1.04.2004

Amanteigado

Azuis da Estrela

Igreja de Seia

Garganta de Loriga

Torre e radar ao pôr-do-sol

Pão do Museu

Enchidos do Sabugueiro

Gastronomia: Presunto e Mel do Sabugueiro

Gastronomia: Entrecosto no forno com feijoca e grelos

Gastronomia: Truta recheada à Serra da Estrela

Museu do Pão - Seia

Migrei para o weblog

Caros leitores:
Atendendo a que não faz sentido estar a repetir matérias em 2 alojamentos, a partir de agora apenas inserirei textos em
joaotilly.weblog.com.pt
É mais fácil para todos.
Entretanto manterei aqui o meu arquivo mais antigo, e colocarei links directos para os mais distraídos que continuem a visitar este alojamento.
Por favor, tomem nota. Este anúncio ficará aqui mais uns meses para avisar a navegação.
Grato
João Tilly

1.03.2004

Seia é a Porta da Estrela. E para além da porta, que mais há?


Seia é a Porta da Estrela.
Mas para além da porta é preciso que haja outras divisões na Casa:
Corredores que conduzam à sala de estar, uma sala de jantar condigna, quartos capazes e pelo menos uma casa de banho para receber as visitas.
Se não, vale mais remodelar a casa para não passar vergonhas.

Sábado, 03-01-2004. 12:00 horas.
O que se está a passar neste momento, no maciço central, é justamente o pior que pode acontecer para o turismo regional.
Depois de uma publicidade eficaz levada a efeito por diversos operadores turísticos, a Serra torna-se naturalmente atractiva para o turista de inverno ou apenas de fim de semana.
Queixamo-nos de que a Serra está desprezada, que é o maior desperdício em termos de turismo que há em Portugal, mas depois não há oferta possível a dar ao turismo quando ele, finalmente, aparece.
Nem estradas - a fila Seia / Torre é, neste momento, contínua e praticamente parada - nem infraestruturas capazes.
Basta que as telecadeiras não funcionem para que mais ninguém se entenda nas pistas. Os chamados «saca-rabos» não conseguem despachar o trânsito ascendente de esquiadores e de imediato as pistas ficam congestionadas.
Bichas de quilómetros de carro e depois a pé, para os meios mecânicos, lá estão, neste momento, para desespero dos turistas.
Muitas horas perdidas. Enfim, o dia todo perdido.
Centenas de "Jeeps" conseguiram chegar às pistas mas voltaram para trás ao deparar com a gigantesca fila para os «forfaits».
Que vão essas pessoas, vindas de tão longe, dizer?

E almoçar, onde?
Depois de se perder toda a manhã em bichas para se aceder às pistas, são horas de almoço.
Onde é que vão almoçar milhares de turistas esfomeados e frustrados? No exíguo restaurante das pistas? Ou voltam para trás, no momento em que por fim lá conseguiram chegar, para poderem tomar uma refeição decente?
O que se está a passar, dizia, é mesmo o pior possível.
Turista que veio hoje, não volta tão cedo. E pior: transmitirá a todos quantos sejam das suas relações, que por sua vez transmitirão a outros, que a serra assim (des)organizada, não vale a pena.
E não terá razão?

Não será o momento de se parar para se fazerem obras no resto da casa, construindo as divisões que faltam - corredores, sala de estar, sala de jantar, quartos, casa de banho - e só depois começar a receber, condignamente, as visitas?

1.02.2004

OS NOVOS EMPRESÁRIOS PORTUGUESES TÊM MENOS QUE O 8º ANO DE ESCOLARIDADE

Os estudos tiveram como base a análise dos dados dos quadros de pessoal referente ao período compreendido entre 1991 e 2000, portanto abrange um período suficientemente longo para se poderem tirar conclusões válidas, por um lado, e, por outro lado, diz respeito a um período recente portanto essas conclusões continuam a ser válidas no momento actual e a reflectir a realidade empresarial portuguesa.
Assim, de acordo com as conclusões de um desses estudos que tem o titulo “Indicadores de Empreendedorismo e Inovação” em Portugal, os novos patrões portugueses que apareceram no período 1991-2000 “em termos de escolaridade, apresentam uma média de 7,7 anos de escolaridade” portanto uma escolaridade manifestamente insuficiente para poder responder aos desafios que as empresas enfrentam no mundo actual. Por outro lado, é evidente que se os novos patrões da última década do século XX possuíam em média uma escolaridade tão baixa– menos de 8 anos de escolaridade – então é legitimo concluir que a média de escolaridade dos antigos patrões portugueses, isto é, dos que ascenderam à classe de empresários antes de 1991 é ainda mais baixa, o que não deixa de ser extremamente grave e dá bem uma ideia da dimensão dos problemas existentes neste campo.
Outra característica importante dos novos patrões portugueses também revelada pelo mesmo estudo, que define bem o seu perfil psicológico, é que embora a maioria possuísse baixa escolaridade e baixas qualificações profissionais antes de serem patrões, logo que ascendem à classe de empresários autoclassificam-se como “quadros superiores” aparecendo nos quadros de pessoal das empresas incluídos em tal categoria.
É fácil de compreender que com patrões com o nível de escolaridade baixo referido anteriormente e com aumento de qualificações obtidos desta forma é difícil ou mesmo quase impossível recuperar o atraso em que o País se encontra. E isto porque a esmagadora maioria deles não possui as competências necessárias quer para enfrentar com êxito os desafios de uma concorrência cada vez mais global quer para introduzir novos produtos, novos processos tecnológicos, novas formas de organização do trabalho e novas formas de distribuição.
in «Os cães ladram e a caravana passa»

Reconstruir a ruína da Justiça Portuguesa

O problema da Justiça está, definitivamente, diagnosticado. Não está resolvido, mas pelo menos nunca mais nenhum figurante de toga terá a coragem de tratar o povo como simples canídeo, enquanto se dobra em deferências perante os senhores do colarinho branco.
O primeiro passo está dado. A Casa Pia já permitiu expôr até à exaustão a aberração perfeitamente descricionária chamada Sistema Judicial Português.
Expô-lo e desacreditou-o. Porque não se podia perpetuar uma coisa destas num país que se diz de Direito, mas que De Facto demonstra todos os dias que o não é.
Cabe agora aos bons profissionais da Justiça reconstruir a ruína desmoronada.
Cabe aos cidadãos aceitarem o pedido de desculpas dos Bastonários Judiciais, pelo estado a que os seus agentes deixaram chegar a Justiça em Portugal.
Devem estes endereçá-lo publicamente, em nome daqueles cujo sacrifício nas barras dos Tribunais e nas prisões parece ter sido em vão.
E mais lhes cabe substituir, desde já, aquela emblemática e incomensurável soberba por uma nova atitude de dedicada humildade; acabar de demolir o pardieiro em que tristemente se movimentam, e começar HOJE MESMO a reconstruir o edifício da Nova Justiça Portuguesa.

A lógica das patacoadas dos juízes

3 horas não eram passadas desde o último escândalo da dupla Guerra/Teixeira e já um juiz desembargador com o ar mais alucinado do mundo se posicionava em frente às câmaras a defender o ex-colega.
Agora analisemos a lógica do raciocínio elaboradíssimo com que estes senhores chegam ao final de uma carreira brilhante (depois de terem condenado milhares de pessoas, sabe-se lá quantos inocentes, e de terem absolvido outros tantos criminosos):

afirmação 1: Uma carta anónima não constitui prova, em nenhum caso.

afirmação 2: Mas se o procurador a meter no lixo pode ser acusado de ocultar provas.

Então se a carta nunca é prova, como é que está a ocultar provas?
Bem: e isto é um Juiz dos mais cotados - cujo nome me recuso a repetir a bem da sanidade mental dos meus leitores.

Será possível que os Tribunais estejam entregues a gente desta????

1.01.2004

Nabais sabe demais...


Hugo Marçal e Ferreira Dinis são dois grandes sortudos. Calhou-lhes o único advogado de quem o choné Teixeira e o e alucinado Guerra têm mêdo, vá-se lá saber porquê. Resultado: os dois arguidos estão livres o que representa um sucesso de João Nabais de 100% enquanto Sá Fernandes e Serra Lopes tiveram, até agora, zero sucesso.
Curiosidade adicional: tirando Carlos Silvino, trata-se dos arguidos sobre os quais pendem mais acusações!!!
O provérbio está trocado: Chuva na eira e muito sol no Nabal.

Prisão preventiva para procurador esgrouviado?

João Guerra, o excêntrico procurador que ameaça de morte toda a sua família, responsável pelas acusações a Carlos Cruz e demais arguidos, mostra a verdadeira dimensão de toda a sua alienação ao anexar cartas anónimas a processos. Neste caso são os Presidente da República e António Vitorino os visados.
Nem categoria profissional o artista tinha para tratar de assuntos relativos ao Presidente da República!
E mais uma vez, apenas membros destacados do PS. Nem um único político de outros quadrantes.
Viva a Justiça Portuguesa.
Aguardamos todos a prisão preventiva do descompensado procurador!

12.31.2003

Bom 2004 para todos, excepto para 95%


Nesta hora de encerramento da emissão - tenho que ir ganhar a vida com a câmera às costas - desejo a todos os clientes e amigos que nunca vos aconteça o que aconteceu ao Carlos Cruz.
Que nunca nenhum "amigo" vos acuse de pedofilia (o único crime que existe em Portugal que dá de imediato acesso a prisão preventiva) e que apenas por isso, sem quaisquer outras povas para além dos testemunhos desses amigos, não apodreçam os V. ossos na prisa por tempo indeterminado.
Ao Rui Teixeira, esse esquizofrénico assumido, agradeço o ter mostrado à sociedade que vergonha é esta chamada Justiça Portuguesa.
À Fátima Felgueiras, a corrupta menos corrupta de Portugal, agradeço por ter mostrado ao país que quem quiser pode fintar esta miserável coisa chamada Justiça, sem que absolutamente nada lhe aconteça.
Ao Camilo do Totta, que abafou 2 milhões ao Banco, segundo dizem agora os ex-amigos, espero que esteja bem - não é essa a informação que tenho - e agradeço também por mostrar aos senenses que nem investigação policial existe nem absolutamente coisíssima nenhuma. Lá continua, no seio dos amigos, a gozar o sol e os rendimentos e qualquer dia está lá a Família toda. Vão depressa juntar-se a ele, que daqui a 3 anos a polícia começa a ir à sua procura e depois é mais difícil.
Em 2013 o processo está prescrito e depois até já pode voltar a Seia.
Será recebido como um herói.
Ao João Guerra, o procurador lunático, agradeço que meta toda a sua família na cadeia, como pretende, que é para termos a certeza que não terá mais filhos: um risco à escala nacional que deve ser, a todo o custo, evitado.
Aos professores portugueses, tirando muita da miséria que grassa nos conselhos executivos por esse país fora, desejo boa sorte nas V. tarefas e que ENSINEM as crianças, para que não fiquem tão estúpidos como aquelas que eu conheci, por serem meus colegas, e agora são professores.
A Portugal, que abra os olhos e deixe, finalmente, de ser um país de grunhos. Ainda há muito boa gente, livre de corrupções e compadrios, que podem contribuir para um futuro colectivo bem melhor.
A todos os corruptos e compadres que se instalam em todos os degraus do poder - e que, por isso mesmo, desgraçam o nosso futuro a cada dia que passa, - desejo que tenham uma monumental diarreia, para que quem o não é possa ocupar o seu lugar e fazer com que este país saia, de uma vez por todas, da cauda da europa civilizada.
Bom ano para todos, excepto para os corruptos e para os grunhos.
João Tilly

13 mil páginas sem índice

Sá Fernandes queixa-se de que as 13 mil páginas do processo Casa Pia não contêm, sequer, um mero índice!
«Como se pode consultar o que quer que seja? » - protesta.
«Em pleno sec 21?» - Pergunta incrédulo.
PJ, investigadores, procurador e Juiz não se preocuparam com esse mero pormenor.
Agora só lhes falta descobrir também que, ou faltam centenas de páginas, ou estarão em branco...

ENSINO: AS MAFIAS DOS CONSELHOS EXECUTIVOS

Isto de eleger meia dúzia de colegas para as Comissões Executivas tem cada vez mais piada... para eles.
Nós chamamos-lhe Democracia; eles chama-lhe um figo, e a nós... chamam-nos tansos.
A classe dos professores é decididamente a mais desunida, porque a mais medrosa que há.
A partir do momento que são eleitos é vê-los a transmutarem a sua personalidade, como que por magia.
Os mais humildes tornam-se arrogantes, os mais acessíveis, altivos e os mais estúpidos, mais ainda.
Como tem coragem, gente que nunca geriu nada na vida a não ser as respectivas cozinhas, de se candidatar a gestor escolar?
Qual a sua formação? A maior parte das vezes é directamente proporcional aos seus níveis intelectuais.
Mas agora: que benesses adquirem imediatamente?
Apenas algumas:
1º - NUNCA MAIS FALTAM NEM NUNCA MAIS SE ATRASAM. Porquê? Porque não há registo de faltas para os membros do Conselhos executivos. Podem aparecer às horas que quiserem, se quiserem, que está tudo bem. No final do ano, recebem um bónus de 1 mês por nunca terem faltado nem chegado atrasados.
2º - SAEM ÀS HORAS QUE QUEREM. Não há registo de horário de trabalho para os membros das Comissões Executivas. Por lei têm que fazer 35 horas semanais.... é só rir!!!
3º - NUNCA NINGUÉM SABE, MESMO QUE ESTEJAM AO SERVIÇO, ONDE ESTÃO. Não há horários afixados nas portas dos CE, exactamente para que a confusão se estabeleça. É obrigatória a sua colocação, mas se o fizerem, começam logo a ficar controlados. Têm, pelo menos que estar na Escola. Portanto, sem horário afixado é tudo muito melhor.
- Onde está Fulano?
- Deve estar para aí.
- E Cicrano?
- Deve andar lá para cima...
- E Beltrano?
- Acho que hoje ia com a filha ao médico...
4º - REDUÇÃO das componentes lectivas, aqueles que têm algumas, quase para zero. O resto do tempo, escusam de vir à Escola, porque não há controle das restantes horas.
5º - ULTRAPASSAGEM de centenas de colegas mais graduados na listagem geral, porque se pertence a Comissões Executivas. Onde andariam muitos dos professores sem tempo de serviço que se perpetuam em Escolas perto da residência, não fossem as jogadas das CEs? Destacamentos e cunhas são logo ultrapassados por este método seguro.
Vens para a Comissão Executiva e garantimos-te lugar por 3 anos.
Há melhor???
Viva a democracia!

12.30.2003

DREC/CAE - Uma associação de malfeitores?

Por 3 vezes chamei, por escrito, a atenção da DREC para as ilegalidades perpetradas na Escola EB 2,3 Dr Abranches Ferrão, que ostenta um pseudo Conselho Executivo totalmente ilegal desde a sua eleição. Logo no momento em que foi eleito o CE nunca deveria ter tomado posse, uma vez que o Agrupamento iria receber - todos bem o sabí­amos - escolas novas imediatamente.
Disse-o alto e bom som no último Conselho Pedagógico em que participei.
Foi "cozinhada" no silêncio e nas costas dos Pais, Professores e comunidade Escolar, uma solução de compadrio entre os Presidentes da Comissão Executiva anterior e da actual, que mantém 50% da composição da anterior.
Tipicamente um arranjinho de amigos.
A transparência, na Arrifana, é igual à legalidade: zero.
E isso só convém àqueles que não têm vergonha na cara.
Estou farto de denunciar esta situação, e até agora tudo o que se ouviu foi o som do silêncio.
Um silêncio cúmplice.
Um silêncio podre.
Mas não me calarei porque não me farão a mim cúmplice de «jogadas de amigos» que a ninguém deixam dúvidas.
Como consequência destas exposições e alertas, a nova CE ilegal decidiu perseguir os professores que alertaram para a autêntica pouca-vergonha que se verifica a nível dos "cargos" assim perpetuados.
A verdade é que este CE tomou mesmo posse, de forma absolutamente abusiva, posse essa conferida por José Diogo, que assim chancelou e decidiu apadrinhar uma gritante aberração.
Este Concelho Executivo ilegal tem sido "mantido" no poder até agora pelo silêncio cumplice da DREC e do sr coordenador José Diogo Pinto, agora suspenso pelo Ministro, que não cumpriram, também neste caso, a Lei.
É urgente a reposição da legalidade no Agrupamento através de novo processo eleitoral, já que este Agrupamento foi aumentado e portanto, à luz da Lei, é considerado para todos os efeitos como um Agrupamento NOVO.
Ninguem pode atropelar a Lei, por mais amigos que sejam de coordenadores ou de directores adjuntos.
Devem os professores que fazem parte deste ilegal Conselho Executivo ressarcir os cofres do Estado dos montantes ilegalmente auferidos desde a sua tomada de posse, e retomar a sua situação de simples professores nas escolas para onde deveriam ter sido colocados, não fora esta manobra degradante e grotescamente ilegal.
Ou se cumpre a Lei ou têm que se expôr a público os prevaricadores.
Até para que os colegas que foram prejudicados com estas manobras possam saber exactamente quem os prejudicou.
Nenhum acto deste Concelho Executivo se revestiu até hoje de um mí­nimo de legalidade, pelo que aquele Agrupamento de Seia continua a funcionar absolutamente à margem da Lei.
Até quando?
Até chegarem as televisões?

"Cólidade envestigatória": Herman é Omnipresente



No Brasil e em Portugal ao mesmo tempo... sim senhor!
É mesmo um verdadeiro artista!
Agora imaginemos que tinha ficado preventivamente preso.
Só agora poderia provar, e em 3 minutos, que não estava em Portugal na data em que o acusam de ter tido aquele alegado comportamento.
Ficava com os ossos na choldra sem se poder defender, o tempo que fosse preciso, na mais absoluta ignorância até à data de ontem.
Grande país que tem uma "Jostissa" e uma "Envestigação" de tão elevada "Cólidade".
Proponho já que a Judite, o João Guerra e Rui Teixeira sejam galardoados na próxima gala dos Cromos de Ouro com o C da Cólidade profissional.

A corrupção no sapatinho



«Deficiente e fraudatória prestação de informação... » Assim reza o comunicado em que o Ministro da Educação informa ter demitido o director regional adjunto do Centro na sequência das conclusões de um inquérito à colocação de professores em Aveiro e Viseu.
António Vicente Figueiredo torna-se assim o primeiro director adjunto a ser demitido na sequência das milhentas caldeiradas que sempre existiram e vão continuar a existir nos concursos de professores.
Mas é preciso que se diga que este amigo dos seus amigos apenas foi demitido porque foi ingénuo a ponto de confessar que fez um jeito a uma filha de uma amiga.
Se tivesse ficado de bico calado, como todos os demais colegas, o inquérito teria apurado tratar-se apenas de um erro de concurso a ninguém imputável em em particular e tudo ficaria tal e qual, como compete a um país que cultiva tão religiosamente a corrupção como a futeboleirice.
Cedo piaste, ó Figueiredo.

12.28.2003

Figurantes portugueses em Angola: a tragédia, o drama, o horror...


O Mega-casamento da filha de Eduardo dos Santos não pode deixar de causar em qualquer cidadão livre uma reacção de revolta de proporções planetárias.
Não pelo rapazinho que escolheu, coitado, nem pelos convidados que se viram obrigados a estar presentes.
Também não pela dívida externa do país que nunca a pagará nem a amortizará sequer - pelo menos a Portugal.
O que impressiona é o facto de todos os hoteis de 5 estrelas, mais os de 4 e os de 3 terem ficado totalmente reservados durante os 15 dias que rodearam o evento, por ordem do presidente, para os seus convidados.
O que indigna é que com o custo de um simples casamento podiam ter-se construído dezenas de escolas e centros de saúde para um dos povos mais sacrificados do continente africano.
Nisso, devo reconhecê-lo, os nossos povos têm a curiosa sina de serem, desgraçadamente, irmãos.
Aqui é a inacreditável futebolice que consome todas as verbas subtraídas dos nossos impostos à Saúde, ao Ensino e à Justiça.
Lá, os casamentos e os luxos desmedidos no dia a dia daquela família Real.
Portugal tornou-se historicamente cúmplice deste Presidente e deste regime ditatorial quando, pela mão de Murteira Nabo, a PT pagou 15 milhões de contos por 50% de uma licença monopolista de exploração da futura rede celular de Angola. 15 milhões por metade de um registo na Conservatória de Luanda que tinha custado... 5 contos.
Com esses milhões, Eduardo dos Santos comprou tecnologia de rasteio de comunicações telefónicas via satélite, que lhe permitiu, entre outras vantagens estratégico-militares, apanhar Savimbi no meio da selva.
Foram os portugueses, com os seus impostos, pela mão da PT, que entregaram Savimbi nas mãos de Eduardo dos Santos. Historicamente correcto? Historicamente errado? O fim da guerra, pelo menos teoricamente, teria sido o primeiro passo para a reconstrução da nação Angolana e até eu, que odeio ditadores, considerei que o sacrifício de Savimbi, se tivesse servido para colocar um ponto final à guerra fratricida, não teria sido um preço exageradamente elevado a pagar (que me perdoe a família por esta gélida afirmação. Nada pessoal, claro).
A verdade é que a oportunidade do fim da guerra não tem sido aproveitada por este senhor ditador presidente.
O país continua irreconhecível, mais subdesenvolvido que nunca. O ensino e a saúde praticamente não existem por todo o país e as únicas manifestações culturais, científicas, sociais que por lá se vêem... é isto.
Um mega casamento de milhões.
Durão não podia faltar, embora a sua missão não fosse exactamente a de renegociar a dívida externa ao nosso país que, a ser paga, de imediato faria rasgar o mais amplo sorriso à taciturna máscara da Ferreira Leite.
Os palhaços de serviço da SIC e da Caras também não.
Quando é que Portugal parará para pensar nas suas continuadas participações, ao mais alto nível, nestas indignas palhaçadas que envergonham, pela conjuntura de que se revestem, toda a Humanidade?

12.27.2003

ATENÇÂO: Sinais de trânsito mesmo falsos acabam por fazer sempre fé



Estando eu já perfeitamente acomodado com o facto de a nossa garbosa GNR outra vida não fazer do que multar por estacionamento indevido (ver Imperdoável), ao de leve ebocei um projecto de sorriso com a notícia da SIC sobre os sinais de trânsito ilegais apostos por toda a parte.
Em Seia não há um só que seja legal, nem eu conheço em lado nenhum do interior do país um único sinal de trânsito que exiba de forma visível o código do cadastro e chancela da autarquia.
Mas isto já todos nós sabemos há muito.
Há anos que correm textos com essa informação na net.
Ora, apesar de ser essa uma insofismável realidade - os sinais estão todos ilegalmente colocados pelo que teoricamente não deveriam ter qualquer valor - a verdade é que acabam por tê-lo, mesmo assim, em Portugal.
Porque os GNRs continuam a multar com base neles e o cidadão continua a pagar a multa. Quando não paga e reclama a tempo - coisa que ninguém faz - o juiz também se rege pela jurisprudência e pelo senso comum. Se já condenou centenas de condutores com base nos mesmos sinais, não vai agora assumir-se como ignorante e péssimo profissional e deixar de condenar os seguintes, só porque a SIC se lembrou de consultar a Lei - coisa que muitos juízes de província deviam fazer mais amiúde, pelo menos nos intervalos das passeatas de jipes e jantaradas de fim-de-semana.
Quem quiser que recorra.
E só em recurso, com umas boas centenas ou milhares de euros gastos, se fará justiça.
Portanto... sinais falsos acabam por se tornar mesmo verdadeiros, aqui em Portugal

12.26.2003

5º artigo de opinião no Expresso Online

Perdoe-se-me a imodéstia, mas aqui deixo mais um link para o meu último artigo publicado no "leitor com opinião" do Expresso.
E vão 5, o que me parece ser um record absoluto, já que mais nenhum autor escolhido repete, sequer, um texto.
E como eu não conheço aquela gente de lado nenhum... cunha não é.
É sobre o problema (da falta) de ensino.
Com ele arranjarei mais uma boa centena de inimigos - os professores do funcionalismo público do extremo cansaço à segunda feira de manhã - e mais 2 ou 3 amigos entre os poucos professores que não envergonham esta desavergonhada classe (já que a maioria é quem determina o que a classe, de facto, é).

António Nunes em exclusivo



"Não temos quaisquer responsabilidades no que aconteceu"
O engenheiro responsável-técnico pela construção do edifício que ruiu garante à nossa reportagem estar totalmente isento de culpas e aponta as causas do desmoronamento que, segundo ele, foram já corroboradas por vários técnicos que se deslocaram à obra.
"A culpa é do muro que está a ser construído nos terrenos da Escola Secundária". Esta afirmação surpreendente e textual de António Nunes abre o pormenorizado esclarecimento que teve a gentileza de prestar à nossa reportagem e que será brevemente publicado na íntegra aqui no PE Online.
"Contra a Natureza nada pode ser feito".
"Somos responsáveis pela contrução de mais de 50% dos edifícios em Seia".
"Não somos nenhuns principiantes; a gente sabe o que está a fazer."

António Nunes, o engenheiro responsável pela construção do edificio que desmoronou na véspera de Natal, em Seia, quer deixar bem vincadas estas ideias de força para início de conversa.
Explica-nos o que sucedeu:

"A causa do desmoronamento foi o levantamento do nível do lençol freático, que se deveu à construção de um muro nos terrenos da Escola Secundária, do outro lado da estrada.
Esse muro obstruiu o natural escoamento das águas subterrâneas, que por esse motivo se acumularam a montante (fundações do edifício que desabou), provocando correntes não identificadas que determinaram o abatimento dos pilares centrais e o imediato arrastamento da estrutura".


Em entrevista alargada e excusiva ao PE Online, A. Nunes tece outras considerações e dispara acusações contra "alguns colegas que fazem as coisas de qualquer maneira"...
Fala da estabilidade dos edifícios contíguos, de indemnizações que poderia (mas não quer) exigir, e garante que só quer que as pessoas não o "crucifiquem".
Fique atento.

Textos de SitCom: Durão monólogo

Sózinho no palco, iluminado de cima por 2 projectores brancos, provocando uma sombra do nariz sobre a boca:
(Voz trémula tipo Eunice Muñoz)
- "o pior já passou" na economia nacional...
(Pausa. Inspira. Mais animado ma non troppo)
- 2004 será um ano de recuperação "lenta e gradual"...
(Expira.)

Sequela:
(Deixa a pose etérea e com ar pensativo, como que "caindo na real")
- E porque é que o pior já passou?
(Saltando repetidamente, joelhos flectidos, tronco curvo e punhos cerrados)
- Porque sim! Porque sim! Porque siiiim!

Textos de SitCom: Durão-GNR

"O chefe do Governo aproveitou a sua mensagem de Natal para dirigir-se ao contingente da GNR no Iraque, afirmando que o país está orgulhoso do trabalho desenvolvido numa "missão de alto risco".Agência LUSA

Imaginem isto dito pelo John Cleese...
Agora pelo Mr Bean...
Impagável!