A carta de Vítor Gaspar não é um pedido de demissão: é uma informação de que se vai embora.
Um facto consumado.
Reconhece parcialmente erros, sem dizer exactamente quais, e que a sua credibilidade estava mortalmente minada. Mas sem reconhecer que o mineiro foi ele próprio.
Deixa um alerta a P Coelho sobre o conceito de liderança. Detecta-se-lhe um prognóstico muito reservado para o futuro do país.
É uma carta chocantemente medíocre, obviamente escrita para ser lida oralmente, como se um discurso se tratasse, e - imagine-se! - com recurso a pontos de admiração.
Como é possível?
Gaspar nem na hora da sua demissão se consciencializa do seu papel histórico, mostrando nesta carta de demissão toda a sua qualidade intelectual que, pelo menos a nível literário, é bastante mediana.
O colossal investimento que, no seu dizer durante décadas, Portugal colocou na sua educação, não está minimamente reflectido nesta cartinha vulgar.
Gaspar sai pela porta mais pequena do mundo.
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