10.26.2006

As FALTAS às aulas de substituição no secundário são ilegais.

Viver em meias tintas?
Não, Obrigado!

O regime tendencialmente totalitário em que já vivemos, hoje em dia, fruto de décadas de desresponsabilização e ausência de fiscalização a quem tem detido o poder, está a conduzir os cidadãos a um beco sem saída.
Ou se aceita todas as ilegalidades que nos tentam impôr, no dia a dia, ou não.
Quem aceita tem o problema resolvido.
Pode continuar a dar-se bem com os vizinhos, com o padeiro, com a sua vidinha vegetativa do arroz com feijão, à espera da morte.
Quem não o aceita, como eu, é aplaudido pelos fracos, oprimidos e descomprometidos, abertamente;
e, embora não declaradamente, pelos demais cidadãos honestos que as contingências da vida levaram a estar, hoje, de alguma forma comprometidos com o poder instituído.
E muito odiado pelos "poderosos" que desmascara diariamente.


Entre o povo, no entanto, existe uma grande maioria de gente descuidada, para não dizer auto-demitida dos seus deveres e direitos cívicos, que se limita a vegetar e a não apoiar abertamente quem se revolta, sem hesitações, a seu favor, contra um sistema absolutamente corrupto e subversivo-mediocratizante-ditatorial, como aquele que a brutalizante mediania mediática e politiqueira conseguiu, após 30 anos de árduo labor, instituir finalmente em Portugal.
Para esses, as minhas condolências.

Para aqueles que ainda acreditam que é possível trazer de novo a Democracia e a Liberdade a um país a 50% arrebanhado e ainda mais subjugado à "tutela" do que no tempo de Salazar, uma palavra de esperança!

Eu não desisto, apesar de todas as intimidações e dos processos em estúpida catadupta que o poder ILEGAL e corrupto me instaura.


Vem isto a propósito de mais uma indignidade que se está a verificar nas escolas secundárias onde, à revelia do actual ECD - que é o que ainda está em vigor - começa a haver aulas de substituição.
Se, no ensino básico, elas teoricamente fariam algum sentido, se fossem realmente aulas, já que estamos a falar da escolaridade obrigatória, já a extensão dessa medida ao secundário, ao abrigo de um despacho de Junho de um iluminado qualquer é perfeitamente descabida.
Só lá anda quem quer e o aluno, no secundário, está lá para ter Geografia, por exemplo, não é para ser entretido por um professor de Educação Física na falta do professor titular.
Se não tem Geografia, tem que ter a LIBERDADE de poder escolher o que quer fazer. Ir para a biblioteca ou para casa estudar, por exemplo.
Não tem que ser obrigado a aguentar uma hora ou duas com um professor que não lhe está a ensinar rigorosamente nada, porque não pode, mas apenas a fazer-lhe perder tempo.
As faltas a essas aulas (que nunca o são, na prática) são ilegais também, por maioria de razão. Se não há aulas, não pode haver faltas a elas, a não ser do professor. Nunca do aluno.
Mas é exactamente isso que se está a praticar por essas secundárias fora ao "abrigo" do tal "despacho".
Ora, substituição não é uma disciplina curricular. Portanto...

Mas lá está! Não vejo ninguém reclamar nada...
Não faz mal.
Reclamo eu.

Sem comentários: