3.24.2006

Faz hoje 2 anos que o SNS deixou morrer displicentemente João Tilly dos Santos


Dois anos depois continuamos sem saber o resultado da autópsia.
Um homem foi deixado à sua sorte nos corredores dos hospitais e acabou por morrer.
Ainda ninguem pagou por isso.
Outros podem ter já morrido vitimas da mesma displicência e "deixa andar" das mesmas equipes clínicas.
Por isso aqui deixo, de novo, a história do fim da vida de João Tilly dos Santos.
Um português inteligentíssimo que teve a percepção de que ia morrer por inépcia dos médicos que o "assistiram".
Eu é que nunca acreditei nisso.
Mas aconteceu.
Para que nunca mais aconteça.
Em memória do maior damista e acordionista que estas paragens alguma vez viram.


A HISTÓRIA
Do Hospital de Seia, enviam-no para o de Coimbra com suspeitas de pneumonia ou enfarte de miocárdio.
Do Hospital de Coimbra devolvem-no para o de Seia muito pior de saúde do que lá chegou e sem nenhuma razão aparente. Os sintomas tinham-se agravado sobremaneira, entretanto.
Do Hospital de Seia enviam-no para o da Guarda porque cá não há Pneumologia
Do Hospital da Guarda enviam-no novamente para o de Coimbra, sem sequer entrar na Pneumologia e sem conhecimento dos familiares.
Do Hospital de Coimbra enviam-no... para a morgue.

E tudo isto sem um único tratamento, a não ser... soro!

Fica aqui o relato dos últimos 5 dias de vida do meu Pai que, acredito, possam servir a alguém que passe pelo mesmo.
Quanto mais não seja para evitar que o Serviço Nacional de Saúde mate por absoluta negligência um seu ente querido, tal como fez com o meu.


Sexta - feira, 19 (dia do Pai) - o meu pai sente-se subitamente mal com problemas intestinais.
Nada que justificasse uma ida ao hospital, pensou ele.
E foi para a cama mais cedo.


Sábado, 20 de Março - O meu irmão leva o meu pai e a minha mãe ao Hospital de Seia, já que entretanto tinham-lhe surgido umas dores gástricas a nível do esófago.
Cada vez que engolia eram dores insuportáveis que mal o deixavam respirar.
Foi medicado e fui buscá-los ao Hospital de Seia por volta das 7 da tarde. Entrou no carro pelo seu pé.
Fomos à Farmácia aviar a receita e levei-os a casa.
A noite passou-a mal.
As dores não desapareciam e agora surgia a dúvida se não seria também uma infecção na traqueia, já que até a inspiração do ar lhe causava pena.
Decidiu não ir novamente ao Hospital porque a medicação «ainda não teria tempo de começar a fazer efeito».
Combinou-se que iria no dia seguinte, segunda-feira, se não melhorasse entretanto.
O certo é que nessa mesma noite, por volta das 00:30h teve que se chamar uma ambulância, porque o meu pai já não podia com dores.
No Hospital ficou a soro.
Fez análises de manhã, em que lhe diagnosticaram vestígios de enfarte de miocárdio e uma pneumonia.
Enviaram-no para os Hospitais da Universidade de Coimbra - a única coisa que foi bem feita em todo este processo.
Esse favor devemos à Dra Margarida Ascensão e aqui lhe deixo os meus (e os dele, que muito insistiu em vida para que lhos desse) profundos agradecimentos.


Segunda-feira, 22 - O meu pai chega a Coimbra cerca do meio dia. Eu, que só tomo conhecimento dessa transferência e do seu preocupante diagnóstico por volta dessa hora, sigo de imediato para lá com a minha mãe.
Estivemos nas Urgências desde as 14:30h repetidamente perguntando pelo seu estado de saúde até às 17:00h.
Primeiro disseram-nos "que estava bem disposto" mas em observação.
Que perguntássemos passadas 2 horas, outra vez. O que fizemos.
Aí, a informação já foi outra: que o seu estado era muito preocupante e apresentava um quadro grave de provável pneumonia ou enfarte de miocárdio, o que já sabíamos desde Seia.
Que ia ficar internado de certeza. Claro que já o suspeitávamos, dado o diagnóstico de Seia.
Perguntámos se era preciso ir buscar a roupa que estava no carro e a enfermeira disse que não.
Que «ele não se podia levantar», que estava «prostrado» e que «não acreditava que pudesse levantar-se nem sequer para ir á casa de banho.»
Fiquei preocupadíssimo e pedi para mo deixarem ver nem que fossem só 5 minutos.
Que não, «nas Urgências não se podem ver doentes».
Mas após a minha insistência e quando lhe dissemos que «somos de Seia - a 100 Kms de distância - e que assim sendo iríamos embora, porque não estavamos ali a fazer nada», lá condescendou a deixar-me ir «dar-lhe uma palavrinha de não mais que 5 minutos e sair de imediato».
Assim fiz.
Entrei e depois de mais um tempo de espera, lá encontro o meu pai deitado numa maca num corredor, ao pé de tantos outros.
A receber soro. Como em Seia.
Ficou radiante por me ver e disse-me logo:
« - João: isto aqui é um matadouro!»
«Ninguém quer saber dos doentes. Olha que estou há horas a pedir uma pinga de água para molhar os lábios e ainda não ma deram. Já não sinto os lábios nem a boca de ressequidos que estão.»
Dirigi-me a um auxiliar que foi muito amável (tive sorte) e me arranjou um copo de água "choca", segundo o meu pai.
Assim que a bebeu, rejeitou-a logo. Não conseguia manter nada no estômago. Nem sequer água pura.
Enquanto era acometido dos vómitos chamei por um médico ou alguém num grupo de 7 ou 8 pessoas entre médicos e enfermeiros que estavam a cerca de 6 metros em amena cavaqueira e de costas para nós.
Um deles virou-se, viu o meu pai aflito e perguntou:
- Está a vomitar?
Respondi: está sim. Está aflito. Não podem ajudar?
«Está bem» disse e voltou novamente as costas, continuando a conversa com os colegas.


Eu nem queria acreditar naquilo!
Mas como entretanto ele ficou melhor, parando com os vómitos, controlei-me e decidi chamar um outro médico para lhe dizer que o doente já não comia nada desde sexta-feira (há 4 dias) e que devia ter algum problema gástrico.
Transmiti isso a um médico jovem que entretanto se aproximou da maca.
Disse-me que o meu pai ia ser visto, mais tarde, por um especialista que devia estar a chegar.
Passadas 3 horas apareceu um médico ainda mais jovem que lhe perguntou o que tinha.
O meu pai começou a explicar tudo, com grande esforço, porque já mal conseguia falar, mas o médico interrompeu-o passados 10 segundos de explicações e, olhando apenas para os papéis que tinha nas mãos, lhe disse, no tom mais seco que já ouvi a alguém:
- olhe, isto é assim: Eu devia fazer-lhe uma endoscopia, mas como o sr tem aqui suspeitas de enfarte de miocárdio não lha posso fazer. Virou as costas e foi-se embora.
Fiquei a olhar para o meu pai e ele para mim, atónitos.
E agora?
Ao que o primeiro médico jovem me respondeu que «em princípio iam mandá-lo de volta para Seia».
«- Mas sem poder comer nada? perguntei.
Então não vêem o que é que ele tem, que o impede de engolir nem que seja uma gota de água»?
Não obtive resposta.
O médico encolheu os ombros e foi-se embora.


Passado mais uma hora, uma profissional de bata larga, aberta e esvoaçante de cor verde (não sei se seria médica) jovem e divertidíssima, que esteve sempre a rir-se e às gargalhadas com os colegas, dirigiu-se ao telefone e perguntou se havia alguma ambulância para Seia.
Eram 19 horas. Não sei o que lhe responderam, mas ela, gargalhando sempre, gritou:
- Que sorte! E depois de mais de cerca de 5 minutos de conversa de circunstância sobre saídas à noite e marcações de jantares com a pessoa do outro lado, desligou o telefone, sempre a rir.
Estava visivelmente satisfeita.
Ainda bem, - pensei eu. É sinal que as coisas lhe estão a correr bem.


Passou-se uma hora.
Eu perguntei de novo a um médico que passava se iam mesmo enviá-lo para Seia, porque o meu pai já tinha muita dificuldade em respirar e dizia que lhe doía tudo.
Disse-me para esperar.
Às 20 horas e 15 minutos, a médica das gargalhadas, sempre sorrindo, telefonou outra vez.
«Ainda está aí a ambulância para Seia»?
Ficou mais séria. Percebeu-se nitidamente que já não.
- Mas eu tinha-a pedido... balbuciou, agora sem rir.
Acabou a conversa e escreveu num papel aos pés da maca do meu pai:
«Transporte para Hospital de Seia pedido às 20 horas».
Continuei à espera, ao pé dele, e cerca das 21 horas comecei a passar-me da cabeça e tirei várias fotografias, com o telemóvel, ao papel e ao estado em que o meu pai estava.
Praticamente já não falava.
Aproxima-se de mim um médico e convida-me a sair, «para evitar confusão». Não havia qualquer confusão.
Em toda a tarde do dia 22 não tinha entrado nenhum doente em estado grave, pelo que o mais grave seria mesmo o meu pai.
Mas acatei a ordem e saí, informando que ficava à espera do doente nas urgências.
Mal tinha chegado lá fora ouço chamar ao microfone «os acompanhantes de João Tilly dos Santos».
Voltei para dentro a correr.
Ao chegar lá, novamente, aproxima-se de mim um médico que se identificou como sendo o chefe da equipa e me disse que «lhe tinham dito que eu andara a tirar fotografias ao banco, o que era muito desagradável.»
Eu respondi que tirei fotografias ao meu pai, apenas, e mostrei uma delas.
Perguntei se o meu pai sempre ia para Seia ao que ele respondeu que não sabia (!), e perguntou-me a mim se o cardiologista lhe tinha dado alta (!!!).
Fiquei embasbacado e respondi que não sabia mas que «era o que estavam a dizer (a médica das gargalhadas ao telefone)».
Disse, então, que devia ir para Seia, devia, mas nitidamente sem saber do que estava a falar (por não conhecer absolutamente nada do quadro clínico do doente).
Vim-me embora e fiquei à espera dele, cá fora.
Isto eram 21:10h.


Para abreviar a história, informo que a ambulância partiu do Hospital com o meu pai dentro às 01:10h da manhã.
E o mais grave é que a ambulância que o trouxe, estava estacionada à porta do Hospital há, pelo menos, 4 horas.


Seguimos a ambulância até Seia, onde chegámos cerca das 2:15h da manhã.
O meu pai estava no pior estado em que o vi na minha vida e apenas arranjou força para me dizer: «foi a pior viagem da minha vida. Não aguento outra».
Mal sabia ele que iria ainda fazer mais duas.
Entrou para dentro do hospital de Seia e duas enfermeiras disseram à minha mãe que o não podia acompanhar a partir daí e que tinha que se ir embora.
Fomos.
Estávamos arrasados fisica e psicológicamente (como estaria o meu pai...)




Terça- feira, 23 de Março
O meu pai é enviado para a Guarda às 5 da tarde com o pretexto de Seia não ter Pneumologia.
Lá foi.
Eu ainda me meti no carro para o acompanhar, mas como a minha mãe foi com ele na ambulância, combinei com a minha filha ir vê-lo na tarde do dia seguinte - quarta-feira, que eu tinha a tarde livre, escusava de faltar às aulas. Ela concordou.
Mal sabíamos nós que não mais o veríamos vivo.
À saída, o meu pai ainda teve a lucidez de se despedir (definitivamente) dela e da mãe, dizendo claramente: «para a Guarda não quero ir, porque eu vou morrer lá.»


Quarta-feira 2 de Março.
Estive desde as 9 da manhã ininterruptamente (de 5 em 5 minutos) a tentar ligar para o hospital da Guarda.
Primeiro para a Pneumologia - consegui ligação às 10:30h da manhã e de lá disseram-me que ainda não tinha dado entrada.
Devia estar ainda nas urgências.
Liguei para o geral. Informaram-me que não podiam ligar para as Urgências, que tentasse as Relações Públicas.
Consegui ligação às 11:45h sensivelmente.
Informei que tinha estado toda a a manhã a tentar ligar e que por favor me desse a informação pretendida agora que tinha conseguido, para não me voltar a acontecer o mesmo.
Respondeu-me uma senhora muito simpática a dizer que ia ver, e que depois me ligava sem falta nenhuma, para o que lhe dei o meu número, agradecendo muito o obséquio.
Não mais me ligou.


Às 12:30h, hora a que saí das aulas, tinha à minha espera a minha filha e a mãe, que me deram a pior notícia do mundo.


Tal com o ele tinha previsto, tinha efectivamente morrido... mas em Coimbra!?

Meti-me no carro como um autómato e saí para Coimbra e durante a viagem, em telefonemas múltiplos tentei perceber o que se tinha passado.
Só em Coimbra, em conversa com a médica (brasileira) que lhe prestou a última assistência, percebi.
Tinham-no enviado do hospital da Guarda para o hospital de Coimbra, onde chegou cerca das 3 da manhã. Sem passarem cartão aos familiares.
A médica não soube explicar o que ele tinha, porque não descobriu qualquer relatório médico na recepção e apenas me disse que quando ela entrou, às 10 horas, recebeu o doente vindo da cirurgia (!), mas onde nada lhe tinha sido feito (!!).
Estava já em estado crítico e às 10:30h teve a primeira paragem cardíaca.
Foi reanimado 3 vezes, até que o coração deixou de bater às 11 horas.
Causa da morte: DESCONHECIDA.


Portanto:
Não se sabe porque foi enviado para Coimbra de madrugada sem o conhecimento dos familiares.
Não se sabe o que lhe fizeram na Guarda - presume-se que nada pois nem chegou a entrar na especialidade para a qual foi enviado.
Não se sabe o que lhe fizeram em Coimbra até às 10 da manhã - durante as horas em que supostamente terá estado na cirurgia. Presume-se que nada, tal como durante todo o dia 22, pois nada consta do seu relatório médico.
Sendo certo que não existem relatórios de medidas tomadas em nenhuma circunstância em Coimbra até às 10 da manhã, sou forçado a concluir que subsiste durante 3 dias seguidos negligência grave, a somar à negligência dos transportes sucessivos a que foi submetido um doente em estado de debilidade extrema.


É claro que não é o soro que cura um doente que vem diagnosticado com possibilidade de pneumonia - à qual não foi tratado - ou enfarte de miocárdio - ao qual também não foi tratado.
Nada lhe fizeram. A não ser deixá-lo entendido numa maca num corredor dos HUC a definhar visivelmente.
E a mim, questionarem-me por ter tirado fotografias.
Se usassem a mesma diligência para tratar os doentes, o meu pai estaria vivo.


Na participação que fizemos no DIAP eu e o meu irmão "exigimos" a realização da autópsia, corroborando o pedido da médica que ficou extremamente chocada quando lhe dissemos que o doente tinha saído dali, daquele mesmo serviço, meras 27 horas antes.

Não sabia! Não tinha qualquer registo nesse sentido!

E que, depois disso, o doente já tinha feito mais de 320 quilómetros e corrido mais 2 hospitais até chegar novamente ao ponto de partida, numa dança macabra entre hospitais que terá ajudado bastante ao trágico desfecho.

O Ministério Público acedeu e a autópsia foi realizada no dia 25 às 11 da manhã.
Aguardam-se as conclusões para se saber aquilo que nenhum médico quis saber, pelo menos em Coimbra: De que padecia aquele doente?

Assim se acaba uma vida, inglória e desnecessáriamente, por um acumular de negligências, quando bastava um pouco de cuidado de apenas um médico ou enfermeiro para que tivessem tido o bom senso de não enviarem o doente, naquele estado, muito mais debilitado do que entrou, com dores muito mais agravadas e sem poder ingerir nem sequer uma gota de água, de volta para Seia.

Por muito que paguem esta negligência, nada fará ressuscitar o meu pai.

Escrevo o que aconteceu para alertar quem ler esta triste história para o estado a que chegaram os Hospitais em Portugal.

Para terminar, o pior: toda a gente conhecida que eu lá tinha, no Hospital, me perguntou: mas porque é que tu não me deste um toque? Eu acompanhava o teu pai e a coisa de certeza que não acabava assim...


Isto é que dói.
Descobrir que a medicina, no Serviço Nacional de Saúde, só funciona minimamente quando há "conhecimentos" e "amizades" entre o corpo clínico.

3.20.2006

3 anos depois da invasão... por lapso


50 mil mortos entre a população civil do Iraque e mais de 4 mil entre os soldados invasores são as contas provisórias da tragédia que George Bush levou àquelas gentes.
Já pediu desculpa, dizendo que as informações que tinha estavam TODAS erradas.
Todos o sabíamos e Bush foi o primeiro a sabê-lo até porque foi assim que as encomendou.
Era preciso um pretexto para derrubar Saddam e para tomar conta do imenso mar de petróleo que jaz sobre aquela terra martirizada.
Correu mal. É certo que capturou o ditador, mas está tudo pior que antes.
Aquele país simplesmente não existe. A guerra civil aproxima-se a passos largos entre as duas etnias principais fruto do recrutamente maioritário de uma delas para a «polícia» do Iraque, levado a efeito pelos americanos.
As torturas nas prisões, de que o programa 60 minutes da NBC fez esta semana eco, demonstrando que toda a gente (até Bush) sabia perfeitamente dessas práticas, porque elas eram formalmente ordenadas desde o topo da cadeia de comando, acaba de lançar por terra os últimos e frageis argumentos de uma administração americana corrupta e selvagem, como não se suspeitaria pudesse existir no limiar do sec XXI.
E a culpa não pode ser assacada a Rumsfeld ou a

Sobre o falso pretexto da Invasão, toda a europa livre o afirmou, centenas de analistas independentes em todo o mundo escreveram profusamente sobre esse embuste, denunciando as verdadeiras intenções do genocida americano.
Ontem, Hugo Chavéz chamou Bush de «cobarde, de louco, de psicopata, de bêbedo e de assassino» directamente e por várias vezes em directo na televisão Venezuelana.
Bush não responderá, como todos os cobardes, dando plena razão a Chavéz.
50 mil mortos não serão esquecidos por nenhuma das partes.
Nem por nenhuma das famílias.
O Mundo está muito mais inseguro do que antes de Bush ter tomado posse.
Por sua culpa e sua tão grande culpa.

3.17.2006

Desaparecida


Maria Cecília está desaparecida desde o dia 26 de Fevereiro.
Por favor se alguém tiver visto, é favor informar
21 782 69 408
Pode ligar a cobrar.
Obrigada.
Marta Alexandra Sá Oliveira Pinho

3.10.2006

Demasiado ocupado com o vídeo digital



Peço desculpa aos meus leitores por, ultimamente, ter escrito pouco ou quase nada. Ando demasiadamente ocupado com 2 projectos de vídeo digital (DVD). E ambos para Manteigas.
Estou a terminar um projecto lindíssimo sobre a vida das trutas para o Viveiro de Manteigas.
Muito bonito e didático.
É caso para dizer que tive que chegar aos 45 para ir às trutas...

2.20.2006

Limpa Neves avariado "corta" os acessoa à Serra e indigna comerciantes do Sabugueiro.






O último domingo, 19/02, foi um dia para esquecer na Aldeia mais alta de Portugal, que, nesse dia, parecia uma aldeia fantasma.
Poucos foram os aventureiros que conseguiram chegar ao Sabugueiro, já que a estrada de acesso, desde Seia, foi cortada logo no princípio da manhã, pela GNR, que, à fonte das 4 bicas, obrigava a recuar os milhares de condutores que, durante toda a manhã, pretendiam dirigir-se à Serra.
Nesse domingo, a Serra terminou antes de começar para todos aqueles que a procuraram, e logo naquela que é a sua Porta de Entrada: em Seia.
Um súbito nevão que caiu ao princípio da manhã, aliado à muito criticada falta de limpa-neves, motivou o referido corte total da estrada de acesso à Torre, logo a partir da base.
Milhares foram os automóveis e centenas os autocarros que se concentraram, consequentemente, na nossa cidade. Um movimento como há muito não se via.
Mas um movimento negativo de pessoas tristes e compreensivelmente mal humoradas.
Muitos procuraram outras entradas via Guarda e Covilhã.
Esses tiveram sorte porque essas entradas estiveram sempre desimpedidas.

Os comerciantes do Sabugueiro é que não se resignam e acusam o Instituto de Estradas de Portugal de inépcia pelo facto de, desde as 8 da manhã até ao meio dia, não se ter visto um único limpa-neves a limpar a estrada.
Ao que apurámos, o único limpa neves de serviço no centro de Limpeza de Neve do Sabugueiro avariou e, pelos vistos, não foi possível repará-lo a tempo de abrir a estrada ao turismo.
«Perderam-se milhares de contos, hoje» queixava-se um comerciante local.
«Como é possível que durante uma manhã inteira de domingo a estrada não fosse desobstruída? - questionam.
«Bastava uma passagem do limpa neves, já que a a neve até era pouca, alguns carros furaram a barreira e chegaram cá bem»... queixavam-se.

Luis Mestre, o proprietário do restaurante Miralva, perguntava «para que serviu o terreno que a Junta de Freguesia ofereceu ao Centro de Limpeza de Neve do Sabugueiro, se no dia em que é mais preciso (domingo) o limpa neves não funciona».
«O que se passa com a manutenção dos limpa neves?» - pergunta.
«Será que o IEP não tem dinheiro para fazer uma manutenção capaz ao equipamento que é pago por todos nós? Como é que os limpa-neves podem avariar no primeiro dia em que são mais precisos e depois de tantas horas ainda não estão reparados?»

Os comerciantes em geral estão revoltados com o IEP mas não só.
Também com a Protecção Civil «que não se vê» e com o Presidente da Câmara, que nas eleições anteriores (há 4 anos) prometeu dotar o Sabugueiro de meios que propiciassem o seu desenvolvimento e que «iria dar uma lavagem de cara ao Sabugueiro para o tornar mais atraente».
A verdade é que - dizem - tudo continua exactamente na mesma, mais de 4 anos depois.

A grande questão é: os milhares de turistas que neste domingo se sentiram defraudados ao percorrerem, ao engano, centenas de quilómetros para virem à Serra, voltarão cá?
Seguramente não entrarão mais pela porta de Seia... procurarão outras, para evitarem cair no mesmo erro.
E quem paga somos todos nós.

2.19.2006

Ó Sócras! Tapa lá a boca a estes, também!


Manda lá fazer uma rusga à redacção destes - tipo PIDE em 1955 - e apreender uns computadorzecos, pá, que isto não está a correr nada bem...
Estes malucos ainda não perceberam que têm que te prestar vassalagem, porque tu és o verdadeiro «Encolhido»; perdão: o «Escolhido».
«The chosen one», como diria o teu Freitas choné...

2.02.2006

Zé Povinho em todo o seu esplendor


A mais bela imagem do Zé povinho, por Cristina Sampaio.
Um autêntico hino à tuguice avassaladora que nos estupidifica a mente e nos fecha a porta do sec 21.
Está tudo aí.
Parabéns, Cristina!

1.27.2006

Ordenados na RTP


Luís Andrade – Tem a 4ª Classe é Consultor na RTP e ex Director de Programas.
José Alberto Carvalho – Tem o 12º Ano e é Jornalista e é Subdirector de Informação.
José Rodrigues dos Santos – É licenciado em Jornalismo e ex Director de informação.
Judite de Sousa – É licenciada em Letras e Subdirectora de Informação
Maria José Nunes – Tem o Ensino Secundário???? e é Operadora de Supervisão de Imagem.

11.02.2005

Flickr

This is a test post from flickr, a fancy photo sharing thing.

Serraprincipal

Serraprincipal
Serraprincipal,
originally uploaded by joaotilly.

10.17.2005

Quando deixamos a nossa promoção turística por mãos alheias, acontecem coisas destas....


Uma imagem belíssima de uma das freguesias mais marcantes de Seia - a Cabeça - é confundida com o vizinho Casal do Rei, na freguesia da Vide, no site oficial da Associação Nacional de Municípios portugueses.

Mais grave é dizer-se lá que «A informação e imagens veiculadas foram cedidas pelo respectivo Município»... e, no fundo da página, para que a ninguém restem dúvidas:
«A informação contida nesta secção foi integralmente fornecida pelos municípios aderentes a este projecto. »
Eu recuso-me a acreditar nisto!
Uma coisa é distracção, mas outra é brincarmos com coisas sérias!

Há que, urgentemente, começar a trabalhar neste sentido, sob pena de nos despromovermos e descredibilizarmos enquanto destino turístico de elevado potencial.

10.12.2005

A Cruz




























Quem é que a há-de carregar nos próximos 4 anos?

Curiosidades eleitorais:
Em Seia ganha quem está no poder na altura das eleições

1 - No Concelho de Guterres - Fundão - o PSD ganha novamente com maior maioria do que o PS ganhou em Seia. 64.3% contra 24.39% do PS.
A freguesia onde Guterres nasceu - Donas - que já foi socialista, é hoje esmagadoramente Social Democrata.
Porque será?
Será que são clientes do Mini Preço?

2 - Já em Seia não é assim: o padrão em Seia repetiu-se em todo o lado: ganhou quem estava no poder na altura das eleições.
O PSD manteve as freguesias onde já tinha ganho (Girabolhos e Lages) e também aí aumentou a margem. Sem campanha eleitoral nenhuma. Perderia a Teixeira (o presidente já se tinha passado para o PS) e perdeu Sandomil onde os elementos do PSD se passaram, há meses, para o PS com a esfarrapada capa de independentes. Mas pegou. Ganha quem lá está - é o lema do concelho.
A única excepção foi Tourais que se ganhou apenas por 3 votos. O antigo presidente não andou a carregar eleitores residentes fora do concelho... e naturalmente, perdeu.
Em Vila Cova, Sazes e Vide só não aconteceu o mesmo porque quem lá está há muitos anos sabe muito...
3 - O padrão repete-se com maior curiosidade em Loriga. Ganhou quem lá estava, como em todo o lado mas, apesar de ter ganho o PS, no executivo não há nenhum socialista. Mas também não se pense que se trata dos chamados "independentes" socialistas, não!
O Presidente sempre foi conotado com o PSD, o nr 2 é militante (de cartão) do PSD e o terceiro é conotado (segundo lá se diz, que eu não o conheço pessoalmente) com o CDS!
Portanto o que se conclui em Loriga é o mesmo que se conclui em todo o concelho: o povo vota em quem já lá estava, independentemente das suas convicções partidárias e dos partidos pelos quais dão a cara.

Adivinhas

Qual é o país, qual é ele...?
Onde um cidadão de 81 anos, depois de ter cumprido 10 anos de mandato como Presidente da República e de ter estado 10 anos a viver disso, decide candidatar-se novamente, com aquela idade, passando por cima de um amigo de longa data?
Qual é o país, qual é ele...?
Onde três candidatos autárquicos com fortes probabilidades de vencer estão indiciados por processos fraudulentos e uma outra candidata apesar de ter mandado de prisão emitido, e depois de foragida no Brasil durante ano e meio, volta e não é presa e tem toda a cidade a aguardá-la tal qual D.Sebastião?
Qual é o país, qual é ele...?
Onde o único galardoado (vivo) com um prémio Nobel vive no país vizinho?
Qual é o país, qual é ele...?
De onde é oriundo o que é considerado o melhor treinador de futebol da actualidade, e cujo seleccionador nacional é estrangeiro?
Qual é o país, qual é ele...?
Onde o maior sucesso nacional do ano é um disco de originais de um músico que morreu há quinze anos?
Qual é o país, qual é ele...?
Onde os dois guarda-redes da selecção nacional são suplentes de dois guarda-redes nos respectivos clubes?
Qual é o país, qual é ele...?
Onde o nome da mascote do principal evento desportivo alguma vez organizado começa por uma letra (k) que não faz parte do seu alfabeto?
Qual é o país, qual é ele?

10.11.2005

Manipulação ou fraude eleitoral?

Tenho sido contactado por todas as listas em todas as freguesias onde concorremos, com histórias mirabolantes de casos que configuram generalizadamente manipulação eleitoral nas últimas eleições.
Desde casos em que se foram buscar pessoas a Lisboa, à Guarda, ao Porto da Carne, a casos em que se pagaram viagens desde Lisboa, para que as pessoas viessem votar às freguesias onde estão recenseadas.
Isto não configura fraude. Quando muito manipulação.
Mas pior manipulação é aquela que se incutiu aos velhinhos em que se garantia que «os gajos querem-vos ficar com as reformas».
É evidente que esta, sim, é manipulação.
E da manipulação à fraude vai o passo de um anão, porque ninguém sabe qual será, por exemplo, a orientação de voto daquele idoso de 94 anos que foi votar pela primeira vez na sua vida, numa cadeira de rodas, sendo que alguém teve que ir votar por ele, pois não chegou a saber onde se encontrava nem o que estava ali a fazer.


Não digo que se não fossem os milhares de velhinhos que acorreram em massa às eleições, este ano, a vitória pendesse para o lado do PSD. Não.
A dimensão da derrota não se compadece com essa tese.
Mas o que garanto é que o resultado eleitoral seria obviamente muito diverso do que se verificou.
Muitas freguesias ter-se-iam ganho.
E também muitos deputados para a Assembleia Municipal e pelo menos mais um vereador teria sido ganho se não tivesse existido esta onda manipulatória generalizada.
Nessa medida podemos dizer que a gigantesca manipulação que se verificou ao nível da votação da 3ª idade, nestas eleições, alterou substancialmente o panorama e a verdade eleitoral.
Se é fraude ou não, os técnicos dessas coisas que o digam.

A má notícia esperada finalmente chegou:
A ARA vai começar com os despedimentos

No primeiro dia após as eleições (e não por coincidência, por certo), as chefias foram chamadas à Administração que lhes comunicou que, devido ao corte de encomendas da Alemanha - a ARA produz diariamente 2.400 pares de sapatos de um determinado modelo e o serviço de encomendas, na Alemanha, só necessita de 840 - a unidade vê-se na contingência de ter que despedir trabalhadores. Não se refere, para já, o número de funcionários a dispensar.
A informação foi passada a todos os trabalhadores sem pedido de sigilo.
Os despedimentos começarão a afectar os trabalhadores mais faltosos.
Haverá lugar a negociação e posteriormente os trabalhadores receberão a respectiva indemnização e o subsídio de desemprego.

Mais um rude golpe para um concelho que, só este ano, já perdeu uma indústria em Loriga, outra em Vila Cova, outra em Vodra, viu deslocalizar a MRG e o fecho de todos os serviços da EDP.
Com a redução de pessoal do maior empregador do concelho as coisas deterioram-se ainda mais para as parcas condições de vida da população.

Entretanto na nova Zona Industrial/Empresarial/Industrial-Outra-Vez da Abrunheira que já fez as primeiras páginas de todos os jornais e do boletim municipal por mais que uma vez, ainda não se vislumbra uma única empresa a instalar-se.
Aguardamos pacientemente pelo estrondoso sucesso empresarial da Abrunheira anunciado por este executivo para que o desemprego baixe substancialmente nesta terra.

Seia é uma ilha socialista num mar laranja


Somos mesmo mais espertos que todos os outros vizinhos juntos!
Devemos ter características especiais de territorialidade que não se encontram nos nossos vizinhos, embora eles compartilhem connosco o mesmo rincão de território.
Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra; Nelas e Mangualde, no distrito de Viseu: Gouveia e Manteigas no distrito da Guarda e Covilhã no distrito de Castelo Branco são todos concelhos ganhos e re-ganhos pelo PSD.
E são estes os concelhos que nos rodeiam. Quer no vale, quer na Serra.
Mas nós somos diferentes.
Somos a tal aldeia gaulesa irredutível, a tal ilha socialista, rodeada de um imenso mar laranja.
Aqui é o sol que anda em volta da Terra. E os rios (de esgoto) nascem no mar do subdesenvolvimento perpetuado.
Nós é que estamos certos.

Cada terra tem o que merece

Ao contrário do que se passou em todo o país, onde o PSD conquistou quase tudo, aqui a coisa virou-se exactamente ao contrário.
E, apesar de não ter tido hipóteses de implementar nem 5% do projecto de pré-campanha e campanha inicialmente traçado, interpreto a derrota clara de hoje como um óbvio falhanço da minha estratégia.
Ao PSD e a Nuno Vaz peço que me perdoem.
Fiz o que pude dentro dos condicionalismos e da elevação da qual não abdicámos.
Não sei movimentar-me no bas-fond da sociedade.
Não sou capaz de meter medo aos velhinhos nem ameaçá-los que o «outro lhes corta as reformas e os expulsa dos lares», como aconteceu um pouco por todo o lado.
Mas é isso que, em todo o concelho, dá votos.
Nesta eleição - aquela que já começa a ser chamada «a eleição dos coxos» -gente que mal se podia arrastar compareceu nas assembleias de votos por todo o lado.
Não por alegria, que a saúde há muito lho não permite, mas por medo de morrer à fome, sem reformas e abandonados num qualquer canto.


Contra isto, não há projectos nem ideias nem verdades que resistam.
Nunca esperámos que tal acontecesse. Fomos ingénuos a ponto de acreditar que a campanha eleitoral era um palco de debate de ideias.
Foi um palco de um filme de terror perpetrado contra os velhinhos que responderam em massa e por "obrigação" temendo pelas suas vidas.


Mais uma que se aprende.


Continuo a considerar que Nuno Vaz era o melhor candidato de que o PSD podia dispor neste momento. Não foi por causa dele que se perdeu.
A qualquer outro aconteceria o mesmo.
A desproporção dos números e a mobilização gigantesca que se gerou justamente para combater Nuno Vaz estão aí para o provar.


Mas estou convicto que a História de Seia, passada esta época de violenta desinformação e obscurantismo, se encarregará de o registar.





Aqui vai o resto do desabafo para quem quiser entrar um pouco mais neste tema:
Sempre acreditei que os senenses eram sensíveis à Verdade, como o são em quase todo o país. Esse foi o meu erro.
Em Seia, tal como em Felgueiras, por exemplo, a estratégia que funciona é a do obscurantismo, e não a da lógica ou a da verdade.
E essa estratégia não a domino eu. Nem a quero dominar.
Prefiro perder nas urnas e continuar a pertencer a uma grande minoria que usa a cabeça para mais alguma coisa que não seja apenas o pentear-se.
Prefiro manter-me manifestamente Minoritário.
E intelectualmente autónomo.

Mas lamento imenso que Seia não se digne dar uma única oportunidade ao PSD.
O Partido que ganhou em todo o país, e no distrito da Guarda, por esmagadora maioria.
A população do Distrito da Guarda, da Madeira, dos Açores, das maiores cidades do país aprenderam a dar valor ao dinamismo e à criatividade.
Mas Seia continua a não querer experimentar coisas novas.
O caciquismo de Seia prefere manter o rumo - que a tem levado à desertificação, à perda das Indústrias e do Turismo. E aos rios de esgoto a céu aberto por todo o lado.


Numa mobilização histórica, desta vez só o cão e o gato não vieram votar.
Muitos a arrastarem-se sem fazerem a mínima ideia de onde estavam, carregados literalmente para as urnas, na fase final das suas vidas vegetativas.
Uma indignidade e um horror que só a quem a ele assistiu durante todo o dia de hoje pode avaliar.
Daqui a 4 anos, dezenas destes velhinhos moribundos terão já falecido.
Mas haverá outros mais, muitos mais, cada vez mais velhinhos com AVCs a chorar por não poderem sequer falar, e a serem conduzidos por quem os dominar na altura, para as secções de voto.
Resta-me a consolação de imaginar que àqueles que hoje arrastam os velhinhos para as cabines, e por eles votam, daqui a 30 anos também alguém lhes fará o mesmo.


É que o sistema obscurantista é ciclico e auto-alimenta-se sempre dos antigos predadores.


Ao PSD e a Nuno Vaz peço que perdoem a minha (errada) estratégia na abordagem destas eleições.
Deviamos ter descido ao nível dos esgotos a céu aberto. Do arranque das tarjas, das ameaças, do pintar as suas caras de preto, tal como nos fizeram a nós.
Era, provavelmente, a estratégia apropriada para o tipo de eleitorado a que nos dirigíamos.

Mas eu não seria capaz de o fazer.

3.18.2005

Já há candidato do PS à Câmara da Guarda


Joaquim Valente: candidato do PS à Guarda.
É actualmente vereador em Celorico da Beira.
Joaquim Valente vai ser o candidato do PS à Câmara Municipal da Guarda nas próximas autárquicas. O nome do actual vereador da CM de Celorico da Beira foi escolhido a noite passada.
António Saraiva, presidente da Comisão Politica Concelhia do PS da Guarda, adiantou que foram várias as razões que levaram à escolha de Joaquim Valente. "Razões de ordem técnica, politica e profissional. Achámos que a melhor opção seria precisamente Joaquim Valente e a Comissão Politica assim o decidiu".
O lider do PS da Guarda considera tratar-se do candidato certo, admitindo que com a sua eleição "a Guarda poderá ter ainda mais oportunidades para um progresso e um desenvolvimento sustentado".



Lá está! O desgraçado do desenvolvimento sustentado a martelar a cabeça ao povo.
Os gajos aprenderam esta e agora quem é que os cala?
Bem. Se a Guarda já tem candidato, é a vez de Eduardo Brito informar a Comissão Política do PS de Seia que, na sequência dos inúmeros convites que recebeu para exercer as funções de chefia de uma das 304 Direcções Gerais que foram postas à sua disposição, em mais um grande sacrifício que patrioticamente teve que aceitar fazer, apoia para candidato pelo PS à Câmara de Seia.... Tcharaaam!!!!
Nenhum.

Povo que merendas no Fontelo

Povo...
que merendas no Fontelo...
Que bebes uns gandas tintóis....
E cortas chouriço e pão...


REFRÃO
Pode haver quem te transporte
Quem te entreviste na rua
E te leve à televisão...
BIS
Pode haver quem te defenda
Te limpe o chão conspurcado
Mas o meu teclado, não.

A casa do meu avô está aqui


A casa do meu avô, onde a minha mãe nasceu, está aqui em baixo.
De água.
Moinho Cimeiro, Fagilde, Mangualde.
Esta é a barragem de Fagilde, bastante abaixo do seu nível normal.
Mesmo assim não chega para se ver a casa e as "poldras" - fila ordenada de grandes pedras de várias toneladas cada, cravadas no leito do rio há centenas de anos, espaçadas de alguns centímetros para deixar passar a água, e sobre as quais homens e animais atravessavam o rio Dão.
Nas Férias da Páscoa - porque até ver os professores ainda têm meia dúzia de dias de férias na Páscoa - tentarei recolher fotos antigas deste local, outrora místico para muita gente das redondezas e hoje completamente alagado pela inevitabilidade do "desenvolvimento sustentado".
Não encontraram aqui pinturas rupestres que insustentassem esse mesmo desenvolvimento...
Azar nítido.

Seia: a capital do paralelo

Seia já foi a capital da neve.
Hoje, é a capital do paralelo.
Por todo o lado, como uma onda gigantesca, é vê-los a invadir ruas por esse concelho fora.
«Este ano estamos garantidos! Até trabalhamos ao sábado e ganhamos o dobro. Por hoje já está feita» - garantia, às 5 da tarde, o motorista de uma "banheira de paralelos".
«Esta leva 30 metros cúbicos. Para a câmara de Seia é sempre a aviar.»
Porquê a invasão do paralelo?
A resposta surge na ponta da língua de todos: é ano de eleições!
Portanto, como eu dizia, não há ninguem que não perceba a manobra.
Deixam-se as populações à mingua, durante 3 anos e, nos últimos meses, faz-se uma obra aparatosa no centro das aldeias, pelo frenesi do voto.
Vamos lá a ver se, ainda mais esta vez, o velho truque dá resultado...

«São as águas e os esgotos, diz o povo de Pinhanços. Primeiro foram os passeios. Já cá andam há uns meses...»
Pois é. Mas não passa de pura fachada, mais uma vez.
Porque as novas canalizações levam os esgotos para onde?
Para aqui.
Para o rio Seia.
Em mais um permanente atentado ambiental.
Não se constroem as prometidas ETARs, que não dão votos. Esventram-se as ruas e estacionam-se as máquinas em frente às igrejas pensando que o povo, embrutecido por tanto paralelo, gosta de as admirar.

E os esgotos continuarão a ser descarregados no rio, direcção a Seia.
Para quê uma ETAR em Arrifana, construída há já 5 anos, se o rio continua a vir poluído desde Pinhanços, a montante?
Em Seia as prioridades continuam invertidas. Em vez de se começar pelas infraestruturas, começa-se pela ostentação.
É a velha história do vaidoso que se perfumava em vez de tomar banho...

Portugal 80 anos à frente na tecnologia


Em que outro país da europa dita civilizada se pode encontrar uma prova do desenvolvimento popular como esta?
Afinal somos algum país de iletrados?
De analfabetos?
De pobres?
De doentes?
É mentira!


Somos um país de incompreendidos.
Isso sim.

Tracção, animal!

Não sei como é que continuamos a ser o país mais atrasado da Europa, segundo a OCDE, quanto até os nossos VATA - veículos autónomos de tracção animal - sabem bem qual a mão pela qual devem circular.
Estamos mas é 100 anos adiantados em tracção animal relativamente à investigação robótica europeia.
E até mesmo relativamente aos EUA.
Aposto que em Nova Iorque inteira não se vê este avanço tecnológico.

Ana Gomes chama Sócrates de «Machista»


Vá lá alguém perceber isto!


A propósito de haver apenas 2 mulheres num governo de 16 pastas, a socialista Ana Gomes acusa descaradamente José sócrates de «Machista».
«no PS português prevaleceu o machismo anacrónico que, por um qualquer pretexto, excluiu das listas a Presidente eleita do Departamento de Mulheres».
Ficámos a saber que no PS existe também um departamento de mulheres.
Vá-se lá saber porquê, mas existe.
Registe-se.
Mas não fica por aí:
«Uma vergonha para Portugal e para o PS! E uma ofensa para as mulheres portuguesas. E sobretudo para as numerosas mulheres capazes e experientes, que, por todo o país, o PS conta como valiosos quadros e como apoiantes em todos os sectores profissionais, sociais, académicos e autárquicos.»


Ó Aninhas, querida: tu não estarás, por acaso, a ver o filme ao contrário, minha santa?

2.27.2005

A Mosca


Histórias senenses com uma pitada de... nem sei de quê, já.


«…ou está c’o a mosca, ou cheira-lhe a palha» Popular






1 – A quinta e o Concelho
O PSD de Seia acusa Eduardo Brito de gerir o município como se este fosse uma quinta sua.
A Mosca foi investigar e descobriu que esta afirmação é completamente errada.
A Quinta do edil, em 12 anos, multiplicou muitas vezes o seu valor. Vale hoje uma fortuna considerável, enquanto que com o Concelho, nos mesmos 12 anos, se passou precisamente o contrário. Hoje não vale a quinta parte do que valia.
O PSD, a bem de todos nós, deveria ter pedido ao sr Presidente exactamente aquilo de que o acusa: que tivesse gerido o Concelho, nos últimos anos, como se da sua própria quinta se tratasse…


2 – O pagar é tarde ou nunca


A Mosca teve acesso ao Programa eleitoral do PS para 2002 - 2005, denominado «Vamos a Mais» e deparou com a seguinte listagem de promessas e objectivos:
Mais emprego, reabilitar a zona Industrial, reflorestação, construção do novo Hospital, do Aeródromo, do Centro de exposição e Feiras, das novas acessibilidades IC7 e IC37.
Implementar o ensino das artes, bibliotecas nas freguesias, a rede de museus e consolidar o ensino superior. Construir a Universidade dos Tempos Livres, a Pista sintética de ski e Piscina Municipal.
Servir todo o concelho com ETARes, recuperar os centros históricos nas freguesias, as aldeias de montanha, modernização das estradas, revisão do PDM, do Ordenamento do PNSE, reabilitação de espaços verdes na cidade, do Centro Histórico, Bairros da Fisel, Raposeira, e Barroca da Fonte e Construção do Cemitério Municipal.
Aumentar os níveis de segurança pública e reivindicar autonomia para o comando da GNR.
Até hoje, que estamos a 8 meses do fim do mandato, destas 29 promessas (tantas quantas as freguesias, curiosamente) só 1 (uma) delas começou a ser cumprida – As ETARes.


Mas calma! Daqui até Outubro tudo isto e muito mais será, por certo, implementado. A Mosca só não percebe porque é que o programa refere o quadriénio 2002-2005.
Não devia ser só «Vamos a mais… tarde ou nunca»?


3 – Blues, Caldeirada & Chulas iLda.



Decorre o festival de Jazz & Blues em Seia. Em apenas 6 meses, já é o segundo (2º) evento cultural promovido à exaustão pelo município, porque atendendo ao nr de bilhetes que estão a ser oferecidos na rua, só falta pagarem às pessoas para lá irem.
À emergente política cultural de dar bilhetes à fartazana aos amigos enquanto os que o não são secam nas bichas para os comprar chama-se “sensibilização para a criação de velhos públicos”.
Tanta actividade cultural constitui um record absoluto em Seia. Se a edilidade continua a perder a cabeça desta maneira, ainda nos arriscamos a chegar ao final do ano com o inacreditável número de 4 - eventos – 4! Num ano apenas!!!
Quem é que há-de absorver tanta cultura em tão pouco tempo?
A Mosca associa-se a tão oportuno evento de esmagadora importância para a cultura e turismo da nossa região e propõe, para os dois próximos festivais, a realizar obrigatoriamente antes das eleições autárquicas, as seguintes temáticas igualmente muito apropriadas à nossa região:
1º Festival da Caldeirada de Cação & Espadarte da Serra da Estrela – organizado pela Confraria de Caldeiradas da CMS, a entronizar pela própria, expressamente para o efeito.
1º Festival de Música Espacial da NASA & Chulas- Seia. Basta apenas convidar a NASA para este festival. O resto há cá com fartura.

2.26.2005

Manteigas avança com mega-projecto termal.

Serra da Estrela: Autarquia de Manteigas equaciona projecto lúdico-termal
A Câmara de Manteigas está a estudar com a iniciativa privada a construção de um complexo lúdico-termal na vila, revelou hoje à agência Lusa o presidente da autarquia, José Manuel Biscaia. O autarca lamenta, no entanto, "problemas provocados pela burocracia". O investimento previsto "pode ascender a três milhões de euros e está previsto para terrenos junto às termas de Caldas de Manteigas, propriedade do INATEL".
Além das piscinas, "haverá zonas de descanso e lazer em plena água, diferentes tipo de banhos e espaços de hidroterapia", refere o autarca.
A área será complementada com serviços de restauração, comércio e diversão.
Apesar de ambicionar arrancar com obras ainda até ao final do ano, o presidente da Câmara de Manteigas queixa-se de excesso de burocracia, que diz estar a atrasar o processo.

É um valente, o José Manuel Biscaia. Construiu uma pista de ski artificial e agora vai construir este maga-projecto. E queixa-se da burocracia.
Nós, aqui em Seia, queixamo-nos de uma coisa bem mais grave: de não haver projectos para a burocracia emperrar.

1.16.2005

Mais uma sondagem para impressionar o povão


Alguém acredita que o PS tenha 45%?
Claro que não.
Só se a abstenção chegar a 50%...
Alguem acredita que o povo seja tão tapadinho que dê mais credibilidade a um do que a outro?
Mas em que é que o robot Sócrates é melhor que o atarantado Santana? Um indivíduo que veio para as televisões, há pouco mais de um mês, a berrar que «acabar com os PPRs é a morte da classe média» e agora não desfaz esse clamoroso erro, segundo ele próprio?
Então ele também quer a morte da classe média, afinal!
Se fosse mas era dar banho ao cão...
45%?
Vai lá, vai...