, por cada comissão de serviço, cerca do dobro do que já receberam por igual altruísmo na Bósnia, ou seja: míseros 1200 contos / mês.
E apenas porque alguns já têm 4 comissões no pêlo, há logo quem lhes chame mercenários, mas isso só pode ser gralha tipográfica.
Deveriam querer chamar-lhes marceneiros numa clara alusão a José, marido não-praticante de Maria, a do costume.
E depois é bem sabido que as divindades não lidam bem com o dinheiro.
Basta lerem-se os vários letreiros em Fátima: "Se prometeu mais que uma vela, compre apenas uma e coloque o restante dinheiro na caixa. A sua promessa fica paga". Ora, se isto não é desinteresse...
Portanto, ou há que mudar de Santo, ou que fazer como os Japonas, que se estão a marimbar para o Rumsfeld e já lhe mandaram dizer que não contassem com eles para substituir os américas neste lindo serviço que os comedores de hamburgueres lá arranjaram.
Os tugas acabaram por ir na mesma para não parecer mal, senão era uma grande vergonha e uma cobardia internacional. E também há as prestações da casa e do carro e da máquina de lavar e...
Os orientais preferiram a vergonha e a cobardia e pouparam os seus a uma guerra alheia. E também já tinham a máquina de filmar paga (são eles que as fazem). Enfim... feitios.
O povo americano (o tal que só conhece o nome de 4 países na Europa), segundo a última sondagem de ontem da CBS já quer maioritáriamente que os seus homens voltem para casa, e estes já estão mesmo a abandonar aquelas paragens, ao ritmo de 2 aviões deles por dia, diz a CNN.
Portanto, agora que mais uma guerra americana foi definitivamente arrumada (=perdida) e mais de 50 mil inocentes (civis) mortos, há que abandonar o local em low-profile a ver se ninguém dá conta.
Claro que, daqui a 6 meses, quando em vez de mais 150 américas tiverem morrido 150 europeus, pode ser que o Rumsfeld volte a público a anunciar que os EUA vão voltar ao Iraque para salvar ... os seus irmãos europeus.
Estatísticamente, das próximas 150 baixas, caberão ao Durão Barroso, 3.
11.12.2003
O senhore condutore bombista suicida não sabere que não podere aqui estacionare??! Hã?? Bem, bem...
Então dedico-lhes eu com toda a atenção e carinho um dos mais inspirados poemas épicos alguma vez escritos na língua materna - "Imperdoável" aqui uns andares abaixo, - e nem assim???
Não temos sorte nenhuma.
Das 128 alminhas que vão hoje pôr o Saddam ao fininho, daqui não mandaram nem um.
Paciência...
Mas os que vão agora não deixarão o nome de Portugal por mãos alheias.
Apesar de lá não haver sandes de torresmo nem penaltes do verde (o que constitui um importante desvio nutricional ao perfil dietético dos militares e que pode, em última análise, afectar psicológicamente a moral dos homens, com reflexos comportamentais algo desviantes), os nossos é que vão mostrar áquela tropa macaca como é que se trabalha, no desempenho daquela digna e internacional missão.
"Bom dia, senhore condutore. Os seus decumentos faxavoure!
E o sêlo? Onde é que está o selinho, hã? E o cinto??? Não trazia o cinto posto, pois não? Olhe que eu vi-o bem, não tente enganare a autoridade que é pior para si!! Bem, bem..."
"Ora vamos lá a ver os stopes. Carregue lá no travão faxavoure!
Olhe lá: Isto é que são os seus decumentos?
(Ó Zé, isto não se percebe nada... ora vê lá tu... que é que achas? Mandamos o gajo embora... é melhor, não é?)
- Bem... por esta passare, mas não tornare... não vere ali a placa, hã? Bem, bem...
(Ó Júlio, pá: não mandes parar mais nenhum que os documentos dos gajos devem ser todos assim, com aquelas garatujas, ó o catano...)
Se tivesse ficado em casa a lavar a loucinha do jantar...
Questões banais, básicas, do tipo reality show, absolutamente broncas, sem sumo nem terreno para o entrevistado poder ao menos expôr claramente o seu pensamento, quanto mais sequer brilhar.
A mulher devia estar num daqueles dias em que as revistas mostram o bioritmo em baixo, ou então o horóscopo estava em carneiro com ascendente em autoclismo, porque aquilo foi, simplesmente, abaixo de cão.
Tão descontrolada estava a senhora que elevava frequentemente a voz acima da do entrevistado, nunca o deixando interromper uma frase sua, por mais previsível que fosse o seu desfecho.
Tinha que ir até à última sílaba com aquela desgraça de perguntas.
Por outro lado quase nunca deixou o entrevistado desenvolver uma linha de raciocínio, mesmo sobre a miséria das perguntas que lhe fazia. De tal forma que a SIC notícias, hoje, não conseguiu aproveitar um único excerto em que o desgraçado não fosse interrompido por ela.
Claro que tiveram que fazer um fade out nas interrupções dela a meio das respostas dele, e foi se quiseram mostrar alguma coisinha.
Quanto ao Ferro, ali, com aquele olhar de quem devia estar em Punta Cana há mais de 3 quinze dias, lá se calava para deixar a mulherzinha falar o que ela quisesse...
Aquilo foi uma falta óbvia de xanax, revelada naqueles milhentos e exagerados "senhor doutôte", que nem a Maria Rueff, desta vez, conseguiria caricaturar. Já era mesmo a caricatura, que ali esteve à nossa frente.
O engraçado é que em "senhor" ela nunca mete o execrável T final. Só em "doutôte".
Porque será?
Vai-se a ver, o psiquiatra da rua dela mudou para Telheiras...
11.11.2003
Perseguição à anos 30 sobre todo o Algarve
Então os GNRs não foram capazes de interceptar o carro fugitivo em Lagos, em Portimão, Lagoa, Albufeira, Faro, Olhão, Tavira, e só na última etapa conseguiram fazer uma barragem?
E a culpa é das lagartas de pregos??
O que significa para os senhores a palavra intersecção, srs polícias?
Querem lá ver que o ministro da administração Interna, Figueiredo Lopes, ainda vai fazer coro com o Sevinate, descobrindo que os polícias também não sabem policiar?
Cuidado que depois vai ter que pedir desculpas à polícia mesmo que, tal como o seu colega, continue a pensar o mesmo...
O ministro da triste figura
Depois de ter jurado a pés juntos que os bombeiros não faziam a mínima de como apagar fogos florestais, Sevinate vem, uma semana depois, garantir que os soldados da paz são, afinal, a coisinha mais competente que aqui está neste rincão. Pediu-lhes 5 vezes desculpa em 45 segundos, o que não deixa de constituir um recorde da humildade, num reflexo involuntário pelo reconhecimento da calinada.
Ou não?
Para sermos rigorosos, teremos que situar a discussão numa das três hipóteses possíveis:
1 - Ou os bombeiros passaram um verão inteiro a fazer asneiras e nestes 6 dias estudaram, prestaram provas e passaram com distinção.
2 - Ou os bombeiros não passaram um verão inteiro a fazer asneiras e quem disse isso ao ministro mentiu-lhe.
3 - Ou o ministro continua convicto que os bombeiros não sabem apagar os fogos e apesar disso veio pedir desculpa publicamente, sujeitando-se a esta triste figura, para acabar com o incidente.
Não é preciso ser doutorado em jornalismo desportivo para perceber qual dos 3 cenários foi o adoptado.
Somos, os portugueses, bem afortunados por termos sido bafejados por um ministro proactivo (como agora se diz), que tão decididamente diz como se desdiz e, melhor ainda, se contraria com grande firmeza e dinamismo, ficando no entanto plenamente convicto do que disse em primeiro lugar.
A isto é que se chama pudor. Isto é que é a verdadeira deontologia política à portuguesa.
O pequeno "ganda nóia" do contra-informação virá já saltitante, para ser apanhado pelas câmeras, dizer que "não senhogue! isto é pgaguematismo"...
Há, no entanto, um lado positivo em todo este episódio.
É que ele reporta-nos para um clássico: o de Galileu, quando inquirido sobre a sua infame teoria do movimento da Terra - que arrasaria o dogma do centro do universo e da própria existencia de Deus, segundo o modelo aprovado pela Igreja de então.
O cientista antecipou o nosso ministro da triste figura: garantia que afinal era o sol que se movia e a Terra se mantinha firme e hirta, enquanto entre dentes repetia: "e no entanto ela move-se"...
Façam favor de desculpar, os srs bombeiros, a primeira afirmação do ministro.
Considerem apenas a terceira com o sentido da segunda.
Jurassic Portugal
A conclusão generalizada é a de que ninguém em lado nenhum nos conhece.
No Brasil fala-se de Portugal apenas por causa da revista Time e das brasileiras de Bragança.
Em Espanha-se fala-se da pedofilia e dos escândalos recentes.
No resto do mundo... nicles!
Os américas continuam sem fazer uma pequena ideia de onde fica Portugal (mas também os américas não fazem uma pequena ideia de coisa nenhuma, nem sequer de que estão vivos, acho eu) e as 4 principais agências noticiosas não falam, pura e simplesmente, em Portugal.
Nem por causa da pedofilia.
Menos mal.
O Maestro "Violino" d'Almeida está absolutamente chocado porque todo o português mé(r)di(c)o sabe de cor o nome dos bimbos do big Brother, enquanto ninguém conhece a pianista Maria João Pires, provavelmente a portuguesa mais conhecida no mundo!!!
Coitado do maestro... ainda é novo...
Cá continuamos nesta sombra protectora, orgulhosamente ignorados e cheínhos de auto-estima parolo-depressiva, até porque quanto mais dermos nas vistas, mais criminalidade cá vem parar.
Ora viva lá o nosso Jurassic Portugal.