A rainha da farsa carnavalesca de hoje foi esta.
Todos os dias há uma, de há uns meses a esta parte, tal como temos vindo a ser habituados.
Mas esta é um cromo especial. É a "minha" ministra: a da Educação!
Que bem sintonizada está com este país!
- Ir ao Parlamento? Eu??? Que disparate! Para que é que aquilo serve?
Ah, pois! Já me esquecia. É para a gente se candidatar lá naquelas listas não é?
Que maçada...
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- Alterações Climáticas. A maior mentira do sec 21
- O negócio multimilionário das vacinas obrigatórias
- O despovoamento galopante do interior: restam-nos 3 décadas
- Os mitos sobre a neve especial na Serra da Estrela...
- AS 9 VERDADES SOBRE AS BARRAGENS E O SEU VENENO MORTAL: O METANO
- O QUE ACONTECEU A SEIA NOS ÚLTIMOS 30 ANOS... e o que vai acontecer nos próximos 4
- As 5 leis fundamentais da estupidez humana.
- 1º Dezembro de 1640
- Mitos e Truques da História de Portugal (1109 - 2017)
1.16.2005
A ministra inacreditavelmente «desinteressante»
Ninguém fez mais por si próprio
Não há dúvida que, assim, o P.S. nem precisa de fazer campanha. Com tiros no pé deste calibre e à razão de pelo menos um por dia, Santana está, de longe, no top do ranking das calinadas político-circences desde o 25 de Abril. Nunca se viu tamanha inépcia política desenvolvida com uma descontracção tão invejável.
Qual será a de hoje?
Impossível adivinhar.
Pode ser um convite a Pinto da Costa ou ao Badaró. Um ex-ministro que o acuse de ser um Judas ou um ex-companheiro de ser um crava nos restaurantes.
Sabe-se lá!
É a novíssima e jet-setíssima forma de fazer política.
Faits divers à força toda e conteúdo nulo.
Tal como todos nós merecemos, no fundo
O pior é que Sócrates também não é melhor.
O menos convincente e mais reservado político artificial que se tem visto ultimamente no P.S., não tem mesmo carisma nenhum para arrastar multidões. Nem para arrastar ninguém. Tudo aquilo é plástico. Nada nele é natural. Emoções auto-contidas, discurso vazio e monocórdico artificial... enfim: olha-se para o homem e aquilo não transparece conteúdo emocional nenhum. É absolutamente desprovido da centelha que distingue os grandes homens. Que se encontrou bem viva em Soares, Cunhal, Freitas, Sá-Carneiro.
Aquilo é só formalismos recalcadores de emoções que os olhos, no fundo, denunciam, mas a boca não revela. Zero carisma. Mas perigoso. Aquela postura opaca esconde uma bomba relógio e uma frieza que não se compadece com coisa nenhuma. Faz lembrar aquele monge da Opus Dei no Código da Vinci.
E porque raio me teria lembrado eu dessa Preladura Papal, agora?
Cavaco tem razão quando apela para a substituição urgente deste relambório amorfo de políticos de 15ª categoria por gente de qualidade. A pergunta é: onde é que eles estão?
.
O povo tem cada vez menos alternativa. Entre um clown inacreditável e um cerebral frio e opaco, prefiro o mesmo de sempre:
Mandá-los às urtigas aos dois.
Cavaco manda retirar a foto dos Outdoors. Este PSD não existe, mesmo!
Este PSD é uma coisa que não está no catálogo.
Então depois dos outdoors todos produzidos é que se lembram de pedir autorização ao Cavaco para utilizar a sua foto?
O académico - recusa-se a ser político, agora - deu aos ex-associados uma valentíssima "tampa" e agora há que fazer tudo outra vez.
Mas que raio de coisa...
Se nem Ferreira Leite nem Cavaco querem nada com aquela gente (Santana e os Santanetes) para que é que aquela gente continua a convidar a primeira para tudo e mais umas botas e a usar o nome do segundo para as Presidenciais?
A estes dois social-democratas(?) só falta levantarem um processo aos outros amigos(??) social-democratas(???) de cada vez que pronunciassem os seus nomes.
Safa!
Previsões 2005 - Um país ingovernável e um concelho à espera de um milagre
Para 2005 há muito pouco a prever.
No país:
Agravamento das condições de vida, com o aumento de assaltos em cadeia a lojas e a bombas de combustível.
Veremos, pela primeira vez em Portugal, assaltos a supermercados para se roubarem bens alimentícios. Veremos isso e pior do que isso nas televisões a partir de Abril. Fábricas fechadas a serem vandalizadas pelos trabalhadores e prostituição a ser alargada a jovens estudantes como último meio de subsistência.
Mal os portugueses percebam que o país fica novamente ingovernável será a confusão total. Haverá confrontos nas ruas com as forças policiais, dos quais resultarão feridos graves ou mesmo pior.
Os recontros serão mais ferozes nas cidades onde os recursos e a possibilidade da economia paralela for mais escassa.
Em Seia, por exemplo, de 4 pessoas que fizeram, a semana passada, uma pequena obra de assentamento de um soalho e limpeza de um apartamento, nenhuma passou factura. E todas fazem disso profissão. Isto está como o Brasil: é pegar ou largar.
Ao contrário do que mentem ao povo descaradamente nas televisões, é justamente a economia paralela a que sustenta a nação há mais de 2 anos.
Se toda a gente pagasse os impostos que estão consignados na lei (repare-se que eu não digo: "os impostos que deviam"! Vamos lá acabar com essa pouca-vergonha desse abuso de linguagem), haveria fome e motins há muito nas ruas. Nem cadeias haveria para os meterem.
Mas continuando: O P.S. não ganhará as eleições com maioria absoluta. Nem sei se as ganhará. Para mim será um empate técnico se as não perder, mesmo.
A sociedade está dividida em 3 partes: Os chuchas que votam P.S. à espera de um emprego, os laranjas que votam PSD à espera de um emprego e a esmagadora maioria do povo que já não sabe a que tipo de criminosos dar o seu voto. A partir daqui, dispara a abstenção, o país é ridicularizadio no mundo civilizado e o "bolo" da corrupção generalizada (leia-se: "espírito desinteressado de missão") é dividido pelos comilões da dita esquerda e pelos comilões da direita. O PC fica de fora, evidentemente, a não ser que seja absolutamente necessário para o PS desgovernar.
De qualquer forma o país fica, uma vez mais, ingovernável.
Só se resolverá o problema com uma JESN - Junta (Estrangeira) de Salvação Nacional, constituída por técnicos e políticos estrangeiros com experiência em países américo-latinos. Tal como oa américas estão a fazer no Iraque.
******
Abaixo as previsões para Seia
Em Seia:
Acontecerá o mesmo (sem os assaltos, que aqui há pouco que roubar a não ser o famoso Queijo da Serra feito com leite espanhol e os casacos regionais de pele feitos na Maia) mas a bomba estoirará definitivamente nas autárquicas.
O concelho perdeu quase todas as empresas industriais e nenhumas as substituíram. O Turismo é deixado ao Deus-dará. Os irmãos Costa Pais levam toda a gente para a Covilhã e em Seia nada se faz para arranjar alternativas. Um único hotel que só enche nos picos do ano mostra a decadência a que está votada a oferta nesta área. Em Gouveia será construído um hotel de 4 estrelas. Em Seia, promessas. Ninguém parece querer investir aqui.
Porquê? Eduardo diz que há vários consórcios hoteleiros a pretenderem instalar-se na nossa cidade. Ninguem vê nada.
Ele afirma que Seia nunca esteve tão promissora. Os comerciantes e os industriais - sem excepção - queixam-se precisamente o contrário. Ele diz que não concorda com alguns Profetas da desgraça. E eu digo-lhe que ele é o único profeta da felicidade que eu conheço no concelho inteiro!
Eduardo Brito decididamente não faz ideia do estado a que a imagem deste concelho e do seu executivo chegou.
Estou a contribuir, neste momento, para que repense a sua estratégia, se não quiser sofrer uma derrota humilhante nas próximas eleições.
Porque ele pensa que tem a vitória assegurada. E, no entanto, caíu em índices de impopularidade que só ele não vê. Estava mais que na hora de se retirar pela porta grande, à cautela...
Por outro lado, André Figueiredo não conseguiu avançar. Estará a guardar-se para daqui a 4 anos, diz-se. Para mim, perdeu a oportunidade da sua vida.
No futuro, se não ganhar o PSD, quem ganhará as eleições serão os cidadãos - a sociedade civil organizada em associações apartidárias - e não os partidos, que terão que se reformular de uma forma radical se não quiserem esvaziar-se completamente. Seremos, nisso, pioneiros.
Se agora ganhar Nuno Vaz, teremos presidente para mais 12 anos, pelo menos. Mal jogado.
Marciano Galguinho seria o sucessor de Eduardo, já que Carlos Camelo parece querer continuar a manter o seu low-profile. Não é um político nato, mas é um homem sério, o que é muito mais importante do que quantas qualidades de ratices e estratégias possam reunir-se num político profissional. Por alguma estranha escolha está arredado da corrida. É pena.
Quanto a Nuno Vaz, com uma campanha sóbria e eficaz, pode facilmente virar os revoltados contra EB. Não será mérito dele, é certo. Será muito mais demérito de um executivo que dá, há 8 anos, uma imagem de inércia assumida e que agora, à pressa, tenta fazer qualquer coisa para se tornar visível. O novo Boletim Municipal e as atarantadas tentativas de trazer espectáculos quaisquer-que-eles-sejam a Seia são disso gritante exemplo. Não se criticam de forma nenhuma. Mas pergunta-se: «porquê só agora?» Não foi preciso mostrar obra mais cedo?
Bem: e o mais que se verá em "folclore" na Fiagris e no Verão!
Mas aqui deixo também um conselho, se o quiserem aceitar: à última da hora, quanto mais fizerem, pior lhes acontece. O povo não é tão parvo como muitos caciques julgam... Veremos se tenho, ou não, razão.
Portanto: por exclusão de partes, a luta em Seia será entre Eduardo Brito e Nuno Vaz. Ao contrário do que anunciam os homens do aparelho (que defendem que isto são favas contadas), a luta será renhida. Se as eleições fossem amanhã não tenho dúvidas de quem ganharia. Mas os trunfos, de parte a parte, serão mostrados ao longo deste ano. E a balança poderá pender para qualquer dos lados na parte final da campanha.
Nuno Vaz tem feito uma gestão inteligente. Não divulgando nomes deixa a concorrência atarantada. Que não resiste a tentar lançar, insensatamente, nomes para a fogueira. O simples facto de nem sequer comentar esses dislates confere a Nuno Vaz a credibilidade que falta a muito político por esse país fora.
Eduardo Brito avançará depois das legislativas. Não lhe resta outra hipótese. O aparelho socialista só o quer na Câmara, «porque é o único que a tem ganho e que a pode continuar a ganhar».
Erro crasso.
Eduardo Brito devia ter sido aproveitado para as listas de deputados, nesta fase da sua vida. A sua dimensão política extravasa o ficar aqui agarrado a isto, e não é, de maneira nenhuma, pequena para a Assembleia. Tomara o PS ter lá muitos como ele.
Desgraçadamente irá ser sacrificado aqui.
Pode ser que perca, para seu bem... porque se ganhar, está feito.
Aguentar isto mais 4 anos?
Não acredito...
***
E, como não quero deixar os leitores em suspenso: E se as eleições fossem realizadas hoje?
Estou convencido que Eduardo Brito ainda ganharia por uma margem confortável.
Mas as eleições não são hoje.
Estatísticas 2004
Com a maior transparência e um grande Bem-Haja a quem me lê, aqui deixo as estatísticas de 2004.
Um ano e 2 meses após o início desta aventura, 12 ameaças de morte e 30 telefonemas anónimos recheadinhos de insultos, tive por aqui 39.600 visitas, segundo o Sitemeter. Não tive nenhum desmentido por parte de nenhum visado. Apenas telefonemas e bilhetes anónimos.
E tive 118.200 visitas segundo o Weblog. Número em que, com todo o respeito pelo dono da Casa, não posso, obviamente, acreditar. Curioso é o facto de este humilde blog ter, segundo o Sitemeter, mais leitores que alguns blogs do top 10. Mas isso não é problema meu.
O que quer dizer que, apesar das encapuçadas tentativas de meia dúzia de lacaios do caciquismo para me calarem a boca, os leitores lá vão demonstrando - e de uma forma crescente - que a escrita anti-políticamente correcta tem cada vez mais adeptos neste país atirado para as ruas da amargura por uma classe política do mais criminoso que há.
Durante este ano, revelei a desgraça que é a dança macabra das ambulâncias do Hospital de Seia para os outros. E o meu Pai acabaria por falecer, justamente, no meio de uma dança destas.
Previ a fuga de Barroso ainda antes de ele tomar posse. E depois, muito mais claramente. Previ a inevitabilidade da opção de Sampaio, 22 dias antes de ele saber o que havia de fazer à vida. E o descrédito de Santana. E o caos a que isto chegaria. Da inutilidade das Leis e mesmo do Orçamento aprovados.
Do Estado de Sítio em que já nem o anúncio de novas medidas e novas punições (em Portugal, a palavra "medidas" na boca de um governante significa "agravamento da miséria da classe média-baixa") assustam seja quem for, porque já toda a gente percebeu que não resta, neste País, estrutura "no terreno" capaz de implementar o que quer que seja.
Apelei para a constituição de uma Junta de Salvação Nacional 2 meses antes de Mário Soares. Só que eu defendo-a constituída exclusivamente por políticos e técnicos estrangeiros. Caso contrário vai tudo dar ao mesmo.
Está tudo documentado ao longo dos mais de 1.100 textos que podem ser consultados aqui nos arquivos. Davam para escrever 1.100 livros do tipo do último editado pela Câmara Municipal de Seia sobre «o tecto do mundo», por exemplo.
Obrigado a quem me visita e um abraço a todos.
Caciques e ressabiados inclusivé.
O teleponto de Sampaio
Aqui está uma prova de que o nosso pivot-Presidente nem sempre olha o teleponto. A empresa que vendeu a ideia aos estrategas de Sócrates, cuja administração desconfio que tenha alguma relação com o nosso Belmiro, vendeu-a também à Presidência, pelos vistos.
Mas desta vez o teleponto devia estar na câmara. Porque era suposto o Presidente olhar de frente para o seu mercado.
Só que isso assim não dava "papel" e vai daí inventou-se outra vez.
Pela posição dos olhos de Sampaio, os técnicos colocaram o teleponto acima da câmara. Pior: estes telepontos à Reagan não têm pedais de controlo. Nem o presidente teria prática para pedalar como o Zé Eduardo dos Santos. Eram precisos muitos aninhos de "jornalismo", para aquilo não dar barraca...
Assim, a velocidade de avanço e recuo do texto é feito por técnicos para o efeito contratados. O pacote é já assim vendido.
Resultado: Para não assumir uma pose de leitura daquelas 300 folhas de papel em Arial 24, sem levantar os olhos para o público(!) que o estivesse a ver atentamente(!!), nem o presidente olhou de frente nem se concentrou no que estava a dizer, preocupado acima de tudo em não se perder na leitura.
É a era tecnológica à Sampaio.
De facto nem era preciso que tivesse aparecido.
O conteúdo da mensagem foi publicado até à exaustão desde a manhã de 31 de Dezembro pelas televisões e pelas rádios... escusava bem de fazer mais esta triste figura.
De qualquer forma, os meus parabéns a quem conseguiu fazer um resumo de um discurso de Cenourinha: uma tarefa verdadeiramente dantesca.
Nem uma menção à mensagem de «Cenourinha - teleponto» no site da RTP
Buscando uma imagem do Presidente da República do Futebol e da Estupidez Institucionalizada fui, naturalmente, ao site da RTP, pois o chamado Serviço Público teria obrigatoriamente, pensava eu, que guardar alguma coisinha da mensagem ruiva.
Engano meu. Apenas 12 horas depois da mensagem, nem sequer aquilo merece uma simples referência. Nem depois dos faits-divers.
A isto chegou a importância de um Presidente-zero no canal público.
Mas tecnológico. De olhos arregalados para o tele-ponto, e com um enquadramento «jove» que situava um candeeiro como objecto central do assunto enquanto o novo pivot tele-ponteiro era remetido para o canto esquerdo, só falta mesmo vestirem-lhe um trajo de Arlequim, para se revelar em toda a sua dimensão a profundidade e seriedade de tal político.
Para este ícone desajeitado da nossa portugalidade recente vão, também, os meus votos de um calmo e pacífico 2005 na reforma, mas com o ordenado mínimo.
As primeiras Imagens de 2005
São para os mais pequenos.
Numa demonstração de esperança no futuro, já que o passado recente tem sido demasiado negro para tudo quanto mexe em cima da crosta movel terrestre.
Que a nova geração consiga curar este planeta envenenado pela geração dos nossos pais e colocado em coma profundo pela nossa.
Que possam os vindouros salvar a Terra, já que nós, a única coisa que conseguimos fazer foi condenar, a curto prazo, quase toda a Vida nela existente à extinção (salvam-se sempre os insectos, ao que dizem os entendidos).
Força e discernimento para os jovens.
E reforma compulsiva imediata - com o ordenado mínimo - para todos os políticos profissionais de Portugal, quase sem excepção.
A última imagem de 2004
Esta imagem, enviada por João Carreira, escolho como a última de 2004, neste sítio.
Ela exprime o caos absoluto a que este planeta está chegando, por culpa dos homens.
Enquanto estes turistas lutam pela vida, a Alta Finança Americana está a accionar as companhias de seguros para se ressarcirem dos prejuízos sofridos.
Por certo receberão esses milhões mais rapidamente do que os desgraçados que ficaram sem família e sem os parcos haveres receberão alguma ajuda.
Mas isso é porque as seguradoras também são suas.
De modo que, na maior adversidade será, mais uma vez, a classe média mundial a pagar os prejuízos causados à Alta Finança pelo maremoto no sudoeste asiático.
Ao povo ninguém pagará nada nunca.
Uma côdea aos que não morrerem entretanto, e será o suficiente para se prolongar uma vida de escravidão ao American Dream.
Com essa côdea os pobres calarão a boca.
Mas a revolta mundial não pode calá-la.
Não desta vez.
É preciso curar este mundo do Mal que o asfixia: a ganância e a luxúria dos homens.
É preciso.
Os meus respeitos às vítimas da genocida Alta Finança Mundial
Que as centenas de milhares de vítimas deste maremoto gigantesco - as que já o são e as outras tantas que o hão-de ser nos próximos dias - sirvam para que a Humanidade se questione sobre as coisas mais simples e fatais que se verificam neste momento no planeta:
- Onde mete, a Alta Finança, os milhões do turismo normal e sexual que recolhe diariamente na Tailândia e países congéneres?
- Porque continua aquele povo a viver na maior miséria, quando os milhões rodam nos hotéis e nos casinos, logo ao lado?
- Porque não se investe apenas uma migalha do que se ganha por hora, em boias avisadoras de irregularidades na superfície marítima? Custam menos do que um barco de recreio (dos pequenos) e podiam ter salvo a vida de 100 mil pessoas, pelo menos.
- Porque não houve, da parte dos aviões espiões americanos (Awacs) que permanentemente vigiam tudo quanto interessa à Alta-Finança americana, um relatório do que se estava a formar no mar? Claro que houve.
Portanto é pior:
- Porque esconderam os americanos - proprietários da tecnologia de ponta à custa da miséria de milhões de crianças e adultos - o que se ia passar dentro de algumas horas?
E, por fim:
- O que pensa, a Alta Finança, que acontece à crosta terrestre depois dos vários oceanos de petróleo que já extraíu do subsolo de todos nós, nas últimas décadas?
Nada?
O que pensarão, os genocidas deste planeta, que estará a ocupar, neste momento, o gigantesco espaço debaixo dos nossos pés, deixado livre por aqueles imensos oceanos?
Fé?
Champanhe?
Que o ano de 2005 sirva para que a Humanidade perceba a mensagem deixada pelo Forum 2004 de Barcelona.
Que seja o ano de viragem na consciência mundial.
E que ela consiga fazer parar a acção continuadamente genocida da Alta Finança Americana e Mundial para que possamos ter ainda uma réstea de esperança na salvação deste planeta moribundo.
Porque, por este andar, aquela gente dá cabo disto em 3 tempos.
Nem vai ser preciso esperar pelo cometa de 2029.
Saúde e Felicidade a todos e muito obrigado por terem perdido um pouco do V. tempo por aqui.
Nas televisões continuam a dizer que não há neve na Serra, mas é totalmente MENTIRA!
A Turistrela induz os jornalistas televisivos a dizerem ao povo aquilo que os Irmãos Costa Pais querem.
Mas é tudo mentira. Documento aqui com fotos tiradas a 27 deste mês que, embora não haja neve nenhuma para os lados da Covilhã, há muita neve logo a seguir ao Sabugueiro, se entrar na Serra da Estrela por Seia.
É claro que aos Irmãos Costa Pais - Turistrela - concessionários da exploração turística na Serra, porque investiram apenas na encosta Sul, só lhes interessa publicitar essa encosta que, de facto, só tem neve se houver grandes nevões.
Paciência. Investiram mal.
Investissem na nossa encosta que tinham neve para oferecer aos seus clientes de Novembro a Abril, pelo menos.
E agora?
Agora enganam-se os turistas incautos, desviando-os para a Covilhã, dizendo que não há neve em lado nenhum.
Nada mais falso! No seu próprio site indicam que as pistas estão abertas!
A grande sorte dos irmãos Costa Pais é que as pistas, como tudo o mais que é lindo na Serra, estão na encosta NORTE - entrada por Seia
Não enganem as pessoas.
A Serra é linda! Mas não é do lado deles. É do nosso.
Infelizmente, mais uma vez não temos nenhum organismo em Seia que defenda esta terra maravilhosa e reponha a verdade dos factos.
Estou para aqui eu, que nem um maluquinho, a berrar com quanta força tenho as verdades insofismáveis que ninguém parece estar empenhado em defender.
Não faz mal.
Até que a voz me doa, que as Verdades, mesmo numa terra dominada por caciques, são para se dizerem.
12.30.2004
«REVEILLON NA NEVE» DA SERRA DA ESTRELA
Se pretende passar o ano aqui por estas bandas, saiba que tem ao seu dispor, em Seia, duas boas unidades hoteleiras: o Hotel Camelo e a Quinta do Crestelo.
Há também várias residenciais em Seia e no Sabugueiro - a aldeia mais alta de Portugal - com quartos belíssimos e pequenos almoços serranos.
Pode também encontrar bons apartamentos, no centro de Seia, com vistas belíssimas para a Serra ou para o vale. Um T3 pode custar desde 300 a 450 euros, por 3 dias.
Se é um reveillon em altitude que procura, pode encontrá-lo nas 2 Unidades Hoteleiras da Turistrela: Residencial Varanda dos Carquejais e Hotel Serra da Estrela.
Em Seia e no Sabugueiro vários restaurantes propõem um jantar especial de fim de ano recheado da bela gastronomia típica regional e, para acabar a noite em beleza, acaba de abrir uma novíssima discoteca, construída de raíz, que vai contar, nessa noite, com a presença de algumas destacadas figuras do meio televisivo nacional.
Se quiser pode enviar-me um email que eu ponho-o em contacto com a melhor relação qualidade / preço.
Sem comissões.
Boa estadia.
12.01.2004
Sampaio faz, pela segunda vez, a vontade a Santana
Estou sem palavras...
Contra todas as minhas expectativas, Cenourinha passou-se.
É a segunda vez, em 4 meses, que faz a vontade a Santana.
Ninguém pense que quem mais ganha com isto não é ele...
Ai, ai... um país ingovernável, mesmo...
O resultado das próximas eleições será próximo de um empate técnico.
Ninguém ganhará nada com isto.
Quem perde, como sempre, é Portugal.
Cavaco tem, uma vez mais, razão. É preciso substituir estes políticos da treta por políticos a sério... tem é que ir buscá-los a Espanha, à Irlanda, ou, pelo menos, à Alemanha.
Sampaio é um dos 47 cidadãos apoiantes que Santana Lopes tem em Portugal neste momento
Jorge Sampaio apenas pediu uma solução credível na substituição do ministro Henrique Chaves e nunca falou em remodelação, sabe a TSF.
Nem os secretários de Estado o apoiam assim. Muito menos os ministros. Perguntem a Morais Sarmento...
Mas Cenourinha mantem-se firme e hirto a defender a sua indecisão de há 4 meses.
- «Podes estar descansado, que quando nem os teus filhos te apoiarem, continuas a ter aqui um ombro amigo, ó Pedrocas, até Janeiro de 2006. Não é por tua causa, bem vês... é que, como eu cometi aquela brutal calinada que me retirou completamente qualquer hipótese de vir a ser alguém na História, pelo menos não quero ficar a ser conhecido como o Presidente mais ridículo de Portugal, demitindo-te.
Entendes, pá?»
O Mistério continua: Jovem desaparece do Hospital de Seia há 19 dias.
Paulo Jorge é esquizofrénico, com medicação compulsiva, e foi visto pela última vez no Hospital de Seia, para onde foi levado pelo 112 no dia 13 último, cerca das 22 horas, na sequência de uma crise aguda.
Foi visto e medicado.
Pelas 22:26h do mesmo dia teve alta.
A receita nunca seria, no entanto, levantada.
Ficou, com o resto dos seus documentos e um dos dois chinelos que calçava, no Hospital.
O jovem, entretanto, desapareceu.
Ninguém sabe dele.
Foi visto pela última vez a deambular à entrada do Hospital, por funcionários.
Descalço.
Sem dinheiro nem tabaco - ele que fumava, segundo a mãe, 2 maços por dia - e, sendo assumidamente toxicodependente para além de esquizofrénico, a família já não espera outra coisa senão o pior.
Ninguém o sequestraria, ainda mais sem um tostão no bolso, já que até a sua caderneta da CGD também foi abandonada na secretaria do Hospital.
- «Mas pelo menos que apareça o corpo, para que eu possa tratar como deve ser do meu filho», chora a mãe.
A participação foi entregue na GNR na quinta-feira, dia 18.
Até hoje, não há sinais do jovem, confirma a corporação.
Mas alguém o procurou? - pergunto eu.
Parece-me macabramente óbvio que, descalço e sem dinheiro, não poderia ter ido para muito longe do edifício.
Quem conhece aquelas ravinas pode facilmente imaginar cenários tão prováveis quanto tenebrosos para o que poderá ter acontecido ao rapaz.
Questionado o director do Hospital, o Dr José Luis Vaz confirma toda a história. Mas refere não ser muito provável que o jovem possa ter caído por alguma das duas ravinas, porque têm estado equipas de técnicos a trabalhar, ultimamente, nessas zonas e nenhum corpo foi encontrado.
Alguém o procurou, então, por algum lado?
A família não sabe.
Queixa-se que ninguém lhes diz nada.
«Não há notícias dele» - foi também a informação colhida, ontem, junto da GNR de Seia.
Aqui fica a foto.
O Paulo trazia vestidas umas calças de ganga e um blusão de penas verde. Calçava.... um chinelo.
A mãe exibe o outro.
A mãe e amigos têm procurado incessantemente por ele junto da comunidade toxicodependente de Seia, mas todos os colegas garantem que nunca mais o viram.
Graciete da Fonseca Passos Pereira, a mãe, não se encontrava em Portugal no sábado, 13. Só regressou na quarta-feira de França. Em casa, juntamente com o Paulo, residia uma amiga da família com um filho de tenra idade. Foi esta amiga que chamou o 112 quando a crise do jovem se manifestou na noite de sábado, 13. Inconsoláveis e inconformadas, as duas não deixam de estranhar a forma como foi dado alta ao seu filho completamente transtornado já que na altura «não podia responder pelos seus actos».
«Ele estava de tal forma fora de si que queria lavar as mãos no fogo da lareira! Como é que se pode mandar um doente nestas condições para casa pelo seu próprio pé?»
Recorde-se que «o Paulo foi levado para o Hospital numa ambulância, desacompanhado, e portanto, não tinha ninguém com ele para o trazer de novo para casa quando a alta lhe foi dada.»
Este caso, que só hoje chegou ao meu conhecimento através de um telefonema pessoal da mãe que, em desespero, deixava perceber a sua impotência por «já não saber o que fazer para que lhe dissessem alguma coisa», promete ter desenvolvimentos ulteriores que não se esgotarão no caso em si.
Mas, para já, o importante é tentar encontrar o Paulo até porque a esperança é a última que morre.
Olhem bem para a primeira foto.
Se reconhecerem este moço comuniquem, por favor, às autoridades.
O Paulo é de Seia - Serra da Estrela.
Os multimilionários não são nada estúpidos...
«Os recém bafejados pela "sorte" do Euromilhões de sexta fugiram para parte incerta e temem pelos filhos».
Vá lá, vá lá, que já estão a começar de perceber o que lhes aconteceu.
E estão com sorte por lhes ter acontecido essa "desgraça" em Portugal: Se fosse no Brasil, não tinham tempo sequer para fugir...
De qualquer modo, as dificuldades financeiras e o descanso acabaram para sempre.
Cenourinha chama Santanete a Belém: «Pedrinho! Ó Pedrinho! Anda cá, filho!»
A avaliar pelas últimas personalidades que lá chamou e pelas consequências políticas que dessas conversas retirou, espera-se que continuem a ser debatidos temas do mais alto interesse Nacional.
Por exemplo: a reflexão séria, serena e oportuna, sobre as consequências, para o futuro de Portugal, da última expulsão na Quinta das Celebridades. Ou, em alternativa, um debate oportuno, sereno e sério sobre a gravidade da problemática da divisão do dia em 24 horas.
Observadores bem colocados levantam ainda uma terceira hipótese: a dum debate franco e leal, tão sério como oportuno, sobre a altura da protecção dos varandins do mega-estádio de Leiria.
Seja qual for o tema, o debate será oportuno, sereno e sério.
Tal como o Presidente, ele próprio.
Santana cancelou a tomada de posse dos «remodelados» para ir ao casamento da filha da chefe de gabinete!
... que, por sua vez, esteve nos últimos 15 dias de licença sem vencimento justamente para preparar o casamento da filha!
É esta a importância que o primeiro ministro e a sua chefe de gabinete dão aos assuntos de Estado.
Trata-se do País, mas só depois de se tratar das festas de casamento.
Esta hierarquia de prioridades nacionais só é comparável à histórica decisão que levou à construção de 10 mega-Estádios para o Euro 2004, enquanto não há um tostão para se remodelar um hospital e, portanto, 1 em cada 100 doentes que entram nas urgências acaba por morrer em consequência de infecções contraídas em hospitais podres.
Mas o povo tem o que merece. Em qualquer país civilizado tal estado de coisas não seria possível. Mas neste arremedo de país com um povo absolutamente analfabruto a quem foram invertidos os valores da cidadania, da liberdade e do direito à reivindicação, tudo acaba por ser possível.
Pelos vistos, o próprio povo prefere Estádios a Hospitais. Por isso... os políticos só lhe fazem a vontade.
De qualquer modo, e para os portugueses que ainda não estão completamente alienados neste Truman Show de 15ª categoria: a ridicularia a que Santana se vota a si próprio e o desprezo que demonstra pelo País não tem paralelo na História recente de Portugal. Eu, pelo menos, não o encontro.
Henrique Chaves sai depois de despromovido e alega «falta de lealdade e de verdade»
O ministro da Juventude, Desporto e Reabilitação, Henrique Chaves, demitiu-se hoje do Governo acusando o primeiro-ministro, Santana Lopes, de falta "de lealdade e de verdade".
«Convidado para Ministro Adjunto, nunca me foi dada oportunidade de exercer qualquer função ao nível da coordenação do Governo, própria das funções inerentes a esta pasta», e acrescenta que «só ao Primeiro Ministro cabe a responsabilidade de conceder as condições para o exercício desse cargo, o que nunca aconteceu».
Responsabilizou directamente Santana Lopres pela sua demissão, acusando-o de «grave inversão dos valores da lealdade e verdade».
No comunicado à Lusa, o ex-ministro diz que constatatou que lhe «faltaram à verdade de uma forma muito grave que não pode tolerar e com a qual não pode conviver».
A trapalhada Santanete chegou a pontos de começar a comprometer gravemente, para além do Pais, também o Presidente que o empossou.
Cenourinha, a esta hora, deve estar mais que arrependido de lhe ter dado posse. Vai ter que calçar os patins a esta cáfila toda, mais cedo ou mais tarde - até Julho - e escusava, por isso, de ter perdido a sua face na História, lamentar-se-á todos os dias.
Mas agora é tarde e o mal está feito.
De facto, há que fazer qualquer coisa para pôr esta tripla de alucinados - Santana, Portas e Bagão - fora do poder o mais depressa possível.
A bem do que resta da Nação e para que alguma coisa permaneça de pé após a sua inevitavel expulsão do miserável reality-show em que transformaram a política deste país.
Não há mesmo dúvida.
10.000 mortos por infecções hospitalares? Estamos onde?
Num mês absolutamente demolidor para a imagem pública dos profissionais da Saúde, o DN sai-se agora com mais esta.
Em resultado das 100.000 (cem mil) infecções que os desgraçados que recorrem aos hospitais por lá apanham de borla, 10 mil deles acabam por morrer e mais 3 mil morrerão em consequência de complicações posteriores provocadas por essas infecções.
Se somarmos este número às 3 mil mortes provocadas por erros médicos, segundo o Expresso, pergunta-se:
Mas afinal, estamos onde?
Agora se percebe o ostracismo a que são votados os desgraçados nas macas e nos corredores por essas urgências fora: Não é desprezo, afinal: é estratégia de médicos e enfermeiros para não se deixarem contagiar...
A PJ retirou 3 camiões de objectos, propriedade da AMEC, de sua casa, mas Miguel Graça Moura sai com uma caução de 2500 euros
Miguel Graça Moura saiu em liberdade com termo de identidade e residência, e uma caução de 2500 euros, depois do interrogatório de ontem.
A este propósito, refira-se:
«Numa busca domiciliária realizada quarta-feira à noite a casa do maestro, a PJ apreendeu diversos bens pertencentes à Associação Música Educação e Cultura (AMEC), a instituição que gere a Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Entre o património cultural da AMEC apreendido contam-se livros, CD`s, partituras, obras de arte, pinturas e esculturas, e os bens tiveram de ser transportados em três camiões.
Em causa estará uma quantia na ordem do milhão e meio de euros, disse à Lusa fonte policial.
Parte desses bens estão à guarda da AMEC - que tutela a Orquestra Metropolitana de Lisboa - e outros estão sob custódia da PJ.»
Lusa
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Palavras, para quê?
Casa Pia: a palhaçada continua em alta
Finalmente, os doutos doutores descobriram que o tribunal da Boa Hora não tem condições para se prosseguir este julgamento.
Só advogados são 21, e portanto ninguém lá cabe. E toda a gente tinha a obrigação de o poder prever; mas, como sempre, não.
Mais: nem espaço nem condições tecnológicas: na Boa Hora não há vídeo-conferência, ainda.
Em Seia, há. Mas na Boa Hora ainda não.
Portanto, se a juíza decidir (quando muito bem quiser e entender) inquirir algumas testemunhas por essa via, ali não haveria possibilidade.
Depois da 6ª vaga de informatização dos tribunais que custaram 6 incomensuráveis fortunas ao bolso dos cidadãos, e 6 "bolos" de milhões para 6 (ou menos) fornecedores de informática, ainda a coisa não funciona.
É incrível!
Nem mesmo no Burkina Fasso!
Agora vai tudo para Monsanto, numa decisão - mais uma - tomada sobre o joelho, pois então?
Até que percebam, os doutos doutores, que lá também haverá, por certo, alguma coisa que impeça o início do julgamento.
A proximidade da prostituição descarada durante todo o dia, que é crime em Portugal, não o será, de certeza.
Por aí, podemos estar descansados.
«o facto de a criminalidade ter aumentado 50% em Seia só demonstra a grande eficácia da GNR».
Esta foi a 2ª noite de assaltos, em menos de um mês, no centro de Seia.
Foi assaltada uma loja de fotografia na principal avenida da Cidade - a av 1º de Maio. Depois, foi assaltada a casa do castelo onde funcionou até há pouco tempo a Câmara Municipal. E, não satisfeitos, os assaltantes decidiram ainda visitar um talho de onde foi furtado um porco inteiro!!!!
Não se sabe como foi transportada a carcaça, mas que desapareceu, não há dúvida!
Esta "criminalidade" senense atinge as raias do ridículo e nem ouso comentar as declarações do sr capitão de Pinhel - o agora "nosso" capitão - ontem na sessão pública da Câmara, que foram qualquer coisa como isto:
«o facto de a criminalidade ter aumentado 50% em Seia só demonstra a grande eficácia da GNR».
Agradece-se penhoradamente a quem conseguir decifrar esta mensagem.
Parafraseando um vereador: «Este Capitão ainda é melhor que o outro...»
Daniel Sanches e Canas de Senhorim
Deve haver algum problema com o ministro da administração interna.
Diz ele que mandou avançar a GNR para desmobilizar um ilícito criminal - o impedimento da saída de um camião de urânio.
Mas depois não mandou desmobilizar um outro ilícito criminal - incomensuravelmente maior - o corte total da linha da Beira Alta durante todo o tempo que o povo quis.
Aquele aparato policial deslocado propositadamente para o local - dezenas de carrinhas de intervenção da GNR com centenas de homens - o que estiveram a fazer na estação de Canas toda a tarde?
A linha esteve cortada durante cerca de 6 horas, com meia dúzia de madeiros que um só homem desobstruiria em menos de 5 minutos, e mesmo depois do povo abandonar o local, a linha lá ficou, abandonada e ... cortada!!!
Que é que se passa com este ministro?
A força de intervenção, depois de horas de vigilância, abandonou a estação de Canas e o povo desmobilizou em seguida.
No comício que se seguiu, Luis Pinheiro responsabilizou o PR por este incidente e todos os que se seguirão.
E acreditem que mais se seguirão.
Porque esta luta tem a ver com a política seguida pela CM de Nelas, que eles acusam de ostracizar a região que lhe deu de comer (a Nelas) durante várias gerações.
É uma argumentação interessante que em breve exporei.
Luis Pinheiro foi meu colega das aventuras dos conjuntos musicais nos anos 70 - vendi-lhe uma Gibson que trouxe de Londres em 1980 e, para quem não sabe, ele era um excelente guitarrista-solo (era assim que se denominava na altura...).
Foi giro recordar esses tempos ontem, na estação de Canas, no intervalo das sucessivas entrevistas que ele lá ia dando às rádios e às televisões...
Reportagem completa mais logo.
Joana está para a PJ assim como a Casa Pia está para os Tribunais
Fiquei espantado com o programa da manhã da SiC cujo final foi dedicado ao caso Joana.
Pensei que já ninguem se lembrasse dela, agora que a Judiciária finalmente percebeu que, desde que não lho indiquem realmente, nunca conseguirá descobrir o corpo e portanto deixou de «amandar postas de pescada» para a comunicação social.
Afinal ainda há quem se lembre de mais esta exibição nacional da incontinência e incompetência da polícia que nos orgulhamos de ter.
Enquanto pensava que era "trigo limpo", a Judiciária, talvez evidenciando resquícios de procedimentos comuns antes de 1974, não se poupou a enviar notas informativas para tudo quanto eram televisões. Numa segunda fase, quando começou a perceber que afinal a coisa não era assim tão fácil, optou por fugir para a frente, tentando desviar as atenções que fez recair sobre si, alvitrando hipóteses cada vez mais inverosímeis e taralhoucas para empatar a comunicação social e evitar cair de imediato no ridículo, esperando, portanto, que o tempo apagasse mais este monumental flop, sempre sem perceber que estava a dar sucessivos tiros no pé.
Por fim, fez o que devia ter feito no início: calou-se muito bem caladinha e espera agora que a crise passe. Entretanto sempre se apanham uns "coelhos" correios da droga - que são enviados de propósito para serem apanhados para que o grosso dos carregamentos passe ao lado - e vai-se distraindo o povão, apostando na sua diminuta memória, esperando que este continue a manter uma imagem da PJ portuguesa de uma excelência e qualidade que, de facto, não tem.
Aprendi com sir Arthur Conan Doyle que nem todos os crimes têm solução. Dizer que não há crimes perfeitos é a maior mentira do planeta.
Mas também ele, o percursor da polícia científica, ensinou que um bom investigador tem que ser essencialmente recatado e nunca exuberante. Ainda menos quando não está na plena posse de todas as respostas para todas as questões.
O mínimo que se pode concluir é que nem todos os investigadores da PJ portuguesa o leram. Porque em Portugal, pelos vistos, nem é necessária grande excelência por parte do criminoso para que não seja descoberto. Basta quase que não se denuncie. Mas isto é assunto para outra crónica.
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Coitadas das milhares de Joanas por esse país fora... e coitados de nós que acabamos por vir a saber do duplamente infeliz desfecho desses casos.
Que feliz me deixam aqueles milhares de casos dos quais as televisões nunca chegam a saber....
O grande sarilho de Almerindo Marques
Ou muito me engano ou «o grande sarilho» de Almerindo está apenas a começar.
Só num país de brandos costumes é possível apreciar o triste espectáculo de nervosismo incontrolado e de excitação total num homem que deveria ser o garante da estabilidade e da serenidade numa RTP que se quer, finalmente, tornar parecida com alguma coisa.
Lembrou-me aquela cena deliciosa de Adelino Salvado a bufar e a rasgar as folhas do dossier em plena Comissão de Inquérito.
Não se me oferece qualquer dúvida que este senhor tem tanto perfil para gestor como Paulo Portas para gigolo.
O grande sarilho, as consequências desvastadoras e as meias palavras terão que ser explicadas.
E a Almerindo restar-lhe-ia, em qualquer país civilizado, a porta do cavalo. Aqui, neste Burkina Fasso à beira mar plantado, pode continuar a fazer as palermices do costume e a levantar o cheque ao fim do mês.
Foto RTP
Desemprego de muito longa duração aumentou 67.3% - Não há empregos para ninguém
Num estudo hoje divulgado, Eugénio Rosa, economista da CGTP, afirma que há mais de meio milhão de desempregados em Portugal, a que corresponde uma taxa real de 9.4%.
Ele adiciona aos 375.900 desempregadas declarados pelo INE, 80.300 pessoas que foram contabilizadas como inactivas por não terem feito diligências para encontrar emprego nas últimas 4 semanas. Somando o desemprego oficial, os inactivos disponíveis para trabalhar e o subemprego visível, Eugénio Rosa encontra um universo de 516.500 de desempregados reais, que corresponderia a uma taxa de desemprego corrigida de 9,4%.
Este estudo revela ainda que os desempregados de longa duração (há mais de um ano sem emprego) aumentaram 39,1% entre os terceiros trimestres de 2003 e 2004, enquanto o desemprego de muito longa duração (há mais de dois anos sem emprego) aumentou 67,3% no mesmo período, para 94.200 pessoas.
O mais preocupante nem é o meio milhão de desempregados pontuais. É a falta de saídas para os desempregados de longa duração, o que conduz à conclusão fatal que Portugal não tem, de facto, que lhes dar que fazer.
E agora? Acaba-se o subsídio e vão roubar para as ruas?
Há quantas horas está Almerindo Marques a falar?
Há quantas?
Hein?
Não seria mais fácil fazerem as coisas com transparência...?
Se o homem não servia era dizer-lho na cara.
Pronto. Acabou-se.
Para que são as jogadas por debaixo da mesa?
O pretexto foi a nomeação de um correspondente para Madrid?
Têm a certeza que não foi a nomeação da senhora da limpeza para o escritório da RTP de Dakar?
Valha-me Deus!
Há pessoas que não têm mesmo o sentido do ridículo.
Estudo sobre a fiscalização da alcoolemia por parte da BT dá resultados surpreendentes!
Compilei os dados disponíveis no site da GNR sobre a fiscalização que a BT tem feito desde o princípio do mês de Novembro à alcoolemia nos condutores e apresento aqui os resultados que actualizarei à medida que mais dados forem disponibilizados.
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Deles se retiram as seguintes curiosas conclusões:
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1 - A GNR/BT vai para a estrada com armas e bagagens aos fins-de-semana.
De facto, dos 14094 condutores fiscalizados desde o dia 1/11, tantos como 7758 - o que corresponde a 55% - foram-no aos sábados e domingos apenas.
Portanto, enquanto a BT fiscaliza, de segunda a sexta, 487 condutores em média por dia, ao fim de semana esse número sobe para 1108 - mais do dobro.
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2 - O número de contra-ordenações é directamente proporcional ao nr de fiscalizações.
Outra coisa não seria de esperar, senão a estatística seria uma batata. Mas os números aí estão a comprová-lo:
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Dos condutores fiscalizados, 8,47% apresentam um grau de alcoolemia acima dos 0.5gr/ltr enquanto que 2,76% apresentam um grau superior a 1,2gr/ltr, o que constitui crime. Portanto, grosso modo, em cada 100 condutores mandados parar, entre 8 e 9 têm mais de que 0,5gr/ltr e de 2 a 3 apresentam mais de 1,2 gr/ltr..
Deste total de contra-ordenações, 19% são detectados durante a semana e o restante nos dias de sexta, sábado e domingo.
Por dias de semana:
Num dia normal - de Segunda a Quinta, a percentagem de condutores "apanhados" com um grão na asa, relativamente ao total de condutores fiscalizados, ronda os 1.74%. Em cada Sexta feira a percentagem de condutores com excesso sobe para 2.88%, em cada Sábado é de 5.56% e em cada Domingo, de 15.72%. Aos domingos a percentagem sobe mais de 9 vezes, relativamente a um dia de semana. Relativamente ao crime - mais de 1,2gr/ltr de sangue, temos:
De segunda a quinta: 1.8% do fiscalizado. Em cada sexta: 3.17% do total. Sábado com 4.71%, e Domingo com 10.97%.
Os bebedolas fortes aumentam a probabilidade de sem apanhados 6 vezes ao domingo.
Há que não beber, portanto, ao fim de semana.
Especialmente ao domingo.
Agora coloquemo-nos na pele da Brigada. Sabendo que ao Sábado e ao Domingo, por via das festas, dos futebóis, das lancharadas, em resumo, da confraternização social, o povo bebe mais um copito, e por conseguinte a hipóteses que temos de apanhar um prevaricador é de quase 15%, em que dias nos poríamos à caça?
É a tal pescadinha de rabo na boca de que Seia é vítima há 3 anos.
Primeiro cercaram-nos totalmente para atingimento de objectivos. E quando falo em cerco não exagero. Dias e dias sem se poder entrar e sair de Seia sem se ser fiscalizado merece bem o epíteto.
Depois controlam-nos todos os dias e especialmente à saída das festas das vilas, aldeias e até das festas académicas. É claro que um cerco permanente destes dá obrigatóriamente os seus frutos. Aqui ou na China.
E depois, porque deu frutos, duplica-se e triplica-se a fiscalização.
Neste momento já somos fiscalizados permanentemente devido ao resultado do cerco de 3 anos.
Mas agora que o sr Capitão já atingiu plenamente os seus objectivos pessoais à custa do inacreditável serviço apresentado ao longo deste cerco, até já podia ir cercar outra cidade e deixar Seia definitivamente em paz, não?