11.02.2008

Carta de um professor aos directores da TSF e do DN

ENTREVISTA DE JOSÉ SÓCRATES À TSF E DN - CARTA DE UM PROFESSOR AOS SEUS DIRECTORES
Ex.mo Sr. João Marcelino/Paulo Baldaia


Ontem entrei no carro e ouvi os últimos 15 minutos da entrevista ao nosso primeiro ministro, exactamente no momento em que estavam a falar de educação que era o que me interessava no momento. A custo, consegui ouvir até ao fim.


Envio-lhe o meu mais veemente lamento pela forma como a entrevista, ou o que lhe queiram chamar, foi conduzida porquanto foi permitido ao sr. 1º ministro dizer o maior chorrilho de mentiras sem que alguma vez tivesse sido corrigido. Deixaram-no passar mais uma mensagem propagandística que peca pela verdade tal como ele nos tem habituado a ouvir a começar pelo seu processo de habilitações literárias.


Os srs jornalistas TINHAM a OBRIGAÇÃO de se documentarem melhor para fazer uma entrevista dessas. Mais pareceu uma entrevista de "faz favor de dizer" com questões previamente combinadas porque os entrevistadores eram pessoas experientes e deviam saber bem o que lá estavam a fazer. Só pode ter sido. Sócrates teve a oportunidade de explicar a sua educação à sua maneira e o resto foi servido em bandeja de ouro.


O meu nome é (...), sou professor na Escola Secundária (...), tenho 34 anos de serviço.


Tenho ainda uma licenciatura de 5 anos que é verdadeira e rigorosa. Sou do tempo em que o estágio pedagógico era de 2 anos. Fiz 1 mestrado e a parte curricular de um 2º mestrado no tempo em que os mestrados eram 2 anos. Tirei o doutoramento no tempo em que eram de 5 anos. Os investimentos na minha carreira e profissão foram pagos por mim e pelo sacrifício da minha família. Progredi na carreira com o cumprimento rigoroso de todos os créditos e subi ao 8º escalão com provas públicas efectuadas em Coimbra nas instalações da Direcção Regional de Educação do Centro. Não progredi com benesses até chegar ao 10º escalão onde tenho a minha carreira congelada e a ganhar tanto como um licenciado.


Por acaso vou ser avaliado por uma professora que é do mesmo grupo que eu mas há casos de professores de História a avaliar os de Inglês, de Educação Física a avaliar os de Ed Visual ou Educação Especial, de Biologia a avaliar os de Matemática ... enfim!!!!


Quando um professor destes vai assistir a uma aula dos outros (e tem de o fazer 2 vezes) está a ser justo por mais que o queira? Haverá honestidade neste processo?


Não me licenciei a um domingo com 26 das 31 cadeiras em falta dadas como equivalentes, nem com professores amigos ou reitores presos por falsificação de documentos, nem com a utilização de cartões do governo. A minha Universidade é pública, do Porto, e podem ser consultados todos os meus documentos. Não foi encerrada, como a UNI, só Deus sabe, VERDADEIRAMENTE porquê.


O sr. JS mente quando diz que agora há o mérito de distinguir os professores excelentes dos outros. Uma pessoa cujo percurso académico cheio de falta de rigor, mérito e excelência não lhe oferece a mais pequena moralidade para pensar sequer nisso, quanto mais falar. Desculpe voltar a falar disto mas é uma VERDADE que anda a ser camuflada e continuamente escondida.


A criação INJUSTA do professor titular no ECD é a MAIOR FRAUDE que passou impune em Portugal. Os professores foram classificados APENAS pelos últimos 7 anos de profissão, não pelos conhecimentos mas pelos cargos exercidos. Imagina certamente o que eu com 34 anos de serviço deva ter prestado ao ensino como professor. Pois bem, 27 desses meus anos contaram ZERO. RIGOROSAMENTE ... ZERO.


Aqueles anos em que quando mais jovem tinha capacidade para fazer e vontade para tudo, contaram NADA. Não sei quantos anos de serviço tem o sr. João Marcelino/Paulo Baldaia mas diga-me como se sentiria se a sua classificação fosse feita apenas com base nos últimos 7 anos, não pelos seus conhecimentos e capacidade mas APENAS pelas funções que prestou. Há professores belíssimos que foram prejudicados por terem querido ensinar. Há escolas onde ficaram titulares professores com 86 pontos enquanto outras escolas professores com 130 pontos não o conseguiram ser.


UMA VERGONHA que a imprensa nunca soube (ou nunca quis) denunciar. A escola hoje deixou de ENSINAR. O próprio ministério deixou de ser o Ministério da Educação e passou a ser o Ministério da Certificação. Faça esta experiência.


Vá a uma escola e diga que se quer matricular para APRENDER. Para APRENDER!!!!


Não há como nem onde. Até com o sistema de créditos já acabaram. Mandam-no para os EFAs ou para as Novas Oportunidades. Veja o que isso é. O que lá se aprende.


Em quantos MESES se pode fazer ao mesmo tempo o 7º, 8º e 9º ano e depois o 10º, 11º e 12º ano. Acabaram com o "Ad Hoc", agora há o "mais 23". Compare-os.


Agora, com a apresentação do currículo e a entrevista, um candidato ao ensino universitário fica logo com 60%. Os "trocos" ficam depois para um exame muito mais SIMPLIFICADO.O sr. JS falou nos cursos profissionais.


Vá a uma escola e veja o que é isso de cursos profissionais. A verdade. E já agora os CEFs. A pressão permanente para que os alunos passem sem saber apenas e só para uma avaliação estatística. As permanentes lamurias da srª ministra nos custos de uma reprovação e no facilitismo em reprovar.


Agora na avaliação dos professores é contabilizado o nº de alunos reprovados numa vergonhosa e clara afronta à perda de independência. Que culpa tenho eu que no início do ano me tenha calhado uma turma mal educada e pouco estudiosa? Que culpa tenho eu que um aluno abandone a escola porque quer ir trabalhar ou não gosta de estudar ainda que tudo tenha feito com os pais para que tal não aconteça? PORQUÊ que isso se reflecte na avaliação?


Já alguma vez pediu a uma escola as fichas de avaliação? Não acredito, desculpe mas não acredito que alguma vez as tenha visto. É IMPOSSÍVEL que aquilo possa ser seguido, IMPOSSÍVEL. Se não as conhece procure ver algumas.


Os professores o melhor é deixarem de dar aulas. A Cada escola tem as suas grelhas de avaliação. São 3 grelhas, qual delas a melhor, sempre elaboradas da forma mais incrível, injusta, desadequada, complexa, pouco credível e acima de tudo inexequível.


Isto não é uma brincadeira?


Os professores não têm família e direito ao tempo livre e lazer? JS falou igualmente no Inglês e na Educação Física das escolas primárias que já havia antes dele.


Pergunte quanto ganham esses professores e compare com o que ganha uma empregada doméstica, sem qualquer desprestígio para as empregadas domésticas.


Sr. João Marcelino/Paulo Baldaia, peço-lhe desculpa se me excedi. Penso que não. Acredito que com algumas destas "dicas", futuras entrevistas suas ao sr. JS serão diferentes. A verdade é que andamos de tal forma a ser maltratados e enxovalhados com tanta MENTIRA que após o programa da TSF que é uma rádio que oiço sempre, senti necessidade de "desentupir".


É estranho, muito estranho mesmo que a certas pessoas seja permitido fazer passar incolumemente certas mensagens. E o sr. primeiro ministro é uma delas. Usa e abusa.
Este foi o direito à minha INDIGNAÇÃO.


Queira aceitar os meus mais respeitosos cumprimentos


O professor (...)
Identificado pelo BI 735xxxx3 de 16.08.1999
In: http://psitasideo.blogspot.com/2008/10/entrevista-de-jos-scrates-tsf-e-dn.html

Tempo de trabalho

Participem!Página: www.fne.pt Campanha -
Tempo de Trabalho 12 de Outubro de 2008
VAMOS DENUNCIAR OS EXCESSOS E EXIGIR RESPEITO PELO HORÁRIO DE TRABALHO A FNE está a acompanhar atentamente a forma como decorre o processo de distribuição dos horários aos docentes portugueses, com a preocupação de que os limites impostos pela lei sejam sistematicamente respeitados.Mas, para além da formalidade dos horários distribuídos, tem-se continuado a assistir no presente ano lectivo à marcação de inúmeras reuniões e à distribuição de tarefas que, para serem concretizadas, revestem a obrigação inaceitável de, sem qualquer compensação, ter trabalho muito para além do limite das 35 horas semanais que a lei impõe aos docentes portugueses.Para a FNE, é imperioso acabar com este sistemático atropelo dos limites do tempo de trabalho. E que, nos casos em que seja absolutamente imprescindível realizá-lo, que daí resulte a remuneração extraordinária que a lei também prevê.É inaceitável que os professores portugueses estejam a pôr em causa o legítimo direito à conciliação entre o tempo de trabalho e o tempo individual.É neste quadro que a FNE desenvolve a presente campanha pelo respeito pelo tempo de trabalho.No âmbito desta campanha, queremos desenvolver uma recolha sistemática do maior número possível de exemplos que retratem o que é hoje a vida profissional de um docente português. Deste modo, pedimos que os interessados em participar nesta iniciativa nos dêem conta da sua ocupação do tempo em trabalho para a escola, em uma, duas ou três semanas, e utilizando para o efeito o formulário que aqui disponibilizamos:

É oficial! pormenores da manifestação

É oficial! pormenores da manifestação
leiam isto de um colega nosso. Com este espírito vamos conseguir:

______________________


OLÁ COLEGAS!
Tenho estado a observar tudo o que se passa à minha volta, toda esta
agitação, todas estas movimentações e... fico perpelexo!...
POR FAVOR: Não façam como aquele marido infiel que trocava a sua esposa de
40 anos por duas de 20 anos.
Este é o momento por que tanto esperávamos. Pensemos em nós e na nossa
carreira. Esqueçamos o nosso orgulho e unámo-nos TODOS, porque só assim
seremos CAPAZES de travar esta pouca pouca vergonha que impera no nosso
ensino! Eles (os nossos governantes) já se estão a rir de todas estas
movimentações des-sincronizadas e já batem palmas de contentes, porque
estão a conseguir atingir os seus objectivos, provavelmente até por meios de
alguns infiltrados, quem sabe...
NÃO, CAROS COLEGAS! Por aí não é o caminho. Não vou dizer que aqueles que
lançaram o mote não tenham toda a legitimidade para a escolha da data. Porém
a simbologia «8 DE MARÇO DE 2007 - MAIS DE 100.000 MANIFESTANTES NAS RUA DE
LISBOA e 8 DE NOVEMBRO DE 2008 - MAIS DE 140.000 MANIFESTANTES PROFESSORES
INVADEM A CAPITAL PORTUGUESA» penso que terá ainda mais impacto. Além disso,
de nada nos adiantará a nossa manifestação após terminadas as negociações. O
nosso braço de ferro deve e tem que ser durantes as mesmas. Talvez assim,
eles tomem consciência da importância e do peso que tem a nossa classe,
quanto mais não seja em época de eleições!
Quem é o colega que está contente com a sua situação?
Por acaso, fomos tidos e achados, aquando da alteração ao estatuto da
carreira docente (ECD)? Acaso fomos ouvidos sobre a divisão da nossa classe?
E quanto à avaliação? Acaso, pretendem eles que deixemos de leccionar para
passarmos a ser administrativos, onde só impera a burocracia dos papeis? Ou
pretenderão eles que os alunos transitem sempre - segundo o estatuto do
aluno - e os docentes é que passem a ser os avaliados. Sim. A ideia
parece-me interesssante! Assim eles, «com um tiro matam dois coelhos»! Deixa
de haver insucesso escolar e é a melhor forma de não pagar aos professores.
Que bela forma, de motivar e dignificar os professores!
E já pensaram, nas novas regras dos concursos que se aproximam: acabar com o
QZP's; obrigar os professores a 25 agrupamentos e a 4 zonas. Que pretendem
eles com isto? Pois eu digo-vos: ARMAR CONFUSÃO!; colocar os professores,
com a sua vida mais ou menos estabilizada, longe de casa; separar famílias,
desmotivar a classe docente.
Mas nós não vamos permitir a tal aberração. Por isso, no dia 8 DE NOVEMBRO
DE 2008, sejamos todos e a uma só voz uma chama, A TOCHA DA UNIÃO (tal como
a olímpica). Por vezes é necessário darmos o braço a torcer.
SÓ ASSIM, TENHO A CERTEZA, VAMOS VENCER!
Um abraço a todos
O professor
MIGUEL BELINHO (aquele que em 8 de Março, foi primeira página do JN)

PS (post escriptum) - Reencaminhem a todos os colegas e mais algum. Eu já
fiz a minha parte!

Para os departamentos - ATENÇÃO!!!

Caros colegas,

Ando, há já algum tempo, a vasculhar o Código do Procedimento Administrativo (CPA). Deparei-me, recentemente, com duas situações graves. De acordo com o raciocínio (que vou apresentar e fundamentar), a ADD, nos presentes moldes, poderá ter os dias contados. Cá vai:

Comecemos por atender ao que diz os artigos 3º e 4º do CPA, que nos servem de introdução:


Artigo 3º

Princípio da legalidade

1 - Os órgãos da Administração Pública devem actuar em obediência à lei e ao direito, dentro dos limites dos poderes que lhes estejam atribuídos e em conformidade com os fins par que os mesmos poderes lhes foram conferidos.


Artigo 4º

Princípio da prossecução do interesse público

Compete aos órgãos administrativos prosseguir o interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos.



Ora, quando chegamos aos artigos 6º e 6ºA, já vou fazer alguns realces:



Artigo 6º

Princípios da justiça e da imparcialidade

No exercício da sua actividade, a Administração Pública deve tratar de forma justa e imparcial todos os que com ela entrem em relação.



Artigo 6º-A

Princípio da boa fé

1 - No exercício da actividade administrativa e em todas as suas formas e fases, a Administração Pública e os particulares devem agir e relacionar-se segundo as regras da boa fé.

2 - No cumprimento do disposto nos números anteriores, devem ponderar-se os valores fundamentais do direito, relevantes em face das situações consideradas, e, em especial:

a) A confiança suscitada na contraparte pela actuação em causa;

b) O objectivo a alcançar com a actuação empreendida.



Parece ter ficado bem claro, pela leitura dos artigos anteriores, que devemos sempre assegurar a imparcialidade em todos os actos.

Aqui é que está o busílis da questão! Ora vejam:

Os coordenadores têm quotas próprias para acederem ao Muito Bom e ao Excelente, certo? (Resposta: CERTO);
Os restantes professores, incluindo os titulares em quem foram delegadas competências de avaliador, têm outras quotas, certo? (Resposta: CERTO);
Então, quer dizer, que se eu for avaliado por um colega no qual o coordenador delegou competências, eu e ele concorremos às mesmas quotas, certo? (Resposta: CERTO)

E não haverá aqui, por acaso, um conflito de interesses? Como pode este avaliador garantir a imparcialidade e suscitar confiança na contraparte? Até pode ser muito boa pessoa, não duvido, mas estes princípios têm de ser garantidos, legalmente!

Então, o que se pode fazer?

SOLUÇÃO 1: acabam com as quotas e está o caso resolvido (acham que o ME vai nesta!? Eu também não, por isso, avancemos!)

SOLUÇÃO 2: Pela leitura do artigo 44º do CPA, sobretudo do que vou realçar:



SECÇÃO IV

Das garantias de imparcialidade

Artigo 44º

Casos de impedimento

Nenhum titular de órgão ou agente da Administração Pública pode intervir em procedimento administrativo ou em acto ou contrato de direito público ou privado da Administração Pública nos seguintes casos:

a) Quando nele tenha interesse, por si, como representante ou como gestor de negócios de outra pessoa;

b) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, nele tenha interesse o seu cônjuge, algum parente ou afim em linha recta ou até ao 2º grau da linha colateral, bem como qualquer pessoa com quem viva em economia comum;

c) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, tenha interesse em questão semelhante à que deva ser decidida, ou quando tal situação se verifique em relação a pessoa abrangida pala alínea anterior;

d) Quando tenha intervindo no procedimento como perito ou mandatário ou haja dado parecer sobre questão a resolver;

e) Quando tenha intervindo no procedimento como perito ou mandatário o seu cônjuge, parente ou afim em linha recta ou até ao 2º grau da linha colateral, bem como qualquer pessoa com quem viva em economia comum;

f) Quando contra ele, seu cônjuge ou parente em linha recta esteja intentada acção judicial proposta por interessado ou respectivo cônjuge;

g) Quando se trate de recurso de decisão proferida por si, ou com a sua intervenção, ou proferida por qualquer das pessoas referidas na alínea b) ou com intervenção destas.

2 - Excluem-se do disposto no número anterior as intervenções que se traduzam em actos de mero expediente, designadamente actos certificativos.



O avaliador, em quem foram delegadas competências, tem em mãos um caso de impedimento, uma vez que por si (é candidato às mesmas quotas) tem interesse no acto. Deve, por isso, dar cumprimento ao estipulado no artigo 45º, particularmente o que vem realçado:



Artigo 45º

Arguição e declaração do impedimento

1 - Quando se verifique causa de impedimento em relação a qualquer titular de órgão ou agente administrativo, deve o mesmo comunicar desde logo o facto ao respectivo superior hierárquico ou ao presidente do órgão colegial dirigente, consoante os casos.

2 - Até ser proferida a decisão definitiva ou praticado o acto, qualquer interessado pode requerer a declaração do impedimento, especificando as circunstâncias de facto que constituam a sua causa.

3 - Compete ao superior hierárquico ou ao presidente do órgão colegial conhecer a existência do impedimento e declará-lo, ouvindo, se considerar necessário, o titular do órgão ou agente.

4 - Tratando-se do impedimento do presidente do órgão colegial, a decisão do incidente compete ao próprio órgão, sem intervenção do presidente.



O que acarretará o estipulado no artigo 46º:



Artigo 46º

Efeitos da arguição do impedimento

1 - O titular do órgão ou agente deve suspender a sua actividade no procedimento logo que faça a comunicação a que se refere o n.º 1 do artigo anterior ou tenha conhecimento do requerimento a que se refere o n.º 2 do mesmo preceito, até à decisão do incidente, salvo ordem em contrário do respectivo superior hierárquico.

2 - Os impedidos nos termos do artigo 44º deverão tomar todas as medidas que forem inadiáveis em caso de urgência ou de perigo, as quais deverão ser ratificadas pela entidade que os substituir.



O presidente do CE, seguindo a lei, e para dar cumprimento ao artigo 47º, só vai conseguir substituir o avaliador pelo coordenador! Vai ser lindo, vai!



Artigo 47º

Efeitos da declaração do impedimento

1 - Declarado o impedimento do titular do órgão ou agente, será o mesmo imediatamente substituído no procedimento pelo respectivo substituto legal, salvo se o superior hierárquico daquele resolver avocar a questão.

2 - Tratando-se de órgão colegial, se não houver ou não puder ser designado substituto, funcionará o órgão sem o membro impedido.



Agora prestem atenção aos artigos 48º e 49º, mais uma vez realçando o mais importante:



Artigo 48º

Fundamento da escusa e suspeição

1 - O titular de órgão ou agente deve pedir dispensa de intervir no procedimento quando ocorra circunstância pela qual possa razoavelmente suspeitar-se da sua isenção ou da rectidão da sua conduta e, designadamente:

a) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, nele tenha interesse parente ou afim em linha recta ou até ao 3º grau de linha colateral, ou tutelado ou curatelado dele ou do seu cônjuge;

b) Quando o titular do órgão ou agente ou o seu cônjuge, ou algum parente ou afim na linha recta, for credor ou devedor de pessoa singular ou colectiva com interesse directo no procedimento, acto ou contrato;

c) Quando tenha havido lugar ao recebimento de dádivas, antes ou depois de instaurado o procedimento, pelo titular do órgão ou agente, seu cônjuge, parente ou afim na linha recta;

d) Se houver inimizade grave ou grande intimidade entre o titular do órgão ou agente ou o seu cônjuge e a pessoa com interesse directo no procedimento, acto ou contrato.

2 - Com fundamento semelhante e até ser proferida decisão definitiva, pode qualquer interessado opor suspeição a titulares de órgãos ou agentes que intervenham no procedimento, acto ou contrato.



Artigo 49º

Formulação do pedido

1 - Nos casos previstos no artigo anterior, o pedido deve ser dirigido à entidade competente para dele conhecer, indicando com precisão os factos que o justifiquem.

2 - O pedido do titular do órgão ou agente só será formulado por escrito quando assim for determinado pela entidade a quem for dirigido.

3 - Quando o pedido for formulado por interessados no procedimento, acto ou contrato, será sempre ouvido o titular do órgão ou agente visado.




Acontece que, no ponto 1, do artigo 48º, onde se lê “ O titular de órgão ou agente deve pedir…” deve entender-se que “O titular de órgão ou agente tem de pedir…”. Quem o diz é o artigo 51º:



Artigo 51º

Sanção

1 - Os actos ou contratos em que tiverem intervindo titulares de órgão ou agentes impedidos são anuláveis nos termos gerais.

2 - A omissão do dever de comunicação a que alude o artigo 45º, n.º 1, constitui falta grave para efeitos disciplinares.



Ter-me-á escapado alguma coisa?

É que, se não escapou, o melhor ainda está para vir. Ora vejam só:



As notas dos alunos contam para a nossa avaliação, certo? (Resposta: CERTO)
Então, nós somos parte interessada no acto (=reuniões de avaliação) de atribuição das notas, certo? (Resposta: CERTO)
E não haverá aqui, por acaso, um conflito de interesses? Como podemos nós garantir a imparcialidade e suscitar confiança na contraparte (=Enc.Educação)? Até podemos ser muito boas pessoas, sem dúvida, mas estes princípios têm de ser garantidos, legalmente!

Então, o que se pode fazer?

SOLUÇÃO 1: as notas dos alunos deixam de contar para anossa avaliação e está o caso resolvido (Mais uma vez pergunto: acham que o ME vai nesta!? Talvez, vamos ver!)

SOLUÇÃO 2: ( A partir daqui só iria repetir-me. Mas estão a ver a situação se todos declararmos impedimento para atribuir notas? Por vocês não sei, mas eu não ter sanção disciplinar no meu registo biográfico, portanto, VOU DECLARAR IMPEDIMENTO!)



Terminei, para já, pois ando aqui a matutar noutra.

Abraços,

Joaquim Mota

EB 2,3 de Lamaçães

Manifs a 8 e a 15!

*O MUP apoia o dia 8, por ser UMA manifestação de professores.
O MUP mobiliza para o dia 15 de Novembro, por ser **"A"** manifestação dosprofessores.*
Caros colegas,
A POSIÇÃO OFICIAL DO MUP: NOSSOBLOGUE<http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/>!
HAVERÁ MESMO DUAS MANIFESTAÇÕES: Dia 8 e DIA 15.
Tal como se pode ler noComunicado<http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/10/comunicado-do-mup-31-10-2008.html>,"*os professores manifestar-se-ão em Lisboa, no dia 8 de Novembro, numamanifestação que terá todo o nosso apoio.*
*No entanto, muitos (os mesmos e outros) estarão, de forma livre eespontânea, no dia 15, reforçando a luta apenas contra a desastrosa políticada educação e contra os três pilares em que assenta: o ECD e tudo o que deledecorre, como a divisão da classe em duas categorias e o actual sistema deavaliação, o modelo de gestão e a degradação da qualidade da escolapública."*
* *
*Constituição de uma FRENTE NACIONAL DE LUTA, com todos os activistasDISPONÍVEIS PARA A LUTA!*
SÓ ASSIM, CONSEGUIREMOS DERROTAR O MONSTRO!
*MUP*
*NOTA: *FIZEMOS AS PONTES COM TUDO E COM TODOS… A HISTÓRIA NÃO SE COMPADECECOM HESITAÇÕES E COM MEDOS, TENHAM ELAS AS CONSEQUÊNCIAS QUE TIVEREM…
*PASSA ESTA MENSAGEM **AOS** COLEGAS, PARA QUE A NOSSA LUTA SAIA REFORÇADA.*
Abraço
Ana Teresa

Os docentes têm vocação para eunucos?

Os docentes têm vocação para eunucos?
O governo avançou com um Novo Estatuto da Carreira Docente para legitimar a tirania que já vinha a fumegar em lume brando, mas os professores não se revoltaram, aceitando o novo estatuto como se fosse inevitável. O que fizeram os sindicatos? Os barulhos do costume. De seguida, começa a enxurrada legislativa que visa apenas amansar a classe docente e fazer sair menos dinheiro dos cofres do estado. Os professores, pela mão paterna da Fenprof, juntam-se em Lisboa aos milhares e enervam a ministra, até aí praticamente imperturbável. O que faz a Fenprof? Cospe nos 120 mil professores que rumaram à capital, assinando um acordo (dentro de aspas, como eles gostam de lembrar) garantindo que só assim podiam salvaguardar as aspirações dos professores contratados de não serem penalizados no concurso deste ano.(...)
Neste momento, e a ministra tem-no afirmado ad nauseam, há professores empenhadíssimos em levar a cabo esta avaliação. Não podemos esquecer o poema do Zeca Afonso, em epígrafe, pois é uma lição sobre a natureza humana: enquanto uns professores levantam a voz em protesto, outros, que sabem que a avaliação - lhes será favorável (dado serem artistas do mesmo circo onde Sócrates aprendeu a fazer política ‘fogo-de-vista’) regozijam-se em ver a ministra a cortar a classe às fatias, lambuzando a senhora de servilismo canino.
Fonte: www.sinistraministra.blogspot.com/2008/11/por-noel-petinga-leopoldo.html
INFORMAÇÕES ÚTEIS:
- SÃO JÁ 557 AS ESCOLAS QUE CONTESTAM A AVALIAÇÃOUM EXEMPLO A SEGUIR!Lista de Escolas que contestam o Modelo de Avaliação
- Sábado, 1 de Novembro de 2008UM COMENTÁRIO DE "LOBOS E CORDEIROS"Para aqueles que têm memória curta!
VER: www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
- 15 DE NOVEMBRO, UMA DATA PARA A HISTÓRIA (CARTAZES PARA DIVULGAÇÃO NAS ESCOLAS)
www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/10/15-de-novembro-uma-data-para-histria.html
Abraço
Ana Teresa
MUP, Movimento de Professores
Divulgue sff
Passe a Palavra!

'Plataforma quer manter o Entendimento com MLR'

'Plataforma quer manter o Entendimento com MLR'

Imagem: SPLEU


"Plataforma mantém o Entendimento com MLR! Os Movimentos não! As duas manifestações mantêm-se! Dia 8, a convite dos sindicatos! Dia 15, por exigência dos Professores! Plataforma separou as águas e ficou claro que não quer misturas! Mário Nogueira, ao Correio da Manhã, já o tinha dito de uma forma inequívoca, quando referiu “A nossa manifestação é dia 8 e quem quiser vir, venha que faz falta. ‘(...)". Está tudo dito! Os Professores pediam mais aos seus legítimos representantes, eleitos por eles, a quem pagam as suas quotas! Mas não! Do alto do seu poder, sentindo-se ameaçados com a força dos Movimentos, não pensaram nos Professores e não se esforçaram por encontrar objectivos de luta comuns, capazes de reunir, numa só manifestação, 140 mil professores! Mas, a verdade, é que eles também não nos querem lá a todos! No fundo, apenas pretendem contar mais cabeças que no dia 15 de Novembro! É para isso que servimos! Somos números ordenados para a contagem final! Os Movimentos, esses, deram prova de bom senso, não fazendo campanha contra o dia 8, mas apelando à participação de TODOS no dia 15! Fizeram-no, porque sabem o que custa estar na escola dia e noite, operacionalizar o impossível de operacionalizar, preencher grelhas, planificações, avaliações, aulas, materiais, actividades e um sem número de tarefas que nos mantêm concentrados em nós próprios e, cada vez menos, nos nossos alunos! Os Movimentos mostraram quais os objectivos da luta que travam! Agora nós, que somos, simplesmente, Professores, temos de fazer uma opção: ou vamos às duas ou optamos por uma delas! Na manifestação do dia 8, seremos apenas um número que servirá, exclusivamente, para encher o ego dos sindicatos e, mais importante, para LEGITIMAR O ENTENDIMENTO ASSINADO ENTRE MLR E A PLATAFORMA SINDICAL! A Senhora Ministra não precisará ficar preocupada! E nem está! Tem, calmamente, referido para quem ainda a consegue ouvir, que os Sindicatos assinaram um acordo e que, portanto, NADA será alterado até Julho de 2008! E alguém duvida de que a avaliação será feita se dermos força à Plataforma? Só com uma manifestação independente que reúna os Professores que na escola, de facto, estão atolados em papéis sem nexo, poderemos mostrar que sem nós, não há avaliação absurda capaz de ser implementada! É a nossa voz que forçará MLR! Nunca a voz da Plataforma, tal como está provado ao longo destes três anos! Podemos até ir a oito! Podemos até novamente ser 100 mil ou mais! Estejam certos que, depois, NADA voltará a acontecerá! Por isso, me sinto violentado quando os sindicatos, mesmo assim, não hesitam em me chamar para me manifestar e dizer “ sim, senhor…continuem…aqui estou eu a contribuir para a vossa representatividade”! É como se sentisse a espinha a vergar, devagarinho! Com a minha cabeça, eles não contarão! Dia 15, sim! Estarei lá, de cabeça erguida, soltando gritos de revolta contida contra MLR, contra a sua política educativa! Agora, cada Professor terá de fazer a sua escolha! De forma lúcida e bem consciente! De forma a ficar de consciência tranquila! De forma a contribuir, de facto, para a manifestação de repúdio pelo sistema caótico instalado nas escolas e para a sua rápida alteração.

Olhem que depois de 15 não há mais nenhuma manifestação marcada… Só grelhas! Só aulas assistidas! Só objectivos! Só…e só! Agora, decidam!

Se pensas estar presente no dia 15, tens um papel importante a desempenhar na tua escola, junto dos teus amigos e colegas! Informa-os! Imprime todos os textos que consideres importantes e divulga-os! Manda-os por correio electrónico! Organiza a viagem! De carro, de autocarro, de comboio! Mobiliza! Motiva! Fá-lo por ti e por todos nós! Os sindicatos já vimos o que são capazes de fazer! E nós? Seremos nós capazes de agir de forma livre e independente? Dia 15 de Novembro, sem sombra de dúvida!" (Autor devidamente identificado)

www.sinistraministra.blogspot.com/2008/11/plataforma-quer-manter-o-entendimento.html

15 de Novembro - Lisboa - Marquês - 14H

Do Marquês até S. Bento!

O MUP organiza a Manifestação de 15 de Novembro.

Consulte! Divulgue!

Diariamente!

www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/


MUP - Movimento (Mobilização) e Unidade dos Professores

Abraço

Ana Teresa
MUP

Manifestação única?

Caros(as) colegas:
Felizmente, houve bom senso: vamos ter MANIFESTAÇÃO ÚNICA NO DIA 8! A união faz a força!!!
Agora, só temos que comparecer, mostrando que sabemos lutar unidos pela nossa dignidade e por uma verdadeira melhor Escola.
Se e a manifestação tiver um nº igual (ou superior) ao da manifestação de Março... venceremos esta JUSTA luta!

Leiam estas duas notícias.

Jornal O PÚBLICO

Depois de mais de 24 horas de negociaçõesProfessores com manifestação nacional única no dia 831.10.2008 - 16h54 Graça Barbosa Ribeiro
Depois de mais de 24 horas de negociações, os representantes de movimentos independentes de professores e a FENPROF (Federação Nacional de Professores) entenderam-se - não haverá duas, mas apenas "uma única e grande manifestação nacional", no dia 8 de Novembro, a data que havia sido determinada pela Plataforma Sindical.
"Neste momento, e face à situação em que vivem os professores, a unidade é demasiado importante", sustentou Mário Machaqueiro, coordenador da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino, um dos três movimentos que estavam a organizar a manifestação de dia 15.
Para chegarem a acordo, explicou, os líderes dos movimentos prescindiram daquilo que antes consideravam essencial, a denúncia, por parte da Plataforma Sindical, do memorando de entendimento estabelecido com o Ministério da Educação. Em contrapartida, explicou, a Federação Nacional de Professores (que integra a plataforma) aceitou subscrever um comunicado conjunto em que se afirma os "sucessivos incumprimentos do memorando", por parte do ministério, "o esvaziam de conteúdo", "praticamente" (http://apede.blogspot.com).
Hoje à noite, os representantes dos movimentos independentes de defesa dos professores vão encontrar-se para determinarem que acções serão desenvolvidas no dia 15, uma data que não querem que seja "esvaziada de sentido", disse Machaqueiro. Uma das possibilidades é a organização de manifestações regionais.

Diário de Notícias PEDRO SOUSA TAVAREShttp://dn.sapo.pt/2008/11/01/sociedade/guerra_a_avaliacao_quase_escolas.html
Guerra à avaliação em quase cem escolas
Educação. Cada vez mais professores de agrupamentos e escolas isoladas assumem-se contra a avaliação. A ministra disse ontem que os protestos se resumem a alguns professores, mas até a presidente da melhor pública do ano a contraria
Professores dizem que estão prontos para não progredir
De norte a sul, 92 escolas e agrupamentos, segundo uma lista elaborada pela Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), já tomaram posição, em reuniões e moções de professores, pedindo a suspensão da avaliação. E os sindicatos e movimentos independentes do sector afirmam que esta é só a ponta do icebergue.
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou ontem, em Anadia, que a contestação se resume a alguns professores e não às suas escolas: "Há professores que não querem ser avaliados e já o sabemos há muito tempo, mas o País não entenderá que os professores sejam uma classe à parte, pelo que terão de estar sujeitos a regras", disse.
Melhor pública do ano na lista
A verdade é que não foi preciso procurar muito para encontrar uma presidente de conselho executivo que desmentisse essa leitura dos factos. Precisamente a que lidera a Escola Secundária Infanta D. Maria, de Coimbra, a melhor pública do ano segundo os rankings publicados esta semana pelo DN, e uma das 92 com moções contra a avaliação.
"Não é verdade que os professores não queiram ser avaliados. Querem é ter outra avaliação. Não esta, que só lhes está a tirar tempo para ensinarem", disse ao DN Rosário Gama. "Na minha escola, 90 assinaram. Só não assinaram três que não estiveram na reunião. Eu não o fiz porque, nas minhas funções, nunca poderia recusar--me a avaliar um professor que o quisesse. Mas como professora teria assinado e aplicado a decisão", disse, acrescentando "não ter dúvidas" de que muitos pedidos de aposentação na sua escola decorrem deste caso.
"Prontos" para consequências
Ontem, a ministra da Educação lembrou também o que acontecerá a quem rejeitar a avaliação: "A consequência imediata é que, não sendo avaliado, o professor não reúne as condições para progredir na carreira", avisou. Mas os sindicatos e movimentos dizem que os professores estão preparados para tudo.
"O que a senhora ministra disse está na lei [Estatuto da Carreira Docente] e os professores conhecem-na", disse ao DN José Ricardo, vice-secretário-geral da FNE. "Os professores estão prontos a assumir esse risco, tal como sabem que quando fazem greve não vão receber esse dia. A senhora ministra é que, limitando-se a esse tipo de comentários, parece estar a assobiar para o lado, a fazer de conta que não vê", acusou . "Desde o início que avisámos que este modelo, além de injusto, é irrealizável. E isso está a verificar-se agora nas escolas, onde o descontentamento é geral, dos conselhos executivos aos próprios avaliadores. O que dirá a ministra se, daqui a alguns meses, 70% ou 80% dos professores tiverem tomado esta decisão?"
"Isto é uma bola de neve que está a crescer todos os dias", acrescentou Mário Machaqueiro, da Associação de Professores em Defesa da Educação, um dos vários movimentos independentes de docentes que surgiram nos últimos meses. "Não duvido que rapidamente terá dimensões nacionais. Convém lembrar que só estamos no 1.º período de aulas.
Os blogues como motor da intervenção dos professores
Blogosfera. Do humor à denúncia de casos concretos, são cada vez mais as páginas criadas
Quando começou a fazer cartoons protagonizados pela ministra da Educação e os seus secretários de Estado, Antero Valério, professor de Artes e Multimédia no ensino secundário, "nunca" pensou que se tornaria numa referência da classe.
"Comecei a fazer desenhos na escola, que mostrava aos meus colegas. Alguns foram tirando fotocópias. Quando dei por mim, estava a receber e-mails com as minhas tiras vindos de todo o País. Foi aí que decidi criar o blogue Anterozóide [antero. wordpress. com]", conta o professor, que se prepara para lançar um livro com base nestes trabalhos. "Será uma edição própria. Para já, serão mil exemplares", mas vamos ver como corre".
Nos últimos anos, a blogosfera foi literalmente invadida de páginas pessoais de professores, com os problemas da educação como pano de fundo. Da denúncia (A Educação do meu Umbigo, de Paulo Guinote) à comédia leve de Antero Valério, há blogues para todos os gostos, onde um caso passado numa pequena escola pode ganhar dimensão nacional e onde se podem discutir e seleccionar previamente os temas dos cartazes e autocolantes que se vão levar à próxima manifestação.
Os blogues tiveram também um papel decisivo na criação e divulgação de muitos movimentos independentes de professores que, de outra forma, teriam conhecido dificuldades em ganhar expressão. Hoje, nem os principais sindicatos dispensam a sua consulta."Se calhar, parte da explicação dos 100 mil que estiveram na manifestação [de Março] está nos blogues", diz o professor cartoonista. - P.S.T.
Fenprof e movimentos juntos em manifestação
Avaliação. Partes puseram diferenças de lado para dar força à 'manif' de dia 8
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e três dos principais movimentos independentes do sector - a Associação de Professores em Defesa da Educação (APEDE), o Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) e a PROmove - divulgaram ontem um comunicado conjunto onde anunciaram ter posto de lado as divergências que têm marcado o seu relacionamento nos últimos tempos em nome da "necessidade de enfrentar a ofensiva sobre a escola pública", que dizem estar a ser movida pelo Governo.
A principal consequência deste entendimento é a adesão destas estruturas à manifestação nacional do próximo dia 8 de Novembro, em Lisboa, convocada pela "plataforma" de sindicatos do sector. Os movimentos, que tinham agendado um protesto próprio para dia 15, não afastam a possibilidade de manterem alguma acção nesse dia, mas à partida, segundo disse ao DN Mário Machaqueiro, da APEDE, "já não deverá ser uma manifestação".
Nas últimas semanas, o diálogo entre as partes chegou a extremar-se, com os movimentos a responsabilizarem os sindicatos pelo "memorando de entendimento" assinado em Abril com o Ministério da Educação, que permitiu a avaliação simplificada de 12 mil professores no último ano lectivo e a generalização do modelo este ano, embora ainda sob forma experimental. Mário Nogueira, secretário--geral da Fenprof, tinha por seu turno acusado estes grupos de promoverem um discurso "anti-sindical", que cultivava "divisões" entre os professores.
"Nós mantemos a intenção de apontar críticas aos sindicatos sempre que nos pareça que a sua actuação é questionável", frisou Mário Machaqueira. "Mas considerámos que, na situação actual, com o que está a acontecer nas escolas com a avaliação, é oportuno que se enfrentem as políticas ministeriais numa base de unidade", explicou.
O presidente da direcção da APEDE destacou também o "o empenho que os sindicatos têm demonstrado para ouvir os problemas dos professores nas escolas".
O DN tentou, sem sucesso, falar com a Fenprof. - P.S.T.

A maçã envenenada em reposição

A maçã envenenada em reposição
Kaos
Recebi num mail estra transcrição de uma intervenção do António Costa (PS e Presidente da Câmara de Lisboa) na Quadratura do Circulo:
'Quer o governo quer os sindicatos precisavam deste acordo e dele rapidamente!Porquê?Porque o que nós verdadeiramente tivemos aqui foi algo que transcendeu o governo e transcendeu os sindicatos! Quer o governo quer os sindicatos foram apanhados de surpresa em todo este processo. As primeiras manifestações, como todos nos recordamos, foram convocadas espontaneamente. Aquela manifestação excedeu em muito a capacidade de mobilização sindical. Os sindicatos fizeram um esforço colossal para procurar enquadrar rapidamente aquele movimento. Aquele movimento tinha uma natureza espontânea e o mal-estar que existe em muitas escolas e nos professores transcende, em muito, o que está em cima da mesa das negociações! ‘

Distraiu-se e disse aquilo que me parecia evidente. Os sindicatos assustaram-se com a força que a sua classe lhes dava e ficaram sem saber o que fazer com tanto poder. Sentiram que tinham que rapidamente "enquadrar" aquela luta e a Sinistra logo lhes deu a mão. Não para os salvar a eles, mas a ele própria que se deve ter imaginado a ser recambiada para dar aulas numa escola publica na Musgueira ou na Cova da Moura. (Claro que todos sabemos que haveria sempre uma secretária num ministério para lhe evitar o incomodo, mas dá sempre prazer imaginar estas situações). Estendeu a maça do memorando de entendimento e o sindicato trincou com toda a força. Ganhou folego a Bruxa e descansou o Sindicato.Agora que os professores começam de novo a levantar a sua voz o sindicato tudo faz para desvalorizar esse movimento, esvaziá-lo da sua força e tentar não ser ultrapassado de novo pela vontade e luta daqueles que devia representar. A Sinistra bruxa, essa lá vai envenenando mais uma maça para tentar a Branca de Neve. Cabe aos professores mostrar a sua vontade e recusar que outros assinem aquilo que não desejam. Cabe aos professores mostrarem a sua força e fazerem tremer o poder. É altura de todos encherem Lisboa no dia 15 de Novembro.
Ver
www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2008/10/maa-envenenada-em-reposio.html

TODOS NO DIA 8 DE NOVEMBRO

Divulga e apela à continuação da inscrição de professores e educadores
na Grande Manifestação de 8 de Novembro
TODOS NO DIA 8 DE NOVEMBRO
EM UNIDADE, OS PROFESSORES SERÃO MAIS FORTES PARA DERROTAREM A POLÍTICA EDUCATIVA DO GOVERNO
A FENPROF saúda o facto de ter sido possível chegar a acordo com três movimentos (APEDE, MUP e PROMOVA) no sentido de se realizar apenas uma grande iniciativa nacional de Professores - Plenário seguido de Manifestação, com trajecto ainda a definir - no dia 8 de Novembro. A FENPROF regista o tom construtivo e de procura de consensos e soluções que caracterizou a reunião do dia 29 de Outubro, sem prejuízo das diferenças de opinião e de análise críticas de parte a parte.
A Fenprof tudo fará para manter em aberto todas as vias de diálogo com a certeza de que a unidade de todos os professores e educadores num momento particularmente difícil assim o exige.
O Secretariado Nacional da FENPROF.
Declaração Conjunta – FENPROF - MOVIMENTOS
A Federação Nacional dos Professores, FENPROF, representada por alguns elementos do seu Secretariado Nacional, e 3 Movimentos de Professores (APEDE, MUP e Promova), representados por alguns professores mandatados para o efeito, reuniram na noite do dia 29 de Outubro de 2008, em Lisboa, com o objectivo de trocarem impressões sobre a situação que se vive hoje nas escolas portuguesas, as movimentações de professores que resultam da necessidade de enfrentar a ofensiva sobre a escola pública (e os professores em concreto) que este Governo continua a desenvolver e, concretamente - conforme constava da iniciativa que estes 3 Movimentos tomaram ao solicitar este encontro à FENPROF - , serem explicitados os motivos que levaram à convocatória de uma iniciativa pública de professores marcada para o próximo dia 15 de Novembro.
Em relação à análise da situação hoje vivida nas escolas portuguesas, às causas e objectivos dos grandes factores de constrangimento a uma actividade lectiva encarada e desenvolvida com normalidade, e à ideia de ser imprescindível pôr cobro de imediato aos principais eixos da política educativa levada a cabo por este Governo, verificou-se uma grande convergência de opiniões entre todos os presentes, nomeadamente quanto:
· à mensagem que é necessário transmitir, para todos os sectores da sociedade civil, de que a luta actual dos professores não é movida por meros interesses corporativos, já que reflecte antes uma profunda preocupação com o futuro da escola pública e com as condições indispensáveis a uma dignificação da profissão docente enquanto factor indispensável a um ensino de qualidade
· ao repúdio, veemente e inequívoco, deste modelo de avaliação do desempenho docente, à necessidade de incentivar e apoiar todas as movimentações de escola que conduzam à suspensão imediata da sua aplicação e à urgente perspectiva de se abrirem negociações sobre outras soluções alternativas, que traduzam um novo modelo de avaliação, tanto mais que sucessivos incumprimentos do ME do memorando de entendimento que foi forçado a assinar no ano lectivo anterior com a Plataforma de Sindicatos praticamente o esvaziam de conteúdo e a delirante investida na alteração da legislação sobre concursos mais não faz do que confirmar
. à recusa dos princípios fundamentais em que assenta o Estatuto de Carreira Docente imposto pelo ME aos professores, nomeadamente a criação de duas carreiras, a hierarquização aí estabelecida e os constrangimentos ao acesso e à progressão na carreira, apontando-se também a divisão arbitrária e injusta da carreira como um factor que condiciona e desacredita as soluções ao nível de avaliação do desempenho docente e não só, pelo que urge a abertura de processos negociais tendentes à sua profunda revisão;
· à rejeição de um modelo de gestão e administração escolares que visa, essencialmente, o regresso ao poder centralizado de uma figura que foge ao controlo democrático dos estabelecimentos de ensino e se assume unicamente como representante da administração educativa nas escolas.
Por último, os representantes das estruturas, assim reunidos, reafirmam a sua intenção de tudo fazerem no sentido da convergência das lutas, para incrementar e reforçar a unidade entre todos os professores e em defesa da Escola Pública.
Lisboa, 30 de Outubro de 2008
FENPROF
APEDE/MUP/PROmova

Mais de 500 escolas protestam!

EXACTAMENTE! VAMOS TODOS DAR AS MÃOS, FAZER DAS TRIPAS CORAÇÃO E PEDIR
DESCULPA À FAMÍLIA, FILHOS, AMIGOS....VOLTAMOS JÁ! …..MAS TEMOS QUE LUTAR
PELO FUTURO DO ENSINO E DOS NOSSOS FILHOS!



MOBILIZAR! RESISTIR! LUTAR!


Já são mais de 80 as tomadas de posição enviadas ao Presidente da

República, ao Primeiro Ministro, ao ministério e à Assembleia da República

- abaixo assinados em que se descreve a impossibilidade, ilegalidade,

inutilidade, etc. deste modelo de avaliação e a recusa dos seus professores

em continuar.



Mas como cada agrupamento tem em média 9 escolas, são já mais de 500 as

escolas e o número está sempre a aumentar.



Está a ser muito sério e a criar muito impacto.



A Sinistra está por um pelo... só o Sócrates ainda a segura.



Manifestação de Professores dia 15 é para arrasar ...

manif de 15 mantem-se

Tive a confirmação que a Manifestação de 15 de Novembro se mantem!*

*Qualquer indicação em contrário não corresponde à verdade.*

*ESTEJAM ATENTOS AO COMUNICADO QUE ESTARÁ, EM BREVE, NO SITE DO MUP **
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/*
* *
**
Aí também poderão ver a lista actualizada das Escolas e Agrupamentos de
Escolas que fizeram aprovar Moções para a suspensão do modelo de Avaliação,
que não pára de aumentar a cada dia que passa!

A moção do n/ Agrupamento de Escolas Pedro de Santarém, tinha, até ontem -
30/10 - *116 *assinaturas *(e ainda faltava entregar a lista de 1 EB1 e de 1
JI)
*

Já são mais de 80 escolas

• ABAIXO-ASSINADO NA ESC. SEC. DE ALBUFEIRA/ALGARVE•
Agrupamento de Escolas de Armação de Pêra / Algarve•
Agrupamento De Escolas Do Concelho De Vila Do Bispo•
Agrupamento das Escolas de Ourique / Alentejo•
Escola B1 de Sta Maria de Beja - Demissão do Conselho Executivo e de todos os Órgãos intermédios• Escola Secundária de Montemor-o-Novo•
Escola de Arraiolos•
Agrupamento de Escolas D. Miguel de Almeida (Abrantes)•
Escola Secundária c/ 3º ciclo Rainha Santa Isabel /Estremoz•
Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches de Penamacor/ Castelo Branco•
Escola Secundária c/ 3ª ciclo Manuel da Fonseca / Santiago do Cacém•
Escola Secundária Ferreira Dias / Santiago do Cacém•
EB Frei André da Veiga, Santiago do Cacém•
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Santo André/ Santiago do Cacém•
Agrupamento Vertical de Escolas Dr. Garcia Domingues (Silves)•
Agrupamento de Escolas de Maceira/ Leiria• Agrupamento de Escolas de Marrazes/ Leiria• Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo/ Leiria•
Agrupamento de Escolas Conde de Ourém, Ourém/Leiria•
Escola Secundária Com 3º CEB Madeira Torres/ Torres Vedras•
Agrupamento Vertical Escolas de Azeitão•
Esc. Sec. Dom Manuel Martins/ Setúbal•
Escola Secundária D. João II / Setúbal•
Escola Secundária de Sebastião da Gama/ Setúbal•
Agrupamento de Escolas José maria dos Santos, Pinhal Novo/ Palmela•
Escola Secundária da Amora• Escola secundária da Amadora, Reboleira/ Amadora•
Escola Secundária Seomara da Costa Primo/ Amadora•
Agrupamento De Escolas Nuno Álvares Pereira (Camarate)• Agrupamento de Escolas de Forte da Casa / Lisboa•
Esc. Sec. Monte da Caparica/Lisboa•
Agrupamento de escolas Pedro de Santarém, em Lisboa•
Demissão da maioria dos professores Avaliadores n/Coordenadores, da Escola Secundária Camões/Lisboa•
Departamento de História, Filosofia e E.M:R. da Escola Secundária de Odivelas/Lisboa•
Agrupamento De Escolas De S. Julião Da Barra/ Oeiras• Escola Secundária De Miraflores/ Oeiras•
Escola Fernando Lopes-Graça, Parede, Cascais•
Agrupamento de Escolas de Alvide/ Cascais• Escola EB23 DR. Rui Grácio / Sintra• Agrupamento de Escolas D. Carlos I /Sintra•
Agrupamento de Aristides de Sousa Mendes/ Póvoa de Santa Iria•
Agrupamento de Escolas de Vouzela• Escola Secundária Campos-Melo/ Covilhã•
EB 2/3 de Tortosendo•
Escola Secundária De Arganil•
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares•
Agrupamento De Escolas António José De Almeida/Penacova•
Escola Eugénio de Castro/ Coimbra•
Escola Alice Gouveia / Coimbra•
Escola Secundária Infanta D. Maria (Coimbra) suspende avaliação•
Agrupamento de Escolas de Aradas/ Aveiro• Escola Jaime Magalhães Lima/ Aveiro• Escola Secundária Dr. Júlio Martins / Aveiro•
Agrupamento de escolas de Aveiro•
Agrupamento de Escolas de Ovar•
MOÇÃO NA ESC. SEC. FERREIRA DE CASTRO•
Escola Secundária Emídio Navarro/ Viseu•
E.B.2,3/Secundário de Celorico da Beira•
Agrupamento De Escolas De Castro Daire•
EB 2/3 António Fernandes De Sá/ Gervide•
Depart. de Expressões da Escola Secundária Filipa de Vilhena/ Porto•
Agrupamento Vertical Clara De Resende/Porto•
Agrupamento Vertical Da Senhora Da Hora/Porto•
Esc. Sec. Augusto Gomes/Matosinhos•
Escola Secundária Rio Tinto• Agrup. Vertical de Eescolas DE Gueifães/ESCOLA BÁSICA 2/3 DE GUEIFÃES – MAIA•
Agrupamento D.Manuel Faria e Sousa (Felgueiras)•
Agrupamento de Escolas de Lousada Oeste•
ESCOLA SECUNDÁRIA DE VILA VERDE•
Escolas do Concelho de Chaves (9 escolas)•
Escola secundária c/ 3ª ciclo Camilo Castelo Branco / Vila Real•
Declaração da Demissão de Avaliador do Prof. José Maria Barbosa Cardoso•
Conselho Pedagógico Suspende Avaliação (Esc. Sec./3 De Barcelinhos)•
Secundária Alcaides de Faria / Barcelos•
EB, 2, 3 Frei Bartolomeu dos Mártires, em Viana do Castelo•
EB 2, 3 da Abelheira, em Viana do Castelo•
Agrupamento De Escolas Coura e Minho/ Caminha

http://geopensar.blogspot.com/http://educanee.blogspot.com

A LISTA VAI ENGROSSANDO A CADA DIA QUE PASSA!

No blogue do MUP (http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/), no menu do lado esquerdo, em DESTAQUES, pode aceder-se à lista actualizada.

PASSA AOS COLEGAS!ENCORAJA A RESISTÊNCIA NAS ESCOLAS!HAVEMOS DE GANHAR ESTA LUTA!
Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008POSIÇÕES COLECTIVAS NAS ESCOLAS ESTÃO EM MARCHA

As posições colectivas nas escolas estão em marcha

Já são várias as escolas que este ano lectivo estão a avançar com moções a exigir a suspensão da avaliação. Nalguns casos, a avaliação está mesmo suspensa.
Acreditamos que esta dinâmica se pode reproduzir com facilidade.
Apelamos aos professores de todas as escolas que sigam estes exemplos.
Clicar no link para aceder aos textos/documentos:

Moção da Escola Secundária Campos Melo
Moção de Protesto no Agrupamento de Azeitão
Suspensão dos Procedimentos de Avaliação em Felgueiras
Tomada de Posição na Esc. Sec. Dom Manuel Martins (Setúbal)
Demissão na EBI de Santa Maria (Beja)
Processo de Avaliação Parado na Ferreira Dias (Cacém)
Abaixo-assinado na Esc. Sec. D. João II - Setúbal
Moção no Agrupamento de Escolas de Maceira
Suspensão da Avaliação na Augusto Gomes
Conselho Pedagógico Suspende Avaliação (Esc. Sec./3 De Barcelinhos)
Plenário em Montemor-o-Novo
Departamentos Exigem Suspensão (Esc. Sec. Monte da Caparica)
Posição de Sec./3 Rainha Santa Isabel - Estremoz
Moção - Agrupamento de Escolas D. Carlos I
Proposta de Suspensão em Resende
Mais uma Proposta de um Departamento
Proposta de um Grupo da Secundária da Amadora
Tomada de Posição na EB 23 Dr. Rui Grácio - Montelavar
Tomada de Posição da ES Camilo Castelo Branco
Moção na Esc. Sec. Augusto Castro Gomes
Conselho de Docentes Apela à Mobilização
Mais uma Moção para a Suspensão da Avaliação (Forte da Casa)
Agrupamento de escolas Clara de Resende, no Porto
Escola de Montemor-o-Novo
Professores de Arraiolos exigem suspensão do processo de avaliação de desempenho
Suspensão Da Avaliação: Agrupamento Vertical Clara De Resende
Pedido de Suspensão da Avaliação (Vila Nova de Poiares)
Escola de Arraiolos suspendeu avaliação
Abaixo-assinado (Escola Secundária Dr. Júlio Martins)
Moção no Agrupamento de Escolas de Vouzela
Professores de Ourique suspendem avaliação
Professores da Escola Secundária D. João II organizam-se para exigir a suspensão do processo de avaliação
Escola Eugénio de Castro, em Coimbra
Agrupamento de Escolas de Ovar
PARAR PARA RFLECTIR
Escola Secundária da Amadora
Agrupamento de Armação de Pêra
Escola Secundária Jaime Magalhães Lima (Aveiro)
Escola Alice Gouveia (Coimbra)
Agrupamento de Escolas de Aradas (Aveiro)
Agrupamento de Ourique
Professores de Chaves
CCAD da escola secundária D. João II contesta posição do Conselho de Escolas sobre a avaliação de desempenho

MANIFESTAÇÃO DA UNIDADE E DA VONTADE DOS PROFESSORES

Passa a palavra!
Publicada por ILÍDIO TRINDADE

Sócrates arrumou Fenprof

Categorias: educação
Na entrevista o DN e à TSF, a certa altura a questão da avaliação dos professores é levantada. Sócrates logo anuncia que o governo está a cumprir a sua parte do acordo e tece considerações sobre os sindicatos não quererem respeitar o entendimento que haviam assinado.

Se alguém ainda disso duvidasse, fica a evidência de que o memorando de entendimento foi um tiro nos pés. Com meia dúzia de palavras, Sócrates arrumou Mário Nogueira e a Fenprof.

Receosos de perder o controlo da vontade dos "professores", a Fenprof desmarca-se dos movimentos que haviam anunciado uma manif para o dia 15 de Novembro e marcou uma outra para o dia 8. Adivinham-se as habituais palavras de ordem, com os habituais resultados.

No meio destes jogos de poder, a educação é acessória, mais um instrumento. E no entanto, o empenho da classe docente vai para a consolidação do modelo de avaliação, esse mesmo posto em memorando de entendimento. Modelo de avaliação onde, notavelmente, importam mais as métricas do número de aprovações do que as do conhecimento adquirido. Já repararam como a ênfase é colocada em quantos alunos são passados em vez de ser no que eles aprenderam?

www.fliscorno.blogspot.com/2008/10/scrates-arrumou-fenprof.html

10.26.2008

COMUNICADO SOBRE 15 DE NOVEMBRO - A MANIFESTAÇÃO DOS PROFESSORES

15 DE NOVEMBRO - MANIFESTAÇÃO DOS PROFESSORES

Da reunião da noite passada (ver<http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/10/algures-nasceu-esperana.html> ALGURES... NASCEU A ESPERANÇA!), uma conclusão importantíssima se tira: de facto, os professores estão UNIDOS, para expressarem em LIBERDADE a sua voz e exprimirem, assim, as suas reivindicações!
(...)
Gostaríamos que todos os colegas que estão à frente desta organização logística nas escolas, nos enviassem, para o e-mail<mailto:manif15nov@gmail.com> manif15nov@gmail.com algumas informações (escola, estimativa de professores que estarão presentes, etc.).
Serve o mesmo e-mail para que nos possamos manter contacto, articulando as trocas de informações no sentido de uma partilha de ideias e melhor organização (porexemplo, onde se devem dirigir os autocarros).

NO DIA 15, TODOS A LISBOA!

O comunicado pode ser consultado na íntegra em<http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/10/comunicado-do-mup-25-10-2008.html">http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/10/comunicado-do-mup-25-10-2008.html>http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/10/comunicado-do-mup-25-10-2008.html

PASSA ESTA MENSAGEM A TODOS OS TEUS CONTACTOS.

15 de Novembro-é o dia D

Sábado, 25 de Outubro de 2008ALGURES... NASCEU AESPERANÇA!<http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/10/algures-nasceu-esperana.html>
De sexta para sábado, algures no País, reuniram responsáveis de diversos movimentos e associações (do Norte, Centro e Sul), a fim de procederem à análise e ao debate da actual situação da Educação em Portugal, bem como do presente momento de mobilização docente, crucial *na luta dos professoresface à desastrosa política educativa, da qual emana o novo ECD, a divisão da classe em duas categorias e o processo de avaliação de desempenho, entre outros*.

*Num clima de profunda unidade*, os movimentos e associações estabeleceramum conjunto de *estratégias comuns*, no sentido de *intensificar a luta dos professores* e de tornar a* manifestação do dia 15 de Novembro num verdadeiro sucesso *e ponto de partida para as alterações definitivas,reivindicadas pelos docentes de todo o País, ou, caso contrário, para o endurecimento e multiplicação das formas de luta.

UNIDOS, VENCEREMOS!

Publicada por ILÍDIO TRINDADE em3:54:00<http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/10/algures-nasceu-esperana.html>

10.25.2008

Cartazes da Manif de 15 de Novembro







*COLEGAS*

*Hoje envio-vos os Cartazes de Divulgação da Nossa Manifestação de 15 de Novembro.*
*Vai depender de cada um de nós* a *melhor divulgação e a mobilização do maior número possível de Professores* *para estarmos presentes em Lisboa e assim demonstrarmos que a nossa União é Verdadeira e a nossa Vontade é Forte, na Luta contra as arbitrariedades com que este Ministério da Educação tem vindo a fustigar-nos, desde a aprovação do "mal fadado" ECD e o incongruente sistema de Avaliação do Desempenho, às inúmeras tentativas de divisão e ao desrespeito pelos Homens e Mulheres que, ao longo da vida (para tantos já longa!), deram e continuam a dar o que melhor são e sabem: PELA EDUCAÇÃO, RESPONSÁVEL E DEDICADA, DOS SEUS JOVENS ALUNOS!* **

*Por tudo isto, venho fazer-vos este apelo:*

*1 -* *Imprimam os dois cartazes* *(são em tamanho A3)* e *afixem-nos na V/ Escola*! (para quem não tiver meios de impressão neste formato, sugiro que façam o mesmo que eu fiz: copiei-os para uma "pen" e fui aos Staples imprimi-los *[passe a publicidade à marca!!!].* Amanhã lá estarão, na minha Escola!

*2 -* *Enviem este e-mail a todos os Professores que conheçam*, fazendo com que *seja possível que em TODAS as Escolas Públicas, a divulgação e a Mobilização para este nosso protesto Nacional seja uma realidade!*

*Como dizia, dias atrás, um colega:* "faça Sol, faça chuva, caia neve ou trovoada, vá de carro, comboio, autocarro ou bicicleta, NADA nos demoverá de ESTARMOS PRESENTES, a 15 de Novembro, na Praça do Marquês de Pombal, em Lisboa!"

*Nota:*
Aos *Amigos* a quem também enviei este mail e que não são Professores, *peço a indispensável Solidariedade para a nossa luta*: *ajudem-nos a mobilizar TODOS OS PROFESSORES das Escolas Públicas, reenviando este e-mail a todos os nossos colegas que conheçam!* Um abraço, bom trabalho e até sábado! *(claro que o de 15/11!)*

A. Lagarto

E os Sindicatos começam a temer a mobilização dos professores!!!!

Que terá a sua visibilidade na manifestalção do próximo dia 15 em Lisboa.

MINISTRA COMEÇA A TEMER MOBILIZAÇÃO DOS SINDICATOS

Movimentação dos Professores e das Escolas surte efeito.
Quase 4.000 professores reúnem na região centro
Na Região Centro prosseguem as reuniões em todas as escolas e agrupamentos com participações “record” de professores. Após 3 semanas de reuniões o SPRC já reuniu com quase 4000 docentes, prosseguindo, ainda este trabalho nas restantes escolas até 8 de Novembro. Há dezenas de autocarros já reservados e as inscrições para a Manifestação de 8 de Novembro crescem exponencialmente.

Hoje é já possível afirmar que os professores vão estar ao seu melhor nível em Lisboa.

Votação no SAPO sobre Avaliação dos Professores

Caro(a) Colega

Há uma votação em www.sapo.pt sobre a avaliação dos professores (lado direito ao fundo da página).

É preciso aceder ao histórico já que não se encontra online.

Vote e divulgue para alterar o rumo da votação.

Moção aprovada a 22-10_Escola S-3 de Barcelinhos

*Colegas*
**
*Segue em anexo a moção aprovada a 22-10-2008, no Conselho.*

*Pedagógico da Escola de Barcelinhos.*
**
*Cada dia que passa aumenta u número de Escolas a suspenderem a ADD!*
**
*Todos nós, e todas as Escolas, deveríamos seguir estes exemplos, que se
multiplicam.... porque esperamos?*
**
*Só a força das nossas acções fortalece a nossa Unidade!*




ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE BARCELINHOS
Reunião do Conselho Pedagógico

22-10-2008

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE

Moção(aprovada por unanimidade)Face aos múltiplos problemas suscitados no arranque da tentativa de aplicação do modelo de avaliação do desempenho docente previsto no Decreto Regulamentar n.º 2/2008, nomeadadmente:

a) a total insatisfação do corpo docente da escola, que encara a sua avaliação do desempenho como penalizadora e como meio de se impedir a sua progressão na carreira; considerando este modelo de avaliação injusto, imoral e impraticável, porquanto, ao ser aplicado,promoverá a degradação das relações interpessoais entre os professores, daqui resultando graves prejuízos para a sua vida pessoal e socio-profissional e ainda com reflexos negativos no sucesso educativo dos alunos;

b) a ausência de condições para avaliadores e avaliados realizarem com o rigor exigido no citado decreto regulamentar e demais normativos legais as desvairadas tarefas inerentes aos actos deavaliar e ser avaliado;

c) as dúvidas e confusão lançadas pela Informação n.º 2 daDGRHE/ME, sem assinatura, já que este documento se baseia na Lei do Orçamento de Estado para 2009, ainda não aprovada e que,presumivelmente, irá produzir alterações à legislação em vigor no sentido de desobrigar as escolas da publicação em Diário da República da delegação de competências para efeitos da avaliação de desempenho docente;

d) a ausência de resposta da DGRHE ao fax do Conselho Executivo da escola pelo qual se solicitou informação quanto à possibilidadede se requisitar em Comissão de Serviço uma colega para o exercício das funções de avaliadora no Departamento de Ciências Sociais e Humanas;

o Conselho Pedagógico da Escola Secundária/3 de Barcelinhos, na sua reunião ordinária de 22 de Outubro de 2008, decide:

Adiar a avaliação do desempenho docente na escola, até ao completo esclarecimento das dúvidas e confusões instaladas e até à criação de condições que permitam uma avaliação rigorosa e justa, que contribua para a melhoria dos resultados escolares e educativos dos alunos.

Barcelinhos, 22 de Outubro de 2008

O Conselho Pedagógico

Modelo de Avaliação tem os dias contados!...

LUTEMOS COMO NUNCA! TODOS A LISBOA!


O Modelo de Avaliação tem os dias contados!...






Olá colegas,
A dinâmica que se tem vindo a gerar no sentido da suspensão deste Modelo de Avaliação é imparável, pelo que, todos os dias, aumenta o número de escolas e agrupamentos que enveredam por esta forma de resistência interna.
Neste âmbito, divulgo em anexo o texto final da posição assumida pelos bravos colegas de Chaves, bem como o Manifesto aprovado pela esmagadora maioria dos colegas da Escola S/3 Camilo Castelo Branco de Vila Real.
Chamo a atenção para a posição corajosa dos colegas da Escola S/3 Camilo Castelo Branco de Vila Real, pois a mesma inaugura uma segunda geração de resistência, não remetendo a suspensão do processo para uma decisão do C. Pedagógico ou do C. Executivo. São os próprios docentes que recusam a entrega dos objectivos individuais e, desta forma, paralisam todo o processo de avaliação. E isto faz toda a diferença!... Esta postura merece ser acompanhada pelos docentes que rejeitam este modelo de avaliação, pelo que, muitas outras escolas e agrupamentos seguirão, nos próximos dias, esta nova orientação.
Entretanto, a comunicação social começa a interessar-se pelo tema. Veja-se a cobertura da Agência Lusa e do JN (parabéns Delfina! Este modelo absurdo tem, em Vila Real, uma oposição inamovível) http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=1032684
Abraço,
Octávio V Gonçalves

Grito de Revolta de um sindicalista da Fenprof

CONTRA A ESPADA DE DÂMOCLES O MEU GRITO DE REVOLTA!

UNIDADE E LUTA É O CAMINHO!


João Vasconcelos (*)


Sou membro do Conselho Nacional da Fenprof e também faço parte do Movimento Escola Pública pela Igualdade e Democracia. Mas acima de tudo sou um modesto professor. Um professor que discordou – tal como todos os professores do meu Agrupamento que reuniram no Dia D - do Memorando de Entendimento assinado entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical de Professores. E porquê? As razões encontram-se expostas num artigo que escrevi no passado dia 14 de Abril (antes do Dia D, 15 de Abril e em que a Plataforma já anunciara que aceitava o Memorando). Este artigo, com o título “Vitória Pírrica?”, circulou pelos blogues e até motivou a criação do blogue http://fenixvermelha.blogspot.com/, (aqui se encontra como 1º artigo), perante o grande descontentamento e revolta face à previsível assinatura do memorando. Na reunião do Conselho Nacional da Fenprof, de Junho, continuei a discordar do acordo e, a realidade dos últimos desenvolvimentos – com apenas um mês de aulas – estão a provar a justeza das minhas posições (e de todos aqueles que não aceitaram o memorando, um pouco por todo o país).

Escrevi em “Vitória Pírrica?” que o «Memorando (…) se transformará numa grande vitória de Sócrates e da Ministra e numa profunda e dramática derrota dos professores, se estes não continuarem vigilantes e mobilizados. Afinal o que se conseguiu com o Memorando? Muito pouco, tendo em conta que vieram 100 mil professores para a rua. A Marcha da Indignação do passado dia 8 de Março é a prova provada do descontentamento e da revolta de uma classe profissional como nunca se viu neste país. E tudo levava a crer que os professores estavam dispostos a continuar uma luta que só agora a iniciaram em força. Ficamos com um sentimento de vazio e com uma sensação de que era possível ir muito mais além. Conseguiram os professores uma vitória pírrica? Se assim foi, vão ser, nos próximos tempos, inevitável e clamorosamente derrotados. E a Escola Pública vai ser, inexoravelmente destruída».

Efectivamente, digo e reafirmo hoje que os professores conseguiram “uma mão cheia de nada” e a questão central – esta avaliação de desempenho - apenas foi protelada no tempo. Com uma agravante: bem muito pior do que julgou a Plataforma Sindical. Passou apenas um mês de aulas e os docentes estão fartos, já não aguentam mais. Tal como no início do ano, a sua revolta surda sente-se e ouve-se nas escolas e vai explodir de novo. É por isso cedo para Sócrates e a Maria de Lurdes cantarem vitória, pois os professores vão mobilizar-se de novo e voltar à rua, não obstante ter sido assinado um Memorando de entendimento. A próxima vitória não poderá ser à moda de Pirro – as consequências para a classe docente seriam desastrosas.

Voltando ao artigo, sublinhava a dado passo: «Só nos meses de Junho e Julho de 2009 – como prevê o Memorando – é que haverá ‘um processo negocial com as organizações sindicais, com vista à introdução de eventuais modificações ou alterações’ do modelo. Mas então não se trata de um modelo de avaliação altamente burocrático, injusto, punitivo, subjectivo, arbitrário, economicista, quer vai manter as quotas e assente numa estrutura de carreira dividida em duas categorias? É este o cerne da questão – o Estatuto da Carreira Docente tem de ser revisto, alterado, revogado e os professores jamais poderão aceitar estarem divididos, de forma arbitrária, em duas categorias. O grito dos professores mais ouvido foi: ‘categoria só há uma, a de professor e mais nenhuma’. Disto não podemos abdicar».

Reafirmo que aqui reside o cerne da questão – trata-se de um modelo de avaliação que divide os docentes em duas categorias e que é economicista, punitivo, subjectivo, arbitrário, injusto e terrivelmente burocratizado. Veja-se o que está a acontecer nas nossas escolas – são reuniões e mais reuniões, grelhas para tudo e para nada, objectivos individuais que não têm ponta por onde se pegue, mais instrumentos para isto e para aquilo, são os inúmeros planos de aula, as aulas assistidas por titulares com formação científica diferente dos assistidos, é o receio da não obtenção de créditos e a penalização daí decorrente, é a conflitualidade nas escolas a aumentar (e infelizmente há sempre os mais papistas que o Papa). São medidas que não promovem a melhoria pedagógica e científica, antes pelo contrário e que visam o controlo administrativo dos professores e a proibição de ascenderem ao topo da carreira. É a Espada de Dâmocles que se encontra suspensa sobre a cabeça dos professores e educadores deste país. Nunca, em caso algum, a Plataforma Sindical –e em particular a Fenprof, como a estrutura sindical mais representativa da classe docente – devia ter assinado um acordo que contemplasse a manutenção do actual ECD. E os professores estavam dispostos a continuar com a luta.

Concluía em “Vitória Pírrica?” que os professores «terão de continuar a lutar (…), mostrando à Plataforma Sindical que é possível obter conquistas bem mais significativas (…). A Plataforma deverá continuar a manter a unidade e continuar a ser a porta-voz dos anseios e reivindicações dos professores. Um passo precipitado ou mal calculado poderá deitar tudo a perder, depois será tarde demais para voltar atrás. Por mim não assinava o acordo e continuava com a luta. Há razões muito fortes para tal. Temos a força de 100 mil professores na rua. Este é o nosso ponto forte e, simultaneamente, o ponto fraco de Sócrates, de Maria de Lurdes e do governo».

Os 100 mil professores que protagonizaram a Marcha da Indignação no passado dia 8 de Março nas ruas de Lisboa, responderam em uníssono aos apelos dos Sindicatos e dos Movimentos. A unidade foi a razão da nossa força e todos compreenderam isso. Cometeu-se um erro com a assinatura do Memorando. Mas tudo isto pode ser ultrapassável continuando a apostar na unidade e de novo na luta. Um novo passo errado acarretará, certamente, consequências desastrosas para o movimento docente e para a Escola Pública, que perdurará por largos anos. Respondendo aos anseios, aspirações e revolta dos professores alguns Movimentos convocaram uma manifestação nacional, para Lisboa, dia 15 de Novembro. Mais uma vez os Movimentos se anteciparam aos Sindicatos, não havendo nenhum mal nisto. Já não vivemos nos séculos XIX e XX, a vida mudou, os tempos são outros – só não mudou a exploração e a opressão dos poderosos sobre os mais fracos, antes agravou-se. E os Movimentos hoje fazem parte da vida e das lutas dos Povos. Assim como os Sindicatos continuam a ser imprescindíveis – quem não compreender isto não percebe a realidade onde se movimenta.

A divisão será o pior se acontecer no seio dos professores e em nada acrescentam as declarações anti-sindicais ou anti-movimentos. Todos fazemos falta, tal como aconteceu no passado dia 8 de Março. Quem protagonizar a divisão só irá dar mais força a um governo que despreza, massacra e procura destruir a classe docente e a Escola Pública e, será meio caminho andado para, mais cedo do que espera, ficar arredado da marcha inexorável da História.

O meu apelo é para que todos se entendam – Sindicatos e Movimentos de Professores – chegando a um consenso para a realização, em conjunto, de uma poderosa Manifestação Nacional no mês de Novembro. Condição indispensável para a obtenção da vitória. Os professores irão provar que têm voz e que têm força. Entendimento sim, mas desde que se aniquile o “monstro” (esta avaliação de desempenho e o ECD). Caso contrário, seremos devorados. Contra a “Espada de Dâmocles” o meu grito de revolta! Unidade e luta é o caminho!


(*) Membro do Conselho Nacional da Fenprof, do Movimento Escola Pública e Delegado Sindical na Escola E. B. 2, 3 D. Martinho de Castelo Branco – Portimão


Nota: Caso considerem útil, agradeço a divulgação pelos vossos contactos e blogues.

Demissão em Bloco na EBI de Santa Maria_Beja (Conselho Executivo, todos)

*Notícias da EBI de Santa Maria (Beja)*

*Na sequência de questões relacionadas com a segurança e com o chamado
processo de avaliação:*

**

*Demitiu-se o Conselho Executivo;*

*Demitiram-se todos os órgãos de gestão intermédios, nomeadamente
coordenadores e sub-coordenadores de todos os departamentos.*

**

*Em assembleia de professores e funcionários decidiu-se o seguinte:*

*No que respeita às questões da segurança, fecharemos todas as escolas do
agrupamento na próxima segunda-feira, até que alguém responsável resolva
definitivamente o assunto.*
*Na altura, os professores reunirão novamente em assembleia, na qual será
proposta a suspensão do processo de avaliação.*
23/Outubro/2008

www.educar.wordpress.com/2008/10/24/resistencias-ebi-santa-maria-beja/

E nós... e as nossas Escolas... que fazemos?!

Urgentíssimo - listas de graduação em perigo (Reenviar a todos os contactos)

Colegas, o Ministério de Educação prepara-se para outro grande golpe, não bastava já o novo estatuto da carreira docente, como agora também pretender adulterar a graduação profissional dos professores através da introdução de uma nova variável na graduação, ou seja a nossa avaliação de desempenho passará a entrar na dita graduação.

Vejamos, um professor que tenha Excelente vai ter mais 3 valores na graduação, um que tenha Muito Bom terá mais 2 valores e os restantes: Bom, Regular e Insuficiente não terão qualquer bonificação. Inacreditável! Tanto faz ter tido Bom como Insuficiente como regular levam todos zero.
Esta medida deve ser para salvar alguns familiares de 2º ou 3º grau de alguns ministros, talvez até alguns filhos fora do casamento, porque filhos legitimos não dá para acreditar, esses têm todos lugar em altos cargos públicos a ganhar balúrdios.

Como é que é possível que os professores que não foram avaliados sejam penalizados por tal lei? Um professor tem culpa de ter partido uma perna e ter ficado doente e não ter sido avaliado? Ou esteja destacado noutras funções ligadas ao ensino? Uma professora tem culpa de ter tido uma gravidez de risco e ter estado todo o ano em casa?

Não foram só os professores contratados que foram avaliados, sugiram casos de professores dos quadros que tiveram que ser avaliados porque estavam prestes a mudar de escalão, estes professores caso tenham tido Muito Bom ou Excelente ficam em vantagem em relação aos professores que não necessitaram de ser avaliados, caso tenham tido Muito Bom ou Excelente ficarão com mais 2 ou 3 valores na graduação, isto é mesmo uma autêntica vigarice.

Há casos de colegas que ameaçaram os Conselhos Executivos para obter Muito Bom ou Excelente e conseguiram, e até há um caso de alguém que se dirigiu ao Conselho Executivo a chorar alegando ter estado doente e não ter conseguido dar o máximo de si próprio, portanto não poderia ter menos de Muito Bom porque não podia ser penalizado pela sua doença, que quanto a mim era preguiça.

Peço que reenviem este mail a todos os vosso contactos, esta grande golpada tem que ser denunciada.

Para terem acesso ao projecto de alteração dos concursos cliquem no link abaixo indicado e leiam com atenção o artigo 14:

http://www.spgl.pt/cache/bin/XPQ3jTwXX4461eV28FetSMaZKU.pdf

Lista actualizada das escolas que tomaram posição contra esta indignidade

Colega,

AQUI http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/10/posies-colectivas-nas-escolas-esto-em.html

No blogue do MUP
(http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/) encontra-se,
no menu à esquerda, um link nos Destaques - POSIÇÕES COLECTIVAS NAS
ESCOLAS ESTÃO EM MARCHA (LISTA ACTUALIZADA) - que permite aceder à
lista e aos documentos das escolas que têm marcado a sua posição de
resistência ao processo de avaliação de desempenho.

Esta lista tem estado em constante actualização e tem engrossado de
dia para dia.

É PRECISO LUTAR! É PRECISO RESISTIR!

Passa esta infirmação aos teus contactos.

A partir de agora este blog tratará exclusivamente de assuntos relacionados com o Ensino e a vergonha que é o processo de avaliação dos professores

E colocarei um link na página principal do meu outro blog www. joaotilly.weblog.com.pt