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- Alterações Climáticas. A maior mentira do sec 21
- O negócio multimilionário das vacinas obrigatórias
- O despovoamento galopante do interior: restam-nos 3 décadas
- Os mitos sobre a neve especial na Serra da Estrela...
- AS 9 VERDADES SOBRE AS BARRAGENS E O SEU VENENO MORTAL: O METANO
- O QUE ACONTECEU A SEIA NOS ÚLTIMOS 30 ANOS... e o que vai acontecer nos próximos 4
- As 5 leis fundamentais da estupidez humana.
- 1º Dezembro de 1640
- Mitos e Truques da História de Portugal (1109 - 2017)
1.04.2004
Migrei para o weblog
Atendendo a que não faz sentido estar a repetir matérias em 2 alojamentos, a partir de agora apenas inserirei textos em
joaotilly.weblog.com.pt
É mais fácil para todos.
Entretanto manterei aqui o meu arquivo mais antigo, e colocarei links directos para os mais distraídos que continuem a visitar este alojamento.
Por favor, tomem nota. Este anúncio ficará aqui mais uns meses para avisar a navegação.
Grato
João Tilly
1.03.2004
Seia é a Porta da Estrela. E para além da porta, que mais há?
Seia é a Porta da Estrela.
Mas para além da porta é preciso que haja outras divisões na Casa:
Corredores que conduzam à sala de estar, uma sala de jantar condigna, quartos capazes e pelo menos uma casa de banho para receber as visitas.
Se não, vale mais remodelar a casa para não passar vergonhas.
Sábado, 03-01-2004. 12:00 horas.
O que se está a passar neste momento, no maciço central, é justamente o pior que pode acontecer para o turismo regional.
Depois de uma publicidade eficaz levada a efeito por diversos operadores turísticos, a Serra torna-se naturalmente atractiva para o turista de inverno ou apenas de fim de semana.
Queixamo-nos de que a Serra está desprezada, que é o maior desperdício em termos de turismo que há em Portugal, mas depois não há oferta possível a dar ao turismo quando ele, finalmente, aparece.
Nem estradas - a fila Seia / Torre é, neste momento, contínua e praticamente parada - nem infraestruturas capazes.
Basta que as telecadeiras não funcionem para que mais ninguém se entenda nas pistas. Os chamados «saca-rabos» não conseguem despachar o trânsito ascendente de esquiadores e de imediato as pistas ficam congestionadas.
Bichas de quilómetros de carro e depois a pé, para os meios mecânicos, lá estão, neste momento, para desespero dos turistas.
Muitas horas perdidas. Enfim, o dia todo perdido.
Centenas de "Jeeps" conseguiram chegar às pistas mas voltaram para trás ao deparar com a gigantesca fila para os «forfaits».
Que vão essas pessoas, vindas de tão longe, dizer?
E almoçar, onde?
Depois de se perder toda a manhã em bichas para se aceder às pistas, são horas de almoço.
Onde é que vão almoçar milhares de turistas esfomeados e frustrados? No exíguo restaurante das pistas? Ou voltam para trás, no momento em que por fim lá conseguiram chegar, para poderem tomar uma refeição decente?
O que se está a passar, dizia, é mesmo o pior possível.
Turista que veio hoje, não volta tão cedo. E pior: transmitirá a todos quantos sejam das suas relações, que por sua vez transmitirão a outros, que a serra assim (des)organizada, não vale a pena.
E não terá razão?
Não será o momento de se parar para se fazerem obras no resto da casa, construindo as divisões que faltam - corredores, sala de estar, sala de jantar, quartos, casa de banho - e só depois começar a receber, condignamente, as visitas?
1.02.2004
OS NOVOS EMPRESÁRIOS PORTUGUESES TÊM MENOS QUE O 8º ANO DE ESCOLARIDADE
Os estudos tiveram como base a análise dos dados dos quadros de pessoal referente ao período compreendido entre 1991 e 2000, portanto abrange um período suficientemente longo para se poderem tirar conclusões válidas, por um lado, e, por outro lado, diz respeito a um período recente portanto essas conclusões continuam a ser válidas no momento actual e a reflectir a realidade empresarial portuguesa.
Assim, de acordo com as conclusões de um desses estudos que tem o titulo “Indicadores de Empreendedorismo e Inovação” em Portugal, os novos patrões portugueses que apareceram no período 1991-2000 “em termos de escolaridade, apresentam uma média de 7,7 anos de escolaridade” portanto uma escolaridade manifestamente insuficiente para poder responder aos desafios que as empresas enfrentam no mundo actual. Por outro lado, é evidente que se os novos patrões da última década do século XX possuíam em média uma escolaridade tão baixa– menos de 8 anos de escolaridade – então é legitimo concluir que a média de escolaridade dos antigos patrões portugueses, isto é, dos que ascenderam à classe de empresários antes de 1991 é ainda mais baixa, o que não deixa de ser extremamente grave e dá bem uma ideia da dimensão dos problemas existentes neste campo.
Outra característica importante dos novos patrões portugueses também revelada pelo mesmo estudo, que define bem o seu perfil psicológico, é que embora a maioria possuísse baixa escolaridade e baixas qualificações profissionais antes de serem patrões, logo que ascendem à classe de empresários autoclassificam-se como “quadros superiores” aparecendo nos quadros de pessoal das empresas incluídos em tal categoria.
É fácil de compreender que com patrões com o nível de escolaridade baixo referido anteriormente e com aumento de qualificações obtidos desta forma é difícil ou mesmo quase impossível recuperar o atraso em que o País se encontra. E isto porque a esmagadora maioria deles não possui as competências necessárias quer para enfrentar com êxito os desafios de uma concorrência cada vez mais global quer para introduzir novos produtos, novos processos tecnológicos, novas formas de organização do trabalho e novas formas de distribuição.
in «Os cães ladram e a caravana passa»
Reconstruir a ruína da Justiça Portuguesa
O problema da Justiça está, definitivamente, diagnosticado. Não está resolvido, mas pelo menos nunca mais nenhum figurante de toga terá a coragem de tratar o povo como simples canídeo, enquanto se dobra em deferências perante os senhores do colarinho branco.
O primeiro passo está dado. A Casa Pia já permitiu expôr até à exaustão a aberração perfeitamente descricionária chamada Sistema Judicial Português.
Expô-lo e desacreditou-o. Porque não se podia perpetuar uma coisa destas num país que se diz de Direito, mas que De Facto demonstra todos os dias que o não é.
Cabe agora aos bons profissionais da Justiça reconstruir a ruína desmoronada.
Cabe aos cidadãos aceitarem o pedido de desculpas dos Bastonários Judiciais, pelo estado a que os seus agentes deixaram chegar a Justiça em Portugal.
Devem estes endereçá-lo publicamente, em nome daqueles cujo sacrifício nas barras dos Tribunais e nas prisões parece ter sido em vão.
E mais lhes cabe substituir, desde já, aquela emblemática e incomensurável soberba por uma nova atitude de dedicada humildade; acabar de demolir o pardieiro em que tristemente se movimentam, e começar HOJE MESMO a reconstruir o edifício da Nova Justiça Portuguesa.
A lógica das patacoadas dos juízes
3 horas não eram passadas desde o último escândalo da dupla Guerra/Teixeira e já um juiz desembargador com o ar mais alucinado do mundo se posicionava em frente às câmaras a defender o ex-colega.
Agora analisemos a lógica do raciocínio elaboradíssimo com que estes senhores chegam ao final de uma carreira brilhante (depois de terem condenado milhares de pessoas, sabe-se lá quantos inocentes, e de terem absolvido outros tantos criminosos):
afirmação 1: Uma carta anónima não constitui prova, em nenhum caso.
afirmação 2: Mas se o procurador a meter no lixo pode ser acusado de ocultar provas.
Então se a carta nunca é prova, como é que está a ocultar provas?
Bem: e isto é um Juiz dos mais cotados - cujo nome me recuso a repetir a bem da sanidade mental dos meus leitores.
Será possível que os Tribunais estejam entregues a gente desta????
1.01.2004
Nabais sabe demais...
Hugo Marçal e Ferreira Dinis são dois grandes sortudos. Calhou-lhes o único advogado de quem o choné Teixeira e o e alucinado Guerra têm mêdo, vá-se lá saber porquê. Resultado: os dois arguidos estão livres o que representa um sucesso de João Nabais de 100% enquanto Sá Fernandes e Serra Lopes tiveram, até agora, zero sucesso.
Curiosidade adicional: tirando Carlos Silvino, trata-se dos arguidos sobre os quais pendem mais acusações!!!
O provérbio está trocado: Chuva na eira e muito sol no Nabal.
Prisão preventiva para procurador esgrouviado?
João Guerra, o excêntrico procurador que ameaça de morte toda a sua família, responsável pelas acusações a Carlos Cruz e demais arguidos, mostra a verdadeira dimensão de toda a sua alienação ao anexar cartas anónimas a processos. Neste caso são os Presidente da República e António Vitorino os visados.
Nem categoria profissional o artista tinha para tratar de assuntos relativos ao Presidente da República!
E mais uma vez, apenas membros destacados do PS. Nem um único político de outros quadrantes.
Viva a Justiça Portuguesa.
Aguardamos todos a prisão preventiva do descompensado procurador!
12.31.2003
Bom 2004 para todos, excepto para 95%
Nesta hora de encerramento da emissão - tenho que ir ganhar a vida com a câmera às costas - desejo a todos os clientes e amigos que nunca vos aconteça o que aconteceu ao Carlos Cruz.
Que nunca nenhum "amigo" vos acuse de pedofilia (o único crime que existe em Portugal que dá de imediato acesso a prisão preventiva) e que apenas por isso, sem quaisquer outras povas para além dos testemunhos desses amigos, não apodreçam os V. ossos na prisa por tempo indeterminado.
Ao Rui Teixeira, esse esquizofrénico assumido, agradeço o ter mostrado à sociedade que vergonha é esta chamada Justiça Portuguesa.
À Fátima Felgueiras, a corrupta menos corrupta de Portugal, agradeço por ter mostrado ao país que quem quiser pode fintar esta miserável coisa chamada Justiça, sem que absolutamente nada lhe aconteça.
Ao Camilo do Totta, que abafou 2 milhões ao Banco, segundo dizem agora os ex-amigos, espero que esteja bem - não é essa a informação que tenho - e agradeço também por mostrar aos senenses que nem investigação policial existe nem absolutamente coisíssima nenhuma. Lá continua, no seio dos amigos, a gozar o sol e os rendimentos e qualquer dia está lá a Família toda. Vão depressa juntar-se a ele, que daqui a 3 anos a polícia começa a ir à sua procura e depois é mais difícil.
Em 2013 o processo está prescrito e depois até já pode voltar a Seia.
Será recebido como um herói.
Ao João Guerra, o procurador lunático, agradeço que meta toda a sua família na cadeia, como pretende, que é para termos a certeza que não terá mais filhos: um risco à escala nacional que deve ser, a todo o custo, evitado.
Aos professores portugueses, tirando muita da miséria que grassa nos conselhos executivos por esse país fora, desejo boa sorte nas V. tarefas e que ENSINEM as crianças, para que não fiquem tão estúpidos como aquelas que eu conheci, por serem meus colegas, e agora são professores.
A Portugal, que abra os olhos e deixe, finalmente, de ser um país de grunhos. Ainda há muito boa gente, livre de corrupções e compadrios, que podem contribuir para um futuro colectivo bem melhor.
A todos os corruptos e compadres que se instalam em todos os degraus do poder - e que, por isso mesmo, desgraçam o nosso futuro a cada dia que passa, - desejo que tenham uma monumental diarreia, para que quem o não é possa ocupar o seu lugar e fazer com que este país saia, de uma vez por todas, da cauda da europa civilizada.
Bom ano para todos, excepto para os corruptos e para os grunhos.
João Tilly
13 mil páginas sem índice
Sá Fernandes queixa-se de que as 13 mil páginas do processo Casa Pia não contêm, sequer, um mero índice!
«Como se pode consultar o que quer que seja? » - protesta.
«Em pleno sec 21?» - Pergunta incrédulo.
PJ, investigadores, procurador e Juiz não se preocuparam com esse mero pormenor.
Agora só lhes falta descobrir também que, ou faltam centenas de páginas, ou estarão em branco...
ENSINO: AS MAFIAS DOS CONSELHOS EXECUTIVOS
Isto de eleger meia dúzia de colegas para as Comissões Executivas tem cada vez mais piada... para eles.
Nós chamamos-lhe Democracia; eles chama-lhe um figo, e a nós... chamam-nos tansos.
A classe dos professores é decididamente a mais desunida, porque a mais medrosa que há.
A partir do momento que são eleitos é vê-los a transmutarem a sua personalidade, como que por magia.
Os mais humildes tornam-se arrogantes, os mais acessíveis, altivos e os mais estúpidos, mais ainda.
Como tem coragem, gente que nunca geriu nada na vida a não ser as respectivas cozinhas, de se candidatar a gestor escolar?
Qual a sua formação? A maior parte das vezes é directamente proporcional aos seus níveis intelectuais.
Mas agora: que benesses adquirem imediatamente?
Apenas algumas:
1º - NUNCA MAIS FALTAM NEM NUNCA MAIS SE ATRASAM. Porquê? Porque não há registo de faltas para os membros do Conselhos executivos. Podem aparecer às horas que quiserem, se quiserem, que está tudo bem. No final do ano, recebem um bónus de 1 mês por nunca terem faltado nem chegado atrasados.
2º - SAEM ÀS HORAS QUE QUEREM. Não há registo de horário de trabalho para os membros das Comissões Executivas. Por lei têm que fazer 35 horas semanais.... é só rir!!!
3º - NUNCA NINGUÉM SABE, MESMO QUE ESTEJAM AO SERVIÇO, ONDE ESTÃO. Não há horários afixados nas portas dos CE, exactamente para que a confusão se estabeleça. É obrigatória a sua colocação, mas se o fizerem, começam logo a ficar controlados. Têm, pelo menos que estar na Escola. Portanto, sem horário afixado é tudo muito melhor.
- Onde está Fulano?
- Deve estar para aí.
- E Cicrano?
- Deve andar lá para cima...
- E Beltrano?
- Acho que hoje ia com a filha ao médico...
4º - REDUÇÃO das componentes lectivas, aqueles que têm algumas, quase para zero. O resto do tempo, escusam de vir à Escola, porque não há controle das restantes horas.
5º - ULTRAPASSAGEM de centenas de colegas mais graduados na listagem geral, porque se pertence a Comissões Executivas. Onde andariam muitos dos professores sem tempo de serviço que se perpetuam em Escolas perto da residência, não fossem as jogadas das CEs? Destacamentos e cunhas são logo ultrapassados por este método seguro.
Vens para a Comissão Executiva e garantimos-te lugar por 3 anos.
Há melhor???
Viva a democracia!
12.30.2003
DREC/CAE - Uma associação de malfeitores?
Por 3 vezes chamei, por escrito, a atenção da DREC para as ilegalidades perpetradas na Escola EB 2,3 Dr Abranches Ferrão, que ostenta um pseudo Conselho Executivo totalmente ilegal desde a sua eleição. Logo no momento em que foi eleito o CE nunca deveria ter tomado posse, uma vez que o Agrupamento iria receber - todos bem o sabíamos - escolas novas imediatamente.
Disse-o alto e bom som no último Conselho Pedagógico em que participei.
Foi "cozinhada" no silêncio e nas costas dos Pais, Professores e comunidade Escolar, uma solução de compadrio entre os Presidentes da Comissão Executiva anterior e da actual, que mantém 50% da composição da anterior.
Tipicamente um arranjinho de amigos.
A transparência, na Arrifana, é igual à legalidade: zero.
E isso só convém àqueles que não têm vergonha na cara.
Estou farto de denunciar esta situação, e até agora tudo o que se ouviu foi o som do silêncio.
Um silêncio cúmplice.
Um silêncio podre.
Mas não me calarei porque não me farão a mim cúmplice de «jogadas de amigos» que a ninguém deixam dúvidas.
Como consequência destas exposições e alertas, a nova CE ilegal decidiu perseguir os professores que alertaram para a autêntica pouca-vergonha que se verifica a nível dos "cargos" assim perpetuados.
A verdade é que este CE tomou mesmo posse, de forma absolutamente abusiva, posse essa conferida por José Diogo, que assim chancelou e decidiu apadrinhar uma gritante aberração.
Este Concelho Executivo ilegal tem sido "mantido" no poder até agora pelo silêncio cumplice da DREC e do sr coordenador José Diogo Pinto, agora suspenso pelo Ministro, que não cumpriram, também neste caso, a Lei.
É urgente a reposição da legalidade no Agrupamento através de novo processo eleitoral, já que este Agrupamento foi aumentado e portanto, à luz da Lei, é considerado para todos os efeitos como um Agrupamento NOVO.
Ninguem pode atropelar a Lei, por mais amigos que sejam de coordenadores ou de directores adjuntos.
Devem os professores que fazem parte deste ilegal Conselho Executivo ressarcir os cofres do Estado dos montantes ilegalmente auferidos desde a sua tomada de posse, e retomar a sua situação de simples professores nas escolas para onde deveriam ter sido colocados, não fora esta manobra degradante e grotescamente ilegal.
Ou se cumpre a Lei ou têm que se expôr a público os prevaricadores.
Até para que os colegas que foram prejudicados com estas manobras possam saber exactamente quem os prejudicou.
Nenhum acto deste Concelho Executivo se revestiu até hoje de um mínimo de legalidade, pelo que aquele Agrupamento de Seia continua a funcionar absolutamente à margem da Lei.
Até quando?
Até chegarem as televisões?
"Cólidade envestigatória": Herman é Omnipresente
No Brasil e em Portugal ao mesmo tempo... sim senhor!
É mesmo um verdadeiro artista!
Agora imaginemos que tinha ficado preventivamente preso.
Só agora poderia provar, e em 3 minutos, que não estava em Portugal na data em que o acusam de ter tido aquele alegado comportamento.
Ficava com os ossos na choldra sem se poder defender, o tempo que fosse preciso, na mais absoluta ignorância até à data de ontem.
Grande país que tem uma "Jostissa" e uma "Envestigação" de tão elevada "Cólidade".
Proponho já que a Judite, o João Guerra e Rui Teixeira sejam galardoados na próxima gala dos Cromos de Ouro com o C da Cólidade profissional.
A corrupção no sapatinho
«Deficiente e fraudatória prestação de informação... » Assim reza o comunicado em que o Ministro da Educação informa ter demitido o director regional adjunto do Centro na sequência das conclusões de um inquérito à colocação de professores em Aveiro e Viseu.
António Vicente Figueiredo torna-se assim o primeiro director adjunto a ser demitido na sequência das milhentas caldeiradas que sempre existiram e vão continuar a existir nos concursos de professores.
Mas é preciso que se diga que este amigo dos seus amigos apenas foi demitido porque foi ingénuo a ponto de confessar que fez um jeito a uma filha de uma amiga.
Se tivesse ficado de bico calado, como todos os demais colegas, o inquérito teria apurado tratar-se apenas de um erro de concurso a ninguém imputável em em particular e tudo ficaria tal e qual, como compete a um país que cultiva tão religiosamente a corrupção como a futeboleirice.
Cedo piaste, ó Figueiredo.
12.28.2003
Figurantes portugueses em Angola: a tragédia, o drama, o horror...
O Mega-casamento da filha de Eduardo dos Santos não pode deixar de causar em qualquer cidadão livre uma reacção de revolta de proporções planetárias.
Não pelo rapazinho que escolheu, coitado, nem pelos convidados que se viram obrigados a estar presentes.
Também não pela dívida externa do país que nunca a pagará nem a amortizará sequer - pelo menos a Portugal.
O que impressiona é o facto de todos os hoteis de 5 estrelas, mais os de 4 e os de 3 terem ficado totalmente reservados durante os 15 dias que rodearam o evento, por ordem do presidente, para os seus convidados.
O que indigna é que com o custo de um simples casamento podiam ter-se construído dezenas de escolas e centros de saúde para um dos povos mais sacrificados do continente africano.
Nisso, devo reconhecê-lo, os nossos povos têm a curiosa sina de serem, desgraçadamente, irmãos.
Aqui é a inacreditável futebolice que consome todas as verbas subtraídas dos nossos impostos à Saúde, ao Ensino e à Justiça.
Lá, os casamentos e os luxos desmedidos no dia a dia daquela família Real.
Portugal tornou-se historicamente cúmplice deste Presidente e deste regime ditatorial quando, pela mão de Murteira Nabo, a PT pagou 15 milhões de contos por 50% de uma licença monopolista de exploração da futura rede celular de Angola. 15 milhões por metade de um registo na Conservatória de Luanda que tinha custado... 5 contos.
Com esses milhões, Eduardo dos Santos comprou tecnologia de rasteio de comunicações telefónicas via satélite, que lhe permitiu, entre outras vantagens estratégico-militares, apanhar Savimbi no meio da selva.
Foram os portugueses, com os seus impostos, pela mão da PT, que entregaram Savimbi nas mãos de Eduardo dos Santos. Historicamente correcto? Historicamente errado? O fim da guerra, pelo menos teoricamente, teria sido o primeiro passo para a reconstrução da nação Angolana e até eu, que odeio ditadores, considerei que o sacrifício de Savimbi, se tivesse servido para colocar um ponto final à guerra fratricida, não teria sido um preço exageradamente elevado a pagar (que me perdoe a família por esta gélida afirmação. Nada pessoal, claro).
A verdade é que a oportunidade do fim da guerra não tem sido aproveitada por este senhor ditador presidente.
O país continua irreconhecível, mais subdesenvolvido que nunca. O ensino e a saúde praticamente não existem por todo o país e as únicas manifestações culturais, científicas, sociais que por lá se vêem... é isto.
Um mega casamento de milhões.
Durão não podia faltar, embora a sua missão não fosse exactamente a de renegociar a dívida externa ao nosso país que, a ser paga, de imediato faria rasgar o mais amplo sorriso à taciturna máscara da Ferreira Leite.
Os palhaços de serviço da SIC e da Caras também não.
Quando é que Portugal parará para pensar nas suas continuadas participações, ao mais alto nível, nestas indignas palhaçadas que envergonham, pela conjuntura de que se revestem, toda a Humanidade?
12.27.2003
ATENÇÂO: Sinais de trânsito mesmo falsos acabam por fazer sempre fé
Estando eu já perfeitamente acomodado com o facto de a nossa garbosa GNR outra vida não fazer do que multar por estacionamento indevido (ver Imperdoável), ao de leve ebocei um projecto de sorriso com a notícia da SIC sobre os sinais de trânsito ilegais apostos por toda a parte.
Em Seia não há um só que seja legal, nem eu conheço em lado nenhum do interior do país um único sinal de trânsito que exiba de forma visível o código do cadastro e chancela da autarquia.
Mas isto já todos nós sabemos há muito.
Há anos que correm textos com essa informação na net.
Ora, apesar de ser essa uma insofismável realidade - os sinais estão todos ilegalmente colocados pelo que teoricamente não deveriam ter qualquer valor - a verdade é que acabam por tê-lo, mesmo assim, em Portugal.
Porque os GNRs continuam a multar com base neles e o cidadão continua a pagar a multa. Quando não paga e reclama a tempo - coisa que ninguém faz - o juiz também se rege pela jurisprudência e pelo senso comum. Se já condenou centenas de condutores com base nos mesmos sinais, não vai agora assumir-se como ignorante e péssimo profissional e deixar de condenar os seguintes, só porque a SIC se lembrou de consultar a Lei - coisa que muitos juízes de província deviam fazer mais amiúde, pelo menos nos intervalos das passeatas de jipes e jantaradas de fim-de-semana.
Quem quiser que recorra.
E só em recurso, com umas boas centenas ou milhares de euros gastos, se fará justiça.
Portanto... sinais falsos acabam por se tornar mesmo verdadeiros, aqui em Portugal
12.26.2003
5º artigo de opinião no Expresso Online
Perdoe-se-me a imodéstia, mas aqui deixo mais um link para o meu último artigo publicado no "leitor com opinião" do Expresso.
E vão 5, o que me parece ser um record absoluto, já que mais nenhum autor escolhido repete, sequer, um texto.
E como eu não conheço aquela gente de lado nenhum... cunha não é.
É sobre o problema (da falta) de ensino.
Com ele arranjarei mais uma boa centena de inimigos - os professores do funcionalismo público do extremo cansaço à segunda feira de manhã - e mais 2 ou 3 amigos entre os poucos professores que não envergonham esta desavergonhada classe (já que a maioria é quem determina o que a classe, de facto, é).
António Nunes em exclusivo
"Não temos quaisquer responsabilidades no que aconteceu"
O engenheiro responsável-técnico pela construção do edifício que ruiu garante à nossa reportagem estar totalmente isento de culpas e aponta as causas do desmoronamento que, segundo ele, foram já corroboradas por vários técnicos que se deslocaram à obra.
"A culpa é do muro que está a ser construído nos terrenos da Escola Secundária". Esta afirmação surpreendente e textual de António Nunes abre o pormenorizado esclarecimento que teve a gentileza de prestar à nossa reportagem e que será brevemente publicado na íntegra aqui no PE Online.
"Contra a Natureza nada pode ser feito".
"Somos responsáveis pela contrução de mais de 50% dos edifícios em Seia".
"Não somos nenhuns principiantes; a gente sabe o que está a fazer."
António Nunes, o engenheiro responsável pela construção do edificio que desmoronou na véspera de Natal, em Seia, quer deixar bem vincadas estas ideias de força para início de conversa.
Explica-nos o que sucedeu:
"A causa do desmoronamento foi o levantamento do nível do lençol freático, que se deveu à construção de um muro nos terrenos da Escola Secundária, do outro lado da estrada.
Esse muro obstruiu o natural escoamento das águas subterrâneas, que por esse motivo se acumularam a montante (fundações do edifício que desabou), provocando correntes não identificadas que determinaram o abatimento dos pilares centrais e o imediato arrastamento da estrutura".
Em entrevista alargada e excusiva ao PE Online, A. Nunes tece outras considerações e dispara acusações contra "alguns colegas que fazem as coisas de qualquer maneira"...
Fala da estabilidade dos edifícios contíguos, de indemnizações que poderia (mas não quer) exigir, e garante que só quer que as pessoas não o "crucifiquem".
Fique atento.
Textos de SitCom: Durão monólogo
(Voz trémula tipo Eunice Muñoz)
- "o pior já passou" na economia nacional...
(Pausa. Inspira. Mais animado ma non troppo)
- 2004 será um ano de recuperação "lenta e gradual"...
(Expira.)
Sequela:
(Deixa a pose etérea e com ar pensativo, como que "caindo na real")
- E porque é que o pior já passou?
(Saltando repetidamente, joelhos flectidos, tronco curvo e punhos cerrados)
- Porque sim! Porque sim! Porque siiiim!
Textos de SitCom: Durão-GNR
Imaginem isto dito pelo John Cleese...
Agora pelo Mr Bean...
Impagável!
12.25.2003
"Ground Zero" em Seia: uma questão de Fé
O acontecimento de ontem, em Seia, não foi o pachorrento dia da consoada, mas o que pôde ser visto nos 4 canais da televisão aberta.
Um prédio em construção, já na fase do assentamento do telhado, cai estrondosamente em frente ao quartel da GNR, sem mais nem menos, cerca das 10 e meia da manhã.
Por milagre - como sempre acontece, em Portugal - os 4 trabalhadores que se encontravam a laborar no local estavam na parte que não caiu. Fosse ontem e ficavam todos soterrados.
Porque é que aquilo aconteceu? Estamos em Portugal, portanto tudo se fará, a partir de agora, para que nada se saiba.
Resta-nos esperar a conclusão da Inspecção Geral do Trabalho, que obrigatóriamente remeterá ao LNEC elementos estruturais para análise. Os resultados desse estudo não serão tornados públicos. Serão entregues ao Construtor e à CMS e depois... cortina de fumo.
Isso era até aqui.
Desta vez o povo não ficará sem saber porque caem pisos e prédios consecutivamente numa mesma urbanização em Seia, porque não me apetece.
Quero saber de quem é a culpa de uma derrocada generalizada daquelas ter sucedido, felizmente em fase de construção.
Mais preocupante ainda: o facto de não haver cargas no edifício de nenhuma espécie. Apenas a estrutura se encontrava de pé. Com a afluência de moradores, e a subsequente carga do recheio dos apartamentos, a rotura inevitável seria fatal para muitas famílias.
E o outro edifício contíguo? As opiniões generalizadas de construtores e empreiteiros ontem ouvidas no local apontavam inequivocamente para erros crassos de construção. Não houve um só empreiteiro que não prognosticasse o mesmo fim para o edifício anexo.
Histórias aberrantes puderam ser ouvidas durante toda a manhã e princípio da tarde naquele local sobre alegadamente outros incidentes em obras do mesmo construtor.
Generalizadamente se perguntava quem é o organismo que investiga estas obras.
Não me compete dar respostas. Mas dava-as imediatamente se soubesse. Compete-me sim, enquanto cidadão, levantar uma meia dúzia de questões.
1 - A Câmara fiscaliza as obras? Marciano Galguinho afirmou ontem "ser impossível que a Câmara pudesse fiscalizar todas as obras em construção em Seia".
2 - A Obra estava devidamente licenciada? Uns dizem que sim e os mesmos dizem que não, dependendo se falam para as televisões ou em privado. Não perceberei nunca isso.
3 - Algum responsável tinha reparado no autêntico "ribeiro" que nasce da parede da cave do 1º edifício, que a reportagem da SIC ontem revelou sem margem para dúvidas? Como é possível construir-se e aprovarem-se obras sobre linhas de água, sem o devido reencaminhamento dessas águas livres para outro trajecto?
4 - Quem é o responsável técnico pela obra? O nome ontem unanimemente ouvido não pode ser, porque não se trata de nenhum profissional inscrito na Ordem dos Engenheiros, simplesmente por não ter concluído nunca nenhuma licenciatura em engenharia.
Então porque é do conhecimento público uma informação falsa? A quem interessa esta desinformação? Esse engenheiro, seja lá ele quem for, é o último responsável legal pelo decurso da obra, a quem devem ser assacadas todas as responsabilidades e atribuídas todas as consequências, felizmente apenas materiais, do trágico acontecimento.
5 - É verdadeiro ou falso o histórico de derrocadas e sucessivos erros de construção, alteração de projectos, embargos e "poupança" de meios - que podem colocar em causa a estabilidade das obras - ontem abertamente denunciado pelos populares? Se não é, porque são tão veementemente referenciados?
6 - Porque é que um representante da Inspecção do Trabalho, que passava em Seia e alertado pela rádio, embora frisando que comentava a título pessoal, se apressou a referenciar negativamente o proprietário da obra pelo histórico de incidentes que a empresa alegadamente regista no seu cadastro?
Muitos prognosticam já "o fim da actividade" do construtor.
Porque, dizem, "ninguém mais irá comprar andares em prédios que caem".
E eu pergunto se não seria esse o mal menor.
Felizmente este "ground Zero" deu-se ontem, e não mais tarde.
E infelizmente continuamos a substituir a exigência da competência e fiscalização técnicas bem Terrenas, pela continuada Fé no Altíssimo Protector.
"Se Deus quiser", a fiscalização começará a actuar, e mais nenhum edifício cairá.
12.24.2003
Contos de Natal: O Ministro e o Hospital
Era uma vez um ministro muito bonzinho. Comia a sopa toda e fazia tudo aquilo que a mãe mandava. E uma cidadezinha - Seia - que tinha um Hospital que era muito mau. O povo de Seia vivia muito triste porque o seu hospital era mesmo muito béra. Mandava as crianças todas passear. Primeiro para a Guarda e às vezes para Coimbra, porque não tinha nem sequer um laboratório a funcionar à noite e aos fins-de-semana. Aos outros doentes, que não mandava passear, o hospital mau mantinha-os nos corredores deitados em macas dias e dias. Era mesmo mau o sacana do hospitalzito ranhoso.
O povo fartava-se de pedir ao ministro bonzinho que lhe desse um hospital novo, já que se havia dinheiro para Estádios de futebol, Aeroportos e TGVs também devia haver algumas moedas para um hospital que não fosse tão velhaco.
Depois de muito lhe pedirem, o ministro bonzinho lá decidiu vir a Seia explicar o que ia fazer.
Disse que um hospital novo não podia ser, que demorava muitos anos a construir, e mais isto e mais aquilo... Por isso ia mandar construir um novo hospital no sítio onde estava o velho, que era mais rápido. O povo calou-se, não percebeu nada como de costume, encolheu os ombros, e foi para casa.
Mas o hospital mau, que era mesmo fatela, foi por trás dizer à Misericórdia, que é uma coisa muito boa, cheínha de pessoas muito competentes a geri-la, que o ministro queria construir um novo hospital que não era bem, bem novo, mas que era quase novo, no lugar do hospital velho. E que depois o hospital velho desaparecia e já não podia ser convertido num centro de 3ª idade, daqueles que ficam milionários mais rápido do que um limpa-neves a desimpedir a estrada Sabugueiro - Torre.
A Misericórdia pensou, pensou, e disse ao Hospital mau que não se preocupasse. Que continuasse a mandar crianças para Coimbra e velhos para o corredor que ela tinha visto uma série inglesa chamada "Yes, Minister" e por isso já sabia como resolver o problema.
Chamou o seu provedor que tem um nome tão esquisito como o dono deste blog e disse-lhe:
- Béco! - o senhor chama-se assim mas é muito bonzinho - Ó Béco!
- Senhora? Respondeu o provedor.
- Vais dizer ao senhor ministro que o hospital mau tem que ficar como está, não pode ser desvirtuado, porque a fachada é dos anos 30 e portanto ali ele não prega nem mais um prego na canalização.
Bem, e ele lá foi.
Quando chegou ao pé do Ministro bonzinho e lhe disse o que a Misericórdia ainda mais bonzinha lhe tinha mandado dizer, o ministro respondeu:
- Pois! Por isso é que este país não anda para a frente! Mas olhem: reparem bem que eu tentei. A culpa não é minha...
E lá continuou o velho e mau hospital muito bem instalado na vida, com os seus curto-circuitos todos sempre a postos, enquanto o ministro bonzinho vai pensar numa outra solução.
Moral da história:
Antes de entrar em pista o palhaço pobre deve tirar sempre o serrote musical do prego.
12.23.2003
Feliz Natal a todos os leitores e bloggers
E as vossas desculpas por ter estado completamente "parado" nos últimos dias.
Sabem como é: o Natal... tenho andado a filmar empresas para os nossos indoors... enfim.
À procura do graveto, que a vida está cara, mesmo para um genial realizador como eu (o melhor da minha rua).
O vídeo digital, nesta altura do ano, tem que tomar o lugar do puro e etéreo exercício de cidadania que é a blogmania.
A todos os meus leitores as vossas desculpas e... até para a semana.
Um Santo e Feliz Natal é o que eu Vos desejo a todos; àquela pequena legião de fanáticos que assiduamente me lêem, vá-se lá saber porquê.
Obrigado por isso.
João Tilly