2.26.2005

Manteigas avança com mega-projecto termal.

Serra da Estrela: Autarquia de Manteigas equaciona projecto lúdico-termal
A Câmara de Manteigas está a estudar com a iniciativa privada a construção de um complexo lúdico-termal na vila, revelou hoje à agência Lusa o presidente da autarquia, José Manuel Biscaia. O autarca lamenta, no entanto, "problemas provocados pela burocracia". O investimento previsto "pode ascender a três milhões de euros e está previsto para terrenos junto às termas de Caldas de Manteigas, propriedade do INATEL".
Além das piscinas, "haverá zonas de descanso e lazer em plena água, diferentes tipo de banhos e espaços de hidroterapia", refere o autarca.
A área será complementada com serviços de restauração, comércio e diversão.
Apesar de ambicionar arrancar com obras ainda até ao final do ano, o presidente da Câmara de Manteigas queixa-se de excesso de burocracia, que diz estar a atrasar o processo.

É um valente, o José Manuel Biscaia. Construiu uma pista de ski artificial e agora vai construir este maga-projecto. E queixa-se da burocracia.
Nós, aqui em Seia, queixamo-nos de uma coisa bem mais grave: de não haver projectos para a burocracia emperrar.

1.16.2005

Mais uma sondagem para impressionar o povão


Alguém acredita que o PS tenha 45%?
Claro que não.
Só se a abstenção chegar a 50%...
Alguem acredita que o povo seja tão tapadinho que dê mais credibilidade a um do que a outro?
Mas em que é que o robot Sócrates é melhor que o atarantado Santana? Um indivíduo que veio para as televisões, há pouco mais de um mês, a berrar que «acabar com os PPRs é a morte da classe média» e agora não desfaz esse clamoroso erro, segundo ele próprio?
Então ele também quer a morte da classe média, afinal!
Se fosse mas era dar banho ao cão...
45%?
Vai lá, vai...

Santana e Sócrates: qual o pior?


Cá está uma pergunta de resposta impossível.
Não se pode saber. Depende dos dias. Naqueles em que Sócrates não abrir a boca, ganha a Santana. E vice-versa.
O problema é, portanto, o fazerem qualquer coisa. Como ambos já provaram que 90% do que fazem é asneira, que esperam os estrategas para mandarem calar os seus candidatos?
Não se percebe.

Um Principe em S. Tomé


Não se resiste a este cartoon de António no Expresso desta semana...













Não Fumarás! Quer dizer... afinal fumarás na mesma...

Mais um desarrincanço abortado, como se previa, de um governo que não faz ideia da revolução que as leis que inventa provocaria no país.
Ou pior do que isso: da risada que tais leis, a serem promulgadas, provocariam no povo.
Constituir-se-iam brigadas anti-tabágicas nos restaurantes, nas discotecas e nos bares? E quem pagava as multas? E quem fiscalizaria?
Claro que ainda há um ministro que tenha um amigo que lhe telefone e avise:
- ó pá! Se calhar é melhor esquecer mais essa, que isso vai dar um problema do camano...
E, pronto. Lá volta tudo à estaca zero.
O nosso Yes, Minister! à tuga.
E se o povo deixasse de fumar? Onde é que se iam buscar os biliões que o estado arrecada em impostos?
Aos nossos bolsos?
Fumem para a frente!

A SIC entrevista, nas calmas, o triplo homicida que «a melhor polícia do mundo» não encontra...

Seria hilariante se não fosse tão dramático. O triplo homicida fugido da prisão anda a monte, a população, aterrorizada, a polícia não o encontra e a SIC, nas calmas, entrevista-o em Lisboa.
Já não é a primeira vez que tal acontece. Com Rosa Casaco - com mandado de captura internacional - passou-se rigorosamente o mesmo. Mas aí, a entrevista foi dada em Belém, à frente de toda a gente. E, conforme entrou em Portugal assim saiu, também, quando quis.
Por acaso, na mesma altura em que o padre Frederico, o pedófilo assassino da Madeira fugiu, igualmente, de Portugal, pelo aeroporto da Portela. Está no Brasil, com a mãe, onde dá entrevistas a rir-se da Justiça Portuguesa.
A Piçarreira não lhe apetece continuar preso. E, em Portugal, com esta polícia, nem é preciso ter grande cuidado. Só voltará a ser preso se quiser...
E o «Lobo», condenado a 30 anos de cadeia por toda a espécie de crimes, que é dele?
E a Joana?
Lembram-se da criancinha, desaparecida no Algarve, sobre a qual a mesma polícia contou mais de 20 histórias diferentes do mais macabro que imaginar se possa?
Alguém sabe alguma coisa dela?
Que esteja muito feliz, lá na Alemanha, com o casal que a comprou é o que eu lhe desejo...
Vale mais do que ficar por aqui com estas dezenas de assassinos à solta que toda a gente, menos a polícia, encontra...
Safa!

Já lhe ensinaram o que é o limiar da pobreza

Embora ontem não fizesse a mínima ideia do que estava a dizer, hoje Sócrates já aprendeu que o limiar da pobreza é 60% da mediana (que não da média, note-se bem!) dos rendimentos das familias portuguesas.
Agora aproveito para lhe dizer que a mediana é uma medida de tendência central que, neste caso, não traduz absolutamente informação estatística relevante nenhuma, porque ninguém sabe ao certo quanto é que auferem as famílias portuguesas. Não existe tal levantamento em lado nenhum. Apenas sondagens e previsões absolutamente desajustadas da realidade. Basta ver a tabela que publico abaixo. Alguém acredita que o rendimento médio português seja de 645 euros?
Se 75% da população do interior não aufere mais que o ordenado mínimo nacional!...
A mediana apenas indica os valores centrais de entre o leque de salários que efectivamente existem, mas cujos pesos relativos alguém alvitrou.
Eu recordo ao sr eng (meu colega, mas a quem estas coisas da política devem ter feito esquecer alguns conceitos básicos de Estatística) estas medidas de tendência central, ilustrando-as com um exemplo:
Um trab rural aufere, por exemplo, 250 euros de pensão. Um operário, 450 euros; um professor, 1200 euros; um deputado, 2400 euros; um ministro, 4000 euros; o Presidente da República, 5100 euros e um assessor de Paulo Portas, 16.000 euros.
A mediana destes rendimentos é 2400 euros, enquanto a média seria 4200.
Portanto, isso quer dizer que um português ganha 4200 euros - se considerar a média - ou 2400 se considerar a mediana.
Qual das medidas estará correcta?
Nenhuma.
Porque o rendimento médio de um português não ultrapassa os 450 euros, por mais boys que se metam na Função Pública a auferir milhares de euros por mês.
Percebeu?
Ok. Então eu vou repetir...

Sócrates-2; Sarmento-2

Está a coisa empatada, em calinadas, até agora.
Esperemos pelo countdown até 20 de Fevereiro.
Mas se é uma verdade universal que ninguém consegue fazer tanta bacorada por hora como Santana e sus muchachos, Sócrates está quase a conseguir desmentir o axioma.
Mais um pouco e ele vai lá.
Vai conseguir o impensável: infligir uma derrota ao PS, quando tudo espera uma maioria absoluta!
É só rir com este líder...

Sócrates no limiar da pobreza


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Sócrates ontem não se calava com a nova que lhe ensinaram: a do limiar da pobreza. Infelizmente não teve tempo de aprender o que significa isso, portanto defendia-se atrás do termo técnico. À boa maneira Guterrista do «ora bem: 4 x 1.600.000 dá... dá.. é só fazer as contas».
Eu explico-lhe: considera-se o limiar da pobreza o valor de 60% do rendimento médio das famílias num determinado país. Para que tenha bem presente qual é o nosso relativamente ao de outros países da Europa, aqui reedito a tabela.
A partir de agora já não pode dizer que não sabe...
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Agora diz que o limiar são 300 euros.
Ai a minha cabeça... valha-me Deus!

Mais 2 de Santana: a recusa do debate e o caso Galp

Morais Sarmento faltou ao encontro com o Presidente, depois de 3 dias de férias paradisíacas no Principe. Menos mal.
É como chegar ao Estádio do Benfica 3 dias antes do jogo e ir jantar ao Colombo durante o desafio.
Depois diz que levava uma carta de Santana sobre a estratégia da Galp em S. Tomé, mas o ministro não sabia.
Também não está mal.
Para melhorar o ambiente, Santana afirmou ontem que: «Recusar o debate é uma forma de enganar os eleitores».
Que dirá o seu amigo (de longa data) Paulo Portas a isso?

Os Contos da Laura Narciso - O Cântico do Mensageiro

Inicio aqui a publicação, em rigoroso exclusivo e primeira mão, dos contos da Laura.
Uma coisa notável. Que deve ser lida por quem tenha tempo e goste de saborear uma escrita tão apaixonada quanto eficaz.
Este primeiro conto comoveu-me.
Espero que aconteça algo de semelhante convosco.
Sai-se dele com a alma lavada e uma vontade incrível de ser feliz.
Experimentem, que não se arrependerão.
Eu garanto.






O Cântico do Mensageiro


Na vila piscatória de Moliceiros, todos conheciam o mestre Leonardo Galvão. Por um lado, porque o seu nome evocava os Mendonça de Galvão, uma família aristocrática, arreigada há já dois séculos àquele lugarejo, onde vivia numa casa solarenga junto ao rio. Mas a fama do mestre, essa muito merecida, decorria, sobretudo, do seu temperamento bonacheirão, homem sempre pronto a ajudar os outros, de gargalhada fácil e de bochechas ligeiramente ruborizadas.
De profissão pescador, o mestre Leonardo divertia-se nas tertúlias de amigos, sempre que corriam histórias de curiosos chegados à povoação, ávidos por conhecerem de perto membros de uma tão longa dinastia. Os amigos não se descaíam nunca e lá entroncavam o nosso mestre pescador naquela família já mítica e cada um inventava mil histórias verosímeis, justificando até porque um Mendonça de Galvão teria preferido abdicar dessa condição para se tornar um humilde pescador, que vivia numa casa de madeira, cujos pilares corroídos mergulhavam profundamente nas águas plácidas do rio Cávado. Os interlocutores jamais duvidaram da veracidade destas fábulas, antes ajudaram a criar uma lenda à volta do mestre e matizaram de uma cumplicidade quase infantil as conversas daqueles amigos nos serões de inverno.

O mestre Leonardo era um homem alto e opulento. Possuía uma cabeleira grisalha farta e uns olhos profundamente azuis, da cor do mar que lá adiante engolia o rio, onde ele, o Zé Maria, o António Caxias e o Quim “Maneta” costumavam reunir-se com os seus barcos para iniciarem mais uma pescaria.
O mar, dizia o mestre, era a sua segunda paixão. Porque a primeira era, como sempre fora, e sempre seria, a sua Salomé, a mulher que desposara há trinta anos e com quem jurara trilhar os caminhos sinuosos desta vida. Amava hoje aquela mulher ainda com a mesma paixão dos primeiros tempos de juventude e era ela a sua bússola, o seu porto de abrigo, porque se assim não fosse, o feitiço que o mar exercia sobre ele há muito o teria levado por esse mundo fora, sem criar afectos ou construir âncoras num qualquer cais. Nunca haviam tido filhos por impossibilidade de Salomé, mas apesar do infortúnio, a cumplicidade crescente entre ambos prolongou indefinidamente aquele namoro de adolescentes.
O cachimbo e um vozeirão alegre completavam o retrato do nosso mestre, um homem do mar, uma personagem pitoresca e, sobretudo, um ser humano maravilhoso. Maravilhoso pelo seu carácter, mas também pelas suas profundas crenças de que o homem é um ser em evolução espiritual, de que todos nós estamos na Terra para nos aperfeiçoarmos e andamos todos à procura do nosso caminho, do trilho que nos conduzirá a um estado de plenitude em que conseguiremos, finalmente, fundirmo-nos com o transcendental. Naturalmente, o mestre Leonardo não se expressava bem por estas palavras, porque não possuía conhecimentos livrescos para tanto, mas ele sentia tudo isto; ele dizia frequentemente a Salomé e aos seus companheiros de labuta que era um homem imensamente feliz, porque sentia que estava a cumprir a missão que lhe tinha sido incumbida nesta vida e porque, acima de tudo, nada o preenchia mais do que fazer nascer um sorriso nos lábios de todos os que viessem até ele.
Um dia, porém, tudo mudou. Salomé adoecera de repente, sem que os médicos pudessem fazer alguma coisa para debelar o mal que se instalara, silenciosamente, nos seus ossos e a aprisionava a uma cama, entre dores lancinantes. Durante a maior parte do tempo, Salomé estava num limbo onde existiam vozes indistintas, imagens fugidias em que os tempos e as personagens se misturavam, mas a espaços recuperava alguma consciência e, chamando pelo seu Leonardo, com a respiração entrecortada, dizia: “Dá-lhe o meu nome, querido. Não te esqueças, dá-lhe o meu nome.” Leonardo não compreendia o significado destas palavras enigmáticas, mas sentia-se atemorizado, porque nesses momentos Salomé falava como que tomada por um rasgo de clarividência. Em seguida, ele perguntava-lhe: “A quem, meu anjo? De quem falas? A quem é que eu vou dar o teu nome?” Mas Salomé já não o ouvia; mergulhava nas águas da doce inconsciência sob o efeito da morfina.
Passadas duas semanas de longa agonia, Salomé faleceu. E o mestre Leonardo sentiu-se morrer, também. Porque a sua bússola havia desaparecido, o seu porto de abrigo havia sido brutalmente destruído.
Cedo o mestre se entregou ao poder do álcool para esquecer o desgosto. Os amigos procuravam-no amiúde, consternados pela dor que transfigurara o semblante outrora jovial do fiel Leonardo. Ele estava, de facto, irreconhecível; prostrado pelo sofrimento atroz, entregou-se à embriaguez que tudo dissolve e perdeu a noção do tempo. Os dias tornaram-se noites e as noites tornaram-se dias. Por vezes, no auge da inconsciência, mergulhava num pranto insuportável e o abismo que se abria à sua frente puxava-o com uma força esmagadora, sugando-o em círculos cada vez mais pequenos, e ele sentia-se submergir, rodopiar, fluir e, por fim, desaparecer. E só então havia paz.
Foi num entardecer, num momento de letargia, que o mestre, agora um espectro do homem que fora, cambaleou até ao alpendre da casa, sobranceiro ao rio, e se sentou pesadamente na sua cadeira de baloiço. Olhou para o rio com uns olhos vazios. O seu rosto exibia uma barba grisalha, há muito descuidada, e à volta dos olhos e da boca, profundos sulcos marcavam o peso da dor recente. O riso das crianças que brincavam à beira-rio chegava até ele como uma melodia distante. Leonardo sentiu-se despertar à medida que ouvia os sons e os risos misturados com o chapinhar das mãozitas na água e foi então que ele contemplou... um cisne azul, lindo como ele jamais vira, bailava em círculos harmoniosos e entoava um cântico doce. Enlevado pela carícia da música, sentiu-se transportado a outros tempos. Aos tempos em que comungava de uma paz única, de uma felicidade tranquila irradiada pela presença constante de Salomé.
O cisne azul continuou a sua loa por um tempo que lhe pareceu infinito até que a noite caiu. Pouco depois a miragem desvaneceu-se e só então o mestre se interrogou sobre aquela visão. Sentiu-se estranhamente perturbado pelas emoções que aquele cântico desencadeara no seu peito, sentimentos que ele julgava ter já perdido. Não teve coragem para partilhar o insólito com os amigos, porque seria compreendido como um devaneio de um homem doente, mas secretamente sentiu que aquele cisne viera para lhe transmitir uma mensagem...
Os encontros do nosso mestre com o cisne azul prolongaram-se por vários entardeceres e era já com alegria e expectativa que Leonardo aguardava a vinda do seu mensageiro todos os dias, como quem pressente a chegada de uma missiva da amada. Embora triste, o mestre Leonardo regressava agora, lentamente, ao mundo dos seus convivas e abandonava o seu cárcere de solidão. Nunca ousou, porém, contar o seu segredo a ninguém.
Alguns dias mais tarde, após uma forte bátega de água caída do céu, um arco-íris resplandecente despertou a natureza escondida e, de novo, ouviam-se os passarinhos nos ramos que ondulavam junto à cadeira de baloiço do mestre. Fumando o seu cachimbo, Leonardo perscrutava os sons do rio e do mar lá longe. O cisne azul surgiu distante, distante e foi-se aproximando até ser quase possível o mestre sentir o bater da sua plumagem na água, desenhando circunferências que se iam agigantando à medida que se afastavam até à margem do rio. E foi então que o cisne falou:
- Leonardo, não sofras mais. Tu és um homem apaixonado pela vida e tens tanto para dar aos outros... Em breve receberás uma dádiva dos céus. Não te esqueças de dar-lhe o meu nome.
Proferindo estas últimas palavras, o cisne principiou um cântico melodioso ao mesmo tempo que se afastava lentamente no horizonte.
O significado daquela mensagem reverberou de imediato no coração daquele homem, embora ele não compreendesse a que dádiva o seu mensageiro se referira. Não te esqueças de dar-lhe o meu nome – as últimas palavras de Salomé ecoavam agora na sua mente...
Nessa noite, ao serão, acordou sobressaltado: alguém batera à porta de entrada, mas não se identificara. O mestre Leonardo dirigiu-se de imediato à janela da sala e, não vendo ninguém, acudiu intrigado à porta: nos primeiros momentos, enquanto os seus olhos se habituavam à escuridão da noite, apenas viu os fantasmas dos ramos no soalho do alpendre e o reflexo do luar na água cristalina, mas pouco depois, olhando para baixo, viu um berço. Nele repousava, serenamente, uma menina que o contemplava com uns olhos celestiais, e os seus lábios rosados esboçaram, instintivamente, um sorriso, dir-se-ia, de reconhecimento.
Sentindo-se invadido por uma felicidade indescritível, o mestre Leonardo compreendeu que a sua Salomé nunca o deixara e sempre o acompanharia até ao fim do seu caminho...

Sampaio recusa falar de direitos humanos na China

Porque é que ele cá não faz o mesmo?
Bastava que evitasse falar em apenas 2 assuntos para que todos os portugueses aumentassem exponencialmente o seu grau de felicidade:
1 - Sobre direitos humanos
2 - Sobre o resto
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A carta artesanal

A carta que João Mário Amaral escreve, na qualidade de Presidente da Associação de artesãos da Serra da Estrela, de solidariedade para com o seu amigo de longa data é, decididamente, a pérola desta edição do P.E.
Ela incorpora o que de mais genuíno a classe política tradicionalmente artesanal da nossa região consegue produzir.
Há que disfrutá-la em cada linha. Até porque, ao contrário do que tenho ouvido por aí, ela não roça, de maneira nenhuma, as raias do ridículo. Antes se posiciona, relativamente à indesmentivel importância do seu conteúdo, muito para além* dessa simples problemática.
Parabéns ao sr. Presidente João Amaral que, para além de se ter vindo* a afirmar, desde sempre, como um acérrimo defensor do artesanato regional tanto em Portugal, como nas Caldas, como em todos os países e Continentes que tem visitado no desempenho da sua espinhosa missão, nos brinda agora com uma escrita de fino recorte humorístico.
Obrigado por ser quem é.
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Aproveito para lhe colocar uma dúvida que entretanto me assaltou, depois de atentamente absorver o âmago da sua notável missiva e que, embora nada tenha a ver directamente com o seu percurso profissional nem com o do seu amigo de longa data, coloco ao sr Presidente dado o sr Presidente ser, por força do cargo que ocupa, o especialista mais habilitado para a ela responder.
E que é a seguinte:
- Como se denominam, tecnicamente, os fabricantes de panelas e tachos artesanais?
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Antecipadamente grato pela atenção.
O também amigo de longa data e um seu apoiante incondicional, concorra pelo partido que concorrer e à Presidência do que quer que seja.
JT
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*mera inépcia linguística. «A Língua Portuguesa é muito traiçoeira» - Herman 98, RTP1

A saga Vale e Azevedo - a Justiça Tuga no seu melhor


Neste momento ninguém sabe, nem sequer o seu advogado - nem os juízes, pelos vistos - se fica ou não preso. Absolvido dos principais crimes, condenado em cúmulo jurídico de outros, a coisa dava 6 anos.
Primeiro, em prisão domiciliária, depois preso efectivamente. A seguir libertado, e preso 21 segundos depois. A seguir, ficou completamente livre, apenas com termo de identidade e residencia e neste momento... ninguém sabe como ficará.
É Portugal agora e sempre.

Portas foge de Ganda Nóia

Portas recusou-se a debater os problemas do distrito com Marques Mendes.
Uma medida perfeitamente democrática que contribui às mil maravilhas para elucidar os cidadãos sobre os seus projectos para o distrito.
Sobre esta sua costela democrática, de serviço público, séria e transparente já todos nós estavamos informados.
Consta-se, no entanto, que ainda perguntou: «Mas de que distrito é que ele está a falar?» Só quando lhe disseram que era o de Aveiro mesmo, aquele por onde ele também concorre, é que recusou inapelavelmente.
Se ainda fosse outro que do qual ele conhecesse alguma coisa...

83 mil? Assim também eu!














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Num paraíso destes e a estes preços - zero - também eu mergulhava.
Olá se não mergulhava!
Estes 83 mil euros (declarados, porque de facto podem multiplicar isso por 2) destinaram-se a oferecer equipamento de valor não superior a 2.500 euros!!! Completamente obsoleto. Com um valor comercial = zero, para qualquer televisão.
Imagine-se!
Com ministros destes e calinadas tamanhas, Santana não vai lá.
Há que parar, pelo menos até 20 de Fevereiro, o show de circo Santanete.
Por amor de quem lá têm!

Festas e Fórróbódó e Feira da Ladra

Mas para que é que serve ao Carlos Silvino passar a vida a incriminar seja quem for?
Sem outras testemunhas, o seu depoimento vale zero.
Se é para diminuir a sua pena também não me parece que sirva porque nada pode ser levado em consideração pela juíza.
O mais bonito é que às terças não há cá julgamento da Casa Pia para ninguém.
É que há por ali a Feira da Ladra, onde se vende tudo quanto é material roubado e ilegal.








Revistas e filmes pornográficos pedófilos incluídos.

Parque Natural da Serra da Estrela está a arder

Um sinistro de grandes proporções lavra desde o início da tarde desta segunda-feira, no Parque Natural da Serra da Estrela.
O incêndio começou por volta das 12:20 horas, no local de Duas Pontes, no concelho de Gouveia. No local estão no momento sete corpos de bombeiros, num total de 52 homens e 13 viaturas. O fogo permanece «não circunscrito, com duas frentes activas, a norte e a sul». Uma situação que os bombeiros explicam com o facto do local sinistrado ser de «bastante difícil acesso», sendo necessário recorrer a meios indirectos de combate às chamas.

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Para que se saiba, à noite estão 5 graus negativos.
Nem assim acaba o fogo?
O difícil acesso ultrapassa-se com corta-fogos.
É preciso é fazê-los e mantê-los.
Se houver um fogo junto da Cabeça da Velha (Sra do Desterro - S. Romão - Seia), por exemplo, acontecerá precisamente o mesmo.
Há 3 anos passava-se bem de moto 4. Passei lá centenas de vezes sem problemas.
Os proprietários decidiram cortar os principais caminhos de acesso (Casa de Sta Isabel e EDP). 3 anos depois, o mato cresceu de tal forma que as motos e os Jeeps deixaram de passar.
Os acessos transformaram-se em obstáculos.
O resto é facilmente dedutível.

As leis terroristas

António Marinho, provavelmente o único paladino da Justiça inteligente e democrática, acaba de dar mais uma aula impressionante de formação cívica aplicada à Justiça no inefável SIC 10 horas (é o que se pode arranjar).
As normas terroristas nas prisões que cortam totalmente os direitos à população prisional, conferindo poder descricionário aos directores dos estabelecimentos prisionais, ou como as do novo código da estrada que, ao implicarem pagamento imediato de coimas, mostram a incapacidade do estado de cobrar seja o que for, foram autenticamente demolidas pelo advogado. Eu acrescento a impossibilidade prática de se colocar essas leis em funcionamenteo, porque se cifrariam em centenas o número dos automóveis apreendidos diariamente, já que não haverá muita gente que traga consigo, em dinheiro, 500 euros para pagar um pisar de um risco contínuo ou um limite de velocidade excedido em rectas intermináveis. Nem essa treta da nova tecnologia nas viaturas - existente em toda a Europa e até na vizinha Espanha há quase 10 anos - será implementada nos próximos anos em Portugal, a não ser em experiências-piloto em 4 ou 5 carros que depois não conseguirão ligação à base de dados, quando for preciso.
O que nos vai valendo é isso: a inépcia técnica do país já que, se tudo funcionasse como devia ser, os Portugueses, para além dos mais pobres e desgraçados da europa, seriam também os mais oprimidos do mundo.
Leis Terroristas... grande definição!

Fia-te na sondagem e não corras...

Esta sondagem, paga pelos Expresso / SIC, feita à meia dúzia de palonços do costume, mostra claramente como se pode deitar dinheiro à rua.
Bem: de facto, o dinheiro acaba por não ser totalmente perdido. Embora estes números nada tenham a ver com nada, eles são publicados apenas com o objectivo de influenciar as mentes fragilizadas dos milhões de analfas funcionais deste belo Tugal.
É lícito esperar-se, ainda hoje, 30 anos depois de Abril, que a esmagadora mole humana de alienados e indecisos se deixem convencer pelo partido que se anuncia como vencedor, no pressuposto de que o verdadeiro tuga, quanto mais pobre, frustrado e bruto, mais vencedor almeja ser. E a verdade é que toda essa gentinha acaba por fazer a cruz no partido que vai à frente, para que possa ter um dia a mais de alegria, semelhante aos domingos em a sua equipa ganha ao Benfica.
Neste caso, como foi a Impreza de Balsemão quem pagou, o objectivo subliminar é o oposto: o de apelar para a vingança visceral (tão legítima como a estupidez genuína) e fazer com que os descontentes com estes números a eles reajam, evitando de se abster, e contribuindo, portanto, para o aumento da votação no PSD.
É apenas para isso que as sondagens existem: para manipular o povão intelectualmente desprotegido num ou noutro sentido. Para que mais?
Cabe a todos os não-alienados esboçar um sorriso de escárnio para quem ganha assim a vida.

Morais Sarmento esteve a trabalhar para todos nós

O ainda-Ministro ex-boxeur não esteve de férias, ao contrário do que os maledicentes da oposição disseram. Ele foi a S. Tomé levar um vídeo e 100 cassetes no valor actual de mais de 2.500 euros! Também levou 2 furadores, 3 agrafadores, 50 clips e duas resmas de papel A4.
Claro que, para transportar material de tão elevado valor, o governo teve que alugar um avião por 4 dias. Mas isso nunca custará mais de 600.000 - 700.000 euros - no máximo - portanto não se percebe o mau carácter da oposição.
Já não pode, um político sério e honesto, trabalhar arduamente para o bem de todos os portugueses, vêm logo estes ressabiados chatear o branco!
Safa!

Portas vai ser dispensado da oral? Ó diabo!!!

Será que eu ouvi bem?
Portas quer um partido ou quere-o partido com dois dígitos?
E, ainda por cima, agora dispensa-se da oral?






Ó diabo!...

Qual é a coisa, qual é ela...?















Um destes 3 políticos é muito bem intencionado e ingénuo demais. Outro é o político português mais frontal de todos os tempos e é tudo menos ingénuo. E o 3º é a mais mal intencionada e velhaca bicha que vive à custa dos portugueses.
Qual é essa coisa, qual é ela?
E, por falar em bichas, se vir uma coisa dessas tipo Castelo Branco ao vivo, na rua, o que decide fazer?
a) dar-lhe os parabéns pela sua orientação afectiva
b) calcá-la a pés juntos
c) proteger as partes baixas do inevitável ataque.
d) enfiar-lhe um taco de basebol pelas costas acima, até a deixar estendida na estrada com um ar de felicidade suprema e 5 euros para o taxi

Ninguém fez pior por Portugal

A começar pelo Afonso, ele próprio.
Triste país aquele que começa numa desavença entre mãe e filho....
Estavamos tão bem se ele não se tivesse armado em parvo...
A verdade é que se ele tivesse imaginado o rumo que os acontecimentos tomariam, por certo teria decidido optar por outra vida.
E isso é que teria sido um grande contributo para o futuro de todos nós.
P.S.: Nesta montagem do Paulo Farol eu só não incluiria o Vale e Azevedo. Porque, por pior que tenha feito, e ao contrário de toda a classe política nos últimos 30 anos, ele não roubou um tostão aos portugueses.

Ganda Nóia em acção pede votos para o PSD

Por esta é que não se esperava. O arqui-inimigo deste PSD Assantanado a fazer campanha por ele... quem diria? De facto, Ganda Nóia está a pedir os votos para si. Mas ao fazê-lo está a robustecer um PSD em que não se revê.
Não, sei, portanto, porque aceitou ir nas listas.
Se nem ao Concelho Nacional que decidiu a nomeação do nosso Primeiro, Ganda Nóia se deu ao trabalho de comparecer... preferindo ficar em Gouveia a ver o Snowboard mais o seu amigo Álvaro Amaro...
Alguém lhe terá soprado ao ouvido que Santana, apesar de tudo, ainda pode ganhar? E que é melhor darmo-nos bem com toda a gente, à boa maneira tuga?
Anda muito bem aconselhado, o M&M's...

O pior e o melhor de Portugal, nesta semana.


O mais retrógrado portuguesismo desgraçado-futeboleiro a par do Tribunal do Iraque, uma lufada de ar fresco quando se pensava que W. Embuste tinha conseguido arrebanhar todas as mentes conformadas deste país.

Manipulação básica de imagem - Sócrates e as telas azuis

Se os técnicos contratados pelo P.S. continuarem a cometer a ingenuidade básica de colocar telas monocromáticas nas conferências de imprensa atrás dos líderes, qualquer um poderá facilmente manipular as suas imagens para fazer fotos e filmes para lá da imaginação.
Eu não corrigi a cor nem a luminosidade nem enquadrei os modelos de propósito para que se veja que isto é uma montagem caseira às 3 pancadas (1 minuto me demorou). Mesmo assim, opto por colocar ali a marca de água, que há sempre quem adore aproveitar-se das ideias dos outros, sabe-se lá com que propósitos.
Quem quiser fazer um trabalho a sério, com um fundo daqueles, está como peixe na água e ninguém (a não ser os profissionais) notará a pirataria.
Sabemos bem qual é a intenção. Só que não é assim que se colhem imagens para mais tarde se utilizarem nos tempos de antena com gaivotas e bandeiras de fundo. Mas eu também não posso ensinar as coisas mais básicas, em efeitos especiais, a quem ganha milhares para fazer treta desta...
Vão tentando que daqui a uns anos chegam lá.

A única coisa que se pergunta é: Mas porque é que o Homem vem dizer isto para as televisões?

É uma ajudinha a Sócrates? Seria demasiado óbvio.
É preparar o terreno (leia-se o "povo") para a miséria que aí vem? O povo não liga a isso. É mais aos bolos, mesmo.
Então para que vem dizer isto antes de falar com o primeiro-ministro - que ainda o é?
Não se entende.
A não ser para mostrar à populaça que o "circo" não é monopólio do PSD e que o P.S. também lá tem muito bons quadros para concorrer à Quinta das Celebridades.
Ou então para que, daqui a 1 ano, quando isto estiver a ferro e fogo, Constâncio possa dizer: eu avisei...
Ora bolas! Se ele quer ajudar a Nação, e se quiser colocar essa patriótica missão à frente dos seus projectos pessoais, que use as televisões para dizer ao povo o que acha que deve ser feito em vez de se limitar a apresentar os rácios que os computadores debitam.
Porque, limitando-se apenas a estas trivialidades mediáticas, acaba por não passar de mais um manga-de-alpaca bem instalado na vida.

A ministra inacreditavelmente «desinteressante»

A rainha da farsa carnavalesca de hoje foi esta.
Todos os dias há uma, de há uns meses a esta parte, tal como temos vindo a ser habituados.
Mas esta é um cromo especial. É a "minha" ministra: a da Educação!
Que bem sintonizada está com este país!
- Ir ao Parlamento? Eu??? Que disparate! Para que é que aquilo serve?
Ah, pois! Já me esquecia. É para a gente se candidatar lá naquelas listas não é?
Que maçada...

Ninguém fez mais por si próprio

Não há dúvida que, assim, o P.S. nem precisa de fazer campanha. Com tiros no pé deste calibre e à razão de pelo menos um por dia, Santana está, de longe, no top do ranking das calinadas político-circences desde o 25 de Abril. Nunca se viu tamanha inépcia política desenvolvida com uma descontracção tão invejável.
Qual será a de hoje?
Impossível adivinhar.
Pode ser um convite a Pinto da Costa ou ao Badaró. Um ex-ministro que o acuse de ser um Judas ou um ex-companheiro de ser um crava nos restaurantes.

Sabe-se lá!
É a novíssima e jet-setíssima forma de fazer política.
Faits divers à força toda e conteúdo nulo.
Tal como todos nós merecemos, no fundo
O pior é que Sócrates também não é melhor.
O menos convincente e mais reservado político artificial que se tem visto ultimamente no P.S., não tem mesmo carisma nenhum para arrastar multidões. Nem para arrastar ninguém. Tudo aquilo é plástico. Nada nele é natural. Emoções auto-contidas, discurso vazio e monocórdico artificial... enfim: olha-se para o homem e aquilo não transparece conteúdo emocional nenhum. É absolutamente desprovido da centelha que distingue os grandes homens. Que se encontrou bem viva em Soares, Cunhal, Freitas, Sá-Carneiro.
Aquilo é só formalismos recalcadores de emoções que os olhos, no fundo, denunciam, mas a boca não revela. Zero carisma. Mas perigoso. Aquela postura opaca esconde uma bomba relógio e uma frieza que não se compadece com coisa nenhuma. Faz lembrar aquele monge da Opus Dei no Código da Vinci.

E porque raio me teria lembrado eu dessa Preladura Papal, agora?
Cavaco tem razão quando apela para a substituição urgente deste relambório amorfo de políticos de 15ª categoria por gente de qualidade. A pergunta é: onde é que eles estão?
.
O povo tem cada vez menos alternativa. Entre um clown inacreditável e um cerebral frio e opaco, prefiro o mesmo de sempre:
Mandá-los às urtigas aos dois.