9.30.2006

150 mil visitas e comentários abertos


Este blog completou, ontem, 150 mil visitas REAIS.
O que quer dizer isso?
Que são MESMO entradas de computadores diferentes em cada dia.
Cada leitor pode fazer a experiência.
Entre várias vezes seguidas e verá que o contador no fundo da página - o SiteMeter, o mais fiável do mercado - só conta 1 entrada.

Neste dia de celebração, já que muito poucos são os blogs que, neste momento, conseguem exibir este bonito número de leituras em menos de 3 anos, apetece-me correr mais um risco: o de reabrir os comentários não moderados.
Arrisco-me, assim, novamente, a que neste blog fique exposto, por minutos ou mesmo horas, ao pior que a sociedade anónima e rancorosa destila.
Mas acredito que, passado um ano sobre a escaldante campanha eleitoral, muitas feridas já tenham sido saradas.
Logo se vê.
Se alguns leitores se portarem mal, volto a encerrar os comentários.
Mas acho que não vai ser preciso.


Espero e até desejo que os leitores não concordem textualmente comigo. E que expliquem porquê.

É da discussão civilizada que nasce a luz.
E eu, embora 99% convicto das minhas razões, admito que me engano algumas vezes. Mais do que esperaria, há pouco tempo atrás.


Aqui estão 2045 textos, o suficiente para encherem 10 livros de 300 páginas - embora apenas os últimos 500 possam ser acedidos directamente.
Os restantes só clicando nas categorias ou nos histórico (meses), senão isto ficava pesadíssimo e não se conseguiria abrir em menos de 5 minutos - e 3704 comentários, de novo abertos, para celebrar este dia.
Muito Obrigado a todos.

9.25.2006

Pros e Contras - a educação e a ministra

A minha intervenção no programa Prós e Contras - e comentários ao que se lhe seguiu

9.21.2006

Quadro das ilegalidades que se praticam nas nossas escolas.Clique para aumentar


Eis algumas das ilegalidadesque se podem encontrar nos nossos horários.
Há que reclamar. Estas ilegalidades, qualquer dia, passam a ter força de lei por via de um governo ditatorial de maioria absoluta que despreza os professores e apenas pretende ganhar uns milhões com os congelamentos das suas carreiras.
Mas Portugal ainda não é uma ditadura!
Insurge-te!
Revolta-te!
Luta por ti e por um ensino que não despreze nem hostilize os trabalhadores intelectuais, nem os reduza a meros directores de turma, ou outros a cargos para os quais não recebemos qualquer formação.
Um professor deve, antes de tudo, ensinar. É para isso que é pago e é isso que dele se espera!
Viva Portugal Libertado!

O das Caldas


Este triste lambe-botas, das Caldas das taipas, teve o desplante de questionar a utilidade e até a legitimidade dos sindicatos dos professores, como não se fazia nem no tempo do "fascismo", revelando assim ser mais papista que o próprio Papa.Ninguem lhe respondeu, infelizmente, a não ser as vozes indignadas dos verdadeiros professores (os que dão aulas) que ali estavam.
Mais anti-professor que a própria ministra que, não se sabe ainda bem porquê, não nos pode ver.Uma triste e ridícula figura que envergonha qualquer Professor que o seja, verdadeiramente.Um mísero burocrata e manga de alpaca que, se alguma vez o soube, há muito esqueceu o drama de trabalhar (intelectualmente) enquanto deslocado centenas de quilómetros da família e de casa.O pior que a nossa classe tem aqui o deixo, escarrapachado, para que não nos esqueçamos que até neste maravilhoso mundo da Educação existem cancros que urge expurgar.

9.16.2006

A nova PIDE: «Secretas» sem fiscalização

A proposta de revisão da lei orgânica do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) foi discutida ontem no Parlamento sob uma forte onda de críticas do PCP e do BE, que já anunciaram o seu voto contra.
António Filipe e Fernando Rosas consideram que com a nova lei as ‘secretas portuguesas’ vão ficar livres de qualquer “fiscalização”.

“Nunca ninguém deteve tantos poderes em matéria de segurança em Portugal”, alertou António Filipe, do PCP. Já Fernando Rosas, do BE, criticou ainda o “superserviço”: “A criação de um superserviço de informações, dirigido por um órgão unipessoal, não é tranquilizador para o normal funcionamento das instituições democráticas.”
O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, refutou as acusações e rematou: “Alguns partidos lamentam não poder integrar o Conselho de Fiscalização.”
in CM.


Incrível!
Aqui está o II Estado Novo a instalar-se à vista de todos.
Polícias secretas que não respondem senão perante um governante partidário asseguram que a democracia em Portugal já não passa de uma palavra absolutamente esvaziada de conteúdo e, muito proximamente, nem sentido fará.
É capaz de ser esta a saída, quem sabe lá?
Anda toda a gente aí nas ruas a pedir um ditador...
Pode ser que Sócras seja o «Escolhido».

Quando notarem que estes textos deixaram de aparecer neste blog, já sabem: fui «arrecadado».
Procurem-me em Peniche ou no Tarrafal.
Mais fotos do Tarrafal AQUI.

9.13.2006

Apito vermelhusco

O atrolhado do Presidente do Benfica meteu-se com a corrupção futeboleira, como se dela não fizesse parte.
Vai dai, correu mal...

9.07.2006

Trabalhadores da OPEL barricam-se nas instalações da Azambuja


Desde ontem nada entra ou sai das instalações da OPEL na Azambuja.
Como nos tempos do PREC, os trabalhadores ocuparam as instalações e pararam a produção.
GM admite recorrer aos Tribunais, mas os trabalhadores não querem saber disso.
Se a GM recorrer às forças policiais teremos aqui o primeiro imbróglio laboral da era Sócras.
O Caudillo não deixará que isso aconteça. É demasiado esperto para deixar descambar a guerra que perdeu.

Vai fazer o que costuma: prometer coisas ao povo para ver se o adormece.
Mas o problema é que aquele povo da Azambuja não é bem o espelho do português conformismo. Já deram mostras que não receiam ninguém e, embora a GM tenha feito uma proposta acima da tabela para os indemnizar, a verdade é que eles a consideraram indecente.

Estou curioso para ver como vai ser este braço de ferro entre o aprendiz de ditador e estes trabalhadores esclarecidos e não medrosos.
Isto vai dar muito que falar...
Disso não tenho dúvidas.

9.06.2006

Parlamento europeu quer saber o que se passou com ché ché Freitas




Uma comissão de inquérito solicitou ao governo português explicações sobre o ex-ministro da vergonha; perdão: da defesa.
Sobre o desmentido e agora confessado conhecimento do envio de prisioneiros políticos Iraquianos para os campos de concentração americanos de Guantanamo, na ilha de Cuba.

Amado não sabe o que dizer.

Pudera!

Mirandela levanta-se em protesto, mas nada passa nas TVs


Mirandela revoltou-se ontem contra o governo por causa das maternidades fechadas e das salas de chuto para abrir.

«Para que é que nós servimos?
Só para os votos?
Preferimos ser espanhóis!
Sócrates fecha as nossas maternidades para abrir as salas de chuto?
É a maior vergonha que pode haver um governo destes!»


Foram frases que as milhares de pessoas na caravana gigante de ontem gritavam para as camaras da televisão.

Onde passaram estes protestos?
Nada disto passa nas televisões generalistas, porque o ditador Sócras não deixa.
Passa na SIC Notícias, que ninguem vê (1% dos portugueses apenas).

O Caudillo Sócras tem tudo na mão, não há dúvida!
Até quando?
É urgente um novo 25 de Abril!
Viva a Liberdade!
Viva o jornalismo livre!
Contra o fascismo e a ditadura.
25 de Abril SEMPRE!

9.04.2006

Porque é que não pagamos impostos em Espanha?




A menina internada no Porto há 5 dias vai ter que ir para Espanha para continuar a ser tratada.
Nem no Porto nem em Lisboa nem em Coimbra há uma única unidade de cuidados intensivos para crianças queimadas com gravidade.
Uma vergonha para Portugal e para um desgraçado governo que já enviava grávidas para Espanha e prefere abrir salas de chuto do que centros de saúde.

Pergunto-me: se vamos nascer, comprar bens de primeira necessidade, meter combustível e tratar-nos em Espanha (há décadas que os raianos lá vão tratar-se de borla e beneficiar nos preços dos medicamentos), porque é que não pagamos lá os nossos impostos?

E este desgraçado governo, que tem tanta vergonha em que se saiba que os militares a enviar para o Líbano vão ficar sob as ordens dos espanhóis, porque é que não se envergonha - isso sim! - de mostrar ao mundo a nossa POBREZA, e MENDICIDADE perante um país que nos ajuda desinteressadamente?

Combustíveis, Gás, tabaco (Sócras pensa que os portugueses estão a fumar menos porque a Tabaqueira baixou as vendas! Nem sequer faz ideia que não há camionista que não traga carradas de volumes de tabaco por encomenda todas as semanas!!!), roupa, elecrodomésticos, tudo tem sido comprado em Espanha que mantem o IVA a 16% enquanto o nosso é a 21%.

Exemplos:
Num depósito de combustível (45 litros) poupa-se 12,5 €
Num volume de tabaco poupa-se 5,5 € - POBRE SÓCRAS!!!
Em apenas 2 botijas de gás poupa-se 12 €

Espanha faz mais por Portugal do que a Administração do Hospital de Seia pelos senenses.

9.03.2006

Isto será mesmo verdade?

Piódão - o que o Turismo não deve ser



Sem palavras.

Descapotáveis para a GNR enquanto as armas, obsoletas, se recusam a disparar


Quando o capitão Miranda e o tenente Silva (seu motorista) passam, poucos ficam indiferentes. O chefe do destacamento da Brigada de Trânsito da GNR na Volta estreia no asfalto um potente e vistoso descapotável, o Volkswagen Eos. A "bomba", acabada de sair da fábrica da Autoeuropa, em Palmela, tem 200 cavalos e custa 48 mil euros.

Mas não é só o carro que impressiona. Tanto ou mais que a máquina, são os homens da GNR que deixam muitos incrédulos. É que é frequente vê-los passar de capota aberta, sirene a tocar (na primeira etapa houve mesmo música...), braços no ar batendo palmas e puxando pela população que se junta à beira da estrada.

Confrontado pelo DN com tal comportamento, o capitão Miranda diz: "Em primeiro lugar está a segurança. Estamos presentes nesta Volta de forma profissional, mas sabemos que estamos numa festa e, além de estarmos a trabalhar, estamos a divertir-nos". O homem que está à frente de um destacamento de 23 militares da GNR - constituído por dois oficiais, dois sargentos e 19 praças - assume que "a festa também é nossa".

Esta atitude é "uma forma de mostrar uma imagem diferente do polícia que só sabe multar", diz o responsável, negando, no entanto, que o espalhafato seja uma espécie de operação de marketing da sua corporação.

O carro, esse, dá nas vistas mesmo parado. São muitos os que espreitam a viatura, de cor branca com o logótipo da GNR, que transpira potência. Antes de cada etapa, o banco detrás do coupé cabriolet é ocupado com várias paletas de garrafas de água mineral (o tenente Silva vai bebendo granizados e fotografando, com o telemóvel, as meninas da Ribeiralves...)

Há quem se espante com tal aquisição quando o País está em crise. Entre os que esperam a chegada dos ciclistas ouvem-se comentários. "É isto que andam a fazer com o nosso dinheiro", dizia um homem em Viseu. Ontem, em São João da Madeira, o Eos e as fardas deixaram dois amigos de 14 e 15 anos vidrados. Pedro e Ricardo querem ser "da polícia". E se dúvidas tivessem...

O Volkswagen Eos foi lançado há poucos meses e entre os que manifestaram preferência pelo modelo fabricado em Portugal encontra-se Carolina do Mónaco. A princesa escolheu um 2.0 FSI, capaz de atingir os 232 km/hora. Apenas difere do que transporta o capitão Miranda na cor: o da princesa é azul.

Marina Almeida

8.25.2006

Veja-se bem o que é a miséria do jornalismo televisivo que temos


A jornalista Maria João Ruela enviou às pessoas registadas na SIC Notícias - como é o meu caso - o seguinte texto introdutório ao Jornal do meio dia da SIC:


«Primeiro Jornal
Maria João Ruela


O dinheiro dos portugueses


Bruxelas acaba de revelar uma notícia preocupante para o país: Portugal é o que tem o pior nível de vida para quem recebe o salário mínimo. Estamos a falar numa lista de países que inclui a Europa dos 15, ou seja os membros antes do alargamento. Portugal já está atrás da Grécia, embora quando se fale em custo de vida o nosso país salte para lugares mais cimeiros.»


Eu desafio qualquer um a interpretar a última frase.
Vou dar-lhe um tempinho extra: e repito-a para ser mais fácil:
«Portugal já está atrás da Grécia, embora quando se fale em custo de vida o nosso país salte para lugares mais cimeiros»
Hein?
Digam lá: é ou não requinte de malvadez?
99% do povão que ler isto fica a pensar que as coisas não estão assim tão mal, induzido pela expressão adversativa: embora .
99% do povão será induzido em erro pelo embora e pelo que se segue: «o nosso país salta para lugares mais cimeiros».

Mas acontece que ela refere-se ao CUSTO DE VIDA.
A jornalista-artista, bem paga pela Alta Finança que detém e cala todo o jornalismo nacional, diz uma verdade - que Portugal, em termos de Custo de Vida, é dos países MAIS CAROS, mas estabelece habilmente esta confusão semiótica no tuga que, ao ler essa frase traiçoeira, fica a pensar que em termos de CUSTO DE VIDA até estamos BEM!!!!


Será isto possível???

Não seria preferível enviar esta senhora novamente para o Iraque, para ver se alguém lhe espeta outro tiro no mesmo sítio do anterior, ou em lugares mais cimeiros?

8.24.2006

Caudillo Sócras escolhe o procurador sozinho



Nem outra coisa seria de esperar de um aprendiz de ditador armado em democrata de esquerda.
PARA PODER MANIPULAR DIRECTAMENTE TODA A INVESTIGAÇÃO CRIMINAL dirigindo-a para onde politicamente possa interessar e desviando-a de àreas em que politicamente ou financeiramente não interesse mexer e, se for caso disso, poder livrar os amigos, os financiadores da Alta Finança e os comensais do regime de quaisquer incómodos (como se tem visto), sejam de pedofilia, de crimes do colarinho branco ou de outros desvios do foro psiquiátrico, à cautela, toca a nomear um boy da nossa total cúnfia e não se passa cartão aos restantes partidos!
Ditadura tout-court.
Já nem se disfarça!
Sócras está mesmo decidido a implantar o Estado Novo versão II, e como tem praticamente todo o jornalismo vendido na mão, sabe bem que nada transparecerá cá para fora.
Nenhuma televisão entrevistará um comentador que denuncie este avanço ditatorial e anti-democrático de implantação de um novo regime ditatorial em Portugal.


É certo que a democracia não funciona neste país - eu sempre o disse - mas também é verdade que nunca esperei ver um tipo mediano, um banal bacharel de instituto, a liderar uma nova ditadura informal no Portugal de 2006.
Que vergonha, para 863 anos de História...
Volta, António: estás perdoado! Tu, ao menos, eras um intelectual... .

8.18.2006

A star is born



João Tilly Jr e a sua "brand new digital V-Drum TD-3".
Roland, pois claro. Com a velhinha TR-707 e um SPD-20 a apoiar.
Parece o Phil Collins...

8.12.2006

Nem o Expresso consegue evitar a propaganda: «Governo vai....»


A primeira página do Expresso não foge à regra da propaganda e da desinformação do governo: «O Governo vai mudar a luta antiterrorismo».
Como se houvesse alguma luta para ser mudada.
Mas esqueceu-se de dar uma notícia verdadeira:
«O governo não contempla as progressões na carreira para a função pública em 2007».
Isso é que é notícia!
Quer dizer: o governo «pensa» que os 500 mil funcionários públicos se vão calar mais um ano a este roubo que se prepara para perpetrar contra eles.
Eu acho que está enganado.
Quando o pessoal perceber que, por mais um ano, ninguém progride na carreira, não acredito que se fique.
O que é demais parece mal...
Como esta triste e repetitiva palhaçada de um desgraçado e ridículo primeiro ministro que passa a vida a correr em todos os países que visita. Com os tristes dos guarda costas a terem que copiar esta pouca-vergonha...
Nem em África!
Eu sinto uma extrema revolta em ser "representado" internacionalmente por um pantomimeiro destes.
Ainda mais quando vem do Brasil de mãos ABSOLUTAMENTE a abanar.
Foi oferecer legalidade a todas as prostitutas e espertalhões brasileiros que queiram cá desenvover as suas empresas e fugir ao fisco e, em contrapartida, Lula ofereceu-lhe um jantar.
Como diria esse grande e verdadeiro socialista - Salgado Zenha - que, infelizmente, já nos deixou:
Que vergonha de gajo, pá!

8.10.2006

Obiqwelu não interessa nada ao jornalismo desportivo


Quem se deu ao trabalho de ver hoje as primeiras páginas dos jornais desportivos (3 diários) pôde NÃO encontrar nenhum destaque à performance do campeão europeu de velocidade pura.
Encontra, sim, a futebolada e as tricas da ordem.
Deixámos morrer o Hóquei em Patins, em que fomos muitas vezes campeões do mundo, por abandono e falta de interesse do jornalismo profissional e, daquilo em que somos verdadeiramente bons, ninguém quer saber.
É só da desgraçada da bola que se vive neste país do frango de churrasco, do garrafão e do saco de plástico nas valetas.

Para os milhões de portugueses que lêem este blog diariamente e ainda não o conhecem, o Francis é o atleta ao lado da GRANDE promessa da velocidade feminina em Seia: a Joana Tilly.
Essa, toda a gente conhece...

7.26.2006

Enquanto a banca continua a bater todos os recordes de lucros obtidos, as taxas de juros sobem pelo sétimo mês consecutivo


400 milhões de euros foi o montante dos lucros apresentados pelo BCP só no primeiro sememstre deste ano. O BES apresenta mais metade disso. 200 milhões de euros de lucros. O que equivale a aumentos da ordem dos 36% relativamente aos números do mesmo período do ano passado.
Entretanto, os impostos realmente pagos pela banca são diminutos por via das inúmeras benesses fiscais de que usufruem.
As taxas de juro, essas sobem pelo sétimo (7º) mês consecutivo. A banca continua descaradamente a fazer disparar os seus lucros à custa das empresas e das famílias endividadas.
Ninguém no governo ou no banco de Portugal actua para regular este autêntico saque selvagem ao que ainda resta da agonizante economia portuguesa.
Quando todas as empresas fecharem de vez as suas portas, esmagadas pelo peso dos juros avassaladores, e as famílias não puderem continuar a cumprir com a banca mega-milionária, os vampiros da Alta Finança abandonarão a carcassa sêca (Portugal) e irão sugar outro país em dificuldades.
E quando os Tribunais não conseguirem cobrar nem sequer 1% das dívidas em incumprimento - que é quase o que já está a acontecer agora - talvez alguém, dentro do governo, se comece a preocupar com a dívida descomunal... da sociedade.
É que, se a Alta Finança decide abandonar este pobre País, quem é que irá assumir o seu patriótico papel de subsídio e corrupção da classe política?
Hein?

6.24.2006

Audições no Collegium Musicum (Conservatório) HOJE

Audição de Alunos

Hoje
Dia 24 de Junho
16:00h
Classe de Piano
(prof. Helena Lourosa)


Conservatório de Música de Seia - Collegium Musicum - Casa das Artes - Praça da República - SEIA - Telf. 238312583
email: collegiummusicum@netvisao.pt - http://www.collegiummusicum.online.pt/

6.07.2006

O fogo a antecipar-se irritantemente ao futebol


O Governo em geral e o ministro da Administração Interna em particular esperariam um início de época de fogos sem grandes polémicas.
Se mais não fosse, pelo menos porque, quando o calor começasse a apertar, o país estaria com os olhos na Alemanha e as televisões e os jornais cheios de reportagens sobre os golos, os que não foram mas deveriam ter sido, a dor no dedo mindinho do Pauleta, o que almoçou o Cristiano e jantou o Figo, etc, etc, etc.
Mas a meteorologia trocou as voltas a Sócrates e Costa e expôs as fragilidades do plano de combate aos fogos florestais que o ministro da Administração Interna passou dias a vender como a melhor coisa do mundo, num périplo de Norte a Sul do país.
Umas semanas antes do previsível, e quando os portugueses ainda só têm um ouvido na Alemanha, subiu o mercúrio nos termómetros e atearam-se as chamas nas florestas – tal qual aconteceu no ano passado e nos outros antes desse. Apesar das garantias do ministro de que nada voltaria a ser como antigamente…

6.06.2006

Os professores, os pais, a ministra e os outros



Trata-se de algo de que venho falando há tempos, mas mais concentrado sobre a futura «carreira docente»

Um dos temas mais debatidos na actualidade é o da reforma do Estatuto da Carreira Docente (ECD).
Todavia, sem ser por acaso, tem-se restringido o debate a um dos itens de classificação dos professores na avaliação que a direcção executiva da escola terá de fazer acerca do mérito do desempenho de cada um dos docentes (artigo 46º do projecto).
A ministra da educação, seguindo a cartilha que caracteriza este executivo, vai-se referindo ao tema como o tem feito com os demais que à sua pasta respeitam: a educação vai mal em Portugal e os responsáveis por tal catástrofe são os professores, por isso há que tudo fazer para os punir.
Depois os indefectíveis do partido e os outros que apenas por acharem que este gabinete faz coisas o querem apoiar, vão refinando a argumentação, a qual, por mimetismo associado à preguiça de muitos comentadores e jornalistas (a maioria dos quais nunca leu nem vai ler o ECD), se vai impondo no discurso corrente.
Uma coisa é certa: uma asneira, mesmo a mais bem disfarçada e ainda que muitas vezes repetida, nunca será mais nada do que isso mesmo, uma asneira.
Diz-se (sobretudo repete-se) que os sindicatos (não se diz os professores por preconceito ideológico) estão contra «porque são sempre do contra», sendo uma espécie de forças de bloqueio das reformas que vão endireitar Portugal. Com isto quer-se tapar o sol com uma peneira.
Vejamos o assunto com alguma objectividade e comecemos pelo princípio:
o sistema de ensino é organizado pelos poderes públicos, concretamente pelos governos, que o moldam de acordo com a sua ideologia ou pelo menos segundo a sua vontade.
Daí que a escola actual não seja nem mais nem menos do que aquilo em que os senhores políticos (que nestes 30 anos governaram a pasta da educação) a quiseram tornar.

Na sequência do 25 de Abril de 1974 houve nesta área transformações inevitáveis e positivas, como a democratização do ensino e a garantia do acesso universal. Mas o disparate começou logo a seguir.
Intencionalmente desgastou-se a autoridade dos professores e encetou-se o desprestígio da função.
Os «cientistas da educação», espécie de sociólogos pós-modernos que se incrustaram na área do poder, conseguiram vender a ideia falaciosa de que aprender não é algo que exija esforço e sacrifício e também que a autoridade (qualquer autoridade) é por natureza opressiva e por isso incompatível com um ensino «moderno».
Foram assim afogando a escola numa complexa rede burocrática, desgastando a imagem do professor (esse ente «autoritário»; agora crismado de «privilegiado») e degradando o seu estatuto.
O resultado está à vista.
A verdade é que a educação nunca foi encarada, seriamente, como um vector estratégico para o desenvolvimento do país. Os sucessivos governantes mais não fizeram que engendrar esquemas para falsear as estatísticas do «sucesso escolar», como falsearam as regras de apuramento da verdadeira taxa de desemprego ou do exacto valor do défice orçamental.
Para enganar quem? A história os condenará. Mas por enquanto a festa continua.
À semelhança do que já fizeram com os juízes, com os funcionários públicos e com outros, estes governantes alijam com facilidade as responsabilidades próprias e atiram as culpas do que está mal para cima de outros, que hão-de servir de bodes expiatórios.
E a cereja em cima do bolo vem a ser que a máquina mediática, que tão bem têm sabido olear, lhes vai dando lastro para prosseguir, com altas taxas de popularidade (e só isso verdadeiramente conta). Assim, têm conseguido pôr os portugueses uns contra os outros, sem que estes se apercebam que isto vai tocar a todos (menos aos do costume, como é óbvio).
Os professores não estão, evidentemente, contra o princípio de que as promoções hão-de resultar da apreciação do mérito profissional de cada um deles; como também não são contra a participação dos pais dos discentes na vida da escola; apenas não estão dispostos a ser prisioneiros daqueles.
E na verdade parece relativamente consensual que numa sociedade democrática os pais devem poder participar na definição estratégica do projecto escolar e que devem envolver-se nas actividades educativas a que sejam chamados a participar, etc.
Mas a avaliação do mérito dos docentes é uma coisa séria de mais para ser posta, ainda que apenas de modo residual, nas mãos deles.
Se se quisesse fazer uma verdadeira reforma do sistema de ensino, com vista a uma transformação radical do país no espaço de uma geração, o caminho era totalmente outro, o que inevitavelmente se reflectiria no ECD.
O princípio haveria de ser a verdade (e não apenas a aparência). E a táctica passaria pelo reforço da matemática, da física, da biologia, da língua pátria, das línguas estrangeiras e da história. O resto seriam opções que não contariam para o totobola.
O mérito dos professores e dos alunos havia de ser apreciado, claro. Mas com verdade (sempre ela), sem recurso a limites quantitativos para acesso aos escalões mais altos da carreira docente (veja-se o projecto de ECD; Mas porque é que só uma percentagem ínfima há-de poder ser excelente?).
E com a assumpção que haveria alunos excelentes e alunos maus, e que estes teriam de ser penalizados (é assim na vida, porque é que não há-de ser assim na escola?).
A taxa de «sucesso escolar» cairia drasticamente, para recuperar daqui por 20 anos, quando este já fosse um país diferente.
Ao invés e por incrível que possa parecer, a ministra da educação, a quem se não pode seriamente atribuir qualquer inversão relevante do caminho para o abismo que o sector da educação vem trilhando, tem granjeado a simpatia de muitos comentadores, apenas «porque sim». Porque quanto à reforma que o sistema precisa: nada.
E quem ler atentamente o projecto do novo ECD verá que a malha administrativa se adensa, a autoridade dos professores continua a diluir-se e o desprestígio da profissão se acentua. O que é que daqui se pode esperar que não, apenas, o poupar de uns trocos?

In Dizpositivo

5.30.2006

Eleições suspensas!






Como não podia deixar de ser, perante tal chorrilho de ilegalidades a «presidente» da «comissão que não sabe ler a lei» foi forçada a suspender o acto eleitoral.

Não estamos, ainda, na República das Bananas...
Mas pouco falta.
Se um tipo se descuida, voltamos ao tempo da PIDE....
Safa!

5.21.2006

Afonso Costa e a Primeira República




1 - O 5 de Outubro de 1910


A revolução republicana eclodiu na noite de 4 de Outubro.
O plano de operações tinha sido organizado por oficiais de carreira (capitão Sá Cardoso, tenentes Helder Ribeiro e Aragão e Melo) e previa três ataques simultâneos: ao palácio Real das Necessidades, onde o rei deveria ser preso, ao Quartel-General e ao Quartel do Carmo, onde funcionava o comando da Guarda Municipal.
Para isso os conspiradores (pequenos grupos de oficiais e sargentos, que seriam apoiados por agrupamentos civis) deviam apoderar-se, às primeiras horas da madrugada do dia 4, de quase todos os quartéis da capital e convergir depois com as respectivas tropas para aqueles objectivos.
Também se previa a revolta dos navios de guerra ancorados no Tejo, cujo comando seria assumido por Cândido dos Reis, o único oficial general com que o movimento contava.


Os revolucionários conseguiram apoderar-se, sem grandes dificuldades, dos quartéis de infantaria 16 (a Campo de Ourique), artilharia 1 e também do Quartel dos Marinheiros, em Alcântara.
Nas outras unidades o projecto falhou e as tropas manobraram à ordem dos oficiais fiéis à monarquia, indo ocupar posições para combater o movimento.
A tentativa de assalto ao palácio real chegou a iniciar-se, mas foi detida e os revoltosos não conseguiram atingir nem o Quartel-General nem o do Carmo. As colunas saídas dos quartéis sublevados foram assim, durante a madrugada, instalar-se na Rotunda, onde se barricaram e esperaram reforços que, entretanto, não chegaram.
Às seis da manhã parecia tudo perdido, e os dirigentes republicanos, que se tinham reunido nos banhos públicos de São Paulo à espera dos resultados dispersam e procuram pôr-se a salvo.



O almirante Cândido dos Reis suicidou-se.
A notícia desse facto chegou de manhã à Rotunda e agravou o desânimo que se apoderava dos revoltosos.
Às nove horas, numa reunião de oficiais, reconheceu-se a inutilidade da resistência e todos foram autorizados a debandar.
Todos os oficiais se retiraram, procurando refúgio seguro.
Machado Santos, alguns sargentos e uma centena de soldados e civis arma- dos continuaram, porém, em armas. Tudo indica que se tratou, como Pulido Valente afirma, de uma resistência da Carbonária depois do colapso da revolta militar.
Machado Santos, membro da Alta Venda, isto é, do supremo comando carbonário, dispunha de uma autoridade muito diferente da que lhe vinha da sua modesta situação de comissário naval «graduado» em segundo-tenente.
Os civis e os soldados ajuramentados na associação secreta obedeciam-lhe com ilimitada confiança e sabiam que na cidade agiam numerosos grupos de revolucionários civis e que até nas tropas que se lhes opunham havia muitos homens dispostos a ajudá-los.
Essas previsões confirmaram-se.
Durante a manhã de 4 de Outubro foram-se juntando aos revoltosos carbonários que afluíam de todos os pontos da cidade e também soldados que fugiam dos quartéis e vinham cumprir os compromissos.
Muitos deles traziam armas, outros alimentos para os combatentes.
Só na aparência a Rotunda é um núcleo isolado de resistência; de facto, é o comando de um exército invisível mas muito activo que domina os bairros populares e que, colocado nas imediações dos quartéis fiéis ao Governo, im- pede os movimentos de tropas arremessando bombas sobre as forças que se aventuram pelas ruas da cidade.
Os comandos militares agiram sob o terror dessas bombas, que fizeram muitas vítimas. A única força que cresce de hora a hora é a da Rotunda.
Ao fim da tarde do dia 4 parecia um arraial em festa, com mais de mil e quinhentas pessoas, que já se consideravam vencedoras.
Entretanto, a revolta da esquadra vinha tornar crítica a situação das forças monárquicas. Durante a tarde, dois navios de guerra tinham bombardeado o
palácio real, e o rei saiu dali para Mafra.
A resistência do cruzador D. Carlos, o mais poderoso navio da Armada, foi dominada e o navio aderiu à revolução.
Os navios republicanos puderam então mover-se livremente do estuário do
Tejo.
Assim, manobraram de forma a recolher as forças republicanas que estavam no Quartel dos Marinheiros e preparavam-se para um desembarque no Terreiro do Paço, para atacar as tropas fiéis ao Governo, que estavam concentradas no Rossio.
A fadiga apoderava-se dos oficiais e dos soldados depois de uma segunda noite fora dos quartéis e a iminência do desembarque ameaçava colocar essas forças, já desmoralizadas, entre adversários instalados na Rotunda e no Terreiro do Paço.


Ao amanhecer o dia 5, as tropas já só dominavam os quartéis e os locais em que se instalavam e de onde não ousavam sair, porque os grupos de revolucionários civis tinham-se disseminado por toda a cidade.
O Governo deu ordem para que os regimentos das cidades próximas convergissem sobre a capital, e chegou a recear-se um agravamento da luta.

É nessa altura que o ministro plenipotenciário da Alemanha resolve propor a ambas as partes um armistício de uma hora, para poder receber em navios de guerra alemães os estrangeiros que quisessem proteger-se.
Quando se dirigia de automóvel para a Rotunda, a fim de obter o acordo dos revoltosos, os moradores dos prédios próximos julgaram tratar-se de uma rendição das forças do Governo e, de um modo quase súbito, a Avenida da Liberdade encheu-se de uma multidão que aclamava a República vitoriosa.
Os soldados dos regimentos postados no Rossio confraternizaram com a população e começou a ver-se a bandeira da República em várias janelas de residências particulares e de serviços de Estado.
Não tardou que fosse hasteada no Quartel-General.

A República tinha portanto triunfado e toda a resistência cessara quando os membros dos órgãos directivos do Partido Republicano se reagruparam e di- rigiram para o edifício da Câmara Municipal, onde, segundo os planos iniciais, a proclamação formal do novo regime devia realizar-se.
No próprio dia 5, um suplemento ao Diário do Governo anunciava: «Hoje, 5 de Outubro de 191O, às onze horas da manhã, foi proclamada a República de Portugal na sala nobre dos Paços do Município de Lisboa, depois de terminado o movimento da revolução nacional.»
O Governo Provisório, organizado pelo directório do Partido Republicano, era presidido por Teófilo Braga, sobrevivente da geração de 70, que dispunha de grande prestígio intelectual e, durante muito tempo, foi vigoroso apóstolo do positivismo científico, método que pretendia aplicar nos seus numerosos estudos literários.
Os ministros eram António José de Almeida, Afonso Costa, Basílio Teles, Bernardino Machado, António Luís Gomes.
Nas pastas militares ficavam dois oficiais superiores sem intervenção na revolução: o coronel Correia Barreto e o comandante Azevedo Gomes.
Entretanto, o rei estava em Mafra e ali soube, pelo telégrafo, que a República tinha sido proclamada em Lisboa.
Por conselho dos seus ajudantes, dirigiu-se, com as rainhas D. Maria Pia e D. Amélia, para a Ericeira, em cujas águas pairava o iate real.
Embarcou disposto a dirigir-se ao Porto, convencido de que o episódio revolucionário se limitava a Lisboa; o comandante do navio persuadiu-o, porém, a tomar o caminho de Gibraltar, primeira etapa de um exílio de que não houve regresso.
Em todo o País a notícia de implantação do novo regime foi recebida sem oposição. A expressão corrente de que a República se implantou pelo telégrafo é verdadeira.
Os comandantes das tropas que, sem pressa, se aproximavam de Lisboa regressaram aos seus quartéis e manifestaram a sua aceitação do regime.
Por toda a parte a regra foi a mesma: adesão pacífica dos quadros instalados às novas instituições. O sinal mais visível da mudança de regime era a supressão da coroa real nos edifícios públicos e a destruição do retrato do rei.
A simplicidade do processo de implantação da República é, porém, mais
aparente que real. As contradições da revolução de Lisboa iriam pesar de maneira decisiva no processo histórico da primeira fase do regime republicano.
O próprio relato dos acontecimentos que a propaganda vinculou - um punhado de valentes resistindo sozinhos no Largo da Rotunda, comandados por um obscuro comissário naval - procura esconder uma realidade completamente diferente: a revolução do republicanismo ortodoxo falhara completamente, mas a do republicanismo carbonário triunfara.
Ora, o movimento carbonário era a expressão de um estrato socioeconómico com características muito diferentes das que se registavam nas camadas dirigentes do Partido Republicano.
Os carbonários eram marujos, soldados e trabalhadores das profissões mais modestas; eram, para a classe média de 1910, a mesma ralé que em 1836 tinha causado a indignação de Herculano.
A plebe armada revelara-se uma força que o Exército não conseguira dominar, e isso tornava-a ameaçadora e perigosa.
Por essa altura, Teófilo Braga fez a generosa comparação: «[...] a Carbonária entregou a revolução ao Partido com a humildade de um sapateiro dando um par de botas ao freguês» (V. Pulido Valente, op. cit., p. 149).

Este juízo era o dos republicanos moderados: as forças populares tinham feito uma revolução que lhes não pertencia a elas, mas ao partido.
Por isso, segundo os notáveis da República, o papel do povo tinha ali o seu ponto final.
Chegou a ser publicado (embora fosse depois revogado) o decreto que desmobilizava os sargentos, cabos e praças que tinham tomado parte na revolução.
O regime viu-se assim colocado, desde a primeira hora, entre duas forças contraditórias: por um lado, uma força de combate sem quadros; por outro, quadros partidários sem força de luta.
A esquerda democrática e a direita, reforçada pela adesão maciça das classes médias, que agiam por instinto de conservação, entram desde o início numa competição que só terminaria em 1926 como triunfo duradouro do con- servadorismo republicano.


Bibliografia: História de Portugal, José Hermano Saraiva.

(Continua - A 1ª República)

Mafalda Arnauth no Museu do Pão



Sábado próximo, 27 de Maio

5.20.2006

O Cavaleiro do apocalipse


Sentei-me aqui para acabar o post sobre Fátima e Afonso Costa, mas mudei de ideias porque só tenho 15 minutos e escrever sobre Afonso Costa leva algumas horas, por baixo...
Vou então relacionar três tristes coincidências que me têm vindo a atormentar e para as quais não encontro explicação.

Trata-se dos 3 políticos mais célebres de Seia.
Que ganharam a maior parte da vida (excepto Afonso Costa) com a política.
E do que dela lhes adveio.
Acontece que nenhum deles deixou marca que se veja em Seia.
Pina Moura é o único dos três que ainda está activo, mas não se lhe vislumbra qualquer resquício de vontade de contribuir para o progresso da Terra que o viu nascer.
De facto, nem um mísero fontanário, uma pequena biblioteca, uma simples Fundação dessas que há para aí aos milhões... rigorosamente nada aqui deixaram, nem sequer como símbolo de agradecimento para com a Terra onde aprenderam as primeiras letras, ou de cumplicidade para com as gerações conterrâneas que se lhe seguiram.

É, provavelmente, um caso único na nossa História!
Os políticos senenses ignoram a sua Terra enquanto os demais se preocupam em deixar o seu cunho em todas elas.
Os senenses aqui nasceram, é certo, mas daqui fugiram a sete pés mal apareceu a primeira oportunidade para não mais voltarem.
A não ser Pina Moura, de passagem para a Guarda, muito de vez em quando...

O nosso vizinho Guterres, por exemplo, fez com que o Fundão - uma obscura vilazinha sem importância de maior nos anos 80 - se transformasse naquilo que hoje é.
Algumas 4 vezes maior que Seia.
Gugu e Sócras estancaram a "queda" e a desertificação sistemática da Covilhã nos anos 90, por via das falências das indústrias de Lanifícios (e das demais) e, com o advento da Universidade e da Faculdade de Medicina "roubada" a Viseu, muito contribuiram para que a Covilhã ultrapassasse claramente a vizinha Guarda que sempre lhe foi muito superior em extensão, comércio, Serviços e níveis de desenvolvimento.
Hoje, a Guarda dos retrógrados Almeida Santos e Pina Moura é uma sombra da Covilhã de Guterres e Sócras.
Tal como Seia é uma sombra do Fundão.


O maravilhoso de tudo isto é que, apesar do que ó número 1 das Nações Unidas para os refugiados fez pela sua Terra, o Fundão tem uma câmara municipal PSD.
E, não satisfeito o povão mal agradecido, até Donas - a aldeia de Guterres - tem uma Junta de Freguesia social - democrata.

É caso para dizer (como se diz na Covilhã):
Ala, que é cardume!

E agora venham cá os grunhos caciqueiros defender a «inteligência do povo» mais analfa da Europa e a sua maravilhosa «sabedoria» popular...

5.15.2006

O Packard de Salazar




O célebre Packard em que Salazar votou, pela última vez na sua vida (levaram-lhe a urna ao carro pois estava já impossibilitado de se deslocar pelo seu próprio pé) em 1969 - estará em Seia em exposição a partir desta semana e pelo prazdo de um mês, no Museu do Brinquedo.
Descobri-o numa aldeia do concelho vizinho de Oliveira do Hospital e não descansei enquanto não arranjei forma de o trazer para Seia, para a concentração que teve lugar este sábado, 13 de Maio.
Depois disso, o dinamismo da Organização conseguiu fazer com que o seu proprietário actual o dispensasse para poder ser devidamente apreciado pelos admiradores deste tipo de coleccionismo.
O Packard está absolutamente irrepreensível.
Junta-se uma foto do então Presidente do Concelho de Ministros provavelmente na última fotografia que se lhe conhece, justamente dentro do Packard.
Admirem!

5.12.2006

Nascer na Maternidade de Elvas é perigoso, para o Ministro. É preferível que os bebés nasçam nas ambulâncias!

O ministro vai mandar encerrar a maternidade de Elvas.
Em consequência disso, os bombeiros de Campo Maior esperam que muitas crianças nasçam nas ambulâncias, enquanto as mães são transportadas desde os extremos do concelho para Badajoz, ou para outro lado qualquer, que ainda não se sabe bem.
Por isso, 2 bombeiros de Campo Maior foram já a Badajoz tirar um curso intensivo de obstetrícia em movimento, para ajudar as crianças que se espera nasçam em viagem.
Acontece que, para ajudar à festa, também não entra uma ambulância nova em Campo Maior há 14 anos...
Portanto:
Para que não corram riscos nas maternidades, onde são assistidos por obstetras com menos prática do que o normal (menos de 1500 partos por ano), os bebés alentejanos vão passar a nascer em ferros-velhos em movimento, assistidos por bombeiros que devem, pelos vistos, fazer mais de 1500 partos por ano!!!
Ganda Ministro, pá!!!
És cá dos nossos!!

Numa coisa tens razão, ó Correia: nas maternidades que fechares nunca mais nenhum bebé correrá perigo! Nem as mães!

5.08.2006

vale ou não a pena berrar?



Até os socialistas profissionais berraram contra este inqualificável governo!
Este Sócras é impagável!
Um discípulo foleiro, mas muito foleiro mesmo, de Guterres.
O método aprendeu-o ele: mandam-se umas intenções para o ar para ver as reacções. Se elas forem muito desfavoráveis, recua-se.
Então pronto!
É só berrar contra as ignomínias de extrema-direita deste governo, como a de pôr as maternidades e as escolas a dar lucro!
Fica o problema resolvido.
Vá lá: toca a berrar!