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- O despovoamento galopante do interior: restam-nos 3 décadas
- Os mitos sobre a neve especial na Serra da Estrela...
- AS 9 VERDADES SOBRE AS BARRAGENS E O SEU VENENO MORTAL: O METANO
- O QUE ACONTECEU A SEIA NOS ÚLTIMOS 30 ANOS... e o que vai acontecer nos próximos 4
- As 5 leis fundamentais da estupidez humana.
- 1º Dezembro de 1640
- A Troca do Rei
9.25.2002
Portas sem helicópteros e helicópteros sem portas
Até dói reconhecer que, neste país, quem cumprir a lei é, no mínimo, tótó.
O Ministro de Estado vem à televisão com toda a naturalidade do mundo informar que cometeu apenas um singelo crime fiscal: o de pagar por baixo da mesa, fugindo e fazendo fugir os seus credores a todos os impostos devidos.
Até aqui tudo normal para um ministro de um país do hemisfério sul.
Mas num heróico instinto de fuga para a frente mais se queixa, com a voz embargada pela actuação, que tudo isto lhe está a acontecer porque teve a coragem de anular o concurso dos helicópteros...
O ministro, imaginando que Portugal é uma quinta dos Sacadura Cabral, está consciente que pode lançar as maiores suspeições sobre tudo e todos, sem ter que o justificar nem identificar os virtuais criminosos.
Se o Ministro fosse um arrumador de carros ou um indigente, ninguém por certo o condenaria.
Mas apesar do que parece, ele ainda é um Ministro de Estado…
E se há interesses instalados nas Forças Armadas que ficaram melindrados com a não-vinda (para já) dos 10 helicópteros, também não será menos imprópria a seguinte especulação, fruto apenas da minha etérea imaginação:
Quem comprou os Helicópteros? Ele, não.
Quem recebeu as luvas (se preferirem chamemos-lhes comissões) na hora da adjudicação?
E 3% de 210 milhões quanto dá?
E já agora, quem iria pagar efectivamente a encomenda?
Será que os fornecedores se disporiam a gratificar novamente o cliente, só porque mudou o tesoureiro?
Penso que será do agrado de todos esta solução mais-que-batida em toda a parte do terceiro mundo quando toca a negócios de milhões e que é a seguinte: o fornecedor nunca entrega nada da encomenda, de comum acordo com o cliente, que por sua vez faz actuar as cláusulas indemnizatórias, com suspensão imediata do negócio.
Informa-se a população de que o negócio acabou e as razões pelas quais se interrompeu: Incumprimento de prazo de entrega. O povo respira de alívio, pensando que o ministro até lhe poupou uns tostões.
Entretanto passam-se 6 meses e o ministro fará saber em conferência de imprensa, com toda a pompa e circunstância, que depois de extenuantes e penosas negociações ocorridas durante largos meses na República Dominicana e nas Seichelles, o fornecedor aceitou compensar o Estado em 2 ou 3 milhões de contos pelo atraso verificado, e que nestas novas condições o Estado adquirirá finalmente os rotativos poupando, de facto, esse dinheiro.
Palmas! Ovações! Eférriás!
O ministro sai como um herói, o negócio concretiza-se na mesma e vai-se a ver... afinal não se verifica a tal diferença no preço total, que curiosamente passa até a ser algo superior porque entretanto se detectou que são necessárias algumas peças sobressalentes (hélices, portas, rodas, etc) não previstas aquando do negócio dos socialistas...
Lá se vai o "cacau" todo previsto no negócio inicial e mais algum.
Os fornecedores, agradecidos ao novo e magnânimo ministro, oferecem-lhe uma torradeira eléctrica como lembrança, porque de varinha mágica o ministro já está servido.
joao.tilly@netvisao.pt
25/9/2002
9.23.2002
Um MINUTO de silêncio...
Agora, pela mesma ordem de razões, devemos fazer:
VINTE E TRÊS MINUTOS de silêncio em homenagem aos 70.000 civis japoneses chacinados no bombardeamento a Hiroshima.
TREZE MINUTOS de silêncio em homenagem aos 40.000 civis japoneses pulverizados no bombardeamento a Nagasaki.
TRINTA E TRÊS MINUTOS de silêncio pelos 100.000 civis cambodjanos que morreram nos bombardeamentos ordenados por Nixon por sugestão de Kissinger.
QUATRO HORAS E VINTE E OITO MINUTOS de silêncio para homenagear os 750.000 civis norte vietnamitas que morreram nos bombardeamentos sistemáticos consecutivos à sua Pátria.
QUARENTA E TRÊS MINUTOS de silêncio pelos 130.000 civis iraquianos mortos em 1991 por ordem de Bush pai, por sugestão da Erron, hoje falida.
UMA HORA E QUARENTA MINUTOS de silêncio pelos 300.000 civis palestinos massacrados por Israel, à revelia de dezenas (todas até hoje) de deliberações da ONU, com armamento e apoio americanos.
UMA HORA E DEZ MINUTOS de silêncio pelos 200.000 Iranianos e Curdos mortos pelo Iraque com armas e dinheiro dados a Hussein pelos mesmos AMERICANOS que mais tarde se tornariam seus inimigos..
CINQUENTA MINUTOS de silêncio pelos russos e os 150.000 afegãos mortos às mãos dos Taliban, também com armas e dinheiro dos EUA.
CINQUENTA MINUTOS de silêncio pelos 150.000 mortos pelas tropas americanas na Invasão ao Panamá.
E mais CINQUENTA MINUTOS de silêncio pelos 150.000 inocentes nos bombardeamentos americanos ao Kosovo.
Fazendo isso, ficaríamos em silêncio ONZE HORAS e QUARENTA MINUTOS, deixando de fora dezenas de "missões" militares americanas oficiais e camufladas desde a Arabia Saudita a Cuba.
Portanto, UM MINUTO por TRÊS MIL americanos.
ONZE HORAS E QUARENTA MINUTOS por DOIS MILHÕES E QUARENTA MIL PESSOAS.
Nota final: Apesar de este presidente Bush ostentar um QI que, da última vez que foi medido, se situava 40 pontos abaixo do normal para um cidadão americano (segundo a revista Newsweek), ultrapassando na História Americana recente somente o pai que se situava apenas 20 pontos abaixo do normal, numa coisa ambos têm toda a razão: há que erradicar o terrorismo no mundo.
8.26.2002
O mecanismo de legitimação da mediocridade
Parece ser cada vez mais preciso saber o que se passa com o Jardel, se a mulher lhe foi mesmo infiel ou se era ele que o gastava todo nas casas de alterno, se o Valentim Loureiro é muito ou pouco corrupto ou se a imbecil do Masterplan deu umas chapadas na outra que lhe é igual, recolhendo, através disso, mais popularidade.
*A Popularidade contra a Qualidade*
Detenhamo-nos sobre este novo fenómeno que tudo legitima e tudo desculpa, porque este é, estou cada vez mais certo, uma das primeiras causas perpetuadoras do nosso subdesenvolvimento: a popularidade profissional.
Quase toda a gente anseia, nos nossos confusos dias, por ser muito popular. Por ser o mais simpático possível aos olhos dos outros. E não me refiro apenas aos políticos profissionais ou seus aspirantes, que precisam dessa popularidade na hora do voto, nem só à dos comerciantes, da qual tradicionalmente depende a sua sobrevivência.
As televisões continuamente a fomentam para si e para os seus – para os assuntos que promovem, sejam programas ou notícias, apresentadores ou estratégias.
E o mais traiçoeiro e vil paralelismo acaba por se estabelecer na sociedade menos avisada (quase toda ela) entre o que é popular e o que é bom.
Não há nem nunca houve verdade nessa analogia.
Compreendemos por recurso à História, Sociologia e à imprescindível observação diária que o que é, em dado momento, o mais popular, nunca é o melhor. Simplesmente porque o povo, na sua esmagadora maioria, e desde que há registos, nunca possuiu as ferramentas nem as habilitações que lhe permitissem aprofundar critica e coerentemente qualquer assunto ou domínio por mais banal que este fosse (salvaguardando o pontapé-na-bola, tradicional e singular "ciência" portuguesa, relativamente à qual até o mais analfabeto é catedrático).
A partir de um nivel de abordagem mais ou menos superficial, 99% das pessoas não consegue prosseguir nas suas análises por falta de argumentação científica capaz e consolidada.
E porquê?
Só no corpo e no vestir, investir!
Porque somos um povo latino. Não se estuda, dá muito trabalho, não há interesse na população em aprender, não há pachorra para perder tempo a cultivar o cérebro. Apenas no corpo e no vestir é obrigatório investir (também é mais fácil, não é?), ou seja: no visual que directa e eficazmente impressiona os outros, igualmente menos bafejados em equipamento pensante, e que outro remédio não têm do que fazer, também eles, precisamente o mesmo.
Uma pescadinha-de-rabo-na-boca em que quanto mais bronco mais amigos (broncos) se tem (mais popular se fica), e quem não for muito estúpido está feito, porque dificilmente encontra muitos interlocutores (menos amigos = menos popularidade), o que prejudica desde logo, por exemplo, uma carreira política, na província.
Concluindo esta ideia: para se ter sucesso na política no interior é necessário e fundamental estar ao nível do povão eleitor, e portanto, não ser NUNCA brilhante.
Curioso e merecedor de estudo aprofundado é depois o fenómeno da inveja e maldicência daqueles que contribuiram, votando, para colocar as pessoas nos cargos públicos, quando se apercebem das vantagens e benefícios que esses candidatos adquiriram, pessoal e profissionalmente, por via dessas eleições.
Mas este é um assunto para outra crónica, complementar a esta, para quem as coleccionar.
Retomando o raciocínio: pela mesma ordem de razões, em Portugal, devia a TVI ter vergonha em vez de orgulho, em propagandear a sua pretensa qualidade em função do share liderante – e aqui está uma outra prova real do que defendo.
Não há coisa mais desgraçada que uma estação de televisão em que as notícias são substituídas pelo miúdo das vacas que queria o Mantorras, e pelos casamentos dos atrasados mentais do Big Brother e dos baptizado dos respectivos filhos.
E logo vem a SIC no seu encalço, com todas as misérias de que é capaz, Masterplan, astrologias e tarots de manhã até à noite, e noticiários em que se metem a balbuciar em dialectos inimagináveis todos os mentecaptos que descobrem nas aldeias mais recônditas, disputando com a inqualificável TVI o share, que não a qualidade, no negro e contínuo derby "Carnaxide – Venda do Pinheiro", cujo desfecho será sempre um zero-zero, mas até agora registando um resultado catastrófico para o espectador médio que é, na sua esmagadora maioria, constituído pelo povo desprotegido e ileterado.
O mesmo povo que, com toda a atenção que nunca dispensou à escola, todo este lixo vai absorvendo e toda esta incultura sofregamente consumindo, de olhos arregalados, para não perder pitada.
*A preversão do mecanismo*
Este mecanismo de perpetuação da mediocridade em que é sempre e só valorizado aquilo de que o povo parece gostar, muitas vezes por recurso à estratégia de previamente se anunciar que determinados produtos, serviços ou pessoas são os mais populares, desvaloriza a real qualidade dos sujeitos e retira a esse mesmo povo qualquer resquício de análise ou dúvida, por inútil.
Deixo outro exemplo tão real quão caricato:
Na política, no Big Brother e no Masterplan ganha-se e perde-se pelo voto popular.
Em 1928 um analfabeto não podia votar. Hoje, já pode.
(Em vez de termos conseguido debelar o analfabetismo, conferimos-lhe direitos, legitimando-o. Tal como recentemente, com os touros de morte).
Um voto imbecil vale tanto quanto o de um professor da Universidade ou o de um investigador. Com uma diferença: há infinitamente mais ignorantes que intelectuais.
Os intervenientes – candidatos, concorrentes - e os demais ficam convencidos, quando ganham, que são melhores que os concorrentes que perderam (tiveram menos apoio).
No entanto não se submeteram, vencedores e derrotados, a nenhum juri qualificado. Submeteram-se, isso sim, ao juri mais desqualificado que imaginar se possa: ao povo.
Do qual, metade não compreende o que lê, e 95% nunca há-de conhecer a História do país, nem a sua imensa cultura, para não mencionar o resto do planeta e o seu enquadramento: o sistema solar, a via láctea…
Portanto: é uma maioria de desprotegidos intelectuais aquela que decide uma eleição aberta, o que corrobora e confirma a tese sobre a qualidade dos políticos eleitos.
E é, ainda por cima, abjectamente perverso, o mecanismo.
Porque ao valorizar o popular, atribui a cada pessoa capacidades de julgamento que ela, de facto, não tem.
O povo sente-se lisonjeado ao perceber que detém, no fundo, e sem que para isso reúna quaisquer qualificações, alguma espécie de poder: o de popularizar e com isso "qualificar" e "legitimar" produtos, serviços ou pessoas.
Nada mais falso.
As Histórias dos povos mostram o contrário, em cada passagem.
A História de Portugal não aponta em sentido diverso.
A prova é que continuamos em último lugar na Europa apesar do Emanuel Pimba, do Quim Barreiros, da TVI, da Ágata, da Teresa Guilherme, do Guterres, e do Eusébio.
26/8/2002
joaotilly@netvisao
7.18.2002
O Fogo: a Indústria que interessa a todos
E seria tão fácil acabar com os fogos florestais… bastaria colocar as inúteis e ridículas Forças Armadas Portuguesas, que nos custam 300 milhões por ano, a vigiar as florestas, para anular 95% deles, como subitamente o iluminado ministro Portas parece ter descoberto.
É claro que sempre se discutiu esta medida mas nunca ninguém a quis implementar.
E porquê?
Em primeiro lugar, pelo risco que ela envolve.
A vigilância, para surtir efeito, teria que ser realizada também no interior das matas e não apenas nas estradas circundantes. O que implicaria o risco de um qualquer grupo de vigilantes se ver subitamente cercado pelas chamas que irrompem às mais extraordinárias horas da madrugada e logo que os rastilhos, muitas vezes literalmente "caídos do céu" , detonam a incrível carga térmica que cobre os solos florestais.
Um incendiário profissional provido de meios próprios (alguns justamente destinados ao combate dos incêndios que ateiam) pode iniciar um inferno em meros 2 ou 3 minutos.
É claro que, para o extinguir, serão necessárias dezenas de homens e de viaturas, alguns aviões e helicópteros e vários dias de ininterrupta luta intensa e desigual.
Entretanto surgem invariavelmente outros incêndios nas imediações, provando que os mesmos criminosos não temem ser descobertos e por isso continuam a desenvolver com toda a impunidade a sua rentável actividade sazonal.
Em segundo lugar, porque de facto – e isto é que é o mais grave – a verdade é que não interessa a quase ninguém a redução drástica do número anual de incêndios.
Nem às empresas que fornecem as centenas de milhares de contos de equipamentos de combate ao fogo, e que, para isso, recheiam as "luvas" de quem superiormente decide essas aquisições, nem às autarquias que recebem os correspondentes subsídios para esse combate, nem às empresas detentoras dos meios aéreos, nem àquelas que os alugam e sub-alugam às seguintes, nem às corporações de Bombeiros quer Voluntários (se ainda houver verdadeiramente alguma) quer profissionais, porque isso implicaria de imediato os cortes de verbas, de equipamentos e de meios para o ano seguinte.
Apenas a área ardida interessa ir diminuindo de ano para ano, porque é esse o argumento factual que permite manter a Indústria do Incêndio a laborar com o sucesso que se lhe reconhece.
O que não tem acontecido na Vide ou em Nelas onde, em apenas 5 dias, desapareceu mais de 50% da área florestal.
Por outro lado, devemos reconhecer que é, paradoxalmente, o braseiro que paga a actualização dos meios necessários ao bom desempenho dos Bombeiros na prestação de um serviço de qualidade à população.
Se não houvesse incêndios, não haveria verba para distribuir à fartazana pelos vários interessados e intermediários do negócio, mas isso também implicaria, por exemplo, menos ambulâncias e meios técnicos para as Corporações.
Na realidade a Indústria Incendiária só não interessa mesmo ao contribuinte, ao ambiente e ao desgraçado que ficar sem a mata. E mesmo este acaba por vender a madeira queimada logo a seguir e sempre realiza algum.
Menos mal.
"O fogo-posto fica impune em Portugal"
E que concluir sobre a impunidade dos (poucos) criminosos apanhados a atear incêndios?
Só em 2001 a GNR e PJ investigaram cerca de 15% dos fogos ocorridos e identificaram 377 indivíduos suspeitos de o terem provocado. Extrapolando para o período anual, entendemos que provavelmente haverá mais de 2500 incendiários activos por ano.
Apesar deste facto, nos últimos cinco anos, apenas 185 arguidos foram julgados por crimes de incêndios florestais, e destes somente 4 (quatro!) cumpriram penas de prisão.
As estatísticas do Ministério da Justiça indicam que metade dos réus acusados de fogo posto foram absolvidos e aos restantes foram aplicadas multas ou penas suspensas.
Para ajudar à festa, a «época de fogos», que chegou em força há 2 semanas atrás "apanhou desprevenida" a vigilância das florestas, onde só metade dos postos de observação estavam ocupados. Mais de 100 postos de vigia não tinham ninguém a vigiar coisa nenhuma…
Os números da indústria
Esta semana foi anunciado pelo ministro Figueiredo Lopes que passam a estar ao serviço permanente para o ataque ao fogo: 34 aeronaves, 41.000 bombeiros (só pode ser um ligeiro lapso do ministro!!!) e 700 viaturas.
A previsão de gastos com esta indústria para o resto da época (que termina já em Setembro) é de 27 milhões de euros. A somar ao que já se gastou e não foi orçamentado e à inevitável e bem portuguesa derrapagem orçamental, lá teremos os 10 milhões de contos do costume.
Prejuízo dez vezes maior que aquele que os incêndios causarão.
Portanto, tal como acontece com a Indústria da Contrafacção, que é incentivada pelo Estado Português pela sua não-punição (com o inacreditável argumento que "essa indústria também dá de comer a muitos milhares de portugueses"…), ou como se verifica com a Indústria da Droga, igualmente acarinhada no nosso país (ao subsidiarem-se os manifestos vendedores de cocaína e heroína com o rendimento mínimo garantido, enquanto de desculpabiliza por todos os meios o seu consumo), também somos levados à conclusão de que parece ser politicamente incorrecto o combate radical ao fogo destruidor do nosso oxigénio e do nosso planeta, fogo esse que, por contraponto, vem proporcionando simultaneamente umas míseras migalhas aos que mais se esforçam, enquanto que o verdadeiro e lauto banquete anual é servido, como sempre, à mesa dos mesmos.
Queira Deus que não seja apenas o choque do meteorito de 1 de fevereiro de 2019 que resolva este e todos os outros problemas.
Esperando que nenhum soldado da paz seja engolido, este ano, pela voracidade do nosso perpetuado subdesenvolvimento e pela criminosa falta de coragem dos nossos imitadores de políticos, banais e toscas marionetas manipuladas pelos Grandes Ventríloquos Belmiros, Jardins-Gonçalves e Murteira-Nabos, me subscrevo com elevada estima e consideração pelos primeiros e o mais profundo dos desprezos pelos segundos.
João Tilly 18/7/2002
6.08.2002
MundialIVA
No exacto dia em que o IVA, o imposto mais estúpido porque o menos descriminatório, cresceu 11,8%, colocando os portugueses definitivamente no topo Europeu dos que pagam para um Estado que pior lhes retribui, a nossa selecção de super-estrelas leva 3 seguidos do último classificado do campeonato anterior, paralizando toda a população futeboleiro-dependente que, incrédula e até ali anestesiada pelo moderno ópio do povo, via no Figo a redenção para o seu subdesenvolvimento e no Rui Costa a panacéia para a sua incultura.
Mas nem tudo correu mal. Conseguimos recuperar 2 dos 3 e se a partida não acabasse, ainda agora os Americanos estariam a correr. Os "nossos" maravilhosos craques jogam em camera lenta, muito mais artístico e estético que a velocidade normal, até porque proporciona uma melhor visão das chuteiras Nike e Adidas dos contratos dos actores; perdão, dos jogadores.
Aquele conceito de velocidade no-stress, a fazer inveja ao decano do nosso cinema, Manuel de Oliveira, foi concebido, naturalmente, por similar espécie estático-arbórea: mister António Oliveira a quem só falta o sobrenome, a escolaridade mínima obrigatória e ter nascido em Sta Comba Dão para ficar, tal como o seu homónimo, imortalizado no ranking dos mais parados dirigentes da História moderna.
Por contraponto aos jogadores, que mal se mexem, continua em corrida desenfreada a nossa Manuela Ferreira Leite, bastante mais enérgia e desimpedida, a despachar tudo em todas as direcções, aumentando impostos ao mesmo tempo que despede funcionários, ignorando deliberadamente as consequências sociais que tais despachos provocam de imediato.
É uma recorrente filosofia de direcção perfilhada em simultâneo pelo seleccionador: Vamos fazer assim… e depois, logo se vê.
E se a ministra pode corrigir a mão (à Guterres), já o mister o não pode fazer; nem o Baía pode evitar os frangos, nem o Figo, as lesões.
Mas os portugueses podiam evitá-los a todos.
A cabeça cheia de Figos e Oliveiras relega naturalmente para quarto plano temas de somenos importância como a saúde, educação, habitação e protecção social.
O raciocínio toldado pela bola e turvo pela selecção desprotege intelectualmente uma população cada vez mais desenquadrada da da europa desenvolvida.
Neste contexto, a estratégia de subir o IVA a meio da semana e do mês, no exacto dia do primeiro jogo da selecção, é simplesmente assustadora.
Mostra até que ponto o governo sabe poder arriscar na distracção popular, tratando os cidadãos como pequenas criancinhas, a quem se dá um guizo para desvalorizar o açoite.
Tal inqualificável medida constitui, por si só, um verdadeiro insulto à inteligencia da população ainda não alienada.
"Os portugueses", agarradinhos ao guizo, só acordarão desta auto-anestesia geral quando evidentemente terminar a nossa presente participação no Mundial.
E se chegássemos a ser campeões?
Com 9 milhões nas ruas a berrarem o "porque não fico em casa" nos 3 dias seguintes, para quanto poderia o governo reaumentar as portagens e o IVA?
João Tilly
5.20.2002
Portugal Loro Sae
O primeiro, em pânico, desmarca-se agora acusando o seu chefe e tutor (António Guterres) de nada ter ligado à Televisão.
Os segundos e terceiros, calados como ratos, esperam que a crise passe.
O povo discute, entretido e entretanto, o Conselho de Opinião e a lesão do Figo.
Deve ter poderes? – o primeiro
Vai estar a 100%? – o segundo
Ora está tão claro como a água do Trancão que:
O Conselho de Opinião (porque, pelos vistos também há conselhos que nunca emitem opinião nenhuma) deve ter os mesmos poderes dos Conselhos de Opinião da TAP e da CP falidas.
Ou seja: zero.
Por seu turno, o Governo que dirige o destino da Nação (porque também houve governos que nunca o dirigiram) deve ter as mesmas responsabilidades de todos os anteriores, pela delapidação do património da RTP, e pela nomeação das Administrações que a destruiram ao longo de 12 longos anos.
Ou seja, zero.
Os trabalhadores e os contribuintes (porque a maior parte também foge ao fisco o quanto pode) devem continuar a pagar os milhões todos que forem necessários para que os governantes e os conselheiros possam continuar a transferi-los para as empresas dos amigos.
Ou seja, como sempre.
Marques Mendes deve continuar a rir-se porque conseguiu, sozinho, provocar um prejuízo de 63 milhões de contos à RTP ao oferecer os emissores ao amigo Murteira Nabo que os alugou, à mesma RTP, anualmente, ao preço da compra - por especial favor - altruismo ímpar que todos os portugueses deveriam, se fossem reconhecidos, agradecer.
Jorge Coelho, o grande impulsionador da sócia-lista e o equivalente beirão do padrinho D. Corleone, deve continuar em impávido low-profile. Dá ideia que não é nada com ele, que nunca tutelou a RTP nem nomeou nenhum conselho de administração que contratasse nenhum Rangel, e, no fundo, até temos que lhe dar razão.
Pois se nada lhe aconteceu na sequência da catástrofe de Entre-os-Rios, porque é que iria acontecer agora?
O Ministério Público, por sua vez, deve continuar a fazer jus à justiça que temos, continuando a não processar ninguém e os Juízes a não mandarem prender preventivamente estes grandes vultos da nossa política que, firmes e hirtos à espera que a crise passe, confiam, como sempre, na memória, digo, na "vaga ideia" nacional.
Figo deve continuar a filmar os anúncios para todas as marcas que existem e, nas horas vagas, a jogar futebol.
Em Seia, Serra da estrela, deve continuar a ser proibido adoecer ao domingo.
É o dia de folga do laboratório do Hospital e por isso, de cada vez que for necessária uma mera análise à urina, que demora 15 segundos, lá vai mais uma ambulância e dois bombeiros para Coimbra, passar o dia.
Pagam os mesmos.
Os portugueses devem continuar a compreender as prioridades dos governantes e governantas, e hão-de reconhecer que depois de tanta centena de milhões de contos dos seus impostos investida na TAP, RTP, CP e agora nos novos estádios e suas acessibilidades, é evidente que não pode haver nem mais uma migalha esbanjada na Saúde, Educação e Segurança Social. É que ele, efectivamente, não estica…
Em suma: Para que se continue a cumprir Portugal Loro Sae é fundamental que o povo, na sua infinita sabedoria, continue a preferir o futebol à saúde, e Fátima à escola.
20/05/2002
João Tilly
5.13.2002
É mantê-los todos lá dentro.
Nós, os portugueses, sempre fizemos jus à tradição de saber agradecer a quem durante muito tempo nos aliviou as consciências prestando-nos um público serviço quer na RTP, quer noutro qualquer organismo público.
E ainda não estamos no comunismo.
Assim:
A Sra D. Júlia Pinheiro ganha só 7100 contitos e a berrar justifica-os bem.
Evita à RTP e ao Sr Nabo a despesa dos transmissores de áudio naqueles dois lindos programas de serviço público deles.
Sobretudo no Gregos e Troianos, onde ela consegue distorcer mais os altifalantes da televisão sózinha, do que todos os outros inteligentíssimos convidados juntos.
Aquilo sim, é categoria!
A senhora faz-nos explodir com tão alto volume de cultura!
Bem hajam sra D. Júlia e sr. Rangel, pelo muito que haveis contribuído para o desenvolvimento intelectual das famílias portuguesas, e continuai...
...continuai a arrecadar elogios na vossa altruísta missão, prosseguindo sem pestanejar o caminho para o V. banco de dados onde depositais todos os meses aqueles imensos balúrdios de informação, frutos do carinho e atenção que tendes pela V. séria e pública profissão.
Os portugueses continuarão a empenhar-se de corpo e alma no sentido de vos proporcionar o melhor nível possível de audiências, para que possais continuar a investir nesse vosso bonito Serviço.
Cumprimentamos também os dois super-jornalistas pivots que, desinteressadamente e com grande prejuízo das suas vidas pessoais, nos concedem a ventura de, por apenas 3100 contitos por mês, cada um, nos transmitirem personalizadamente aquelas magníficas notícias, tão criativamente trabalhadas, durante 3 telejornais inteiros por semana!
E não poderíamos esquecer o mentor de toda esta genialidade, o paladino dos fracos e oprimidos, que pelo público a tantos deu, embora ao sr Rangedor não precisasse de dar muito, porque este grande anti-materialista sempre foi um homem simples e comedido. Por apenas 8700 continhos por mês, um mísero cartão ilimitado e apenas 2 (pasme-se!) apenas dois, sublinho, singelos telemóveis sem plafond, este grande vulto muitas tem feito e a todos tem servido.
Agradecemos de todo o coração, dizia, como é nosso dever, ao mentor, ao estratega, ao genial conceptualista deste lindo serviço público que temos: o sr. eng. Dr. arq. ímpar gestor Aarons de Carvalho.
Era da mais elementar justiça que este monstro sagrado da comunicação televisiva tivesse já perpetuado, pelo que fez por nós, o seu lugar lá dentro, bem dentro daquelas 4 paredes da Av. 5 de Outubro.
Somos bem venturosos, os portugueses.
Por isso agradecemos à Virgem, neste dia apropriado, rogando à sua Divina Autoridade que, por tudo o que têm feito à RTP, se digne mantê-los e conservá-los a todos eles lá dentro, por séculum seculórum.
Era Digno e Justo.
João Tilly, 13 de Maio de 2002
Também não se há-de acabar com tudo, e atirar com aqueles grandes profissionais para as ruas da amargura, não é?
Nós, os portugueses, sempre fizemos jus à tradição de saber agradecer a quem durante muito tempo nos aliviou as consciências prestando-nos um público serviço quer na RTP, quer noutro qualquer organismo público.
E ainda não estamos no comunismo.
Assim:
A Sra D. Chúlia ganha só 7100 contitos e a berrar justifica-os bem.
Evita à RTP e ao Sr Nabo a despesa dos transmissores de áudio naqueles dois lindos programas de serviço público deles.
Sobretudo no Broncos e Manganos, onde ela consegue distorcer mais os altifalantes da televisão sózinha, do que todos os outros inteligentíssimos convidados juntos.
Aquilo sim, é categoria!
A senhora faz-nos explodir com tão alto volume de cultura!
Bem hajam sra D.Chúlia e sr. Rangedor, pelo muito que haveis contribuído para o desenvolvimento intelectual das famílias portuguesas, e continuai...
...continuai a arrecadar elogios na vossa altruísta missão, prosseguindo sem pestanejar o caminho para o V. banco de dados onde depositais todos os meses aqueles imensos balúrdios de informação, frutos do carinho e atenção que tendes pela V. séria e pública profissão.
Os portugueses continuarão a empenhar-se de corpo e alma no sentido de vos proporcionar o melhor nível possível de audiências, para que possais continuar a investir nesse vosso bonito Serviço.
Cumprimentamos também os dois super-jornalistas pivots que, desinteressadamente e com grande prejuízo das suas vidas pessoais, nos concedem a ventura de, por apenas 3100 contitos por mês, cada um, nos transmitirem personalizadamente aquelas magníficas notícias, tão criativamente trabalhadas, durante 3 telejornais inteiros por semana!
E não poderíamos esquecer o mentor de toda esta genialidade, o paladino dos fracos e oprimidos, que pelo público a tantos deu, embora ao sr Rangedor não precisasse de dar muito, porque este grande anti-materialista sempre foi um homem simples e comedido. Por apenas 8700 continhos por mês, um mísero cartão ilimitado e apenas 2 (pasme-se!) apenas dois, sublinho, singelos telemóveis sem plafond, este grande vulto muitas tem feito e a todos tem servido.
Agradecemos de todo o coração, dizia, como é nosso dever, ao mentor, ao estratega, ao genial conceptualista deste lindo serviço público que temos: o sr. eng. Dr. arq. ímpar gestor Aarons de Catano.
Era da mais elementar justiça que este monstro sagrado da comunicação televisiva tivesse já perpetuado, pelo que fez por nós, o seu lugar lá dentro, bem dentro daquelas 4 paredes da Av. 5 de Outubro.
Somos bem venturosos, os portugueses.
Por isso agradecemos à Virgem, neste dia apropriado, rogando à sua Divina Autoridade que, por tudo o que têm feito à RTP, se digne mantê-los e conservá-los a todos eles lá dentro, por séculum seculórum.
Era Digno e Justo.
João Tilly, 13 de Maio de 2002
5.10.2002
Sobre a extinção da RTP e o tão propalado Serviço Público de Televisão... O serviço público que o público não quer
Informo gratuitamente estas dezenas de Karl Poppers de bolso que o povo, na sua imensa e esmagadora maioria, e por todas as razões ideossincráticas e mais algumas, nunca perderá tempo a ver coisa que se revista de um mínimo de qualidade ou solicite a mais básica das ponderações.
Pelo menos nos próximos 100 anos, com tendência a piorar.
Mais informo que os programas que apelavam antigamente para o raciocínio ou interiorização de conceitos não-básicos foram sendo progressivamente banidos do mainstream, por se provar a sua continuada impenetração na audiência.
Mais: cedo se percebeu que uma programação que não roçasse o mais baixo que o ser humano é capaz se mostrava ruinosa para a sobrevivência das estações que ingénuamente tentaram promovê-la, na medida em que um programa não-estúpidificante provoca de imediato centenas de milhares e mesmo milhões de espectadores em desabrida para as concorrências que, súbita e desmesuradamente, se vêem engordar, independentemente das suas próprias programações do momento (desde que igualmente imbecis, é claro).
Este efeito de zap pernicioso atirou dezenas de pequenas estações regionais nos EUA para a mais negra falência e obrigou muitas outras grandes estações a "corrigirem-se" editorialmente a fim de, simplesmente, conseguirem sobreviver.
Mas também era só ler.
Está tudo estudado, publicado, defendido em milhares de teses por esse mundo fora. Não se inventa a pólvora aqui.
As outras televisões generalistas por todo o mundo desenvolvido são iguais ou piores que as nossas.
Em Portugal - o país em que se instituíu que a popularidade deve substituir a competência - devíamos continuar a ser criativos.
O que é recomendável e popular aqui é precisamente o inverso do defendido para a RTP: mais canais a darem o mesmo, para que o povo possa ter acesso a novelas e futebol ininterruptamente, enquanto o futebol e as novelas dos canais concorrentes estiverem em pausa para o publicitário intervalo.
"Os portugueses" (como lhes chama a TVI) aderem em massa a este formato, legitimando aquele que parece ser o verdadeiro serviço público reservado à televisão em Portugal: A transmissão de "reality shows" em sessões contínuas.
Mais generalismo implica, por outro lado, descida dos preços na publicidade aos pensos higiénicos e aos detergentes para a louça.
Todos ganhamos com isso.
Ficaremos a conhecer muitas mais marcas que lavam 1 milhão de caçarolas com meia gota, pensos que deixam respirar e fazer o pino, e iogurtes que possibilitam a levitação de todas as senhoras obesas que os carregarem, às caixas, nos hipermercados.
A guerra Quixotesca a favor da cultura do povo está perdida por definição, porque o povo simplesmente não quer ser chateado com cultura de nenhuma espécie.
Quer é circo. E isso tem. Portanto é feliz.
A Manuela Ferreira Leite pode continuar descansada.
9/5/2002
5.06.2002
O braço do 5º Poder
A realidade é que uma classe mandante e profissionalmente discreta labora incessantemente por detráz dos seus homens-de-mão, cuidadosamente escolhidos e estratégicamente colocados nos cargos públicos para "darem a cara" (enquanto a elite se entretem nos seus sumptuosos hotéis a dar outra coisa), qual Truman Show sinistramente real.
E a prova disto é que o próprio Primeiro Ministro não faz o que quer. Este, fartou-se de prometer um "choque fiscal" e ele de facto aí está… mas de sinal contrário.
*Quem controla o Governo?*
O Primeiro-Ministro não é, está visto.
Justificando-se ora com a conjuntura interna ora com a externa (com aquilo que lhe der mais jeito), os PMs sempre deram os golpes-de-rins necessários, na estrita obediência a quem de facto escolhe as políticas a implementar – a Alta-Finança nacional. Em Portugal, esta é liderada, mas não monopolizada, pelo grupo BCP de Jardim Gonçalves (JG).
Chamemos-lhe hierarquicamente o 1º poder.
É claro que esta "modesta" Alta-Finança nacional (comparticipada ainda assim por grandes grupos financeiros Espanhóis, Franceses Belgas e Suiços) se alicerça nos grandes negócios internacionais e "descansa" em todos os off-shores, imensos paraísos fiscais em que os triliões rodam permanentemente à ganância, sem que os Estados que os vêem passar à frente do nariz recebam mais que uma mera migalha do que deveriam cobrar por idêntico volume de transacções e lucros reais.
Um dia, Carlos Carvalhas e seus camaradas(?) perceberão, esperemos que ainda durante este século, que isto sempre assim funcionou. Não é de agora.
A este 1º poder, contudo, também não lhe será permitido evoluir desmesuradamente, porque o verdadeiro Grande Poder nunca deixará. Se JG continuar a crescer permanentemente fora de portas para além de um limite tácitamente aceite pelos seus pares, algum Gigante Financeiro o absorverá, de imediato.
JG ficará comodamente sentado na presidência de um Grupo Ibérico e receberá as suas directrizes dos Estados Unidos, naturalmente.
(aparte: Nessa altura já Paulo Portas pertencerá aos quadros do BCP, tal como Murteira Nabo, os filhos do Belmiro e António Guterres, entretanto despedido do privatizado IPE).
E porquê dos Estados Unidos, perguntará um despreocupado (português) leitor?
Porque é ali que se produz a Informação a difundir.
Daí provêm as directivas estratégico-financeiras; é ali que se elabora a planificação global do planeta.
Nos EUA se decide quais os países a apoiar, quais as populações a abandonar, quais as armas a vender, os conflitos a fomentar, e quais os terroristas a arcar com as culpas.
Tudo com o sublime propósito da "safeguard of Freedom and Human Rights", o que significa, em português: perpetuar o domínio do Tio Sam sobre a Terra.
Só não se decidiu nos EUA (e mesmo assim, não sei…) foi o 11 de Setembro.
*O 4º Poder*
Olhemos para o Fluxograma e para Portugal, hoje:
A Alta-Finança controla os Governos e a Justiça. Os governos tentam influenciar, por seu turno, a mesma Justiça.
Esta, não influencia absolutamente nada. Nem sequer os comportamentos sociais da população anónima.
(A Justiça portuguesa, pela sua inacção e somatório histórico de erros crassos, está absolutamente esvaziada de credibilidade e ética, neste momento. É vista pela generalidade da população como um mero jogo de azar em que ganhar ou perder, ser-se sentenciado como criminoso ou herói é perfeitamente aleatório).
Bruxelas dirige os Governos. Traça as directivas comunitárias a que todos os Estados membros se obrigam, no desafinado Concerto das Nações.
O Governo controla, pelo menos aparentemente, o Aparelho de Estado civil e militar.
A Mega-Finança Americana domina todos os anteriores à distancia, não se fazendo rogada em influenciar, pontualmente, os governos, os destinos dos povos e seus territórios, de acordo com os seus "legítimos" interesses estratégicos, no momento.
E temos convivido com um 4º poder – o dos média – que até aqui tem contribuído para "equilibrar o barco", fazendo grande contenção a muitos dos exageros dos governos e seus patrões.
Apenas o risco da exposição pública da corrupção generalizada a tem obrigado a obedecer a alguma discrição e a efectuar a maior parte dos recuos. A desaparecer este risco, o país transformar-se-ia numa selva de predadores em plena acção à luz do dia, num cenário dantesco de consequências inimagináveis.
Sabemos que os Governos, as Câmaras e as Polícias SÓ acorrem prontamente a resolver os assuntos mediatizados nos noticiários das TVs e nas parangonas das primeira páginas.
O resto, o que é menos visto… não é lembrado, e assim fica, ao Deus-dará.
Por isso, as populações em aflição já não recorrem aos órgãos de poder convencionais.
Recorrem à exposição e à visibilidade dos média, para resolverem rápidamente os problemas que, pelas vias burocráticas dos poderes normalmente instituídos, tarde ou nunca se resolveriam.
O 4º poder tem sido, em grande medida, o Robin dos Bosques dos pobres; o que mais tem valido aos fracos e oprimidos, neste país.
*E se um 5º poder "engolir" o 4º?*
Deparamos hoje, neste contexto, com um cenário bastante inquietante:
É que a alta Finança está a comprar os média por toda a parte, e mais rápidamente do que os espanhóis compram o Alentejo, ou que o Belmiro arrecada os milhões do Estado, o que me deixa muitas dúvidas sobre o seu verdadeiro propósito, ainda mais sabendo que este negócio – o da informação - não é da China, muito pelo contrário.
Na verdade, a maior parte dos jornais e estações de televisão convivem com passivos que não auguram grandes expectativas sobre a segurança e rentabilidade do investimento. Das 3 Estações de TV portuguesas, por exemplo, nenhuma apresentou lucros no exercício de 2000, sendo que 2 delas acumularam prejuízos na ordem dos vários milhões de contos.
Portanto, o negócio, quando falamos dos média, não é o lucro: É outra coisa.
No momento em que escrevo, a Impresa, o Grupo Lusomundo e o Grupo Media Capital controlam a quase totalidade dos média privados em Portugal: Televisões, Rádios e Jornais, dando emprego aos principais opinion-makers da Nação.
Significa que o braço do 5º Poder está já decididamente repousado sobre os ombros do 4º, e as consequências deste abraço constritor só podem revelar-se perniciosas para a livre informação, sendo que me parece esperável depreender que o Poder da informação não condicionada irá em breve começar a sofrer um processo gradual de esvaziamento ou diluíção, por forma a, pelo menos, não obstaculizar os interesses de quem realmente tudo sempre comandou.
Dá-me ideia que o valente Robin Hood está a aceitar, sem querer, um part-time nas cavalariças do Prince John.
João Tilly
1/5/2002
joao.tilly@netvisao.pt
4.27.2002
Le Pen, os rappers, e os Estados subsidiários do crime.
Por toda a Europa se percebe que, hoje, a grande maioria da criminalidade diária é perpetrada por bandos étnicos de jovens emigrantes legais ou não, de segunda e terceira gerações que abandonaram as escolas (por incapacidade ou preguiça) e que pretendem vir a ser rappers, no futuro, segundo o estudo levado a efeito pelo canal francês TV5, antes da primeira volta para as eleições presidenciais.
Estes bandos, no seu conjunto, recebem dos Estados europeus milhares de milhões por mês em subsídios de desemprego e apoios de todo o género e a única coisa que produzem são os assaltos diários e a disseminação da droga nesses países.
Os Estados não têm mão neles.
As polícias não chegam já para tantos milhares de jovens pro-rappers que, em quadrilhas organizadas, tomam conta de quarteirões inteiros, autênticos "bunkers" nos quais as polícias já não entram, a não ser com carros blindados de assalto.
Os Estados - incluindo o nosso – em vez de os reprimir ou controlar, continuam incrivelmente a subsidiar estes marginais, por quase toda a Europa.
Continuam a compensar mensalmente a sua falta de actividade útil, com subsídios e rendimentos mínimos, o que lhes permite adquirir droga e armas com as quais desenvolvem a sua actividade, fazendo de todos nós, cidadãos europeus cumpridores das suas obrigações fiscais, cúmplices activos na disseminação do crime e da droga, já que ela é comprada, também, com o dinheiro dos nossos impostos.
Esta cruel injustiça despoleta hoje um grito dramático de revolta por parte das populações esclarecidas contra o Estado investidor da droga e protector do crime, grito de revolta este que toma expressão nos recentes números do Le Pen em França e não só:
Na Bélgica, Áustria - onde as ourivesarias não têm grades durante a noite, - Suissa, Luxemburgo, agora França, a seguir Espanha e já em Portugal - com o PP no governo -, por toda a europa os Cidadãos mostram indubitavelmente que preferem a segurança nas ruas a outro qualquer chavão político estafado e mais que gasto por uma esquerda inimaginativa, globalmente corrupta, e há 10 anos moribunda que, em resposta ao avanço da extrema-direita se limita a patrocinar ingénuas e balofas manifestações anti-xenófobas organizadas pelos pobres de espírito que ainda não foram assaltados, pelos emigrantes honestos e medrosos e pelos pais dos assaltantes.
Basta ver os broncos manifestantes a tentar explicar a razão do seu protesto, para se perceber que aqueles coitados, além de não serem minimamente capazes de se exprimir de forma inteligível, não fazem a mínima ideia da razão que os leva ali.
Ali desfilam com o mêdo que alguém lhes incutiu, e não lhes perguntem de quê, porque eles também não sabem.
*Heróis do mar? Nobre povo?*
E por cá? Poderão continuar a ser defendidas e protegidas pelas autoridades portuguesas as corporações de marginais, com ou sem rótulo étnico, cujo modus-vivendi se reduz, desde há gerações, aos seus "pequenos" crimes diariamente repetidos com o conhecimento de todos:
O roubo, o estupro, a receptação, a coacção, a venda de droga, a venda de notas falsas, as declarações falsas prestadas no Registo Civil e no Rendimento Mínimo Garantido que recebem, por norma, em 3 e 4 concelhos vizinhos, a par com os abonos de família.
A falta de qualquer tipo de documentação obrigatória do cidadão.
A falta de qualquer tipo de documentação válida dos veículos que ostentadamente conduzem perante as autoridades, que nunca os intercepta (só por engano e logo os faz seguir o mais discretamente possível).
A falta de carta de condução, porque muitos têm 15 e 16 anos e nenhum tem o 9º ano de escolaridade.
A falta de seguro, inspecção, livrete, registo de propriedade, selo.
E são as mesmas populações que não pagam impostos de qualquer tipo:
- Nem IRS sobre as mercadorias da contrafacção, droga e objectos de proveniência duvidosa que vendem à frente de todos.
- Nem Contribuição autárquica ou predial sobre as casas e terrenos cedidos pelas Câmaras Municipais.
- E nem sequer chegam a pagar as casas que recebem, praticamente de borla, por todo o país.
A maior pouca vergonha da Nação é o desculpabilizar destes crimes públicos constantes, enquanto a população civil e pagante de impostos é martirizada diariamente com multas e coimas de toda a espécie, por falta de um só dos documentos acima enumerados.
Por isso a Áustria, Bélgica e França tendem a eleger governos que lhes garantam o controlo, punição e expulsão para o seu país de origem das etnias e imigração criminosas.
De entre estes países destaco justamente Portugal e os Açores, para onde em apenas 2 anos vieram "recambiados" dezenas de jovens, filhos de emigrantes portugueses que se dedicavam ao crime nos EUA.
Em consequência disso, hoje, no arquipélago, o clima de insegurança nas populações rurais é geral.
Os produtos mais vendidos durante o ano passado em Ponta Delgada foram as fechaduras, segundo o Tal&Qual, porque a maioria das casas rurais não as tinham – não era preciso - e as poucas que as possuíam não mostraram funcionar capazmente.
É que desde que estes jovens emigrantes começaram a regressar, as casas modestas do interior foram varridas por repetidas ondas de assaltos sem precedente na História Insular, o que prova a razão dos americanos em devolver os criminosos à procedência.
Não se trata, neste contexto, de xenofobismo emergente na Europa, não.
Nem a direita convencional avança por força de quaisquer virtudes político-programáticas, com maior ou menor reflexo junto dos eleitores. Nada disso.
Aqui convém lembrar que o super derrotado Jospin tem sido repetidamente confrontado com a sua juventude Trotskista pelos principais jornais e TVs Francesas e que o futuro presidente de direita Chirac, que vai ser eleito pela esquerda, se encontra ainda em liberdade porque recorreu ao paliativo vergonhoso da imunidade presidencial.
Não fosse eleito no próximo 5 de Maio, e teria que ser de imediato detido, tal a quantidade e a gravidade dos processos pendentes contra si, desde o tempo em que foi Presidente da Câmara de Paris, que fazem corar de vergonha qualquer pequenino Vale e Azevedo.
Será eleito com os votos da esquerda e dos emigrantes que ainda preferem a trafulhice à ordem.
Mas então do que se trata, quando se vota num qualquer Le Pen?
Trata-se apenas da reacção popular à inacção do Estado convencional de centro esquerda / direita (volver) que tem protegido tacitamente o criminoso, penalizando o Cidadão.
Trata-se apenas da tentativa desesperada da reposição da legalidade e da esperança quase perdida de vivência em paz das populações residentes, que têm o direito de sair à rua sem levarem um tiro, sem serem assaltadas e sem que lhes seja oferecida droga, por todo o lado.
*Nação valente e imortal?*
Em Portugal, terra de gente ingénua e bem-intencionada, a guerra pela limpeza tóxico/criminal será substancialmente dificultada, na medida em que é a própria vítima que desculpabiliza o crime ao, por exemplo, recusar-se por sistema a fazer queixa formal dos criminosos, com o incrível argumento de que não são apenas as máfias de Leste e os bandos étnicos os únicos responsáveis pelos crimes que vemos a par e passo na TV e nas ruas.
Como se os crimes alheios desculpassem ou anulassem os próprios.
Melhor ainda, há até muito quem defenda a honestidade dos mafiosos e dos corruptos, o que só pode ser justificado por mêdo e cobardia - duas das mais presentes características naqueles que têm sofrido na pele a influência destes bandos.
Em suma: acho notável a forma silenciosa como o povo em Portugal tudo tem aguentado e a tudo tem assistido, com um prudente distanciamento e recatado imobilismo, seus verdadeiros apanágios.
Os Senenses (habitantes de Seia, a minha terra), por exemplo, habituaram-se a deixar as mafias étnicas actuar à vontade à sua frente, assaltar, espancar os seus iguais, vender droga aos seus filhos. Os senenses veem e viram a cara para o lado.
Nenhum faz queixa de coisa nenhuma.
Depois acusam a GNR de inacção.
Tarde reagirá, este povo, contra o crime que o rodeia, por viver permanentemente aterrorizado com tudo e todos.
Por isso, também, tudo tem vindo a merecer.
No dia em que finalmente perderem o mêdo aterrador que os oprime, talvez os portugueses possam voltar a merecer as duas primeiras estrofes do hino nacional, há muito esvaziadas de qualquer sentido.
João Tilly
4.25.2002
28 anos depois… O melhor de Abril foi o 25. E pior, o 26.
4.20.2002
Herman e o povão
Herman José, o mais inteligente humorista português de todos os tempos, músico e designer nato e dialogador robusto e acutilante, possuidor de um background cultural invulgar na TV portuguesa dos nossos dias, vê-se agora inesperadamente abafado pela majestosa estupidez dos bate-chapas "muito-homens" e das modistas "com-cancro-da-mama", inusitados intevenientes e protagonistas nesta nova inqualificável saga da Sic.
Uma virtude tem este "pugrama" - revelar ao povão tele-espectador a sua verdadeira essência.
Antigamente amáveis, hospitaleiros, humildes e honestos - adjectivos que durante décadas o Estado Novo tentou instituir como Qualidades dos Portugueses, - revelam-se agora diária e finalmente as verdadeiras pedras basilares do âmago popular, sendo a principal e mais evidente a do analfabetismo congénito, que naturalmente traz a reboque a estupidez convicta, a inveja metódica, a idiotice conformada e a mediocridade anacrónica como "forma de estar", a par do subdesenvolvimento atroz como filosofia de vida.
Eis o povão segundo Herman José, no seio do qual ele decidiu agora inserir-se, para experimentar novas sensações em directo (sic).
Mas um duelo em directo com armas desiguais não é leal.
Superiormente dotado, Herman está visivelmente diminuído neste embate.
É que tal como não se pode ensinar um porco a falar francês, também não é possível transmitir qualquer tipo de informação ético-cultural àquela gente, simplesmente porque ela não possui os códigos e estruturas mentais necessárias à interiorização de qualquer conceito que não seja o da satisfação imediata das suas necessidades fundamentais.
Herman devia saber isso há muito, mas pelos vistos, não.
E assim, pela primeira vez desde 76, é possivel ver Herman claudicar, chegando ao ponto de desisitir sequer de intervir, completamente sufocado naquele estúdio da Endemol, onde não há um único ser vivente que lhe reconheça a ascendência que a sociedade cultural, em que se habituou a movimentar, sempre lhe conferiu.
Herman José é, no Masterplan, um génio fragilizado e esmagado pelo povão.
O mesmo povão que, por opção própria, se constitui e revê numa exponencial e esmagadora avalanche de idiotice e incultura, que consolidadamente vem relegando o nosso país para o seu justo lugar no ranking das nações da Europa.
João Tilly
20/04/2002
joao.tilly@netvisao.pt
3.08.2002
Abordagem mínima (como a nota) sobre o acesso ao Ensino Superior
As empresas que providenciam os serviços (as aulas e os exames) continuam a receber os seus milhões, os professores continuam a receber os seus ordenados, e os alunos continuam a ser analfabetos, imaginando, tal como os desgraçados dos pais que neles investiram uma fortuna, que são doutores. Tudo normal.
O mais grave é o verdadeiro ensino superior: o público. Atentemos na fauna que de lá sai licenciada, e por exemplo, a dos jornalistas de serviço nas televisões:
Há cada vez mais repórteres licenciados a falarem um PRETOguês ininteligivel.
Os que apenas são afectados e pedantes ainda se vão aguentando (que remédio...).
Mas modernamente quase todos optaram por colocar um S depois de cada verbo conjugado no infinito, à Barbie Guimarães – tal como: andar (andarS), comer (comerS), subir (subirS), e mais nojento que isso, vão substituindo as terminações no plural AS por um displicente JA .
Hoje, uma senhora com a voz mais pedante do mundo, fazia-nos a esmola de nos informar na Sic Notícias que "se sairS agora de casa não vai ter aquelaJA... filaJA... demoradaJA… (traduzo: aquelas filas demoradas).
Qual terá sido a nota final da licenciatura desta senhora? Mais de 10 valores?
E o que nos interessa a nota mínima de acesso aos verdadeiros cursos – aqueles onde de facto se aprende qualquer coisinha e são portanto os reconhecidos (e não os desdenhados) pelo mercado do trabalho, - se menores que mínimos acabam por ser, mesmo nesses, os critérios de selecção dos docentes e de aprovação dos alunos?
Ora, não será muito mais poética a metodologia da "vox populiis Senense", por exemplo, que promove alguns dos mais conhecidos empreiteiros a "engenheiros" quando estes nunca puseram os pés numa faculdade estatal, nem necessitaram de se submeter à nota mínima?
Também, por menor que ela fosse, não lhes restaria alternativa a não ser a de se dedicarem à pesca ou à construção civil… nas suas verdadeiras e cruas conotações.
Defendo, portanto, que continuemos, paulatinamente, com o presente sistema que ainda é o menos mau.
Nota mínima nos exames de acesso: a que calhar naquele ano, porque senão não entram alunos do interior.
Os que não conseguirem tirar 10 em engenharia em Coimbra podem sempre ir para os inenarráveis politécnicos do Interior em que a nota mínima de acesso é zero desde que foram criados. E os que não conseguirem entrada nos politécnicos-zero (por alguma insuficiência mental gravíssima) podem continuar a ir para um sítio qualquer longe das vilas e cidades onde moram, que por certo regressarão passado um tempinho …. Xaraaam!!! Engenheiros como os pais.
joao.tilly
3.03.2002
Carta a Durão Barroso em plena campanha eleitoral
Da estupidez galopante do povão à tentativa (pelos vistos, inútil) de o educar, ou:
A fonte do verdadeiro poder: o "jornalismo" televisivo.
Sr. Dr. Durão Barroso:
Quando vemos um país preso à televisão durante horas e horas a fio a assistir à discussão em torno da veracidade da queda na àrea do João Pinto e quando vemos um presidente da Câmara a fugir da populaça analfabeta a quem não consegue transmitir, por mais entrevistas que dê às televisões, as razões que lhe assistem, não podemos deixar de concluir que *a 2ª lei da termodinâmica até socialmente prova a sua correcção.
O produto do mecanismo estupidificante massivo e continuado das
televisões e do jornalismo em geral - o povão profundo- vai perdendo
a noção da sua idiotice auto e hetero construída e vai esquecendo a inibição natural própria da sua manifesta ignorância e invadindo a sua área de influência - o povão que o rodeia - de forma directa e interveniente, manifestando cada vez de forma mais clara o orgulho que a imensa ignorância lhe confere.
Depois do orgulho gay, exibe-se agora o orgulho da miséria intelectual,
da mediocridade diariamente incentivada e já institucionalizada,
e o supremo orgulho do analfabetismo convicto do povo português.
Uma questão coloco, pois, neste contexto:
Se é verdade que *a entropia (confusão, caos) só pode
aumentar em cada momento e nunca diminuir ou mesmo manter-se - por isso é que é fácil partir um copo de vidro ao deixá-lo cair, mas por mais arremessos subsequentes das partes nunca mais se pode obter o copo reconstruído, ou se quiser, por isso é natural envelhecer e todas as nossas funções vitais se irem desorganizando até entrarem em falência e impossível rejuvenecer, ou mesmo parar o envelhecimento –
1)
O que o leva a lutar pelo governo de um país
constituído por 9 milhões e meio de analfabetos funcionais que nunca perceberão mais do que uma frase (refrão) do que o sr. transmita, ileteracia esta dedicadamente
fabricada e consolidada no dia-a-dia por uma elite "jornalístico"-televisiva que julga estar a salvo e acima de qualquer poder?
2)
Tem o sr. consciência de que, diga o que disser, o que vai passar verdadeiramente para o povo é o tratamento "jornalístico" que a seguir for dado às suas palavras?
3)
Há alguém nos seus quadros que entenda de comunicação popular (massiva) e da forma de evitar as rasteiras pré e pós-jornalísticas? Se há, onde esteve até agora?
Grato pela atenção.