4.24.2010

O desemprego subiu 18% em todo o país excepto...


Excepto no Algarve e nos Açores.
Desafio os mais distraídos dos meus leitores a descobrirem as razões pelas quais as 2 regiões que mais investem no turismo terão sido poupadas ao desemprego...

E depois não posso deixar de enviar um abraço a todas as inteligências que, aqui na minha Terra - que devia ser uma das raínhas do Turismo do interior - continuam firmes e hirtas a desvalorizar o turismo, enquanto exigem melhor alcatrão para chegarem 10 minutos mais cedo ao palácio do Gelo.
Suspeito que agora, com esta ameaça do governo de fazer pagar as estradas a quem as usa, pouco mais causistas do facebook se ouvirão a berrar aos 4 ventos por estradas novas...

Mas é pena porque eu até gostava que o governo construisse as novas estradas. E, naturalmente, as portajasse, já que existem boas alternativas.
E para quê?
Para depois poder fotografar os activistas a fugirem às portagens das estradas que exigiram e irem para Viseu e para Coimbra pela estrada velha...
Era mesmo só rir!...


Se esta gente tão denoda e desinteressadamente batalhadora pelas causas da moda, de cada vez que se decidisse abraçar uma causa - por nitidamente não ter muito que fazer - abraçasse mas era um touro de 420 kgs da Ganadaria Palha (a mais antiga do país) é que dava um grande contributo (turístico) à nossa Terra...







Dívida externa: pagamos os juros mais caros desde que Portugal aderiu ao Euro



E pelo segundo dia consecutivo.
É claro que não aguentaremos muito tempo uma situação destas e portanto é mais que evidente que daqui a meia dúzia de meses isto está na mais completa bancarrota.
Nós não vamos a seguir à Grécia...
Cá para mim, vamos ANTES da Grécia.
O que até pode ser vantajoso.
O pessoal está todo a olhar para a Grécia e vai a gente, devagarinho, pé ante pé... e zás! Ultrapassa-a pela direita!
Quem tiver dinheiro nos bancos deixe-o lá ficar...

Ó boy António Perez Metelo: então agora não dizes que isto são muito boas notícias, como sempre fazes?
Onde é que te meteste, ó boy?

Vais ver que o tipo já emigrou...

Este país não é para levar a sério

Acedendo ao pedido da minha Querida Tia Aura - irmã do meu Pai - vou tentar "esquecer" este episódio do seu homicídio, e deixar a médica que o mandou para a morte em paz.
Que viva muitos anos que "lá nos encontraremos todos, um dia", segundo as suas palavras.
Tenho a certeza que o meu Pai, se estivesse vivo, também consideraria que eu fiz o que estava ao meu alcance para que quem o mandou para a morte fosse por isso punido.
Não foi.
Mas eu tentei.
Ao longo de 6 anos fiz o que pude. Denunciei nos jornais, nas rádios, nas 3 televisões o que o SNS, pela mão de uma louca que devia ser proibida de ver mais doentes, fez ao meu Pai.
E a partir daqui só se fizesse justiça pelas minhas próprias mãos.
Se um dia souber que tenho uma doença terminal talvez a faça... e não só neste caso.
Há outros que também não se ficarão a rir.

Mas enquanto eu disso não for informado ou não o sentir, tanto a médica homicida como alguns trafulhas e indigentes que por aqui poluem a atmosfera continuarão a salvo.

A verdade é uma só:
Num país em que praticamente nada funciona, como poderia eu esperar que a justiça funcionasse?


Portanto, este país tem que ser encarado como ele é: um circo gigante repleto de palhaços, luzes, animação, ilusionistas e criaturas raras.
Tão raras são estas criaturas que, na sua esmagadora maioria, nem sequer, ao longo da sua vida inteira, conseguem adquirir consciência do mundo que as rodeia.

Mas é o que há e temos que viver com isso.
Não podemos mudar de povo. Apenas de governantes.

Resta saber se melhoraremos alguma coisa com isso.
Não são os governantes quem faz a justiça, nem quem ensina, nem quem trata os doentes... nem quem atende o público nas repartições.

Quem faz isso somos nós. O povo.
E é este mesmo povo quem ordena de 4 em 4 anos.
Até ver, este povo considera-se bem servido. Porque continua a dar a este primeiro ministro a sua confiança.

E, contra factos, não há argumentos.
Pelo menos enquanto vivermos em democracia.
Depois... também tanto faz.

Portanto, encerramos os assuntos tristes e vamos levar isto na reinação.
Até já...

omo se alguém, em seu perfeito juízo, pudesse acreditar que a Terra alegadamente era redonda...

João Pina mostra a Loriga que é possivel!

Escreve Joaquim Pinto Gonçalves:
João Pina, neto do fundador do Grupo Desportivo Loriguense, Carlos Pina, e filho do Loriguense António José Pina, sagrou-se hoje campeão da Europa em Judo, em Viena, fazendo subir a Bandeira Portuguesa e ouvir o nosso hino, nos europeus de Judo a decorrer na capital Austríaca.

Parabéns ao atleta.

Não é por ser de Loriga que ele é notável.
É por ser excelente naquilo que faz e por lutar sem reservas pelo que acredita entregando-se de corpo e alma à sua luta que João Pina, que por acaso é de Loriga, é notável.

Gostava que o bom povo de Loriga visse no João um exemplo a seguir.
Que acabassem com separatismos estéreis e se unissem, finalmente, numa causa comum.
E a causa não é uma palhaçada qualquer. A causa é a da sua própria sobrevivência enquanto Vila.

Se um conterrâneo vosso conseguiu levar a nossa bandeira ao melhor que há na Europa, os Loriguenses, donos de uma das mais belas pérolas da Serra da Estrela, também podem conseguir.

Só têm que se unir e trabalhar em conjunto para o vosso desígnio e objectivo comum.


TSF:
O português João Pina sagrou-se, esta sexta-feira, campeão da Europa de judo na categoria de -73 kg, ao derrotar o russo Batradz Kaitmazov na final, em Viena.
Em declarações à TSF, o judoca revelou que este título resulta de «muitos anos de trabalhos» e neste momento já «pensa nos jogos [Olímpcios] de Londres» em 2012 e «fazer bons resultados».
Este é o melhor resultado de sempre do judoca do Sporting, que nunca tinha conseguido uma medalha em europeus, mundiais ou Jogos Olímpicos, como sénior.
Para chegar a este resultado histórico, o judoca português venceu cinco combates, o último dos quais com uma preciosa vantagem de waza-ari, logo aos 17 segundos.
João Pina apresentou-se muito forte e supreendeu o adversário nos instantes iniciais, com uma pega que projectou Kaitmazov no tatami, com o russo a cair sobre um dos ombros e o árbitro a dar o waza-ari (segunda pontuação máxima) ao português.
«Era uma final e não podia deixar escapar, por isso, desde o início comecei a lutar muito bem e a tentar ganhar vantagem. Depois foi gerir bem o combate até ao final», revelou.
O ouro de Pina sucede à medalha de bronze conquistada por Telma Monteiro nos Europeus de Viena, na quinta-feira, em -57 kg.

1.11.2010

Seia votada ao ostracismo no que à Serra da Estrela diz respeito

Espero que o leitor não veja neste post um espírito retrógrado ou um provincianismo exacerbado, porque eu não sou uma coisa nem outra.
Se me irrito por ver a minha Terra sistematicamente ignorada quando se fala na nossa região - quando inclusivamente se faz corresponder aquilo que é nosso à cidade da Covilhã (contra a qual nada tenho e até gosto de lá ir de vez em quando) - é porque reconheço que este ostracismo traz consigo invariavelmente cada vez menos turismo e cada vez menos dinheiro e portanto cada vez menos oferta, cada vez menos desenvolvimento e cada vez menos progresso para a nossa Terra.
Posto isto,

veja-se estes exemplos na TV PAGA pelos nossos impostos.
Uma televisão que se diz protagonista do SERVIÇO PÚBLICO!
Ignorando permanentemente uma das duas entradas que a Serra da Estrela tem, leva o turismo todo para o lado da Covilhã quando afinal até a estância de Ski está do lado de cá e pertence ao concelho de Seia.

DESLIGAR O SOM DA JANELA DA SEIATV AQUI À DIREITA PARA NÃO INTERFERIR COM O SOM DAS PEÇAS.



Nesta peça fala-se apenas nas estradas principais de acesso à Serra da Estrela sem particularizar. Menos mal...



Nesta peça dá-se claramente a entender que só se pode chegar à Torre e às pistas de ski pela Covilhã, uma vez que se diz explicitamente que só se pode chegar até às Penhas da Saúde.
Como se a entrada Norte - a de Seia - não existisse. Os jornalistas e a GNR dão a entender que só existe a entrada Sul. Depois fala-se na estância de ski que está situada no nosso concelho, mas nada se diz sobre isso, dando-se a entender que as pistas estão do lado da falsa "única" entrada para a Estrela: a da Covilhã.
A nossa entrada, a de Seia, é uma entrada "maldita" já que é por todos ignorada.
REQUINTE DE MALVADEZ do repórter: fala de duas estradas: a da Covilhã e a "outra" até à Lagoa Comprida e depois para MANTEIGAS????? Que estrada é essa????
A Lagoa só dá acesso directo a Seia: para se ir para Manteigas tem que se fazer um desvio já depois do SABUGUEIRO (de que também nunca se fala).







As 2 peças acima só têm imagens da Guarda e da Covilhã.
Adianto que não há uma única imagem de Seia em qualquer peça filmada pela RTP, SIC ou TVI sobre a Serra da Estrela.
Coincidência? Não. Nem sequer se lembram disso.
Atente-se no placard filmado vezes sem conta que é sempre o mesmo. Covilhã em baixo e Seia em cima.
É o que está colocado na Covilhã.





O Sargento Fernandes fala da interrupção das estradas no Planalto Central. Piornos, Torre e Lagoa Comprida (Seia)



José Alberto carvalho fala da "única estrada" aberta no acesso à Serra da estrela. Imaginem lá qual é... Covilhã-Piornos.
E mais uma vez o fatídico placard da Covilhã...





Esta é uma reportagem das mais ignorantes e mais pulhas para Seia.
A atrasadinha da repórter AFIRMA que "não se pode subir à SERRA porque "não se pode subir acima da Covilhã."
Só há, portanto, uma forma de subir à serra para esta desgraçada ignorante.
Mais à frente a mesma atrasada diz que a RTP só conseguiu chegar aos Piornos porque utilizou um veiculo de 4 rodas(!!!) - queria dizer tracção ás 4 rodas, obviamente. Atrasadinha, mesmo.
Nota positiva: pela única vez um elemento da GNR diz que as estradas estão cortadas tanto do lado da Covilhã como do lado de Seia, mas mal se percebe a palavra Seia. Não interessa. Foi imediatamente cortado o discurso do GNR.





Aqui mostram-se imagens e promove-se o Hotel das Penhas - Turistrela e o H2Otel de Unhais. Como se só houvesse esses. Sobre o Eurosol Camelo Hotel, em Seia, ou a Albergaria Sra do Espinheiro, também em Seia, nem uma imagem nem uma palavra. Seia é terra maldita...




Uma reportagem gémea da anterior filmada exactamente no mesmo sítio - O Hotel das Penhas da Saúde sobre o mesmo assunto: o fim de ano. mas esta ainda é pior e mais sectária que a anterior porque só apresenta um hotel - o da Turistrela - e só fala na Covilhã.





Uma terceira peça filmada no mesmo hotel (RTP=serviço público para a Turistrela) e a dizer o mesmo.
Não satisfeita, a repórter lembra que há outros hotéis para além deste na Serra da Estrela. Mas onde? Na Covilhã!!!
Isto é que é Serviço Público, hein? Adoro pagar impostos assim tão bem empregues!




Ora mais uma vez o mesmo placar da Covilhã, mais uma vez a dizer-se que as estradas estavam fechadas e só se podia ir até aos Piornos, como se outra entrada não houvesse.
E mais uma vez o belo e costumeiro Hotel da Turistrela para fechar a peça. De positivo apenas imagens da Torre e dos radares que se encontram, claro, no concelho de Seia. Tal como a estância de ski.
E NÃO NO DA COVILHÃ!!!





Aqui está mais uma vez a informação de que as estradas de acesso à Serra da Estrela estão cortadas. Mas quais? A de Seia?
Essa não existe. A da Covilhã e a da Torre - Lagoa - Piornos - Manteigas!!!!
Mais uma maravilhosa estrada que existe apenas no imaginário dos magníficos repórteres que fazem a cobertura da neve na Serra porventura bem instalados no Hotel da Turistrela... a única coisa da Serra que, pelos vistos, conhecem bem...

URGE que as forças vivas do Concelho e o Município de Seia intentem acções mediáticas no sentido de dar mais visibilidade a Seia e ao nosso concelho INJUSTA e sistematicamente ostracizado pela comunicação Social e nomeadamente pelas televisões.
Avisei dezenas de vezes nos meus textos, nos jornais, na AM que isto estava a acontecer. O facto está hoje consumado.
Seia, para as televisões, não existe.
E, se não existe para as TVs não existe para o país.

Há que RESSUSCITAR Seia para o País. Urgentemente.
Atrevo-me a dizer que é deste desígnio Concelhio que depende a nosso sucesso no curto prazo.

Não é apostando em acções megalómanas, praticamente inúteis e sem qualquer retorno e que apenas servem para retirar centenas de milhares de euros por ano aos cofres do Município que se traz progresso e desenvolvimento para o Concelho.
É atraindo o Turismo. É a única Indústria que nos pode valer e para a qual Seia e o seu rico concelho tem propensão natural. Atrevo-me a dizer que somos o concelho com maior variedade de oferta cultural, histórica, científica, tecnológica e paisagística de toda a região da Serra da Estrela.
É combatendo a ideia pré-formada de que a Covilhã é a Serra da Estrela em regime de exclusividade e mostrando ao país e ao mundo que Seia existe, que venceremos.
Não é continuando a fechar os olhos e a porta a quem nos procura que singraremos.
Seia só pode subsistir e combater o definhar previsível da indústria - já quase inexistente - atraindo o turismo.
Não temos outra solução neste momento.

Seia votada ao ostracismo no que à Serra da Estrela diz respeito

Espero que o leitor não veja neste post um espírito retrógrado ou um provincianismo exacerbado, porque eu não sou uma coisa nem outra.
Se me irrito por ver a minha Terra sistematicamente ignorada quando se fala na nossa região - quando inclusivamente se faz corresponder aquilo que é nosso à cidade da Covilhã (contra a qual nada tenho e até gosto de lá ir de vez em quando) - é porque reconheço que este ostracismo traz consigo invariavelmente cada vez menos turismo e cada vez menos dinheiro e portanto cada vez menos oferta, cada vez menos desenvolvimento e cada vez menos progresso para a nossa Terra.
Posto isto,

veja-se estes exemplos na TV PAGA pelos nossos impostos.
Uma televisão que se diz protagonista do SERVIÇO PÚBLICO!
Ignorando permanentemente uma das duas entradas que a Serra da Estrela tem, leva o turismo todo para o lado da Covilhã quando afinal até a estância de Ski está do lado de cá e pertence ao concelho de Seia.

DESLIGAR O SOM DA JANELA DA SEIATV AQUI À DIREITA PARA NÃO INTERFERIR COM O SOM DAS PEÇAS.



Nesta peça fala-se apenas nas estradas principais de acesso à Serra da Estrela sem particularizar. Menos mal...



Nesta peça dá-se claramente a entender que só se pode chegar à Torre e às pistas de ski pela Covilhã, uma vez que se diz explicitamente que só se pode chegar até às Penhas da Saúde.
Como se a entrada Norte - a de Seia - não existisse. Os jornalistas e a GNR dão a entender que só existe a entrada Sul. Depois fala-se na estância de ski que está situada no nosso concelho, mas nada se diz sobre isso, dando-se a entender que as pistas estão do lado da falsa "única" entrada para a Estrela: a da Covilhã.
A nossa entrada, a de Seia, é uma entrada "maldita" já que é por todos ignorada.
REQUINTE DE MALVADEZ do repórter: fala de duas estradas: a da Covilhã e a "outra" até à Lagoa Comprida e depois para MANTEIGAS????? Que estrada é essa????
A Lagoa só dá acesso directo a Seia: para se ir para Manteigas tem que se fazer um desvio já depois do SABUGUEIRO (de que também nunca se fala).







As 2 peças acima só têm imagens da Guarda e da Covilhã.
Adianto que não há uma única imagem de Seia em qualquer peça filmada pela RTP, SIC ou TVI sobre a Serra da Estrela.
Coincidência? Não. Nem sequer se lembram disso.
Atente-se no placard filmado vezes sem conta que é sempre o mesmo. Covilhã em baixo e Seia em cima.
É o que está colocado na Covilhã.





O Sargento Fernandes fala da interrupção das estradas no Planalto Central. Piornos, Torre e Lagoa Comprida (Seia)



José Alberto carvalho fala da "única estrada" aberta no acesso à Serra da estrela. Imaginem lá qual é... Covilhã-Piornos.
E mais uma vez o fatídico placard da Covilhã...





Esta é uma reportagem das mais ignorantes e mais pulhas para Seia.
A atrasadinha da repórter AFIRMA que "não se pode subir à SERRA porque "não se pode subir acima da Covilhã."
Só há, portanto, uma forma de subir à serra para esta desgraçada ignorante.
Mais à frente a mesma atrasada diz que a RTP só conseguiu chegar aos Piornos porque utilizou um veiculo de 4 rodas(!!!) - queria dizer tracção ás 4 rodas, obviamente. Atrasadinha, mesmo.
Nota positiva: pela única vez um elemento da GNR diz que as estradas estão cortadas tanto do lado da Covilhã como do lado de Seia, mas mal se percebe a palavra Seia. Não interessa. Foi imediatamente cortado o discurso do GNR.





Aqui mostram-se imagens e promove-se o Hotel das Penhas - Turistrela e o H2Otel de Unhais. Como se só houvesse esses. Sobre o Eurosol Camelo Hotel, em Seia, ou a Albergaria Sra do Espinheiro, também em Seia, nem uma imagem nem uma palavra. Seia é terra maldita...




Uma reportagem gémea da anterior filmada exactamente no mesmo sítio - O Hotel das Penhas da Saúde sobre o mesmo assunto: o fim de ano. mas esta ainda é pior e mais sectária que a anterior porque só apresenta um hotel - o da Turistrela - e só fala na Covilhã.





Uma terceira peça filmada no mesmo hotel (RTP=serviço público para a Turistrela) e a dizer o mesmo.
Não satisfeita, a repórter lembra que há outros hotéis para além deste na Serra da Estrela. Mas onde? Na Covilhã!!!
Isto é que é Serviço Público, hein? Adoro pagar impostos assim tão bem empregues!




Ora mais uma vez o mesmo placar da Covilhã, mais uma vez a dizer-se que as estradas estavam fechadas e só se podia ir até aos Piornos, como se outra entrada não houvesse.
E mais uma vez o belo e costumeiro Hotel da Turistrela para fechar a peça. De positivo apenas imagens da Torre e dos radares que se encontram, claro, no concelho de Seia. Tal como a estância de ski.
E NÃO NO DA COVILHÃ!!!





Aqui está mais uma vez a informação de que as estradas de acesso à Serra da Estrela estão cortadas. Mas quais? A de Seia?
Essa não existe. A da Covilhã e a da Torre - Lagoa - Piornos - Manteigas!!!!
Mais uma maravilhosa estrada que existe apenas no imaginário dos magníficos repórteres que fazem a cobertura da neve na Serra porventura bem instalados no Hotel da Turistrela... a única coisa da Serra que, pelos vistos, conhecem bem...

URGE que as forças vivas do Concelho e o Município de Seia intentem acções mediáticas no sentido de dar mais visibilidade a Seia e ao nosso concelho INJUSTA e sistematicamente ostracizado pela comunicação Social e nomeadamente pelas televisões.
Avisei dezenas de vezes nos meus textos, nos jornais, na AM que isto estava a acontecer. O facto está hoje consumado.
Seia, para as televisões, não existe.
E, se não existe para as TVs não existe para o país.

Há que RESSUSCITAR Seia para o País. Urgentemente.
Atrevo-me a dizer que é deste desígnio Concelhio que depende a nosso sucesso no curto prazo.

Não é apostando em acções megalómanas, praticamente inúteis e sem qualquer retorno e que apenas servem para retirar centenas de milhares de euros por ano aos cofres do Município que se traz progresso e desenvolvimento para o Concelho.
É atraindo o Turismo. É a única Indústria que nos pode valer e para a qual Seia e o seu rico concelho tem propensão natural. Atrevo-me a dizer que somos o concelho com maior variedade de oferta cultural, histórica, científica, tecnológica e paisagística de toda a região da Serra da Estrela.
É combatendo a ideia pré-formada de que a Covilhã é a Serra da Estrela em regime de exclusividade e mostrando ao país e ao mundo que Seia existe, que venceremos.
Não é continuando a fechar os olhos e a porta a quem nos procura que singraremos.
Seia só pode subsistir e combater o definhar previsível da indústria - já quase inexistente - atraindo o turismo.
Não temos outra solução neste momento.

Seia votada ao ostracismo no que à Serra da Estrela diz respeito

Espero que o leitor não veja neste post um espírito retrógrado ou um provincianismo exacerbado, porque eu não sou uma coisa nem outra.
Se me irrito por ver a minha Terra sistematicamente ignorada quando se fala na nossa região - quando inclusivamente se faz corresponder aquilo que é nosso à cidade da Covilhã (contra a qual nada tenho e até gosto de lá ir de vez em quando) - é porque reconheço que este ostracismo traz consigo invariavelmente cada vez menos turismo e cada vez menos dinheiro e portanto cada vez menos oferta, cada vez menos desenvolvimento e cada vez menos progresso para a nossa Terra.
Posto isto,

veja-se estes exemplos na TV PAGA pelos nossos impostos.
Uma televisão que se diz protagonista do SERVIÇO PÚBLICO!
Ignorando permanentemente uma das duas entradas que a Serra da Estrela tem, leva o turismo todo para o lado da Covilhã quando afinal até a estância de Ski está do lado de cá e pertence ao concelho de Seia.

DESLIGAR O SOM DA JANELA DA SEIATV AQUI À DIREITA PARA NÃO INTERFERIR COM O SOM DAS PEÇAS.



Nesta peça fala-se apenas nas estradas principais de acesso à Serra da Estrela sem particularizar. Menos mal...



Nesta peça dá-se claramente a entender que só se pode chegar à Torre e às pistas de ski pela Covilhã, uma vez que se diz explicitamente que só se pode chegar até às Penhas da Saúde.
Como se a entrada Norte - a de Seia - não existisse. Os jornalistas e a GNR dão a entender que só existe a entrada Sul. Depois fala-se na estância de ski que está situada no nosso concelho, mas nada se diz sobre isso, dando-se a entender que as pistas estão do lado da falsa "única" entrada para a Estrela: a da Covilhã.
A nossa entrada, a de Seia, é uma entrada "maldita" já que é por todos ignorada.
REQUINTE DE MALVADEZ do repórter: fala de duas estradas: a da Covilhã e a "outra" até à Lagoa Comprida e depois para MANTEIGAS????? Que estrada é essa????
A Lagoa só dá acesso directo a Seia: para se ir para Manteigas tem que se fazer um desvio já depois do SABUGUEIRO (de que também nunca se fala).







As 2 peças acima só têm imagens da Guarda e da Covilhã.
Adianto que não há uma única imagem de Seia em qualquer peça filmada pela RTP, SIC ou TVI sobre a Serra da Estrela.
Coincidência? Não. Nem sequer se lembram disso.
Atente-se no placard filmado vezes sem conta que é sempre o mesmo. Covilhã em baixo e Seia em cima.
É o que está colocado na Covilhã.





O Sargento Fernandes fala da interrupção das estradas no Planalto Central. Piornos, Torre e Lagoa Comprida (Seia)



José Alberto carvalho fala da "única estrada" aberta no acesso à Serra da estrela. Imaginem lá qual é... Covilhã-Piornos.
E mais uma vez o fatídico placard da Covilhã...





Esta é uma reportagem das mais ignorantes e mais pulhas para Seia.
A atrasadinha da repórter AFIRMA que "não se pode subir à SERRA porque "não se pode subir acima da Covilhã."
Só há, portanto, uma forma de subir à serra para esta desgraçada ignorante.
Mais à frente a mesma atrasada diz que a RTP só conseguiu chegar aos Piornos porque utilizou um veiculo de 4 rodas(!!!) - queria dizer tracção ás 4 rodas, obviamente. Atrasadinha, mesmo.
Nota positiva: pela única vez um elemento da GNR diz que as estradas estão cortadas tanto do lado da Covilhã como do lado de Seia, mas mal se percebe a palavra Seia. Não interessa. Foi imediatamente cortado o discurso do GNR.





Aqui mostram-se imagens e promove-se o Hotel das Penhas - Turistrela e o H2Otel de Unhais. Como se só houvesse esses. Sobre o Eurosol Camelo Hotel, em Seia, ou a Albergaria Sra do Espinheiro, também em Seia, nem uma imagem nem uma palavra. Seia é terra maldita...




Uma reportagem gémea da anterior filmada exactamente no mesmo sítio - O Hotel das Penhas da Saúde sobre o mesmo assunto: o fim de ano. mas esta ainda é pior e mais sectária que a anterior porque só apresenta um hotel - o da Turistrela - e só fala na Covilhã.





Uma terceira peça filmada no mesmo hotel (RTP=serviço público para a Turistrela) e a dizer o mesmo.
Não satisfeita, a repórter lembra que há outros hotéis para além deste na Serra da Estrela. Mas onde? Na Covilhã!!!
Isto é que é Serviço Público, hein? Adoro pagar impostos assim tão bem empregues!




Ora mais uma vez o mesmo placar da Covilhã, mais uma vez a dizer-se que as estradas estavam fechadas e só se podia ir até aos Piornos, como se outra entrada não houvesse.
E mais uma vez o belo e costumeiro Hotel da Turistrela para fechar a peça. De positivo apenas imagens da Torre e dos radares que se encontram, claro, no concelho de Seia. Tal como a estância de ski.
E NÃO NO DA COVILHÃ!!!





Aqui está mais uma vez a informação de que as estradas de acesso à Serra da Estrela estão cortadas. Mas quais? A de Seia?
Essa não existe. A da Covilhã e a da Torre - Lagoa - Piornos - Manteigas!!!!
Mais uma maravilhosa estrada que existe apenas no imaginário dos magníficos repórteres que fazem a cobertura da neve na Serra porventura bem instalados no Hotel da Turistrela... a única coisa da Serra que, pelos vistos, conhecem bem...

URGE que as forças vivas do Concelho e o Município de Seia intentem acções mediáticas no sentido de dar mais visibilidade a Seia e ao nosso concelho INJUSTA e sistematicamente ostracizado pela comunicação Social e nomeadamente pelas televisões.
Avisei dezenas de vezes nos meus textos, nos jornais, na AM que isto estava a acontecer. O facto está hoje consumado.
Seia, para as televisões, não existe.
E, se não existe para as TVs não existe para o país.

Há que RESSUSCITAR Seia para o País. Urgentemente.
Atrevo-me a dizer que é deste desígnio Concelhio que depende a nosso sucesso no curto prazo.

Não é apostando em acções megalómanas, praticamente inúteis e sem qualquer retorno e que apenas servem para retirar centenas de milhares de euros por ano aos cofres do Município que se traz progresso e desenvolvimento para o Concelho.
É atraindo o Turismo. É a única Indústria que nos pode valer e para a qual Seia e o seu rico concelho tem propensão natural. Atrevo-me a dizer que somos o concelho com maior variedade de oferta cultural, histórica, científica, tecnológica e paisagística de toda a região da Serra da Estrela.
É combatendo a ideia pré-formada de que a Covilhã é a Serra da Estrela em regime de exclusividade e mostrando ao país e ao mundo que Seia existe, que venceremos.
Não é continuando a fechar os olhos e a porta a quem nos procura que singraremos.
Seia só pode subsistir e combater o definhar previsível da indústria - já quase inexistente - atraindo o turismo.
Não temos outra solução neste momento.

1.02.2010

Ainda sobre a baixa natalidade e o consequente envelhecimento

Não seria a hora de se inverterem as políticas genocidas aborteiras levadas a efeito pelo governo anterior e inverter igualmente a filosofia estúpida e anti-natura que impede dezenas de milhares de crianças de nascer, por ano?
Vejo a preocupação deste governo em legalizar os casamentos gay, mas não vejo qualquer preocupação em trabalhar para que Portugal não se extinga em 100 anos.

Se há falta de nascimentos e a extinção dos portugueses está à vista, em vez de se dar prioridades aos abortos nos hospitais - pagos com os nossos impostos - não seria preferível dar prioridade à protecção social das mães que não têm condições para ter filhos?

O dinheiro que pagamos para os abortos não serviria também para criar as crianças que nasceriam se se deixasse a Vida seguir o seu curso normal?
Será isto reaccionário?
Ou será isto apenas... óbvio e inteligente?

E nem sequer uso o argumento da extinção.
Mesmo que Portugal estivesse em expansão demográfica, NADA, mas absolutamente NADA justifica a prática abortiva num Estado com o mínimo de consciência moral em pleno sec 21.
Muito menos o argumento economicista: porque se gastam milhões com pessoas com multi-deficiência, remetidos para uma vida vegetativa, que nunca farão nada na vida nem saberão que estão vivos, enquanto se matam dezenas de milhares de crianças cuja esmagadora maioria nasceria e viveria normalmente.

Que sociedade tão estúpida esta que mantém deficientes profundos vivos gastando com cada um deles o equivalente ao que gastaria com dezenas de crianças; e simultaneamente convida as mães a abortar, contribuindo directamente para a nossa asfixia colectiva, em vez as convidar a manter o curso da Vida.

Mas se isto não é o cúmulo da estupidez!...
Daqui a uns anos os nossos netos crucificar-nos-ão por esta prática genocida.
Infelizmente nem eu nem os abortistas estaremos vivos nessa altura.
Espero que alguém, daqui a uns anos, desenterre alguns dos meus textos sobre este autêntico "genocídio legal" que está a ser praticado e mobilizado por um estado absolutamente imoral e cego que, ainda por cima, se está a extinguir a si próprio.
Tal como os habitantes da Ilha de Páscoa, no sec 15, estamos a cortar as árvores que nos garantiriam a Vida e a sobrevivência da espécie.
Só não estamos numa ilha. Extinguir-nos-emos enquanto Portugueses e alguém virá tomar conta disto.

Pergunto-me que espécie de doença estará a tolher os cérebros dos nossos governantes?
Será isto apenas estupidez?

As primeiras neves na Serra

Recordando que há neve na Serra da Estrela desde Novembro...

... uma "situação explosiva"



O sorumbático Cavaco, que fala de si na terceira pessoa como se de uma Majestade ou do Jardel se tratasse, proferiu ontem o discurso mais dramático de que há memória na democracia portuguesa.
Lembrou-se, ontem, Cavaco, que a economia do País está moribunda e que o endividamento externo é algo de impossível de sustentar.
Reafirma-se "acima" do combate político-partidário ("acima" porquê? É necessário este pedantismo?) e diz que não pode estar calado. Contrariando o que tem dito diariamente quando questionado sobre aquilo de que hoje decidiu falar.

Passa a vida a dizer que o Presidente não se deve pronunciar sobre assuntos da política nacional.
Mas ontem não fez outra coisa senão isso.

Vejamos: não foi ontem que ele agiu mal. Tem agido mal desde sempre, excepto ontem.
A sociedade apela à intervenção do PR todos os dias nas TVs, dado o estado caótico a que este país chegou. E o PR? Mudo.
Os politólogos e os estudiosos destas coisas afirmam nas TVs que este estado de desagregação do país, que dura desde o 25 de Abril com poucas correcções de trajectória, ainda pode continuar por mais uma década. Que Sócrates pode continuar, por mais uns anos, a conduzir alegremente este país para a bancarrota até ao estertor final. Que ocorrerá no dia em que já não houver dinheiro para pagar as reformas e os ordenados aos funcionários públicos.
Eu estimo mais 2 anos.
2012, portanto.



Assim, profeticamente 2012 poderá não ser o fim da Civilização, como Roland Emmerich vaticina, mas será seguramente o fim deste país enquanto Organização credível aos olhos do mundo.

Eu ando há anos a prever uma situação destas. Há dezenas de textos meus escritos desde 2004 a avisar que este país, a continuar assim, não irá longe.

A verdade é que nós não temos gente à altura de nos governar.
Temos xico-espertos provincianos, deslumbrados pelo poder que caiu subitamente nas suas mãos. Mas não tivemos gente séria e competente nos últimos governos. Nem em nenhum, se formos honestos.
Já Eanes tinha nomeado um governo tecnocrático presidido por um tecnocrata e não um político - Nobre da Costa - e nem isso deu resultado, porque os políticos instalados na AR e em todos os corredores do poder não deixam.
Na realidade nós não temos gente que perceba alguma coisa disto.
Temos uma classe política na sua esmagadora maioria composta por gente imbecil que fez carreira no partido, como se pode confirmar pela constituição da actual AR.
90% dos deputados do PS e do PSD nunca abrirão a boca e se o fizerem é para se cobrirem de ridículo como aconteceu recentemente com um imbecil eleito aqui pela Guarda.
Quando abrem a boca é parar pôr o país inteiro a rir da sua estuoidez e da sua ignorância crassa sobre os principais dossiers que tolhem e afligem o país.

Estas aventesmas, política e intelectualmente autênticos zeros, são escolhidos por todo o país como prémio pelos serviços prestados ao partido(!!!) ou simplesmente porque eram amigos de alguém com poder para escolher.

Por isso este país está condenado.
O amiguismo, a estupidez e a corrupção tomaram conta deste país e do aparelho de estado.
Mas, dentro de 2 anos, com a recusa dos mercados internacionais em continuar a conceder sempre mais empréstimos a um país endividado até às orelhas cujo único paradigma é a continuação do seu endividamento à razão de 4 milhões por hora, este país ficará paralisado.


O caos instalar-se-á.
Já toda a gente percebeu isso. Até Cavaco.
Decididamente não somos capazes de nos governar.
Ponto final.
Temos que deixar isto bater no fundo e esperar a próxima revolução de 2012.
Ou 2011.
Ou 2010.

11.18.2008

O despacho dos OVOS

Tem a chancela de Maria de Lurdes Rodrigues - espanta não ser de Valter Lemos - e pretende aclarar o que ficou mal redigido da primeira vez ou que, o mais certo, foi mal pensado desde o início.Porque, ao contrário do que Valter Lemos, Albino Almeida e a própria Ministra têm tentado fazer crer, não foram as Escolas a aplicar mal a Lei 3/2008. A Lei é perfeitamente clara:
É perfeitamente claro que a medida correctiva decorria das faltas, «independentemente da sua natureza». Que não percebam a leitura de uma lei é apenas normal na actual equipa ministerial.Aliás, que não percebam que um despacho ministerial não pode contrariar uma lei da Assembleia da República é que me parece mais grave, pois deixa muito mal visto o serviço jurídico da 5 de Outubro.Julgo que a jogada é apostar que ninguém se rale com isto e conteste a legalidade deste despacho, nem sequer Vital Moreira, o paladino do cumprimento das leis em Portugal. Mas a verdade é que este despacho é nulo de efeitos atendendo à sua natureza, por contrariar o estatuído numa lei com origem parlamentar.Para além disso, o ME parece ainda desconhecer que nas escolas e agrupamentos em que o Decreto-lei 75/2008 já esteja em pleno vigor, com Regulamento Interno aprovado, a sua revisão não é um processo tão rápido e evidente quanto isso, pois deveria acontecer apenas de 4 em 4 anos ou extraordinariamente por decisão de maioria absoluta dos membros do Conselho Geral. O que pode levantar alguns problemas.
Mas isso, claro são questões que o ME atira para cima das escolas e agrupamentos em torrente com a velha técnica do nós despachamos e vocês desenrasquem-se.In: http://educar.wordpress.com/

11.05.2008

ULTIMA HORA!Proposta de Suspensão da Avaliação da Escola Secundária de Seia

ULTIMA HORA!
Proposta de Suspensão da Avaliação da Escola Secundária de Seia

100 dos 105 Professores da Escola Secundária da minha Terra mostram ao país que não são cobardes nem têm medo da repressão da ministra.
Enquanto membro do Conselho Transitório, manifesto-lhes desde já o meu total apoio.
E o meu voto favorável, claro!
Parabéns aos subscritores.

PROPOSTA DE SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO
Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Geral Transitório;
Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Pedagógico;
Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Executivo
Da ESCOLA SECUNDÁRIA DE SEIA

Os professores da Escola Secundária de SEIA subscritores deste documento vêm propor ao Conselho Pedagógico e ao Conselho Executivo a suspensão do processo de avaliação do desempenho dos docentes em curso, nos termos e com os fundamentos seguintes:

1. O modelo de avaliação do desempenho aprovado pelo DR 2/2008 de 10 de Janeiro não está orientado para a qualificação do serviço docente, como um dos caminhos a trilhar para a melhoria da qualidade da Educação, enquanto serviço público;
2. O modelo de avaliação instituído pelo referido decreto regulamentar destina-se, sobretudo, a institucionalizar uma cadeia hierárquica dentro das escolas e adificultar ou, mesmo, impedir a progressão dos professores na sua carreira;
3. O estabelecimento de quotas na avaliação e a criação de duas categorias que, só por si, determinam que mais de 2/3 dos docentes não chegarão ao topo da carreira, completam a orientação exclusivamente economicista em que se enquadra o actual estatuto de carreira docente que inclui o modelo de avaliação decretado pelo ME;
4. Paradoxalmente, a aplicação do actual modelo de avaliação do desempenho está a prejudicar o desempenho dos professores e educadores por via da despropositada carga burocrática e das inúmeras reuniões que exige;
5. O modelo de avaliação reveste-se de enorme complexidade e é objecto de leituras tão difusas quanto distantes entre si e que nem o próprio Ministério da Educação consegue explicar devidamente;
6. A instalação do modelo revela-se morosa, muito divergente nos ritmos que épossível encontrar e dificultada ainda pela falta de informação cabal e inequívoca às perguntas que vão, naturalmente, aparecendo;
7. A maioria dos itens constantes das fichas não é passível de serem universalizados.Alguns só se aplicam com um número reduzido de professores. Outros, pelo seugrau de subjectividade, ressentem-se de um problema estrutural – não existemquadros de referência em função dos quais seja possível promover a objectividade da avaliação do desempenho;
8. O desenvolvimento do processo com vista à avaliação do desempenho não respeita o que determinam os artigos 8º e 14º, do próprio DR 2/2008, uma vez que o Regulamento Interno, o Projecto Educativo e o Plano Anual de Actividades não se encontram aprovados de forma a enquadrar os seus princípios, objectivos, metodologias e prazos;
9. É evidente um clima de contestação e indignação dos professores e educadores;
10. O próprio Conselho Científico da Avaliação dos Professores (estrutura criada pelo ME) nas suas recomendações, critica aspectos centrais do modelo de avaliação do desempenho como a utilização feita pelas escolas dos instrumentos de registo, a utilização dos resultados dos alunos, o abandono escolar ou a observação de aulas,como itens de avaliação;
11. É evidente a incompletude do edifício legislativo do modelo, com frequentesremendos em matérias como delegação de poderes, faltas relevantes, quotas, bem como a ambiguidade funcional decorrente da existência de departamentoscurriculares e departamentos de recrutamento;
12. A ausência de qualquer informação sobre o modo como se realizará a componente da avaliação da responsabilidade do Presidente do Conselho Executivo;
13. Suspender o processo de avaliação permitirá:
(i) focar a atenção dos professores naquela que é a sua primeira e fundamentalmissão – ensinar;(ii) que os professores se preocupem prioritariamente com quem devem – os seus alunos;
(iii)antecipar em alguns meses a negociação de um outro modelo de avaliação dodesempenho docente, quando já estão em circulação outras propostas.

Assim, os signatários propõem que o Conselho Pedagógico e o Conselho Executivo da Escola Secundária de SEIA decidam pela suspensão de todas as iniciativas e actividades relacionadas com oprocesso de avaliação em curso, certos que, desta forma, contribuem para a melhoria do trabalho dos docentes, das aprendizagens dosnossos alunos e da qualidade do serviço público de educação.
Esta suspensão deverá manter-se até que se cumpram cumulativamente as seguintes condições:
1. A delegação de competências dos avaliadores seja publicitada em Diário deRepública explicitamente ou integrada na Lei do Orçamento à data da publicação desta.
2. Seja esclarecido o preenchimento do parâmetro B, nomeadamente quanto à forma de integrar os resultados escolares dos alunos e do abandono escolar naavaliação individual, compatibilizando a letra da lei e as recomendações doCCAP.

Os signatários afirmam ainda que:
1. Concordam que a avaliação é essencial para o desenvolvimento profissional dos professores cujo fim último é a qualidade dos serviços da educação portuguesa;
2. Reafirmam que o que sempre esteve em causa foi o modelo de obtenção daclassificação com todo o aparelho que lhe está subjacente que se antevê altamente burocratizado, não aferido e não sustentado em critérios de equidade e de justiça, por muitos esforços que se desenvolvam;
3. Reconhecem a importância da dimensão formativa do trabalho entre pares, defendendo uma relação de proximidade entre professores de áreas científicas afins,aceitando a observação de aulas, unicamente na dimensão formativa que dela pode decorrer;
4. Propõem-se contribuir para um diagnóstico das suas necessidades de formação e de desenvolvimento profissional, integrado na Avaliação Externa da Escola em processo que vai decorrer a partir deste ano de 2008/2009 e que deverá ser traduzido no Plano de Formação da Escola Secundária de Seia;
5. Divulgar esta posição junto da comunidade, sensibilizando-a para a ideia de que a suspensão da avaliação agora proposta visa possibilitar que a Escola Secundária de Seia atinja os seus grandes objectivos, nomeadamente, melhorar os resultados escolares correspondentes ao saber real e efectivo, norteados por valores de excelência e ao desenvolvimento da cidadania ampla, com respeito pela diversidade;
6. Manifestar a solidariedade efectiva aos seus eleitos representados nos órgãos da Escola em todos os efeitos que possam vir a decorrer das posições assumidas por estes órgãos, relembrando o dever de lealdade e solidariedade que o regime de gestão e administração da Escola consagrado no Dec-Lei 115A /98 requer.

Escola Secundária de Seia, 5 de Novembro de 2008

Os signatários (segue lista com 100 assinaturas num universo de 105 docentes)
Texto aprovado em assembleia de docentes com a presença de 80 professores no dia 5 de Novembro

11.04.2008

*Coordenadora da DREN em Viana do Castelo intimida executivos e professores

*Coordenadora da DREN em Viana do Castelo intimida executivos e professores

Chegou-me esta informação, que reenvio como a recebi:*

É público que os Professores do País estão em luta contra airresponsabilidade e o maquiavelismo da actual maioria, empenhada empermanente propaganda enquanto a pobreza do e no país cresce.
São evidentes os tiques pidescos da actual maioria, que tenta matar tudo oque à volta não concorda com o que fazem.
Ninguém esconde que se vive emPortugal num ambiente de desconfiança de uns nos outros, de medo em afirmaro que se pensa e de opressão.
Tudo isto é possível porque o actual governo encheu toda a administração pública de gente sem carácter, muita da qual roça a acefalia, cobarde, mas que à voz do dono se mostra assanhada e exibedentes e garras para atacar.
São os *boys and girls*, os empregados pelopoder PS, os beneficiários de favores do PS no poder, as filhas dos autarcas, os sobrinhos dos empresários que negoceiam com esta podridão que esmaga a democracia e oprime o que têm carácter, coluna e jamais vergonha de ser honestos.
Depois dos casos públicos de perseguição, agora, em Viana do Castelo, a Coordenadora da Equipa de Apoio às Escolas, cujo desempenho tem gerado mais troça que seriedade, dirigiu-se ao órgão executivo da escola Frei Bartolomeu dos Mártires para identificar o professor que interveio na Reunião Geral de Professores daquela escola, propondo a aprovação de um manifesto contra o actual estatuto docente e respectivos regulamentos, em particular o sistemade avaliação de professores.
Onde quer esta senhora chegar?
Portugal ainda dorme?
Quem é esta gente que, por terem uma maioria parlamentar, se assumem donos do poder, da verdade única, do pensamento e do Estado (vergonhoso, ao quechegou)?
Não conheço esse professor ou professora, mas, pela coragem que revelou, imagino que ele (a) também andará por aí, certamente de cabeça erguida, o que a tal coordenadora não deverá certamente poder fazer, pelo que se vê.
ACORDEM! Portugueses,
NÃO TENHAIS MEDO!
Só os fracos usam o poder e os tachos do poder para se afirmarem.
Aos Professores peço que continuem, como eu fiz em tempo, a cumprir como sempre fizeram a missão nobre de educar.
Pena é que alguns dos que pela escola passaram tenham virado tiranos e ficado mais cegos do que eram com o engano em que vivem no exercício de cargos: pobres espíritos!
O futuro é pai e médico atento.
Jamais os professores devem silenciar o que pensam, pois são classe à qual se exige reflexão crítica e intervenção pública, mais ainda em educação.
Só quem não é capaz de pensar por si julga ser possível delito de opinião.
*Onde pára a comunicação social?
Há medo também neste meio?*
*O que faz o Provedor de Justiça?
E o ministério público?
E os deputados danação?*
*DENUNCIE-SE!!!!*

Manifesto eleitoral dos professores

To: Comissão Nacional do Partido Socialista

Manifesto eleitoral dos professores

Aproximando-se um período da vida democrática do nosso país em que os portugueses e portuguesas vão ser chamados a pronunciar-se por meio do seu voto relativamente às políticas que pretendem para o seu futuro colectivo, e tendo os professores portugueses um conjunto comum de preocupações, por um lado, e um importante peso eleitoral, por outro, é a altura certa de colocarem em movimento síncrono a força dos seus votos para uma contribuição que pode ser determinante para a definição do rumo político de Portugal, tendo especialmente em conta os valores que defendem para a educação e para a sua valorização social enquanto profissionais do ensino.

Assim, os professores que a seguir subscrevem, pela sua assinatura, este manifesto, declaram que, nos diferentes momentos eleitorais que se aproximam, se lembrarão, de forma viva, dos seguintes factos da vida política portuguesa:

1º Que foi o governo do Partido Socialista o único governo que, desde o 25 de Abril, denegriu propositada e sistematicamente os profissionais docentes portugueses;

2º Que foi o governo do Partido Socialista que impôs aos professores um ritmo burocrático de trabalho nas escolas que os impede de prosseguir uma preparação lectiva cuidadosa e eficaz, situação que em muito contribui para o insucesso do sistema educativo;

3º Que foi o governo do Partido Socialista que humilhou os professores, tentando transformá-los em “guardas de crianças”;

4º Que foi o governo do Partido Socialista que provocou a divisão da classe em professores de primeira e professores de segunda, tendo como únicos objectivos, poupar dinheiro e “dividir para reinar”;

5º Que foi o governo do Partido Socialista que destruiu a gestão democrática nas escolas, implementando um sistema de gestão anti-democrático, burocrático e ineficaz e que proporciona as condições para uma vivência totalitária e de ausência de liberdade nas escolas;

6º Que foi o governo do Partido Socialista que criou um modelo de avaliação inexequível, injusto e absurdo, que rouba tempo ao trabalho produtivo dos professores junto dos seus alunos e que impossibilita, de facto, a efectiva realização duma avaliação dos professores;

7º Que foi o Governo do Partido Socialista quem optou por gastar verbas enormes na distribuição de “magalhães” pelos alunos, optando, para o fazer, por reduzir as verbas nos recursos humanos para a educação levando assim à existência generalizada nas escolas, de turmas de 29 e 30 alunos em que é completamente impossível trabalhar com qualquer “magalhães”, por melhor que ele seja;

8º Que foi o governo do Partido Socialista aquele que, desde o 25 de Abril, mais ignorou o modo de governar democraticamente, preferindo a imposição, ao diálogo, e persistindo até hoje nessa mesma atitude, não tendo conseguido aprender nada com os seus próprios erros.

Assim, lembrando-se dos factos descritos (e também de muitos outros não descritos), os Professores que a seguir subscrevem este manifesto, comprometem-se solenemente a não votar, em caso algum, no Partido Socialista, nos actos eleitorais que se avizinham, transferindo o seu voto para outras formações políticas, votando em branco ou fazendo voto nulo.

Os professores abaixo assinados,


Sincerely,

11.03.2008

'A CULPA É TODA SUA, SRª MINISTRA!'

'A CULPA É TODA SUA, SRª MINISTRA!'
"AS ESCOLAS PORTUGUESAS ESTÃO UM VERDADEIRO CAOS!!!!
Depois de ouvir hoje o que disse a Srª Ministra, depois de ler os desabafos de muitos colegas nossos, na minha Escola, na blogosfera, invadiu-me uma raiva que não consigo mais conter e gostaria de agritar ao Mundo.
Dizia a Srª Ministra, com o seu ar sereno, que "o processo de avaliação de desempenho dos professores está a avançar de "forma normal e com grande sentido de responsabilidade" na maioria das escolas." e eu pergunto Srª Ministra:
- Quem tenta enganar? Os Professores? Os Pais dos alunos? A opinião pública? A Comunicação social? Quem? A si própria? O seu governo?
Na maioria das Escolas, Srª Ministra, a situação é esta:
- Os Professores estão cansados, desmotivados, não aguentam tanto trabalho para nada. Reuniões, grelhas, objectivos, mais reuniões, relatório, mais reuniões... e continua assim, semana atrás de semana. Resultado:
Os Professores não têm tempo para aquilo que gostam de fazer: ENSINAR!!!
A CULPA É TODA SUA, SRª MINISTRA!
Na maioria das escolas, muitos Professores que até agora eram empenhados na preparação das suas aulas, limitam-se a fazer o mais fácil, não têm tempo para pesquisa, para partilhar com os alunos. Osalunos não aprendem!
A CULPA É TODA SUA, SRª MINISTRA!
Na maioria das Escolas muitos Professores que tinham ainda TANTO para dar à Escola, eram o pilar da Escola, uma referência para os mais novos, estão a abandonar, vão para a APOSENTAÇÃO, mesmo com penalizações graves! É fácil perceber: por cada três que saem, entram apenas dois, com vencimentos muito mais baixos. O factor economicista sempre à frente!
Não lhe passa pela cabeça, Srª Ministra, o potencial humano que as Escolas estão a perder e os efeitos de tal fuga!
A CULPA É TODA SUA, SRª MINISTRA!
Na maioria das Escolas, há Professores de baixa médica, Professores esgotados que não aguentam mais esta loucura, que metem atestados e então vem outro professor substituir ou não vem… não faz mal! Os alunos terão a farsa das aulas de substituição e, em vez de terem Ed. Física ou Matemática, têm aula com um Professor de Português ou Geografia… tanto faz, o que interessa é ter tudo ocupadinho, Professores e Alunos. Srª Ministra, são muitas aulas em que os alunos não têm aulas com o SEU professor, porque este está doente, em que a matéria não é leccionada.
A CULPA É TODA SUA, SRª MINISTRA!
Na maioria das Escolas, os Professores andam às voltas com o novo Estatuto do Aluno. A Srª Ministra mandou cá para fora um documento em que obriga os alunos que faltam a fazerem uma prova de recuperação mesmo que faltem porque não lhes apetece, um documento que não prevê distinção entre os alunos que faltam porque estão doentes e aqueles que ficaram a dormir até mais tarde. Os Professores têm que fazer a prova! Fazer a prova, prepará-la, corrigi-la, plano de recuperação… quantas horas implica tudo isto, Srª Ministra? Solução fácil! Esqueçamo-nos de marcar faltas! Se isto é para ser a brincar, nós fazemos-lhe a vontade.
A CULPA É TODA SUA, SRª MINISTRA!
Os Professores que até ao ano lectivo anterior eram uma classe que partilhava, onde não se sentia, regra geral, a competição, deixaram de confiar uns nos outros, vivem em função da avaliação de desempenho, num verdadeiro egoísmo. Desconfiam do colega que o vai avaliar, querem apanhar as quotas dos Excelentes ou Muito Bom. O mau estar nas Escolas é geral, um clima de desconfiança instalou-se!
A CULPA É TODA SUA, SRª MINISTRA!
E dirá a Srª Ministra: "Os Professores não querem ser avaliados".Engana-se Srª Ministra "Os Professores querem ser avaliados!!!! Sempre foram, tal como Vossa Excelência é e será avaliada (talvez não precise de tanta grelha, mas será!!). Os Professores fazem um trabalho público! São avaliados diariamente. QUEREM UMA AVALIAÇÃO SÉRIA e não um faz-de-conta.
Mas acha, Srª MINISTRA, que é avaliar seriamente um Professor, quando:
1 – Um colega (que pode ter menos habilitações e não é da área disciplinar) vai assistir a TRÊS aulas em 150 aulas que um Professor dá à turma? É tão fácil BRILHAR em três aulas, mesmo que nas outras 147 não se faça nada! Os Professores já tiveram aulas assistidas nos estágios…. Sabem fazê-lo. Não têm medo disso, Srª Ministra!!! Isto é avaliação séria, Srª Ministra?
2 – Um colega Coordenador de Departamento é de Francês/Inglês (excelente profissional na sua área, mas como viveu muitos anos em França, tem dificuldades na língua Portuguesa) vai avaliar um colegade Estudos Portugueses que, por não ter tido tantos cargos como o primeiro, não é TITULAR e por isso vai ser avaliado nas suas aulas de Português (com 30 anos de serviço) pelo primeiro. Isto é avaliação séria, Srª Ministra?
3 – Um colega de Educação Tecnológica, com uma licenciatura da Universidade Aberta obtida há alguns anos, vai avaliar colegas de MATEMÁTICA do seu Departamento (Ciências Exactas), alguns já com o Mestrado na área (Repito: os colegas são excelentes profissionais, mas não PODEM SER avaliadores de quem tem mais ou diferentes habilitações do que eles. Eles não têm culpa e muitos desejavam não representar tal papel). Isto é avaliação séria, Srª Ministra?
4 – Um dos elementos da avaliação dos alunos é a progressão dos resultados escolares dos seus alunos. Srª Ministra, é tão fácil falsear a progressão dos resultados escolares dos alunos…se NÃO formos sérios e quisermos contribuir apenas para o sucesso estatístico. Acha que os Professores, sabendo que estes dados contam para a sua avaliação, vão dar classificações baixas? Isto é avaliação séria, Srª Ministra?
5 – E o dito portefólio ou "dossier pedagógico" ser outro factor na avaliação?! É tão fácil, hoje em dia, enchê-lo com materiais LINDOS, pedagógicos….mesmo que os alunos nem os tenham visto, mesmo que estes materiais não sejam nossos. Isto é avaliação séria, Srª Ministra?
E finalmente, uma das aberrações do 2/2008
6 – O Presidente do Conselho Executivo, e simultaneamente Presidente do Conselho Pedagógico, não precisa ser TITULAR! Como explica isto Srª Ministra? A senhora Ministra criou esta distinção entre TITULARES e PROFESSOR! Então os Professores TITULARES não seriam aqueles que iriamdesempenhar as funções de maior responsabilidade nas Escolas, um grupo altamente qualificado? Ou será que o Presidente do CE e do CP não é um cargo de responsabilidade? Como justifica que não seja necessário o título de TITULAR, se para outros cargos de menor importância, como Coordenador de Departamento ou de Directores de turma tal cargo é exigido? EXPLIQUE Srª Ministra! E quando este mesmo Presidente do Conselho Executivo tem apenas o equivalente ao antigo 7º ano (ou seja, é bacharel, depois de uma formação à distância de alguns meses)? Há TANTOS nas nossas escolas! Vai avaliar colegas com mestrados e licenciaturas? É ele que vai avaliar TODOS os colegas da Escola.Muitas vezes, para além de ter habilitação muito inferior aos avaliados, há anos que não lecciona! Isto é avaliação séria, Srª Ministra?
7 – Claro que há Professores, como há médicos, como há advogados, como há MINISTROS menos competentes. Mas acha que é assim que a situação vai melhorar? Quem não é tão bom profissional, vai continuar a não sê-lo e os bons agora também não têm tempo para o ser. Por que razão não se ajuda com avaliação formativa aqueles que têm mais dificuldades, sem o intuito de os penalizar? Acha que é justo um avaliador faltar às aulas das suas turmas (12avaliadosx3 aulas de 90mn= é só fazer as contas) para ir avaliar colegas? E os alunos ficam entregues a outros Professores que podem não ser seus? Então primeiro a avaliação dos Professores e depois a dos alunos?
Isto é avaliação séria, Srª Ministra?
Srª Ministra:
- Sou uma professora que, tal como milhares neste país (a senhora viu quantos no 8 de Março, mas fez que não viu!), dediquei toda a minha vida ao Ensino. Dei sempre o meu melhor, trabalhei com gosto para os meus alunos, férias, fins-de-semana, noites; gosto de ensinar mas sinto-me REVOLTADA por a srª Ministra nos ter tirado (ou querer tirar) esse grande prazer: ENSINAR!
- Sou uma Professora que, tal como milhares neste país, poderia ir agora para a reforma, mesmo com penalizações, mas VOU RESISTIR, não vou deixar que me obriguem a abandonar com mágoa, os meus alunos, a minha Escola!
- Sou uma Professora que confio no bom senso e tenho esperança que ainda vá a horas de não deixar a degradação atingir, ainda mais as nossas escolas.
- Srª Ministra oiça gente que sabe, (muita gente) dizer que é um crime o que se está a passar nas escolas portuguesas. Medina Carreira disse há poucos dias que se os pais tivessem a verdadeira percepção do que se está a passar na Escola em Portugal, viriam para a rua. Ele sabe do que fala.
- Srª Ministra OIÇA os Professores. Eles estão nas Escolas, no terreno. Mais do que ninguém, eles estão a dizer-lhe que assim NÃO teremos sucesso educativo. Assim, o sucesso será apenas ESTATÍSTICO e ECONÓMICO!
OS PROFESSORES (na sua maioria) SÃO SÉRIOS! QUEREM ENSINAR E QUEREM QUE OS SEUS ALUNOS APRENDAM! CONFIE NELES! OIÇA-NOS SRª MINISTRA!
E para terminar, um poema de Alberto Caeiro que encontrei hoje no blog Terrear e uma frase de JMA.Des (aprender)
Procuro despir-me do que aprendiProcuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,Desembrulhar-me e ser eu...
Alberto Caeiro
P.S. Peço desculpa a quem me ler, pela agressividade de algumas expressões, mas tenho de soltar este grito de REVOLTA! Aos puristas linguísticos, também, mas a intenção não foi fazer prosa. Imaginei aSrª Ministra à minha frente e pus no papel aquilo que gostaria de lhe dizer.
Peço desculpa também por não me identificar (por enquanto). Não o costumo fazer, mas as razões são óbvias!
UM ENORME BEM-HAJA A TODOS OS PROFESSORES!"
"A grande e inadiável urgência de desaprender. De ver. Mesmo que isso nos custe. Porque a alternativa só pode ser a cegueira" JMA in blog Terrear

Agrupamento Vertical de Escolas Dr. Garcia Domingues (Silves) boicota ESTA avaliação inútil

Agrupamento Vertical de Escolas Dr. Garcia Domingues (Silves) boicota ESTA avaliação inútil
Uma clara maioria de professores do Agrupamento Vertical de Escolas Dr. Garcia Domingues, Silves, decidiu em planério geral de professores, realizado no passado dia 28 de Outubro, solicitar a suspensão do actual processo avaliativo.
Desta decisão, resultou a convocação de uma reunião extraordinária do Conselho Pedagógico onde, com 13 votos a favor (duas abstenções e um voto contra), se decidiu pela não avaliação dos docentes do Agrupamento até ao início do 2º Período, altura em que será reavaliada a situação.
Os nossos motivos seguem na moção (em anexo), mas gostaríamos de reafirmar 3 pontos muito claros:
1º) Somos frontalmente a favor de uma avaliação que premeie a "excelência" da classe e que, por outro lado, identifique claramente os pontos a melhorar no desempenho da nossa profissão e que aponte soluções para corrigir essas situações.Dito por outras palavras, não queremos preencher papéis inúteis, queremos saber como podemos ser melhores professores!
2º) Somos contra esta avaliação que, entre muitos outros pontos aberrantes, considera a questão do "abandono escolar" na avaliação docente, a qual se fica a dever, na esmagadora maioria dos casos, a condicionantes sociais que escapam ao controlo da escola;
3º) Não aceitamos uma avaliação hipócrita do "faz de conta", do género "vamos lá preencher a tabelinha para termos todos Bom", inútil na melhoria do ensino público português e que apenas serve para passar a imagem para a opinião pública de que, ao avaliar deste forma os professores, o Ministério estará a contribuir para a melhoria da qualidade do ensino em Portugal.
Leiam o texto desabafo que se segue e utilizem a nossa moção da melhor forma que entenderem. Esta luta é pela nossa dignidade e pelos nossos alunos!
Façam da nossa força a vossa força!


«Primeiro, eles vieram buscar os comunistas.Não disse nada, pois não era comunista;Depois, vieram buscar os judeus.Nada disse, pois não era judeu;Em seguida, foi a vez dos operários.Continuei em silêncio, pois não era sindicalizado;Mais tarde, levaram os católicos.Nem uma palavra pronunciei, pois não sou católico.Agora, eles vieram-me buscar a mim,e quando isso aconteceu, não havia mais ninguém para protestar». Bertold Brecht Colegas e amigos, Há momentos na história de um país em que é criminoso ficar calado. Em relação ao futuro da educação pública em Portugal, vivemos um desses raros momentos que a história nos concede... Comecei a dar aulas há 10 anos. Ao longo destes 10 anos, senti sempre saudades da escola durante o mês de Agosto. Este ano, pela primeira vez, não! De há 10 anos a esta parte, que assisto à degradação do ensino, à institucionalização da mediocridade! Para tudo, a resposta é só uma, ano após ano: mais e mais papel! Mais do que a degradação da nossa profissão, assusta-me assistir impávido e sereno a como nos conformamos, ano após ano, em baixar os níveis de exigência a um mínimo indecente. . E, para tudo isto, a solução é sempre mais uma "tabela", uma "grelha", uma "planificação", uma "justificação"...Não interessa se a planificação é para cumprir ou se é útil, interessa que fique arquivada. Não interessa se a "justificação" é útil e necessária, o que importa é que ela exista para nos "protegermos"...Dos pais e dos inspectores, esse papões! Não concordamos, mas preenchemos na mesma! Não concordamos, mas há muito que interiorizámos a cultura do medo e de não questionar...Aumenta a indisciplina? Não faz mal, faz-se mais um papel; Os alunos não aprendem? Não faz mal, faz-se mais um papel; É necessário avaliar os senhores professores? Não faz mal, faz-se mais um papel! Basta de "cultura do medo" (dos pais, dos recursos, da inspecção,...)! É necessário uma cultura de amor próprio, de amor pela profissão e pelo simples acto de ensinar. Claro que algum tipo de avaliação dos professores é necessário e urgente! Sobretudo se tiver como objectivo melhorar a qualidade do ensino...Não estamos todos cansados de quem, entre nós, é indigno de ostentar o nome de "professor"? E será que esta avaliação vai permitir corrigir essas situações, os erros individuais de cada um de nós ou até algum "defeito corporativo" da classe? Será que esta avaliação contribuirá para melhorar aquilo que os nossos alunos efectivamente aprendem? Ela não se destina a ajudar os professores a melhorar as suas prestações e auxiliar, desse modo, os nosso alunos. Não se destina a "punir" os medíocres ou a premiar a "excelência"...O que o ministério pretende é que entremos na perigosa jogada da hipocrisia...Para eles apenas interessa passar a mensagem ao país: "Estamos a avaliar os professores, estamos a aumentar o grau de exigência e de rigor do ensino!" E nós, que sabemos ser falso, pactuamos! Vamos a manifestações ao Sábado gritar "palavras de ordem" e na Segunda preenchemos as grelhas inúteis que nos impingem?! Ou seja, no fundo não concordamos com esta avaliação para professores. No entanto, parecemos estar dispostos a pactuar com ela quando nos deixamos arrastar para uma lógica, do tipo: "Eu não concordo com esta avaliação, nem lhe vejo qualquer capacidade de melhorar o actual estado das coisas, mas vamos pactuar com ela na esperança que não dê em nada...Vamos levar isto sem ser muito a sério, fazemos todos os objectivos mínimos de modo a termos todos "bom" e, pronto, está o assunto arrumado!" E quando quisermos ensinar aos nosso filhos e alunos a importância de nunca sermos hipócritas, o que faremos?! Olhamos para o chão e coramos de vergonha! Das duas uma: Ou temos a coragem de assumir que não concordamos com esta avaliação e recusamo-nos a cumpri-la; ou temos a coragem de assumir que concordamos com ela e cumprimos tudo a 100%, com todas as implicações deste acto.Não me obriguem é a aceitar situações intermédias, por medo ou cobardia. Com coragem a favor ou com coragem contra! Exliquem-me: em que é que esta avaliação vai contribuir para premiar a excelência dos professores? Em nada! Em que é que esta avaliação vai contribuir para melhorar a qualidade do ensino? Em nada! E então,vamos pactuar hipocritamente com algo em que não acreditamos?! E porquê? Por medo?! Eu também tenho medo...Sobretudo de um dia olhar para o espelho e perceber que traí os ideais a que me comprometi defender quando abracei esta profissão! Poderei eu exigir aos meus alunos que sejam honestos e rigorosos e, ao mesmo tempo, pactuar com uma avaliação que acho nefasta para a minha profissão? Expliquem-me, que eu não percebo! Claro que eu sei que há coisas que estão mal no ensino por culpa nossa. Sou capaz de enumerar algumas. Infelizmente, nenhuma delas será resolvida com este processo que nos querem impor... À ministra não interessa promover a excelência, porque esta é sempre perigosa para o poder. Porque pensa, porque não obedece cegamente, porque questiona, porque não se dobra e porque, quando é chegada a hora, sabe sempre dizer que "não" e de forma digna.À ministra interessa que nos rendamos à cultura "de não criar ondas", à "cultura do medo", "à cultura da tabelazinha", à "cultura das aparências", no fundo, à "cultura do Bom"! Não contem comigo para isso! Se tenho medo? Claro que sim, só um louco não teria...Também me preocupa o futuro, as contas por pagar e a minha carreira...Mas interessa-me mais o futuro dos meus alunos, a minha dignidade como profissional e ser humano e a minha consciência. Não peço que pensem como eu e que me sigam pelas minhas ideias. Sigam a vossa consciência, que eu sigo a minha... Mas se, tal como eu, sentirem que existe um limite para o tamanho dos "sapos" que conseguem engolir, juntem-se a este protesto pacífico na defesa do ensino público português.
Porque "há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não".
Obrigado.
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Pedro Nuno Teixeira Santos, orgulhosamente professor

luttes au portugal- a luta dos professores vista de França

luttes au portugal- a luta dos professores vista de França Publicado em França, o texto que reproduzimos abaixo, traça o retrato das lutas dos professores em Portugal analisando detalhadamente o ataque que tem vindo a ser conduzido contra a escola pública pelo governo Sócrates e a sua sinistra ministra Maria de Lurdes Rodrigues.
Desde o fecho de escolas às falhas no transporte escolar, do desemprego docente até às reformas do ensino especial que deixam sem apoio muitos milhares de alunos com necessidades educativas especiais, o texto faz um retrato negro da educação em Portugal.
Foi publicado no «Classes en Lutte», jornal dos trabalhadores da educação da Confédération Nationale du Travail (CNT-F)http://www.cnt-f.org/fte/article.php3?id_article=2289
LUTTES AU PORTUGAL
Au Portugal, ces trois dernières années, le gouvernement Sócrates (PS), et la ministre de l'éducation, Maria de Lurdes Rodrigues, ont lancé plusieurs offensives contre l'école publique.
Les réformes ont provoqué une dégradation sans précédent de l'enseignement, et créé un profond mal-être chez les professeurs . Le 8 mars 2008, 100 000 enseignants (un sur trois) vêtus de noir en signe de deuil ont défilé dans les rues de Lisbonne. Ce fut le plus grand mouvement de protestation des enseignants qui ait jamais eu lieu au Portugal.
Cette manifestation a été le point culminant de semaines de lutte et de contestation nées au sein même des écoles contre les nouvelles modalités d'évaluation des enseignants, unanimement rejetées à cause de leur contenu irrationel et de leurs objectifs purement économiques. Ces modalités d'évaluation découlent du Statut de Carrière des enseignants, que le gouvernement a imposé contre la volonté des professeurs et qui a donné lieu a une énorme contestation.
Les centaines de rassemblements, manifestations, et "vigílias" qui ont précédé la mega-manifestation furent très souvent conduites par des groupes de professeurs qui s'étaient organisés à l'intérieur des établissements. Beaucoup de rendez-vous ont circulé anonymement par sms ou par internet. Ces mouvements de contestation de la base, nés en dehors des structures syndicales enseignantes, ont mis la pression sur les syndicats de professeurs.
Ce mécontentement est la réponse naturelle à des années de réformes économiques qui ont gravement mis en cause la qualité du travail enseignant, et qui ont contribué à la dégradation de l'école publique au Portugal. Ces réformes ont mené à la fermeture de nombreuses écoles , ont modifié la nature des programmes et ont réduit la participation des enseignants aux instances dirigeantes des établissements. L'enseignement spécialisé et l'enseignement artistique ont également subi de graves attaques, qui ont sérieusement mis à mal les principes de l'école pour tous ("inclusive"). Le plan qui est en marche vise au désengagement progressif de l'État du secteur éducatif pour le transférer aux municipalités et ouvrir ainsi la porte à une future privatisation de l'enseignement. Ce plan, qui a débuté par la remise aux collectivités locales de la gestion du parc scolaire, pour ensuite être éventuellement confiée a l'Eglise, menace maintenant d'être étendu aux travailleurs non-enseignants ainsi qu'aux professeurs eux- mêmes qui courent le risque de changer de ministère de tutelle et de perdre leurs droits . Un récent projet de loi ouvre la porte au passage des professeurs sous la dépendance des municipalités. (1)
Au Portugal le réseau public d'enseignement aurait perdu entre 16 et 23 000 enseignants ces trois dernières années.(2) Ces réductions ne sont pas causées par la diminution du nombre d'élèves, comme le gouvernement a voulu le faire croire, mais plutôt à la fermeture d'écoles et à l'augmentation des horaires de travail.
Le Plan de fermetures d'écoles mis en place dès l'entrée en fonctions du gouvernement Sócrates prévoyait de fermer environ 4000 écoles primaires jusqu'au terme de la législature en 2009 (3). Rien qu'au début de l'année scolaire 2006/2007, 1500 écoles ont été fermées, la fermeture de 900 écoles supplémentaires étant prévue pour l'année suivante. Ces fermetures touchent surtout les zones de l'intérieur nord et du centre du Portugal, déjà largement désertifiées et elles vont naturellement accentuer cette tendance. Les élèves des écoles primaires fermées sont aujourd'hui obligés de rester la journée entière loin de leur domicile et perdent de longues heures dans les transports. Le réseau de transports scolaires, dépendant des municipalités, fonctionne avec de graves déficiences. Des enfants très jeunes sont ainsi obligés d'utiliser les transports publics sans que la surveillance adéquate ne soit garantie, ce qui a déjà provoqué des morts.(4)
L'enseignement spécialisé (pour handicapés) est un autre secteur qui a subi des assauts qui ont mis en danger les principes de l'école « inclusive ». La disparition des Équipes de l'Éducation Spécialisée et de leurs coordinations régionales a laissé les enseignants du secteur isolés dans les écoles. Le gouvernement a imposé un plan de restructuration qui prévoit uniquement un soutien aux handicapés (déficients), laissant de côté des milliers d'élèves dyslexiques, hyperactifs et ayant des problèmes de comportement et d'apprentissage. Ceux-ci courent le risque de se perdre et d'être envoyés dans les "circuits alternatifs" perdant ainsi toute possibilité de progresser a l'intérieur du système éducatif.(5)(6)
L'enseignement artistique, qui était déjà le parent pauvre, n'a pas non plus été épargné par les réformes. À l'école primaire, il a même été retiré du programme obligatoire tout comme l'éducation physique. Ces activités sont maintenant inclues dans les "prolongement d'horaires" et laissées à des moniteurs sans qualification apropriée , engagés sous contract précaire et mal payés par les municipalités(7).
Le système éducatif Portugais se trouve donc dans une situation réellement préoccupante. Le profond mal-être causé par les réformes du gouvernement actuel et menées à bien par la ministre Maria de Lurdes Rodrigues lui font pleinement mériter son surnom de " Sinistre Ministre".
José António Antunes.